16 maio 2008

OS MAIORES RIOS DO PLANETA - (EM VOLUME DE ÁGUA E EXTENSÃO)


Fotos: Rio Zambeze (1) e Rio Nilo (2) - ambos no Continente Africano

Sempre tive muita curiosidade sobre os maiores rios do planeta, por isto fiz esta pesquisa. Farei futuramente uma pesquisa sobre os rios mais poluídos do mundo. Sempre é bom ressaltar que a existência dos grandes rios, sempre favoreceu a fundação de grandes cidades às suas margens, é óbvio! Portanto, a maioria está com a saudabilidade de suas águas, comprometida, infelizmente.

Nome /Localização(*) /Extensão (km) /Foz

I - CONTINENTE AFRICANO:
1 - Rio Nilo - Uganda´- 6.671 km - Foz no Mar Mediterrâneo
2 - Rio Zaire - (Rios Lualab+Luapula) (Congo) - 4.667 km - Foz Oceano Atlântico
3 - Rio Niger - Serra Leoa e Guiné - (Nigéria) - 4.168 km - Foz Golfo da Guiné
4 - Rio Zambeze (Zambezi ou Zambesi) - Zâmbia - 2.750 km - Foz Oceano Índico
5 - Rio Cassai, Kasai ou Kasayi - Angola - 2.153 km - Foz Rio Congo
6 - Rio Orange - Drakensberg - Lesoto - 2.090 km - Foz Oceano Atlântico
7 - Rio Senegal - Futa Djalon - Guiné - 1.790 km - Foz Oceano Atlântico
8 - Rio Limpopo - Botswana - 1750 km - Foz Oceano Índico
9 - Rio Okavango ou Cubango - Angola - 1 600 km -
10-Rio Volta - Burkina Faso - 1.600 km - Foz do Golfo da Guiné
11-Rio Benue - Camarões - 1.400 km - Foz no Rio Niger
12-Rio Ogooué ou Ogowe - Gabão - 1200 km -
II - CONTINENTE AMERICANO:
1 - Rio Amazonas - Brasil - 6.868 km - Foz no Oceano Atlântico
2 - Rio Mississippi-Missouri EUA - 5.620 km - Foz no Golfo do México
3 - Rio da Prata - Argentina - 4.700 km - Foz no Oceano Atlântico
4 - Rio Mackenzie - Great Slave Lake-Canadá - 4.241 km -Foz Mar de Beaufort-Oceano Ártico
5 - Rio Paraná - Brasil - 3.942 km - Foz no Rio da Prata (Argentina)
6 - Rio Madeira - Brasil - 3.315 km - foz no Rio Amazonas (Brasil)
7 - Rio Purus - Peru (Andes) - 3.218 km - foz no Rio Amazonas (Brasil)
8 - Rio São Lourenço - Canadá ( Lake Ontário) - 3.058 km - foz no Golfo S.Lourenço
9 - Rio Grande - San Juan/EUA- Colorado - 3.034 km - foz no Golfo do México
10-Rio Yukon-(Rios Lewes+Pelly) Yukon(Canadá)- 2.897 km - foz Mar de Bering, Alaska-EUA
11-Rio Orinoco - Serra Parima-Venezuela - 2.897 km - Foz Oceano Atlântico
12-Rio São Francisco - Brasil - 2.800 km - Minas Gerais(Brasil) - foz no Oceano Atlântico

