24 abril 2008

AS CONSTANTES VIAGENS DO HOMEM À ANTÁRTIDA, ISTO SÓ AUMENTA O SEU DEGELO


22/03/2008 - Comissário da ONU viaja à Antártida para analisar aquecimento global
Santiago do Chile, 22 mar (EFE).- O ex-presidente chileno Ricardo Lagos, atual comissário de Meio Ambiente da ONU, viajou hoje à Antártida, para analisar o aquecimento global do planeta.Segundo a rádio chilena "Bío Bío", um avião Hércules C-130 da Força Aérea do Chile saiu da cidade de Punta Arenas, ao sul do país, às 10h00 (Brasília), levando Lagos e representantes dos Estados Unidos e de pelo menos sete países da Europa.O ex-líder chileno, chegou ontem a Punta Arenas, cidade situada a mais de dois mil quilômetros ao sul de Santiago, acompanhado de um grupo de cientistas e membros da Comissão sobre o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (CDS).O comissário da ONU, junto a seus convidados, visitou nesta sexta-feira, a colônia de pingüins da Ilha Magdalena, no Estreito de Magalhães.O ex-líder foi acompanhado, entre outras pessoas, por Goran Persson, ex-primeiro-ministro da Suécia, Hilary Benn, secretário de Estado do Meio Ambiente do Reino Unido, e Carol Browner, ex-administradora da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.Também viajaram Sigmar Gabriel, ministro do Meio Ambiente e Segurança Nuclear da Alemanha, Aleksander Kwasnieswki, ex-presidente da Polônia, Serguei Mironov, presidente do Conselho Nacional da Assembléia Nacional da Rússia e Cristina Narbona, ministra do Meio Ambiente da Espanha.No avião também viajaram pesquisadores do Centro de Estudos Científicos de Valdívia (Cecs), dirigido pelo físico chileno, Claudio Bunster.Lagos e sua comitiva retornarão amanhã, domingo, a Punta Arenas, e de lá irão para Santiago, onde, nesta segunda-feira, analisarão as pesquisas do Cecs sobre aquecimento global e mudança climática, principal tema deste encontro.


Eu, realmente, sou contra a tantas idas e vindas do homem à Antártida, afinal, quanto maior for o fluxo de humanos naquele continente gelado, maiores se tornam os riscos de degelo, uma vez que há sempre uma grande movimentação no ecossistema.

