18 maio 2008


Isto é inacreditável, querido(a)s amigo(a)s, a nossa bela Itália não merece este descuido...o lixo nosso de cada dia, precisa ser muito bem cuidado...recicle, reuse (matéria orgânica) e tratamento especial para os dejetos perigosos.


Policial de máscara se protege de lixo acumulado em rua de Nápoles, na Itália. A coleta de lixo começou a ser prejudicada no último Natal, quando quase todos os aterros foram declarados cheios, iniciando uma crise sanitária. 30 mil toneladas de lixo seguem espalhadas pela cidade.

Fonte: UOL

OCEANIA

- Austrália: a Gunns projeta enorme nova fábrica de celulose na Tasmânia
Antes de cortar qualquer árvore, a indústria madeireira da Tasmânia divide as florestas em setores. Abre caminhos com buldôzeres na floresta. Quando as árvores são derrubadas, tiram-se apenas os grandes troncos. O grande volume de madeira remanescente é colocado em pilhas. Os helicópteros deixam cair o que a indústria chama de gasolina gelatinizada (e todos nós chamamos de napalm) e os restos da floresta são queimados. Grandes nuvens de fumaça ficam suspensas sobre a Tasmânia por semanas.
A indústria da madeira não acaba aqui. Pulveriza herbicidas para evitar que a floresta cresça de novo. Os murganhos, lebres-wallabies, vombates, gatos selvagens, potaroos e outros animais silvestres que viviam nas florestas são pragas agora, pelo menos na opinião da indústria. Os trabalhadores colocam cenouras com o veneno 1080 entre as fileiras de mudas de árvores e nas margens das florestas. No ano passado, quase 100.000 animais morreram em decorrência do veneno 1080.
Uma vez que as monoculturas de árvores começam a crescer, os que manejam as plantações usam helicópteros para pulverizar pesticidas, herbicidas e fertilizantes, que também atingem as pessoas que moram perto das plantações. Rio abaixo das plantações, os recursos hídricos têm sido envenenados pelo coquetel químico pulverizado sobre as plantações.
As plantações industriais de árvores estão secando pântanos, córregos e rios. “As plantações de monoculturas que substituem as velhas árvores absorvem tanta água do subsolo que os rios estão secando” escreveu Richard Flanagan, um autor tasmaniano, em um artigo no Guardian do Reino Unido no ano passado. Flanagan descreveu a situação como uma “incompreensível tragédia ecológica”.
O Eucalyptus regnans da Tasmânia é a maior árvore florescente do mundo. Os Eucalyptus regnans podem atingir os 85 metros de altura e podem viver varias centenas de anos. As florestas também incluem murta, sassafrás e celery top pine. O Senador Bob Brown, líder do Partido Verde australiano diz que as florestas da Tasmânia estão entre “as mais magníficas da Terra”.
Desde 1970, a Tasmânia tem estado exportando suas florestas como lascas de madeira para companhias de pasta e papel da Ásia. Todo ano a Tasmânia exporta aproximadamente 5,5 milhões de toneladas de lascas de madeira e todo ano a indústria madeireira da Tasmânia corta mais de 20.000 hectares de floresta. Atualmente, resta apenas 20 por cento da área de antigas e altas florestas. Mais da metade do que resta é ameaçada pela atividade madeireira.
A indústria não é boa nem sequer para fornecer trabalhos. Enquanto os lucros das companhias madeireiras se têm disparado, a crescente mecanização tem resultado na perda de mais de 5.000 postos de trabalho nos últimos 25 anos.
As florestas da Tasmânia tem visto algumas das campanhas ambientais mais corajosas e determinadas do mundo. Por décadas as pessoas têm resistido à destruição das florestas pelas companhias. Elas têm sido ameaçadas com violência, arrestadas e atacadas. Em novembro de 2003, Greenpeace e a Wilderness Society lançaram a estação Global Rescue, uma plataforma a 65 de altura sobre um Eucalyptus regnans no Vale Styx, em uma área de floresta conhecida para a companhia madeireira Gunns Limited como setor SX13C.
