06 abril 2008

APRENDAM A CONSTRUIR UMA ARMADILHA PARA O MOSQUITO DA DENGUE







Amigos, recebi por e-mail, achei a idéia fantástica e repasso a vocês, vamos montar armadilhas, está em nossas mãos uma boa parte da responsabilidade.
A "mosquiteca" foi inventada por um professor da UFRJ (MAULORI CABRAL) em parceria com biólogos da Fiocruz. Foi testada por eles e realmente funciona MOSQUITECA. É muito simples sua construção.
Pegue uma garrafa PET de 1,5 litros ou mais.
Corte a parte superior para fazer uma espécie de funil.
Corte cerca de 10 cm da Pet, parte da base da garrafa.
Lixe a parte interna do pedaço similar a um funil, pode ser utilizada uma lixa para madeira granulação 60, 100 0u 120.
O objetivo é deixar a superfície interna bem áspera em toda a sua extensão.
Utilizando o "anel" parte da tampa da própria garrafa, faça um fechamento com um pedacinho de tela dobrado, (não serve o tule de véu de noiva, pois o buraco é grande o suficiente para que o mosquito passe) Coloque cinco grãos de arroz, ou de alpiste amassados, ou ainda ração para gatos dento da parte inferior da garrafa Pet.
Sele as duas partes com fita isolante.
Está pronta a armadilha para a fêmea do mosquito transmissor da dengue.
Encha com água limpa até cerca de 3 cm da borda do funil.
Complete a água à medida que a mesma for evaporando Coloque a armadilha no quintal ou onde ficam os mosquitos.
É necessário ser um local sombreado, a fêmeas do mosquito não gostam de sol.
A fêmea do mosquito, verifica onde está havendo evaporação da água para colocar os seus ovos.
Porque é necessário lixar o "funil"?
A superfície fica corrugada e com isso a água sobe por capilaridade pelas paredes lixadas do funil,
aumentando a taxa de evaporação atraindo mais facilmente a fêmea do mosquito "Aedes Aegypti".
Porque é necessário colocar os grãos de arroz ou alpiste amassados?
A fêmea só põe ovos onde ela identifica que a água possui alimento para as larvas. Até "os mosquitos" têm instinto materno.
Os ovos descerão pelos buracos da tela e ficarão na parte inferior do recipiente a tela, serve de elemento de ligação entre as duas partes e não permite que as larvas passem para a parte superior do recipiente. A presença da barreira de tela é muito importante, se ela estiver rasgada/destruída ao invés de um armadilha para o mosquito você estará fornecendo um criatório para o mesmo.
Periodicamente esvazie a parte inferior e mate as larvas com cloro.
Verifique se está tudo OK com a tela e encha novamente a armadilha com água.
Verifique a sua armadilha todos os dias.
O mosquito adulto vive de 30 a 35 dias, e as fêmeas põem ovos de quatro a seis vezes, nesse período. Em cada vez, ela põe cerca de 100 ovos, sempre em locais com água limpa e parada.
Se não encontra recipientes apropriados para depositar seus ovos, a fêmea pode voar distâncias de até três quilômetros até localizar um ponto que considere ideal. A temporada de chuva, complica as coisas: um ovo de aedes aegypti pode sobreviver até 450 dias – um ano e dois meses – mesmo que o local em que ele foi depositado fique seco.
Se esse local receber água novamente (quando há uma chuvarada, por exemplo), o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva e depois em pupa, e atinge a fase adulta num prazo curtíssimo: de dois a três dias.
A MATEMÁTICA DA MOSQUITOEIRA.
Faça como eu: construa dez armadilhas, espalhe 5 pelo seu quintal e dê as outras 5 aos vizinhos, amigos, parentes.
Peça que cada um deles faça o mesmo.
Veja os números de armadilhas que teremos a cada ciclo: Ou seja, se cada um fizer a sua parte em 3 rodadas apenas teremos 1.560 armadilhas, enganando as fêmeas do mosquito. Em até 35 dias a fêmea do mosquito estará morta e se não tiver colocado os ovos em local onde os ovos se transformem em mosquitos, teremos (1.560 x10 x 100 = 1.560.000) mosquitos a menos.
O nº é este mesmo: mais de 1,5 milhões de mosquitos, considerando que cada armadilha engane pelo menos 10 fêmeas e que estas fêmeas coloquem ovos apenas 4 vezes na sua vida adulta.
Número de mortes por dengue no Rio sobe para 33 Número de mortes por dengue no Rio de Janeiro neste ano já supera o total de 2007.
Rio de Janeiro - A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro informou quarta-feira (12) que já foram confirmadas 33 mortes por dengue no estado neste ano.
O número já é maior do que o registrado em todo o ano passado – 30 – e somente na capital foram 19 mortes. Ao todo, são 23.294 os contaminados pelo vírus da dengue no estado, com 245 casos confirmados de dengue hemorrágica.
O maior número de casos também se concentra na capital, que instalou ontem o Centro de Comando da Operação contra a dengue, operado pela Defesa Civil Municipal. As informações são da Agência Brasil.
CONCLUSÃO: Vamos dar a nossa contribuição para interromper esta situação.
Não vou abordar os outros cuidados para não disponibilizar criatórios para os mosquitos. Você já os conhece, mas também é necessário colocar em prática.
OBS: Se desejar acesse o link abaixo para ver o vídeo do professor MAULORI, que foi veiculado pelo Jornal Hoje (da Globo) em 15/03/2008.