III- CONTINENTE ASIÁTICO:
1 - Rio Ob-Irtish -Montanhas Altai - Rússia - 5.570 km - Foz Mar de Kara - Oceano Ártico
2 - Rio Chang Yian (Yangtze Kiang) - Planalto Tibetano(China) - 5.520 km - Foz Mar Amarelo
3 - Rio Huang Ho (Amarelo) - China - 4.672 km - Foz Golfo de Chihli
4 - Rio Heilong (Amur) - China - 4.509 km - Foz Oceano Pacífico (Rússia)
5 - Rio Lena - Rússia - 4.269 km - Foz Oceano Ártico (Rússia)
6 - Rio Mekong - China - 4.184 km - Foz Mar da China - Vietnã
7 - Rio Yenisei - Rússia - 4.129 km - Foz Oceano Ártico - Rússia
8 - Rio Volga - Rússia - 3.690 km - Foz Mar Cáspio - Rússia
9 - Rio Indus - China - 2.736 km - Foz Mar da Arábia - Paquistão
10-Rio Eufrates - (Rios Murat Nehri+Kara Su)-Turquia - 2.724 km - Foz Shatt-Arab - Iraque
11-Rio Brahmaputra (Himalaia Tibetano) - China - 2.704 km - Foz Golfo de Bengala- Bangladesh 12-Rio Ganges - Himalaia - Índia - 2.525 km - Foz Golfo de Bengala - Bangladesh
IV - CONTINENTE EUROPEU:
1 - Rio Danúbio - Alemanha - 2.848 km - Foz Mar Negro - Romênia
2 - Rio Dnieper - Montes Valdai - Rússia - 2.285 km - Foz Mar Negro - Ucrânia
3 - Rio Reno - Alpes - Suiça - 1.320 km - Foz Mar do Norte - Holanda
4 - Rio Elba - República Checa - 1.160 km - Foz Mar do Norte - Alemanha
5 - Rio Loire - França - 1.020 km - Foz Golfo de Biscaia - França
6 - Rio Tejo - Serra de Alvarracin - Espanha - 1.010 km - Foz Oceano Atlântico-Lisboa-Portugal
7 - Rio Douro - Serra de Urbion - Espanha - 927 km - Foz Oceano Atlântico - Porto-Portugal
8 - Rio Ródano - Suiça (Alpes) - 812 km - Foz Mar Mediterrâneio - França
9 - Rio Sena - Planalto de Langres - França - 775 km - Foz Oceano Atlântico-Le Havre-França
10-Rio Pó - Alpes - Itália - 652 km - Foz Mar Adriático - Itália
11-Rio Tibre - Monte Fumaiolo - Itália - 405 km - Foz Mar Tirreno - Itália
12-Rio Tamisa - Reino Unido - 335 km - Foz Mar do Norte - Reino Unido
V - CONTINENTE DA OCEANIA:
1 - Rio Murray - Australia - 2.589 km -
2 - Rio Darling - Australia - 2.400 km - Foz Oceano Pacífico
3 - Rio Sepik - Papua - Nova Guiné - 1.100 km
4 - Rio Waikato - Nova Zelândia - 425 km

Fontes: Atlante Geografico di Agostini -http://www.suapesquisa.com/geografia/rios.htm
(*) Principal país que atravessa ou onde fica, do nascedouro à foz

ÁGUA - POLUIÇÃO E FALTA - O QUE PODEMOS FAZER?


Este milênio que está começando, apresenta o grande desafio de evitar a falta de água. Um estudo recente da revista Science (julho de 2000) mostrou que aproximadamente 2 bilhões de habitantes enfrentam a falta de água no mundo. Em breve poderá faltar água para irrigação em diversos países, principalmente nos mais pobres. Os continentes mais atingidos pela falta de água são: África, Ásia Central e o Oriente Médio. Entre os anos de 1990 e 1995, a necessidade por água doce aumentou cerca de duas vezes mais que a população mundial. Isso ocorreu provocado pelo alto consumo de água em atividades industriais e zonas agrícolas. Infelizmente, apenas 2,5% da água do planeta Terra são de água doce, sendo que apenas 0,08% está em regiões acessíveis ao ser humano.
As principais causas de deteriorização dos rios, lagos e dos oceanos são: poluição e contaminação por poluentes e esgotos. O ser humano tem causado todo este prejuízo à natureza, através dos lixos, esgotos, dejetos químicos industriais e mineração sem controle.
Em função destes problemas, os governos preocupados, tem incentivado a exploração de aqüíferos (grandes reservas de água doce subterrâneas). Na América do Sul, temos o Aqüífero Guarani, um dos maiores do mundo e ainda pouco utilizado.Grande parte das águas deste aqüífero situa-se em subsolo brasileiro.
Estudos da Comissão Mundial de Água e de outros organismos internacionais demonstram que cerca de 3 bilhões de habitantes em nosso planeta estão vivendo sem o mínimo necessário de condições sanitárias.Um milhão não tem acesso à água potável. Em virtude desses graves problemas, espalham-se diversas doenças como diarréia, esquistossomose, hepatite e febre tifóide, que matam mais de 5 milhões de seres humanos por ano, sendo que um número maior de doentes sobrecarregam os precários sistemas de saúde destes países.
Com o objetivo de buscar soluções para os problemas dos recursos hídricos da Terra, foi realizado no Japão, em março de 2003, o III Fórum Mundial de Água. Políticos, estudiosos e autoridades do mundo todo aprovaram medidas e mecanismos de preservação dos recursos hídricos. Estes documentos reafirmam que a água doce é extremamente importante para a vida e saúde das pessoas e defende que, para que ela não falte no século XXI, alguns desafios devem ser urgentemente superados: o atendimento das necessidades básicas da população, a garantia do abastecimento de alimentos, a proteção dos ecossistemas e mananciais, a administração de riscos, a valorização da água, a divisão dos recursos hídricos e a eficiente administração dos recursos hídricos.
Embora muitas soluções sejam buscadas em esferas governamentais e em congressos mundiais, no cotidiano todos podem colaborar para que a água doce não falte. A economia e o uso racional da água deve estar presente nas atitudes diárias de cada cidadão. A pessoa consciente deve economizar, pois o desperdício de água doce pode trazer drásticas conseqüências num futuro pouco distante.
Dicas de economia de água: Feche bem as torneiras, regule a descarga do banheiro, tome banhos curtos, não gaste água lavando carro ou calçadas, reutilize a água para diversas atividades, não jogue lixo em rios e lagos, respeite as regiões de mananciais.
Fonte:http://www.suapesquisa.com/poluicaodaagua/
NÃO DESPERDICE ÁGUA!
NÃO POLUA NOSSOS CURSOS D`ÁGUAS (RIOS, CÓRREGOS, MARES, OCEANOS, LAGOS, NASCENTES)!
RESPEITE A NATUREZA!
AME O PLANETA, POIS A QUALIDADE DE VIDA PASSA PELO EQUILÍBRIO DELE!

