22 maio 2008

A FOME E O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS PELO MUNDO


Todos os dias presenciamos abusos, desrespeitos e falta de cuidados no manuseio e utilização de alimentos.
São supermercados, quitandas, feiras e outros estabelecimentos que comercializam alimentos, que perdem, toneladas de frutas, verduras e outros produtos alimentícios, através da manipulação equivocada ou descuidada de embalagens, mal embaladas ou violadas. São consumidores que abusam, espremendo as frutas ou jogando-as de forma violenta, bem como empregados responsáveis pelo setor, que não têm o devido cuidado no transporte ou manuseio das mesmas, fazendo com que estas se percam, apodrecendo extemporâneamente. Alguns estabelecimentos comerciais, utilizam de meios de comercialização que visam a colocação destes produtos aos consumidores, através de pacotes, com preços atrativos, esta é uma forma de evitar a total perda dos mesmos. Ainda assim, se perde muito.
Temos, também, o caso do desperdício em bares, lanchonetes, cafés e restaurantes, onde as sobras de comida, são despejadas no lixo. Há que se ter o cuidado em reaproveitá-los, desde que preservada a qualidade e higiene na manipulação dos mesmos. Toneladas de comida, são transformadas em lixo, todos os dias em todos os lugares do mundo.
Há ainda, o caso do desperdício doméstico, onde donas de casa, empregadas e outros, não têm o cuidado em reaproveitar as sobras de comida ou o aproveitamento total dos ingredientes, tais quais, frutas, verduras e legumes.
Sinto que no Brasil este caso é altamente alarmante, uma vez que o brasileiro é muito esbanjador, afinal, o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do planeta.

O Brasil é campeão mundial em desperdício de alimentos. Todo ano, joga na lata de lixo o equivalente a 12 bilhões de reais em comida, quantidade suficiente para sustentar 30 milhões de pessoas. Dos 43,8 milhões de toneladas anuais de lixo geradas no país, 26,3 milhões são de comida. O esban-jamento começa no plantio e se repete na colheita, no transporte, na armazenagem, em supermercados, feiras, restaurantes, despensas e cozinhas. Muitas vezes não percebemos mas, todos os dias, deixamos de consumir uma quantidade considerável de vitaminas presentes nos alimentos. Casca de ovo, sementes de abóbora, etc. Inúmeros são os exemplos de “restos” de alimentos de alto teor vitamínico que, na preparação de refeições, acabam indo parar na lata de lixo. Para termos uma idéia do que costumamos perder, apenas 100 gramas de rama de cenoura têm 25,5 mg de ferro e essa quantidade é o dobro da necessidade diária de ferro para um adulto. Essa parte da cenoura, além de ajudar na conservação do legume, pode ser usada posteriormente na preparação de arroz ou saladas.
RECEITAS PARA REAPROVEITAR ALIMENTOS OU APROVEITÁ-LOS NO TODO
Pó de Casca de Ovo
Separe a casca, ferva por cinco minutos e seque ao sol. Bata no liquidificador e depois passe por um pano fino. Deve ficar como pó. Utilize uma colherinha nos refogados, sopas, arroz, feijão, molhos, etc.. O pó de casca de ovo é riquíssimo em cálcio, nutriente importante para o crescimento e prevenção da osteoporose, na gravidez e amamentação.

Talos de Agrião
Faça bolinhos ou refogados com carne moída.
Folhas de Brócolis ao Forno
600 g de folhas de brócolis (1 pé)
2 ovos batidos2 colheres (sopa) de margarina
¼ xícara (chá) de farinha de rosca
2 colheres (sopa) de queijo raladosal à gosto
Cozinhe um pouco as folhas de brócolis com sal e escorra. Misture a farinha de rosca com a margarina derretida e junte todos os outros ingredientes, menos o queijo ralado que deve ser salpicado por cima. Asse em forno moderado por 30 à 40 minutos.

Cascas de Goiaba
Lave-as bem e bata-as no liqüidificador com água. Adoce à gosto.