http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL347258-9101,00.html

04 abril 2008

A CHINA PODE CONTROLAR O TEMPO?

Todo ano, a China lança milhares de foguetes e bombas de artilharia para os céus. Eles não fazem parte de um conjunto de jogos de guerra ou de uma preparação para uma batalha com Taiwan, mas sim uma batalha contra o clima. Por meio do Programa de Modificação do Tempo, o governo chinês espera controlar as forças instáveis que existem por trás da chuva. Administrado pelo Departamento de Modificação do Tempo, uma divisão da Academia Chinesa de Ciência Meteorológica, o programa emprega e treina de 32 mil a 35 mil pessoas em toda a China, algumas são agricultores que recebem US$ 100 por mês para lidar com canhões antiaeronaves e lançadores de foguetes.
As armas pesadas são usadas para lançar projéteis contendo iodeto de prata nas nuvens. O iodeto de prata serve para concentrar umidade e provocar chuva. O processo é conhecido como semeação da nuvem e a China tem investido pesado nessa atividade, usando mais de 12 mil canhões antiaeronaves e lançadores de foguetes, além de aproximadamente 30 aviões.
O governo chinês acredita que lançar bombas com cápsulas de iodeto de prata nas nuvens pode conter a precipitação
pluviométrica e a poluição, assegurando um céu claro para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2008 em PequimA pesquisa chinesa sobre o controle do tempo começou em 1958, quando a prática estava ainda nos estágios iniciais. Com uma população de mais de 1,3 bilhão, a China necessita de grandes quantidades de água. Cidades como Pequim sofrem com uma névoa terrível e a chuva pode ajudar a limpar a
poluição do ar. O governo está usando a semeação de nuvens para tentar produzir chuva para os agricultores, afastar a seca e encher os reservatórios de água.
Então, como isso funciona? Mesmo em áreas com
umidade muito baixa, a água está presente no céu e nas nuvens. A pancada de chuva acontece depois que a umidade vai se juntando em volta de partículas no ar, levando a um nível de saturação no qual não consegue mais segurar essa umidade. A semeação de nuvens ajuda essencialmente nesse processo, fornecendo "núcleos" em volta dos quais a água se condensa. Esses núcleos podem ser sais, cloreto de cálcio, gelo seco ou iodeto de prata, usados pelos chineses. O iodeto de prata é usado porque seu formato é similar a cristais de gelo. O cloreto de cálcio é muito usado em áreas quentes ou tropicais.
A semeação de nuvens é grandemente usada no norte da China, uma área que não recebe muita chuva - seus níveis de precipitações estão 35% abaixo da média mundial e alguns de seus suprimentos de água estão muito poluídos. Zhiang Qiang, que administra o Departamento de Modificação do Tempo de Pequim, disse ao Asia Times que os níveis de água nos reservatórios de Pequim aumentaram 13% em razão da semeação de nuvens.
A semeação de nuvens também tem sido usada para resfriar Pequim em dias quentes.
O Departamento de Modificação do Tempo de Pequim está pesquisando como evitar a chuva na cidade no dia 8 de agosto de 2008, durante as cerimônias de abertura dos
Jogos Olímpicos. O governo garantiu céu aberto durante o evento. Eles planejam fazer isso rastreando as formações de nuvens e provocando chuva nos dias que antecedem as cerimônias. Uma autoridade, no entanto, admite que apesar de a semeação de nuvens ser eficaz para evitar chuva fraca no dia 8 de agosto, ela não conseguirá evitar o início de um temporal moderado à tempestade pesada.
Os cientistas não têm certeza se a semeação de nuvens realmente funciona, mas, apesar do ceticismo, a China está avançando, gastando de US$ 60 milhões a US$ 90 milhões por ano em modificação do tempo, além dos US$ 266 milhões gastos de 1995 a 2003
. O governo planeja produzir 50 bilhões de metros cúbicos de chuva por ano por meio desse recurso ­A China tem a reputação de lançar projetos ambiciosos desde a Grande Muralha, em tempos passados, até a Ferrovia Trans-Siberiana, a mais longa ferrovia do mundo. Mas o investimento para a semeação de nuvens vale a pena? O governo pode realmente fazer chover sempre que existir necessidade?
Métodos de semeação de nuvens e críticas
Existem três métodos de semeação de nuvens: estática, dinâmica e higroscópica. A semeação de nuvens estática implica espalhar químicos como o iodeto de prata nas nuvens. O iodeto de prata forma um cristal ao redor do qual a umidade pode se condensar. A umidade já está presente nas nuvens e a função essencial do iodeto de prata é tornar as nuvens de chuva mais propícias para descarregar sua água armazenada.
A semeação de nuvens dinâmica tem como objetivo reforçar as correntes de ar verticais, que estimulam a passagem de mais água através das nuvens, resultando em mais chuva [Fonte:
Departamento de Ciência Acadêmica Universidade Estadual do Colorado - em inglês]. Até 100 vezes mais cristais de gelo são usados na semeação de nuvens dinâmica. O processo é considerado mais complexo do que a semeação de nuvens estática porque depende de uma seqüência de eventos que deve funcionar adequadamente. O dr. William R. Cotton, professor de ciência atmosférica na Universidade Estadual de Colorado, desmembra a semeação de nuvens dinâmica em 11 estágios separados. Um resultado inesperado em um dos estágios pode arruinar todo o processo, tornando a técnica menos confiável do que a semeação de nuvens estática.A semeação de nuvens higroscópica propaga sais através de chamas ou explosivos nas partes inferiores das nuvens. Os sais crescem em tamanho à medida que a água se junta a eles. Em seu site, o dr. Cotton declara que a semeação de nuvens higroscópica é bastante promissora, mas requer pesquisas adicionais.

