24 maio 2008

MADAGASCAR - UM ECOSSISTEMA EXÓTICO QUE ESTÁ AMEAÇADO




Nome oficial: República de Madagascar
Capital: Antananarivo
População: 13.9 milhões
Área: 594,180 Km2
Madagáscar, situa-se no oceano Indico a aproximadamente 400Km da costa oriental de Africa, é a 4ª maior ilha do mundo, sendo apenas superada pela Gronelândia, Nova Guiné e Bornéu. Tem aproximadamente 1600Km de comprimento e ocupa uma área de 600 000km2. A ilha foi sempre um pólo de atração de viajantes e exploradores e mantém um véu de magia e mistério, especialmente pela sua única e fascinante vida selvagem.
Há aproximadamente 165 milhões de anos, o afastamento das placas tectónicas contribuiu para a criação do Canal de Moçambique, dando início à longa jornada que levaria ao aparecimento da ilha de Madagáscar no Oceano Índico. Contudo, foi apenas há 70 milhões de anos que o sub-continente Indiano, outra grande massa de terra, se separou de Madagáscar, criando as lisas escarpas que caracterizam a costa oriental da ilha que, dirigindo-se para Norte em direcção ao continente Asiático, deu origem à formação dos Himalaias.
A ilha de Madagáscar é famosa pelo seu notável tamanho e diversidade de habitats, pelo que é normalmente designada como o “8º Continente”. A sua diversidade resulta especialmente da sua localização geográfica (entre os Trópicos), do seu enorme tamanho e da sua topografia pouco habitual. A costa oriental é caracterizada por abruptas escarpas batidas pelo Oceano Indico, com um clima bastante húmido e sujeito a tempestades tropicais entre os meses de Dezembro e Março. No topo destas escarpas encontramos o “Haute Plateaux” com as suas temperaturas amenas, começando-se a partir daí uma longa e lenta descida para ocidente, onde Madagáscar encontra as quentes e azuis águas do Canal de Moçambique. A costa ocidental é quente e seca, tornando-se ainda mais seca conforme nos deslocamos para Sul.
A espinha do planalto central provoca uma drástica diferença climática entre a costa oeste (úmida e caracterizada pelas florestas tropicais) e a costa leste (seca e caracterizada pelas savanas). O sul do país apresenta um clima mais árido com vegetação de cactos.
Na costa oeste, as estações mais chuvosas vão de novembro a março.
Madagascar possui uma fauna particular, com espécies endêmicas na ilha, como o lêmure e o camaleão. Desde a proliferação dos humanos na ilha, infelizmente, muitas espécies foram extintas, como o pássaro elefante e o hipopótamo pigmeu. A conservação da fauna nativa é uma preocupação bastante presente, e espera-se dos viajantes que demonstrem a mesma atenção quando estiverem viajando pelo país. Uma quantidade inimaginável de espécies foi dizimada em Madagascar.
Um dos campeões no desaparecimento de primatas, as queimadas e o corte de florestas para abrir espaço à agricultura são os principais responsáveis pela ameaça à sobrevivência das espécies.
A redução nas populações de primatas também tem impacto negativo na preservação das florestas que os abrigam. Eles desempenham funções no equilíbrio do ecossistema, como a dispersão de sementes das muitas plantas que usam para se alimentar.
Em alguns países da Ásia e da África, inclusive Madagáscar, a solução encontrada pelos governos para frear a devastação da fauna foi desenvolver o turismo ecológico. Monta-se uma infra-estrutura mínima para receber turistas interessados em ver espécies exóticas e envolvem-se as comunidades locais no projeto, mostrando que elas podem ganhar dinheiro com a preservação da natureza. Para essas comunidades, a derrubada das florestas e a caça ilegal deixam de ser as únicas formas de subsistência.
- 3 espécies de lêmures, os pequenos primatas de Madagáscar, estão ameaçadas de extinção.
Madagascar está relativamente próxima ao continente africano, porém aparentemente só tornou-se habitada há cerca de 1500 anos. A grande maioria dos habitantes da ilha são descendentes de imigrantes da região da Polinésia e Malásia, que chegaram na ilha durante o século VI. Em 1500 os primeiros europeus, portugueses, chegaram à ilha. Nos anos seguintes, muitos outros chegaram a Madagascar, especialmente holandeses e ingleses. Em meados de 1790, o rei da tribo Merina fez com que sua tribo se tornasse dominante naquelas terras, usando as armas dos europeus, e assim, dominou quase metade de todo o território da ilha. Em 1820, os ingleses assinaram um tratado reconhecendo Madagascar como um estado semi-independente, sob o comando dos Merina. Uma vez construído o Canal de Suez, em 1869, os ingleses perderam o interesse na região. Em 1890, um tratado anglo-francês cedeu o controle para França e assim Madagascar foi declarada colônia francesa. Quase 60 anos mais tarde, após muitas guerras e conflitos, a independência foi declarada em 1960 e Philibert Tsiranana foi eleito o primeiro presidente do país.

