20 maio 2008

PRECISAMOS ABANDONAR A TÁTICA TERRORISTA DE QUE "TEM UM INIMIGO QUERENDO SE APROPRIAR DA AMAZÔNIA..."

...QUEM ESTÁ DESTRUINDO A AMAZÔNIA SÃO OS PRÓPRIOS BRASILEIROS GANANCIOSOS E QUE NÃO TÊM RESPEITO POR NADA!
- Preservar a Amazônia, é um dever de todo mundo e principalmente do Brasil, afinal ela está, em sua grande maioria, em território brasileiro!
- Trata-se de um dever de Estado e um ato de consciência ecològicamente correta pelo bem da vida no planeta terra!
- Os "piratas" que assolam este banco de vida do planeta, infelizmente, são brasileiros.
Desmatamento na Amazônia dispara e põe governo em alerta

Por João Domingos e Nelson Francisco, no Estadão:
O presidente convocou reunião de emergência em janeiro de 2008 para tratar do aumento da área desmatada na Amazônia nos últimos cinco meses de 2007. Pelos cálculos da ministra(ex) do Meio Ambiente, Marina Silva, e do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), o desmatamento pode ter atingido cerca de 7 mil quilômetros quadrados no período - o equivalente a cerca de 700 campos de futebol.Um levantamento do Inpe mostrou que, de agosto a dezembro, foram derrubados 3.233 quilômetros quadrados de floresta, dos quais 1.922 quilômetros quadrados em novembro e dezembro, quando normalmente não há desmate por causa das chuvas. É o governo que afirma que pode ser, no entanto, muito maior.O Estado campeão de desmatamento no período analisado é Mato Grosso, com 1.786 quilômetros derrubados. O governador Blairo Maggi (PR) não quis se pronunciar sobre os números. O secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Luiz Henrique Daldegan, disse que os dados preliminares,que apontam o Estado como um dos vilões do desmatamento na região amazônica, refletem a realidade. “Estamos trabalhando em parceria com o Ibama e identificando e punido os responsáveis pelos desmatamentos”, afirmou.“Até hoje o Inpe não tinha detectado desmatamentos dessa magnitude”, disse Gilberto Câmara, diretor-geral do Inpe. “É extremamente preocupante”, emendou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.“O sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que detectou a área de desmatamento de pouco mais de 3.200 quilômetros quadrados, é de prevenção e não tem resolução suficiente para pegar as pequenas áreas. Sempre trabalhamos com uma diferença entre 40% e 60%, o que tem sido confirmado pelo outro sistema, o Prodes (Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia), que faz os registros definitivos”, disse Capobianco.
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19 maio 2008

QUANDO O HOMEM DESTRÓI NOSSOS ANIMAIS I


Em Belconnen, Austrália, 400 cangurus são confinados em acampamento do exército, onde serão abatidos; os animais estariam em área de base militar, mas grupos de defesa alegam que o exército quer 'limpar' a área por conta de especulação imobiliária.

INDONESIAN FOREST FIRES - Faz da Indonésia o 3º país na emissão de gases promotores do efeito estufa - In English




