15 maio 2008

A PROLIFERAÇÃO DA DENGUE NOS PAÍSES TROPICAIS


DENGUE, AQUECIMENTO GLOBAL E VACINA:
Em uma recente visita ao Camboja, do lado de fora de um hospital infantil a um quarteirão do meu hotel, eu vi um grande aviso vermelho e branco que alertava sobre uma epidemia severa de dengue hemorrágica. Anos atrás, a doença matou o irmão de 5 anos de nosso guia de turismo. Meus colegas de viagem e eu conseguimos escapar até mesmo da forma mais branda da infecção viral transmitida por mosquito - nós todos dormimos em um hotel com ar condicionado e todo dia aplicávamos repelente com 30% de DEET em nossa pele exposta. Mas fiquei sabendo que podia ter sido infectada em várias viagens anteriores ao exterior e até mesmo em partes dos Estados Unidos.
A dengue está crescendo rapidamente nas áreas tropicais e subtropicais de todo o mundo nos últimos anos, graças a fatores tanto naturais quanto causados pelo homem. Entre os países que experimentaram epidemias recentes estão Camboja, Costa Rica, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã. No Hemisfério Ocidental, surtos também ocorreram em algumas ilhas do Caribe, Cuba, norte do México, Nicarágua, Panamá, Porto Rico e Venezuela. Neste ano, a dengue atacou o Rio de Janeiro, infectando mais de 75 mil pessoas no Estado brasileiro, incluindo Diego Hypólito, um ginasta campeão mundial e favorito à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim deste ano. Mais de 80 pessoas no Rio morreram por causa da dengue. Apesar da maioria dos norte-americanos que foram diagnosticados com dengue ter se infectado enquanto viajava para países onde a doença é endêmica, incluindo o México, ela também atingiu moradores do Havaí e Texas que nunca deixaram o território americano. E no ano passado uma doença transmitida por mosquito, a febre chikungunya, atingiu mais de 100 moradores de uma aldeia na Itália, Castiglione di Cervia. A doença não é contagiosa; ela é transmitida de uma pessoa para outra pela picada do mosquito portador do vírus. Epidemiologistas dizem que o aquecimento global está permitindo que o mosquito tigre-asiático, Aedes albopictus, um vetor tanto da chikungunya quanto da dengue, sobreviva em áreas que antes eram frias para ele. Este mosquito agora prolifera no sul da Europa e até mesmo na França e na Suíça. Basta que um viajante infectado traga o vírus da dengue para casa, onde uma picada de um mosquito tigre-asiático local possa transmiti-lo para outros. O principal vetor da dengue é o Aedes aegypti, um mosquito que pica durante o dia e que é particularmente ativo durante o amanhecer e o entardecer. (Diferente do mosquito Anopheles, que transmite a malária, ele não é ativo à noite). Apesar da dengue não ser uma ameaça tão grave quanto a malária, que aflige até 500 milhões de pessoas e mata 1 milhão a cada ano, ambas as doenças aumentaram desde que o DDT, o pesticida que controlava os mosquitos de forma mais eficaz e barata do que qualquer outro, passou a ser repudiado nos anos 60. A urbanização descontrolada e o crescimento populacional que a acompanhou, juntamente com sistemas de gestão de águas inadequados, também tiveram um papel na disseminação da dengue. A dengue é causada por qualquer uma das quatro variantes de um flavivirus, DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Outros flavivirus causam a febre do Nilo Ocidental, febre amarela e a encefalite japonesa. Apesar da infecção por uma das variantes da dengue conferir imunidade por toda a vida a ela, a pessoa ainda pode ser infectada por qualquer uma das outras três. A evidência indica fortemente que é a segunda infecção (apesar de não a terceira e a quarta) que pode levar à forma mais séria, a dengue hemorrágica, na qual há rompimento de vasos capilares. Se não tratada rapidamente, a forma hemorrágica pode resultar na perda de um volume fatal de sangue, choque e morte. Não há vacina para dengue e dificilmente alguma surgirá tão cedo. Em 2003, a Fundação Bill e Melinda Gates dedicou US$ 55 milhões ao longo de seis anos para estimular o desenvolvimento de uma vacina para dengue e impedir sua proliferação global. Testes de vacinas estão em andamento em várias áreas tropicais, mas espera-se que a aprovação de uma vacina eficaz ainda demore cerca de uma década. A picada de um mosquito infectado é seguida por um período de incubação de 3 a 14 dias, mais normalmente de 4 a 7 dias, antes de surgirem os sintomas. Muitas pessoas experimentam apenas sintomas brandos como de gripe, ou nenhum. Em outras, os sintomas característicos da dengue são ataques repentinos de febre alta, dor de cabeça severa na testa e dores excruciantes nas juntas e músculos. A febre geralmente cede em três a cinco dias, mas em 1% dos pacientes a doença progride para a forma hemorrágica. Mesmo se a primeira infecção causar pouco ou nenhum sintoma, uma segunda infecção pode aumentar o risco da forma hemorrágica. Como nenhuma das drogas antivirais conhecidas é eficaz, o tratamento é sintomático. Paracetamol é dado para reduzir a febre e a dor. Mas drogas como a aspirina, incluindo o ibuprofeno, devem ser evitadas porque podem causar sangramento e piorar ainda mais as coisas. Assim como outras doenças virais, as crianças com dengue que tomam aspirina podem desenvolver síndrome de Reye. Os pacientes devem descansar e tomar muito líquido. Na maioria dos casos, os sintomas passam em uma semana ou duas. A doença provavelmente progrediu para sua forma mais perigosa quando a febre é seguida por baixa temperatura do corpo, dor abdominal severa, vômitos prolongados e estados mentais como confusão, irritabilidade e letargia. Hospitalização imediata e tratamento com fluidos intravenosos são então essenciais. A recuperação ao estado normal pode levar meses. Com base nos estudos das forças armadas e de grupos de ajuda humanitária, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) estima que o risco para aqueles que visitam uma área de dengue endêmica é de um doente para cada 1.000 viajantes. Isto provavelmente é uma estimativa exagerada para os viajantes comuns, já que a maioria deles permanece apenas poucos dias em hotéis com ar condicionado e em propriedades bem cuidadas. Apesar de muitas viagens ao Brasil terem sido canceladas neste ano durante a epidemia no Rio, os viajantes não precisam evitar as áreas de dengue endêmica se estiverem dispostos a tomar as precauções para evitar picadas de mosquito. Os CDC recomendam permanecer em áreas com telas ou ar condicionado sempre que possível (uma opção não realista para excursionistas e viajantes aventureiros como eu); vestir roupa que cubra todo o corpo, incluindo mangas longas e calças com punhos e bainhas fechadas; e cobrir a pele exposta com repelente de inseto contendo DEET em concentração de 20% ou 30%, aplicado três vezes ao dia. Apesar de nem eu e nem meus colegas de viagem termos tolerado roupa que cobrisse todo o corpo durante os dias úmidos e de mais de 30ºC do Camboja, nós todos nos cobríamos diariamente de repelente. Em lugares bastante ensolarados o filtro solar deve ser aplicado primeiro, seguido pelo repelente. Também ajuda borrifar a roupa com repelente. Como o mosquito procria em pequenas quantidades de água limpa, eliminar água parada em lugares como vasos de flores e pneus velhos pode reduzir a exposição ao transmissor da dengue.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Os riscos de um surto de grandes proporções, são visualizados no devastado Mianmar, onde a destruição provocada pelo grande ciclone, é ambiente mais que propício para a propagação e proliferação, não só da dengue, como também malária e outras doenças oportunistas. Precisamos nos unir e nos aplicar no combate a estas epidemias que estão enraizadas em, hábitos domésticos pouco ortodoxos (higiene) e irresponsabilidadess governamentais (ausência de saneamento básico - esgotos a céu aberto e lixões descuidados).