A POLUIÇÃO DO LIXO EM DANDORA - KENYA - ÁFRICA



18/10/2007 - Lixo na África aponta maior risco para crianças e meio ambiente

Relatório da UNEP relaciona a poluição do chumbo e outros metais pesados com a degradação da saúde de crianças que vivem próximas ao depósito de lixo de Dandora , em Nairobi, no Kênya. Um dos maiores depósitos de lixo da África, do depósito municipal Dandora, em Nairobi, é uma séria ameaça para as crianças que vivem nas suas proximidades e para o ambiente geral da cidade, segundo mostra um novo estudo sobre o assunto.O estudo, encomendado pelo UNEP - Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas ( United Nations Environment Programme), examinou 328 crianças com idade entre 2 e 18 anos, vivendo no entorno do depósito de lixo de Dandora analisando a relação dessa proximidade com as condições de saúde. O estudo também comparou amostras de solo do local com as de outros locais no entorno de Nairobi. Efeitos em CriançasMetade das crianças testadas tinham concentrações de chumbo no sangue excedentes aos níveis internacionalmente aceitáveis, enquanto que n42% das amostras de solo registraram níveis de chumbo quase dez vezes mais altos do que é considerado como solo isento de poluição ( mais de 400 ppp – partes por milhão – comparadas com 50 ppm). As crianças foram expostas a agentes poluentes como metais pesados e substâncias tóxicas através do solo, água e ar ( fumaça da queima do lixo) com implicações na forma de doenças respiratórias, gastrintestinais e dermatológicas ou doenças de pele. Quase a metade das crianças testadas sofriam de doenças respiratórias, incluindo bronquite crônica e asma. Achim Steiner, Sub-Secretário Geral da Onu e Diretor executivo da UNEP, declarou : “Nós antecipamos algumas conclusões duras e preocupantes, masos efetivos resultados são ainda mais chocantes do que tínhamos de início imaginado. “Dandora é um local que pode oferecer especiais desafios para a cidade de Nairobi e para o Kenya como nação, mas ele é também um espelho das condições dos despejos de lixo em inúmeras partes da África e outros centros urbanos do mundo em desenvolvimento”, disse. Mr. Steiner declarou que a UNEP está pronta para prestar assistência às autoridades locais e nacionais na pesquisa para o aprimoramento dos sistemas de gestão do lixo e estratégias incluindo aquelas que geram atividades sustentáveis e mais salutares nos setores de manejo e reciclagem do lixo.“Está claro que mostra-se necessária uma ação urgente para reduzir os riscos de saúde e meio ambiente para que crianças e adultos possa seguir seu dia-a-dia sem medo de serem envenenados e sem danos aos sistemas hidrográficos das proximidades”, declarou. A extensão de 30 acres do depósito de Dandora recebe 2 duas mil toneladas de lixo por dia, incluindo plásticos, borracha e tintas à base de chumbo em madeiras tratadas, geradas por algo como 4,5 milhões de pessoas que vivem na capital Kenyana. O estudo também encontrou no local prova a presença de resíduos perigosos, como os químicos e os provenientes de hospitais. Diariamente milhares de pessoas, incluindo crianças, dos cortiços e de bairros de baixa renda das proximidades uso o despejo para encontrar comida, recicláveis e outros objetos de valor que possam vender e possibilitar uma fonte de renda, ao mesmo tempo em que inalam a fumaça nociva expelida pela queima do lixo e do gás metano. Freqüentemente é encontrado lixo no Rio Nairobi que corre a apenas alguns metros de distância do depósito, poluindo a água usada pelos habitantes locais e fazendeiros que se localizam rio abaixo. A igreja católica e Escola de São João localiza-se bastante próxima do lixão. Entre 2003 e 2006, o ambulatório da igreja tratou uma média de 9.121 pessoas por ano que apresentavam problemas respiratórios.“Temos testemunhado uma situação alarmante com relação à saúde das crianças de Dandora : asma, anemia e infecções cutâneas são atualmente endêmicas. Tais anormalidades estão relacionadas com o ambiente em torno do depósito de lixo e são exacerbadas pela pobreza, analfabetismo e subnutrição. Considerando que o descarte de lixo é feito sem restrições e sem qualquer sistema de gerenciamento, as pessoas ficam sob o risco de contrair doenças veiculadas pelo sangue como hepatite e HIV/AIDS”, disse Njoroge Kimani, principal investigador e autor do relatório. Mr. Kimani e sua equipe realizaram minuciosa pesquisa no Depósito Municipal de Lixo de Dandora averiguando seu impacto sobre a saúde pública e o meio ambiente. Especialistas da Universidade de Nairobi, Universidade Kenyatta, Hospital Nacional Kenyatta e Instituto de Pesquisas em Agricultura do Kenya, bem como líderes comunitários da Igreja Católica de São João em Korogocho apoiaram o estudo.

