20 março 2008

O MEIO AMBIENTE E AS CIDADES


Foto: Forte de São João - Bertioga - autor:http://www.drfotos.com.br/fotosduzuppani04.htm
É imprescindível que todas as Prefeituras dos municípios brasileiros tenham uma Secretaria (Diretoria) de Meio ambiente, mesmo que esta esteja encampada pela Secretaria da Agricultura da cidade. O meio ambiente, é tão importante quanto quaisquer das outras Secretarias de Governo, a sua instituição é valiosíssima como um agente promotor de diretrizes focadas na qualidade de vida dos munícipes, zelando pela qualidade do ar, da água e de todo o meio ambiente.

Visitando o site do município paulista de Bertioga, instalado à beira-mar, numa região da Mata Atlântica, fiquei muito feliz em saber que aquela simpática cidade, tem 03 Conselho Comunitário de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA, Conselho Municipal de Desenvolvimento Agrícola e Pesqueiro de Bertioga, Conselho Diretor do Fundo Especial de Preservação Ambiental e Fomento de Desenvolvimento – FUNESPA e uma Secretaria do Meio Ambiente e, que esta possui as seguintes diretrizes administrativas:


Dentre outras, estas são as principais atribuições da Secretária de Meio Ambiente:


- Planejar, organizar e coordenar as atividades de defesa do meio ambiente em âmbito municipal;


- Estabelecer parcerias para o uso sustentável dos recursos naturais;


- Licenciar e fiscalizar atividades que possam degradar o meio ambiente;


- Avaliação de projetos de impactos ambientais no município;


- Promover a educação ambiental emitir licenças ambientais;


- Supervisionar e fiscalizar as normas relativas às qualidades do ar e da água, bem como do solo e dos níveis de ruído;


- Elaborar os estudos e relatórios de impactos ambientais e,


- Controlar o uso do aterro sanitário municipal.


Senhores Prefeitos municipais de todas as cidades brasileiras, se vocês ainda não instalaram uma Secretaria ou Diretoria do Meio Ambiente em seu município, instale, ela é de suma importância para auxiliar na preservação do Planeta, cuidando e administrando de maneira sustentável, os nossos recursos naturais.

O SISTEMA FINANCEIRO E O MEIO AMBIENTE - ATITUDES


Tendo trabalhado ao longo de 24 anos de minha vida em instituições bancárias, não poderia deixar de divulgar o que este setor está desenvolvendo para o nosso Planeta e suas reais preocupações.

Segue na íntegra, matéria da FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos.