Quando se discute a importância de Madagáscar globalmente, esta é normalmente definida como um “Hotspot”. A palavra “Hotspot” foi primeiramente utilizada pelo cientista Norman Myers para descrever áreas particularmente ricas em espécies endémicas e ameaçadas pelas atividades humanas tais como desflorestação e/ou urbanização. Desde essa altura, 25 áreas em todo o mundo foram identificadas como “hotspots”. Estas áreas contêm 44% de todas as espécies de plantas existentes no mundo e 35% de todos os mamíferos, pássaros, anfíbios e répteis, representando apenas 1,4% de toda a superfície terrestre.
Fonte: http://www.africadosul.net/site/pais_ver.aspx?Pais=18

CÓRDOBA ( ARGENTINA) - O REPOVOAMENTO DO RIO TERCERO - em Espanhol


Foto:* http://www.manuelzao.ufmg.br/jornal/jorn-ulted-15/peixes.htm
Un programa destinado a sembrar dorados en el río Tercero será lanzado en los próximos días, en esta ciudad. El guardafauna provincial Edgar Taricco, encargado del control de pesca en el lago Piedras Moras, anunció a este diario que la próxima semana arribará a Río Tercero el director de Recursos Naturales de la Secretaría de Ambiente de la Provincia, Oscar de Allende, para explicar los detalles del programa para reinsertar esta especie en este río. Taricco comentó que se trata de una “especie nativa” de este curso de agua, que existía originalmente y que con el tiempo, y la construcción de los sucesivos diques en su curso, virtualmente desapareció. Según apuntó, en la zona de Villa María hace un par de años se encontró un dorado de menor tamaño, pero como dato aislado. Décadas atrás era posible observar doradillos hasta en la naciente de este río, en Calamuchita. Aún no está definido si la siembra será desde el lago de Segunda Usina o el de Tercera Usina. De este modo, la especie se podía regenerar sobre todo entre Embalse y Almafuerte (dique Piedras Moras). Según Taricco, del programa ya despertó entusiasmo en clubes náuticos de la zona. Detalles. El viernes pasado se realizó la primera reunión en la repartición provincial en la que se explicaron detalles para la reinserción del dorado (salminus maxillosus) en el río Ctalamochita o Tercero, ante guardapescas y clubes de pescadores aficionados. El objetivo apunta a repoblar con esa especie este río, el más caudaloso de la provincia. Este río, tras el último embalse que lo contiene (el Piedras Moras) retoma su recorrido natural hacia el este; en la llanura se termina uniendo con el Saladillo para formar el Carcarañá, el cual dentro de la provincia de Santa Fe, desemboca en el río Coronda, tributario del Paraná. El dorado es una especie mayormente conocida en los cuerpos de agua que conforman el sistema del río Paraná. Desde éste, debería remontar como hacía hasta décadas atrás hacia el río Tercero, pero esa acción se encuentra limitada por toparse con barreras, como sucesivos diques. “Es una especie susceptible de ser traslocada y capaz de sobrevivir con éxito en nuevos ambientes naturales abiertos o cerrados; por eso puede ser llevado a un nuevo hábitat. A modo de ejemplo, en la provincia de Córdoba se realizó la traslocación del dorado desde el Río Dulce al Embalse de Cruz del Eje, durante la década del ’80 y ’90. La tasa de supervivencia en ese entonces, después de la reubicación de estos ejemplares, fue del 90 por ciento, demostrando la gran factibilidad de desarrollar este nuevo desafío”, expresa un informe de la Secretaría de Ambiente. “La tarea de extraer ejemplares del medio acuático para ser traslocados es una tarea difícil. Por ello, para reinsertar dorados en el río Tercero, es preferible adquirir alevines de criaderos, que contarán con el certificado sanitario garantizando sobre el estado físico, nutricional y ausencia de diversas enfermedades. Un posible criadero se localiza en la provincia de Misiones”, acota el informe oficial. Para tramos del río Tercero se supone que la presencia del dorado o doradillo, su variante más pequeña que es la que supo adaptarse a esta región, podría servir como atractivo para la pesca deportiva, entre otros fines. La existencia de este proyecto había sido revelada hace ya un año por este diario.