23 abril 2008

ENERGIA OCEÂNICA - A ENERGIA QUE VEM DAS ONDAS

18/03/2008 - Energia oceânica é a próxima onda verde da Europa

A irlandesa OpenHydro e a alemã RWE estão investindo milhões nas iniciativas para transformar a energia das ondas em eletricidadeMark Scott
Neste momento em que o preço do petróleo atinge valores recordes quase que diariamente e o aquecimento global assume uma importância cada vez maior na agenda pública, a necessidade de fontes de energia alternativa nunca foi tão urgente. Mas embora as energias eólica e solar tenham dominado a recente corrida para o investimento em fontes energéticas renováveis, os analistas do setor percebem que este pode ser o momento de a energia oceânica brilhar.A energia oceânica - o uso da energia das ondas e das marés para a produção de eletricidade - está amadurecendo rapidamente como um recurso verde viável que poderia contribuir para que fossem alcançadas as metas para a redução dos gases causadores do efeito estufa e da dependência dos combustíveis fósseis.Companhias de energia da Europa e da América do Norte, tais como a Emera, do Canadá, e a RWE, da Alemanha, estão investindo milhões no financiamento de projetos eólicos e de marés. Esse investimento tem conduzido à criação de novas tecnologias mais eficientes, e dezenas de protótipos deverão estar prontos para o lançamento comercial nos próximos cinco anos. "Há um interesse enorme pelas tecnologias de geração de energia das ondas e das marés", afirma Thomas Boeckmann, analista de energias limpas da firma de pesquisas de mercados StrategyEye, em Londres. "Esse setor está recebendo muita atenção das empresas de energia, que poderão oferecer apoio financeiro e conhecimentos técnicos para essas tecnologias pioneiras".Os investidores estão interessadosNão é de se surpreender que as companhias de eletricidade estejam ansiosas para explorar a energia marinha. Segundo o Carbon Trust do Reino Unido, um grupo de assessoria e pesquisa financiado pelo governo britânico, os oceanos do planeta contam com uma capacidade de produção de 4.000 terawatts horas por ano de eletricidade - o que equivale a dez vezes à necessidade do Reino Unido. É claro que há um longo caminho a percorrer até que se atinja tal patamar. Os analistas acreditam que até 2020 a Europa contará com uma capacidade instalada de usinas para produção de energia elétrica a partir das ondas e das marés de 2.000 a 5.000 megawatts. Isso equivale a entre quatro e dez usinas termoelétricas movidas a carvão.O potencial de crescimento já está atraindo investimentos. A OpenHydro, com sede em Dublin, por exemplo, recebeu um total de mais de US$ 80 milhões de empresas de energia e investidores desde 2005 para desenvolver um novo tipo de turbina instalada no fundo do mar e que gira para produzir eletricidade à medida que a maré sobe ou desce. Entre os investidores está a Emera, do Canadá, que é detentora de 7% das ações da companhia. Parcerias com companhias de eletricidade podem ajudarA OpenHydro já conta com um protótipo de 250 quilowatts nas águas ao largo da costa da Escócia, e pretende instalar uma usina de um megawatt no Canadá em 2009. O presidente-executivo da companhia, James Ives, diz que o maior obstáculo para a energia marinha é persuadir os investidores de que ela é capaz de produzir eletricidade de forma consistente. "É preciso mostrar que essa tecnologia é confiável até mesmo nas piores condições", explica Ives.Os analistas acreditam que as parcerias com companhias de eletricidade podem ajudar as empresas que exploram a energia marinha a superar esses problemas. Um dos motivos para isso é o fato de as firmas tradicionais de eletricidade contarem com grande experiência na construção de cabos e gasodutos subaquáticos. Parceiros ricos também