Amigos, recebi hoje, este comunicado sobre a 2ª edição do Seminário de Crédito de Carbono - se houver interesse, logo a seguir tem os endereços para contato -SEMINÁRIO - 2ª EDIÇÃO:
CRÉDITO DE CARBONO
ESTRUTURAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E CERTIFICAÇÃO DE PROJETOS
PARA COMERCIALIZAÇÃO DE CRÉDITOS DE CARBONO
7 de Maio de 2008 - São Paulo
Inscrições e Informações: (11) 3079-9891 / 3078 - 2471 / 3079-8807
O cenário econômico mundial mostra que o mercado de crédito de carbono está em plena expansão, devendo movimentar entre 30 e 40 bilhões de euros no próximo ano. O Brasil, que ocupa segunda posição no ranking de maior produtor de créditos deve representar uma parcela significativa deste mercado, podendo atingir 20% do volume de créditos comercializados.
Dessa forma, é fundamental que as empresas com potencial para o desenvolvimento de projetos de carbono possam analisar as melhores práticas de comercialização, as linhas de financiamentos disponíveis aos projetos de MDL e definir um planejamento eficaz, visando atingir o retorno financeiro desejado e ao mesmo tempo garantir vantagem competitiva em relação aos outros países participantes desse mercado.
Público-alvo
Empresas de : metalurgia, papel e celulose, siderurgia, alimentos, agronegócios, açúcar, combustíveis em geral, saneamento, concessionárias de energia elétrica, grandes consumidores de energia, instituições financeiras, fundos de pensão, órgãos governamentais e associações, Consultorias, certificadores, escritórios de advocacia e demais fornecedores de serviços e soluções para o setor.
Cargos: Presidentes, Vice-presidentes, Diretores e Gerentes: Geral, Meio Ambiente, Qualidade, Comunicação, Jurídico, Relações Internacionais, Projetos, Sustentabilidade, Assuntos Estratégicos, Project Finance, Desenvolvimento Florestal e Mudanças Climáticas, Co-geração, Comercialização, SMS, Contratos e Controladoria.
PROGRAMA
CENÁRIO DO MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO (MDL) MUNDIAL E BRASILEIRO
Módulo I - Avalie o potencial de crescimento da participação brasileira no mercado de carbono a partir do cenário atual dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo
o Conheça as políticas do governo brasileiro para a aprovação dos projetos de MDL
o Avaliação do potencial e vantagem competitiva do Brasil em relação aos demais países
o Situação atualizada da quantidade e volume dos projetos brasileiros
o Relação oferta x demanda no mercado atual e projeção futura
o Debata as perspectivas do MDL no que se refere aos próximos períodos de compromisso do Protocolo de Quioto
ESTRUTURAÇÃO DE PROJETOS: BIOGÁS
Módulo II- Compartilhe experiências sobre principais as etapas, os benefícios e resultados esperados na estruturação de um projeto de MDL
o Etapas de desenvolvimento do projeto: prospecção, viabilidade, processo administrativo, técnico e verificação
o Setores e Metodologias já aprovadas para projetos de geração de energia
o Benchmarking com outras empresas interessadas neste mercado
ESTRUTURAÇÃO DE PROJETOS: ENERGIAS RENOVÁVEIS (CLEAN ENERGY)
Módulo III - Como tornar o projeto de energia renovável mais atrativo, as principais dificuldades encontradas e o impacto econômico dos créditos nos projetos
o O setor de energia no contexto do aquecimento global
o Desafios do desenvolvimento de projetos de MDL no setor elétrico
o Fator de emissão da linha de base nacional
o Alternativas para o aumento da eficiência energética
NEGOCIAÇÃO D0S CRÉDITOS DE CARBONO NA BOLSA
Módulo IV- Conheça os recentes resultados das negociações de créditos de carbono na Bolsa e as perspectivas para promover o desenvolvimento sustentável nos diversos setores da economia
o Avalie os principais resultados obtidos na implantação do ambiente de negociações de créditos de carbono
o Vantagens da comercialização de créditos na bolsa
o O funcionamento do MBRE (Mercado Brasileiro de Redução de Emissões) na América Latina
o O MBRE e a possibilidade de um mercado global centralizado de CIR (Certified Emission Reductions)
VALIDAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DOS PROJETOS DE MDL
Módulo V - Como funciona a Validação dos Projetos de MDL para a Certificação na ONU
o As etapas do processo de validação do projeto
o Exigências e normas ISO
o Critérios para o desenvolvimento sustentável dos projetos MDL
o Principais dificuldades das empresas
COMERCIALIZAÇÃO DE PROJETOS DE MDL
Módulo VI - Saiba quais são os mecanismos financeiros para projetos de MDL e seus reflexos na comercialização dos créditos de carbono
o O mercado internacional de carbono (MDL e voluntário)
o Panorama sobre as vantagens e desvantagens dos projetos
o Oportunidades para o desenvolvimento e comercialização de projetos
o Estudo de casos de sucesso
São Paulo - 7 de Maio de 2008
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Inscrições e Informações: 11 3079-9891 3078 - 2471 3079-8807
13 abril 2008
12 abril 2008
AS MAIORES CATÁSTROFES CLIMÁTICAS DE 2007

As catástrofes em 2007 ligadas ao clima, como inundações, secas, tempestades e ondas de calor, fizeram mais vítimas principalmente na Ásia, de acordo com um relatório publicado nesta sexta-feira por um centro de pesquisas colaborador da ONU.