O comprometimento com a causa da preservação ambiental motiva as instituições a investirem recursos e esforços no sentido de aprimorar suas práticas. No ano de 2004, programas e projetos de gerenciamento do impacto ambiental receberam R$ 16,4 milhões para seu desenvolvimento por parte de 33,3% dos bancos. Esses recursos foram aplicados em ações variadas, que vão desde a educação e conscientização sobre o tema até a adoção de práticas e tecnologias que permitem reduzir o consumo de recursos naturais, como água e energia.
Gestão
Em 2004, 36,7% dos bancos mantinham empregados especializados na análise de riscos e oportunidades ambientais e 30,3% integravam comitês e/ou conselhos locais ou regionais para discutir, com governos e comunidades, questões que se relacionam ao tema - indicadores que se mantiveram praticamente inalterados na comparação com o ano anterior. Sistemas de gestão ambiental, com objetivos e metas, alocação de recursos, preparação de empregados e auditoria, são mantidos por 6,1 % dos bancos. Há instituições que ainda não formalizaram o sistema de gestão, mas zelam pela adoção de critérios, procedimentos, controles e metas.
Para 21,2% dos bancos, o compromisso com a preservação dos recursos naturais inclui treinamento sobre temas socioambientais e que se relacionam com a gestão dos negócios. No ABN AMRO Real, por exemplo, são promovidos para gerentes de relacionamento comercial e analistas financeiros, enquanto o Unibanco capacita todos os funcionários envolvidos no processo de gestão. A educação ambiental, um ponto fundamental para a criação e o desenvolvimento de raciocínio crítico e engajamento em relação ao tema, por sua vez, é a preocupação de 54,4% dos bancos, que desenvolvem campanhas que atingem tanto o público interno como o externo.
A contribuição para a preservação da biodiversidade também acontece de forma direta, por meio do apoio e/ou desenvolvimento de projetos de conservação de áreas protegidas e/ou programas de proteção a animais ameaçados, uma característica comum a 27,3% das instituições.
Princípios do Equador
Vários bancos, como ABN AMRO Real, Bradesco, Citigroup, Dresdner, HSBC Bank, Itaú, Unibanco e WestLB, entre outros, aderiram aos Princípios do Equador, que são diretrizes de política social e de meio ambiente estabelecidas pelo International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial para operações de financiamento de projetos acima de U$ 50 milhões. Com essa adesão, reafirmam sua preocupação com o meio ambiente e com o crescimento sustentável de seus clientes, parceiros e do Brasil. Pelos Princípios do Equador, os bancos envolvem-se na viabilização de projetos observando condições sustentáveis não apenas sob o ponto de vista econômico, mas também ambiental e social.
Crédito
Outra via importante para a preservação ambiental é a criação e oferta de linhas de crédito para financiar iniciativas que busquem reparar danos ou melhorar aspectos ecológicos, e essa modalidade é oferecida por 33,3% dos bancos.Os recursos são empregados em projetos de reflorestamento ou desenvolvimento de tecnologias, como o uso de energia solar como combustível para automóveis. O Banco do Brasil é exemplo disso, atuando como agente financiador repassador do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para empréstimos aos projetos do Biodiesel e do Proinfa (Programa de Apoio Financeiro a Investimentos em Fontes Alternativas de Energia Elétrica).
As práticas ambientais dos clientes foram avaliadas por 35,0% das instituições para definir a concessão de financiamentos. Os bancos verificaram, por exemplo, se eles possuem licenças ambientais, desenvolvem boas práticas de gestão, garantia de segurança e saúde do trabalhador, ou, ainda, se suas atividades são danosas aos recursos naturais ou à sociedade. O uso desse critério é fundamental para estimular as práticas corretas bem como para valorizar as instituições que as adotam.
Produtos e Serviços
Outra realização, diretamente atrelada aos negócios dos bancos, envolve o lançamento de produtos e serviços que tenham cunho socioambiental.Em 2004, 27,3% dos bancos ofereciam títulos de capitalização, fundos de investimento, cartões de crédito, entre outros, que de alguma forma contribuem com iniciativas ambientais ou valorizam as práticas corretas.
Fornecedores
Além de estimular o envolvimento e conscientizar colaboradores, clientes e a comunidade em relação ao meio ambiente, os bancos também procuram atingir os seus fornecedores com essas mensagens. Em 2004, 21,1% discutiam temas ecológicos com fornecedores e 9,1% já desenvolviam relações de cooperação, buscando melhorias de seus processos de gestão ambiental. Os bancos também estão considerando as práticas ambientais dos fornecedores no momento de adquirir produtos. Em 2004, 48,5% das instituições afirmaram levar em conta informações sobre meio ambiente na hora de comprar materiais como papéis e móveis, optando por produtos ecologicamente corretos e não-agressivos.
Recursos e resíduos