Os picos da poluição Indonesian do monóxido de carbono (alto) coincidem com as fases mornas do EL Niño (fundo) sobre os sete anos passados. O variability inter-anual do monóxido de carbono atmosférico em uma altura de aproximadamente 3 quilômetros (1.9 milhas) foi medido pelas medidas da poluição no instrumento do Troposphere (MOPITT). As condições mornas da fase do EL Niño conduziram a uma redução no rainfall e a um aumento na ocorrência Indonésia excedente do fogo (vermelha). Crédito: NASA/NCAR/University de Toronto
NASA has linked el Niño to the worst fires in Indonesia since the 1997-1998 conflagrations that burned nearly 25 million acres (10 million hectares) of land across the country. El Niño is an ocean-atmosphere phenomenon that causes drier conditions in much of Indonesia. Historically its arrival has been welcomed as time of bounty when mast fruiting of Dipterocarp trees spawn a boom in wildlife activity and bring prosperity to indigenous seed collectors. However in recent years, large-scale land use change in Indonesia, especially on the islands of Borneo and Sumatra, mean that el Niño is increasingly associated with massive forests fires that spread a choking haze and economic concerns across Southeast Asia. While the 2006 el Niño was relatively weak, increased agricultural burning by plantation owners, resulted in massive forest fires across Borneo and Sumatra and some of the highest deforestation rates (more than 30,000 square kilometers or 7.4 million acres) ever recorded in Indonesian. As the forests burned, NASA satellites tracked the smoke spreading from Indonesia into the Indian Ocean during the fall of last year.
The large plume of pollution from Indonesian fires in November 2006 is clearly visible in this global average map of atmospheric carbon monoxide as measured by the Measurements of Pollution in the Troposphere (MOPITT) instrument. High levels of carbon monoxide pollution are shown in pink; lower levels in blue. Credit: NCAR/University of Toronto Peaks of Indonesian carbon monoxide pollution (top) coincide with the warm phases of El Niño (bottom) over the past seven years. The inter-annual variability of atmospheric carbon monoxide at an altitude of about 3 kilometers (1.9 miles) was measured by the Measurements of Pollution in the Troposphere (MOPITT) instrument. The El Niño warm phase conditions led to a reduction in rainfall and an increase in fire occurrence over Indonesia (red). Credit: NASA/NCAR/University of Toronto "Although the current El Niño is rather weak compared to that of 1997-98, we have found dramatic increases in wildfire activity and corresponding pollution." said David Edwards, project leader of the Measurements of Pollution in the Troposphere (MOPITT) instrument aboard NASA's Terra satellite which tracked the pollution caused by the wildfires. Edwards and him team identified a distinct spike in carbon monoxide levels across much of the region. Carbon monoxide produces smog and can cause detrimental health affects. "MOPITT is an especially valuable tool because it monitors carbon monoxide, a good indicator of pollution from combustion that remains in the atmosphere for several weeks, often traveling vast distances," explained Edwards. "Fires also produce large relative changes in atmospheric carbon monoxide levels that are detected quite well by satellites, so that we can easily assess the impact of fires on air quality and pollution levels." Beyond the release of carbon monoxide, Indonesian forest fires produce large amounts of carbon dioxide, thus causing long term climate impact. By some estimates burning in Indonesia can contribute up to 2 billion tons of carbon dioxide to the atmosphere in peak years, making Indonesia the third largest greenhouse gas polluter, despite having only the world's 22nd largest economy. More information Borneo, a look into a disappearing world. Borneo, the third largest island in the world, was once covered with dense rainforests. With swampy coastal areas fringed with mangrove forests and a mountainous interior, much of the terrain was virtually impassable and unexplored. Headhunters ruled the remote parts of the island until a century ago. In the 1980 and 1990 Borneo underwent a remarkable transition. Its forests were leveled at a rate unparallel in human history. Borneo's rainforests went to industrialized countries like Japan and the United States in the form of garden furniture, paper pulp and chopsticks. Initially most of the timber was taken from the Malaysian part of the island in the northern states of Sabah and Sarawak. Later forests in the southern part of Borneo, an area belonging to Indonesia and known as Kalimantan, became the primary source for tropical timber. Today the forests of Borneo are but a shadow of those of legend and those that remain are highly threatened by the emerging biofuels market, specifically, oil palm. Forest fires result from government failure in Indonesia. Indonesia is burning again. Smoke from fires set for land-clearing in South Kalimantan (Borneo) and Sumatra are causing pollution levels to climb in Singapore, Kuala Lumpur, and Bangkok, resulting in mounting haze-related health problems, traffic accidents, and associated economic costs. The country's neighbors are again clamoring for action but ultimately the fires will burn until they are extinguished by seasonal rains in coming months.


Fontes:NASA and mongabay.com.