O governo do Estado Andhra Pradesh, na Índia, usou esses aviões para tentar evitar a seca no verão de 2004.Os Estados Unidos começaram as pesquisas para controlar o tempo em 1946. Alguns estados norte-americanos utilizam programas de semeação de nuvens nos quais tentam aumentar os níveis de chuva e neve ou evitar o granizo, que pode danificar as colheitas. Uma experiência de oito anos no Texas e em Oklahoma, realizada por mais de 13.000 quilômetros quadrados, mostrou que a semeação de nuvens aumentou a precipitação, a altura das nuvens, a extensão dos temporais e a área na qual a chuva caiu [Fonte:
The Edwards Aquifer Website - em inglês]. Mesmo assim, a semeação de nuvens nos EUA diminuiu desde a década de 70, quando a verba federal era de aproximadamente US$ 19 milhões por ano [Fonte: Departamento de Ciência Acadêmica, Universidade Estadual do Colorado - em inglês].
­Pesquisas sobre semeação de nuvens foram realizadas na Rússia, Israel, Tailândia, Caribe e África do Sul. Além disso, os cientistas australianos realizaram inúmeras experiências, descobrindo que a semeação estática não era eficaz sobre as planícies da Austrália, mas pareciam ser bastante eficazes sobre a Tasmânia.
Apesar de alguns testes serem bem-sucedidos, a semeação de nuvens ainda apresenta muitos problemas. A preocupação fundamental é: isso funciona? A semeação pode ser um problema do tipo "
quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?". Teria chovido em uma determinada área sem o uso da semeação de nuvens e teria chovido menos? A semeação de nuvens também é muito dependente das condições ambientais como temperatura e composição da nuvem.
Em 2003, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos declarou que 30 anos de estudos não produziram evidências "convincentes" de que a modificação do tempo funciona [Fonte:
Things Asian - em inglês]. Por outro lado, a Sociedade Meteorológica Americana afirma que alguns estudos sobre semeação de nuvens mostram um aumento de 10% no volume da chuva Fonte:The Edwards Aquifer Website