As inundações, que representaram a grande maioria das catástrofes climáticas, mataram 8.382 pessoas em 2007, ou seja, muito mais que a média dos sete anos precedentes (5.407 mortes), segundo o Centro de Pesquisa sobre Epidemiologia dos Desastres (Cred, na sigla em inglês) da Universidade católica de Louvain (Bélgica).
As catástrofes naturais em geral --climáticas, mas também terremotos, etc-- fizeram no total 16.517 mortes no ano passado, menos que em 2006 (21.342 mortes). O número de pessoas atingidas, em contrapartida, aumentou consideravelmente, sendo quase 200 milhões contra 135 milhões em 2006, de acordo com o estudo anual do Cred.
Sobre este total, a grande maioria (164 milhões) foi vítima de inundações, sendo metade na China durante as cheias dos meses de junho e julho, afirmou a diretora do Cred, Debarati Guha-Sapir. Entre 2000 e 2006, cerca de 95 milhões de pessoas foram atingidas por inundações.
Sem citar os efeitos da mudança climática, Guha-Sapir assinalou que os fenômenos meteorológicos matam cada vez mais: as tempestades provocaram 5.970 mortes no ano passado contra 3.127 em média desde o início da década.
Este aumento de vítimas parece também estar ligado ao crescimento sem planejamento nos grandes países emergentes da Ásia.
"Está diretamente relacionado com as políticas de desenvolvimento ou com a ausência delas", declarou a diretora do centro. No futuro, "a China e a Índia vão certamente sofrer um aumento" das inundações, acrescentou.
No ano passado, as dez catástrofes mais mortíferas estavam ligadas ao clima, exceto uma --o tremor de terra de agosto no Peru (519 mortes).
Bangladesh sofreu as duas catástrofes mais graves, com o ciclone Sidr em novembro (4.234 mortes) e as inundações do verão (1.110 mortes).
A Ásia, portanto, foi de longe a área mais atingida pelas catástrofes. O continente sofreu oito dos dez acontecimentos mais graves, sendo os outros dois no Peru e na Hungria, que foi vítima de uma onda de calor que matou 500 pessoas.
Os Estados Unidos sofreram o maior número de catástrofes naturais (22), na frente da China (20) e da Índia (18).
Fonte: France Presse
As inundações, que representaram a grande maioria das catástrofes climáticas, mataram 8.382 pessoas em 2007, ou seja, muito mais que a média dos sete anos precedentes (5.407 mortes), segundo o Centro de Pesquisa sobre Epidemiologia dos Desastres (Cred, na sigla em inglês) da Universidade católica de Louvain (Bélgica).
As catástrofes naturais em geral --climáticas, mas também terremotos, etc-- fizeram no total 16.517 mortes no ano passado, menos que em 2006 (21.342 mortes). O número de pessoas atingidas, em contrapartida, aumentou consideravelmente, sendo quase 200 milhões contra 135 milhões em 2006, de acordo com o estudo anual do Cred.
Sobre este total, a grande maioria (164 milhões) foi vítima de inundações, sendo metade na China durante as cheias dos meses de junho e julho, afirmou a diretora do Cred, Debarati Guha-Sapir. Entre 2000 e 2006, cerca de 95 milhões de pessoas foram atingidas por inundações.
Sem citar os efeitos da mudança climática, Guha-Sapir assinalou que os fenômenos meteorológicos matam cada vez mais: as tempestades provocaram 5.970 mortes no ano passado contra 3.127 em média desde o início da década.
Este aumento de vítimas parece também estar ligado ao crescimento sem planejamento nos grandes países emergentes da Ásia.
"Está diretamente relacionado com as políticas de desenvolvimento ou com a ausência delas", declarou a diretora do centro. No futuro, "a China e a Índia vão certamente sofrer um aumento" das inundações, acrescentou.
No ano passado, as dez catástrofes mais mortíferas estavam ligadas ao clima, exceto uma --o tremor de terra de agosto no Peru (519 mortes).
Bangladesh sofreu as duas catástrofes mais graves, com o ciclone Sidr em novembro (4.234 mortes) e as inundações do verão (1.110 mortes).