14 maio 2008

AS QUEIMADAS QUE DESTROEM A VIDA DO PLANETA I



Foto: Nuvem de fumaça sobre vilarejo no sul do Pará: milhares de árvores devoradas pelo fogo em poucas horas

AMAZÔNIA - FOGO, DESTRUIÇÃO E MORTE
20/08/1997 - Numa tragédia ecológica que se repete todo ano, a Amazônia está queimando outra vez

Até hoje, a estória se repete....14/05/2008.


Por Pedro Martinelli, de Eldorado dos Carajás


A Amazônia está queimando de novo. No dia 31 de julho, uma imagem do satélite americano NOAA-14 sobre o município mato-grossense de Alta Floresta registrou queimadas numa extensão de 150 quilômetros entre os rios Teles Pires e Juruena. É apenas um entre milhares de focos de incêndio na região. Na semana passada, o Aeroporto de Rio Branco, no Acre, fechou duas vezes em virtude da falta de visibilidade pelo excesso de fumaça. Há três meses não chove na maior parte da Amazônia. A seca faz com que o fogo se propague mais rapidamente. "Os focos de queimada já atingem 25% de todas as áreas habitadas da Amazônia", afirma Alberto Setzer, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Inpe. Todos os dias, o Inpe envia imagens de satélite com informações atualizadas sobre as queimadas para três diferentes órgãos governamentais na Amazônia: o Ibama, do governo federal, e as secretarias do Meio Ambiente dos Estados de Rondônia e Pará. Teoricamente, todos eles teriam condições de acionar seus fiscais para punir os responsáveis pelos incêndios. Na prática, ninguém faz nada. "Tenho dois fiscais para cuidar de 1,5 milhão de hectares", justifica-se Enio Figueiredo, chefe da fiscalização do Ibama em Alta Floresta. Na semana passada, o fotógrafo Pedro Martinelli chegou do sul do Pará, onde fez as fotos que ilustram esta reportagem. O seu depoimento:
Se eu fosse o presidente da República, convocaria os ministros para uma visita de emergência, e de surpresa, ao sul do Pará. De seu gabinete, ele está a apenas uma hora e meia do inferno. É o mesmo tempo de viagem que gasta quando vai ao oculista, em São Paulo. O presidente verá coisas de arrepiar. Banditismo, desmatamento, conflitos entre sem-terras e latifundiários, contrabando, desmando, corrupção está tudo lá. Está lá, agora, o fogo, o fogo dos infernos, destruindo uma região de beleza sem igual.
A degradação humana nas bordas da floresta só não é maior que a ambiental. Sem tratores ou arados, posseiros miseráveis usam o fogo para cultivar lavouras das quais mal retiram a própria subsistência. Enquanto isso, garimpeiros embrenham-se na selva em busca de minas de ouro que não existem. Para caçar, também colocam fogo na mata. É uma forma de obrigar os animais a sair de suas tocas. O fogo queima de um lado e os garimpeiros esperam do outro, de espingarda em punho. A fumaça das queimadas encobre o sol em pleno dia.
Garimpeiros e o rastro de destruição na floresta depois da queimada: numa fronteira sem lei, a omissão e a corrupção dos órgãos do governo estimulam a degradação ambiental
Vinte anos atrás, quando a Companhia Vale do Rio Doce chegou à Serra dos Carajás, toda aquela região era uma imensa e intocada floresta. Hoje, resta uma ilha verde sitiada por uma paisagem lunar. Há duas semanas, numa única noite, 4.000 castanheiras foram devoradas pelo fogo na fazenda de um município vizinho. A castanheira, da qual se tira a castanha-do-pará, é protegida por lei. É proibido derrubá-la ou queimá-la, mas todo ano milhões delas são transformadas em pranchas e tábuas nas serrarias. Ninguém fiscaliza. As toras de madeira circulam livremente porque os madeireiros subornam funcionários do Ibama, guardas-florestais e patrulheiros rodoviários. Nessa fronteira sem lei, a corrupção está em todos os cantos, corroendo as pessoas que até pouco tempo atrás eram honestas. O funcionário ou o policial que recusar a propina pode aparecer morto no dia seguinte. Em vez de correr o risco decorrente da honestidade, é mais fácil se adaptar à cadeia de desmandos e corrupção.
As queimadas da Amazônia são feitas por dois motivos. O primeiro, mais comum, é limpar terra para cultivar lavouras ou pastagens. Pela lei, para fazer isso o agricultor precisa de licença do Ibama. A autorização para cada hectare queimado custa 3 reais. Neste ano foi autorizada a queimada de 10.000 hectares na Amazônia mas esse é um número de ficção. Na prática, a área queimada é horrendamente maior. Uma segunda razão é o desmatamento em áreas de floresta nativa. Isso é proibido mas, também nesse caso, ninguém fiscaliza. A expansão da fronteira agrícola, em decorrência do Plano Real, acelerou o ritmo de destruição da Amazônia. O resultado é uma tragédia ecológica da qual os brasileiros que vivem nos grandes centros urbanos não se dão conta.
Está na hora de dar um basta nesse crime. Todo ano é a mesma coisa. As fotos das queimadas na Amazônia chocam o mundo, os ecologistas criticam, o governo se defende alegando que não tem recursos nem estrutura para combater o fogo. Enquanto isso, milhões de árvores são destruídas e as ilusões se espalham. Espalhou-se, por exemplo, a ilusão de que nos últimos anos as queimadas diminuíram. Não é verdade. O que houve foi apenas a mudança do satélite que mede os focos de incêndio. Antes, usava-se um satélite que colhia imagens diurnas. É durante o dia que ocorre a maioria das queimadas. Agora, utiliza-se um satélite que faz imagens à noite, quando quem põe fogo na mata está dormindo. Só por isso o número de queimadas diminuiu.
A sociedade brasileira deve exigir do governo um tratamento de emergência para as queimadas na Amazônia. Agora, nesse minuto, enquanto você lê este parágrafo, o fogo já avançou 1 metro dentro da mata e queimou dez árvores. No minuto seguinte serão mais dez. É preciso fazer alguma coisa já.
O que o presidente poderia fazer pela Amazônia? Muito. Um esforço concentrado no período da seca, entre os meses de julho e novembro, quando ocorrem as queimadas, faria com que as fogueiras diminuíssem bastante. Poderia ser usado o Exército, que fica brincando de escoteiro na região enquanto o fogo sobe. O Exército tem meios e conhece a floresta. Mas, antes de mais nada, o presidente poderia ajudar a Amazônia saindo do seu gabinete. Deixando de lado, por um momento, os especialistas e seus doutos estudos. Precisaria ir lá. Ir lá de surpresa. Ver o que está acontecendo. Ver e se comover com a destruição. E mobilizar os brasileiros para impedir que o fogo destrua aquela nossa rica beleza.