A semeação de nuvens é bastante dispendiosa, apesar de ser potencialmente mais barata do que outros projetos, como desviar rios, construir novos canais ou melhorar sistemas de irrigação. Não obstante, a sedução da semeação de nuvens pode redirecionar a atenção e os investimentos de outros projetos que poderiam ser mais promissores. Portanto, questiona-se sobre alteração do tempo. Existem algumas áreas que retiram a umidade do ar que deveria ter caído como chuva em outra região?
Apesar de as empresas de semeação de nuvens garantirem que não existe nenhum perigo, permanecem as preocupações sobre a exposição à toxicidade do iodeto de prata e da contaminação do solo. Outras questões de segurança são mais transparentes. Na China, munições instáveis danificaram propriedades e até mataram uma pessoa em maio de 2006. O governo chinês afirma que melhorou o treinamento, licenças e exercícios de segurança.
No final, a semeação de nuvens tem fortes defensores, mas permanece controversa. Apesar de o exercício ter perdido seu ímpeto nos EUA, a China está contando com sua legião de agricultores que viraram deuses do tempo para limpar os céus para a realização das cerimônias de abertura dos
Jogos Olímpicos de 2008.
Fonte: Asia Times Online

30 março 2008

TIPOS DE ENERGIA QUE PODEM SER UTILIZADAS PELO HOMEM


ENERGIAS RENOVÁVEIS:


1 - SOLAR


2 - EÓLICA


3 - HIDRÁULICA


4 - ENERGIA DOS OCEANOS


5 - GEOTÉRMICA - gêisers e fumarolas


8 - BIOMASSA -


9 - BIOENERGIA - biocombustíveis e biogás



ENERGIAS NÃO RENOVÁVEIS:


1- COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS E MINERAIS ATÔMICOS - petróleo, gás natural(butano, metano e propano), carvão, energia nuclear.


GRÉCIA REFLORESTA ÁREA QUEIMADA NO ÚLTIMO VERÃO




Após incêndios, região de Jogos Olímpicos da Era Antiga na Grécia é reflorestada
MARÇO/2008
Cerca de 38 mil árvores e arbustos estão sendo plantados no sítio arqueológico e no entorno da antiga Olímpia, na Grécia, berço dos Jogos Olímpicos da Idade Antiga. O local foi alvo de um devastador incêndio florestal durante o último verão europeu. O ministro da Cultura grego, Mihalis Liapis, realizou na segunda-feira (3), uma visita de inspeção ao local. A visita acontece há 22 dias da cerimônia de acendimento e revezamento da tocha olímpica. Liapis explicou que o reflorestamento do famoso monte Cronos, assim como do parque Pierre de Coubertin (criador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna a partir de 1896) e de outros locais de região "está sendo feito com respeito à natureza". Antes dos incêndios florestais de 2007, o monte Cronos possuía árvores de mais de 2.500 anos de idade. Mais de 60 pessoas morreram e cerca de 100 mil foram afetadas em toda a Grécia. Como tradicionalmente acontece, a tocha olímpica será acesa em Olímpia, e depois disso percorrerá todo o território grego até o dia 30, quando chegará ao estádio Panathinaikos, em Atenas, sede dos primeiros Jogos da Era Moderna. No dia 31, a chama chegará a Pequim, de onde partirá para diversos locais em todo o mundo até voltar à capital chinesa no dia 8 de agosto para a abertura dos Jogos Olímpicos deste ano.

29 março 2008

QUE TIPO DE DESENVOLVIMENTO QUE SE QUER?


Estou postando para vocês, esta matéria de 26/09/2005, de autoria da bióloga e ecóloga, Débora Fernandes Calheiros, trata-se de matéria de alta relevância ambiental, muito interessante para a reflexão de cada um de nós, do que realmente queremos e desejamos para o nosso município, estado, país e planeta.