Cascas da Maçã
Utilize-as no preparo de sucos e chás.
Doce de Casca de MaracujáLave 6 maracujás, descasque-os deixando toda a parte branca e dura com água. Deixe de molho de um dia para outro. Escorra, coloque em uma panela com 2 xícaras de açúcar e 3 xícaras de água. Deixe apurar. Se desejar acrescente canela.
Folhas de Couve-flor
Prepare sopas com folhas desta hortaliça.
Bolinhos de Folhas de Beterraba
1 copo de talos e folhas lavadas e picadas
2 ovos5 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de água
Cebola picada
Sal à gosto
Óleo para fritar
Bata bem os ovos e misture os outros ingredientes. Frite os bolinhos em óleo quente e escorra em papel absorvente.
Folhas de UvaPodem ser enroladas com carne moída e servidas com molho de tomate.
Folhas de Figo
Pode-se utilizá-las no preparo de licores, chás ou xaropes.
Doce de Casca de Banana
5 copos de cascas de banana nanica, bem lavadas e picadas
2 1/2 copos de açúcar.
Cozinhe as cascas, em pouca água, até amolecerem. Retire do fogo, escorra, reserve o caldo do cozimento e deixe esfriar. Bata as cascas e o caldo no liqüidificador e passe por peneira grossa. Junte o açúcar e leve novamente ao fogo lento. Mexendo sempre, até o doce desprender do fundo da panela.
Aperitivo de Cascas de Batata
Cascas de batata óleo e sal. Lave as cascas e frite-as em óleo quente, até ficarem douradas e sequinhas. Tempere à gosto.
Pó de Folha de MandiocaA folha de mandioca é rica em vitaminas e ferro. Seque as folhas de mandioca na sombra e depois bata no liqüidificador. Use uma pitada de sal ao preparar um prato.

Molho de Cascas de Berinjela para Massas
2 dentes de alho picados
3 colheres (sopa) de óleo
2 copos de cascas de berinjelas cortadas em tiras de 1 cm de largura.
1 1/2 copo de água
Sal e pimenta do reino à gosto
1 colher (chá) de orégano
4 tomates sem pele e sem sementes ou 6 colheres (sopa) de polpa de tomate. Doure o alho no óleo. Junte as cascas de berinjelas e refogue por 5 minutos. Junte a água, o sal, a pimenta do reino, o orégano e os tomates. Cozinhe por uns 5 minutos até engrossar ligeiramente. Dá para meio pacote da massa de sua preferência.

Bolinho de Talo de Brócolis
2 xícaras (chá) de talos de brócolis cozido
2 ovos1 cebola média picadaSal à gosto
6 colheres (sopa) de farinha de trigo
Óleo para fritar.
Bata no liqüidificador os talos cozidos juntamente com os ovos. Retire e misture os ingredientes restantes. Frite as colheradas em óleo quente.

Rama de Cenoura
Com o ramo de cenoura, experimente preparar bolinhos, sopas, refogados e enriquecer tortas e suflês .

Ramas de Cenoura Crocantes
1 xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de óleoSal a gosto
30 raminhos de folhas de cenoura
Óleo para fritar
Misture a farinha com o óleo, o sal e 1/2 xícara de água. Passe ligeiramente os raminhos na massa sem cobrí-los totalmente e frite no óleo quente.

Doce de Casca de Melancia
Cascas de 1/2 melancia1/2 kg. de açúcar
Cravo à gosto
Canela em pau à gosto
Remova a parte verde da casca, passe a polpa branca pelo ralador grosso e reserve. Misture o açúcar com 1/2 copo de água, junte cravo, canela e faça uma calda deixando ferver por 10 minutos .

Patê de Talos de Legumes
2 colheres de talos de beterraba e de espinafre
1 copo de ricota ou maioneseSal e pimenta à gosto. Bata tudo no liqüidificador. Sirva gelado.

Pudim de Casca de Goiaba
1 copo de suco de casca de goiaba
1 copo de água
2 colheres bem cheias de maisena
3 colheres bem cheias de açúcar. Dissolva a maisena, junte os demais ingredientes e misture bem. Leve ao fogo mexendo sempre até engrossar. Despeje em forma umedecida e leve à geladeira.

Geléia de Casca de Abacaxi
Cascas de um abacaxi
4 copos de água
Açúcar, o quanto baste
3 colheres bem cheias de maisena. Lave com uma escovinha as cascas do abacaxi. Bata as cascas junto com a água no liqüidificador. Passe por uma peneira. Junte o açúcar e a maisena dissolvida. Leve ao fogo e deixe cozinhar bem. Despeje em pirex previamente umedecido. Sirva gelado.A receita abaixo foi extraída do livro "Diga não ao desperdício" - Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo.