poderiam ajudar a reduzir as lacunas entre pesquisa, desenvolvimento e comercialização das tecnologias marinhas. "A cooperação com as empresas de eletricidade é importante porque ela proporciona uma injeção de verbas que demonstra que as companhias de energia estão levando o setor a sério", afirma Stephan Wyatt, gerente de aceleração de tecnologias do Carbon Trust. Esta é sem dúvida a esperança da Wavegen, do Reino Unido. Em 2000, esta subsidiária da alemã Voith Siemens Hydro instalou a primeira usina de geração de energia a partir da força das ondas do mar que foi conectada à rede de energia elétrica. O protótipo incomum utiliza o vento - as fortes brisas geradas pelas ondas - para movimentar geradores localizados em uma estrutura marítima. A Wavegen trabalha agora em conjunto com o Departamento Basco de Energia para construir uma usina de testes maior na costa norte da Espanha. Além disso, uma outra, totalmente comercial, deverá estar em funcionamento na Escócia em 2010.A energia das ondas é amiga do meio ambienteÉ claro que as experiências com a energia marinha são feitas há décadas. Uma das primeiras usinas do mundo a explorar a energia das marés, situada em La Rance, na Bretanha, está em operação desde 1966. Construída na foz de um estuário no qual as marés são poderosas, a usina de 240 megawatts produz eletricidade quando a água deslocada pelas marés passam pelas turbinas instaladas na barreira. As tecnologias experimentais de hoje tendem a ser mais ecologicamente sensíveis do que as do passado. A Pelamis Wave Power, da Escócia - que antigamente chamava-se Ocean Power Delivery - criou uma "fazenda de ondas" amiga do meio ambiente na costa de Portugal em parceria com a empresa de eletricidade latino-americana Enersis (ENI). A instalação já produz 2,25 megawatts de eletricidade.Agora a Pelamis e a Enersis, uma unidade da empresa espanhola de eletricidade Endesa, pretendem expandir a usina para que ela produza 20 megawatts. Max Carcas, o diretor de desenvolvimento de negócios da companhia, também visa a América do Norte para a expansão das suas operações, e acredita que até 2012 a energia das ondas será responsável por uma indústria de US$ 10 bilhões anuais. A maré está mudandoÉ bem verdade que existem muitos riscos para as firmas de energia marinha. Altos custos iniciais, competição de outras fontes renováveis e o temor dos investidores quanto à forma como essas tecnologias funcionarão na prática são fatores que podem prejudicar a inserção da energia oceânica na lista dos meios bem aceitos para a geração de energia elétrica. Além do mais, é necessário um apoio governamental generoso e consistente para possibilitar que esta indústria incipiente decole. Atualmente energia elétrica derivada da energia marinha custa pelo menos dez vezes mais do que a eletricidade produzida por meio das fontes tradicionais. Países como Reino Unido e Espanha oferecem subsídios à energia marinha, mas o temor de que tal apoio possa ser reduzido confundiu ainda mais os investidores que desejam financiar esses projetos.Apesar dessa incerteza, os investidores e as empresas de eletricidade não deixaram de inundar o setor com verbas, em busca de tecnologias pioneiras. De fato, Boeckmann, da StrategyEye, prevê que, graças aos crescentes investimentos, a energia oceânica poderá se constituir em 20% dos recursos totais renováveis da Europa até 2020, comparados aos 40% previstos para a energia eólica.Isso é uma boa notícia para companhias de todo o continente que esperam que os seus projetos possam ser a próxima grande onda no setor energético. Embora as energias eólica e solar tenham captado a maior parte dos investimentos nas fontes renováveis até o momento, a maré está mudando em favor da energia oceânica.
Fonte: Tradução: UOL