* Nome Popular: Dourado Nome científico: Salminus brasiliensis - Alimenta-se de pequenos peixes nas corredeiras e na boca das lagoas. Nada em cardumes nas correntezas dos rios e realiza longas migrações reprodutivas. Pode alcançar mais de 1m de comprimento e 25kg, mas exemplares desse porte são raríssimos. É considerado o maior peixe de escama da bacia do São Francisco, conhecido como o rei do rio. Também já foi registrado no rio das Velhas até a cidade de Santana do Pirapama.Fonte: Ministério do Meio Ambiente e os biólogos Carlos Bernardo Mascarenhas Alves (Coordenador do sub-projeto S.O.S. Rio das Velhas) e Paulo dos Santos Pompeu.

A POLUIÇÃO NO VALE DO RIO TERCERO (CTALAMOCHITA) - ARGENTINA

Foto: El guardafauna Edgar Taricco, en el dique Piedras Moras, donde "renace" el río Tercero o Ctalamochita. (autor LaVoz)

24-Ago-2007 - A sujeira não é patrimônio dos rios de Buenos Aires. As águas transparentes das nascentes do Rio Tercero, no centro da Argentina, estão se transformando em um caldo turvo.
BUENOS AIRES, 20 de agosto (Terramérica) - O despejo de líquidos residuais está devastando o segundo rio mais caudaloso da província de Córdoba, no centro da Argentina, o Ctalamochito, ou Rio Tercero. Originada nos centros povoados e nos complexos fabris, a contaminação transforma as águas transparentes de suas nascentes em um caldo turvo e malcheiroso, em um percurso de quase 300 quilômetros. A bacia do Rio Tercero começa nas proximidades do monte Champaquí – o mais alto da província, com quase 2,8 mil metros –, uma área com precipitações anuais em torno de 1.600 milímetros. Com um caudal médio de 27,17 metros cúbicos por segundo, banha 3,3 mil quilômetros quadrados e é uma das principais bacias hidrográficas de Córdoba. O Ctalamochita – do idioma indígena "ctala" e "mochi", por causa da taleira (Celtis tala) e da aroeira-mole (Schinus molle), árvores abundantes na região – é afluente direto do Rio Paraná e, portanto, da Bacia do Rio da Prata. Em sua bacia superior recebe numerosos afluentes que dão ao curso principal grandes volumes de água disponíveis para energia, irrigação e controle de cheias. Em seu trecho médio e inferior a água se destina principalmente ao abastecimento de 55 mil habitantes e em seu trecho baixo a irrigação de cultivos. E o rio também tem usos recreativos, com atraentes praias e locais de pesca. Embora a contaminação do Ctalamochita já se fizesse notar no começo da década de 90, um estudo da Faculdade de Ciências Exatas, Físicas e Naturais da Universidade de Córdoba, realizado por meio de um convênio com a Direção Provincial de Água e Saneamento (DiPAS), oferece um diagnóstico detalhado e atual, no qual indústrias e usinas de tratamento são protagonistas. O trabalho foi apresentado pela engenheira Nancy Larrosa, do Instituto Superior de Pesquisa e Serviços em Recursos Hídricos, na Conagua 2007, Congresso Nacional da Água, realizado em maio, na cidade de Tucumán.Compreende nove campanhas sazonais de controle realizadas desde 2004, que incluíram todo o Rio, do balneário Almafuerte à localidade de Saladillo. Foram estabelecidas 14 estações de amostragem em áreas de descargas industriais e de esgoto, captação de água para torná-las potáveis e praias, incluindo os centros mais povoados, como Villa Maria (87 mil habitantes), Rio Tercero (43 mil) e Bell Ville (32 mil). Os parâmetros físicos, químicos e biológicos pesquisados foram comparados com a norma vigente, o decreto 415 da Direção Provincial de Água e Saneamento de Córdoba. Os pesquisadores comprovaram que todos os indicadores analisados aumentavam águas abaixo. O fósforo total encontrado superou o máximo permitido, de 25 microgramas por litro, em todo o Rio menos no "balneário" (praia) Almafuerte, nas