A ENORME IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DAS AVES





Como todos os animais, as aves também são imprescindíveis para o equilíbrio do meio ambiente. As aves estão, de forma evolutiva, situadas entre os répteis e os mamíferos e compreendem uma classe numerosa de espécies, divididas em dois subgrupos: as que possuem a capacidade de voar e as que não possuem. Em termos evolucionários as aves se diferem dos répteis pois conseguem controlar a temperatura do corpo, como os mamíferos, ou seja, são homeotérmicos, o que lhes proporciona maior adaptação aos mais diversos ambientes, e por conseqüência uma larga abrangência geográfica.
Parte da avifauna depende de florestas nativas bem preservadas para subsistir, por outro lado, a fragmentação destas áreas através do desmatamento, além de diminuir consideravelmente as populações de espécies de plantas e animais, pode provocar o isolamento de espécies. Desta forma, se faz necessária à preservação das áreas remanescentes da mata Atlântica, que é um dos sete ecossistemas mais ricos e ameaçados do planeta, para a sobrevivência das espécies endêmicas (ou seja, aquelas que são encontradas somente na Mata Atlântica).
Em um estudo realizado demonstrou-se que a diminuição das florestas primárias (isto é, florestas que não sofreram muita intervenção humana) tem contribuído significativamente para o declínio das populações de aves, sendo que das 174 espécies endêmicas de aves encontradas no Brasil, 44 (25,29% das espécies do Brasil) são endêmicas do estado de Santa Catarina e 20,69% das espécies endêmicas do Brasil) são endêmicas da Mata Atlântica remanescente neste estado. Cerca de 60% das espécies de animais ameaçadas de extinção no Brasil estão restritas aos 8% remanescentes deste importantíssimo ecossistema, confirmando a necessidade urgente de preservação destas áreas, bem como de todas áreas preservadas de florestas, para garantirmos uma maior biodiversidade no futuro.
Como todos os animais, as aves são extremamente importantes para o equilíbrio do meio ambiente, dentre as funções mais importantes das aves citamos as listadas a seguir:
No controle biológico de espécies:


- as aves são importantes consumidoras de insetos, juntamente com os répteis e anfíbios, desta forma, portanto, a sua preservação é benéfica no controle de pragas prejudiciais à agricultura e pastagens, representando significativa diminuição nos gastos do agricultor, pois reduz a compra de defensivos agrícolas e minimiza também a aplicação destas substâncias tóxicas no ecossistema, onde podem se acumular trazendo grandes prejuízos à cadeia biológica, da qual faz parte também o homem. Como exemplos de aves consumidoras de insetos podemos citar: andorinhas, andorinhões, papa-moscas, curiangos, bacuraus, corujas que capturam durante o vôo; o pica-pau que se alimenta de insetos em trocos de árvores, como as formigas e cupins; o anu preto e a garça vaqueira que acompanham bovinos no pasto e capturando insetos por eles afugentados; o anu branco é um excelente predador de lagartas que atacam pessegueiros e laranjeiras; sabiás e saíras auxiliam na captura de pequenos insetos encontrados no chão ou próximo aos frutos; o carcará é um dos principais predadores de lagartas dos milharais; o gavião carrapateiro, que como diz o nome é excelente predador de carrapatos encontrados nos bovinos, da mesma forma, a garça carrapateira; gaviões, corujas e seriemas podem ser citados ainda como consumidores de roedores e cobras, efetuando desta forma controle biológico das populações destes animais; as aves também controlam as populações de outros animais peçonhentos como: escorpiões, lacraias, aranhas e vespas; e podem ser citadas ainda como consumidores de insetos: perdiz, suiriri, tesourinha, papa formigas, etc. Cita-se ainda a importância das aves no controle de moluscos como o gavião caramujeiro, a curiaca e o carão que se alimentam destes animais que podem inclusive causar doenças ao homem, como a esquistossomose, ou ainda destruir plantas e jardins.
Como bioindicadoras das condições ambientais: como as aves são muito sensíveis as mudanças ocorridas no meio ambiente, elas podem nos indicar quando uma área está preservada como devia estar ou não. Por exemplo, as aves consumidoras de peixes como biguás, garças e a águia pescadora, que podem nos indicar a contaminação de um rio por mercúrio, pois este poluente se acumula em longo prazo e pode causar danos a avifauna ribeirinha. O derramamento de petróleo no oceano pode matar centenas e milhares de aves, peixes, plantas, bem como diversos outros animais, logo a presença de aves migratórias em determinada área, indica a existência de um local preservado.
Na polinização de flores: além do beija-flor, um grande número de aves se alimenta de néctar das flores, introduzindo o seu bico de flor em flor. Desta forma estas aves carregam o pólen, no bico ou na plumagem, de uma flor para outra, fertilizando as flores que são da mesma espécie, auxiliando assim na reprodução desta. Constata-se também que desta maneira plantas que não conseguiriam cruzar-se devido à distância que se encontram uma das outras, o consigam devido à ação destas aves, o que causa uma maior variabilidade genética entre as plantas, tornando-as mais resistentes a doenças e variações climáticas, evitando desta forma a extinção das mesmas. Já foi observado que algumas plantas somente existem até hoje, em função da colaboração destas aves. Por outro lado também foi observada a extinção de certas espécies de plantas, depois que certas espécies de aves polinizadores desapareceram de determinados locais, destacando enfim a importância da preservação destes animais. Algumas espécies importantes na polinização de plantas: beija-flor, cambacica, besourinho-de-bico-vermelho, tesourão, etc.
Na dispersão de sementes: assim como algumas espécies são importantes para a polinização, outras são importantes na dispersão de sementes, pois um grande número de aves alimenta-se de frutos e sementes de diversas espécies de plantas, garantindo desta forma a importantíssima propagação destas espécies, especialmente das arvores frutíferas. Estas aves podem carregar as sementes e depois eliminá-las através das fezes ou da regurgitação, ou ainda podem levar as sementes grudadas em seu corpo. Existem certas espécies de plantas em que a passagem da semente se faz obrigatória no aparelho digestivo de determinadas espécies de aves, pois somente assim a dormência desta semente será quebrada, e ela estará em condições de germinar ao chegar ao solo, como por exemplo a semente da erva-mate, que somente germina se for escarificada no poderoso trato digestivo de certas espécies de pássaros. Outro exemplo de dispersão de sementes que pode ser observado, é o caso da gralha-azul, do sul do país, que leva no bico o pinhão da araucária e pode deixá-lo cair acidentalmente, disseminando então esta espécie, que teve sua área drasticamente reduzida pela ação humana. Entre as aves mais comuns na dispersão de sementes citamos: jacu, araquã, sabiá, sanhaço, tucano, sabiá-preto, trinca-ferro, gaturamo, gralha, araponga, tangará-dançador e inúmeros outros.
Na reciclagem do lixo biológico deixado pelo homem: as aves colaboram com a limpeza pública do lixo biológico deixado nas imediações das cidades, como restos de animais mortos que acabam sendo consumidos e tendo a sua matéria reciclada pelos urubus, ou então pelos restos de alimentos deixados pelo homem que são reciclados pelos pardais. Além destes podemos citar o gavião e o carcará, que auxiliam e poupam o trabalho do homem contribuindo para o saneamento público.
Fornecendo adubo orgânico: as fezes das aves além estarem dispersando sementes, também podem estar fornecendo adubo orgânico, que por sua vez contribui para a diminuição da utilização irracional de adubos químicos e proteção do ecossistema. Em alguns locais, onde ocorrem grandes concentrações de aves, existem coletas planejadas e sistemáticas das fezes, que levam em consideração a proteção do abrigo das aves e de seus hábitos de reprodução, evitando o impacto à estas comunidades, mas também se beneficiando da utilização deste adubo orgânico e natural em suas culturas.
As aves também nos encantam com seu melodioso e gracioso canto, nos encantam e fascinam com as suas plumagens coloridas e brilhantes, porte e beleza; nos transmitem a sensação de harmonia, paz e tranqüilidade, nos proporcionam inspiração para musicas, poemas, pinturas, fotografias e até filmes.
Devemos levar em consideração ainda a importância das aves migratórias, principalmente as de habitat costeiro, no controle biológico de espécies e a participação em diferentes cadeias alimentares, ao habitar temporariamente diferentes ecossistemas. Destaca-se também a importância que várias espécies de beija-flor têm na polinização e controle de doenças, pois são os principais predadores de mosquitos transmissores de doenças como a filariose, febre amarela, malária e leishmaniose; e por existirem algumas espécies de plantas que são polinizadas exclusivamente por estas espécies.
Após tantos motivos, evidencia-se a necessidade urgente de preservação dessa enorme diversidade de espécies, todas importantíssimas ao meio ambiente e ao homem, e para isso devermos proteger o que sobrou do hábitat das espécies: as áreas remanescentes de vegetação primária ou regenerada, campos naturais, lagoas, rios e banhados.


