17 março 2008

NAVIO NORUEGUES SE ACIDENTA E DERRAMA 5.000L DE ÓLEO NO MAR, NAS PROXIMIDADES DA ILHA DE MARÉ - BAÍA DE ARATU - BAHIA/BRASIL

NOTÍCIA TRISTE PARA OS NOSSOS MARES
Mais um acidente que vem poluir ainda mais os nossos mares e as já, tão poluídas águas da Ilha.
Pequena descrição da Ilha, feita por uma agência de ecoturismo:
Ilha de Maré - Uma vasta extensão de Mata Atlântica divide a paisagem com mangueiras, coqueirais e a tradicional cana brava, matéria-prima para o artesanato na Ilha de Maré, em Salvador. O lugar, ainda primitivo, contempla o visitante com belas praias de beleza resguardada e povoados intocados à beira-mar, de cultura tradicional viva, que ainda sobrevivem da pesca e artesanato.
Navio norueguês derrama 5 mil litros de óleo na Baía de Aratu
Por Gabriel Noronha
Técnicos do Centro de Recursos Ambientais (CRA) sobrevoaram a Baía de Todos os Santos na manhã desta segunda-feira para avaliar as conseqüências do derramamento de 5 mil litros de óleo lubrificante do navio NCC Jupail, de bandeira norueguesa, que bateu no Porto de Aratu, no município de Candeias, a 46 km de Salvador.A diretora-geral do CRA, Beth Wagner, declarou que uma mancha de óleo atingiu a praia de Bananeira, na Ilha de Marés, que pertence ao município de Salvador. "Ainda não sabemos a origem do óleo mas acreditamos que seja deste mesmo navio", disse após sobrevoar a região de helicóptero.
VEJA REPORTAGEM EM VÍDEO
Segundo a diretora do CRA, a mancha que atingiu a praia de Bananeira corresponde a 30% de outra mancha, que está represada no píer do Porto de Aratu, localizado na região nordeste da Baía de Todos os Santos. No total, 20 km² foram atingidos. O acidente ocorreu no final da noite de sábado, quando o casco do NCC Jupail rompeu assim que o fundo da embarcação bateu em um píer de amarração durante manobra no porto. A carga tinha como destino a cidade de Amsterdã, na Holanda.O navio foi cercado por barras de proteção para evitar que o material se espalhasse, e 11 técnicos em segurança ambiental usaram mantas para absorver o óleo e bombeá-lo para dentro de tonéis. "A princípio, a mancha não atingiu praias e manguezais, mas ela estava se deslocando em direção à Ilha de Maré, que fica dentro da Baía de Aratu. Uma equipe de atendimento está indo para lá para analisar a situação", disse Cíntia Levita, coordenadora de emergências do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na Bahia. O óleo derramado causou um impacto visual negativo muito grande. "É um volume considerável de óleo que está recobrindo a lâmina d'água. A extensão da mancha é grande, e o tempo não está contribuindo. Está chovendo e ventando muito na Bahia, o que favorece o espalhamento", afirmou Cíntia. De acordo com a analista ambiental, no entanto, a pequena intensidade das ondulações no local do acidente pode favorecer o trabalho de limpeza da água. "Podemos colocar as barreiras e conter o espalhamento desse produto para podermos absorvê-lo depois", afirmou. Com a colisão, o navio sofreu danos no sistema de propulsão e está sem condições de se locomover. Segundo o CRA, a Agência Marítima Granel será responsabilizada pelos danos e pode receber multa diária de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.O gerente da empresa, Israel Vasconcelos, informou que o navio sofreu um rombo de três metros de diâmetro no casco e que a embarcação deve ser descarregada completamente em Aratu para execução dos reparos. Ele disse que a operação é segura e não provocará novo derramamento. A Granel irá apurar a responsabilidade pelo acidente antes de se pronunciar oficialmente sobre o caso.O inquérito administrativo aberto pela Capitania dos Portos para apurar as causas do acidente só deve ser concluído em 90 dias. Já o Ibama fará uma visita ao porto ainda nesta segunda-feira para verificar as condições em que foi realizada a operação que causou o acidente. O Porto de Aratu não tem licença ambiental válida, mas está em processo de regularização junto ao órgão.
Fonte: Site UOL
As responsabilidades devem ser apuradas e os culpados punidos, CHEGA DE ENVENENAR OS NOSSOS MARES!

VAMOS USAR SACOLAS ECOLÓGICAS!