O lema de que é preciso reduzir, reciclar, reutilizar está cada vez mais difundido e aplicado nos bancos. No sentido de preservar os recursos naturais e racionalizar sua utilização - o que passa também pela ampliação do reaproveitamento e da reciclagem dos resíduos criados nas instituições - eles têm investido em programas, projetos e tecnologias. Das instituições que responderam ao questionário referente a este relatório social, 72,7% declararam aplicar recursos na redução, reutilização e reciclagem de resíduos.
Racionalização
As instituições adotam medidas práticas para reduzir o consumo de recursos em suas unidades, por meio de ações como o desligamento de energia e de ar-condicionado em horários preestabelecidos e a conscientização, entre os colaboradores, sobre a necessidade de uso racional dos materiais. Em 2004, 75,8% dos bancos desenvolveram, periodicamente, campanhas internas para reduzir o consumo de água e energia elétrica.E 72,2% promoveram campanhas internas de educação para o consumo consciente e a reciclagem de materiais.Estão adotando, ainda, medidas como o monitoramento de impressão por usuário, a introdução da coleta seletiva, a substituição de papel branco por reciclável para uso interno e em materiais de comunicação, a utilização de cartuchos e toners remanufaturados e a aquisição de móveis apenas com madeira certificada.
Energia
A energia é um ativo fundamental para a evolução e manutenção da qualidade de vida na sociedade, sendo primordial para o funcionamento de instituições e serviços. Por isso, seu uso de maneira consciente é importante e, no último ano, a média de quilowatts consumidos pelos bancos declinou como conseqüência das ações de conscientização ambiental, sua aplicação no dia-a-dia e da adição de medidas e tecnologias que permitem minimizar o consumo e, paralelamente, aumentar a eficiência energética. Ao todo, 66,7% das instituições possuem sistema de monitoramento e metas para redução de consumo estabelecidas.
A média de consumo por instituição, em 2004, chegou a 58,7 milhões de quilowatts-hora, uma redução de 35,1% na comparação com a média registrada no ano anterior e de 49,5% em relação a 2002. No HSBC Bank, por exemplo, há o constante monitoramento do consumo de energia elétrica em todas as unidades e campanhas de marketing interno para ressaltar a importância de cada indivíduo na preservação de recursos naturais. Na Caixa Econômica Federal, uma iniciativa de conscientização iniciada em 2000 tem permitido uma economia de 10 mil megawatts por mês nas unidades do banco. Ainda nesse sentido, a organização padroniza as instalações para adotar medidas que ampliem a eficiência energética.
São também estimuladas iniciativas para desenvolvimento e utilização de fontes de energia renováveis ou menos agressivas ao meio ambiente. O ABN AMRO Real, por exemplo, está testando o uso de gás veicular como combustível para a sua frota de veículos.
A Caixa Econômica Federal, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), desenvolve pesquisas para a utilização de coletores solares no aquecimento de água em habitações populares e contratou a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária/Laboratório de Energia Solar, da Universidade Federal de Santa Catarina, para a execução de serviços técnicos especializados e elaboração de soluções com uso de aquecimento solar. O Banco Itaú faz estudos de viabilidade para emprego de gás e de pequenas centrais hidrelétricas, e o Unibanco apóia o Aterro Bandeirantes, responsável pela biogeração de energia.
Água
A água é recurso natural não-renovável sobre o qual as atenções do mundo aumentam a cada ano, uma vez que a possibilidade de sua escassez pode ocasionar graves problemas em poucas décadas. A economia do recurso também é preocupação dos bancos e 54,5% deles mantêm um sistema de monitoramento com metas específicas para redução no consumo.
O Santander Banespa, por exemplo, realiza o acompanhamento dos números nas suas sedes administrativas e o está implantando gradualmente nas agências. Bancos que ainda não possuem sistemas de monitoramento adotam outras medidas, como a construção de poços artesianos para seu abastecimento e a realização de campanhas internas de conscientização e combate ao desperdício.
O Banco Itaú obteve redução de 17,0% no consumo de água em relação a 2003. Com a adesão ao Programa de Redução do Consumo da Sabesp, foi realizada uma campanha de conscientização dos funcionários do Centro Empresarial ltaú Conceição (CEIC), do Centro Técnico Operacional (CTO) e das agências de São Paulo para o uso racional de água.O cumprimento da meta proporcionou a redução da tarifa. Além disso, os sanitários do CTO foram reformados e passaram a contar com louças e metais projetados para reduzir o consumo de água.
Reaproveitamento e reciclagem
Aproximadamente 30,0% dos bancos mantêm um sistema de monitoramento com metas específicas para a redução dos resíduos sólidos. Em 2004, o total de resíduos produzidos - entre recicláveis e não-recicláveis - foi em média de 2,6 mil toneladas por instituição.
Coleta seletiva