Doce de Casca de Abacaxi com Côco
Casca de 1 abacaxi picada
2 xícaras (chá) de açúcar1 pacote de 100g de côco ralado
1 colher (sopa) de margarina
Descasque 1 abacaxi, lave a casca e ferva com um pouco de água.Bata a mistura no liquidificador e coe. A parte que ficou na peneira leve ao fogo em uma panela e acrescente o açúcar, o côco, a margarina e o cravo, se quiser.Mexa sempre até desprender do fundo da panela. Dá 16 porções.


21 maio 2008

ADUBAÇÃO VERDE - UMA VARIAÇÃO NATURAL PARA CONTRIBUIR COM A SAÚDE DO ECOSSISTEMA GLOBAL


Fotos: Feijão de porco-Canavalia ensiformes-(1)Boa produção de matéria orgânica ; Leucena-Leucaena leucocephala-Fixação de 360 a 400 kg/ha/ano de N2 (2)

Em meados da década de 80 li uma matéria da Revista Globo Rural, que abordava a qualidade de vida da terra no Japão: - Os produtores japoneses estavam extremamente preocupados, pois a terra estava sem vida (estava morta e exalava mau-cheiro), não havia microorganismos e as plantas não vingavam - após análises e estudos, concluíram que o problema advinha das técnicas de adubação intensiva - com grande utilização de adubos químicos por longo período, ou seja, não havia cuidado no manejo, acreditavam que para o solo produzir, bastava misturar adubos químicos e pronto. E a estória não é bem assim. Estes produtores, não tiveram outra alternativa, que não reavivar o solo através da adubação orgânica - ela se faz pela integração ao solo de produtos orgânicos, tais como: folhas, palhas, estrumes de animais e restos de cultivos. Eles aplicaram as novas técnicas e tempos depois a terra estava renascendo através do aparecimento dos microorganismos, tão necessários para sua qualidade de vida - minhocas e outras bactérias voltaram, as quais desempenham um papel maravilhoso de aeração (oxigenação), por onde o ar, a água e os nutrientes penetram, agregando qualidade e tornando o solo fértil.

ADUBAÇÃO VERDE: COMO CONTRIBUIR PARA A SAÚDE DA HORTA, DO HOMEM E AINDA OBTER LUCRO.
Por: Marcelo Tadeu Sampaio ( Aluno de Agronomia/UFLA) /Wilson Roberto Maluf ( Professor titular do Departamento de Agricultura)