Minha avó sempre dizia, com base na sabedoria de quem já viveu tanto, que a gente deveria aprender mais com os erros dos outros, para tentar não cometê-los novamente... Além de pensar muito sobre os ensinamentos de minha avó, penso também sobre o que me fez vir morar aqui em Corumbá e Ladário (pois já tive a oportunidade de morar em ambas as cidades)...
Sou bióloga e ecóloga. Não sou ambientalista. Acho os ambientalistas muito importantes, pois questionam os rumos da destruição ambiental que temos tomado com pouquíssimo retorno social, tanto é que somos consideradas uma das nações mais desiguais do planeta... Ao contrário, sou profissional da área de ecologia, não sou apenas uma pessoa que se interessa pela causa ambiental, ou de qualidade de vida, eu a estudo há mais de 25 anos. Não faço “achismos”, como muitos dizem, uma vez que sou pesquisadora da área ambiental, tendo base para opinar, para emitir pareceres técnicos sobre questões ambientais e de saúde. Estudei poluição do ar e a relação com doenças, em especial doenças respiratórias, no Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), no grupo de um dos médicos mais respeitados tanto nacional como internacionalmente nesta área, Professor Dr. Paulo H. N. Saldiva. Desde 1986, estudo também a qualidade da água de rios, represas e baías tentando, com minha pesquisa, ajudar a conservar a qualidade dos rios e aqui, nos rios do Pantanal, a manter a saúde dessas fontes de água para que possam conservar também a riqueza de peixes que temos.

Tenho pensado muito em tudo isso ao ver, ouvir e ler o que os políticos municipais, estaduais e do governo federal, e alguns cidadãos de Corumbá e Ladário estão apontando como a ÚNICA solução para o desenvolvimento da região: a industrialização, com base indústrias altamente poluidoras e na energia proveniente da queima do gás boliviano por termelétricas...
Bem, decidi vir para o Pantanal há 16 anos para estudar rios limpos, conservados, onde ainda se pudesse entender com um rio natural funciona, como mantém tanta quantidade e tantas espécies de peixes, aves e répteis... tanta vida. Queria trabalhar em ambientes saudáveis onde ainda fosse possível evitar/minimizar a degradação, onde valesse a pena ser ecóloga. Vim também em busca de qualidade de vida. Em São Paulo (SP), onde nasci, só estudava poluição, tanto do ar, como comentei acima, como também aquática... Ou seja, estudava a destruição, e como tentar recuperar os erros cometidos...

Para os muitos que não conhecem lugares poluídos, pois nunca tiveram a oportunidade de viajar para São Paulo, para o Rio de Janeiro ou outras cidades poluídas como Victória (ES), Camaçari (BA), Paulínia ou Cubatão (SP), mas ao menos devem ter visto pela televisão, posso afirmar que o cenário é lamentável... O ar poluído de São Paulo, segundo estudos do Dr. Saldiva, causa mortes (10 por dia!!!), mortes estas provocadas por ataques do coração (infarto agudo do miocárdio e descompensação cardíaca...), enfisemas, envelhecimento precoce do pulmão, pneumonias, alergias, bronquites, câncer de pulmão, etc. que têm como causa primária a poluição do ar por óxidos de nitrogênio e ozônio. A água dos rios também está poluída, em maior ou menor grau, com perda quase total dos diferentes tipos de espécies de peixes, por exemplo, e da grande quantidade deles que havia no passado. Por isso vem tanto pescador e turista pra cá, para sentir, ver, tocar, as maravilhas do Pantanal.

Em Corumbá-Ladário os níveis de ozônio já são altos (70-60 ppb, medidos durante o dia, no último dia 22/agosto, por instrumento instalado na UFMS-CEUC) apenas com o problema das queimadas, sendo o nível máximo igual a 80 ppb, segundo a Organização Mundial de Saúde. Estes são os mesmos gases, além de outros, que serão emitidos pela termoelétrica e podemos imaginar os níveis que teremos se esta for instalada na área urbana como previsto... Por outro lado, o gás boliviano é naturalmente contaminado por mercúrio, embora este fato seja propositalmente e irresponsavelmente omitido nos debates. Por ser um metal pesado, o mercúrio é acumulado no organismo mesmo em baixas concentrações, portanto, sem dose de segurança, provocando lesões no sistema nervoso central (deficiência cognitiva, ou seja, deficiência na inteligência), lesões renais e em outros órgãos e diminuição da fertilidade masculina. Cabe lembrar que há uma diferença na susceptibilidade ou sensibilidade das pessoas à contaminação por compostos tóxicos: umas reagem negativamente mais do que outras (por exemplo, pessoas que têm alergias por causas diferentes). Desta forma, a população em geral, e em especial as pessoas mais suscetíveis (como crianças e idosos) perdem qualidade de vida (ficam mais vezes doentes) e expectativa de vida (podem morrer prematuramente).