Para alcançar níveis elevados de reciclagem e reaproveitamento, o primeiro passo é a realização da coleta seletiva. Em 2004, um quarto dos bancos que responderam ao questionário afirmou adotar essa prática em todos os seus prédios administrativos, enquanto 6,1% disseram mantê-la, também, em todas as suas agências ou postos de atendimento bancário. Já 12,1% dos bancos declararam desenvolver a ação em apenas algumas de suas sedes administrativas e agências, em percentuais que variam de 17,0% a 80,0% das unidades.
Depois da coleta seletiva, outro passo importante é.conhecer o destino dos resíduos, garantindo sua disposição adequada e não-agressiva ao meio ambiente: 39,4% dos bancos declararam que realizam esse acompanhamento.
Muitos deles exigem, em contrato com empresas que retiram o material de suas unidades, a apresentação de documentos comprovando a correta destinação. É comum a doação dos resíduos a organizações e associações que têm, no material, uma fonte de renda.
O ABN AMRO Real, por exemplo, exige e mantém documentação das empresas que retiram o lixo de seus prédios administrativos, de forma a garantir a destinação correta desse material.
O BankBoston também reúne documentos sobre a composição e disposição do lixo, transportado por empresa terceirizada contratada.O Banrisul direciona os resíduos para locais e instituições diversas, de acordo com o perfil do material. O HSBC Bank também monitora o descarte final para baterias de no break por parte do fornecedor do banco, além de promover o correto descarte do papel reciclável por intermédio de empresa contratada. No banco, o índice de reciclagem dos materiais alcança 98,0% dos resíduos sólidos produzidos no ambiente de trabalho.
O Banco Itaú contratou, em 2004, empresas especializadas para a retirada e destruição de lâmpadas, baterias,resíduos químicos e lixo ambulatorial e iniciou a coleta seletiva de plásticos e alumínios nos pólos CEIC e CTO. Parte dos cartuchos usados em impressoras e máquinas copiadoras é doada para entidades como o Hospital Albert Einstein, Lar de Ismael e Fundação Comunidade da Graça. O banco também deu continuidade, nos prédios e em algumas agências nos principais centros urbanos, à operação de coleta de aparas de papel para reciclagem.Estima-se uma receita de R$ 12,5 mil por mês pela venda das aparas. A partir de setembro de 2004, essa receita passou a ser doada, pela Fundação Itaú Social, para instituições de caridade. No Rio de Janeiro todo o lixo produzido no edifício comercial é doado à ONG Doe o seu lixo, que aproveita as aparas, os plásticos e o alumínio. O lixo do edifício é retirado sem custo.
O Banco Nossa Caixa mantém um aterro próprio e ambientalmente correto para destinação dos resíduos não-recicláveis. Já o Santander Banespa doa 100,0% dos resíduos recicláveis a uma instituição beneficente, enquanto as sobras orgânicas são entregues a uma empresa privada que descarrega o material em aterro sanitário no bairro do Jaguaré, em São Paulo, e, posteriormente, o transforma em adubo agrícola. Emissões e qualidade do ar
Ao todo, 21,2% dos bancos declararam manter ações de controle de poluição causada por veículos próprios e de terceiros a seu serviço. O mesmo índice é registrado em ações de monitoramento e estabelecimento de metas no que se refere à emissão de gás carbônico e outros gases danosos à atmosfera e que contribuam para o efeito estufa.Já 12,1% das instituições possuem política e sistema de monitoramento visando à melhoria da performance ambiental da logística e gestão de frota (tanto para veículos da empresa quanto de seus contratados).
O Banco Itaú manteve procedimentos de avaliação e controle da qualidade do ar nas instalações dos prédios, agências e pólos do banco. Na Torre Eudoro Villela, no CEIC, foi iniciada a operação do sistema de tratamento de gases (Iavador) dos geradores. Os chillers de ar-condicionado estão sendo substituídos por máquinas que funcionam com o gás HFC-134A, ecologicamente correto, que não destrói a camada de ozônio.
Educação ambiental
Os bancos também desenvolvem projetos ambientais direcionados às comunidades, com foco em educação ambienta. Em 2004, 33,3% dos bancos investiram o equivalente a R$ 4,2 milhões nesses programas.
O Banco Bradesco, por meio da rede de 40 escolas da Fundação Bradesco, desenvolve anualmente dezenas de projetos de proteção ao meio ambiente. A unidade escolar de Bodoquena, em Miranda, no Mato Grosso do Sul, por exemplo, mantém desde 1996 o programa Preservação e Conservação da Fauna e da Flora Pantaneira.Trata-se de um trabalho de conscientização ambientaI que desenvolve a cidadania dos alunos e alerta a sociedade sobre os riscos de extinção de animais devido aos atropelamentos na BR-262 e à eliminação da vegetação devido a queimadas e desmatamentos.
O banco ainda mantém uma antiga a parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, uma das mais importantes ONGs brasileiras de defesa do meio ambiente. Em 2004, a parceria completou 11 anos de existência, o que significa repasse de ganhos vindos de produtos e serviços do banco, como cartão de crédito e título de capitalização.A SOS mantém ainda viveiros de plantas nativas em duas unidades escolares da Fundação Bradesco, em Osasco e Registro, interior de São Paulo, que periodicamente doam mudas para as prefeituras, entidades e moradores das comunidades próximas.