A adubação verde é utilizada pelos agricultores há mais de mil anos, em distintas regiões do mundo, para melhorar as propriedades físicas , químicas e biológicas dos solos agricultados, muito antes, pois, do advento da adubação química. A eficiência da adubação verde é comprovada também no controle de nematóides, quando se utilizam leguminosas específicas, problema para o qual os produtos químicos, além de caros, não apresentam resultados satisfatórios.
O adubo verde promove ainda a reciclagem de nutrientes de camadas profundas do solo para a superfície, em formas assimiláveis pelas plantas cultivadas, quando utilizadas espécies com sistema radicular profundo. Alguns estudos indicam que, por essa característica, tal prática promove o rompimento das camadas de compactação sub-superficiais do solo resultantes da mecanização (pé-de-grade), o que melhor explorado poderia se constituir em uma excelente alternativa aos atuais métodos mecânicos de subsolagem, de elevado custo e consumo energético.
Mas onde talvez resida seu maior potencial é na capacidade de substituir parcialmente os fertilizantes nitrogenados derivados do petróleo, através da fixação biológica do Nitrogênio efetuada pelas leguminosas , via atuação do Rhizobium, bactéria que age em simbiose com as plantas fixadoras de nitrogênio no solo, auxiliando-as nesta tarefa.
Dados de pesquisas dão conta que as leguminosas, quando cultivadas em condições favoráveis, fixam facilmente 60 a 100 Kg/ha/ano de Nitrogênio, havendo casos excepcionais em que tais valores atingem 360 a 400 Kg/ha/ano. (exemplo: Leucena).
No caso brasileiro, as pesquisas com adubação verde tiveram continuidade até meados dos anos 60, quando as preocupações passaram a se concentrar na viabilização do modelo industrial químico-mecânico, e as práticas biológico-vegetativas foram relegadas a um segundo plano, além do fato de ser vista com alguma reserva pelos agricultores, pois as tecnologias disponíveis exigiam que se perdesse uma safra agrícola (ano) para se proceder o seu cultivo. Estudos recentes, no entanto, demonstraram que é perfeitamente viável se proceder a adubação verde nos períodos de entre-safra (fevereiro/março a julho/agosto) na região centro-sul , ou ainda como planta companheira (plantada nas entrelinhas da cultura), superando-se assim este inconveniente.
Além destas características a adubação verde contribui para controle de:
Ervas daninhas ¾ A adubação verde pode contribuir para o controle de ervas daninhas, não só pelo grande volume de massa verde e palha (cobertura morta), (que impedem a passagem de luz que é essencial para a germinação da erva daninha), como também por alelopatia (ou seja, liberando substâncias pelas raízes que inibem a germinação das ervas).
UFLA - Universidade Federal de Lavras - Lavras(MG)
Legislação Federal de Agrotóxicos
A Norma Regulamentadora
Rural - NRR5 - Produtos Químicos trata dos seguintes produtos químicos utilizados no trabalho rural: agrotóxicos e afins, fertilizantes e corretivos.
O site da Associação Nacional dos Defensivos Agrícolas - ANDEF transcreve na íntegra o Dec. Nº 4.074, de 04/01/02, que trata do assunto.
As pessoas físicas e jurídicas que sejam prestadoras de serviços na aplicação de agrotóxicos, seus componentes e afins, ou que os produzam, importem, etc. estão sujeitas à LEI N 7.802, de 11/07/1989, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.