Minha avó também dizia, que o que se leva anos para construir (a natureza levou milhões de anos), pode-se destruir em muito menos tempo e se gasta muito mais tempo ainda e muito, muito dinheiro para recuperar... Quanto vocês acham que se deve gastar para recuperar o rio Taquari? Ou o ar de São Paulo? Quanto para se recuperar a qualidade da água do rio Piracicaba? No mínimo alguns bilhões de Reais e ainda, em pleno Séc. XXI, nem sequer começaram a se efetivar realmente ações de recuperação...

Ah o rio Piracicaba... aquele que todos conhecem pela canção... não tem mais vida, devido a esgotos domésticos e industriais; estes últimos provenientes dos mesmos tipos de indústrias, que querem instalar aqui (siderúrgicas = ferro-liga, ferro-esponja e petroquímicas ou gás-químicas = fertilizantes e plásticos) chamadas de indústrias pesadas por serem altamente poluidoras. A poluição do rio Piracicaba vem das cidades industriais da região (Sumaré, Americana, Paulínia, Campinas, Piracicaba...). Hoje, em São Paulo, no estado mais desenvolvido do país, onde as leis são bem mais rigorosas, tais indústrias continuam a poluir e a poluir muito...
Quem acha que aqui vai ser diferente?? Quem acha que aqui vão instalar o que há de mais caro e melhor em termos tecnológicos para preservar nossa qualidade de vida, nossa qualidade de ar e da água?? Quem acha que na Suíça, no Japão, na Coréia ou mesmo nos EUA as indústrias não poluem?? Só quem é ingênuo ou não conhece ou não lê sobre as questões ambientais desses países... Só quem não percebe o que está por trás de tudo isso ou aqueles que, de alguma forma, vão se beneficiar e muito desses empreendimentos e estão agindo por má fé... Uns poucos vão ganhar muito dinheiro enquanto muitos, a maioria, vão ficar com os empregos de nível técnico/médio para baixo, com os salários menores, como vemos em outras regiões industrializadas deste país... Perderemos nossa qualidade de vida, mas estaremos empregados, é o que muito pensam...

Nossa região faz parte de um dos ambientes mais conservados do mundo, o Pantanal. Somos considerados Patrimônio Nacional pela Constituição Federal de 1988, Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera (UNESCO 2000), ou seja, temos importância para nós, para o restante dos brasileiros e para toda humanidade, para todo o Planeta Terra!!! É bom lembrar também, que 60% dos ambientes naturais mundiais estão ameaçados... Será que não poderíamos tratar a nossa região, a nossa casa, de modo diferente, com mais cuidado, com mais carinho, com mais respeito?? Sabemos e sentimos que o Pantanal é uma dádiva divina, uma maravilha. Mas se nós que nascemos e moramos aqui não cuidarmos dele, quem o fará? Não existiriam outras formas de desenvolvimento que se poderia implantar em uma região de tal importância??

Precisamos de emprego, precisamos aumentar a renda da população de Corumbá e Ladário, isso é inquestionável!!! Mas precisamos optar por uma forma de desenvolvimento tão ameaçadora e degradante em termos ambientais e de qualidade de vida para a população, como a opção de industrialização?? Igual a feita no século passado, nos anos 50-70, no interior de São Paulo, como exemplo?? Qual cidade industrial não tem concentração de renda? Ou melhor, qual cidade industrial tem distribuição de renda?...

O ser humano é bastante criativo, nós brasileiros ainda mais, e podemos propor, planejar e implantar várias outras formas de desenvolvimento, considerado como realmente sustentável em nossa região, é só querermos!!

Para quem não sabe, desenvolvimento sustentável não é apenas crescimento econômico... Desenvolvimento sustentável tem que ter três premissas básicas, desenvolvimento econômico atrelado a desenvolvimento social (distribuição e geração de renda) em conjunto com conservação ambiental. Tudo isso junto!! Esse conceito foi atingido pelo saber de toda humanidade depois de tantos erros... Este conceito também é baseado na necessidade de se garantir qualidade de vida e pleno acesso aos recursos naturais também para as gerações futuras. A idéia de desenvolvimento sustentável surgiu, mais formalmente, em 1992 na reunião mundial chamada RIO 92, na qual o Brasil assinou vários acordos no compromisso de buscar este tipo de desenvolvimento diferenciado. Um dos acordos, chamado Agenda 21 (uma agenda de compromissos assinada pelos diversos países para garantir a vida no planeta no século XXI!!), afirma que a sociedade tem direito a plena informação e à plena participação no processo decisório sobre o tipo de desenvolvimento que quer em sua região. Ou seja, nós temos o poder de decisão em nossas mãos!!