A campanha Plante a Primavera, desenvolvida pelo Banco Itaú, tem como objetivo estimular a consciência da população sobre a necessidade de preservar o meio ambiente, com ações voluntárias individuais ou coletivas. Em 2004, foram envolvidas 350 agências e distribuídos cerca de 54 mil vasos com sementes. Em algumas cidades, como comemoração ao Dia da Árvore e a Semana do Meio Ambiente, as árvores foram plantadas em praças, sendo uma escola responsável por sua manutenção.
Pelo oitavo ano consecutivo, o Unibanco desenvolveu em 2004 a campanha de Verão Limpo, com ONGs e instituições públicas. O projeto já percorreu, desde 1999, seis estados, promovendo atividades em praias do Rio de Janeiro, Florianópolis, Recife, Fortaleza e Vitória, além de IIhabela e São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Com apoio de voluntários do banco, a campanha reforça a prática da coleta seletiva de lixo por meio de ações dirigidas aos banhistas. Em tendas montadas em pontos de alta concentração na orla marítima, monitores reúnem pais e crianças para realizar atividades lúdicas e educativas, como oficinas de sucata, pintura e música. Em 2004, 1.498 pessoas participaram das oficinas e 1.981 das gincanas que foram promovidas. Os principais resultados são a limpeza das praias e conscientização dos banhistas, principalmente das crianças e dos jovens, sobre a importância de manter as praias limpas. A campanha tornou-se referência nos lugares onde foi desenvolvida e conquistou em 2003 o prêmio Top Social ADVB. Parque Ecológico Tietê
As obras de reformulação e melhoria do Parque Ecológico do Tietê da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo foram patrocinadas pelo Santander Banespa, com a recuperação do Centro de Lazer do parque, área com cerca de 1,8 milhão de metros quadrados. O projeto original é do arquiteto Ruy Ohtake, que também planejou essa reformulação, na qual foram investidos R$ 3,7 milhões.
Após oito meses de reformas e construção de novas instalações, o maior espaço de lazer da zona leste voltou a beneficiar os 4,5 milhões de moradores da região (cerca de 40 mil visitantes semanalmente).
Consumo consciente
A Fundação BankBoston apóia institucionalmente o Instituto Akatu desde 2002. A Fundação Itaú Social também apóia o Instituto com quem inclusive desenvolve, em parceria, oficinas nas Escolas da Família. A missão da ONG é educar, informar, sensibilizar, mobilizar e animar cidadãos para assimilar, em seus comportamentos e atitudes, o conceito e a prática do consumo consciente. Para cumprir sua missão, o Akatu trabalha em várias frentes: desenvolvimento de atividades em comunidades; divulgação de conceitos e de informações na internet, em publicações, na mídia informativa e em campanhas publicitárias; desenvolvimento de pesquisas; e elaboração de instrumentos de avaliação e informação sobre o consumo consciente. A Fundação BankBoston apóia o Instituto Akatu com um aporte anual de R$ 100 mil.
Reciclagem e renda
O programa Reciclar Banrisul envolve 161 agências e consiste no descarte adequado de resíduos produzidos nas rotinas operacionais, para que sejam reutilizados por usinas de reciclagem, ONGs e associações de bairros, entre outras. O projeto, criado em 2001, teve como propósito inicial o cuidado ambiental e a preservação de recursos naturais, com foco no esclarecimento de conceitos de reutilização, reaproveitamento e reciclagem dos resíduos. Ao longo do tempo incorporou aspectos sociais, contribuindo na geração de emprego e renda, no resgate de cidadania e no desenvolvimento social.
Empreendimentos sustentáveis
Em parceria com a ONG Conservação Internacional, o Citibank criou em 2002 o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Empreendimentos Sustentáveis do Sul da Bahia Cooperativas Agrícolas. Em 2004, a iniciativa ingressou em uma nova fase, com a constituição do Fundo de Capital Semente para a Mata Atlântica.
Os recursos são destinados a agricultores que mantenham sistema de produção familiar, participem do programa de recuperação dos sistemas agroflorestais, com ênfase na cabruca (plantio em meio à vegetação), comercializem a produção pelas cooperativas locais e apliquem métodos e práticas que conservem a biodiversidade. O fundo é rotativo e funciona com garantia solidária, isto é, um cooperado torna-se avalista do outro.A carência varia de 12 a 24 meses. O projeto já recebeu o Prêmio LlF (Liberdade, Igualdade e Fraternidade), promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil.
Congressos
O Banco Nossa Caixa apóia eventos que debatem a proteção jurídica e preservação ambiental e urbanística em aspectos de planejamento estratégico, e que atuam diretamente no aperfeiçoamento e aprimoramento na defesa do meio ambiente e valores urbanísticos. Nesse sentido, o banco investiu R$ 30 mil em 2004.