Constituída pelos irmãos John e Thomas Gunn em 1875, a Gunns domina atualmente a indústria de lascas de madeira da Tasmânia. A Gunns possui 180.000 hectares de terra e maneja 100.000 hectares de plantações. A companhia emprega pouco mais de 1.200 pessoas e no ano passado obteve lucros por 105 milhões de dólares australianos.
Em 2000, a Gunns comprou a empresa tasmaniana de lascas de madeira da Boral e no seguinte ano comprou a companhia florestal North Forest Products. Desde essa época, a Gunns tem tido quase o monopólio das exportações tasmanianas de lascas de madeira.
O Presidente Executivo da Gunns, John Gay disse no Relatório Anual de 2004, “A Companhia está comprometida com as operações florestais sustentáveis”. Mas quando o jornalista de TV Graham Davis lhe perguntou sobre o envenenamento de espécies protegidas com 1080, Gay respondeu “Bom, há muitos desses animais, e devemos mantê-los em um nível razoável”.
Os principais acionistas da Gunns incluem a Concord Capital, o Deutsche Bank, a Perpetual Trustees Australia e a AMP. Os principais clientes da companhia no Japão incluem a Mitsubishi Paper Mills, a Oji Paper, a Daio Paper, a Chuetso Paper e a Nippon Paper. No ano passado, a Mitsubishi anunciou que deixaria de comprar lascas de madeira das florestas de antigo crescimento da Tasmânia “o mais cedo possível”.
Em junho de 2004, a Gunns anunciou que tinha contratado à consultora florestal finlandesa Jaakko Pöyry para que levasse a cabo um estudo de viabilidade de seis meses no desenvolvimento de uma fábrica de celulose de 800.000 toneladas ao ano, que será a “fábrica de celulose mais verde do mundo”, de acordo com o site na web da Gunns.
Mas a fábrica consumirá aproximadamente três milhões de toneladas de madeira ao ano. A Gunns manterá a fábrica em funcionamento 24 horas ao dia, os sete dias da semana. A pressão para continuar cortando as florestas da Tasmânia continuará aumentando.
As pessoas que moram próximas à fábrica proposta estão preocupadas com a poluição do ar e da água por causa da fábrica. No Vale Tamar, onde se propõe construir a fábrica de celulose, as condições meteorológicas e topográficas freqüentemente se combinam para bloquear a poluição no vale. Les Rochester, porta-voz do Comitê de Ação de Residentes de Tamar aponta que, “A região já tem tido um dos níveis mais altos de poluição particulada do mundo”.
No entanto, a Gunns parece não estar interessada em escutar as preocupações de ninguém. Em dezembro de 2004, a Gunns iniciou uma ação legal contra 20 ambientalistas procurando perdas e danos por 6,3 milhões de dólares australianos no total. Incluídos na demanda estavam o Senador Bob Brown, a Wilderness Society e Doctors for Forests, um grupo de médicos preocupados com os efeitos sobre a saúde humana dos produtos químicos utilizados no setor.
No dia seguinte ao que a Gunns apresentou a demanda, aproximadamente 700 pessoas protestaram em Hobart contra as tentativas da Gunns de silenciar suas críticas. Em um discurso na protestação, Richard Flanagan disse “Essa demanda redefine a prática da democracia como o crime da conspiração. Não se trata de conservação nem da Tasmânia. É um assalto fundamental a nossas liberdades. Devemos estar apavorados pelo que diz e estar preparados para lutar contra isso e lutar e nunca deixar de lutar”.
Fonte: http://www.wrm.org.uy/boletim/94/Oceania.html (Por Chris Lang)