Fotos: Pedro Martinelli

AS NUVENS DE POEIRA DO ORIENTE - CHINA/JAPÃO/CORÉIA DO SUL E ÍNDIA




Foto(1) - Tempestade de areia em Nova Delhi - Índia (14/05/2008) - UOL notícias
Foto(2) - China - UOL notícias

Estas tempestades de areia, realmente, me impressionam, amigo(a)s, hoje por exemplo, ocorreu uma na Índia - estou postando aqui uma foto de Nova Delhi sob o efeito da nuvem. Por isto, meus amigo(a)s, temos que plantar ainda mais árvores, milhares, milhões delas, de todas as espécies, pois estas, só nos trazem coisas boas - evitam as tempestades de areia e se continuarmos desmatando a amazônia, logo, logo, estaremos chorando sobre o nosso imenso deserto.
A nuvem chinesa que mata
08/03/2008 - A Coréia do Sul ficou quase invisível na semana passada. Uma grande nuvem de poeira engoliu boa parte do país, obrigando o fechamento de escolas, empresas e órgãos do governo. As tempestades de areia são um fenômeno natural. Formam-se no deserto chinês de Gobi. O problema é que, com a industrialização chinesa das últimas décadas, essas tempestades passaram a incorporar toneladas de resíduos tóxicos enquanto avançam pelo território chinês. As nuvens chegam a cobrir mais de 80% do território coreano e parte do Japão. O fenômeno ocorre anualmente entre março e maio e provoca prejuízos de bilhões de dólares e problemas de saúde. O governo sul-coreano calcula que a nuvem amarela mate 165 pessoas por ano. Quem precisa enfrentar a poeira durante a tempestade só consegue andar pelas ruas com o rosto coberto por máscaras de algodão. Os governos da Coréia do Sul e do Japão pressionam a China para solucionar o problema, já que nos últimos anos a freqüência e, mais importante, a toxicidade da nuvem vêm aumentando.
22/04/2006 - (Reuters) - A China, cujo território está tomado em um terço por desertos, nunca conseguirá domar completamente as tempestades de areia que atingem o país toda primavera, disseram autoridades na quinta-feira. Isso por causa da sua grande extensão de regiões arenosas.
Mas o país deve intensificar os esforços para controlar o problema, e autoridades disseram ter esperanças de que os Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, não sejam afetados por nuvens de areia como as que envolveram regiões do norte chinês nesta semana.
"Os milhões de quilômetros quadrados de deserto existentes na China continuarão a ser uma fonte de tempestades de areia no futuro e não podemos alimentar expectativas fantasiosas de que o problema desaparecerá da noite para o dia", afirmou Yang Weixi, engenheiro chefe do Centro de Controle de Desertificação do país.
"O importante é que concentremos nossos esforços e que tenhamos confiança neles", disse em entrevista coletiva.
Uma tempestade de areia atingiu a capital chinesa no começo desta semana, cobrindo casas, ruas e carros com um pó marrom e deixando o céu amarelo opaco, na pior onda de poluição enfrentada por Pequim nos últimos anos.
A desertificação no oeste do país e nas estepes mongóis fez com que as tempestades de areia ficassem mais intensas nos últimos anos, chegando até a Coréia do Sul e o Japão.
Uma seca persistente em pontos do norte da China somou-se recentemente ao problema, tirando umidade do solo e tornando-o mais suscetível a ser arrastado pelo vento, disseram autoridades.
A mais recente tempestade a atingir Pequim ganhou forças devido à segunda primavera mais seca do país, na qual houve temperaturas mais altas que o normal, acrescentou Liu Tuo, chefe do centro de controle de areia na Agência Estadual de Florestas da China.
Até 2008, segundo as autoridades, os esforços para controlar o fenômeno devem dar resultados, significando que as Olimpíadas não seriam atingidas por tempestades do tipo -- especialmente porque elas não costumam acontecer em agosto, quando serão realizados os jogos.
Para enfrentar o problema, porém, a China precisava da cooperação de outros países -- das 40 tempestades de areia verificadas ali entre 2000 e 2004, 29 tiveram origem fora do país, acrescentou Yang.
O Conselho Estatal da China (gabinete de governo do país) afirmou em fevereiro que uma campanha de recuperação do meio ambiente lançada nos anos 1990 tinha conseguido diminuir a velocidade de expansão anual dos desertos no país, de 3.436 quilômetros quadrados para 1.283 quilômetros quadrados.
Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado no ano passado advertiu que a deterioração do meio ambiente na China, incluindo aí o processo de desertificação, expulsaria 50 milhões de pessoas de suas casas até 2010

13 maio 2008

MELBOURNE - AUSTRÁLIA, UM EXEMPLO NA REDUÇÃO DO CO2


26/07/2007 - Melbourne está entre pioneiras na construção de edifícios ecológicos

