10 maio 2008

COMO O AQUECIMENTO DOS PÓLOS AFETA O CLIMA E ELEVA O NÍVEL DOS OCEANOS

Foto: Fenda drena lago formado pelo derretimento superficial do manto de gelo da Groenlândia. (http://www.sarinho.adv.br/materias.php?cd_secao=72&codant)

O gelo da Antártica e do Ártico é uma peça-chave na manutenção do equilíbrio do clima no planeta.

O efeito antiestufa do Albedo:
- O branco do gelo e da neve reflete para o espaço 90% da radiação solar que recebe. Chamado albedo, esse processo ajuda a manter a temperatura média do planeta em 14,6 graus.
- O gelo marinho é uma barreira adicional impedindo que os raios solares sejam absorvidos pelos oceanos polares.
SINAL DE ALERTA: A redução da área coberta por neve e gelo aumenta a absorção do calor dos raios solares na terra e no mar, o que eleva a temperatura global. Por esse motivo o aquecimento da atmosfera é maior no Ártico.

A CIRCULAÇÃO DA ÁGUA NOS OCEANOS REDISTRIBUI A ENERGIA TÉRMICA:
- A água aquecida nos trópicos corre pela superfície do oceano em direção aos pólos;
- Nos pólos, devido à queda de temperatura, a água torna-se mais densa e desce para as profundezas oceânicas;
- A corrente fria retorna aos trópicos pelo fundo do oceano, recomeçando o ciclo esquenta-esfria.
SINAL DE ALERTA: O degelo nos pólos aumenta o volume de água doce despejado no mar, reduzindo a sua salinidade. Isso pode enfraquecer as correntes marítimas. É um perigo. Sem o calor da Corrente do Golfo, o norte da Europa Ocidental teria invernos tão rigorosos quanto os do Canadá, localizado na mesma latitude.

A elevação do nível do mar era de 2mm anuais. Aumentou para 3 mm por ano na última década e deve dobrar nos próximos 100 anos. Os cientistas traçam 3 cenários possíveis, dependendo do nível de elevação da água: - Cenário 1 - O mar sobe 59 cm - Relatório da ONU prevê tal elevação até o fim do século. Leva em conta o derretimento do gelo das montanhas e de parte dos pólos e um aumento de 4 graus na temperatura. Os oceanos avançariam mais de 50 m nas planícies costeiras, obrigando 100 milhões de pessoas a abandonar suas casas;
- Cenário 2 - O mar sobe 12 metros - Seria preciso o derretimento de todo o gelo da Groelândia e da Antártica Ocidental, o que não deve ocorrer neste século. Uma elevação de 12 m inundaria boa parte do Rio de Janeiro e transformaria o Morro da Urca numa ilha e,
- Cenário 3 - O mar sobe 70 m - Seria preciso que toda a Groelândia e a Antártica derretessem, o que é improvável nos próximos séculos. Todas as cidades costeiras do Brasil, seriam varridas do mapa. Se o Atlântico uma piscina, sem as diferenças de relevo das áreas costeiras, a Estátua da Liberdade, em a York, ficaria com água até o peito.
VENTOS, CHUVAS E FURACÕES:
- O que move os ventos é a diferença de temperatura. O ar quente dos trópicos migra para os pólos;
- Nos pólos, as massas de ar são resfriadase voltam para as regiões quentes e,
- O encontro entre massas de ar quentes e frias, provoca chuvas, tempestades e faz cair a temperatura.
POR QUE OS PÓLOS SÃO TÃO FRIOS?
Devido à inclinação do planeta em relação ao sol, os raios solares chegam com menos energia aos pólos. O frio também é maior porque 90% dessa energia solar é refletida pelo gelo e pela neve. O restante do Planeta reflete, em média, apenas 15% da energia solar.
Fonte: Revista Veja - Edição 2003 - ano 40 - nº 14 -11/04/2007