16 maio 2008

OS MAIORES RIOS DO PLANETA - (EM VOLUME DE ÁGUA E EXTENSÃO)


Fotos: Rio Zambeze (1) e Rio Nilo (2) - ambos no Continente Africano

Sempre tive muita curiosidade sobre os maiores rios do planeta, por isto fiz esta pesquisa. Farei futuramente uma pesquisa sobre os rios mais poluídos do mundo. Sempre é bom ressaltar que a existência dos grandes rios, sempre favoreceu a fundação de grandes cidades às suas margens, é óbvio! Portanto, a maioria está com a saudabilidade de suas águas, comprometida, infelizmente.

Nome /Localização(*) /Extensão (km) /Foz

I - CONTINENTE AFRICANO:
1 - Rio Nilo - Uganda´- 6.671 km - Foz no Mar Mediterrâneo
2 - Rio Zaire - (Rios Lualab+Luapula) (Congo) - 4.667 km - Foz Oceano Atlântico
3 - Rio Niger - Serra Leoa e Guiné - (Nigéria) - 4.168 km - Foz Golfo da Guiné
4 - Rio Zambeze (Zambezi ou Zambesi) - Zâmbia - 2.750 km - Foz Oceano Índico
5 - Rio Cassai, Kasai ou Kasayi - Angola - 2.153 km - Foz Rio Congo
6 - Rio Orange - Drakensberg - Lesoto - 2.090 km - Foz Oceano Atlântico
7 - Rio Senegal - Futa Djalon - Guiné - 1.790 km - Foz Oceano Atlântico
8 - Rio Limpopo - Botswana - 1750 km - Foz Oceano Índico
9 - Rio Okavango ou Cubango - Angola - 1 600 km -
10-Rio Volta - Burkina Faso - 1.600 km - Foz do Golfo da Guiné
11-Rio Benue - Camarões - 1.400 km - Foz no Rio Niger
12-Rio Ogooué ou Ogowe - Gabão - 1200 km -
II - CONTINENTE AMERICANO:
1 - Rio Amazonas - Brasil - 6.868 km - Foz no Oceano Atlântico
2 - Rio Mississippi-Missouri EUA - 5.620 km - Foz no Golfo do México
3 - Rio da Prata - Argentina - 4.700 km - Foz no Oceano Atlântico
4 - Rio Mackenzie - Great Slave Lake-Canadá - 4.241 km -Foz Mar de Beaufort-Oceano Ártico
5 - Rio Paraná - Brasil - 3.942 km - Foz no Rio da Prata (Argentina)
6 - Rio Madeira - Brasil - 3.315 km - foz no Rio Amazonas (Brasil)
7 - Rio Purus - Peru (Andes) - 3.218 km - foz no Rio Amazonas (Brasil)
8 - Rio São Lourenço - Canadá ( Lake Ontário) - 3.058 km - foz no Golfo S.Lourenço
9 - Rio Grande - San Juan/EUA- Colorado - 3.034 km - foz no Golfo do México
10-Rio Yukon-(Rios Lewes+Pelly) Yukon(Canadá)- 2.897 km - foz Mar de Bering, Alaska-EUA
11-Rio Orinoco - Serra Parima-Venezuela - 2.897 km - Foz Oceano Atlântico
12-Rio São Francisco - Brasil - 2.800 km - Minas Gerais(Brasil) - foz no Oceano Atlântico

III- CONTINENTE ASIÁTICO:
1 - Rio Ob-Irtish -Montanhas Altai - Rússia - 5.570 km - Foz Mar de Kara - Oceano Ártico
2 - Rio Chang Yian (Yangtze Kiang) - Planalto Tibetano(China) - 5.520 km - Foz Mar Amarelo
3 - Rio Huang Ho (Amarelo) - China - 4.672 km - Foz Golfo de Chihli
4 - Rio Heilong (Amur) - China - 4.509 km - Foz Oceano Pacífico (Rússia)
5 - Rio Lena - Rússia - 4.269 km - Foz Oceano Ártico (Rússia)
6 - Rio Mekong - China - 4.184 km - Foz Mar da China - Vietnã
7 - Rio Yenisei - Rússia - 4.129 km - Foz Oceano Ártico - Rússia
8 - Rio Volga - Rússia - 3.690 km - Foz Mar Cáspio - Rússia
9 - Rio Indus - China - 2.736 km - Foz Mar da Arábia - Paquistão
10-Rio Eufrates - (Rios Murat Nehri+Kara Su)-Turquia - 2.724 km - Foz Shatt-Arab - Iraque
11-Rio Brahmaputra (Himalaia Tibetano) - China - 2.704 km - Foz Golfo de Bengala- Bangladesh 12-Rio Ganges - Himalaia - Índia - 2.525 km - Foz Golfo de Bengala - Bangladesh
IV - CONTINENTE EUROPEU:
1 - Rio Danúbio - Alemanha - 2.848 km - Foz Mar Negro - Romênia
2 - Rio Dnieper - Montes Valdai - Rússia - 2.285 km - Foz Mar Negro - Ucrânia
3 - Rio Reno - Alpes - Suiça - 1.320 km - Foz Mar do Norte - Holanda
4 - Rio Elba - República Checa - 1.160 km - Foz Mar do Norte - Alemanha
5 - Rio Loire - França - 1.020 km - Foz Golfo de Biscaia - França
6 - Rio Tejo - Serra de Alvarracin - Espanha - 1.010 km - Foz Oceano Atlântico-Lisboa-Portugal
7 - Rio Douro - Serra de Urbion - Espanha - 927 km - Foz Oceano Atlântico - Porto-Portugal
8 - Rio Ródano - Suiça (Alpes) - 812 km - Foz Mar Mediterrâneio - França
9 - Rio Sena - Planalto de Langres - França - 775 km - Foz Oceano Atlântico-Le Havre-França
10-Rio Pó - Alpes - Itália - 652 km - Foz Mar Adriático - Itália
11-Rio Tibre - Monte Fumaiolo - Itália - 405 km - Foz Mar Tirreno - Itália
12-Rio Tamisa - Reino Unido - 335 km - Foz Mar do Norte - Reino Unido
V - CONTINENTE DA OCEANIA:
1 - Rio Murray - Australia - 2.589 km -
2 - Rio Darling - Australia - 2.400 km - Foz Oceano Pacífico
3 - Rio Sepik - Papua - Nova Guiné - 1.100 km
4 - Rio Waikato - Nova Zelândia - 425 km