A biodiversidade é nossa maior riqueza nacional e mundial e nos presta um importante serviço, nunca contabilizado pelos degradadores.


Temos o dever de proteger e assegurar a riqueza de nosso patrimônio natural para as gerações futuras.
Fonte: http://www.ra-bugio.org.br/aves_introducao.php - (por Gustavo Quadros)

18 maio 2008


Isto é inacreditável, querido(a)s amigo(a)s, a nossa bela Itália não merece este descuido...o lixo nosso de cada dia, precisa ser muito bem cuidado...recicle, reuse (matéria orgânica) e tratamento especial para os dejetos perigosos.


Policial de máscara se protege de lixo acumulado em rua de Nápoles, na Itália. A coleta de lixo começou a ser prejudicada no último Natal, quando quase todos os aterros foram declarados cheios, iniciando uma crise sanitária. 30 mil toneladas de lixo seguem espalhadas pela cidade.

Fonte: UOL

OCEANIA

- Austrália: a Gunns projeta enorme nova fábrica de celulose na Tasmânia
Antes de cortar qualquer árvore, a indústria madeireira da Tasmânia divide as florestas em setores. Abre caminhos com buldôzeres na floresta. Quando as árvores são derrubadas, tiram-se apenas os grandes troncos. O grande volume de madeira remanescente é colocado em pilhas. Os helicópteros deixam cair o que a indústria chama de gasolina gelatinizada (e todos nós chamamos de napalm) e os restos da floresta são queimados. Grandes nuvens de fumaça ficam suspensas sobre a Tasmânia por semanas.
A indústria da madeira não acaba aqui. Pulveriza herbicidas para evitar que a floresta cresça de novo. Os murganhos, lebres-wallabies, vombates, gatos selvagens, potaroos e outros animais silvestres que viviam nas florestas são pragas agora, pelo menos na opinião da indústria. Os trabalhadores colocam cenouras com o veneno 1080 entre as fileiras de mudas de árvores e nas margens das florestas. No ano passado, quase 100.000 animais morreram em decorrência do veneno 1080.
Uma vez que as monoculturas de árvores começam a crescer, os que manejam as plantações usam helicópteros para pulverizar pesticidas, herbicidas e fertilizantes, que também atingem as pessoas que moram perto das plantações. Rio abaixo das plantações, os recursos hídricos têm sido envenenados pelo coquetel químico pulverizado sobre as plantações.
As plantações industriais de árvores estão secando pântanos, córregos e rios. “As plantações de monoculturas que substituem as velhas árvores absorvem tanta água do subsolo que os rios estão secando” escreveu Richard Flanagan, um autor tasmaniano, em um artigo no Guardian do Reino Unido no ano passado. Flanagan descreveu a situação como uma “incompreensível tragédia ecológica”.
O Eucalyptus regnans da Tasmânia é a maior árvore florescente do mundo. Os Eucalyptus regnans podem atingir os 85 metros de altura e podem viver varias centenas de anos. As florestas também incluem murta, sassafrás e celery top pine. O Senador Bob Brown, líder do Partido Verde australiano diz que as florestas da Tasmânia estão entre “as mais magníficas da Terra”.
Desde 1970, a Tasmânia tem estado exportando suas florestas como lascas de madeira para companhias de pasta e papel da Ásia. Todo ano a Tasmânia exporta aproximadamente 5,5 milhões de toneladas de lascas de madeira e todo ano a indústria madeireira da Tasmânia corta mais de 20.000 hectares de floresta. Atualmente, resta apenas 20 por cento da área de antigas e altas florestas. Mais da metade do que resta é ameaçada pela atividade madeireira.
A indústria não é boa nem sequer para fornecer trabalhos. Enquanto os lucros das companhias madeireiras se têm disparado, a crescente mecanização tem resultado na perda de mais de 5.000 postos de trabalho nos últimos 25 anos.