ENERGIA GEOTÉRMICA - IN ENGLISH

REYKJAVIK, Iceland — The federal government has been sending teams to the geysers and lava fields of Iceland in recent weeks to search for ways to reduce U.S. dependence on coal and oil. Their answer might lie deep under Iceland's black rocks, where hot water percolates from the heat of the earth's internal movements — and provides 72 percent of the island nation's energy. Members of Congress and officials from the Energy Department have been taking tours of the Hitaveita Sudurnesja geothermal plant outside the capital, Reykjavik. "The workers here, they're always learning bit by piece," said plant manager Thordur Andresson as he talked about the growth of Iceland's geothermal energy industry. "We can do it everywhere with our knowledge." Mr. Andresson swung his right arm upward to describe steam rising from holes drilled into caves to power the turbines for his electricity-generating plant, which droned away behind him. When Sen. Barbara Boxer, California Democrat and chairman of the Senate Environment and Public Works Committee, returned from her trip in late August, she said, "I was impressed with the developments in geothermal technology I learned about in Iceland. I believe geothermal will be in the mix as we look at clean renewable energy sources." Mrs. Boxer and the Energy Department are exploring geothermal options as political pressure builds to reduce emissions that many scientists say contribute to global warming.

Only 0.4 percent of the current U.S. energy supply comes from geothermal power.

By Tom RamstackNew York Times - 22/10/2007

09 maio 2008

GEOTÉRMICA - A ENERGIA QUE VEM DO CENTRO DA TERRA




Fotos: Vulcão no Chile (01); Central Geotérmica de Ribeira Grande - Arquipélago de Açores - Portugal (2)
Energia Geotérmica, caracteriza-se por ser a energia térmica proveniente do interior da Terra.
O termo Geotérmico vem do grego geo, que significa terra e terme. Por isso, geotérmica literalmente significa terra calor ou calor a partir da Terra. Este calor origina no núcleo da Terra, onde as temperaturas atingem 7000 graus centígrados, e são continuamente conduzidas para a parte de fora da superfície. O calor no núcleo da Terra é mantido através do constante decaimento de elementos radiativos no núcleo.
Há cinco fontes potenciais de energia geotérmica: hidrotermal reservatórios hidrotérmicos, energia da terra, salmoura geopressurizada, pedra quente e seca e magma. As duas primeiras fontes já estão em uso generalizado enquanto os três últimos só podem ser acessados por tecnologias avançadas e técnicas de engenharia. Estas tecnologias são apenas teóricas ou experimentais atualmente.
Reservatórios hidrotérmicos são grandes piscinas de vapor ou água quente, aprisionado em rochas porosas, que têm sido aquecidos pela energia a partir do núcleo da Terra. Eles só podem ser encontrados em algumas áreas do mundo, por exemplo, Japão, Nova Zelândia, e de outros países situados na região do ‘Anel de Fogo’ no Pacífico. Há também pontos quentes geotérmicos em lugares como Hawaii e Parque Nacional de Yellowstone, no EUA. Outros importantes reservatórios hidrotérmicos podem ser encontrados em países como a Islândia, Itália ou aquelas, ao longo do cinto geotérmico do Himalaia.
A energia da Terra pode ser encontrada praticamente em qualquer parte do mundo, e remete para a "massa térmica" superficial do solo. Isto significa que o solo e águas subterrâneas, a uma profundidade superficial, de cerca de 10 metros abaixo da superfície, mantém uma temperatura constante de cerca de 10 a 16 graus Celsius durante o ano todo.

