21 maio 2008

AS 3 NOVAS USINAS HIDRELÉTRICAS PROJETADAS PARA A AMAZÔNIA


Terça-feira, 18 de Março de 2008

Solução ambiental para usinas da Amazônia é criticada por técnicos
Leonardo GoyApontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a "fio d?água", que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água.Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca.A técnica do "fio d?água" começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau). O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas.A usina de Jirau, por exemplo - que vai a leilão em maio - inundará uma área de 258 quilômetros quadrados e terá um potencial de geração de 3.300 megawatts (MW). Isso significa que vai alagar 0,08 quilômetros quadrados para cada MW. A média nacional das usinas existentes - que em sua maioria têm grandes represas - é de 0,52 quilômetros quadrados por MW."Sem reservatório, a usina hidrelétrica deixa de ter uma das principais vantagens dela, que é o armazenamento de água. Na época da seca, essas novas usinas praticamente não vão gerar. E aí, o que vamos fazer, pedir mais gás para a Bolívia?", disse o presidente do Instituto de Engenharia, Edemar de Souza Amorim.REGIÃO NORTEConsiderando que a maior parte das novas usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte - que é mais sensível do ponto de vista ambiental -, a tendência desses projetos é de também terem reservatórios diminutos. "As dificuldades de licenciamento são grandes e acabam impondo essa situação", disse o diretor de Projetos de Energia da Construtora Camargo Corrêa, Marco Bucco. Segundo ele, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que essas futuras grandes usinas terão pouca capacidade de geração na seca.Uma obra que ajuda a ilustrar essa situação é a Usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), que deverá ir a leilão em 2009. O projeto que está nas mãos do governo prevê que a usina atingirá uma potência total de 11.182 MW e terá um lago de 440 quilômetros quadrados.Segundo o gerente de Estruturas e Geotecnia da Eletronorte, Humberto Rodrigues Gama, para que Belo Monte opere a pleno vapor será necessária uma vazão de 14 mil metros cúbicos de água por segundo. Na época de cheia (mais ou menos de novembro a junho), a vazão do rio chega a uma média de 25 a 30 mil metros cúbicos por segundo. Assim, segundo Gama, como o reservatório da usina é pequeno e não tem capacidade para reter muita água, praticamente todo esse excedente da época da cheia deverá ser desperdiçado.Por outro lado, no pico da estação seca, em outubro, o fluxo do rio cai para apenas 1.500 metros cúbicos por segundo. Segundo o engenheiro, com essa vazão, a usina poderia manter apenas duas turbinas gerando cerca de 1.100 MW, ou seja, cerca de 10% da potência original da hidrelétrica.GRANDE LAGOA situação já é diferente no caso de outra usina do Pará, a de Tucuruí, no Rio Tocantins. Com potência instalada de 8.370 MW, essa usina, que opera desde 1984, tem um grande lago de 3 mil quilômetros quadrados. Mas, no pico da seca, ela produz, na média, 2.200 MW, ou 26% da potência total."Fazer um reservatório grande não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Além disso, no lago criam-se peixes e alternativas econômicas. Em Tucuruí, por exemplo, existem 6 mil pescadores cadastrados", disse o engenheiro da Eletronorte.Marco Bucco, da Camargo Corrêa, ressaltou ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento. "Eles aumentam a segurança energética do País." (O Estado de S. Paulo - 16/03/08)