OS AGROTÓXICOS E SEUS EFEITOS DEVASTADORES PARA O ECOSSISTEMA GLOBAL




Holocausto na roça - Danos e crimes ambientais - Consentido
Abril de 2007 - No mínimo, é estarrecedor o estado de morbidez em que se encontra o nosso meio ambiente nas zonas agrícolas das Regiões Sudeste e Sul do País. Com o avanço e o emprego de novas tecnologias agrícolas, sementes geneticamente modificadas, máquinas e produtos agrotóxicos (herbicidas, pesticidas, acaricidas, formicidas etc), nossa agricultura e também a pecuária, tem se beneficiado com grande acréscimo de produtividade e lucratividade, sob o manto beneplácido das autoridades ambientais (Federais, Estaduais e Municipais) e entidades de registro profissional. Entretanto, estudos no campo da medicina ocupacional, da genética, da hidrologia apontam para um meio ambiente onde o homem, fauna e flora convivem com a contaminação e a degradação alarmantes.Vivemos sobre o aqüífero guarani, maior reservatório de água potável subterrâneo do mundo(abrange os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além parte do Paraguai, Argentina e Uruguai), onde se concentra também, a maior produção agrícola do país (arroz, soja, milho, cana-de-açúcar, algodão), que, por sua vez, utiliza quase 80% dos agrotóxicos consumidos. (No Brasil em 2005 foram consumidas 250 milhões de kg com o valor aproximado de US$ 2,5 bilhões - Fonte do Sindicato da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola). Pesquisadores da EMBRAPA já detectaram no ano de 2000, em determinadas áreas agrícolas sobre o aqüífero guarani, que as águas do subsolo estão contaminadas com um tipo de defensivo de nome atrazina, no limite de 80% do estabelecido para consumo humano. Além disso, deveremos considerar que a contaminação, além do solo e sub-solo (minhocas e microorganismos (bactérias e germes) e da fauna (pássaros, insetos e mamíferos), existe a contaminação nas águas superficiais de açudes, lagoas, arroios e de rios, onde por sua vez, a população e a vegetação aquática também é contaminada.No campo de medicina ocupacional, vemos a crescente contaminação de agricultores por agrotóxicos, por contato direto ou indireto através de resíduos ou alimentos contaminados. Homens, mulheres e crianças que vivem o dia-a-dia da agricultura contaminam-se sem ter consciência e sem saber que estão sendo contaminados. Quando os sintomas chegam, verificam-se quadros de doenças neurológicas (debilidade motora e fraqueza corporal), diminuição da atividade visual, do sistema respiratório, cardiovascular, gastrointestinais, de depressão, de aberrações cromossômicas e mutação genética, tudo cientificamente comprovado por estudos da Fundação Fio Cruz em Regiões do Rio de Janeiro, Fio Cruz/Fac. de Ciências Farmacêuticas da USP/Dep. Biologia Celular e Genética da UERJ na região canavieira de São Paulo, e pelo Núcleo de Saúde do Trabalhador - Medicina Social da Universidade de Pelotas em Região da Serra Gaúcha (Municípios de Antonio Prado e Ipê). Pasmem, todos os agrotóxicos produzidos e comercializados tem (des)autorização e o beneplácito do Ministério da. Agricultura, da ANVISA, Ministério do Meio Ambiente, da Fepam, deveriam ser e à vezes são, prescritos por Engenheiros Agrônomos, e estes fiscalizados pelo CREA.Onde estão os estudos de impacto ambiental das plantações que recebem agrotóxicos, contaminando o solo, o sub-solo, o lençol freático, açudes, lagos e rios? Como se manifesta o MP federal e o estadual, guardiões de diretos difusos, dentre eles, o que estabelece o caput do art. 225 da Constituição Federal- "Todos tem o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se o Ministério Público e à coletividade o dever de defende-lo e preserva-lo para as presentes e futuras gerações." Assim como os demais parágrados e incisos do mesmo artigo citado?A nossa fauna e flora nas zonas agrícolas ou já foi destruída pelos agrotóxicos, ou está contaminada, pois o controle que existe (?) é ineficiente e relapso, e, também, porque o lucro fácil auferido e o poder econômico da indústria de agrotóxicos e sua cadeia de distribuição, se sobrepõe ao interesse coletivo.Uma das atividades mais perniciosa e de risco na agricultura, é aplicação de agrotóxicos pela aviação agrícola, pois, ao fazer a pulverização deposita defensivos (agressivo) agrícolas altamente tóxicos, combinados com produtos de grande poder de aderência nas plantas, atingindo também aves e animais, potencializando o tempo de intoxicação, levando-os à morte em números alarmantes. A mortandade de peixes verificada no desastre ambiental do rio dos Sinos é uma pequena amostra, se somarmos os desastres que ocorrem nas milhares de propriedades agrícolas utilitárias de produtos agrotóxicos, após cada safra agrícola, e diga-se de passagem, todos devidamente registrados e classificados pela própria FEPAM como altamente tóxicos e de grande periculosidade para o meio ambiente.
O que a FEPAM e o IBAMA tem a dizer?
Porque registram, autorizam e deixam contaminar o meio ambiente?
Ou somente fiscalizam a caça e a pesca predatória, resíduos industriais e da atividade agropecuária?
Imaginem o absurdo da legislação! A indústria de agrotóxicos produz, lucra milhões de dólares, contamina o meio ambiente, e os trabalhadores rurais, é que são responsabilizados criminalmente se mantiverem as embalagens utilizadas, armazenadas inadequadamente. Ora, quem produz o produto tóxico é quem deveria acompanhar todo o processo de aplicação e recuperação das embalagens, e responder pelos crimes ambientais. O agricultor, além de passar a viver em ambiente contaminado, e contaminar-se, responde criminalmente. Claro! Alguém tem que pagar o "pato". Pato esse, que também pode estar contaminado!!!A contaminação por pesticidas e outras substâncias químicas industriais, podem atuar como estrogênio no corpo humano e animais, revelado por estudo de um laboratório sueco, que será publicado no mês de maio próximo, na revista científica americana "Environmental Toxicology and Chemistry", que rãs do sexo masculino transformam-se em rãs do sexo feminino, colocando em risco de extinção cerca de um terço das rãs vivas no mundo.Noticia-se agora na imprensa, a mortandade de abelhas em número assustador, nos Estados Unidos e Alemanha, onde especialistas não encontram explicação para tamanho desastre. Talvez saibam, mas não querem afirmar, o que estudos na Alemanha já detectaram a mais de 5 anos, da possibilidade de determinados tipos de Milho geneticamente modificados, T25 e MON810, onde foram introduzidos em seus genes, uma enzima (Bt) altamente tóxica para insetos. Por essa razão, já Hungria e Grécia, esta última grande produtora e exportadora de mel, proibiram a comercialização e a plantação de sementes de milho geneticamente modificadas, pois, além dos problemas de liberação tóxica, estão polinizando e alterando as plantações de milho nativo. Agricultores na Espanha que produzem milho nativo, com certificação de produtos livre de contaminação genética, estão sendo prejudicados e contabilizando altíssimos prejuízos, perdendo suas safras por estarem contaminadas.
E, nós o que estamos fazendo no Estado e no Brasil?
Nada.
Ou melhor, o Congresso Nacional dá mais poderes ilimitados à CTNbio e ao governo para dispor do meio ambiente.Empresas produtoras de defensivos (ou seria agressivos) agrícolas e de produtos geneticamente modifiados ou transgênicos, lançam mão de técnicas de comunicação de massa cada vez mais sofisticados, apoiados no "fetiche" da ciência como solução para todos os problemas humanos. Ao invés de ser um instrumento para a busca da verdade, a ciência é usada como legitimadora e arauto da verdade. Sobre essa busca pela "verdade", Focault escreve que "o importante, creio, é que a verdade não existe fora do poder ou sem poder. A verdade é deste mundo, ela é produzida nela graças a múltiplas coerções, e nele produz efeitos regulamentados de poder". A mentira por tantas vezes repetida, a cabo de um tempo, passa a ser verdade.