Brasília Shopping dá continuidade a campanha de incentivo ao uso de sacolas ecológicas em 2008
Novo modelo de eco bag começou a ser vendido no dia 05 de março.
Elas vieram para ficar. Aprovadas pelo consumidor brasiliense, que aderiu ao uso de um acessório ecologicamente correto, as sacolas ecológicas (eco bags) criadas pelo Brasília Shopping ganham modelos novos este ano. Todos levarão o selo Movimento Ecofashion.
Assim como a bolsa criada em 2007, a nova eco bag é 100% algodão e leva assinatura da estilista Kátia Ferreira, da Apoena. A primeira versão tem dois bolsos laterais e estampa com flores - com fundo nas cores amarelo, vermelho e verde. A confecção ficará novamente nas mãos de associações de artesãs do Distrito Federal.
As sacolas ecológicas viraram moda na cidade no Natal. Inicialmente, a campanha previa a confecção de 5 mil bolsas, mas a grande procura levou ao aumento da produção para 8 mil sacolas até dezembro e, em seguida, para mais de dez mil, com período de trocas estendido até janeiro de 2008. “O sucesso superou nossas expectativas”, comemora a idealizadora do projeto e gerente de Marketing do Brasília Shopping, Ana Paula Cunha. “Por isso, a ação será potencializada este ano, com a edição de modelos exclusivos”, completa Ana Paula.
O Brasília Shopping lançou a novidade na capital com o objetivo de influenciar a atitude consciente de seus clientes, de forma a evitar ou, ao menos, reduzir o uso indiscriminado do plástico, que agride a natureza. A notícia da iniciativa correu o país, sendo procurada por centros comerciais de Fortaleza e do Rio Grande do Sul, que demonstraram interesse em reproduzir a campanha.
Conscientização - A idéia de conscientizar a população da importância de ter a sua própria sacola na hora de ir às compras já é difundida na Europa e na América do Norte. Além da economia de material, o uso de eco bag ajuda a preservar os recursos naturais.
Estudos comprovam que o plástico pode levar até 500 anos para se decompor. Enquanto isso, ele causa uma série de problemas ambientais. Um deles é impedir o escoamento de água da chuva no solo e prejudicar a irrigação natural. Os plásticos contaminam rios e mares, criando zonas mortas nesses locais. Prejudicam a decomposição de material orgânico e produzem gás metano, 21 vezes mais prejudicial do que o gás carbônico. O mundo consome 1 milhão de sacos plásticos por minuto. Isso representa quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano. Hoje, a produção de plástico é 20 vezes maior do que há 50 anos.
Projeto de Lei - O Brasília Shopping foi estabelecimento pioneiro, em Brasília, a estimular a atitude consciente dos consumidores locais. No segundo semestre de 2007, incentivou a troca de sacolas de plástico por peças em tecido como forma de proteção do meio ambiente. Também no ano passado, começou a tramitar na Câmara Legislativa do Distrito Federal o projeto de lei 531/2007 que propõe essa substituição em estabelecimentos comerciais do DF.
O objetivo do projeto é “motivar as empresas comerciais e indústrias transformadoras a disponibilizarem produtos com as características de reutilizáveis, recicláveis ou biodegradáveis, em vez de plásticos de uso único, que ao chegar às casas são imediatamente descartados”.
A justificativa traz dados convincentes. Por exemplo: cada família brasileira descarta cerca de 40 kg de plásticos por ano, sendo 80% usados apenas uma vez e descartados; estima-se que no Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico a partir de Polietileno, do Polipropileno e/ou similares, que representam cerca de 10% de todo o lixo do País.
“Há um movimento mundial para a substituição destas sacolas plásticas poluentes por outras produzidas com tecnologia e substâncias menos prejudiciais ao meio ambiente, tais como papel reciclado, tecido, plásticos com aditivos que possibilitam a aceleração da decomposição e outras biodegradáveis”, informa o texto do projeto que, se aprovado e virar lei, obrigará os estabelecimentos a fixarem placas com a frase: “Sacolas plásticas convencionais levam mais de 100 anos para se decompor no meio ambiente. Traga de casa a sua própria sacola ou use sacolas reutilizáveis”.
Parabéns, Ana Paula!
Parabéns, Brasília Shopping!
Shoppings Centers do Mundo todo, vamos seguir o exemplo do BRASÍLIA SHOPPING!
Senhores proprietários de Supermercados, panificadoras e logistas em geral, vamos passar a utilizar sacolas ecològicamente corretas!
É A SUA VIDA, A NOSSA VIDA, A VIDA DO PLANETA QUE ESTÁ EM JOGO!