20 maio 2008

OS PLÁSTICOS, O PREJUÍZO PARA O ECOSSISTEMA E AS MEDIDAS QUE ESTÃO SENDO TOMADAS PARA DESESTIMULAR O SEU USO

Calcula-se que cerca de 90% dos sacos de plástico acabam a sua vida em lixeiras, ou como lixo ou como contentores de desperdícios. Este número pode parecer assustador mas na verdade estes objectos ocupam apenas cerca de 0,3% do volume acumulado nas lixeiras. Mesmo assim, dada a sua extrema leveza, se não forem bem acondicionados os sacos de plástico têm a tendência de voar e espalhar-se pelo meio ambiente. Esta situação pode provocar outros tipos de poluição, que por exemplo na China ganhou o nome de poluição branca.
Nos países menos desenvolvidos, onde não existem métodos eficazes de recolha e acondicionamento de lixo, os sacos de plástico são quase totalmente abandonados depois do uso e acabam invariavelmente nos cursos de água. No Bangladesh, por exemplo, a questão atingiu proporções alarmantes que exigiram a tomada de medidas drásticas (ver em baixo) para evitar que os cerca de 10 milhões de sacos de plástico usados por dia tivessem como destino os rios e sistemas de esgotos do país. O rio Buriganga que banha Dacca, a capital, ganhou por diversas vezes barragens artificiais de sacos de plástico e os entupimentos de esgotos foram responsáveis pelas cheias devastadoras registadas em 1988 e 1998.

Quase todos os sacos de plástico não acondicionados em lixeiras acabam, mais cedo ou mais tarde, por chegar aos rios e aos oceanos. Os ambientalistas chamam a atenção há vários anos para este problema e citam o fato de milhares de baleias, golfinhos, tartarugas e aves marinhas morrerem anualmente asfixiadas por sacos de plástico. O caso mais dramático ocorreu em 2002, quando uma baleia anã deu à costa da Normandia com cerca de 800 kg de sacos de plástico encravados no estômago.

Em países mais evoluídos como a Irlanda, foi o primeiro a tomar medidas sobre a produção descontrolada de sacolas de plásticos ao introduzir PlasTax em 2002. .Um imposto que cobra 0,15 ao consumidor por cada saco distribuído. O resultado desta iniciativa foi a angariação de cerca de 23 milhões de euros para serem investidos em projectos ambientais e uma redução no consumo de 90%. O Reino Unido encontra-se de momento a estudar a hipótese de aplicar legislação semelhante. Na Alemanha, os sacos de plásticos são pagos pelo consumidor em todos os supermercados e é habitual o uso de sacos de pano reutilizáveis ou caixas de cartão. Em Portugal e no Brasil, o uso de sacos de plástico é generalizado e na maioria das lojas é distribuído gratuitamente.
Em alguns países africanos, o problema chegou a tais proporções que na África do Sul o saco de plástico foi apelidado de flor nacional por Mohammed Valli Moosa, o Ministro do Turismo e Ambiente. Este país introduziu recentemente uma lei que torna ilegal o uso de sacos com menos de 30 micrometros, uma medida destinada a torná-los mais caros e fomentar o reuso.
Em Bangladesh a associação dos sacos de plástico ao entupimento dos esgotos e às cheias obrigou à tomada de medidas extremas, enquanto o país não organiza um sistema de recolhas de lixo eficiente. A manufatura, compra e posse de sacos de polietileno é expressamente proibida por lei e implica multas pesadas e até penas de prisão para os reincidentes. Ser apanhado com um saco de plástico na mão neste país custa cerca de 7,5 € (uma soma astronómica tendo em conta o salário mínimo no Bangladesh) pagos na hora e uma ida à esquadra (delegacia) para cadastro. A iniciativa prejudicou gravemente a indústria do plástico no Bangladesh mas possibilitou oportunidades de negócio para as crianças de rua, que passaram a ganhar a vida a vender sacos artesanais de papel. No estado indiano do Himachal Pradesh adotaram-se medidas semelhantes pelos mesmos motivos e a reincidência na posse destes itens pode valer 1,500 € de multa e pena de prisão até sete anos.
Fonte: Wikipédia

COMO A COLÔMBIA PRESERVA A SUA PARTE DA FLORESTA AMAZÔNICA...


... ESTA, COM CERTEZA, NÃO É A FORMA IDEAL DE PROTEÇÃO DA MATA, MAS, DOS MALES O MENOR...!