nascentes. Segundo os especialistas, este nutriente pode ser encontrado nas águas devido ao despejo de esgoto doméstico e industrial ou por dissolução de compostos fosfatados presentes nos sedimentos dos corpos hídricos.As maiores concentrações de fósforo foram encontradas depois das descargas dos coletores de esgoto de Villa Maria e Bell Ville. Também ali foi registrado aumento da demanda biológica de oxigênio, parâmetro para medir a concentração de contaminantes orgânicos, e da bactéria Escherichia coli. O alumínio também superou os limites permitidos em todos os pontos de controle, menos nos balneários Almafuerte e Rio Tercero. Na medida em que o Rio avança, aumenta a alcalinidade e dureza da água, bem como a presença de cloreto, sulfato, sódio, potássio e cálcio. "Isso indica diferentes níveis de contaminação relacionados tanto com as descargas industriais quanto com o esgoto doméstico", explica a engenheira Larrosa. O estudo assinala que, quando o caudal do Rio descia a menos de dez metros cúbicos, as concentrações de arsênico aumentavam até valores muito próximos dos permitidos. A pesquisa revelou que indústrias localizadas em Bell Ville, Villa Nueva, Monte Lema e Ballesteros, despejam seus dejetos no Rio. Todas elas e as estações depuradoras de água (14 no total) infringiam o decreto 415, o que motivou citações, multas e em alguns casos, proibição de despejo de efluentes. "A complementaridade de nossa tarefa com a da DiPAS resultou estratégica. A universidade não tem poder de polícia", destaca Larrosa. As principais indústrias instaladas nessas cidades produzem lácteos, explosivos e papel. Há também um matadouro-frigorífico e estações depuradoras. A cidade de Rio Tercero baseia boa parte de sua economia em seu pólo petroquímico e metal-mecânico. Produz de ácido nítrico e água oxigenada a herbicidas, pesticidas e compostos petroquímicos. Conta com 21 fábricas, entre elas a Petroquímica Rio Tercero, a Fábrica Militar Rio Tercero e a Atanor. Em outubro de 2005, a Fábrica Militar Rio Tercero foi multada pela DiPAS por causa da má qualidade de seus efluentes. Essa mesma empresa foi notícia no dia 3 de novembro de 1995, por causa de uma explosão – que depois se soube ter sido intencional e relacionada com o contrabando de armas – que matou sete civis, feriu mais de 300 e destruiu três bairros. Agora, a fábrica voltou a ocupar as primeiras páginas dos jornais, no dia 6 deste mês, devido à explosão de uma caldeira de sua fábrica de amoníaco, causada por vazamento de gás. A explosão desatou novamente o pânico entre a população, por conta da ocorrida em 1995, que ainda persiste na memória dos habitantes e nos eucaliptos da região. Quase 12 anos após a primeira explosão, "o município não criou um sistema efetivo e independente de vigilância e controle, e os moradores continuam sem um plano para enfrentar emergências químicas", destacou em um informe o cientista Raúl Montenegro, prêmio Nobel Alternativo (Right Livelihood Award) e presidente da Fundação para a Defesa do Meio Ambiente. No dia 12 de junho, um vazamento de gás tóxico matou dois operários na fábrica da Petroquímica Rio Tercero. Um mês depois, 40 operários foram hospitalizados, vítimas de emanações de amoníaco. Como em outras cidades argentinas, os mecanismos de sanções e multas mostram suas debilidades, pois fica mais barato para as empresas pagar multas do que investir para alcançar um bom desempenho ambiental. Um outro aspecto preocupa, disseram fontes cientificas consultadas pelo Terramérica: a qualidade das águas subterrâneas na zona sul é deficiente devido às altas proporções naturais de arsênico e flúor, o que torna mais urgente preservar o Ctalamochita como fonte segura de água.