As florestas da Tasmânia tem visto algumas das campanhas ambientais mais corajosas e determinadas do mundo. Por décadas as pessoas têm resistido à destruição das florestas pelas companhias. Elas têm sido ameaçadas com violência, arrestadas e atacadas. Em novembro de 2003, Greenpeace e a Wilderness Society lançaram a estação Global Rescue, uma plataforma a 65 de altura sobre um Eucalyptus regnans no Vale Styx, em uma área de floresta conhecida para a companhia madeireira Gunns Limited como setor SX13C.
Constituída pelos irmãos John e Thomas Gunn em 1875, a Gunns domina atualmente a indústria de lascas de madeira da Tasmânia. A Gunns possui 180.000 hectares de terra e maneja 100.000 hectares de plantações. A companhia emprega pouco mais de 1.200 pessoas e no ano passado obteve lucros por 105 milhões de dólares australianos.
Em 2000, a Gunns comprou a empresa tasmaniana de lascas de madeira da Boral e no seguinte ano comprou a companhia florestal North Forest Products. Desde essa época, a Gunns tem tido quase o monopólio das exportações tasmanianas de lascas de madeira.
O Presidente Executivo da Gunns, John Gay disse no Relatório Anual de 2004, “A Companhia está comprometida com as operações florestais sustentáveis”. Mas quando o jornalista de TV Graham Davis lhe perguntou sobre o envenenamento de espécies protegidas com 1080, Gay respondeu “Bom, há muitos desses animais, e devemos mantê-los em um nível razoável”.
Os principais acionistas da Gunns incluem a Concord Capital, o Deutsche Bank, a Perpetual Trustees Australia e a AMP. Os principais clientes da companhia no Japão incluem a Mitsubishi Paper Mills, a Oji Paper, a Daio Paper, a Chuetso Paper e a Nippon Paper. No ano passado, a Mitsubishi anunciou que deixaria de comprar lascas de madeira das florestas de antigo crescimento da Tasmânia “o mais cedo possível”.
Em junho de 2004, a Gunns anunciou que tinha contratado à consultora florestal finlandesa Jaakko Pöyry para que levasse a cabo um estudo de viabilidade de seis meses no desenvolvimento de uma fábrica de celulose de 800.000 toneladas ao ano, que será a “fábrica de celulose mais verde do mundo”, de acordo com o site na web da Gunns.
Mas a fábrica consumirá aproximadamente três milhões de toneladas de madeira ao ano. A Gunns manterá a fábrica em funcionamento 24 horas ao dia, os sete dias da semana. A pressão para continuar cortando as florestas da Tasmânia continuará aumentando.
As pessoas que moram próximas à fábrica proposta estão preocupadas com a poluição do ar e da água por causa da fábrica. No Vale Tamar, onde se propõe construir a fábrica de celulose, as condições meteorológicas e topográficas freqüentemente se combinam para bloquear a poluição no vale. Les Rochester, porta-voz do Comitê de Ação de Residentes de Tamar aponta que, “A região já tem tido um dos níveis mais altos de poluição particulada do mundo”.
No entanto, a Gunns parece não estar interessada em escutar as preocupações de ninguém. Em dezembro de 2004, a Gunns iniciou uma ação legal contra 20 ambientalistas procurando perdas e danos por 6,3 milhões de dólares australianos no total. Incluídos na demanda estavam o Senador Bob Brown, a Wilderness Society e Doctors for Forests, um grupo de médicos preocupados com os efeitos sobre a saúde humana dos produtos químicos utilizados no setor.
No dia seguinte ao que a Gunns apresentou a demanda, aproximadamente 700 pessoas protestaram em Hobart contra as tentativas da Gunns de silenciar suas críticas. Em um discurso na protestação, Richard Flanagan disse “Essa demanda redefine a prática da democracia como o crime da conspiração. Não se trata de conservação nem da Tasmânia. É um assalto fundamental a nossas liberdades. Devemos estar apavorados pelo que diz e estar preparados para lutar contra isso e lutar e nunca deixar de lutar”.
Fonte: http://www.wrm.org.uy/boletim/94/Oceania.html (Por Chris Lang)