História
A data do uso direto de energia geotérmica é datada de milhares de anos atrás.
Existem evidencias de que os japoneses usavam fontes térmicas para tomar banho e cozinhar desde 11.000 a.C. É também conhecido que os Índios Nativos Americanos acampavam perto de fontes térmicas na América do Norte por volta de 3.000 a.C. e utilizavam as fontes para se banhar e para propósitos medicinais.
Grandes ‘banhos romanos’ utilizando água quente natural foram construídos durante o império Romano a mais de 2000 anos atrás. A água era usada para aspectos medicinais, assim como para aquecimento.
A partir do século IX d.C, as pessoas na Islândia plantavam suas culturas em terreno naturalmente aquecido. Isso teve o efeito de promoção de crescimento vegetal e trazendo uma colheita mais cedo. Um pouco mais tarde, em áreas de atividade geotérmica importante na Nova Zelândia, o povo Maori utilizava o solo aquecido para a cozedura a vapor.
Quase setecentos anos atrás, água quente, de até 85 graus Celsius a partir da bacia sedimentar Paris, em França, foi utilizada para aquecer edifícios. Spas minerais se tornaram extremamente popular em toda a Europa durante os últimos trezentos anos.
A energia geotérmica foi primeiramente utilizada para gerar energia elétrica em 1904 na Itália, utilizando aquilo que é conhecido como um "vapor seco". O campo geotérmico, em Lardarello na Toscana, ainda está em uso hoje.
Os vulcões, as fontes termais e as fumarolas (por ex. nos Açores) são manifestações conhecidas desta fonte de energia. Atualmente, é utilizada em estações termais para fins medicinais e de lazer, mas também pode ser utilizada no aquecimento de ambientes e de águas sanitárias, bem como, estufas e instalações industriais. Numa central de energia geotérmica, tira-se partido do calor existente nas camadas interiores da Terra, para produzir o vapor que vai acionar a turbina. Na prática, são criados canais suficientemente profundos para aproveitar o aumento da temperatura, e injecta-se-lhes água. Esta, por sua vez, transforma-se em vapor (que é submetido a um processo de purificação antes de ser utilizado) e volta à superfície, onde é canalizada para a turbina. Em Portugal, existem alguns exemplos de aproveitamento deste tipo de energia. É o caso da central geotérmica da Ribeira Grande, no arquipélago dos Açores, que produz energia eléctrica com potencial para garantir, na sua fase final, o fornecimento de 50 a 60% das necessidades de energia eléctrica da ilha de São Miguel (actualmente já assegura cerca de 29%). Central Geotérmica da Ribeira Grandeç. As principais vantagens desta fonte de energia são: - não ser poluente e, suas centrais não necessitam de muito espaço, de forma que o impacto ambiental é bastante reduzido. Ainda que apresente também alguns inconvenientes, como por exemplo, o fato de não existirem muitos locais onde seja viável a instalação de uma central geotérmica, dado que é necessário um determinado tipo de solo, bem como a disponibilidade de temperatura elevada no local até onde seja possível perfurar; ao perfurar as camadas mais profundas, é possível que sejam libertados gases e minerais perigosos, o que pode pôr em causa a segurança das pessoas que vivem e trabalham perto desse local.

FUMAROLAS


Fotos: Fumarola de Nisyros - Grécia (01)
Fumarola de Açores (02)


Fumarola (do latim fumus, fumo) é uma abertura na superfície da crusta da Terra (ou de outro qualquer corpo celeste), em geral situada nas proximidades de um vulcão, que emite vapor de água e gases tais como dióxido de carbono (mofeta), dióxido de enxofre, ácido hidroclórico, e sufureto de hidrogénio. A designação sulfatara, do italiano solfo, enxofre (via o dialecto siciliano), é dada às fumarolas que emitem gases sulfurosos.
As fumarolas podem ocorrer ao longo de pequenas fissuras ou de zonas de fracturação das rochas, formando alinhamentos, ou em zonas de fractura, tais como caixas de falha, formando por vezes extensos campos de fumarolas.
Os campos de fumarolas, como o das Furnas, na ilha de São Miguel, Açores, são áreas de concentração de nascentes termais e outras manifestações geotérmicas, em geral associadas a zonas onde rochas ígneas quentes se encontram a pequena profundidade e interagem com os aquíferos. Outras correspondem a zonas de desgasificação das formações, onde o magma subjacente está a perder gases que chegam à superfície com temperaturas e concentrações suficientemente elevadas para poderem ser facilmente notados.
Um bom exemplo de actividade fumarólica extrema é o famoso Valley of Ten Thousand Smokes, que se formou durante a erupção de 1912 do vulcão Novarupta no Alaska. Inicialmente existiam milhares de fumarolas nas cinzas em arrefecimento, mas ao longo do tempo a maioria foi-se extinguindo com o arrefecimento dos materiais. As fumarolas podem persistir durante décadas ou séculos se estiverem localizadas sobre uma fonte de aquecimento de longa duração, ou desaparecer rapidamente se estiverem associadas a materiais vulcânicos que percam rapidamente calor.
Em todas as regiões vulcânicas são comuns as fumarolas, muitas vezes associadas a geysers e a outras manifestações de termalismo.
A intensidade dos gases libertados, e a sua visibilidade, variam muito em função do estado de recarga dos aquíferos, da humidade relativa do ar (que pode tornar o vapor emitido bem mais espesso) e da maré terrestre, entre muitos outros factores. Assim, é comum notarem-se grandes variações diárias e sazonais no funcionamento das fumarolas sem que tal indicie qualquer alteração nas condições do vulcanismo local.