14/05/2008 O conflito colombiano, que inflige danos ao país, está paradoxalmente protegendo os 447 mil km² de território amazônico dentro da Colômbia contra ameaças, maiores, de migrações e ambiciosos projetos econômicos."O conflito evita que as pessoas venham (para a Amazônia)", disse à BBC o diretor do braço colombiano da entidade ambientalista Tropenbos Internacional, Carlos Rodríguez. "Quem vai querer entrar na selva no meio da guerra?" Entretanto, na selva ocorrem freqüentes enfrentamentos entre o Exército colombiano e a guerrilha, além de ser onde se localizam 35% das plantações colombianas de coca, que cobrem 90 mil hectares.De um lado, os laboratórios que processam a cocaína na selva utilizam químicos que poluem as fontes de água.De outro, o governo colombiano lança sobre as plantações de coca o herbicida glifosato, que não apenas mata a coca, mas também a flora.Nem mesmo parques nacionais, como La Macarena, escapam da fumigação aérea de glifosato.A medida apenas faz com que as plantações mudem de local, o que ocasiona desmatamento não apenas na Amazônia, mas no resto do país.Desmatamento Estima-se que a cada ano cerca de 2 mil km² de Amazônia Colombiana estejam sujeitas ao desmatamento, embora isto não se deva apenas às plantações de coca. Outro fator é a atividade madeireira.Segundo Darío Fajardo, diretor do instituto estatal de estudos amazônicos, Sinchi, as conseqüências mais visíveis do desmatamento na região é a proliferação das áreas de pastagem na Amazônia.A zona contém 61% dos recursos naturais madeireiros da Colômbia, nos quais a extração de madeira para construção é dificultada pela falta de estradas.Carlos Rodríguez disse à BBC que a Colômbia desenvolveu uma "política progressista para a conservação da floresta tropical" dentro da região amazônica, que, apesar de problemas em sua aplicação, tem protegido a selva.Entretanto, Darío Fajardo diz que descobertas mostram que a madeira é extraída no Peru com licenças especiais emitidas na Colômbia e então contrabandeada e processada na Colômbia.Para Rodríguez, em relação a outros fenômenos, como a mudança climática, e comparado com outros países amazônicos, como o Brasil, a zona colombiana está em uma boa situação."Enquanto no Brasil chove menos, na Colômbia chove mais, e isso permite a melhor conservação dos ecossistemas", afirma.Segundo o instituto Sinchi, estão catalogadas na Amazônia 674 espécies de aves, 1.965 espécies de répteis, 2.121 espécies de mamíferos e 753 espécies de peixes. Desse universo, umas 79 estão ameaçadas.Urbanização Para Fajardo, não há dúvida de que a principal ameaça contra a Amazônia é o aumento da densidade demográfica e a urbanização.Cerca de 1 milhão de habitantes vivem na região amazônica colombiana, um terço do território do país. A Colômbia tem 42 milhões de habitantes."Há uma pressão crescente de povoamento da Amazônia, aonde estão chegando populações deslocadas (pelo conflito) de outras zonas do país", adverte Fajardo.Segundo o instituto Sinchi, o fenômeno ocorre sobretudo nos pequenos municípios e povoados.Entretanto, Carlos Rodríguez considera que, além da migração, a exploração petroleira e a extração de ouro ameaçam a Amazônia colombiana.Ele lamenta que a Colômbia não conte com "políticas públicas claras para a Amazônia, que levem em conta o contexto cultural, ambiental e social local" e que a região seja pensada apenas "em termos de exploração econômica".Proteção O diretor da Tropenbos diz que a Colômbia tem "uma boa legislação e garantias constitucionais" - entretanto "há problemas na aplicação das políticas".A idéia é complementada por Fajardo, que acrescenta que a Amazônia está sendo ameaçada pela expansão da agricultura industrializada, como a da palma africana.Segundo o especialista, o grande problema dos monocultivos na Amazônia é que eles atentam contra a biodiversidade, uma das principais características da zona.Ele lembra que a história da exploração de borracha na Amazônia, no passado, andou de mãos dadas com os conflitos sociais.Ambos os especialistas acrescentam que, apesar de tudo, a porção colombiana da Amazônia - entre 5% e 8% do total amazônico - é a zona que está em melhor situação, em relação a outros países.
Fonte:http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2008/05/14/ult4904u541.jhtm
http://www2.uol.com.br/pagina20/06082004/especial.htm - foto

PRECISAMOS ABANDONAR A TÁTICA TERRORISTA DE QUE "TEM UM INIMIGO QUERENDO SE APROPRIAR DA AMAZÔNIA..."