Com base no conceito de desenvolvimento sustentável, eu, uma profissional da área de ecologia e que já estudou a relação entre poluição e doenças, posso afirmar categoricamente que industrialização, baseada em indústrias pesadas, altamente poluidoras, não é exemplo de desenvolvimento sustentável...

Como pesquisadora, meu papel é informar a sociedade. Por meio de um parecer técnico, assinado por mim e por mais seis técnicos em relação à localização da termoelétrica, tanto pela poluição do ar quanto pelo risco de explosão em área urbana. Na verdade, pedimos simplesmente mais cuidado!! Pedimos ao IBAMA e ao Ministério Público, junto à Promotoria de Meio Ambiente, que estudos prévios, sérios, feitos por pesquisadores idôneos, sejam realizados para se determinar os níveis de poluição já existentes, inclusive nesta época de queimadas em que o ar fica bem pior, e a relação com as doenças que já ocorrem na população. Isto é errado?? Pedimos ainda a mudança da localização do projeto da termoelétrica, devido aos riscos à saúde e à segurança da população... Isto é errado também??

Mas quais seriam, então, as opções de desenvolvimento??? Vocês devem estar se perguntando... Já que o Pantanal, ao meu ver, mereceria um tratamento diferenciado, sugerimos que a energia gerada (cerca de 5.000 MW) na divisa com São Paulo, proveniente de várias hidroelétricas já instaladas, deveria vir para cá, sim. Por meio da modernização das linhas de transmissão. É caro? É. Mas nossa saúde e a saúde do Pantanal também é cara. Por que o estado de Mato Grosso do Sul deixa a maior parte desta energia (em torno de 90%!!!) ir toda para o estado vizinho, inclusive a da termoelétrica de Três Lagoas??

E o que vocês acham do governo incentivar a vinda para cá de indústrias não poluidoras?? Não seria melhor para nossa saúde e para a saúde do Pantanal?? O turismo, que é considerado uma forma de indústria, se bem planejado e bem organizado, é uma das vocações naturais e históricas de nossas cidades e é considerada uma das atividades que mais gera emprego e renda, em todos os níveis de escolaridade, além de ser capaz de conservar o meio ambiente, segundo o Banco Mundial. Por que Bonito conseguiu?? Quem faria turismo numa Corumbá industrial?? Quem faz turismo em Paulínia (SP)?? Por que não pensar em trazer indústrias NÃO poluidoras, como as de montagem de eletro-eletrônicos iguais as da Zona Franca de Manaus, ou voltar a termos o moinho de farinha, a cervejaria, a fábrica de tecidos... São muitas as opções...

Voltando aos conselhos de minha avó, só posso pedir aos que me lêem: vamos aprender com os erros dos outros, vamos cuidar bem do nosso Pantanal, vamos tentar desenvolver a região, criando emprego e renda tão necessários à população, mas que ao mesmo tempo garanta a qualidade de vida para toda a sociedade, que garanta que quando faltar o emprego, quando faltar o pão, teremos ainda a opção de ir ao rio Paraguai pescar nosso alimento. Teremos ainda o direito a respirar um ar saudável, sem riscos de ficar doente a qualquer momento.

Pense nisso e nos ajude na discussão. O debate democrático deve ocorrer. A sociedade tem o direito de ser informada sobre todas as visões, todos os lados da questão, e não apenas um dos lados, sendo sim desinformada... A quem interessaria este tipo de “desenvolvimento”?

Nós é que devemos escolher o que queremos para nossa região!!