LINKS EXTERNOS: Faculdade de Ciências Exatas, Físicas e Naturais da Universidade de Córdobahttp://www.efn.uncor.edu/index1.htm" target=_blank>http://www.efn.uncor.edu/index1.htm>http://www.efn.uncor.edu/index1.htm+Instituto Superior de Pesquisa e Serviços em Recursos Hídricoshttp://www.secyt.unc.edu.ar/inst_rec_hid/index.htm" target=_blank>http://www.secyt.unc.edu.ar/inst_rec_hid/index.htm>http://www.secyt.unc.edu.ar/inst_rec_hid/index.htm+Fundação para a Defesa do Meio Ambientehttp://www.funam.org.ar/" target=_blank>http://www.funam.org.ar/>http://www.funam.org.ar/Legenda: Descarga residual em um afluente do Rio Tercero.Crédito: Colégio Universitário de JornalismoArtigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde. (Envolverde/Terramérica)

Por Claudia Mazzeo - * A autora é correspondente da IPS.

23 maio 2008

O DESEQUILÍBRIO DA DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA NO PLANETA

Foto: Rio Congo - África
DESIGUALDADES - Se considerarmos todo o planeta, veremos que a distribuição de água doce na natureza é desequilibrada entre as várias regiões. Alguns países dispõem de mais água do que seus habitantes necessitam, enquanto outros estão situados em regiões extremamente secas, como o norte da África, o Oriente Médio e o norte da China. Canadá, Islândia e Brasil são países favorecidos pela natureza em relação à água potável. Esse desequilíbrio faz com que um canadense possa gastar até 600 litros de água por dia e um africano disponha de menos de 30 litros diários para beber, cozinhar, fazer a higiene, irrigar plantações e sustentar rebanhos.

MÁ UTILIZAÇÃO - Uma das próximas vítimas mundiais do estresse hídrico pode ser a China, e num espaço de tempo curto: 20 anos. O país tem 20% da população mundial e 7% dos recursos hídricos globais. Metade das cidades chinesas já padece com a escassez de água. No norte do país, mais árido, o lençol freático está exaurido; no sul, onde as fontes são mais abundantes, a poluição atinge os maiores rios. Para o Banco Mundial, caso a China continue a crescer demográfica e economicamente como hoje, 30 milhões de chineses estarão sem água em 2030. A principal causa da escassez de água potável é o mau uso. Estima-se que, de cada 100 litros de água própria para consumo, 60 se percam em razão de maus hábitos ou de distribuição ineficiente. Um dos exemplos mais gritantes é o do Mar de Aral, na Ásia, que perdeu três quartos de volume de água por causa de projetos desastrosos de irrigação. A agropecuária é a atividade que mais consome água no mundo. Calcula-se que as plantações respondam por 69% de seu uso. A indústria utiliza 21% e o consumo doméstico responde por 10%.

USO CONSCIENTE - Graças à popularização crescente da idéia do uso sustentável dos recursos naturais, há meios para reverter esse quadro. Medidas simples e ao alcance de todos, como reduzir o tempo de banho e fechar a torneira ao escovar os dentes ou ensaboar a louça, podem resultar em até um terço de economia na utilização doméstica. As mudanças no uso econômico, tanto agrícola quanto industrial, também podem cortar o consumo. Parte importante, porém, cabe aos governos, responsáveis por investimentos para resolver problemas estruturais. Os vazamentos na rede de fornecimento drenam boa parte da água tratada. Há estimativas de que, em certos países, até 70% da água que sai dos reservatórios não chegue às torneiras, escoando por encanamentos mal conservados. No Brasil, calcula-se que essa perda fique em 45%. A ampliação das estações e redes de tratamento de água é outro aspecto básico para fazer frente ao aumento do consumo. Afinal, do início ao fim do século XX, o uso humano de água aumentou seis vezes no mundo, sob o dobro do crescimento da população no mesmo período.