As fumarolas são muito comuns nos Açores, formando por vezes extensos campos. Eis algumas das mais conhecidas:
Fumarolas das Furnas, na ilha de São Miguel, associadas a geysers e a nascentes termais;
Fumarolas da Lagoa das Furnas, muito conhecidas por serem utilizadas como local de confecção de refeições (o cozido das Furnas);
Fumarolas do Fogo da Ribeira Quente, sitas na zona urbana da freguesia da Ribeira Quente, sendo comuns ao longo das sarjetas da rua do Fogo;
Fumarolas da Caldeira Velha, na Ribeira Grande;
Fumarolas da Ribeira Seca, na zona urbana da freguesia da Ribeira Seca, já obrigaram ao abandono de várias habitações por introduzirem gases tóxicos nas condutas de esgoto;
Furnas do Enxofre, na parte central da Terceira;
Furna do Enxofre, Graciosa. Situadas no interior da grande gruta da Furna do Enxofre, mantém uma cavidade repleta de lama em ebulição e libertam monóxido de carbono que já causou a morte a alguns visitantes;
Fumarolas das Velas, fumarolas submarinas no interior da baía de Velas (junto ao Cais da Queimada), ilha de São Jorge, por vezes visíveis pelo borbulhamento à superfície;
Fumarolas do Piquinho, fumarolas sitas no topo do Pico da ilha do Pico, a cerca de 2350 m de altitude acima do mar. Por vezes vê-se desde a cidade da Horta o ténue vapor que libertam.
Fonte: Wikipedia

08 maio 2008

O QUE É UM VULCÃO?


Os mistérios dos vulcões:

Esquema da estrutura interna de um vulcão
Vulcão é uma estrutura geológica criada quando o magma, gases e partículas quentes (como cinzas) escapam para a superfície terrestre. Eles ejectam altas quantidades de poeira, gases e aerossóis na atmosfera, podendo causar resfriamento climático temporário. São frequentemente considerados causadores de poluição natural. Tipicamente, os vulcões apresentam formato cónico e montanhoso.

A erupção de um vulcão pode resultar num grave desastre natural, por vezes de consequências planetárias. Assim como outros desastres dessa natureza, as erupções são imprevisíveis e causam danos indiscriminados. Entre outras coisas, tendem a desvalorizar os imóveis localizados em suas vizinhanças, prejudicar o turismo e consumir a renda pública e privada em reconstruções. Na Terra, os vulcões tendem formar-se junto das margens das placas tectónicas. No entanto, existem excepções quando os vulcões ocorrem em zonas chamadas de hot spots (pontos quentes). Por outro lado, os arredores de vulcões, formados de lava arrefecida, tendem a ser compostos de solos bastante férteis para a agricultura.
A palavra "vulcão" deriva do nome do deus do fogo na mitologia romana Vulcano. A ciência que estuda os vulcões designa-se por vulcanologia.

