12 maio 2008

A RESERVA DE WOLONG EM SICHUAN - CHINA
















LEMBREM-SE SEMPRE, PRESERVAR A NATUREZA É PROLONGAR A VIDA DO PLANETA.
Reserva Natural de Wolong, terra natal do panda gigante
2007-04-18
Faz mais de 20 anos, devido ao principal alimento do panda gigante, o bambu flecha, murchou-se massiva, os músicos chinesmentees compuseram esta canção para lançar uma campanha social com o objetivo de preservar este precioso animal em perigo de extinção. Foram transcorridos muitos anos e, atualmente, na reserva natural de Wolong, o bambu flecha cresce exuberante, enquanto os pandas gigantes, um dos animais mais antigos do mundo, vivem felizmente, sem ter preocupação por causa da alimentação.
A reserva natural de Wolong se situa no noroeste da província de Sichuan e é um dos habitats principais da espécie. Como os pandas gigantes selvagens apenas se estabelecem em zonas montanhosas e florestais mais profundas das províncias de Sichuan, Shaanxi e Gansu, é muito difícil para os turistas terem a oportunidade de encontrá-los.
Devido a isto, se quiserem ter a oportunidade de apreciá-los, a melhor opção será o Parque do Panda Gigante de Zhong Hua, localizado na reserva natural. Zhang Liming, funcionário do parque, afirmou:
"Nosso propósito é criar condições favoráveis para que os pandas gigantes vivam saudável e felizmente. Também queremos oferecer às pessoas que gostam deste animal simpático a oportunidade de observá-lo de perto. Contemplando-o em seu ambiente, os visitantes entenderão porque a humanidade deve proteger o meio-ambiente e conhecerão a história da espécie. Creio que depois de visitar nossa reserva os turistas terão uma idéia mais concreta sobre o panda gigante, um precioso fóssil vivo".
Seu corpo redondo, candidez encantadora e pele de cor negra e branca é o que leva muita gente a se encantar pelo panda gigante, espécie que conta com 100 exemplares no parque. Ao entrar na zona principal vemos que os pandas estavam praticando esportes ao ar livre, alguns desfrutando do sol, outros passeando pelo pátios e vários brincando nos aparatos esportivos. Empregados da instalação nos explicaram que a espécie possui algumas semelhanças com o urso, como sua capacidade de subir em arvores.
Eles não caem facilmente das árvores e, se isto acontecer, seu corpo gordo lhes oferece uma boa proteção.
O mais preocupante para estes animais é relacionado com sua alimentação. Segundo um criador, antes os pandas gigantes comiam carne, mas pouco a pouco se converteram em vegetarianos, que vivem principalmente de bambu. As condições climáticas da reserva de Wolong são muito favoráveis para o crescimento desta planta, o que a faz atrativa desde a antigüidade para os pandas.
Considerando que este animal já não coma carne, apenas bambu, seu sistema digestivo não avançou muito. Normalmente, para conservar a energia, eles não fazem movimentos drásticos.
Rebecca Hasse, turista norte-americana, Rebecca Hasse, estava muito interessada nas atividades do animal e tirou foto. Ela nos expressou com alegria:
"Estou muito contente por ter contato direto com o panda gigante. São animais muito lindos e amáveis. Quero que este parque tenha cada vez mais pandas".
Em Wolong existem ainda um hábitat bem equipado, especializado no cuidado dos pandas recém-nascidos. No local se empregam métodos artificiais para a criação de filhotes, que ao nascer são tão pequenos como a mão de um ser humano, permanecem com seus olhos fechados e têm pouco pêlo. No entanto, este aspecto muda rapidamente e em poucos meses os pequenos se convertem em encantadores expoentes da espécie.
Ao observar todo o processo de amamentar o filhote, Zhang Shicang, proveniente da província de Taiwan, da China, comentou:
"Esta vez aprendi muito sobre o panda gigante. O guia nos contou a história e as condições exteriores para sua criação. Agora sei que a reprodução do animal não é tão fácil e que a fêmea não é muito capaz de criar seus bebês".
É muito alta a taxa de mortalidade dos filhotes do panda gigante, por enfermidades congênitas ou adquiridas, ou por serem esmagados inconscientemente pela mãe. No entanto, a causa principal é que depois de um parto numeroso, a mãe não tem capacidade para atendê-los. Por isto, os funcionários do centro de criação artificial assumem o cuidado.
Há cada dia mais turistas que gostam muito do panda gigante e se oferecem para serem voluntários desta área, como a japonesa Kodama Midori, que veio a China junto com 3 amigas para trabalhar 1 semana na instalação. Ela nos explicou:
"Todas as manhãs alimentamos os pandas. De tarde e de noite limpamos os habitats. Normalmente não temos uma oportunidade como esta de ter um contato direto tão próximo com o panda gigante. Estamos muito contentes".
Na verdade, as pessoas que visitam Wolong em diferentes estações podem ver as distintas etapas da criação do panda gigante. Segundo um especialista nos estudos deste animal, Li Desheng, no verão a espécie é mais ativa, no outro é quando acontecem os partos e na primavera se acasalam. Li nos contou:
"Os pandas gigantes selvagens brigam para obter o direito de acasalar primeiro. No entanto, as condições artificiais não podemos deixá-los manter estas disputas. No período de cio, colocamos os pandas gigantes de ambos os sexos em jaulas vizinhas. Durante esta etapa, eles emitem diferentes sons: no começo fazem como os pássaros, depois como os cães e, no final, como as ovelhas".
Além dos pandas gigantes criados artificialmente, também vivem na reserva natural de Wolong mais de 100 pandas selvagens, número que representa 10% do total mundial. Antes, não era permitido que turistas normais entrassem no hábitat, mas com a abertura do projeto turístico já é possível apreciá-los através de perto.
Fonte:http://portuguese.cri.cn/101/2007/04/18/1@65937.htm