Uma das cidades pioneiras do mundo no lançamento de estratégias para reduzir a produção de CO2 é Melbourne, na Austrália. Lá se localiza a maior instalação solar em um edifício urbano de todo o continente, no Queen Victoria Market, um complexo comercial do século 19, com uma fachada moderna que possui 1.300 painéis solares.
A administração de Melbourne, de acordo com o relatório "State of the World 2007", da World Watch Institute (WWI), está promovendo parcerias entre empresas privadas e a administração pública para encorajar um crescimento econômico que acompanhe a qualidade ambiental.
O slogan adotado é "Zero Net Emissions" ("emissão líquida zero", conceito baseado em um "balanço ambiental zero" que inclui reduzir emissões de CO2 e realizar ações ambientais positivas como compensação), pelo qual a cidade australiana de 60 mil habitantes (que abriga 660 mil durante o dia e integra uma área metropolitana de 3,6 milhões de habitantes) decidiu atuar concretamente.
O objetivo de alcançar emissão zero de CO2 parece cada vez menos distante, visto que a cidade já reduziu suas emissões de monóxido de carbono em 26% e para 2010 decidiu elevar a meta para 30% a 50%.
Como destaca o artigo de Tom Roper, ex-ministro do governo do Estado da Victoria, que integra o relatório, a bandeira principal da eco-revolução local é o Council House 2, o complexo de escritórios que será construído em Melbourne, o primeiro a alcançar na Austrália a pontuação máxima do sistema de certificação ambiental, o Grenn Star.
Sobre a construção desse prédio, o prefeito de Melbourne, John So, disse acreditar "que o Council House 2 mude a forma pela qual venham a ser projetados e construídos os edifícios em Melbourne, na Austrália e no mundo todo".
O Council House é uma verdadeira jóia para os ambientalistas. O novo edifício consome 87% de energia e 72% de água a menos que os prédios antigos, e garante a quem trabalha neles 100% de ar fresco. Para isso, são utilizadas persianas com células de captação de energia solar na fachada do edifício que seguem o sol em seu percurso e janelas automáticas que permitem ao ar fresco da noite resfriar o edifício.
Turbinas eólicas, painéis solares e um sistema de co-geração de energia a gás fornece a energia necessária. Um sistema adaptado aspira a água do esgoto e a submete a um tratamento de depuração completo. Esta água é depois usada nas descargas e nas torres de refrigeração.
Essas inovações foram adotadas em diversas partes da cidade. O plano regulador de Melbourne estabelece que todas as novas construções de prédios de escritório adotem estratégias para a redução das emissões de COº2º, a exemplo da utilização de energia solar e do sistema de reutilização da água da chuva.
Já para os edifícios existentes há um outro programa, o GreenSaver, que financiará as verificações e fornecerá aos proprietários produtos como torneiras de fluxo reduzido, lâmpadas econômicas e isolantes térmicos.

FENÔMENOS NATURAIS - VULCÃO CHAITÉN - CHILE








Quando os fenômenos naturais poluem grandes áreas, além da destruição local, é o caso do Furacão Chaitén que entrou em erupção no Sul do Chile - são muitas comunidades, mesmo as localizadas a milhares de distância, como é o caso de Buenos Aires (2.000 kms de distância), sofrem as consequências desastrosas e suas populações padecem com problemas respiratórios e muitos outros incovenientes e desconfortos. Animais e plantas também sofrem os efeitos devastadores desta nuvem poluidora, é a natureza que usa de suas prerrogativas de acomodação e adaptação do ecossistema.
O Vulcão Chaitén continua em erupção, com a coluna eruptiva a atingir cerca de 10 km de altitude. A nuvem de cinzas tem progredido para e sobre a Argentina e o Oceano Atlântico. Segundo a agência noticiosa Reuters a actividade vulcânica ter-se-á intensificado na passagem do dia 07 para o dia 08 de Maio, observando-se a emissão de cinzas e piroclastos, que forçou a evacuação de alguns militares e de 10 civis que ainda permaneciam na cidade de Chaitén, localizada a 10 km a SW do vulcão, para a localidade mais próxima, Puerto Cárdenas. Também se registaram odores mais intensos a enxofre.