16 março 2008

REUNIDOS NO JAPÃO -G20 APOIA COMBATE A EMISSÃO DE GASES POLUIDORES


16/03/2008 - 12h24G20 apóia combate a emissões e discute limites para indústria
Por David Fogarty
MAKUHARI, Japão (Reuters) - Uma reunião dos maiores emissores de gás de efeito estufa do mundo neste domingo(16/03/2008) apoiou os esforços liderados pela Organização das Nações Unidas para um pacto mundial contra o aquecimento global, mas não entrou em acordo sobre as propostas para conter as emissões da indústria.
As nações do G20, de líderes em emissões como os Estados Unidos e a China a grandes economias em desenvolvimento como o Brasil, Indonésia e África do Sul, tiveram três dias de reunião perto de Tóquio discutindo estratégias para combater o rápido crescimento das emissões.
"Esses dois grupos estão pensando como podem cooperar coletivamente", disse Halldor Thorgeirsson, do secretariado da ONU para mudanças climáticas.
Os países em desenvolvimento estão exigindo que os países ricos façam mais para conter suas próprias emissões e ajudem os países pobres a pagarem por tecnologias verdes.
Os dois lados conseguiram resolver diferenças em Bali, em dezembro do ano passado, para lançar dois anos de negociações para um pacto entre todas as nações que substitua o Protocolo de Kyoto.
"Todo o debate sobre mudanças climáticas está deixando de ser um assunto apenas sobre metas para ser um assunto de como reduzir as emissões", disse Thorgeirsson.
"Este é um sinal muito bom de que o bom espírito de Bali vai prevalecer em Bangcoc também", disse ele, referindo-se ao encontro de 31 de março a 4 de abril na capital tailandesa, o primeiro da ONU entre as nações que apoiaram as decisões de Bali.
ONU - Conselho de Segurança das Nações Unidas

VAMOS, SENHORES!
O PLANETA NÃO PODE ESPERAR MAIS!
NADA DE META PARA AMANHÃ!´
TEMOS QUE REDUZIR AS EMISSÕES AGORA!
SOLUÇÕES JÁ!
PARA O MEIO AMBIENTE NÃO EXISTE PERDÃO PARA OS PAÍSES DESENVOLVIDOS E OS
EM DESENVOLVIMENTO, AMBOS ESTÃO DESTRUINDO!
DESMATAMENTO ZERO!
ALTAS MULTAS PARA AS INDÚSTRIAS POLUIDORAS!

CHINA - O PAÍS MAIS POLUÍDO DO MUNDO





Fotos:

1 - Uma das milhares de minas de carvão espalhadas pela China; 2 - Pequim/2007

Com 9.571.300 km2, sendo o 3º país do mundo em extensão territorial, a República Popular da China, há mais de 10 anos ocupa o melancólico primeiro lugar no ranking da POLUIÇÃO. Contando com uma população superior a 1.300.000.000 de habitantes, a China se viu obrigada a abrir a sua economia à partir de 1978, sob pena de ter sua imensa massa humana dizimada pela fome e miséria - fruto de 29 anos de socialismo/comunista.
O dragão despertou faminto de progresso a qualquer preço, e hoje, se a sua população está saindo da condição de miséria total - o que redundava em milhões de mortos por inanição ou outros gestos governamentais -, está refém do desenvolvimento desenfreado e inconsequente, gerando milhões de toneladas de lixo e nuvens indescritíveis de fumaça poluidora, o que tem provocados milhares de óbitos por males diversos, provocados pela poluição excessiva.

Veja matéria de 10 anos atrás, publicada pela revista Veja (01/04/1998):