Por loby e pressão das multinacionais estão aprovando de forma irresponsável e sem nenhum estudo de impacto ambiental mediato e futuro, o plantio e comercialização de produtos geneticamente modificados.



O assunto pautado "do momento " é o aquecimento global, a contaminação da atmofesra e as alterações climáticas. Mas a contaminação do nosso solo e subsolo, dos recursos hídricos (a água que bebemos e matamos a sede), da fauna e flora e dos alimentos que é consumido pela população, produzindo resultados desastrosos na saúde da população, com o conseqüente acréscimo nos gastos do sistema de saúde pública, a dizimação e/ou redução de espécies da flora e fauna, contaminação e alterações genéticas de plantas nativas, animais e do homem, estão emoldurando o cenário do HOLOCAUSTO NA ROÇA.
Por FABIO CAMPOS- ADVOGADOABRIL/2007e-mail: fabiocamposadvogado@uol.com.br

A ISLÂNDIA E O CARRO IDEAL MOVIDO A HIDROGÊNIO



Islândia lidera tecnologia de hidrogênio combustível
30 janeiro 2006- Portal CONPET - A Islândia caminha a largos passos para ser o primeiro país do mundo a substituir os combustíveis fósseis pelo hidrogênio. O plano, traçado há cerca de três décadas, começou a se tornar realidade a partir de 1999, com o início dos trabalhos da Nova Energia Islandesa - INE, um consórcio de empresas que visa impulsionar a tecnologia do hidrogênio no país. Os planos da INE são de longo prazo: estima-se que serão necessários 40 anos até que a tecnologia esteja completamente implementada no país. No entanto desde 2003 circulam no país ônibus movidos a hidrogênio e, até o final de 2006, a INE espera introduzir os primeiros carros alimentados com este combustível nas ruas. Suas três fundadoras, Shell, DaimlerChrysler e e a companhia de energia e metais Norsk Hydro, se uniram ao governo irlandês, universidade e instituições de pesquisa para formar um consórcio único no mundo. O know-how de cada uma das corporações é fundamental para as pesquisas: a Shell contribui com sua experiência na distribuição de combustíveis, a DaimlerChrysler com seu conhecimento na fabricação de veículos e a Norsk Hydro a tecnologia de produção do hidrogênio. O objetivo irlandês de se tornar o país pioneiro no uso do hidrogênio como combustível se divide em três etapas. Num primeiro momento, a idéia é converter os ônibus do país. Em seguida, os automóveis particulares. A terceira e mais importante etapa é converter a frota pesqueira ao hidrogênio. A indústria pesqueira é uma das maiores fontes de renda do país: seus subprodutos constituem 62% das exportações. Devido ao alto consumo de petróleo da frota pesqueira, o consumo per capita de combustível islandês é muito mais alto que o de outros países europeus. O projeto islandês tem se desenrolado se grandes problemas. “Até o momento o projeto está indo extremamente bem”, diz Jon Bjorn Skulason, líder da INE. único desafio significativo até hoje ocorreu quando um tubo no posto de abastecimento de hidrogênio dos ônibus, localizado na capital Reykjavik, se rompeu demandando um pequeno reprojeto.