07 maio 2008

BIOSFERA - UM BANCO MUNDIAL DE SEMENTES


Amigos, leitores, se um Banco de sementes do país é maravilhoso, imagine que temos um Banco Mundial de Sementes, isto é espetacular!


Banco mundial de sementes inaugurado próximo ao Pólo Norte
26/02/2008

Entrada do Banco Mundial de Sementes, em Spitsbergen, NoruegaCréditos: DWCerca de 4,5 milhões de sementes das mais importantes plantas cultiváveis passam a ser guardadas em baixo de montanha da ilha norueguesa de Spitsbergen, situada a apenas mil quilômetros do Pólo Norte. Com a presença do presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, foi inaugurado ontem (26/2) o Global Seed Vault (Banco Mundial de Sementes), depósito que irá guardar 4,5 milhões de sementes das mais importantes plantas úteis conhecidas.Encravados 120 metros dentro da pedra, foram cavados três grandes depósitos no interior de uma montanha do arquipélago ártico norueguês de Spitsbergen, distante cerca de mil quilômetros do Pólo Norte. Se uma planta desaparecer, por motivo de catástrofe, por exemplo, ela poderá ser agora recuperada.Depósitos de sementes de diversos países do mundo contribuíram para o projeto organizado pela fundação Global Crop Diversity Trust (Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis) e financiado por governos, organizações e o Banco Mundial.DIVERSIDADE DE PLANTAS ÚTEIS E CEREAISO maior banco de sementes mundial deverá assegurar a diversidade de plantas úteis e cereais. O depósito também foi pensado para, no caso de uma catástrofe global, possibilitar a alimentação da humanidade. Três grandes depósitos medindo 27m x 10m foram cavados no interior da mais alta montanha de Spitsbergen, ilha norueguesa situada no Círculo Polar Ártico, onde as diversas sementes serão armazenadas numa temperatura constante de menos 18° Celsius."As instalações foram construídas para abrigar o dobro da quantidade de amostras de sementes que conhecemos", afirma Cary Fowler, diretor administrativo do Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis e mentor do projeto. Para a construção do depósito, a Noruega investiu cerca de 6 milhões de euros.Cerca de 250 mil amostras de sementes já se encontram armazenadas no novo depósito. Elas continuam a pertencer, no entanto, a seus países de origem. Nem todos os bancos nacionais de genes são bem protegidos e parte da diversidade vegetal já se perdeu.EVENTUAIS MUDANAÇAS CLIMÁTICASDesta forma, bancos de sementes iraquianos e afegãos foram destruídos na guerra. Um tufão destruiu outro nas Filipinas. Por este motivo, o novo Banco Mundial de Sementes tornou-se rapidamente conhecido em todo o mundo. Países ameaçados por revoltas como o Paquistão e o Quênia já enviaram amostras de sementes para Spitsbergen. O Banco Mundial de Sementes armazenará amostras provenientes de mais de 1,4 mil bancos de sementes de todo o mundo.O tesouro representado pelo banco de sementes é protegido por espessas paredes de concreto, porta blindada e sistema de alarme. Eventuais mudanças climáticas também foram levadas em conta pelos arquitetos do novo Banco Mundial de sementes.Por este motivo, ele se situa 130 metros acima do nível do mar. Mesmo que boa parte da calota polar derreta, ele continuará seco. O depósito de concreto está preparado para resistir até mesmo a uma guerra nuclear. E no caso de o sistema de refrigeração falhar, o permafrost garantirá que a temperatura não supere 3,5° Celsius.

BANCO DE SEMENTES DO BRASIL - EMBRAPA, UM BANCO DE VIDA


Como a maioria dos meus queridos leitores sabem, eu sempre tive uma relação muito estreita com a natureza. Nasci no meio rural e sempre acompanhei com muito interesse, tudo sobre o nosso ecossistema. Durante muitos anos fui assinante da Revista Globo Rural, eu sempre li todas as suas revistas! Numa de suas edições, li sobre um Banco de Sementes da Embrapa - curiosa, um dia visitei a sede da Embrapa-Planaltina-GO, que organizara tal maravilha. Foi maravilhoso saber, que existem pessoas, técnicos e cientistas, realmente empenhados em preservar a nossa flora.