Solo e Água: Amostras de solo e água foram analisadas na busca de metais pesados, como chumbo, mercúrio, cádmio e cromo, além de poluentes orgânicos persistentes e duradouros, incluindo policlorados bi-fenis (PCBs) e pesticidas. Amostras de sangue e urina foram analisados na procura dos mesmos poluentes e de sinais de doenças associadas a eles. Os resultados mostram níveis perigosamente altos de metais pesados, especialmente chumbo, mercúrio e cádmio, no lixão, no ambiente ao redor e nos residentes locais. Os níveis encontrados de chumbo e cádmio foram de 13.500 ppm e 1.058 ppm, respectivamente, comparados com os níveis ativos nos Países baixos, de 150 ppm e 5 ppm para esses metais pesados. Uma amostra de solo das margens do Rio Nairobi indica altos níveis de mercúrio ( acima de 18 ppm contra o nível de segurança de 2 pp,). As amostras da superfície do solo também registraram uma concentração de cádmio 50 vezes mais alta do que um solo isento de poluição ( 53 ppm contra 1 ppm).

Efeitos em Humanos:

Para os padrões aceitáveis de saúde, 50 por cento das crianças tinham níveis de chumbo no sangue igual ao acima dos padrões aceitos internacionalmente de 10 microgramas por decilitro, incluindo duas crianças com concentrações de mais de 29 e 32 microgramas. Baixos níveis de hemoglobina e anemia por deficiência de ferro, alguns dos sintomas conhecidos do envenenamento por chumbo, foram detectados em 50 e 30 por cento das crianças, respectivamente. Exposição a altos níveis de chumbo também é relacionada a um largo espectro de outras doenças, incluindo lesão do sistema nervoso e do cérebro, enquanto que o envenenamento por cádmio causa danos a órgãos internos, especialmente rins, e câncer. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a quarta parte de todas as doenças que afetam a humanidade são atribuíveis aos riscos ambientais, sendo as crianças mais vulneráveis do que os adultos. Entre as crianças com menos de cinco anos, doenças relacionadas às questões ambientais são responsáveis por mais de 4,7 milhões de mortes por ano. Vinte e cinco por cento das mortes em países em desenvolvimento estão relacionadas a fatores ambientais, comparado com 17 por cento de mortes no mundo desenvolvido."As crianças de Dandora, Kenya, África e o mundo merecem algo melhor do que isto. Nós não podemos mais retardar soluções para a crise do gerenciamento de resíduos frente a inúmeras cidades, especialmente no mundo em desenvolvimento", declarou Mr. Steiner.