Vamos aproveitar a discussão atual sobre o Plano Diretor de Corumbá e Ladário para debatermos e fazermos nossa escolha. Vamos participar das reuniões e questionar sobre a real necessidade de instalação de empreendimentos poluidores na área urbana (além dos que já existem como a fábrica de cimento e a siderúrgica) e quem sabe, sonhando alto, e questionar que indústrias poluidoras se instalem em nossos municípios, protegendo o Pantanal e nossa saúde!! Vamos sonhar alto como sonharam aqueles que impediram a instalação de Usinas de Álcool nos municípios da borda do Pantanal nos anos 80 por meio de uma lei, lei esta que agora esses mesmos políticos por interesses próprios e de seus parceiros querem derrubar....
Bem, para terminar, desculpando por ter me alongado tanto, digo que se depois da realização de amplo debate, sem ingerências políticas e econômicas, a escolha de nossa sociedade for por esse tipo de geração de empregos, por este tipo de industrialização, eu, humildemente aceitarei e procurarei outro lugar saudável para estudar, trabalhar e viver. Contudo, terei a cabeça erguida, pois terei feito o meu papel, terei ao menos tentado. Foi para isso que escolhi minha profissão.
*Débora Fernandes Calheiros é bióloga, trabalhou no Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP; Mestre em Engenharia Civil na área de Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP) e doutora em Ciências na área de Ecologia de rios e planícies de Inundação no Pantanal pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA-USP) e realiza pesquisas no Pantanal há 15 anos. E-mail: calheirosdebora@yahoo.com.br

"EARTH HOUR" (HORA DA TERRA) - HOJE UMA HORA SEM ENERGIA

Foto: Pessoas fazendo pic nic na praia de Sidney para aproveitar o apagão.

29/03/2008 - 35 países farão apagão contra mudança do clima

Centenas de cidades em 35 países ao redor do mundo, inclusive no Brasil, devem participar hoje de um blecaute voluntário, desligando suas luzes durante uma hora, para chamar a atenção para o problema de mudanças no clima. O evento, intitulado "Earth Hour" (Hora da Terra), lançado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, em inglês) começou na Austrália, às 20h00 (6h00, hora de Brasília), onde a Ópera House e a Ponte da Baía de Sydney ficaram às escuras. Bangcoc, Londres e Chicago, entre outras, devem seguir o exemplo australiano quando o relógio marcar 20h00. No Brasil, o site que coordena a iniciativa menciona Curitiba como participante. Este é o segundo ano da iniciativa que, em 2007, envolveu apenas Sydney, mas agora tem ambições globais. Segundo os organizadores, mais de 2 milhões de pessoas e 2 mil empresas apagaram as luzes no ano passado na cidade australiana, reduzindo o consumo de energia elétrica em mais de 10% durante a hora do apagão. A previsão agora é que até 30 milhões de pessoas participem da campanha."Uma coisa espantosa sobre Earth Hour é que parece ter transcendido as fronteiras (...) políticas e culturas", disse Andy Ridley, porta-voz do WWF.
Fonte: UOL notícias.
Um movimento internacional pela preservação do meio ambiente, que o mundo inteiro pode participar, afinal é para o bem de todos nós!
Ainda não estou certa que no Brasil apenas Curitiba vai participar, mas se for sòmente, será uma pena que os demais municípios não entrem nesta iniciativa de respeito ao Planeta.

28 março 2008

SÃO PAULO - CAPITAL - PRECISA PLANTAR 78.410.295 POR ANO


São Paulo precisaria plantar 78.410.295 árvores por ano (ou 150 por minuto) para neutralizar o efeito das 15,7 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) que a cidade lança na atmosfera anualmente. O dado é uma conclusão do relatório Emissões de Gases: Efeito Estufa no Município, feito pelo Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ). Em 2006, segundo o estudo, foram plantadas 160.000 mudas na cidade.
Segundo o estudo, a combustão da gasolina dos carros e do diesel utilizado por ônibus e caminhões responde atualmente pela metade da emissão de CO2 da cidade. Depois, vem o lixo orgânico despejado nos aterros, que também produz gases nocivos. Por último, está o consumo de energia elétrica.
Uma portaria da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente exige que, a partir de março, eventos em parques apresentem um cálculo de emissão de gases de efeito estufa e uma proposta para neutralizá-la com o plantio de árvores. “É preciso que a neutralização se torne política municipal”, diz o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo deste domingo.
O secretário defende ainda a maior utilização dos trólebus, os ônibus elétricos, para redução da poluição. “Já tivemos 500, uma das maiores frotas do mundo”, diz – hoje, a cidade conta com apenas 150. Dois projetos da secretaria prevêem o uso obrigatório de energia solar em novos prédios e a certificação de toda a madeira vendida na cidade, para evitar que o município contribua com o desmatamento em outras regiões do país.
Fonte:
http://www.reciclecarbono.com.br/index_biblio.htm


- Muito bem, vamos continuar plantando, com certeza conseguiremos neutralizar uma boa parte do CO2 de São Paulo, mas sugerimos à Prefeitura da Capital, a montagem de um esquema central de restrição de acesso de veículos de passeio, sòmente coletivos.