...QUEM ESTÁ DESTRUINDO A AMAZÔNIA SÃO OS PRÓPRIOS BRASILEIROS GANANCIOSOS E QUE NÃO TÊM RESPEITO POR NADA!
- Preservar a Amazônia, é um dever de todo mundo e principalmente do Brasil, afinal ela está, em sua grande maioria, em território brasileiro!
- Trata-se de um dever de Estado e um ato de consciência ecològicamente correta pelo bem da vida no planeta terra!
- Os "piratas" que assolam este banco de vida do planeta, infelizmente, são brasileiros.
Desmatamento na Amazônia dispara e põe governo em alerta

Por João Domingos e Nelson Francisco, no Estadão:
O presidente convocou reunião de emergência em janeiro de 2008 para tratar do aumento da área desmatada na Amazônia nos últimos cinco meses de 2007. Pelos cálculos da ministra(ex) do Meio Ambiente, Marina Silva, e do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), o desmatamento pode ter atingido cerca de 7 mil quilômetros quadrados no período - o equivalente a cerca de 700 campos de futebol.Um levantamento do Inpe mostrou que, de agosto a dezembro, foram derrubados 3.233 quilômetros quadrados de floresta, dos quais 1.922 quilômetros quadrados em novembro e dezembro, quando normalmente não há desmate por causa das chuvas. É o governo que afirma que pode ser, no entanto, muito maior.O Estado campeão de desmatamento no período analisado é Mato Grosso, com 1.786 quilômetros derrubados. O governador Blairo Maggi (PR) não quis se pronunciar sobre os números. O secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Luiz Henrique Daldegan, disse que os dados preliminares,que apontam o Estado como um dos vilões do desmatamento na região amazônica, refletem a realidade. “Estamos trabalhando em parceria com o Ibama e identificando e punido os responsáveis pelos desmatamentos”, afirmou.“Até hoje o Inpe não tinha detectado desmatamentos dessa magnitude”, disse Gilberto Câmara, diretor-geral do Inpe. “É extremamente preocupante”, emendou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.“O sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que detectou a área de desmatamento de pouco mais de 3.200 quilômetros quadrados, é de prevenção e não tem resolução suficiente para pegar as pequenas áreas. Sempre trabalhamos com uma diferença entre 40% e 60%, o que tem sido confirmado pelo outro sistema, o Prodes (Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia), que faz os registros definitivos”, disse Capobianco.
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19 maio 2008

QUANDO O HOMEM DESTRÓI NOSSOS ANIMAIS I


Em Belconnen, Austrália, 400 cangurus são confinados em acampamento do exército, onde serão abatidos; os animais estariam em área de base militar, mas grupos de defesa alegam que o exército quer 'limpar' a área por conta de especulação imobiliária.

INDONESIAN FOREST FIRES - Faz da Indonésia o 3º país na emissão de gases promotores do efeito estufa - In English