Melhores Condições Sociais:

O estudo demanda uma rápida tomada de decisão sobre o descarte do lixo de forma econômica, social e ambientalmente sustentável. O padre Daniele Moschetti, um missionário da Ordem Comboni, obreiro que assiste a comunidade local nos cortiços que rodeiam o depósito de lixo, disse : “ Os pobres são os melhores recicladores do mundo; nada de valor vai fora. Mas isso não pode coloca-los, e a suas famíias, em perigo. A comunidade local está reclamando o fechamento e realocação do depósito de lixo, para local controlado e onde possa ser estabelecido um processo bem gerenciado de processamento dos resíduos. Isto não só reduzirá os impactos na saúde e meio ambiente como também gerará emprego e receita para comunidade local.” Muitos dos moradores locais dependem dos resíduos de Dandora. O desafio é minimizar senão suprimir a quantidade de materiais perigosos, com um tratamento prévio no local de origem antes de serem enviados para o local e um melhor tratamento dos resíduos tóxicos e dos de saúde antes de seu encaminhamento. Também precisamos de uma entrega segura e condições sustentáveis para os que trabalham no local ou vivem em suas proximidades. Em um futuro previsível, crescentes quantidades de resíduos podem tornar-se inevitáveis, mas devemos aprender como dar melhor assistência às populações pobres que dependem desses resíduos e fazer da sua reciclagem e reuso uma oportunidade econômica mais segura”, declarou Mr. Steiner.

(*) O relatório foi preparado por Njoroge G. Kimani, biomédico do Hospital Kenyatta, com o apoio de Rob de Jong, da Unidade de Meio Ambiente Urbano da UNEP.

UNEP Traduzido por Sérgio pessoa Ribeiro


15 maio 2008

AUSTRÁLIA INVESTE NO MEIO AMBIENTE


Pássaro é visto à beira das águas poluídas do canal Alexandra, em Sydney, na Austrália; O governo local deve anunciar um pacote com o equivalente a US$ 2,3 bilhões para investimentos em ações ambientais.
Fonte: Fotos UOL
É sempre tempo de esperança para restaurar a natureza degradada.

JAGUARIÚNA(SP) - UM ÓTIMO EXEMPLO DE CUIDADOS COM A NATUREZA


A Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Jaguariúna conta com um viveiro de mudas para reflorestamento, manutenção das matas ciliares e arborização urbana. São aproximadamente 60 espécies diferentes. Além disto, a Secretaria adquire mudas de árvores de pequeno, médio e grande portes para disponibilizar aos munícipes para plantio em calçadas. Os interessados podem requerer, gratuitamente, mudas de árvores, assim como informações sobre cuidados e espaços adequados para cada uma das espécies.
A Prefeitura de Jaguariúna realiza um trabalho ecologicamente correto com os galhos recolhidos nas ruas do município, originários de podas e cortes de árvores. Ao invés de depositá-los em aterro sanitário, o material é transportado até o Centro de Educação Municipal Ambiental ‘Dr. Darcy Machado de Souza’ para ser submetido a um Triturador que faz a moagem dos galhos, reduzindo o seu volume (17 caminhões de galhos ‘in natura’, resultam em um caminhão de galho triturado). O material triturado é reaproveitado e doado aos agricultores do município. Aplicado diretamente no solo, ele ajuda a manter a umidade, dificulta a germinação de plantas daninhas e, quando decomposto, transforma-se em adubo orgânico.
Em 2006, foram doados 75 caminhões de galhos picados para reaproveitamento nas propriedades rurais
Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente (Sama) - Rua José Alves Guedes, 575 – Centro - Jaguariúna – tel. (19) 3867 4226 - agricultura@jaguariuna.sp.gov.br
Gostaria de cumprimentar o Secretário Municipal do Meio Ambiente de Jaguariúna(Sr. Irineu Gastaldo), e também a todos que compõem aquele órgão municipal, pela responsabilidade e carinho com o nosso meio ambiente.