BRASIL EM BERÇO ESPLÊNDIDO - O Brasil é privilegiado com relação aos recursos hídricos: 12% da água doce superficial do planeta corre em rios nacionais. Esse percentual é o dobro de todos os rios da Austrália e da Oceania; 42% superior aos da Europa; e 25% a mais do que os do continente africano. Claro que, como ocorre em outros lugares, esses recursos estão geograficamente mal distribuídos. A região amazônica, na qual vivem apenas 5% dos brasileiros, acumula 74% de toda a água nacional. A boa situação do país também se repete com relação às águas subterrâneas, os aqüíferos. Ao todo, o país dispõe de 27 aqüíferos, sendo o principal o Guarani, neste caso, localizado sob as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.Mesmo assim, há problemas de longa data nunca resolvidos. O principal diz respeito ao abastecimento de água para parte da população do semi-árido nordestino. Nos últimos anos, a situação tem melhorado graças ao uso de carros-pipa e à construção de açudes e de cisternas.Além disso, o governo federal começou as obras para a transposição das águas do rio São Francisco. A obra, porém, é polêmica: para seus defensores, vai garantir o abastecimento de água para populações em zonas críticas de seca; para os críticos, poderá prejudicar seriamente o São Francisco. O alerta é da ONU, que já traça um cenário atual bastante difícil: mais de 1 bilhão de pessoas - cerca de 18% da população mundial - estão sem acesso a uma quantidade mínima de água de boa qualidade para consumo.A questão é que, mantidos os atuais padrões de consumo e de danos ao meio ambiente, o quadro pode piorar muito e rapidamente: calcula-se que, em 2025, dois terços da população global - 5,5 bilhões de pessoas - poderão ter dificuldade de acesso à água potável; em 2050, já seria cerca de 75% da humanidade.O drama diz respeito à sede e à escassez de água para cozinhar, tomar banho e plantar, mas também à disseminação de doenças causadas pela ausência de tratamento da água, como diarréia e malária.

ATÉ QUANDO CONTINUAREMOS A POLUIR OS NOSSOS RIOS???

Bacia do Prata (América do Sul) tem como sua principal ameaça as grandes barragens e as mudanças radicais na estrutura hidrológica. (Adaptado de WWF, 2007)