A seguir, publico um pouco sobre o Banco de Sementes da Embrapa:


O BASEMFLOR®
Câmara fria
Um banco de sementes tem como objetivo conservar material genético para uso futuro em melhoramento, estudos de genética e recomposição de áreas degradadas. A conservação de coleções depende do conhecimento da biologia reprodutiva de cada espécie. No caso da espécie se propagar sexualmente, como é o caso da maioria das espécies florestais, o método mais recomendado para sua conservação genética é o armazenamento das sementes com características ortodoxas em câmaras apropriadas. De acordo com pesquisas realizadas em todo o mundo, este é o método mais conveniente, seguro e econômico, considerando-se os investimentos a longo prazo.
Missão Gerar e promover conhecimentos científicos e tecnológicos para a conservação, utilização e produção de sementes florestais.
Objetivos
disponibilizar sementes de espécies arbóreas de elevada qualidade genética, física, fisiológica e sanitária;
desenvolver pesquisas científicas para sementes florestais nativas;
oferecer treinamento e capacitação em tecnologia de sementes e áreas afins;
desenvolver e disponibilizar software para a operacionalização de bancos de sementes florestais;
estimular a criação de novos bancos de sementes florestais no País;
estimular a criação de viveiros florestais para espécies arbóreas nativas.



Espécies Trabalhadas
açoita-cavalo
Lueha divaricata
angico
Piptadenia paniculata
angico-branco
Anadenanthera colubrina
araribá
Centrolobium robustum
aroeira-vermelha
Schinus terebinthifolius
baguaçu
Talauma ovata
bracatinga-comum
Mimosa scabrella
bracatinga-de-campo-mourão
Mimosa flocculosa
branquilho, branquinho
Sebastiania commersoniana
bugreiro
Lithraea brasiliensis
canafístula
Peltophorum dubium
canjerana
Cabralea canjerana
canudo-de-pito
Escallonia montevidensis
capororoca
Myrsine ferruginea
capororocão
Myrsine umbellata
caroba
Jacaranda puberula
cedro-rosa
Cedrela fissilis
crindiúva
Trema micrantha
embaúba-vermelha
Cecropia glaziovii
embiruçu
Pseudobombax grandiflorum
erva-mate
Ilex paraguariensis
guapuruvu
Schizolobium parahyba
guaricica
Vochysia bifalcata
guatambu
Aspidosperma olivaceum
jacarandá-da-bahia
Dalbergia nigra
jacatirão
Miconia cinnamomifolia
jequitibá; estopeira
Cariniana estrellensis
mandiocão
Didymopanax morototoni
maricá
Mimosa bimucronata
mogno
Swietenia macrophylla
pata-de-vaca
Bauhinia forficata
pau-brasil
Caesalpinea echinata
pau-cigarra
Senna multijuga
pau-d´alho
Gallesia integrifolia
pau-jacaré
Piptadenia gonoacantha
pau-óleo
Copaifera trapezifolia
pau-marfim
Balfourodendron riedelianum
peito-de-pombo
Tapirira guianensis
peroba-rosa
Aspidosperma polyneuron
pinheiro-do-paraná
Araucaria angustifolia
quaresmeira
Tibouchina pulchra
quaresmeira do frio
Tibouchina sellowiana
santa-rita
Laplacea fruticosa
tamanqueira
Aegiphilla sellowiana
tapiá
Alchornea triplinervia
tarumã, jacataúva
Citharexylum myrianthum
timbó
Atelleia glozioviana
timbó-do-graúdo
Lonchocarpus muelbergians
urucurana
Hyeronima alchorneoides
vacum
Allophylus edulis
vassoura-vermelha
Dodonea viscosa
Fonte: http://www.cnpf.embrapa.br/pesquisa/basemflor/esptrab.htm