A PROLIFERAÇÃO DA DENGUE NOS PAÍSES TROPICAIS


DENGUE, AQUECIMENTO GLOBAL E VACINA:
Em uma recente visita ao Camboja, do lado de fora de um hospital infantil a um quarteirão do meu hotel, eu vi um grande aviso vermelho e branco que alertava sobre uma epidemia severa de dengue hemorrágica. Anos atrás, a doença matou o irmão de 5 anos de nosso guia de turismo. Meus colegas de viagem e eu conseguimos escapar até mesmo da forma mais branda da infecção viral transmitida por mosquito - nós todos dormimos em um hotel com ar condicionado e todo dia aplicávamos repelente com 30% de DEET em nossa pele exposta. Mas fiquei sabendo que podia ter sido infectada em várias viagens anteriores ao exterior e até mesmo em partes dos Estados Unidos.
A dengue está crescendo rapidamente nas áreas tropicais e subtropicais de todo o mundo nos últimos anos, graças a fatores tanto naturais quanto causados pelo homem. Entre os países que experimentaram epidemias recentes estão Camboja, Costa Rica, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã. No Hemisfério Ocidental, surtos também ocorreram em algumas ilhas do Caribe, Cuba, norte do México, Nicarágua, Panamá, Porto Rico e Venezuela. Neste ano, a dengue atacou o Rio de Janeiro, infectando mais de 75 mil pessoas no Estado brasileiro, incluindo Diego Hypólito, um ginasta campeão mundial e favorito à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim deste ano. Mais de 80 pessoas no Rio morreram por causa da dengue. Apesar da maioria dos norte-americanos que foram diagnosticados com dengue ter se infectado enquanto viajava para países onde a doença é endêmica, incluindo o México, ela também atingiu moradores do Havaí e Texas que nunca deixaram o território americano. E no ano passado uma doença transmitida por mosquito, a febre chikungunya, atingiu mais de 100 moradores de uma aldeia na Itália, Castiglione di Cervia. A doença não é contagiosa; ela é transmitida de uma pessoa para outra pela picada do mosquito portador do vírus. Epidemiologistas dizem que o aquecimento global está permitindo que o mosquito tigre-asiático, Aedes albopictus, um vetor tanto da chikungunya quanto da dengue, sobreviva em áreas que antes eram frias para ele. Este mosquito agora prolifera no sul da Europa e até mesmo na França e na Suíça. Basta que um viajante infectado traga o vírus da dengue para casa, onde uma picada de um mosquito tigre-asiático local possa transmiti-lo para outros. O principal vetor da dengue é o Aedes aegypti, um mosquito que pica durante o dia e que é particularmente ativo durante o amanhecer e o entardecer. (Diferente do mosquito Anopheles, que transmite a malária, ele não é ativo à noite). Apesar da dengue não ser uma ameaça tão grave quanto a malária, que aflige até 500 milhões de pessoas e mata 1 milhão a cada ano, ambas as doenças aumentaram desde que o DDT, o pesticida que controlava os mosquitos de forma mais eficaz e barata do que qualquer outro, passou a ser repudiado nos anos 60. A urbanização descontrolada e o crescimento populacional que a acompanhou, juntamente com sistemas de gestão de águas inadequados, também tiveram um papel na disseminação da dengue. A dengue é causada por qualquer uma das quatro variantes de um flavivirus, DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Outros flavivirus causam a febre do Nilo Ocidental, febre amarela e a encefalite japonesa. Apesar da infecção por uma das variantes da dengue conferir imunidade por toda a vida a ela, a pessoa ainda pode ser infectada por qualquer uma das outras três. A evidência indica fortemente que é a segunda infecção (apesar de não a terceira e a quarta) que pode levar à forma mais séria, a dengue hemorrágica, na qual há rompimento de vasos capilares. Se não tratada rapidamente, a forma hemorrágica pode resultar na perda de um volume fatal de sangue, choque e morte. Não há vacina para dengue e dificilmente alguma surgirá tão cedo. Em 2003, a Fundação