Fontes: Atlante Geografico di Agostini -http://www.suapesquisa.com/geografia/rios.htm
(*) Principal país que atravessa ou onde fica, do nascedouro à foz

ÁGUA - POLUIÇÃO E FALTA - O QUE PODEMOS FAZER?


Este milênio que está começando, apresenta o grande desafio de evitar a falta de água. Um estudo recente da revista Science (julho de 2000) mostrou que aproximadamente 2 bilhões de habitantes enfrentam a falta de água no mundo. Em breve poderá faltar água para irrigação em diversos países, principalmente nos mais pobres. Os continentes mais atingidos pela falta de água são: África, Ásia Central e o Oriente Médio. Entre os anos de 1990 e 1995, a necessidade por água doce aumentou cerca de duas vezes mais que a população mundial. Isso ocorreu provocado pelo alto consumo de água em atividades industriais e zonas agrícolas. Infelizmente, apenas 2,5% da água do planeta Terra são de água doce, sendo que apenas 0,08% está em regiões acessíveis ao ser humano.
As principais causas de deteriorização dos rios, lagos e dos oceanos são: poluição e contaminação por poluentes e esgotos. O ser humano tem causado todo este prejuízo à natureza, através dos lixos, esgotos, dejetos químicos industriais e mineração sem controle.
Em função destes problemas, os governos preocupados, tem incentivado a exploração de aqüíferos (grandes reservas de água doce subterrâneas). Na América do Sul, temos o Aqüífero Guarani, um dos maiores do mundo e ainda pouco utilizado.Grande parte das águas deste aqüífero situa-se em subsolo brasileiro.
Estudos da Comissão Mundial de Água e de outros organismos internacionais demonstram que cerca de 3 bilhões de habitantes em nosso planeta estão vivendo sem o mínimo necessário de condições sanitárias.Um milhão não tem acesso à água potável. Em virtude desses graves problemas, espalham-se diversas doenças como diarréia, esquistossomose, hepatite e febre tifóide, que matam mais de 5 milhões de seres humanos por ano, sendo que um número maior de doentes sobrecarregam os precários sistemas de saúde destes países.
Com o objetivo de buscar soluções para os problemas dos recursos hídricos da Terra, foi realizado no Japão, em março de 2003, o III Fórum Mundial de Água. Políticos, estudiosos e autoridades do mundo todo aprovaram medidas e mecanismos de preservação dos recursos hídricos. Estes documentos reafirmam que a água doce é extremamente importante para a vida e saúde das pessoas e defende que, para que ela não falte no século XXI, alguns desafios devem ser urgentemente superados: o atendimento das necessidades básicas da população, a garantia do abastecimento de alimentos, a proteção dos ecossistemas e mananciais, a administração de riscos, a valorização da água, a divisão dos recursos hídricos e a eficiente administração dos recursos hídricos.
Embora muitas soluções sejam buscadas em esferas governamentais e em congressos mundiais, no cotidiano todos podem colaborar para que a água doce não falte. A economia e o uso racional da água deve estar presente nas atitudes diárias de cada cidadão. A pessoa consciente deve economizar, pois o desperdício de água doce pode trazer drásticas conseqüências num futuro pouco distante.
Dicas de economia de água: Feche bem as torneiras, regule a descarga do banheiro, tome banhos curtos, não gaste água lavando carro ou calçadas, reutilize a água para diversas atividades, não jogue lixo em rios e lagos, respeite as regiões de mananciais.
Fonte:http://www.suapesquisa.com/poluicaodaagua/
NÃO DESPERDICE ÁGUA!
NÃO POLUA NOSSOS CURSOS D`ÁGUAS (RIOS, CÓRREGOS, MARES, OCEANOS, LAGOS, NASCENTES)!
RESPEITE A NATUREZA!
AME O PLANETA, POIS A QUALIDADE DE VIDA PASSA PELO EQUILÍBRIO DELE!