Desafios:

O maior desafio é o alto custo da tecnologia. Um ônibus movido a hidrogênio é entre oito e dez vezes mais caro do que um tradicional, movido a diesel. O hidrogênio também apresenta custo elevado de produção. A tendência dos custos é diminuir ao longo do tempo, com a produção em série dos veículos. Outra dificuldade é a limitação do tempo de rodagem do veículo a hidrogênio: enquanto um tanque de combustível de ônibus a diesel tem combustível suficiente para rodar entre 18 e 20 horas diárias, o coletivo a hidrogênio tem capacidade de armazenação de combustível para no máximo 12 horas ao dia. O problema está sendo resolvido com o desenvolvimento pela Daimler Chrysler de uma bateria que acumula as sobras de energia desperdiçadas durante seu funcionamento, que poderá ser ligada quando o combustível terminar.


AS 3 NOVAS USINAS HIDRELÉTRICAS PROJETADAS PARA A AMAZÔNIA


Terça-feira, 18 de Março de 2008

Solução ambiental para usinas da Amazônia é criticada por técnicos
Leonardo GoyApontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a "fio d?água", que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água.Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca.A técnica do "fio d?água" começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau). O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas.A usina de Jirau, por exemplo - que vai a leilão em maio - inundará uma área de 258 quilômetros quadrados e terá um potencial de geração de 3.300 megawatts (MW). Isso significa que vai alagar 0,08 quilômetros quadrados para cada MW. A média nacional das usinas existentes - que em sua maioria têm grandes represas - é de 0,52 quilômetros quadrados por MW."Sem reservatório, a usina hidrelétrica deixa de ter uma das principais vantagens dela, que é o armazenamento de água. Na época da seca, essas novas usinas praticamente não vão gerar. E aí, o que vamos fazer, pedir mais gás para a Bolívia?", disse o presidente do Instituto de Engenharia, Edemar de Souza Amorim.REGIÃO NORTEConsiderando que a maior parte das novas usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte - que é mais sensível do ponto de vista ambiental -, a tendência desses projetos é de também terem reservatórios diminutos. "As dificuldades de licenciamento são grandes e acabam impondo essa situação", disse o diretor de Projetos de Energia da Construtora Camargo Corrêa, Marco Bucco. Segundo ele, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que essas futuras grandes usinas terão pouca capacidade de geração na seca.Uma obra que ajuda a ilustrar essa situação é a Usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), que deverá ir a leilão em 2009. O projeto que está nas mãos do governo prevê que a usina atingirá uma potência total de 11.182 MW e terá um lago de 440 quilômetros quadrados.Segundo o gerente de Estruturas e Geotecnia da Eletronorte, Humberto Rodrigues Gama, para que Belo Monte opere a pleno vapor será necessária uma vazão de 14 mil metros cúbicos de água por segundo. Na época de cheia (mais ou menos de novembro a junho), a vazão do rio chega a uma média de 25 a 30 mil metros cúbicos por segundo. Assim, segundo Gama, como o reservatório da usina é pequeno e não tem capacidade para reter muita água, praticamente todo esse excedente da época da cheia deverá ser desperdiçado.Por outro lado, no pico da estação seca, em outubro, o fluxo do rio cai para apenas 1.500 metros cúbicos por segundo. Segundo o engenheiro, com essa vazão, a usina poderia manter apenas duas turbinas gerando cerca de 1.100 MW, ou seja, cerca de 10% da potência original da hidrelétrica.GRANDE LAGOA situação já é diferente no caso de outra usina do Pará, a de Tucuruí, no Rio Tocantins. Com potência instalada de 8.370 MW, essa usina, que opera desde 1984, tem um grande lago de 3 mil quilômetros quadrados. Mas, no pico da seca, ela produz, na média, 2.200 MW, ou 26% da potência total."Fazer um reservatório grande não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Além disso, no lago criam-se peixes e alternativas econômicas. Em Tucuruí, por exemplo, existem 6 mil pescadores cadastrados", disse o engenheiro da Eletronorte.Marco Bucco, da Camargo Corrêa, ressaltou ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento. "Eles aumentam a segurança energética do País." (O Estado de S. Paulo - 16/03/08)