A Ásia, portanto, foi de longe a área mais atingida pelas catástrofes. O continente sofreu oito dos dez acontecimentos mais graves, sendo os outros dois no Peru e na Hungria, que foi vítima de uma onda de calor que matou 500 pessoas.
Os Estados Unidos sofreram o maior número de catástrofes naturais (22), na frente da China (20) e da Índia (18).
Fonte: France Presse
Amazônia - Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma
O primeiro projeto de REDD do Brasil em floresta nativa - a sigla que identifica redução de emissões por desmatamento e degradação das matas - saiu do forno nesta segunda-feira, em Washington, num acordo assinado entre a rede de hotéis Marriott International e o governo do Estado do Amazonas. Por este acerto, hóspedes dos 3 mil hotéis que a rede opera no mundo poderão neutralizar suas emissões de dióxido de carbono doando uma pequena quantia para que árvores da Amazônia continuem em pé. Não se trata de reflorestamento e nem envolve operações de crédito de carbono, o que dá ineditismo à iniciativa. Por um dólar a mais na diária, por exemplo, os hóspedes poderão neutralizar suas emissões de carbono da estadia - o diferencial da proposta é que ninguém vai plantar árvores para que isso aconteça. A garantia dos doadores é que suas emissões foram compensadas porque se evitou desmatar a Amazônia.A ponta mais evidente desta complexa engenharia verde que vem sendo desenhada pelo governo do Estado do Amazonas e bancada pela Marriott é uma doação de US$ 2 milhões, durante quatro anos, para proteger e implementar a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma. São 590 mil hectares ao sul do Estado, à margem direita do rio Madeira onde vivem 500 pessoas de práticas extrativistas. Ali, a biodiversidade é reconhecidamente rica, com espécies de primatas recém-descobertas.
Os primeiros US$ 500 mil devem ser repassados ao Estado em 180 dias. Os recursos serão aplicados no pagamento do Bolsa-Floresta, no fortalecimento de associações comunitárias, na compra de barcos para transporte escolar, na contratação de professores, na construção de bases de pesquisa, no monitoramento ambiental ou em ações de controle e fiscalização - não faltam planos para tirar uma RDS do papel. Segundo um estudo do Conservation Strategy Fund, o custo para manutenção de um hectare de unidade de conservação na Amazônia é de R$ 6,44. Os recursos da Marriott são, portanto, muito bem-vindos no Estado mais preservado da Amazônia, com 17,4 milhões de hectares de áreas protegidas estaduais - o que equivale a praticamente 70% do território do Estado de São Paulo.
Não se trata, aqui, de apenas mais um projeto de patrocínio para a conservação. O pulo do gato está em testar uma fórmula nova que relacione, na prática, o combate às mudanças climáticas, a preservação da Amazônia, e os viajantes conectados a estas questões, mas que não sabem o que fazer. No final do ano, quando o design desta operação estiver definido, os hóspedes da Marriott compensarão o que emitiram de carbono em sua estadia - num cálculo que levará em conta, principalmente, seu consumo energético - com a reserva de carbono de árvores que estão na reserva do Juma. "Estamos muito empolgados com este projeto", diz Gordon Lambourne, vice presidente de Relações Públicas Globais da Marriott International.
Os cálculos ainda não estão feitos, diz, mas o sistema poderá funcionar da seguinte forma: no check in de um dos 3 mil hotéis que a Marriott opera no mundo, o hóspede será informado que a empresa apóia a preservação de um pedaço da Amazônia e que ele pode contribuir, se quiser. A doação é voluntária e pode ser de um dólar. Feito isso, o cliente fica sabendo que sua estadia será "carbono-neutralizada", um jargão para indicar que o quanto ele tiver emitido em gases de efeito-estufa durante seus dias no hotel, será compensado pela permanência de carbono em árvores amazônicas. A doação dos hóspedes é voluntária e este volume de recursos irá, também, para a RDS do Juma.
E quanto a rede Marriott terá de estoque de carbono amazônico para disponibilizar nas emissões de seus hóspedes? Carlos Rittl, coordenador do centro de mudanças climáticas da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Amazonas, esclarece o mecanismo, que tem uma lógica bastante parecida à do fundo de preservação das florestas tropicais que o governo federal tem defendido nas conferências internacionais sobre clima. Segundo o sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a reserva do Juma tem 4.696 hectares desmatados até 2006 - ou 0,8% de sua área total. O problema está no futuro, com a possível pavimentação da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, ao norte, e da BR-230, a Transamazônica, ao sul, além de outras obras de infra-estrutura. Por este quadro, em 2008, a RDS do Juma pode ter 300 hectares de área desmatada e, em 2009, mais 700 hectares.