22 abril 2008

CONTRASTES NO PLANETA TERRA - PODEMOS FICAR COM O MELHOR, DEPENDE MUITO DE NOSSAS ATITUDES




AÇÃO URGENTE


Salvar o planeta se tornou negócio de bilionário
Klaus Brinkbäumer e Ullrich Fichtner
Salvar o planeta costumava ser hobby reservado a ecologistas e outras pessoas de inclinações românticas. Mas agora se tornou negócio de executivos e bilionários. Pessoas pragmáticas como Bill Gates, George Soros e Richard Branson estão competindo em seus esforços de salvar o planeta por meio do espírito empreendedor.
A cada dia, a tarefa prática é a de salvar o planeta. E todos estão a bordo, do cabo Horn à Noruega, da Sibéria ao Havaí. As questões são o meio ambiente, a fome, a aids; A água, a paz, o lixo. São tudo e nada, monumentais e insignificantes a um só tempo. E as pessoas que se sentem atormentadas pelo destino do mundo estão na corrida por salvá-lo. Algumas sobem aos palcos para dar expressão musical ao que as preocupa. Outras trabalham sozinhas para resolver os problemas, grandes e pequenos, que afligem o planeta.
Bill Clinton está acomodado em um quarto no 18° andar do hotel Waldorf-Astoria, em Nova York. Chove lá fora. Ao lado dele, assistentes ocupados se movimentam, atendendo telefonemas aos sussurros. Ele ainda parece estar sentado no gabinete oval da presidência, mas mostra um rosto mais animado. Não está mais na Casa Branca, e sim no Waldorf, onde fará uma palestra: "Fazer é melhor do que falar", afirma.
A sala de conferência ao lado está lotada. As cortinas pesadas, as colunas e o carpete de um brilho dourado criam um clima de ópera para o evento; o título do espetáculo pende de uma faixa na parede: a iniciativa Clinton para o clima.
"Meu negócio agora é fazer", diz Clinton pouco antes de ser chamado ao palanque. É uma sentença intrigante vinda de um homem que ocupou o cargo mais poderoso do mundo durante oito anos. No passado, Clinton tinha o poder de declarar e encerrar guerras como preferisse. Tinha acesso instantâneo à elite do mundo. Negociou com todos eles, de representantes de governo a líderes da indústria, de comandantes militares a cientistas laureados com o Nobel. Mas só agora, afirma, ele sente que começou a trabalhar no negócio de fazer.
Há momentos de reflexão em sua vida, hoje em dia, nos quais ele pensa sobre seus anos na Casa Branca. Esses momentos o levam a acreditar que ele e os poderosos do mundo - seis ou sete outros líderes - não foram capazes de criar um planeta melhor. Clinton diz que eles se limitavam a discutir que palavras acrescentar a um documento. As disputas eram sobre palavras. Nenhum deles estava no "negócio de fazer".
Ao deixar a Casa Branca, em 2001, ele sentia não ter cumprido sua real missão. O mundo não era diferente daquilo que existia antes que assumisse o cargo - talvez tivesse até piorado. Bill Clinton, aposentado, um homem de posses, começou a questionar se havia fracassado na missão que traçou para sua vida, a de contribuir de forma concreta para a salvação do mundo.
E agora é hora do espetáculo para Clinton, e ele entra no salão para a palestra. Prefeitos de todo o mundo estão reunidos, presidentes de grandes bancos e empresas. Pessoas poderosas, pessoas influentes.
Clinton sobe ao palanque e começa a falar sobre as alterações climáticas. Define a questão como problema mundial que requer ação local. Ele informa aos prefeitos presentes que as cidades, suas cidades, consomem 75% da energia e produzem 75% dos gases do efeito-estufa. Declara que sua intenção é mudar isso. "É por isso que estou aqui". E acrescenta: "Podemos mudar as coisas. Não é tão difícil".
O objetivo da conferência é salvar o planeta - de baixo para cima, e não o contrário. A proposta central da conferência é oferecer isolamento térmico tão bom a 950 mil residências de Nova York que "as paredes e janelas não deixem escapar o ar frio no verão e o ar quente no inverno", diz Clinton.
Não se trata da palestra de um político dotado dos poderes da presidência. Ele está presente como Bill Clinton, homem comum, presidente de uma fundação cuja sede fica no Harlem, pertinho do Apollo Theater. A fundação William J. Clinton trata de questões que ele considera fundamentais para o mundo. Estimulou grandes empresas a oferecer remédios a preços acessíveis para os países africanos, e agora quer tornar mais verdes as cidades do planeta. O dinheiro da fundação vem de pessoas como Bill Gates, e o líder serve como intermediário entre seus amigos endinheirados e os pragmáticos que querem salvar o mundo. Teoricamente, Clinton não detém mais o poder. Mas continua dotado de conexões que lhe valem influência muito maior do que a de alguns líderes de governos.
Klaus Wowereit, o prefeito de Berlim, está presente, porque quer ser parte da solução e não parte do problema. Ele é recebido por Clinton com um abraço, e está sorridente, como os executivos de bancos e empresas que fornecerão os US$ 5 bilhões necessários ao programa. Todos parecem estar flutuando em uma nuvem de moralidade, energia e carisma que pouca gente consegue criar como Clinton.
À luz do dia, o projeto é uma tentativa de reformar o mundo começando de baixo, formando uma rede de cidades, e não países, dedicada aos objetivos corretos. É como se Clinton tivesse acatado os slogans dos inimigos da globalização que apupavam sua presença em reuniões do G-8 - "pensar globalmente, agir localmente".
Agora, todos estão no mesmo barco, todos conhecem o roteiro. Ninguém ficou de fora, nem os responsáveis por fomentar problemas no passado. A gigante do petróleo Chevron paga anúncios para anunciar o que pode fazer pelo futuro. Empresas como BP, Total, Renault e Canon anunciam intenções ambientais e ajuda no combate à fome. A posição de salva-vidas do planeta oferece recompensas, especialmente o selo da correção ambiental.
Der Spiegel

22 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DO PLANETA TERRA


O QUE ESTAMOS "FAZENDO" PARA SALVAR O NOSSO PLANETA?