16 maio 2008

OS MAIORES RIOS DO PLANETA - (EM VOLUME DE ÁGUA E EXTENSÃO)


Fotos: Rio Zambeze (1) e Rio Nilo (2) - ambos no Continente Africano

Sempre tive muita curiosidade sobre os maiores rios do planeta, por isto fiz esta pesquisa. Farei futuramente uma pesquisa sobre os rios mais poluídos do mundo. Sempre é bom ressaltar que a existência dos grandes rios, sempre favoreceu a fundação de grandes cidades às suas margens, é óbvio! Portanto, a maioria está com a saudabilidade de suas águas, comprometida, infelizmente.

Nome /Localização(*) /Extensão (km) /Foz

I - CONTINENTE AFRICANO:
1 - Rio Nilo - Uganda´- 6.671 km - Foz no Mar Mediterrâneo
2 - Rio Zaire - (Rios Lualab+Luapula) (Congo) - 4.667 km - Foz Oceano Atlântico
3 - Rio Niger - Serra Leoa e Guiné - (Nigéria) - 4.168 km - Foz Golfo da Guiné
4 - Rio Zambeze (Zambezi ou Zambesi) - Zâmbia - 2.750 km - Foz Oceano Índico
5 - Rio Cassai, Kasai ou Kasayi - Angola - 2.153 km - Foz Rio Congo
6 - Rio Orange - Drakensberg - Lesoto - 2.090 km - Foz Oceano Atlântico
7 - Rio Senegal - Futa Djalon - Guiné - 1.790 km - Foz Oceano Atlântico
8 - Rio Limpopo - Botswana - 1750 km - Foz Oceano Índico
9 - Rio Okavango ou Cubango - Angola - 1 600 km -
10-Rio Volta - Burkina Faso - 1.600 km - Foz do Golfo da Guiné
11-Rio Benue - Camarões - 1.400 km - Foz no Rio Niger
12-Rio Ogooué ou Ogowe - Gabão - 1200 km -
II - CONTINENTE AMERICANO:
1 - Rio Amazonas - Brasil - 6.868 km - Foz no Oceano Atlântico
2 - Rio Mississippi-Missouri EUA - 5.620 km - Foz no Golfo do México
3 - Rio da Prata - Argentina - 4.700 km - Foz no Oceano Atlântico
4 - Rio Mackenzie - Great Slave Lake-Canadá - 4.241 km -Foz Mar de Beaufort-Oceano Ártico
5 - Rio Paraná - Brasil - 3.942 km - Foz no Rio da Prata (Argentina)
6 - Rio Madeira - Brasil - 3.315 km - foz no Rio Amazonas (Brasil)
7 - Rio Purus - Peru (Andes) - 3.218 km - foz no Rio Amazonas (Brasil)
8 - Rio São Lourenço - Canadá ( Lake Ontário) - 3.058 km - foz no Golfo S.Lourenço
9 - Rio Grande - San Juan/EUA- Colorado - 3.034 km - foz no Golfo do México
10-Rio Yukon-(Rios Lewes+Pelly) Yukon(Canadá)- 2.897 km - foz Mar de Bering, Alaska-EUA
11-Rio Orinoco - Serra Parima-Venezuela - 2.897 km - Foz Oceano Atlântico
12-Rio São Francisco - Brasil - 2.800 km - Minas Gerais(Brasil) - foz no Oceano Atlântico