19 março 2008

UE LANÇARÁ PLANO CONTRA AQUECIMENTO GLOBAL NO FINAL DO ANO - POR QUE NÃO AGORA?


TUDO BEM QUE ANTES TARDE DO QUE NUNCA, MAS POR QUE NÃO JÁ?

PRECISAMOS TOMAR ATITUDES URGENTES, NO ÂMBITO DOS GONVERNOS DOS PAÍSES:

- DEMATAMENTO ZERO

- REDUÇÃO DRÁSTICA DA EMISSÃO DE CO2

- ECONOMIA DE ÁGUA

- ECONOMIA DE ENERGIA

- DESPOLUIÇÃO DOS NOSSOS MARES, RIOS E LAGOS;

- E PLANTIO DE ÁRVORES

AQUECIMENTO GLOBAL Europa lançará plano contra crise do clima no fim do ano.

DA FRANCE PRESSE

Países da UE (União Européia) concordaram ontem em determinar o fim deste ano como prazo para lançar seu plano de corte de emissões de gases do efeito estufa.Os líderes do bloco se comprometeram a limitar os custos para indústrias que manifestaram preocupação, mas avaliaram que é vital manter uma frente unida antes de tentar persuadir grandes emissores de gases estufa, como China e Índia, a adotarem mais cortes. Mas ao mesmo tempo em que prometeram combater o aquecimento global, líderes europeus se disseram preocupação com o desaquecimento da economia, os preços altos do barril de petróleo, a valorização do euro e a inflação."Nos comprometemos a finalizar a negociação deste pacote [de medidas sobre gases-estufa] por volta do fim do ano, e ao fazê-lo teremos dado um grande passo à frente", afirmou o primeiro-ministro esloveno Janez Jansa, que coordenou um encontro de dois dias entre 27 representantes de países da UE.Pela estimativa dos participantes do encontro, as determinações do plano europeu contra a crise do clima devem ganhar força de lei no começo do ano que vem. A meta prevista é atingir um corte de 20% das emissões até 2020, em comparação com os níveis de 1990. A UE promete aumentar a cota para 30% se outros países os acompanharem.O documento emitido ontem, porém, carregava uma redação cautelosa com relação ao montante que deve ser investido no plano. O texto fala em "evitar custos excessivos para os países membros [do bloco]".