A cidade de Chaitén corresponde à capital da província de Palena, região de Los Lagos, sendo banhada por um fiorde e o seu acesso é feito por mar ou ar. Neste momento encontra-se toda coberta por uma camada de cinzas com espessura de 30 cm; chegando mesmo a atingir 1.5 metros em alguns locais. Também várias cidades argentinas, tais como Trelew, Esquel e Corcovado, se encontram cobertas de cinzas, pelo que foram cancelados voos e várias escolas tiveram de suspender as aulas, tendo as autoridades aconselhado aos habitantes a permanecer nas suas habitações. No entanto, na cidade de Esquel a queda de cinzas cessou, pelo que puderam ser retomadas as aulas. Não houve registo de problemas maiores de saúde, apenas verificando-se algumas irritações de olhos. As autoridades aconselham, também, que os habitantes usem máscaras de protecção e que não bebam água de nascentes da montanha. No dia 07 de Maio registou-se a queda de cinzas na cidade de Buenos Aires, Argentina, levando a que os oficiais de aviação decidissem cancelar os voos.
No dia 06 de Maio registou-se um incremento da actividade eruptiva, com várias explosões e formando-se uma coluna eruptiva com 30 km de altitude na fase inicial, diminuindo de intensidade seguidamente. Um voo de helicóptero permitiu observar que as duas crateras de explosão, situadas no lado norte do domo, coalesceram, formando apenas uma cratera com um diâmetro de cerca de 800 metros. Foi, também, possível observar-se lava na cratera; no entanto esta ainda não transbordou pelos flancos. Até ao momento já foram emitidos alguns milhares de toneladas de dióxido de enxofre.
No entanto, os valores de altitude da coluna eruptiva podem estar sobrestimados. Existem vários métodos usados pelos vulcanólogos para estimar com precisão a altura da coluna eruptiva, para se poder determinar modelos de trajetória e dispersão das cinzas vulcânicas, para aconselhamento no que toca à aviação civil. Através da correlação da trajetória da coluna eruptiva com os movimentos de circulação meteorológicos, os valores obtidos são menores e da ordem dos 8-10 km.
De acordo com o Servicio Nacional de Geologia e Minería do Chile (SERNAGEOMIN), a actividade eruptiva ainda se encontra numa fase inicial, não se prevendo um declínio para breve; a erupção pode durar semanas, meses ou anos. Informam ainda que podem ocorrer novas explosões ou eventualmente o colapso da coluna eruptiva ou do domo de natureza riolítica (ácido), que se encontra no interior da caldeira. Esta erupção já afetou uma área com 30 km de raio, tendo sido evacuadas mais de 4500 pessoas nas cidades de Chaitén e Futaleufu, situadas, respectivamente, a 10 km a SW e a 160 km a SE do Vulcão Chaitén. As autoridades definiram uma zona de emergência com raio de 50 km em torno do edifício vulcânico.
Foi dia 02 de Maio de 2008, que o vulcão Chaitén, entrou em erupção pela primeira vez em 9000 anos. A erupção formou densas nuvens de cinzas vulcânicas que atingiram cerca de 20 km de altura, cobrindo as áreas envolventes ao vulcão, e observando-se, também, a queda de cinzas na Argentina. As autoridades declaram estado de alerta dada a densa queda de cinzas em alguns locais, e disponibilizaram água potável e mais de 10.000 máscaras de protecção das vias respiratórias. Houve registo de um morto, resultado de um ataque cardíaco quando da evacuação do dia 03 de Maio.
O registo geológico do Vulcão Chaitén mostra que a actividade vulcânica passada consistiu em eventos explosivos com produção de escoadas piroclásticas, associadas a colapsos de domos, e queda de cinzas. As autoridades locais declararam alerta vermelho dada a proximidade do vulcão à cidade constituir uma ameaça direta.