A POLUIÇÃO DO LIXO EM DANDORA - KENYA - ÁFRICA



18/10/2007 - Lixo na África aponta maior risco para crianças e meio ambiente

Relatório da UNEP relaciona a poluição do chumbo e outros metais pesados com a degradação da saúde de crianças que vivem próximas ao depósito de lixo de Dandora , em Nairobi, no Kênya. Um dos maiores depósitos de lixo da África, do depósito municipal Dandora, em Nairobi, é uma séria ameaça para as crianças que vivem nas suas proximidades e para o ambiente geral da cidade, segundo mostra um novo estudo sobre o assunto.O estudo, encomendado pelo UNEP - Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas ( United Nations Environment Programme), examinou 328 crianças com idade entre 2 e 18 anos, vivendo no entorno do depósito de lixo de Dandora analisando a relação dessa proximidade com as condições de saúde. O estudo também comparou amostras de solo do local com as de outros locais no entorno de Nairobi. Efeitos em CriançasMetade das crianças testadas tinham concentrações de chumbo no sangue excedentes aos níveis internacionalmente aceitáveis, enquanto que n42% das amostras de solo registraram níveis de chumbo quase dez vezes mais altos do que é considerado como solo isento de poluição ( mais de 400 ppp – partes por milhão – comparadas com 50 ppm). As crianças foram expostas a agentes poluentes como metais pesados e substâncias tóxicas através do solo, água e ar ( fumaça da queima do lixo) com implicações na forma de doenças respiratórias, gastrintestinais e dermatológicas ou doenças de pele. Quase a metade das crianças testadas sofriam de doenças respiratórias, incluindo bronquite crônica e asma. Achim Steiner, Sub-Secretário Geral da Onu e Diretor executivo da UNEP, declarou : “Nós antecipamos algumas conclusões duras e preocupantes, masos efetivos resultados são ainda mais chocantes do que tínhamos de início imaginado. “Dandora é um local que pode oferecer especiais desafios para a cidade de Nairobi e para o Kenya como nação, mas ele é também um espelho das condições dos despejos de lixo em inúmeras partes da África e outros centros urbanos do mundo em desenvolvimento”, disse. Mr. Steiner declarou que a UNEP está pronta para prestar assistência às autoridades locais e nacionais na pesquisa para o aprimoramento dos sistemas de gestão do lixo e estratégias incluindo aquelas que geram atividades sustentáveis e mais salutares nos setores de manejo e reciclagem do lixo.“Está claro que mostra-se necessária uma ação urgente para reduzir os riscos de saúde e meio ambiente para que crianças e adultos possa seguir seu dia-a-dia sem medo de serem envenenados e sem danos aos sistemas hidrográficos das proximidades”, declarou. A extensão de 30 acres do depósito de Dandora recebe 2 duas mil toneladas de lixo por dia, incluindo plásticos, borracha e tintas à base de chumbo em madeiras tratadas, geradas por algo como 4,5 milhões de pessoas que vivem na capital Kenyana. O estudo também encontrou no local prova a presença de resíduos perigosos, como os químicos e os provenientes de hospitais. Diariamente milhares de pessoas, incluindo crianças, dos cortiços e de bairros de baixa renda das proximidades uso o despejo para encontrar comida, recicláveis e outros objetos de valor que possam vender e possibilitar uma fonte de renda, ao mesmo tempo em que inalam a fumaça nociva expelida pela queima do lixo e do gás metano. Freqüentemente é encontrado lixo no Rio Nairobi que corre a apenas alguns metros de distância do depósito, poluindo a água usada pelos habitantes locais e fazendeiros que se localizam rio abaixo. A igreja católica e Escola de São João localiza-se bastante próxima do lixão. Entre 2003 e 2006, o ambulatório da igreja tratou uma média de 9.121 pessoas por ano que apresentavam problemas respiratórios.“Temos testemunhado uma situação alarmante com relação à saúde das crianças de Dandora : asma, anemia e infecções cutâneas são atualmente endêmicas. Tais anormalidades estão relacionadas com o ambiente em torno do depósito de lixo e são exacerbadas pela pobreza, analfabetismo e subnutrição. Considerando que o descarte de lixo é feito sem restrições e sem qualquer sistema de gerenciamento, as pessoas ficam sob o risco de contrair doenças veiculadas pelo sangue como hepatite e HIV/AIDS”, disse Njoroge Kimani, principal investigador e autor do relatório. Mr. Kimani e sua equipe realizaram minuciosa pesquisa no Depósito Municipal de Lixo de Dandora averiguando seu impacto sobre a saúde pública e o meio ambiente. Especialistas da Universidade de Nairobi, Universidade Kenyatta, Hospital Nacional Kenyatta e Instituto de Pesquisas em Agricultura do Kenya, bem como líderes comunitários da Igreja Católica de São João em Korogocho apoiaram o estudo.