As previsões nada otimistas estão em um estudo do cartógrafo Britaldo Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais. O trabalho do professor lista o pior cenário possível na região, se a pressão de desmatamento sobre a reserva se confirmar e caso as ações de prevenção e fiscalização não ocorrerem ou não forem bem-sucedidas. "Se conseguirmos evitar o desmatamento, usaremos o padrão de carbono do IPCC", explica Rittl, referindo-se às estimativas do braço científico das Nações Unidas. Por estes cálculos, um hectare de reserva na Amazônia tem 104,5 toneladas de carbono ou 383 toneladas de dióxido de carbono. A partir daí, calcula-se o quanto a RDS do Juma deixou de emitir e o volume é repassado à Marriott. Não há negociação de créditos de carbono na operação, mas a Bolsa de Chicago é referência para o dispositivo. Ali, a tonelada de carbono tem sido negociada a US$ 3,50.
"O desafio da conservação no mundo é descobrir fontes seguras de recursos", diz Rittl. A operação com a Marriott é montada em um tripé. De um lado, o governo do Amazonas; de outro, a rede hoteleira, e ainda a Fundação Amazônia Sustentável, FAS, que gerenciará os serviços e produtos ambientais das 34 unidades de conservação do Estado. O próximo passo é a rede hoteleira fazer seus cálculos - e nisto será ajudada pela ONG Conservation International. O modelo de REDD será submetido à certificação internacional.
Fonte:(11/04/08)http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Amazônia+tem+projeto+internacional+para+evitar+desmatamento,08114,,63,4875662.html
11 abril 2008
VAMOS UTILIZAR A ÁGUA DA CHUVA

Utilizando a água da chuva para o consumo doméstico e até mesmo em indústrias, estaremos economizando e evitando o desperdício. Podemos usá-la para molhar plantas (hortaliças, jardins e demais plantações), lavar casa, calçadas e carros. Veja a ótima idéia deste professor de Taubaté(SP):
22 de março de 2007
SP: professor constrói casa que usa água da chuva
Marcelo Pedroso
O professor José Carlos Simões Florençano, 51 anos, colocou em prática as lições transmitidas aos alunos do Departamento de Engenharia Civil da Unitau (Universidade de Taubaté) Construiu uma casa ecológica. A construção possui três caixas que captam a chuva coletada das calhas e despejam a água para limpeza do quintal, irrigação do jardim e lavagem de carros. São três mil litros no total.
O professor, que também é vice-presidente da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) do Vale do Paraíba, quer mostrar com seu exemplo a viabilidade do sistema, que pode permitir uma economia mensal na conta de água entre 15% e 20%. "Meu projeto é para uma residência do tipo sobrado, um sistema intermediário que aproveita a gravidade. Não há necessidade de bombeamento."
O sistema é simples, fácil e, principalmente, barato. Como resume Florençano, um melhoramento do que já era feito nos castelos medievais. "Os castelos da idade média já tinham essa tecnologia. De certa forma, nós a havíamos perdido e agora tentamos resgatá-la.
O professor, que também é vice-presidente da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) do Vale do Paraíba, quer mostrar com seu exemplo a viabilidade do sistema, que pode permitir uma economia mensal na conta de água entre 15% e 20%. "Meu projeto é para uma residência do tipo sobrado, um sistema intermediário que aproveita a gravidade. Não há necessidade de bombeamento."
O sistema é simples, fácil e, principalmente, barato. Como resume Florençano, um melhoramento do que já era feito nos castelos medievais. "Os castelos da idade média já tinham essa tecnologia. De certa forma, nós a havíamos perdido e agora tentamos resgatá-la.
Funcinamento:
Entre a chuva e as torneiras, a água é captada por um sistema de calhas e direcionada para uma primeira caixa. A gravidade volta a ajudar com um processo natural de decantação - as partículas sólidas descem para o fundo. A segunda e a terceira caixas d´água servem como reservatórios.
Todas as caixas estão no segundo pavimento, sob o telhado. Dali, uma tubulação exclusiva para a água de chuva percorre as paredes do muro de recuo da divisa da casa e termina em cinco pontos para uso. Todas as torneiras são identificadas pela cor vermelha e pequenas placas com os dizeres "água não potável".
"Proteção: é necessário. É aconselhável descartar a água dos primeiros 10 minutos de chuva para evitar a poeira acumulada no telhado. As caixas devem ser lavadas a cada seis meses, além de ficarem tampadas", disse Florençano.
Entre a chuva e as torneiras, a água é captada por um sistema de calhas e direcionada para uma primeira caixa. A gravidade volta a ajudar com um processo natural de decantação - as partículas sólidas descem para o fundo. A segunda e a terceira caixas d´água servem como reservatórios.
Todas as caixas estão no segundo pavimento, sob o telhado. Dali, uma tubulação exclusiva para a água de chuva percorre as paredes do muro de recuo da divisa da casa e termina em cinco pontos para uso. Todas as torneiras são identificadas pela cor vermelha e pequenas placas com os dizeres "água não potável".