06/05/2008 - Autoridades decretaram alerta máximo no sul do Chile depois do aumento da atividade do vulcão Chaitén na manhã desta terça-feira. Todo o povoado da região de mesmo nome, localizada 1.300 km ao sul de Santiago, precisou ser deslocado.
"Como medida de segurança foi iniciada a evacuação imediata de toda a população que permanecia na cidade de Chaitén, de aproximadamente 384 pessoas, além das equipes de operações de emergência, autoridades e equipes de imprensa que se mantinham na região".
A retirada das pessoas foi organizada por mar a bordo de dois navios da Marinha chilena e uma equipe de resgate da Força Aérea do Chile.
Especialistas do Serviço Nacional de Geologia e Minas temem que a atividade do vulcão aumente mais nas próximas horas. A maior preocupação é o risco de explosões violentas, acompanhadas de fumaça e cinzas nocivas.
Uma grossa camada de cinza e fumaça já cobre a região. Na Argentina, a cinza também já atinge várias cidades e a fumaça lançada pelo vulcão pode ser vista do país.
Muitos vôos comerciais à região e as atividades escolares foram suspensos nesta terça-feira.
Mais de cinco mil pessoas de dois povoados do sul do Chile viram-se obrigadas a empreender um doloroso êxodo por terra e mar para escapar dos estragos causados pela erupção do vulcão Chaitén, enquanto o impacto da coluna de cinzas, que já alcança 30 km de altura, é sentido com grande intensidade até em território argentino.
A forte atividade do vulcão com uma mudança de direção da coluna de fumaça, que atingiu a localidade chilena de Palena e a cidade de Bariloche, na Argentina.
Os povoados chilenos de Chaitén, no sopé do vulcão, e Futaleufú, a cerca de 70 km de distância, transformaram-se em cidades-fantasma após concluída a massiva evacuação de seus moradores, ordenada pelas autoridades depois do aumento da atividade vulcânica. Em Chaitén, todos os 4.000 habitantes deixaram a localidade, apenas efetivos da Polícia e da Marinha circulam por lá, além de alguns jornalistas e fotógrafos. As ruas do povoado estão vazias e cobertas por uma densa camada de cinzas. Todo o comércio fechou, e mesmo o município transferiu sua administração para a cidade de Puerto Montt, a 200 km de distância. Há um cenário semelhante também em Futaleufú, que neste momento se encontra sob cerca de 30 centímetros de cinzas, altamente tóxicas se inaladas. A maioria das famílias evacuadas abandonou suas casas com tudo dentro. Alguns o fizeram contra a vontade, relutantes em abandonar o local onde nasceram. Segundo o Escritório Nacional de Emergências (Onemi), o total de evacuados supera as 5.000 pessoas. A maioria está hospedada em casas de familiares ou amigos. Cerca de 600 estão em albergues, instalados em colégios da ilha de Chiloé e em Puerto Montt. A presidente chilena Michelle Bachelet prometeu a todos "soluções integrais" e um futuro melhor.