21 abril 2008

OBJETOS CAÍDOS DO ESPAÇO - LIXO ESPACIAL




Objetos caídos em Goiás, Boa Viagem e Austrália.

Alguns objetos caídos, recentemente, do espaço.
(28/03/2008) Um fazendeiro do norte da Austrália afirmou ter encontrado uma grande peça redonda de metal retorcido. Ele diz acreditar ser parte de um foguete usado para lançar satélites de comunicação.
James Stirton encontrou o objeto metálico em novembro passado em sua propriedade, que fica a cerca de 800 quilômetros de Brisbane, capital do Estado de Queensland.

Fragmento metálico do espaço cai perto de operário
Um fragmento muito quente de metal de cerca de 5 kg, possivelmente vindo do espaço, caiu em 04/04/2008, a poucos metros de um operário de uma siderúrgica belga, que saiu ileso, informou a rede privada de televisão VTM.
Devido à alta temperatura que tinha ao cair, o objeto deve ter vindo de uma grande altura e proceder de um satélite ou de um avião, estimam os bombeiros da localidade de Bree, no nordeste da Bélgica, onde fica a siderúrgica.
As autoridades estão analisando o objeto para descobrir se é radioativo.

O objeto não identificado caiu em uma fazenda localizada em Montividiu (GO) neste dia 23/03/2008 e foi rapidamente recolhido por homens do governo durante a noite. Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear foram rapidamente deslocados até o local na calada da noite para analisar e recolher o objeto sem maiores esclarecimentos. Ainda não se sabe o que é o objeto mas o INPE declara que provavelmente é lixo espacial (humano ou alienígena?). Verificando a foto não da para entender o que isto pode ser. Moradores assustados não sabem como o objeto apareceu a 150 metros da casa. Ninguém viu nada. Ninguém ouviu nada. Objetos que caem na terra normalmente produzem grandes buracos com o impacto e nenhum buraco foi encontrado. Devido a temperatura a vegetação costuma queimar e como podemos ver as folhas em volta do objeto estão verdes. É muito estranho um objeto deste porte cair do espaço em uma velocidade enorme a 150 metros de uma casa e as pessoas e ninguém ouvir nada.

(31/07/2004)Os moradores da fazenda Cabeça de Vaca, na localidade de Barro Vermelho, em
Boa Viagem, estão preocupados e curiosos para saber a origem de um objeto desconhecido que caiu do céu na fazenda no último sábado, às 21 horas.O presidente do Centro de Pesquisas Ufológicas do Ceará, Reginaldo de Atayde, descarta a possibilidade da peça pertencer a um provável disco voador ou ser sonda ufológica. Segundo ele, trata-se de um tanque de combustível de foguete que, após o lançamento e atingido a órbita, libera sucatas (lixo) no espaço. “Possivelmente deve ser do foguete chinês lançado ao espaço no dia 22dejulho de 2004”, disse o professor.
Reginaldo de Atayde, do Centro de Pesquisas Ufológicas do Ceará, explica que este não é o primeiro objeto de lixo espacial que cai no Estado. “No Centro de Pesquisas Ufológicas nós temos uma lâmina de 2,20 metros por 1,10 metros que caiu em Hidrolândia em 1999”, ressalta o professor. Ele explica que tomou conhecimento que, também nesta semana, caíram objetos na região Norte do Maranhão e nas regiões Norte e Sul do Piauí.