"Proteção: é necessário. É aconselhável descartar a água dos primeiros 10 minutos de chuva para evitar a poeira acumulada no telhado. As caixas devem ser lavadas a cada seis meses, além de ficarem tampadas", disse Florençano.
Cálculos:
Apesar da simplicidade do sistema, Florençano teve que colocar na ponta do lápis sua viabilidade econômica e estrutural. "Calculei que gastaria dois mil litros de água por mês para regar meu jardim de 150 metros quadrados durante dois dias por semana. Mais 400 litros para limpar uma calçada de 40 m a cada dois dias e os outros 600 litros para a lavagem de dois carros duas vezes semanais."
Com sua demanda definida, o professor foi pesquisar nos arquivos do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) a média histórica das chuvas em Taubaté. "Peguei as piores médias, que são em junho, julho e agosto."
Por último, Florençano cruzou os dados com a área do telhado para conseguir o volume de água que podia captar. "Você gasta uns R$ 50 para comprar três caixas d´água. Tubos de PVC, torneiras de jardim, registros, tudo isso somado não chega a R$ 500. E vou ter uma economia de 15% a 20% de água por mês, com manutenção praticamente zero.
Apesar da simplicidade do sistema, Florençano teve que colocar na ponta do lápis sua viabilidade econômica e estrutural. "Calculei que gastaria dois mil litros de água por mês para regar meu jardim de 150 metros quadrados durante dois dias por semana. Mais 400 litros para limpar uma calçada de 40 m a cada dois dias e os outros 600 litros para a lavagem de dois carros duas vezes semanais."
Com sua demanda definida, o professor foi pesquisar nos arquivos do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) a média histórica das chuvas em Taubaté. "Peguei as piores médias, que são em junho, julho e agosto."
Por último, Florençano cruzou os dados com a área do telhado para conseguir o volume de água que podia captar. "Você gasta uns R$ 50 para comprar três caixas d´água. Tubos de PVC, torneiras de jardim, registros, tudo isso somado não chega a R$ 500. E vou ter uma economia de 15% a 20% de água por mês, com manutenção praticamente zero.
"Apoio:
Florençano defende o estímulo governamental ao uso do sistema que, segundo ele, também é viável em residências populares, fábricas, conjuntos habitacionais e prédios."Nossas autoridades poderiam aproveitar o exemplo como incentivo e também usar o mesmo sistema no serviço público. A Prefeitura de São Caetano (SP) lava suas ruas com água da chuva. Em Hamburgo (Alemanha), por exemplo, quem capta água da chuva tem US$ 2.000 de economia nos impostos."
Fonte: Redação Terra
Florençano defende o estímulo governamental ao uso do sistema que, segundo ele, também é viável em residências populares, fábricas, conjuntos habitacionais e prédios."Nossas autoridades poderiam aproveitar o exemplo como incentivo e também usar o mesmo sistema no serviço público. A Prefeitura de São Caetano (SP) lava suas ruas com água da chuva. Em Hamburgo (Alemanha), por exemplo, quem capta água da chuva tem US$ 2.000 de economia nos impostos."
Fonte: Redação Terra
10 abril 2008
RECICLANDO 100% AS GARRAFAS PET

Normalmente encontramos objetos confeccionados com produtos reciclados, existem muitos de bom gosto, mas outros tantos de mal gosto. Sempre achei que o melhor caminho é o da reindustrialização do material. Trabalhando com as minhas pesquisas de maneiras de ajudarmos nosso planeta, econtrei esta matéria interessante.
Como acontece a reciclagem do PET. O PET pode ser reciclado de três maneiras diferentes: 1 - Reciclagem química. Utilizada também para outros plásticos, separa os componentes do PET, fornecendo matéria-prima para solventes e resinas, entre outros produtos. 2 - Reciclagem energética. O calor gerado com a queima do produto pode ser aproveitado na geração de energia elétrica (usinas termelétricas), alimentação de caldeiras e altos-fornos. O PET tem alto poder calorífico e não exala substâncias tóxicas quando queimado. Outros materiais combustíveis também podem ser utilizados. 3 - Reciclagem mecânica. Praticamente todo o PET reciclado no Brasil passa pelo processo mecânico, que pode ser dividido em:
RECUPERAÇÃO: Nesta fase, as embalagens que seriam atiradas no lixo comum ganham o status de matéria-prima, o que de fato, são. As embalagens recuperadas serão separadas por cor e prensadas. A separação por cor é necessária para que os produtos que resultarão do processo tenham uniformidade de cor, facilitando assim, sua aplicação no mercado. A prensagem, por outro lado, é importante para que o transporte das embalagens seja viabilizado. Como já sabemos, o PET é muito leve.