Solo e Água: Amostras de solo e água foram analisadas na busca de metais pesados, como chumbo, mercúrio, cádmio e cromo, além de poluentes orgânicos persistentes e duradouros, incluindo policlorados bi-fenis (PCBs) e pesticidas. Amostras de sangue e urina foram analisados na procura dos mesmos poluentes e de sinais de doenças associadas a eles. Os resultados mostram níveis perigosamente altos de metais pesados, especialmente chumbo, mercúrio e cádmio, no lixão, no ambiente ao redor e nos residentes locais. Os níveis encontrados de chumbo e cádmio foram de 13.500 ppm e 1.058 ppm, respectivamente, comparados com os níveis ativos nos Países baixos, de 150 ppm e 5 ppm para esses metais pesados. Uma amostra de solo das margens do Rio Nairobi indica altos níveis de mercúrio ( acima de 18 ppm contra o nível de segurança de 2 pp,). As amostras da superfície do solo também registraram uma concentração de cádmio 50 vezes mais alta do que um solo isento de poluição ( 53 ppm contra 1 ppm).

Efeitos em Humanos:

Para os padrões aceitáveis de saúde, 50 por cento das crianças tinham níveis de chumbo no sangue igual ao acima dos padrões aceitos internacionalmente de 10 microgramas por decilitro, incluindo duas crianças com concentrações de mais de 29 e 32 microgramas. Baixos níveis de hemoglobina e anemia por deficiência de ferro, alguns dos sintomas conhecidos do envenenamento por chumbo, foram detectados em 50 e 30 por cento das crianças, respectivamente. Exposição a altos níveis de chumbo também é relacionada a um largo espectro de outras doenças, incluindo lesão do sistema nervoso e do cérebro, enquanto que o envenenamento por cádmio causa danos a órgãos internos, especialmente rins, e câncer. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a quarta parte de todas as doenças que afetam a humanidade são atribuíveis aos riscos ambientais, sendo as crianças mais vulneráveis do que os adultos. Entre as crianças com menos de cinco anos, doenças relacionadas às questões ambientais são responsáveis por mais de 4,7 milhões de mortes por ano. Vinte e cinco por cento das mortes em países em desenvolvimento estão relacionadas a fatores ambientais, comparado com 17 por cento de mortes no mundo desenvolvido."As crianças de Dandora, Kenya, África e o mundo merecem algo melhor do que isto. Nós não podemos mais retardar soluções para a crise do gerenciamento de resíduos frente a inúmeras cidades, especialmente no mundo em desenvolvimento", declarou Mr. Steiner.