11 maio 2008

INICIATIVAS PARA A PROTEÇÃO DO CLIMA

O comprometimento com o estímulo a novas tecnologias é essencial para evitar um desastroso aquecimento global
por Jeffrey Sachs
A política de tecnologia está no centro do desafio da mudança do clima. Mesmo com cortes nos desperdícios de gastos com energia, nossas tecnologias atuais não podem atender ao mesmo tempo a um declínio nas emissões de dióxido de carbono e uma economia global em expansão. Se tentarmos restringir as emissões sem um conjunto de tecnologias fundamentalmente novas acabaremos sufocando o crescimento econômico, incluindo as perspectivas de desenvolvimento de bilhões de pessoas. Economistas falam muitas vezes como se o estabelecimento de um preço para as emissões de carbono – via permissões negociáveis ou um imposto sobre o carbono – fosse suficiente para cumprir as reduções necessárias dessas emissões. Isso não é verdade. O sistema europeu de créditos de carbono não mostrou muita capacidade de gerar pesquisas de larga escala nem de desenvolver, demonstrar e instalar tecnologias revolucionárias. Um sistema de créditos pode influenciar marginalmente as escolhas entre usinas de carvão e gás ou provocar um pouco mais de adoção de energia solar ou eólica, mas não levará a uma revisão necessária e fundamental dos sistemas de energia. Para isso precisamos de muito mais que um preço para o carbono. Considere três tecnologias de baixa emissão potencialmente transformadoras: seqüestro e estocagem de carbono (CCS, na sigla em inglês), automóveis híbridos recarregáveis e geração concentrada de energia solar-térmica. Cada uma delas necessita de uma combinação de fatores para funcionar: mais pesquisa científica aplicada, importantes mudanças regulatórias, infra-estrutura apropriada, aceitação pública e investimentos iniciais de alto custo.
CCS, por exemplo, depende da capacidade de capturar dióxido de carbono na usina a custo baixo, transportá-lo por dutos a distâncias significativas e estocá-lo em segurança no subsolo, de maneira confiável e duradoura. Todos esses componentes estão próximos de ser utilizados, mas todos enfrentam desafios importantes. A captura de carbono é mais promissora para novos tipos de usina de carvão, cujo custo e confi abilidade têm ainda de ser provados. Uma vasta nova rede de dutos requereria um grande apoio regulatório e político, com obstáculos ambientais e de direitos de propriedade. O seqüestro geológico de dióxido de carbono em grandes escalas tem também de ser provado, cuidadosamente monitorado e ambientalmente regulado. Os primeiros projetos demonstrativos provavelmente serão muitas vezes mais custosos que os posteriores. A ampla aceitação e o apoio públicos serão cruciais para a tecnologia. Mas até hoje o governo americano não conseguiu ativar uma única usina de demonstração CCS, e diversas iniciativas privadas estão atualmente encalhadas, todas por falta de apoio público e financiamento. Automóveis híbridos recarregáveis significam quebra-cabeças semelhantes. Permanecem questões básicas sobre a segurança, confiabilidade e durabilidade das baterias que eles requerem, assim como os investimentos extras na matriz energética para apoiá-los. A energia solar-térmica, que utiliza radiação solar concentrada em lugares desertos para ferver a água para turbinas a vapor geradoras de eletricidade, também depende da solução de diversos problemas. Os desafios políticos incluem o pesadelo da armazenagem de energia e obstáculos regulatórios e financeiros, incluindo a instalação de novos sistemas de transmissão de alta voltagem e corrente contínua para levar a energia a longas distâncias, do deserto a outros locais. As questões tornam-se ainda mais complexas quando consideramos que as tecnologias de baixa emissão desenvolvidas no mundo rico precisarão ser adaptadas rapidamente em países pobres. A proteção de patentes, que serve para promover a inovação, pode retardar a difusão dessas tecnologias para países de baixa renda, a menos que se adotem medidas compensatórias. Toda essa inovação tecnológica precisa começar logo, se quisermos ter uma chance de estabilizar as emissões de carbono em um nível que evite custos globais potencialmente devastadores. Até 2010, no máximo, o mundo tem de romper barreiras com usinas piloto de carvão CCS na China, Índia, Europa e Estados Unidos. As nações ricas devem ajudar a financiar e construir usinas solartérmicas em estados fronteiriços ao Saara, e híbridos recarregáveis altamente subsidiados têm de estar saindo da linha de montagem. Apenas esses passos nos permitirão perscrutar mais longe o caminho da verdadeira mudança transformadora.
FONTE: UOL notícias - 11/05/2008
Jeffrey Sachs é diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia (http://www.earth.columbia.edu/).