REVALORIZAÇÃO: As garrafas são moídas, ganhando valor no mercado. O produto que resulta desta fase é o floco da garrafa. Pode ser produzido de maneiras diferentes e, os flocos mais refinados, podem ser utilizados diretamente como matéria-prima para a fabricação dos diversos produtos que o PET reciclado dá origem na etapa de transformação. No entanto, há possibilidade de valorizar ainda mais o produto, produzindo os grãos de PET reciclado. Desta forma o produto fica muito mais condensado, otimizando o transporte e o desempenho na transformação.
TRANSFORMAÇÃO: Fase em que os flocos, ou o granulado, será transformado num novo produto, fechando o ciclo. Os transformadores utilizam PET reciclado para fabricação de diversos produtos, inclusive novas garrafas para produtos não alimentícios. A realidade da reciclagem. O índice de reciclagem pode ser muito melhorado e, para isso, todos devem contribuir: A federação, estados e municípios devem legislar em favor da reciclagem.
Muitos municípios brasileiros não contam com nenhum tipo de coleta e pouquíssimos possuem um sistema de coleta seletiva. Esse sistema proporciona material mais limpo, livre de contaminações, consequentemente, a sucata assim coletada tem maior valor. Outro benefício é trazer os trabalhadores dos lixões para cooperativas organizadas. As indústrias devem investir em informação e tecnologia. Levar ao grande público o conhecimento sobre a reciclabilidade dos materiais, instruindo sobre como proceder para o correto descarte das embalagens. Desenvolver as tecnologias que permitam materiais mais fáceis de reciclar, inofensivos e inertes para proteção do meio ambiente e desenvolver os mercados para os produtos reciclados.
A população deve descartar corretamente seus materiais recicláveis, depositando as embalagens usadas em contêineres adequados ou entregando-as para catadores e/ou entidades que as aceitem em doação. O cidadão comum tem o dever de começar, em sua casa, o trabalho de separar o lixo dos materiais recicláveis. Isso porque cada um de nós tem o trabalho de ir aos mercados para adquirir estes produtos. Cabe a nós, portanto, o primeiro passo para fazer com que os materiais sigam seu caminho de retorno para a indústria.
Como acontece a reciclagem do PET. O PET pode ser reciclado de três maneiras diferentes: 1 - Reciclagem química. Utilizada também para outros plásticos, separa os componentes do PET, fornecendo matéria-prima para solventes e resinas, entre outros produtos. 2 - Reciclagem energética. O calor gerado com a queima do produto pode ser aproveitado na geração de energia elétrica (usinas termelétricas), alimentação de caldeiras e altos-fornos. O PET tem alto poder calorífico e não exala substâncias tóxicas quando queimado. Outros materiais combustíveis também podem ser utilizados. 3 - Reciclagem mecânica. Praticamente todo o PET reciclado no Brasil passa pelo processo mecânico, que pode ser dividido em:
RECUPERAÇÃO: Nesta fase, as embalagens que seriam atiradas no lixo comum ganham o status de matéria-prima, o que de fato, são. As embalagens recuperadas serão separadas por cor e prensadas. A separação por cor é necessária para que os produtos que resultarão do processo tenham uniformidade de cor, facilitando assim, sua aplicação no mercado. A prensagem, por outro lado, é importante para que o transporte das embalagens seja viabilizado. Como já sabemos, o PET é muito leve.
REVALORIZAÇÃO: As garrafas são moídas, ganhando valor no mercado. O produto que resulta desta fase é o floco da garrafa. Pode ser produzido de maneiras diferentes e, os flocos mais refinados, podem ser utilizados diretamente como matéria-prima para a fabricação dos diversos produtos que o PET reciclado dá origem na etapa de transformação. No entanto, há possibilidade de valorizar ainda mais o produto, produzindo os grãos de PET reciclado. Desta forma o produto fica muito mais condensado, otimizando o transporte e o desempenho na transformação.
TRANSFORMAÇÃO: Fase em que os flocos, ou o granulado, será transformado num novo produto, fechando o ciclo. Os transformadores utilizam PET reciclado para fabricação de diversos produtos, inclusive novas garrafas para produtos não alimentícios. A realidade da reciclagem. O índice de reciclagem pode ser muito melhorado e, para isso, todos devem contribuir: A federação, estados e municípios devem legislar em favor da reciclagem.
Muitos municípios brasileiros não contam com nenhum tipo de coleta e pouquíssimos possuem um sistema de coleta seletiva. Esse sistema proporciona material mais limpo, livre de contaminações, consequentemente, a sucata assim coletada tem maior valor. Outro benefício é trazer os trabalhadores dos lixões para cooperativas organizadas. As indústrias devem investir em informação e tecnologia. Levar ao grande público o conhecimento sobre a reciclabilidade dos materiais, instruindo sobre como proceder para o correto descarte das embalagens. Desenvolver as tecnologias que permitam materiais mais fáceis de reciclar, inofensivos e inertes para proteção do meio ambiente e desenvolver os mercados para os produtos reciclados.