Bill e Melinda Gates dedicou US$ 55 milhões ao longo de seis anos para estimular o desenvolvimento de uma vacina para dengue e impedir sua proliferação global. Testes de vacinas estão em andamento em várias áreas tropicais, mas espera-se que a aprovação de uma vacina eficaz ainda demore cerca de uma década. A picada de um mosquito infectado é seguida por um período de incubação de 3 a 14 dias, mais normalmente de 4 a 7 dias, antes de surgirem os sintomas. Muitas pessoas experimentam apenas sintomas brandos como de gripe, ou nenhum. Em outras, os sintomas característicos da dengue são ataques repentinos de febre alta, dor de cabeça severa na testa e dores excruciantes nas juntas e músculos. A febre geralmente cede em três a cinco dias, mas em 1% dos pacientes a doença progride para a forma hemorrágica. Mesmo se a primeira infecção causar pouco ou nenhum sintoma, uma segunda infecção pode aumentar o risco da forma hemorrágica. Como nenhuma das drogas antivirais conhecidas é eficaz, o tratamento é sintomático. Paracetamol é dado para reduzir a febre e a dor. Mas drogas como a aspirina, incluindo o ibuprofeno, devem ser evitadas porque podem causar sangramento e piorar ainda mais as coisas. Assim como outras doenças virais, as crianças com dengue que tomam aspirina podem desenvolver síndrome de Reye. Os pacientes devem descansar e tomar muito líquido. Na maioria dos casos, os sintomas passam em uma semana ou duas. A doença provavelmente progrediu para sua forma mais perigosa quando a febre é seguida por baixa temperatura do corpo, dor abdominal severa, vômitos prolongados e estados mentais como confusão, irritabilidade e letargia. Hospitalização imediata e tratamento com fluidos intravenosos são então essenciais. A recuperação ao estado normal pode levar meses. Com base nos estudos das forças armadas e de grupos de ajuda humanitária, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) estima que o risco para aqueles que visitam uma área de dengue endêmica é de um doente para cada 1.000 viajantes. Isto provavelmente é uma estimativa exagerada para os viajantes comuns, já que a maioria deles permanece apenas poucos dias em hotéis com ar condicionado e em propriedades bem cuidadas. Apesar de muitas viagens ao Brasil terem sido canceladas neste ano durante a epidemia no Rio, os viajantes não precisam evitar as áreas de dengue endêmica se estiverem dispostos a tomar as precauções para evitar picadas de mosquito. Os CDC recomendam permanecer em áreas com telas ou ar condicionado sempre que possível (uma opção não realista para excursionistas e viajantes aventureiros como eu); vestir roupa que cubra todo o corpo, incluindo mangas longas e calças com punhos e bainhas fechadas; e cobrir a pele exposta com repelente de inseto contendo DEET em concentração de 20% ou 30%, aplicado três vezes ao dia. Apesar de nem eu e nem meus colegas de viagem termos tolerado roupa que cobrisse todo o corpo durante os dias úmidos e de mais de 30ºC do Camboja, nós todos nos cobríamos diariamente de repelente. Em lugares bastante ensolarados o filtro solar deve ser aplicado primeiro, seguido pelo repelente. Também ajuda borrifar a roupa com repelente. Como o mosquito procria em pequenas quantidades de água limpa, eliminar água parada em lugares como vasos de flores e pneus velhos pode reduzir a exposição ao transmissor da dengue.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Os riscos de um surto de grandes proporções, são visualizados no devastado Mianmar, onde a destruição provocada pelo grande ciclone, é ambiente mais que propício para a propagação e proliferação, não só da dengue, como também malária e outras doenças oportunistas. Precisamos nos unir e nos aplicar no combate a estas epidemias que estão enraizadas em, hábitos domésticos pouco ortodoxos (higiene) e irresponsabilidadess governamentais (ausência de saneamento básico - esgotos a céu aberto e lixões descuidados).