Melhores Condições Sociais:

O estudo demanda uma rápida tomada de decisão sobre o descarte do lixo de forma econômica, social e ambientalmente sustentável. O padre Daniele Moschetti, um missionário da Ordem Comboni, obreiro que assiste a comunidade local nos cortiços que rodeiam o depósito de lixo, disse : “ Os pobres são os melhores recicladores do mundo; nada de valor vai fora. Mas isso não pode coloca-los, e a suas famíias, em perigo. A comunidade local está reclamando o fechamento e realocação do depósito de lixo, para local controlado e onde possa ser estabelecido um processo bem gerenciado de processamento dos resíduos. Isto não só reduzirá os impactos na saúde e meio ambiente como também gerará emprego e receita para comunidade local.” Muitos dos moradores locais dependem dos resíduos de Dandora. O desafio é minimizar senão suprimir a quantidade de materiais perigosos, com um tratamento prévio no local de origem antes de serem enviados para o local e um melhor tratamento dos resíduos tóxicos e dos de saúde antes de seu encaminhamento. Também precisamos de uma entrega segura e condições sustentáveis para os que trabalham no local ou vivem em suas proximidades. Em um futuro previsível, crescentes quantidades de resíduos podem tornar-se inevitáveis, mas devemos aprender como dar melhor assistência às populações pobres que dependem desses resíduos e fazer da sua reciclagem e reuso uma oportunidade econômica mais segura”, declarou Mr. Steiner.

(*) O relatório foi preparado por Njoroge G. Kimani, biomédico do Hospital Kenyatta, com o apoio de Rob de Jong, da Unidade de Meio Ambiente Urbano da UNEP.

UNEP Traduzido por Sérgio pessoa Ribeiro


15 maio 2008

AUSTRÁLIA INVESTE NO MEIO AMBIENTE


Pássaro é visto à beira das águas poluídas do canal Alexandra, em Sydney, na Austrália; O governo local deve anunciar um pacote com o equivalente a US$ 2,3 bilhões para investimentos em ações ambientais.
Fonte: Fotos UOL
É sempre tempo de esperança para restaurar a natureza degradada.

JAGUARIÚNA(SP) - UM ÓTIMO EXEMPLO DE CUIDADOS COM A NATUREZA


A Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Jaguariúna conta com um viveiro de mudas para reflorestamento, manutenção das matas ciliares e arborização urbana. São aproximadamente 60 espécies diferentes. Além disto, a Secretaria adquire mudas de árvores de pequeno, médio e grande portes para disponibilizar aos munícipes para plantio em calçadas. Os interessados podem requerer, gratuitamente, mudas de árvores, assim como informações sobre cuidados e espaços adequados para cada uma das espécies.
A Prefeitura de Jaguariúna realiza um trabalho ecologicamente correto com os galhos recolhidos nas ruas do município, originários de podas e cortes de árvores. Ao invés de depositá-los em aterro sanitário, o material é transportado até o Centro de Educação Municipal Ambiental ‘Dr. Darcy Machado de Souza’ para ser submetido a um Triturador que faz a moagem dos galhos, reduzindo o seu volume (17 caminhões de galhos ‘in natura’, resultam em um caminhão de galho triturado). O material triturado é reaproveitado e doado aos agricultores do município. Aplicado diretamente no solo, ele ajuda a manter a umidade, dificulta a germinação de plantas daninhas e, quando decomposto, transforma-se em adubo orgânico.
Em 2006, foram doados 75 caminhões de galhos picados para reaproveitamento nas propriedades rurais
Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente (Sama) - Rua José Alves Guedes, 575 – Centro - Jaguariúna – tel. (19) 3867 4226 - agricultura@jaguariuna.sp.gov.br
Gostaria de cumprimentar o Secretário Municipal do Meio Ambiente de Jaguariúna(Sr. Irineu Gastaldo), e também a todos que compõem aquele órgão municipal, pela responsabilidade e carinho com o nosso meio ambiente.