20 abril 2008

A DIFÍCIL E DISPENDIOSA TAREFA DE DESPOLUIR OS RIOS DO PLANETA




Rios Tâmisa, Reno e Tietê
A triste constactação de que os graves problemas da poluição do Rio Tietê, são oriundos da falta de educação, respeito. higiene, cuidados e amor ao planeta - O LIXO ATIRADO NAS RUAS DE SÃO PAULO - na última semana estive em São Paulo e percorrendo a marginal, observei que a Prefeitura tenta embelezar as margens do Rio Tietê, distribuindo floreiras com plantas e flores - mas sobre as suas águas turvas, pude ver, milhares de objetos, boiando - foi terrível!
Penso que o ideal não seria um paisagismo como o que foi implantado, mas o replantio da mata ciliar - Jaguariúna (SP), deu este belo exemplo, replantando a mata ciliar do Rio Jaguary, que corta a cidade, ficou maravilhoso.
Rios Tâmisa, Reno e Tietê
Investimentos e conscientização da população são duas armas importantíssimas para salvar rios poluídos
GRAZIELA SALOMÃO
Rios em todo o mundo foram contaminados e poluídos pelo crescimento desenfreado das cidades e pela industrialização sem bases sustentáveis. Para alguns desses rios, a sobrevivência ainda não estava perdida. Faltava, apenas, investimentos e cuidados extras.
Conheça agora os casos de rios Tâmisa, Reno e Tietê. Os dois primeiros, após incentivos e obras realizadas pelos governos locais, deixaram de ser poluídos. O último passa por um programa de despoluição e ainda não está salvo.
O orgulho dos ingleses:
O rio Tâmisa, na Inglaterra, ficou conhecido como o ‘’Grande Fedor’’ quando, em 1858, as sessões do Parlamento foram suspensas devido ao mau cheiro. A poluição do rio também estava na consciência dos ingleses por causa da morte do príncipe Alberto, marido da rainha Vitória. Alberto morreu de febre tifóide devido à insalubridade das águas do rio.
O Tâmisa deixou de ser considerado potável por volta de 1610. Entretanto, o projeto de despoluição só começou a ser esboçado no século XIX. Além do mau cheiro, as epidemias de cólera das décadas de 1850 a 1860 foram fundamentais para que o governo decidisse construir um sistema de captação de esgotos da cidade. Ao todo, foram quase 150 anos de investimentos na despoluição das águas do rio que corta Londres.
O projeto de limpeza do Tâmisa começou a ser delineado em 1895. Os primeiros resultados do trabalho apareceriam apenas em 1930. No início, os engenheiros criaram um sistema de captação do esgoto da cidade de Londres que despejava os dejetos quilômetros abaixo de onde o rio cortava a região metropolitana. Entretanto, o crescimento da população fez com que a mancha de poluição subisse novamente o rio e o tornasse poluído na região londrina.
Em 1950, o Tâmisa era considerado, outra vez, morto. A nova iniciativa do governo foi a construção das primeiras estações de trabalho de esgoto da cidade. Já na década de 70, os sinais iniciais de que os resultados estavam sendo alcançados apareceram. Prova era o flagrante do reaparecimento do salmão – peixe sensível à poluição e exigente em matéria de água limpa.
Mesmo com os sinais de que a revitalização das águas do Tâmisa é garantida, a Thames Water, empresa de saneamento londrina, mantém um investimento cerrado no tratamento da água e no sistema de esgotos. O rio tornou-se um exemplo de sucesso no programa de despoluição das águas.
O êxito com o Reno:
O rio Reno era um dos mais poluídos da Europa. Ele nasce na Suíça e deságua no Mar do Norte banhando, assim, vários países europeus. Com a alcunha de ‘’cloaca’’ da Europa, o rio tinha suas águas sujas e com mau cheiro.
Seus mais de 1,3 mil quilômetros de extensão recebiam diretamente os dejetos das zonas industriais por onde passava e de empresas químicas de grande porte como a Sandoz, Basf e Ciba.