20 maio 2008

OS PLÁSTICOS, O PREJUÍZO PARA O ECOSSISTEMA E AS MEDIDAS QUE ESTÃO SENDO TOMADAS PARA DESESTIMULAR O SEU USO

Calcula-se que cerca de 90% dos sacos de plástico acabam a sua vida em lixeiras, ou como lixo ou como contentores de desperdícios. Este número pode parecer assustador mas na verdade estes objectos ocupam apenas cerca de 0,3% do volume acumulado nas lixeiras. Mesmo assim, dada a sua extrema leveza, se não forem bem acondicionados os sacos de plástico têm a tendência de voar e espalhar-se pelo meio ambiente. Esta situação pode provocar outros tipos de poluição, que por exemplo na China ganhou o nome de poluição branca.
Nos países menos desenvolvidos, onde não existem métodos eficazes de recolha e acondicionamento de lixo, os sacos de plástico são quase totalmente abandonados depois do uso e acabam invariavelmente nos cursos de água. No Bangladesh, por exemplo, a questão atingiu proporções alarmantes que exigiram a tomada de medidas drásticas (ver em baixo) para evitar que os cerca de 10 milhões de sacos de plástico usados por dia tivessem como destino os rios e sistemas de esgotos do país. O rio Buriganga que banha Dacca, a capital, ganhou por diversas vezes barragens artificiais de sacos de plástico e os entupimentos de esgotos foram responsáveis pelas cheias devastadoras registadas em 1988 e 1998.

Quase todos os sacos de plástico não acondicionados em lixeiras acabam, mais cedo ou mais tarde, por chegar aos rios e aos oceanos. Os ambientalistas chamam a atenção há vários anos para este problema e citam o fato de milhares de baleias, golfinhos, tartarugas e aves marinhas morrerem anualmente asfixiadas por sacos de plástico. O caso mais dramático ocorreu em 2002, quando uma baleia anã deu à costa da Normandia com cerca de 800 kg de sacos de plástico encravados no estômago.

Em países mais evoluídos como a Irlanda, foi o primeiro a tomar medidas sobre a produção descontrolada de sacolas de plásticos ao introduzir PlasTax em 2002. .Um imposto que cobra 0,15 ao consumidor por cada saco distribuído. O resultado desta iniciativa foi a angariação de cerca de 23 milhões de euros para serem investidos em projectos ambientais e uma redução no consumo de 90%. O Reino Unido encontra-se de momento a estudar a hipótese de aplicar legislação semelhante. Na Alemanha, os sacos de plásticos são pagos pelo consumidor em todos os supermercados e é habitual o uso de sacos de pano reutilizáveis ou caixas de cartão. Em Portugal e no Brasil, o uso de sacos de plástico é generalizado e na maioria das lojas é distribuído gratuitamente.
Em alguns países africanos, o problema chegou a tais proporções que na África do Sul o saco de plástico foi apelidado de flor nacional por Mohammed Valli Moosa, o Ministro do Turismo e Ambiente. Este país introduziu recentemente uma lei que torna ilegal o uso de sacos com menos de 30 micrometros, uma medida destinada a torná-los mais caros e fomentar o reuso.
Em Bangladesh a associação dos sacos de plástico ao entupimento dos esgotos e às cheias obrigou à tomada de medidas extremas, enquanto o país não organiza um sistema de recolhas de lixo eficiente. A manufatura, compra e posse de sacos de polietileno é expressamente proibida por lei e implica multas pesadas e até penas de prisão para os reincidentes. Ser apanhado com um saco de plástico na mão neste país custa cerca de 7,5 € (uma soma astronómica tendo em conta o salário mínimo no Bangladesh) pagos na hora e uma ida à esquadra (delegacia) para cadastro. A iniciativa prejudicou gravemente a indústria do plástico no Bangladesh mas possibilitou oportunidades de negócio para as crianças de rua, que passaram a ganhar a vida a vender sacos artesanais de papel. No estado indiano do Himachal Pradesh adotaram-se medidas semelhantes pelos mesmos motivos e a reincidência na posse destes itens pode valer 1,500 € de multa e pena de prisão até sete anos.
Fonte: Wikipédia