18 março 2008

GREENPEACE - INTERCEPTA NA FRANÇA, CARGUEIRO COM MADEIRAS DO BRASIL

Militantes da Greenpeace «interceptaram» segunda-feira, ao largo de Ouistreham, França, um cargueiro que transportava madeira brasileira e três deles prenderam-se à grua para impedir o desembarque da sua carga «ilegal», revelaram fontes da organização ecologista.
«A carga provém de explorações florestais conhecidas há anos pelas suas práticas ilegais na Amazónia», indicou Grégoire Lejonc, encarregado da campanha madeira na Greenpeace France.
Os militantes da Greenpeace «interceptaram» o «Galina III», um cargueiro de pavilhão maltês, que transportava seis mil toneladas de madeira, a meio da tarde, a algumas milhas do porto de Caen-Ouistreham, segundo a organização.
Cinco activistas subiram a bordo e três conseguiram içar-se e prender-se às gruas, segundo a mesma fonte. «O nosso objectivo é que este barco não possa descarregar nem em França, nem na Europa», precisou Lejonc.
A Greenpeace exige que as autoridades francesas impeçam a descarga, enquanto se aguarda que o governo brasileiro prove a legalidade do carregamento e dos certificados apresentados. Um barco patrulha da Marinha nacional e uma vedeta da Guarda marítima continuavam à noite perto do «Galina III», por razões de «segurança».
O cargueiro, que não recebeu autorização para entrar no porto de Caen-Ouistreham, segundo a Guarda de Calvados, lançou âncora a 25 milhas náuticas ao largo, nas águas internacionais, segundo a Greenpeace, que o segue a bordo do seu navio, o «Arctic Sunrise».
«Aparentemente, o Galina III não está à vontade com a sua carga», disse Romain Chabrol, porta-voz para a comunicação da Greenpeace France, sublinhando que a tripulação «foi muito agressiva com os activistas».
Domingo passado, ao largo de Ouistreham, militantes da Greenpeace, pelas mesmas razões, pintaram o casco de um cargueiro procedente da Republica democrática do Congo (RDC) de pavilhão chinês.
Diário Digital / Lusa

OS CONTRASTES PROVOCADOS PELO HOMEM - RIOS DO PLANETA (TOCANTINS/BRASIL E RIO POLUÍDO NA CHINA)




17 março 2008

O PERIGO QUE RONDA O MAR MEDITERRÂNEO


O Mediterrâneo é um mar limitado geográficamente, tendo em vista que é totalmente dependente da entrada das águas do Atlântico, vindas através do Estreito de Gibraltar. As suas ligações com o Mar Vermelho, através do Canal de Suez (1869), com o Mar Negro, através do Estreito de Dardanelos, e por tabela ao Mar de Mármara, que é ligado ao Negro através do Estreito de Bósforo, não expande suas águas.
Com marés fracas, calor e grandes profundidades desniveladas, devido à compressão das placas africana e eurasiática.
Esta configuração geográfica do Mediterrâneo, tem uma consequência desastrosa. Tudo o que se atira nele, nele permanece. Como a população às suas margens está sempre crescendo - estimada em 150 milhões de habitantes, sem contar o número de turistas que o frequenta, algo em torno de 170 milhões por ano, há sempre o despejo de esgotos, que trazem germes e vírus patogênicos; dejetos industriais; adubos e pesticidas originários de terras cultivadas às suas margens; resíduos radioativos submersos em águas profundas; milhões de toneladas de petróleo liberadas pelos navios que o navegam; pneus e garrafas jogados no mar - os países que ele banha, na maioria das vezes o utilizam como uma grande lixeira. Isto tudo, provoca um desiquilíbrio biológico: sob a ação de detergentes, há uma substituição das algas moles pelas calcificadas. O ecossistema inteiro está em perigo.
Em 2006, a ONU lançou na Grécia, uma campanha para limpeza do Mediterrâneo.
O Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP) alerta que, animais marinhos estão morrendo após ingerirem sacos plásticos por engano.
Há uma estimativa que são lançadas ao mar, anualmente, cerca de:
- 650 milhões de toneladas de esgoto;
- 60 mil toneladas de mercúrio;
- 36 mil toneladas de fosfato.
Também esteve ameaçado recentemente, por um terrível desastre ambiental, proveniente do bombardeio por Israel (durante os combates em 2006 contra a guerrilha do Hezbollah), de uma usina de energia elétrica em Jyieh, ao sul de Beirute no Líbano, lançando 110.000 barris de óleo no mar.
Há um movimento "Limpem o Mediterrâneo, encampado por 13 países
FONTES: http://www.ambienteemfoco.com.br/?p=1090/ BBC/ Enciclopédia Sul da Europa - Seleções doReaders Digest

NAVIO NORUEGUÊS AVARIADO, O QUE PROVOCOU O DERRAMAMENTO DE 5.000 LITROS DE ÓLEO


Foto: Site UOL