A preocupação com a poluição do Reno só foi levada a sério quando um grave acidente na multinacional suíça Sandoz, que contaminou o rio com 20 toneladas de um pesticida altamente tóxico, em 1986, chamou a atenção da opinião pública e das autoridades.
Um esforço de mais de 20 anos entre a iniciativa privada e os governos dos países banhados pelo Reno, como Alemanha, Suíça e França, possibilitou a recuperação de suas águas.
Desde 1989, o investimento foi de mais de 15 bilhões de dólares, revertidos na construção de estações de tratamento da água e de monitoramento ao longo do rio.
Atualmente, cerca de 95% dos esgotos das empresas são tratados. Os resultados do programa e da despoluição do Reno são visíveis. Das 64 espécies de peixes que ali habitavam, 63 delas já voltaram.
A marca brasileira:
O rio Tietê, um dos principais símbolos da cidade de São Paulo, está biologicamente morto há décadas. O rio que nasce na Serra do Mar, no município de Salesópolis, volta-se para o interior de São Paulo e percorre 1.150 quilômetros até chegar ao rio Paraná, na divisa com Mato Grosso do Sul. Seu trajeto foi de grande importância como meio de transporte, principalmente com as monções – as expedições que aconteceram após a descoberta de ouro em Mato Grosso no século XVIII. Às margens do rio também se desenvolveria a cultura de café e o início da industrialização na área metropolitana de São Paulo.
No início do século XX ainda era possível ver a utilização do Tietê para o lazer: pescarias e regatas de clubes paulistanos eram realizadas em suas águas. Entretanto, o crescimento e desenvolvimento desenfreado de São Paulo e de cidades ao seu redor, sem bases sustentáveis, foram responsáveis pela poluição do rio. Principalmente a partir de 1930, o Tietê passou a servir de escoamento para o esgoto industrial e urbano da cidade.
Para alguns especialistas, a decisão do então governador de São Paulo, Ademar de Barros, em 1955, foi crucial para a poluição do rio: o sistema de esgotos da cidade foi interligado e os dejetos de toda indústria paulista terminavam no Tietê. O esgoto do rio Pinheiros e Tamanduateí desembocava também no Tietê.
O Programa de Despoluição da Bacia do Alto do Tietê, que engloba a região metropolitana de São Paulo, foi delineado a partir de 1992. É considerado um dos projetos de despoluição mais ambiciosos do mundo devido à dimensão do problema e do prazo curto para os resultados – 20 anos. Avaliado em 2,6 bilhões de dólares, tem financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo estadual. Na primeira etapa do projeto (1992-1998) foram gastos 1 bilhão de dólares. A segunda etapa, com previsão de conclusão para 2005, gastará cerca de 400 milhões de dólares.
Alguns resultados do projeto já começaram a aparecer. Nos anos 90, a mancha de poluição se estendia por 250 quilômetros a partir da capital. Hoje, já recuou cerca de 100 quilômetros e, em alguns trechos mais próximos a São Paulo, os peixes reapareceram. No final da segunda fase do projeto, o intuito é que o volume de esgoto tratado na região metropolitana aumente de 62% para 70% do total, enquanto o índice de coleta de esgoto pule de 80% para 84%, beneficiando 1,2 milhão de pessoas.
Entretanto, o tratamento do esgoto não é a solução final para os problemas do rio. Cerca de 35% da poluição é ocasionada pelo lixo jogado nas ruas – entre sacolas plásticas, garrafas e outros tipos de material industrializado -, que chega no Tietê através de seus afluentes. A Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo acredita que, se a situação permanecer até 2015, esse tipo de lixo representará dois terços da poluição do rio. Por isso, além do programa de despoluição do rio, entidades como a Fundação SOS Mata Atlântica auxiliam o projeto com a conscientização da população.
Fonte: Agências internacionais e SOS Mata Atlântica