10 maio 2008

COMO O AQUECIMENTO DOS PÓLOS AFETA O CLIMA E ELEVA O NÍVEL DOS OCEANOS

Foto: Fenda drena lago formado pelo derretimento superficial do manto de gelo da Groenlândia. (http://www.sarinho.adv.br/materias.php?cd_secao=72&codant)

O gelo da Antártica e do Ártico é uma peça-chave na manutenção do equilíbrio do clima no planeta.

O efeito antiestufa do Albedo:
- O branco do gelo e da neve reflete para o espaço 90% da radiação solar que recebe. Chamado albedo, esse processo ajuda a manter a temperatura média do planeta em 14,6 graus.
- O gelo marinho é uma barreira adicional impedindo que os raios solares sejam absorvidos pelos oceanos polares.
SINAL DE ALERTA: A redução da área coberta por neve e gelo aumenta a absorção do calor dos raios solares na terra e no mar, o que eleva a temperatura global. Por esse motivo o aquecimento da atmosfera é maior no Ártico.

A CIRCULAÇÃO DA ÁGUA NOS OCEANOS REDISTRIBUI A ENERGIA TÉRMICA:
- A água aquecida nos trópicos corre pela superfície do oceano em direção aos pólos;
- Nos pólos, devido à queda de temperatura, a água torna-se mais densa e desce para as profundezas oceânicas;
- A corrente fria retorna aos trópicos pelo fundo do oceano, recomeçando o ciclo esquenta-esfria.
SINAL DE ALERTA: O degelo nos pólos aumenta o volume de água doce despejado no mar, reduzindo a sua salinidade. Isso pode enfraquecer as correntes marítimas. É um perigo. Sem o calor da Corrente do Golfo, o norte da Europa Ocidental teria invernos tão rigorosos quanto os do Canadá, localizado na mesma latitude.