III- CONTINENTE ASIÁTICO:
1 - Rio Ob-Irtish -Montanhas Altai - Rússia - 5.570 km - Foz Mar de Kara - Oceano Ártico
2 - Rio Chang Yian (Yangtze Kiang) - Planalto Tibetano(China) - 5.520 km - Foz Mar Amarelo
3 - Rio Huang Ho (Amarelo) - China - 4.672 km - Foz Golfo de Chihli
4 - Rio Heilong (Amur) - China - 4.509 km - Foz Oceano Pacífico (Rússia)
5 - Rio Lena - Rússia - 4.269 km - Foz Oceano Ártico (Rússia)
6 - Rio Mekong - China - 4.184 km - Foz Mar da China - Vietnã
7 - Rio Yenisei - Rússia - 4.129 km - Foz Oceano Ártico - Rússia
8 - Rio Volga - Rússia - 3.690 km - Foz Mar Cáspio - Rússia
9 - Rio Indus - China - 2.736 km - Foz Mar da Arábia - Paquistão
10-Rio Eufrates - (Rios Murat Nehri+Kara Su)-Turquia - 2.724 km - Foz Shatt-Arab - Iraque
11-Rio Brahmaputra (Himalaia Tibetano) - China - 2.704 km - Foz Golfo de Bengala- Bangladesh 12-Rio Ganges - Himalaia - Índia - 2.525 km - Foz Golfo de Bengala - Bangladesh
IV - CONTINENTE EUROPEU:
1 - Rio Danúbio - Alemanha - 2.848 km - Foz Mar Negro - Romênia
2 - Rio Dnieper - Montes Valdai - Rússia - 2.285 km - Foz Mar Negro - Ucrânia
3 - Rio Reno - Alpes - Suiça - 1.320 km - Foz Mar do Norte - Holanda
4 - Rio Elba - República Checa - 1.160 km - Foz Mar do Norte - Alemanha
5 - Rio Loire - França - 1.020 km - Foz Golfo de Biscaia - França
6 - Rio Tejo - Serra de Alvarracin - Espanha - 1.010 km - Foz Oceano Atlântico-Lisboa-Portugal
7 - Rio Douro - Serra de Urbion - Espanha - 927 km - Foz Oceano Atlântico - Porto-Portugal
8 - Rio Ródano - Suiça (Alpes) - 812 km - Foz Mar Mediterrâneio - França
9 - Rio Sena - Planalto de Langres - França - 775 km - Foz Oceano Atlântico-Le Havre-França
10-Rio Pó - Alpes - Itália - 652 km - Foz Mar Adriático - Itália
11-Rio Tibre - Monte Fumaiolo - Itália - 405 km - Foz Mar Tirreno - Itália
12-Rio Tamisa - Reino Unido - 335 km - Foz Mar do Norte - Reino Unido
V - CONTINENTE DA OCEANIA:
1 - Rio Murray - Australia - 2.589 km -
2 - Rio Darling - Australia - 2.400 km - Foz Oceano Pacífico
3 - Rio Sepik - Papua - Nova Guiné - 1.100 km
4 - Rio Waikato - Nova Zelândia - 425 km

Fontes: Atlante Geografico di Agostini -http://www.suapesquisa.com/geografia/rios.htm
(*) Principal país que atravessa ou onde fica, do nascedouro à foz