Os picos da poluição Indonesian do monóxido de carbono (alto) coincidem com as fases mornas do EL Niño (fundo) sobre os sete anos passados. O variability inter-anual do monóxido de carbono atmosférico em uma altura de aproximadamente 3 quilômetros (1.9 milhas) foi medido pelas medidas da poluição no instrumento do Troposphere (MOPITT). As condições mornas da fase do EL Niño conduziram a uma redução no rainfall e a um aumento na ocorrência Indonésia excedente do fogo (vermelha). Crédito: NASA/NCAR/University de Toronto
NASA has linked el Niño to the worst fires in Indonesia since the 1997-1998 conflagrations that burned nearly 25 million acres (10 million hectares) of land across the country. El Niño is an ocean-atmosphere phenomenon that causes drier conditions in much of Indonesia. Historically its arrival has been welcomed as time of bounty when mast fruiting of Dipterocarp trees spawn a boom in wildlife activity and bring prosperity to indigenous seed collectors. However in recent years, large-scale land use change in Indonesia, especially on the islands of Borneo and Sumatra, mean that el Niño is increasingly associated with massive forests fires that spread a choking haze and economic concerns across Southeast Asia. While the 2006 el Niño was relatively weak, increased agricultural burning by plantation owners, resulted in massive forest fires across Borneo and Sumatra and some of the highest deforestation rates (more than 30,000 square kilometers or 7.4 million acres) ever recorded in Indonesian. As the forests burned, NASA satellites tracked the smoke spreading from Indonesia into the Indian Ocean during the fall of last year.
The large plume of pollution from Indonesian fires in November 2006 is clearly visible in this global average map of atmospheric carbon monoxide as measured by the Measurements of Pollution in the Troposphere (MOPITT) instrument. High levels of carbon monoxide pollution are shown in pink; lower levels in blue. Credit: NCAR/University of Toronto Peaks of Indonesian carbon monoxide pollution (top) coincide with the warm phases of El Niño (bottom) over the past seven years. The inter-annual variability of atmospheric carbon monoxide at an altitude of about 3 kilometers (1.9 miles) was measured by the Measurements of Pollution in the Troposphere (MOPITT) instrument. The El Niño warm phase conditions led to a reduction in rainfall and an increase in fire occurrence over Indonesia (red). Credit: NASA/NCAR/University of Toronto "Although the current El Niño is rather weak compared to that of 1997-98, we have found dramatic increases in wildfire activity and corresponding pollution." said David Edwards, project leader of the Measurements of Pollution in the Troposphere (MOPITT) instrument aboard NASA's Terra satellite which tracked the pollution caused by the wildfires. Edwards and him team identified a distinct spike in carbon monoxide levels across much of the region. Carbon monoxide produces smog and can cause detrimental health affects. "MOPITT is an especially valuable tool because it monitors carbon monoxide, a good indicator of pollution from combustion that remains in the atmosphere for several weeks, often traveling vast distances," explained Edwards. "Fires also produce large relative changes in atmospheric carbon monoxide levels that are detected quite well by satellites, so that we can easily assess the impact of fires on air quality and pollution levels." Beyond the release of carbon monoxide, Indonesian forest fires produce large amounts of carbon dioxide, thus causing long term climate impact. By some estimates burning in Indonesia can contribute up to 2 billion tons of carbon dioxide to the atmosphere in peak years, making Indonesia the third largest greenhouse gas polluter, despite having only the world's 22nd largest economy. More information Borneo, a look into a disappearing world. Borneo, the third largest island in the world, was once covered with dense rainforests. With swampy coastal areas fringed with mangrove forests and a mountainous interior, much of the terrain was virtually impassable and unexplored. Headhunters ruled the remote parts of the island until a century ago. In the 1980 and 1990 Borneo underwent a remarkable transition. Its forests were leveled at a rate unparallel in human history. Borneo's rainforests went to industrialized countries like Japan and the United States in the form of garden furniture, paper pulp and chopsticks. Initially most of the timber was taken from the Malaysian part of the island in the northern states of Sabah and Sarawak. Later forests in the southern part of Borneo, an area belonging to Indonesia and known as Kalimantan, became the primary source for tropical timber. Today the forests of Borneo are but a shadow of those of legend and those that remain are highly threatened by the emerging biofuels market, specifically, oil palm. Forest fires result from government failure in Indonesia. Indonesia is burning again. Smoke from fires set for land-clearing in South Kalimantan (Borneo) and Sumatra are causing pollution levels to climb in Singapore, Kuala Lumpur, and Bangkok, resulting in mounting haze-related health problems, traffic accidents, and associated economic costs. The country's neighbors are again clamoring for action but ultimately the fires will burn until they are extinguished by seasonal rains in coming months.


Fontes:NASA and mongabay.com.