A elevação do nível do mar era de 2mm anuais. Aumentou para 3 mm por ano na última década e deve dobrar nos próximos 100 anos. Os cientistas traçam 3 cenários possíveis, dependendo do nível de elevação da água: - Cenário 1 - O mar sobe 59 cm - Relatório da ONU prevê tal elevação até o fim do século. Leva em conta o derretimento do gelo das montanhas e de parte dos pólos e um aumento de 4 graus na temperatura. Os oceanos avançariam mais de 50 m nas planícies costeiras, obrigando 100 milhões de pessoas a abandonar suas casas;
- Cenário 2 - O mar sobe 12 metros - Seria preciso o derretimento de todo o gelo da Groelândia e da Antártica Ocidental, o que não deve ocorrer neste século. Uma elevação de 12 m inundaria boa parte do Rio de Janeiro e transformaria o Morro da Urca numa ilha e,
- Cenário 3 - O mar sobe 70 m - Seria preciso que toda a Groelândia e a Antártica derretessem, o que é improvável nos próximos séculos. Todas as cidades costeiras do Brasil, seriam varridas do mapa. Se o Atlântico uma piscina, sem as diferenças de relevo das áreas costeiras, a Estátua da Liberdade, em a York, ficaria com água até o peito.
VENTOS, CHUVAS E FURACÕES:
- O que move os ventos é a diferença de temperatura. O ar quente dos trópicos migra para os pólos;
- Nos pólos, as massas de ar são resfriadase voltam para as regiões quentes e,
- O encontro entre massas de ar quentes e frias, provoca chuvas, tempestades e faz cair a temperatura.
POR QUE OS PÓLOS SÃO TÃO FRIOS?
Devido à inclinação do planeta em relação ao sol, os raios solares chegam com menos energia aos pólos. O frio também é maior porque 90% dessa energia solar é refletida pelo gelo e pela neve. O restante do Planeta reflete, em média, apenas 15% da energia solar.
Fonte: Revista Veja - Edição 2003 - ano 40 - nº 14 -11/04/2007

ENERGIA GEOTÉRMICA - IN ENGLISH

REYKJAVIK, Iceland — The federal government has been sending teams to the geysers and lava fields of Iceland in recent weeks to search for ways to reduce U.S. dependence on coal and oil. Their answer might lie deep under Iceland's black rocks, where hot water percolates from the heat of the earth's internal movements — and provides 72 percent of the island nation's energy. Members of Congress and officials from the Energy Department have been taking tours of the Hitaveita Sudurnesja geothermal plant outside the capital, Reykjavik. "The workers here, they're always learning bit by piece," said plant manager Thordur Andresson as he talked about the growth of Iceland's geothermal energy industry. "We can do it everywhere with our knowledge." Mr. Andresson swung his right arm upward to describe steam rising from holes drilled into caves to power the turbines for his electricity-generating plant, which droned away behind him. When Sen. Barbara Boxer, California Democrat and chairman of the Senate Environment and Public Works Committee, returned from her trip in late August, she said, "I was impressed with the developments in geothermal technology I learned about in Iceland. I believe geothermal will be in the mix as we look at clean renewable energy sources." Mrs. Boxer and the Energy Department are exploring geothermal options as political pressure builds to reduce emissions that many scientists say contribute to global warming.

Only 0.4 percent of the current U.S. energy supply comes from geothermal power.

By Tom RamstackNew York Times - 22/10/2007

09 maio 2008

GEOTÉRMICA - A ENERGIA QUE VEM DO CENTRO DA TERRA




Fotos: Vulcão no Chile (01); Central Geotérmica de Ribeira Grande - Arquipélago de Açores - Portugal (2)
Energia Geotérmica, caracteriza-se por ser a energia térmica proveniente do interior da Terra.
O termo Geotérmico vem do grego geo, que significa terra e terme. Por isso, geotérmica literalmente significa terra calor ou calor a partir da Terra. Este calor origina no núcleo da Terra, onde as temperaturas atingem 7000 graus centígrados, e são continuamente conduzidas para a parte de fora da superfície. O calor no núcleo da Terra é mantido através do constante decaimento de elementos radiativos no núcleo.
Há cinco fontes potenciais de energia geotérmica: hidrotermal reservatórios hidrotérmicos, energia da terra, salmoura geopressurizada, pedra quente e seca e magma. As duas primeiras fontes já estão em uso generalizado enquanto os três últimos só podem ser acessados por tecnologias avançadas e técnicas de engenharia. Estas tecnologias são apenas teóricas ou experimentais atualmente.
Reservatórios hidrotérmicos são grandes piscinas de vapor ou água quente, aprisionado em rochas porosas, que têm sido aquecidos pela energia a partir do núcleo da Terra. Eles só podem ser encontrados em algumas áreas do mundo, por exemplo, Japão, Nova Zelândia, e de outros países situados na região do ‘Anel de Fogo’ no Pacífico. Há também pontos quentes geotérmicos em lugares como Hawaii e Parque Nacional de Yellowstone, no EUA. Outros importantes reservatórios hidrotérmicos podem ser encontrados em países como a Islândia, Itália ou aquelas, ao longo do cinto geotérmico do Himalaia.
A energia da Terra pode ser encontrada praticamente em qualquer parte do mundo, e remete para a "massa térmica" superficial do solo. Isto significa que o solo e águas subterrâneas, a uma profundidade superficial, de cerca de 10 metros abaixo da superfície, mantém uma temperatura constante de cerca de 10 a 16 graus Celsius durante o ano todo.