Lixeira asiática
O país mais poluído do mundo começa a sepreocupar com o custo econômico da sujeira
País mais populoso do mundo, a China se presta a comparações em grande escala. Nem todas fazem inchar o peito de orgulho. O crescimento econômico médio de 9% nas últimas duas décadas transformou o país no mais poluído do planeta. O ar respirado nas grandes cidades chinesas, diz um estudo do Banco Mundial, é provavelmente o pior da Ásia. A indústria estatal nunca se preocupou com equipamento antipoluição, e o esgoto é despejado nos rios sem tratamento. Estima-se que 60% dos chineses recebam em casa água contaminada por esgotos ou produtos químicos. Até pouco tempo atrás, o governo sustentava que controle ambiental é luxo de país rico. A prioridade chinesa era tirar o povo da pobreza. Essa postura está mudando porque Pequim descobriu que a poluição também custa caro.
Como o país tem no carvão sua principal fonte de energia, a concentração de partículas em suspensão no ar é cinco vezes maior do que a recomendada pela Organização Mundial de Saúde. O Banco Mundial diz que a má qualidade do ar nas grandes cidades causa a morte prematura de 178.000 chineses por ano e 1,7 milhão de casos de bronquite crônica. O custo em despesas médicas e horas de trabalho perdidas: 32 bilhões de dólares, quase 5% do PIB. O incontrolável aumento da população disseminou a poluição urbana para grande parte da zona rural. A irrigação indiscriminada esgotou o solo e reduziu a produtividade de 10% a 25%. Só a chuva ácida, provocada pela poluição industrial, causa perda anual de 2,8 bilhões de dólares à agricultura. "A falta de proteção ambiental é uma das poucas coisas que podem impedir a China de continuar crescendo por muito tempo", preocupa-se Li Yining, da equipe econômica do novo primeiro-ministro, Zhu Rongqi, que tomou posse há duas semanas.
Poluição do consumo — A abertura da China ao capitalismo melhorou a qualidade de vida e enriqueceu uma parcela da população, que se aproxima dos padrões internacionais de consumo. Eletrodomésticos e automóveis já fazem parte da lista de compras de muitos chineses. O lado perverso da mudança é o aumento do lixo (abandonado na periferia ou jogado nos rios) e do consumo de energia elétrica. Num círculo vicioso, Pequim planeja represar rios e alagar ecossistemas delicados para construir uma centena de usinas elétricas nos próximos dez anos. O número de veículos registrados cresce entre 12% e 14% ao ano há duas décadas, aumentando a poluição do ar.
O presidente Jiang Zemin chegou a copiar de países ocidentais uma legislação ambiental, em 1996, que nunca foi implementada. A tentativa de intervir numa indústria poluidora, no ano passado, gerou tantos protestos que o governo preferiu mantê-la em funcionamento. Não há, por enquanto, nenhuma chance de o governo chinês resolver o problema a curto prazo, visto que seria preciso reformar toda a estrutura produtiva erguida ao longo de décadas. Proteção ambiental efetiva significaria fechar milhares de fábricas e aumentar o desemprego, um custo social que a China não vê razão para bancar. Governos comunistas nunca deram muita atenção às preocupações com poluição ambiental. Em parte, isso se deve à falta de opinião pública pressionando por qualidade de vida. Depois da reunificação, a Alemanha precisou desativar dezenas de fábricas herdadas da antiga Alemanha Oriental simplesmente porque ficaria caro demais convertê-las para seus padrões de controle da poluição.

CHINA - A ECONOMIA QUE MAIS CRESCEU NOS ÚLTIMOS ANOS, VIVE UM DRAMA


ECONOMIA CRESCENTE E POLUIÇÃO ACELERADA


Crescimento do PIB dos países em 2007
China -10,6%
Índia - 9,6%
Rússia - 8,1%
Brasil - 5,4%
Chile - 5,2%
África do Sul - 5,1%
União Européia - 2,9%
Estados Unidos - 2,2%

INCÊNDIOS NA INDONÉSIA

Cingapura convidou Brunei, Indonésia, Malásia e Tailândia para discutirem juntos a questão da poluição ambiental que todos sofrem, atualmente, por causa dos milhares de incêndios na Indonésia.
O ministro de Meio Ambiente de Cingapura, Yaacob Ibrahim, convocou seus colegas dos países vizinhos com o objetivo de abordar "as medidas urgentes e a longo prazo para controlar o problema".
Este ano, incêndios provocados ilegalmente por agricultores e companhias agrícolas nas ilhas indonésias de Bornéu e Sumatra têm causado intensas nuvens de fumaça.
O problema da fumaça, além das repercussões para a saúde, também tem seu impacto na economia. Em 1997, o mesmo fenômeno custou aos cofres da Indonésia, Cingapura e Malásia cerca de US$ 4,5 bilhões.
A Agência Ambiental de Cingapura voltou a se queixar da qualidade do ar, apesar do anúncio das autoridades indonésias de que começaram a conter os incêndios.
Fonte: Estadão