A ENORME IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DAS AVES





Como todos os animais, as aves também são imprescindíveis para o equilíbrio do meio ambiente. As aves estão, de forma evolutiva, situadas entre os répteis e os mamíferos e compreendem uma classe numerosa de espécies, divididas em dois subgrupos: as que possuem a capacidade de voar e as que não possuem. Em termos evolucionários as aves se diferem dos répteis pois conseguem controlar a temperatura do corpo, como os mamíferos, ou seja, são homeotérmicos, o que lhes proporciona maior adaptação aos mais diversos ambientes, e por conseqüência uma larga abrangência geográfica.
Parte da avifauna depende de florestas nativas bem preservadas para subsistir, por outro lado, a fragmentação destas áreas através do desmatamento, além de diminuir consideravelmente as populações de espécies de plantas e animais, pode provocar o isolamento de espécies. Desta forma, se faz necessária à preservação das áreas remanescentes da mata Atlântica, que é um dos sete ecossistemas mais ricos e ameaçados do planeta, para a sobrevivência das espécies endêmicas (ou seja, aquelas que são encontradas somente na Mata Atlântica).
Em um estudo realizado demonstrou-se que a diminuição das florestas primárias (isto é, florestas que não sofreram muita intervenção humana) tem contribuído significativamente para o declínio das populações de aves, sendo que das 174 espécies endêmicas de aves encontradas no Brasil, 44 (25,29% das espécies do Brasil) são endêmicas do estado de Santa Catarina e 20,69% das espécies endêmicas do Brasil) são endêmicas da Mata Atlântica remanescente neste estado. Cerca de 60% das espécies de animais ameaçadas de extinção no Brasil estão restritas aos 8% remanescentes deste importantíssimo ecossistema, confirmando a necessidade urgente de preservação destas áreas, bem como de todas áreas preservadas de florestas, para garantirmos uma maior biodiversidade no futuro.
Como todos os animais, as aves são extremamente importantes para o equilíbrio do meio ambiente, dentre as funções mais importantes das aves citamos as listadas a seguir:
No controle biológico de espécies:


- as aves são importantes consumidoras de insetos, juntamente com os répteis e anfíbios, desta forma, portanto, a sua preservação é benéfica no controle de pragas prejudiciais à agricultura e pastagens, representando significativa diminuição nos gastos do agricultor, pois reduz a compra de defensivos agrícolas e minimiza também a aplicação destas substâncias tóxicas no ecossistema, onde podem se acumular trazendo grandes prejuízos à cadeia biológica, da qual faz parte também o homem. Como exemplos de aves consumidoras de insetos podemos citar: andorinhas, andorinhões, papa-moscas, curiangos, bacuraus, corujas que capturam durante o vôo; o pica-pau que se alimenta de insetos em trocos de árvores, como as formigas e cupins; o anu preto e a garça vaqueira que acompanham bovinos no pasto e capturando insetos por eles afugentados; o anu branco é um excelente predador de lagartas que atacam pessegueiros e laranjeiras; sabiás e saíras auxiliam na captura de pequenos insetos encontrados no chão ou próximo aos frutos; o carcará é um dos principais predadores de lagartas dos milharais; o gavião carrapateiro, que como diz o nome é excelente predador de carrapatos encontrados nos bovinos, da mesma forma, a garça carrapateira; gaviões, corujas e seriemas podem ser citados ainda como consumidores de roedores e cobras, efetuando desta forma controle biológico das populações destes animais; as aves também controlam as populações de outros animais peçonhentos como: escorpiões, lacraias, aranhas e vespas; e podem ser citadas ainda como consumidores de insetos: perdiz, suiriri, tesourinha, papa formigas, etc. Cita-se ainda a importância das aves no controle de moluscos como o gavião caramujeiro, a curiaca e o carão que se alimentam destes animais que podem inclusive causar doenças ao homem, como a esquistossomose, ou ainda destruir plantas e jardins.
Como bioindicadoras das condições ambientais: como as aves são muito sensíveis as mudanças ocorridas no meio ambiente, elas podem nos indicar quando uma área está preservada como devia estar ou não. Por exemplo, as aves consumidoras de peixes como biguás, garças e a águia pescadora, que podem nos indicar a contaminação de um rio por mercúrio, pois este poluente se acumula em longo prazo e pode causar danos a avifauna ribeirinha. O derramamento de petróleo no oceano pode matar centenas e milhares de aves, peixes, plantas, bem como diversos outros animais, logo a presença de aves migratórias em determinada área, indica a existência de um local preservado.
Na polinização de flores: além do beija-flor, um grande número de aves se alimenta de néctar das flores, introduzindo o seu bico de flor em flor. Desta forma estas aves carregam o pólen, no bico ou na plumagem, de uma flor para outra, fertilizando as flores que são da mesma espécie, auxiliando assim na reprodução desta. Constata-se também que desta maneira plantas que não conseguiriam cruzar-se devido à distância que se encontram uma das outras, o consigam devido à ação destas aves, o que causa uma maior variabilidade genética entre as plantas, tornando-as mais resistentes a doenças e variações climáticas, evitando desta forma a extinção das mesmas. Já foi observado que algumas plantas somente existem até hoje, em função da colaboração destas aves. Por outro lado também foi observada a extinção de certas espécies de plantas, depois que certas espécies de aves polinizadores desapareceram de determinados locais, destacando enfim a importância da preservação destes animais. Algumas espécies importantes na polinização de plantas: beija-flor, cambacica, besourinho-de-bico-vermelho, tesourão, etc.
Na dispersão de sementes: assim como algumas espécies são importantes para a polinização, outras são importantes na dispersão de sementes, pois um grande número de aves alimenta-se de frutos e sementes de diversas espécies de plantas, garantindo desta forma a importantíssima propagação destas espécies, especialmente das arvores frutíferas. Estas aves podem carregar as sementes e depois eliminá-las através das fezes ou da regurgitação, ou ainda podem levar as sementes grudadas em seu corpo. Existem certas espécies de plantas em que a passagem da semente se faz obrigatória no aparelho digestivo de determinadas espécies de aves, pois somente assim a dormência desta semente será quebrada, e ela estará em condições de germinar ao chegar ao solo, como por exemplo a semente da erva-mate, que somente germina se for escarificada no poderoso trato digestivo de certas espécies de pássaros. Outro exemplo de dispersão de sementes que pode ser observado, é o caso da gralha-azul, do sul do país, que leva no bico o pinhão da araucária e pode deixá-lo cair acidentalmente, disseminando então esta espécie, que teve sua área drasticamente reduzida pela ação humana. Entre as aves mais comuns na dispersão de sementes citamos: jacu, araquã, sabiá, sanhaço, tucano, sabiá-preto, trinca-ferro, gaturamo, gralha, araponga, tangará-dançador e inúmeros outros.
Na reciclagem do lixo biológico deixado pelo homem: as aves colaboram com a limpeza pública do lixo biológico deixado nas imediações das cidades, como restos de animais mortos que acabam sendo consumidos e tendo a sua matéria reciclada pelos urubus, ou então pelos restos de alimentos deixados pelo homem que são reciclados pelos pardais. Além destes podemos citar o gavião e o carcará, que auxiliam e poupam o trabalho do homem contribuindo para o saneamento público.
Fornecendo adubo orgânico: as fezes das aves além estarem dispersando sementes, também podem estar fornecendo adubo orgânico, que por sua vez contribui para a diminuição da utilização irracional de adubos químicos e proteção do ecossistema. Em alguns locais, onde ocorrem grandes concentrações de aves, existem coletas planejadas e sistemáticas das fezes, que levam em consideração a proteção do abrigo das aves e de seus hábitos de reprodução, evitando o impacto à estas comunidades, mas também se beneficiando da utilização deste adubo orgânico e natural em suas culturas.
As aves também nos encantam com seu melodioso e gracioso canto, nos encantam e fascinam com as suas plumagens coloridas e brilhantes, porte e beleza; nos transmitem a sensação de harmonia, paz e tranqüilidade, nos proporcionam inspiração para musicas, poemas, pinturas, fotografias e até filmes.
Devemos levar em consideração ainda a importância das aves migratórias, principalmente as de habitat costeiro, no controle biológico de espécies e a participação em diferentes cadeias alimentares, ao habitar temporariamente diferentes ecossistemas. Destaca-se também a importância que várias espécies de beija-flor têm na polinização e controle de doenças, pois são os principais predadores de mosquitos transmissores de doenças como a filariose, febre amarela, malária e leishmaniose; e por existirem algumas espécies de plantas que são polinizadas exclusivamente por estas espécies.
Após tantos motivos, evidencia-se a necessidade urgente de preservação dessa enorme diversidade de espécies, todas importantíssimas ao meio ambiente e ao homem, e para isso devermos proteger o que sobrou do hábitat das espécies: as áreas remanescentes de vegetação primária ou regenerada, campos naturais, lagoas, rios e banhados.


A biodiversidade é nossa maior riqueza nacional e mundial e nos presta um importante serviço, nunca contabilizado pelos degradadores.


Temos o dever de proteger e assegurar a riqueza de nosso patrimônio natural para as gerações futuras.
Fonte: http://www.ra-bugio.org.br/aves_introducao.php - (por Gustavo Quadros)