História
A data do uso direto de energia geotérmica é datada de milhares de anos atrás.
Existem evidencias de que os japoneses usavam fontes térmicas para tomar banho e cozinhar desde 11.000 a.C. É também conhecido que os Índios Nativos Americanos acampavam perto de fontes térmicas na América do Norte por volta de 3.000 a.C. e utilizavam as fontes para se banhar e para propósitos medicinais.
Grandes ‘banhos romanos’ utilizando água quente natural foram construídos durante o império Romano a mais de 2000 anos atrás. A água era usada para aspectos medicinais, assim como para aquecimento.
A partir do século IX d.C, as pessoas na Islândia plantavam suas culturas em terreno naturalmente aquecido. Isso teve o efeito de promoção de crescimento vegetal e trazendo uma colheita mais cedo. Um pouco mais tarde, em áreas de atividade geotérmica importante na Nova Zelândia, o povo Maori utilizava o solo aquecido para a cozedura a vapor.
Quase setecentos anos atrás, água quente, de até 85 graus Celsius a partir da bacia sedimentar Paris, em França, foi utilizada para aquecer edifícios. Spas minerais se tornaram extremamente popular em toda a Europa durante os últimos trezentos anos.
A energia geotérmica foi primeiramente utilizada para gerar energia elétrica em 1904 na Itália, utilizando aquilo que é conhecido como um "vapor seco". O campo geotérmico, em Lardarello na Toscana, ainda está em uso hoje.
Os vulcões, as fontes termais e as fumarolas (por ex. nos Açores) são manifestações conhecidas desta fonte de energia. Atualmente, é utilizada em estações termais para fins medicinais e de lazer, mas também pode ser utilizada no aquecimento de ambientes e de águas sanitárias, bem como, estufas e instalações industriais. Numa central de energia geotérmica, tira-se partido do calor existente nas camadas interiores da Terra, para produzir o vapor que vai acionar a turbina. Na prática, são criados canais suficientemente profundos para aproveitar o aumento da temperatura, e injecta-se-lhes água. Esta, por sua vez, transforma-se em vapor (que é submetido a um processo de purificação antes de ser utilizado) e volta à superfície, onde é canalizada para a turbina. Em Portugal, existem alguns exemplos de aproveitamento deste tipo de energia. É o caso da central geotérmica da Ribeira Grande, no arquipélago dos Açores, que produz energia eléctrica com potencial para garantir, na sua fase final, o fornecimento de 50 a 60% das necessidades de energia eléctrica da ilha de São Miguel (actualmente já assegura cerca de 29%). Central Geotérmica da Ribeira Grandeç. As principais vantagens desta fonte de energia são: - não ser poluente e, suas centrais não necessitam de muito espaço, de forma que o impacto ambiental é bastante reduzido. Ainda que apresente também alguns inconvenientes, como por exemplo, o fato de não existirem muitos locais onde seja viável a instalação de uma central geotérmica, dado que é necessário um determinado tipo de solo, bem como a disponibilidade de temperatura elevada no local até onde seja possível perfurar; ao perfurar as camadas mais profundas, é possível que sejam libertados gases e minerais perigosos, o que pode pôr em causa a segurança das pessoas que vivem e trabalham perto desse local.

FUMAROLAS


Fotos: Fumarola de Nisyros - Grécia (01)
Fumarola de Açores (02)