Buenos Aires, 9/05/2008 -(EFE) - A nuvem de cinzas do vulcão chileno Chaitén já atinge sete províncias da Argentina, cujo Serviço Meteorológico indicou que o fenômeno deve se manter hoje. Uma semana depois que o vulcão entrou em erupção, a nuvem de cinzas se espalha nas províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén, La Pampa, Mendoza, San Luis e Buenos Aires."Devido à pouca variação na direção dos ventos, acredita-se que nas próximas horas continue havendo cinza vulcânica" sobre estes distritos, indicou o Serviço Meteorológico Nacional. O organismo disse que a nuvem será mais densa nas regiões próximas ao vulcão, principalmente no centro e norte de Chubut e no sul de Río Negro, onde "as partículas permanecerão suspensas em níveis baixos e médios da atmosfera". No resto das províncias, as partículas se manterão em níveis médios e altos da atmosfera, afirmou, antes de precisar que, por isso, não causarão efeitos adversos sobre a população.

Em Puerto Montt, a cerca de 200 quilômetros do vulcão e que se converteu no centro de operações do governo, durante a manhã, caminhonetes militares repletas de caixas com alimentos permaneceram em um lado da praça, enquanto um grupo uniformizado entregava a ajuda aos desabrigados devidamente identificados.
"Estão me dando abóbora, banana, cenouras e água. Creio que podem durar uns quatro ou cinco dias", disse à Reuters Augusto Ampuero, um camponês que foi retirado com sua família de Chaitén, um povoado mais próximo do vulcão, e foi recebido por sua irmã em Puerto Montt.
Ainda não se sabe o que será feito com os desabrigados. A presidente Michelle Bachelet advertiu na véspera que o povo de Chaitén poderia ser dizimado em poucos minutos se uma enorme coluna de cinzas que emanam do vulcão entrar em colapso, o que torna difícil prever se os moradores poderão voltar às suas casas. Por enquanto, o governo anunciou que nomeará um representante presidencial que estará permanentemente na região e avalia a entrega de um bônus para as famílias.
Os serviços de telecomunicações também melhoraram com a instalação de antenas na Província de Palena. O governo ainda busca recuperar a valiosa documentação de Chaitén e determinou uma operação militar para este fim, que já conseguiu resgatar parte do material.
Fotos: (1) captada pelo satélite de sensoriamento remoto Terra, da Nasa, mostra a enorme coluna de fumaça originada na cratera do vulcão Chaitén. Observe que a fumaça cruza o cone do extremo sul-americano e já tinge o oceano Atlântico. Crédito: Jeff Schmaltz, Centro Espacial Goddard, Nasa; (2) Buenos Aires e a névoa; (3) Fumaça do vulcão Chaitén - Palena - sul do Chile.

12 maio 2008

A POLUIÇÃO DOS RIOS - ONDE VIVERÃO NOSSOS PEIXES? O QUE MATARÁ NOSSA FOME?







LEGENDA DAS FOTOS: 1 - Lavadeira no Rio São Francisco; 2 - Poluição - espuma na superfície das águas e Pescador em seu barc
1 - RIO SÃO FRANCISCO - " O Velho Chico " - querem acabar com ele, é a poluição, a transposição e outras violências contra suas águas...e ele corre... mas não alcança e semimorto deságua no mar...!
O Rio São Francisco desde o seu descobrimento até os dias de hoje desempenha um papel
importante para a Região Nordeste. No passado este rio foi responsável pela ocupação do
território brasileiro, servindo de caminho preferencial para as bandeiras, sendo denominado de
“Rio da Unidade Nacional” (Codevasf, 2001).
O rio São Francisco responde por 73% da disponibilidade de águas superficiais do
Nordeste (Codevasf, 2001), viabilizando a agricultura na região, que é denominada de
polígono da seca, através de projetos de irrigação.
Por outro lado à implantação dos perímetros de irrigação intensificou o uso de
fertilizantes e agrotóxicos que são carreados para o rio, ameaçando as atividades de
piscicultura devido à contaminação da água. Outro problema causado pela agricultura é o
aumento da perda de solo por erosão, pois para a implementação das lavouras foram retiradas
as coberturas vegetais, inclusive as matas ciliares, aumentando a carga de sedimentos
carreados para o rio contribuindo com o aumento do assoreamento. Neste sentido surge a
necessidade de se localizar as áreas críticas nas margens do rio, identificando-se os processos
que proporcionaram este tipo de degradação, para que se possa criar medidas mitigadoras
capazes de recuperar ou simplesmente interromper tais processos.
Foi realizada, em 28/03/2006, na cidade de Três Marias, Estado de Minas Gerais, uma audiência pública para denunciar a contaminação do Rio São Francisco e a mortandade de peixes provocadas pelo vazamento nas lagoas de contenção da indústria Votorantim. As investigações do Ministério público (MP), em parceria com várias instituições, mostram que a Votorantim Metais-VM (Companhia Mineira de Metais - CMM) polui o Rio São Francisco há mais de 40 anos.
Em 1969, a ainda CMM, instalou-se na região e, somente em 1983, foi construída a primeira barragem de contenção de rejeitos de minério. Ou seja, foram 14 anos de descarga de rejeitos de metais pesados no rio sem qualquer tratamento.
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), em Minas Gerais, informa que, constantemente, ocorrem vazamentos nas lagoas de contenção de resíduos de metais pesados, que despejam muitos sedimentos contaminados no Rio são Francisco, principalmente por zinco. Esses vazamentos (2005 e 2006) causaram e vêm causando o extermínio da principal espécie de peixe da região: o Surubim.
Estima-se que, desde o início de 2005, já desceram mais de 80 toneladas de peixes mortos. Segundo o relatório detalhado da FEAM e IGAM ficou comprovado que o solo, a água e os sedimentos na região estão contaminados por metais pesados, inclusive com índices muito superiores ao permitido (segundo o Jornal Hoje em Dia, em alguns locais, 528.000% acima do nível permitido de zinco).
A audiência teve como finalidade discutir as causas e estudar soluções para a elevada mortandade de peixes no trecho do Rio São Francisco, compreendido entre os municípios de Três Marias e Pirapora, e, em especial, examinar o impacto das atividades da Votorantim Metais S.A sobre a qualidade das águas.
Fonte: http://marte.dpi.inpe.br/col/ltid.inpe.br/sbsr/2002/11.19.10.43/doc/18_435.pdf http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=21741