14 maio 2008

AS QUEIMADAS QUE DESTROEM A VIDA DO PLANETA I



Foto: Nuvem de fumaça sobre vilarejo no sul do Pará: milhares de árvores devoradas pelo fogo em poucas horas

AMAZÔNIA - FOGO, DESTRUIÇÃO E MORTE
20/08/1997 - Numa tragédia ecológica que se repete todo ano, a Amazônia está queimando outra vez

Até hoje, a estória se repete....14/05/2008.


Por Pedro Martinelli, de Eldorado dos Carajás


A Amazônia está queimando de novo. No dia 31 de julho, uma imagem do satélite americano NOAA-14 sobre o município mato-grossense de Alta Floresta registrou queimadas numa extensão de 150 quilômetros entre os rios Teles Pires e Juruena. É apenas um entre milhares de focos de incêndio na região. Na semana passada, o Aeroporto de Rio Branco, no Acre, fechou duas vezes em virtude da falta de visibilidade pelo excesso de fumaça. Há três meses não chove na maior parte da Amazônia. A seca faz com que o fogo se propague mais rapidamente. "Os focos de queimada já atingem 25% de todas as áreas habitadas da Amazônia", afirma Alberto Setzer, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Inpe. Todos os dias, o Inpe envia imagens de satélite com informações atualizadas sobre as queimadas para três diferentes órgãos governamentais na Amazônia: o Ibama, do governo federal, e as secretarias do Meio Ambiente dos Estados de Rondônia e Pará. Teoricamente, todos eles teriam condições de acionar seus fiscais para punir os responsáveis pelos incêndios. Na prática, ninguém faz nada. "Tenho dois fiscais para cuidar de 1,5 milhão de hectares", justifica-se Enio Figueiredo, chefe da fiscalização do Ibama em Alta Floresta. Na semana passada, o fotógrafo Pedro Martinelli chegou do sul do Pará, onde fez as fotos que ilustram esta reportagem. O seu depoimento:
Se eu fosse o presidente da República, convocaria os ministros para uma visita de emergência, e de surpresa, ao sul do Pará. De seu gabinete, ele está a apenas uma hora e meia do inferno. É o mesmo tempo de viagem que gasta quando vai ao oculista, em São Paulo. O presidente verá coisas de arrepiar. Banditismo, desmatamento, conflitos entre sem-terras e latifundiários, contrabando, desmando, corrupção está tudo lá. Está lá, agora, o fogo, o fogo dos infernos, destruindo uma região de beleza sem igual.
A degradação humana nas bordas da floresta só não é maior que a ambiental. Sem tratores ou arados, posseiros miseráveis usam o fogo para cultivar lavouras das quais mal retiram a própria subsistência. Enquanto isso, garimpeiros embrenham-se na selva em busca de minas de ouro que não existem. Para caçar, também colocam fogo na mata. É uma forma de obrigar os animais a sair de suas tocas. O fogo queima de um lado e os garimpeiros esperam do outro, de espingarda em punho. A fumaça das queimadas encobre o sol em pleno dia.
Garimpeiros e o rastro de destruição na floresta depois da queimada: numa fronteira sem lei, a omissão e a corrupção dos órgãos do governo estimulam a degradação ambiental
Vinte anos atrás, quando a Companhia Vale do Rio Doce chegou à Serra dos Carajás, toda aquela região era uma imensa e intocada floresta. Hoje, resta uma ilha verde sitiada por uma paisagem lunar. Há duas semanas, numa única noite, 4.000 castanheiras foram devoradas pelo fogo na fazenda de um município vizinho. A castanheira, da qual se tira a castanha-do-pará, é protegida por lei. É proibido derrubá-la ou queimá-la, mas todo ano milhões delas são transformadas em pranchas e tábuas nas serrarias. Ninguém fiscaliza. As toras de madeira circulam livremente porque os madeireiros subornam funcionários do Ibama, guardas-florestais e patrulheiros rodoviários. Nessa fronteira sem lei, a corrupção está em todos os cantos, corroendo as pessoas que até pouco tempo atrás eram honestas. O funcionário ou o policial que recusar a propina pode aparecer morto no dia seguinte. Em vez de correr o risco decorrente da honestidade, é mais fácil se adaptar à cadeia de desmandos e corrupção.
As queimadas da Amazônia são feitas por dois motivos. O primeiro, mais comum, é limpar terra para cultivar lavouras ou pastagens. Pela lei, para fazer isso o agricultor precisa de licença do Ibama. A autorização para cada hectare queimado custa 3 reais. Neste ano foi autorizada a queimada de 10.000 hectares na Amazônia mas esse é um número de ficção. Na prática, a área queimada é horrendamente maior. Uma segunda razão é o desmatamento em áreas de floresta nativa. Isso é proibido mas, também nesse caso, ninguém fiscaliza. A expansão da fronteira agrícola, em decorrência do Plano Real, acelerou o ritmo de destruição da Amazônia. O resultado é uma tragédia ecológica da qual os brasileiros que vivem nos grandes centros urbanos não se dão conta.
Está na hora de dar um basta nesse crime. Todo ano é a mesma coisa. As fotos das queimadas na Amazônia chocam o mundo, os ecologistas criticam, o governo se defende alegando que não tem recursos nem estrutura para combater o fogo. Enquanto isso, milhões de árvores são destruídas e as ilusões se espalham. Espalhou-se, por exemplo, a ilusão de que nos últimos anos as queimadas diminuíram. Não é verdade. O que houve foi apenas a mudança do satélite que mede os focos de incêndio. Antes, usava-se um satélite que colhia imagens diurnas. É durante o dia que ocorre a maioria das queimadas. Agora, utiliza-se um satélite que faz imagens à noite, quando quem põe fogo na mata está dormindo. Só por isso o número de queimadas diminuiu.
A sociedade brasileira deve exigir do governo um tratamento de emergência para as queimadas na Amazônia. Agora, nesse minuto, enquanto você lê este parágrafo, o fogo já avançou 1 metro dentro da mata e queimou dez árvores. No minuto seguinte serão mais dez. É preciso fazer alguma coisa já.
O que o presidente poderia fazer pela Amazônia? Muito. Um esforço concentrado no período da seca, entre os meses de julho e novembro, quando ocorrem as queimadas, faria com que as fogueiras diminuíssem bastante. Poderia ser usado o Exército, que fica brincando de escoteiro na região enquanto o fogo sobe. O Exército tem meios e conhece a floresta. Mas, antes de mais nada, o presidente poderia ajudar a Amazônia saindo do seu gabinete. Deixando de lado, por um momento, os especialistas e seus doutos estudos. Precisaria ir lá. Ir lá de surpresa. Ver o que está acontecendo. Ver e se comover com a destruição. E mobilizar os brasileiros para impedir que o fogo destrua aquela nossa rica beleza.

Fotos: Pedro Martinelli