Fumarola (do latim fumus, fumo) é uma abertura na superfície da crusta da Terra (ou de outro qualquer corpo celeste), em geral situada nas proximidades de um vulcão, que emite vapor de água e gases tais como dióxido de carbono (mofeta), dióxido de enxofre, ácido hidroclórico, e sufureto de hidrogénio. A designação sulfatara, do italiano solfo, enxofre (via o dialecto siciliano), é dada às fumarolas que emitem gases sulfurosos.
As fumarolas podem ocorrer ao longo de pequenas fissuras ou de zonas de fracturação das rochas, formando alinhamentos, ou em zonas de fractura, tais como caixas de falha, formando por vezes extensos campos de fumarolas.
Os campos de fumarolas, como o das Furnas, na ilha de São Miguel, Açores, são áreas de concentração de nascentes termais e outras manifestações geotérmicas, em geral associadas a zonas onde rochas ígneas quentes se encontram a pequena profundidade e interagem com os aquíferos. Outras correspondem a zonas de desgasificação das formações, onde o magma subjacente está a perder gases que chegam à superfície com temperaturas e concentrações suficientemente elevadas para poderem ser facilmente notados.
Um bom exemplo de actividade fumarólica extrema é o famoso Valley of Ten Thousand Smokes, que se formou durante a erupção de 1912 do vulcão Novarupta no Alaska. Inicialmente existiam milhares de fumarolas nas cinzas em arrefecimento, mas ao longo do tempo a maioria foi-se extinguindo com o arrefecimento dos materiais. As fumarolas podem persistir durante décadas ou séculos se estiverem localizadas sobre uma fonte de aquecimento de longa duração, ou desaparecer rapidamente se estiverem associadas a materiais vulcânicos que percam rapidamente calor.
Em todas as regiões vulcânicas são comuns as fumarolas, muitas vezes associadas a geysers e a outras manifestações de termalismo.
A intensidade dos gases libertados, e a sua visibilidade, variam muito em função do estado de recarga dos aquíferos, da humidade relativa do ar (que pode tornar o vapor emitido bem mais espesso) e da maré terrestre, entre muitos outros factores. Assim, é comum notarem-se grandes variações diárias e sazonais no funcionamento das fumarolas sem que tal indicie qualquer alteração nas condições do vulcanismo local.

As fumarolas são muito comuns nos Açores, formando por vezes extensos campos. Eis algumas das mais conhecidas:
Fumarolas das Furnas, na ilha de São Miguel, associadas a geysers e a nascentes termais;
Fumarolas da Lagoa das Furnas, muito conhecidas por serem utilizadas como local de confecção de refeições (o cozido das Furnas);
Fumarolas do Fogo da Ribeira Quente, sitas na zona urbana da freguesia da Ribeira Quente, sendo comuns ao longo das sarjetas da rua do Fogo;
Fumarolas da Caldeira Velha, na Ribeira Grande;
Fumarolas da Ribeira Seca, na zona urbana da freguesia da Ribeira Seca, já obrigaram ao abandono de várias habitações por introduzirem gases tóxicos nas condutas de esgoto;
Furnas do Enxofre, na parte central da Terceira;
Furna do Enxofre, Graciosa. Situadas no interior da grande gruta da Furna do Enxofre, mantém uma cavidade repleta de lama em ebulição e libertam monóxido de carbono que já causou a morte a alguns visitantes;
Fumarolas das Velas, fumarolas submarinas no interior da baía de Velas (junto ao Cais da Queimada), ilha de São Jorge, por vezes visíveis pelo borbulhamento à superfície;
Fumarolas do Piquinho, fumarolas sitas no topo do Pico da ilha do Pico, a cerca de 2350 m de altitude acima do mar. Por vezes vê-se desde a cidade da Horta o ténue vapor que libertam.
Fonte: Wikipedia

08 maio 2008

O QUE É UM VULCÃO?


Os mistérios dos vulcões:

Esquema da estrutura interna de um vulcão
Vulcão é uma estrutura geológica criada quando o magma, gases e partículas quentes (como cinzas) escapam para a superfície terrestre. Eles ejectam altas quantidades de poeira, gases e aerossóis na atmosfera, podendo causar resfriamento climático temporário. São frequentemente considerados causadores de poluição natural. Tipicamente, os vulcões apresentam formato cónico e montanhoso.

A erupção de um vulcão pode resultar num grave desastre natural, por vezes de consequências planetárias. Assim como outros desastres dessa natureza, as erupções são imprevisíveis e causam danos indiscriminados. Entre outras coisas, tendem a desvalorizar os imóveis localizados em suas vizinhanças, prejudicar o turismo e consumir a renda pública e privada em reconstruções. Na Terra, os vulcões tendem formar-se junto das margens das placas tectónicas. No entanto, existem excepções quando os vulcões ocorrem em zonas chamadas de hot spots (pontos quentes). Por outro lado, os arredores de vulcões, formados de lava arrefecida, tendem a ser compostos de solos bastante férteis para a agricultura.
A palavra "vulcão" deriva do nome do deus do fogo na mitologia romana Vulcano. A ciência que estuda os vulcões designa-se por vulcanologia.