COMO SE MEDE A INTENSIDADE DE UM TERREMOTO


Foto: UOL - Escombros de escola destruída pelo terremoto com magnitude de 7,5 na Escala Richter, nesta data - 12/05/2008.

Medindo a magnitude e a intensidade - Sempre que um terremoto mais importante aparece nos noticiários, ouve-se falar da Escala Richter. Pode-se também pode ouvir falar da Escala Mercalli, apesar de não se falar nela com tanta freqüência. Estas duas medidas descrevem a potência de um terremoto a partir de duas perspectivas diferentes.
A Escala Richter é usada para medir a magnitude de um terremoto, ou seja, a quantidade de energia que é liberada. Isto é calculado usando a informação obtida por um sismógrafo. A Escala Richter é logarítmica, o que quer dizer que o aumento total indica um aumento de dez vezes. Neste caso, o aumento é uma amplitude de onda, ou seja, a amplitude de onda em um terremoto de nível 6 é 10 vezes maior do que um de nível 5 e a amplitude aumenta 100 vezes entre o terremoto de nível 7 e o de nível 9. A quantidade de energia liberada aumenta 31,7 vezes entre os valores totais.
O maior terremoto já registrado marcou 9,5 graus na Escala Richter usada atualmente, apesar de não ser improvável que tenham ocorrido tremores mais fortes na história da terra. A maioria dos terremotos registra menos de 3 graus na Escala Richter. Estes tremores, que geralmente não são sentidos pelas pessoas, são chamados de micro-tremores. Geralmente, não se vê muitos estragos causados por terremotos que ficam abaixo de 4 na escala. Os terremotos mais importantes registram 7 graus ou mais.
A classificação pela escala Richter nos dá apenas uma idéia superficial sobre o verdadeiro impacto de um terremoto. Como vimos, o poder de destruição de um terremoto varia dependendo da composição do solo na área e a localização das estruturas feitas pelo homem. A extensão dos estragos é avaliada pela Escala Mercalli. Os números da Mercalli aparecem em algarismos romanos e se baseiam em interpretações subjetivas. Um terremoto de baixa intensidade, onde algumas pessoas sentem a vibração e no qual não há danos significativos, é classificado como II. A classificação mais alta, XII, é aplicada apenas a terremotos onde estruturas são destruídas, o solo fica rachado e outros desastres naturais se iniciam (como desabamento de terras ou Tsunamis).
O grau da Escala Richter é determinado logo após o terremoto, assim que os cientistas compararam os dados de diferentes estações de sismógrafos. O grau da Escala Mercalli, por outro lado, não pode ser determinado até que os investigadores tenham tempo para conversar com testemunhas para descobrir o que ocorreu durante o terremoto. Assim que eles têm uma idéia clara sobre os prejuízos, eles usam o critério Mercalli para se decidir por um grau adequado.
Liquefação:
Em algumas áreas, prejuízos graves por causa dos terremotos são resultado da liquefação do solo. Nas condições corretas, o tremor violento da terra faz os sedimentos soltos e o solo se comportarem como se fossem líquido. Quando um prédio ou casa estão construídos neste tipo de sedimento, a liquefação faz com que a estrutura desmorone mais facilmente. Áreas muito desenvolvidas, construídas sobre material de solo de sedimentos soltos, podem sofrer prejuízos graves até mesmo de um terremoto relativamente leve. A liquefação também pode causar deslizamentos de terra graves. Neste caso, os deslizamentos de terra foram a força destruidora mais significativa, tirando centenas de vidas.
Fonte:http://ciencia.hsw.uol.com.br/terremotos5.htm