A população deve descartar corretamente seus materiais recicláveis, depositando as embalagens usadas em contêineres adequados ou entregando-as para catadores e/ou entidades que as aceitem em doação. O cidadão comum tem o dever de começar, em sua casa, o trabalho de separar o lixo dos materiais recicláveis. Isso porque cada um de nós tem o trabalho de ir aos mercados para adquirir estes produtos. Cabe a nós, portanto, o primeiro passo para fazer com que os materiais sigam seu caminho de retorno para a indústria.
O que não podemos mesmo, é deixá-las ancoradas nas bocas-de-lobos, jogadas nas ruas e estradas ou boiando nos rios.
09 abril 2008
MÉTODO NATURAL DE COMBATE À PROLIFERAÇÃO DO MOSQUITO DA DENGUE - CAFÉ

Amigos, esta matéria também recebi por e-mail, é um método natural e eficaz para preservarmos e melhorarmos as condições do meio ambiente.
Uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências da UNESP (campus de São José do Rio Preto), durante a pesquisa da sua dissertação de mestrado, descobriu que a borra de café produz um efeito, que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do Aedes aegypti.
O processo é extremamente simples: o mosquito pode ser combatido, colocando-se borra de café, nos pratinhos de coleta de água dos vasos, no prato dos xaxins, dentro das folhas das bromélias. A borra de café, que é produzida, todos os dias, em praticamente, todas as casas do País, tem custo zero. O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, devendo, inclusive, ser jogada sobre o solo do jardim e do quintal. Os especialistas em saúde pública, entre eles, médicos sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além da ameaça da Dengue tipo 3, possível de acontecer devido às fortes chuvas do verão, surge outra ameaça, proveniente do exterior: a da Dengue tipo 4. Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína, da borra de café, por mililitro de água, bloqueiam o desenvolvimento da larva, no segundo de seus quatro estágios, e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos. Em seu estudo, ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera as enzimas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais, como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser, essa, a causa dos efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto.
A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa, de borra de café, para cada meio copo de água, o que facilita seu uso, pela população de baixa renda, e pode ser aplicada em pratos, que ficam sob vasos com plantas; dentro de bromélias; e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas.
O mosquito se desenvolve, até mesmo, na película fina de água, que, às vezes, se forma sobre a terra endurecida, dos jardins e hortas, e, também, na água dos ralos e de outros recipientes, que acumulam água parada (pneus, garrafas, latas, caixas d'água, etc.).
'A borra não precisa ser diluída em água para ser usada' , diz a bióloga. Pode ser colocada, diretamente, nos recipientes, já que a água, que escorre, depois de regar as plantas, vai diluí-la. Ou seja: ela recomenda que a borra de café passe a ser usada, também, como um adubo, ecologicamente correto.
Atualmente, o método mais usado, no combate ao Aedes aegypti, é o aspersão de inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens, animais e plantas.
Luciana Rocha Antunes - Bióloga - especialista em Gestão Ambiental-Mestranda em Agroecologia e Desenv. Rural - UFSCar e Embrapa Meio Ambiente
08 abril 2008
COMO RECICLAR AS EMBALAGENS LONGA VIDA
23/10/2005 Método nacional de reciclagem de embalagens longa-vida chama atenção internacional No Brasil, nada se perde, tudo se... recicla! Depois de se tornar o maior reciclador de latas de alumínio e atingir um dos índices mais altos em papelão ondulado, o país agora exporta um modelo tecnológico que revoluciona a reciclagem no mundo. Em Piracicaba, no interior de São Paulo, funciona desde maio a primeira planta de reciclagem de embalagens longa vida do mundo. A nova fábrica, fruto de investimento de quatro empresas (Klabin, Tetra Pak, Alcoa e TSL), faz uso inédito da tecnologia de Plasma, que permite a separação total do alumínio e do plástico que compõem a embalagem. Tecnologicamente, o processo revoluciona o modelo atual de reciclagem das embalagens longa vida, que até então separava o papel, mas mantinha o plástico e o alumínio unidos. Ambientalmente, reduz em 100% o impacto que estas embalagens teriam ao serem descartadas, o que no Brasil, segundo maior consumidor deste tipo de material no mundo, significa muito. Socialmente e economicamente, tende a aumentar o preço da tonelada recolhida, o que impacta a vida dos catadores e aumenta o interesse de prefeituras em bancar a separação do lixo.
Todas estas razões abriram o caminho para a exportação da tecnologia e do modelo de produção. Em dezembro, uma planta de reciclagem nos mesmos moldes da de Piracicaba será inaugurada na cidade de Valência, na Espanha, pela fabricante de papel Nesa. O investimento feito pela empresa espanhola foi de € 6 milhões. Outros países na Europa também se mostram interessados pela tecnologia brasileira, como Alemanha, Itália, França e Holanda. Em setembro, uma delegação do governo chinês esteve no Brasil para conhecer todo o processo de coleta seletiva e reciclagem de embalagens longa vida. A delegação chinesa foi liderada por Xu Jiangping, chefe do Instituto de Desenvolvimento da Indústria da Comissão de Desenvolvimento e Reforma Nacional. Além da fábrica, a agenda programada para o grupo de chineses englobou visitas a uma cooperativa de catadores em São Paulo e a uma empresa fabricante de placas e telhas a partir da mistura de plástico e alumínio das embalagens.
Fernando von Zuben, diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak, o explica que o processo de Plasma permite não só a reciclagem completa das embalagens, como o retorno dos três componentes da embalagem para a cadeia produtiva como matéria-prima. O sistema usa energia elétrica para produzir um jato de plasma a 15 mil graus Celsius para aquecer a mistura de plástico e alumínio. Com o processo, o plástico é transformado em parafina e o alumínio, totalmente recuperado em forma de lingotes de alta pureza. ”Foram sete anos de pesquisa e desenvolvimento para chegarmos a este novo processo”, afirma von Zuben.A Alcoa, que fornece a folha fina de alumínio da embalagem, utiliza o alumínio reciclado para a fabricação de novas folhas, fechando o ciclo do material. A parafina é vendida para a indústria petroquímica nacional. Já o papel, extraído na primeira etapa da reciclagem ainda na indústria de papel, mantém seu ciclo normal de reciclagem, sendo transformado em caixas de papelão pela Klabin.
Este retorno da matéria-prima – mais barata – às linhas de produção das empresas investidoras explica o interesse em realizar um investimento tão pesado. A construção da nova planta consumiu cerca de R$ 12 milhões, compartilhados entre as quatro empresas. A nova planta está localizada ao lado da fábrica da Klabin em Piracicaba, cuja linha de produção já recicla a camada de papel das embalagens cartonadas (longa vida) e recebeu da Klabin investimentos de US$ 2,5 milhões nos últimos 5 anos. Hoje, a Klabin já é a maior recicladora de papéis do Brasil, com capacidade para produção de 400 mil toneladas de papel reciclado por ano.O efeito benéfico sobre o ambiente também atrai. A unidade de Plasma tem capacidade para processar 8 mil toneladas por ano de plástico e alumínio – o que equivale à reciclagem de 32 mil toneladas de embalagens longa vida. A emissão de poluentes na recuperação dos materiais é próxima de zero, feita na ausência de oxigênio, sem queimas, e com eficiência energética próxima de 90%. Vladimir Ranevsky, diretor de Novos Negócios da TSL, destaca que essa tecnologia permite que se reduza drasticamente a demanda pelo consumo de recursos naturais necessários para a produção das embalagens. A TSL é a responsável pela operação da fábrica.
Mas é o impacto social o que vem sendo mais festejado pelos empreendedores. A ampliação do volume de reciclagem das embalagens longa vida usadas leva, conseqüentemente, ao incremento da cadeia de reciclagem, com a geração de emprego e renda. “A nova planta é um marco no ciclo de reciclagem das embalagens longa vida. É um efeito cascata: a embalagem passa a valer mais para o reciclador e automaticamente passa a valer mais para o catador, que irá buscar mais e mais embalagens”, afirma von Zuben, da Tetra Pak. Estima-se que a nova tecnologia deve aumentar o valor da tonelada das embalagens longa vida pós-consumo pago às cooperativas de catadores, nos próximos dois anos, com a consolidação das operações. A expectativa é de um aumento de 30% no valor pago pela empresa recicladora às cooperativas de catadores. Hoje a média é de R$ 250,00 por tonelada. Para André Vilhena, diretor-executivo do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), a iniciativa vai certamente estimular as cooperativas de catadores e a participação das prefeituras em programas de coleta seletiva.
Vilhena lembra que ninguém deve ficar surpreso com o fato de uma tecnologia como esta, um exemplo ao mundo no âmbito do desenvolvimento sustentável, ser desenvolvida no país. “A gente sempre desconfia quando o Brasil está em uma posição de liderança como esta, mas o fato é que temos competência para fazer e, neste caso, os empresários tiveram o mérito de ser pró-ativos”, afirma.A iniciativa pró-reciclagem de embalagens longa vida recebe também reconhecimento dentro das fronteiras do país. Em outubro, o Projeto Plasma foi anunciado como grande vencedor do Prêmio CNI 2005, no estado de São Paulo e também em âmbito nacional, na categoria Desenvolvimento Sustentável, modalidade Produção Mais Limpa.
Fonte: http://www.reportersocial.com.br/noticias.asp?id=1022&ed=meio%20ambiente
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