31/08/2007 - Quais as bacias hidrográficas mais ameaçadas na atualidade e quais são os principais motivos para termos 41% da população mundial sob risco de falta de água potável?
Por Lucas Gonçalves da Silva*
A discussão em torno da temática da água cada vez mais cresce e, simultaneamente a essa discussão cresce a ameaça às bacias hidrográficas e fontes de água doce do planeta. Por conta disso, após diversas publicações científicas específicas relatando a situação de várias bacias hidrográficas do mundo, o WWF lança uma compilação de dados chamada “World Top 10 Rivers at Risk” onde apresenta as principais ameaças aos mais importantes rios da Terra (WWF, 2007).A inclusão das bacias hidrográficas dentro desta listagem nada agradável para suas populações leva em consideração as pressões e ameaças que as mesmas sofrem na atualidade. Segue a listagem das 10 bacias sob maior risco, localização geográfica das mesmas e a principais ameaças de cada uma delas.
Salween/Nu (Ásia) – Bacia hidrográfica de 272.000 Km2, população de aproximadamente 6 milhões de pessoas. Tem como principais atividades econômicas agricultura e pesca. As principais ameaças são: A proposta de 16 novas grandes barragens em seus 2800 Km de extensão e instituições governamentais pouco eficazes por conta de instabilidade política e guerra civil na região.Danúbio (Europa) – 81 milhões de pessoas vivem nos 801.463 Km2 da bacia hidrográfica que tem o rio Danúbio, com 2780 Km de extensão como seu principal formador. Novas infra-estruturas de navegação e 8 grandes barragens, além de espécies invasoras e alta taxa de poluição ameaçam esta bacia que tem a navegação e a indústria como principais atividades econômicas.Usina hidrelétrica de grande porte no Rio Danúbio (Europa).(Adaptado de WWF, 2007)Bacia do Prata (América do Sul) – Composta por três principais rios: Paraná, Paraguai e Uruguai. Parte da bacia encontra-se dentro do território brasileiro. Compreende mais de 3 milhões de Km2 e possui cerca de 100 milhões de habitantes. Principais atividades econômicas: Agricultura e pesca. Diversas ameaças são eminentes na bacia: 27 novas barragens propostas, mudanças radicais na estrutura hidrológica para navegação e barramentos, além da poluição, sobre-pesca e alterações climáticas.
Rio Grande/Rio Bravo (América do Norte) – A extração excessiva de água desta bacia compõe sua principal ameaça. Além disso, outras ameaças como salinização da água doce e espécies invasoras também são reconhecidas. A bacia compreende aproximadamente 608.000 Km2 e possui 10 milhões de habitantes nos Estados Unidos e México.
Ganges (Ásia) – As ameaças-chave desta bacia hidrográfica são: A excessiva extração de água e 14 grandes barragens propostas, além de mudanças climáticas que alteram as nascentes em grandes altitudes. A bacia possui mais de 1 milhão de Km2 e em torno de 200 milhões de pessoas, o que evidencia uma altíssima densidade demográfica na região que tem atividades de agricultura como o principal de sua economia.
Indus (Ásia) – 1.081.470 Km2 compreende esta bacia hidrográfica que tem como principal ameaça as mudanças climáticas do planeta. 180 milhões de pessoas vivem principalmente da agricultura que está ameaçada também por 6 novas barragens propostas, extração excessiva de água, poluição de agrotóxicos e proposta de nova infra-estrutura de navegação.
Nilo/Lago Viktoria (África) – 360 milhões de pessoas vivem nos 3.255.000 Km2 da bacia do Nilo/Lago Viktoria, que está inclusa no território de 10 países africanos. A agricultura é a principal atividade econômica da região e as mudanças climáticas a principal ameaça. Também há ocorrência de espécies invasoras e extração excessiva de água para irrigação.
Murray/Darling (Oceania) – Bacia hidrográfica que tem como principal ameaça espécies invasoras e a fragmentação dos rios que compõem a bacia. Compreende boa parte do território australiano com cerca de 1 milhão de Km2 e uma população de 2 milhões de pessoas. A agricultura e o turismo são as principais atividades econômicas da região.
Mekong (Ásia) – O rio Mekong possui 4600 Km de extensão e sua bacia compreende 806.000 Km2. A sobre-pesca e pesca ilegal são as principais ameaças à bacia que abastece quase 60 milhões de pessoas de 6 países asiáticos. Possui o assustador número de 149 barramentos propostos além de 58 já construídos. O desmatamento e a carga de sedimentos e agrotóxicos por conta dele jogados nos rios também são ameaças desse sistema que tem a aquacultura e pesca como principais atividades econômicas.
Yangtzé/Rio Amarelo (Ásia) – 430 milhões de pessoas vivem nos quase 2 milhões de Km2 da bacia mais ameaçada do mundo por conta da poluição das águas por sedimentos de esgoto doméstico e efluentes de indústrias. 105 barragens estão propostas e algumas delas já estão em construção (Pu, 2003). Pesca ilegal e sobre-pesca também são ameaças desta bacia que tem a indústria, agricultura e transportes como principais fontes de renda.
Para chegar a esses dados mais de 100 produções bibliográficas de pesquisadores, ambientalistas e órgãos governamentais foram compiladas e elas mostram nada menos que 41% da população do planeta sob forte ameaça, seja em seu abastecimento de água potável ou em suas principais atividades econômicas (Bereciartua & Novillo, 2002). A Ásia é o continente que possui o maior grau de ameaça com relação à hidrografia no planeta, como evidencia a lista dos rios ameaçados (WWF, 2004 & 2007).Com relação à Bacia do Prata, que está parcialmente localizada dentro do território nacional e é de interesse direto dos brasileiros, temos as hidrelétricas de grande porte como principais ameaças. Tomando como exemplo o Rio Uruguai, apenas no trecho gaúcho do rio 3 grandes hidrelétricas foram construídas nos últimos anos e mais 2 estão projetadas. O governo brasileiro e programas estaduais priorizam investir na energia hidrelétrica por conta de ser uma forma chamada “limpa” e argumentam que gerará renda para as populações locais. Porém não leva em conta o fato dela ser extremamente danosa ao meio ambiente. Segundo órgãos de pesquisa as usinas são as principais ameaças à bacia hidrográfica do Prata (Halloy, et al. 2005), então, obviamente, os recursos e deveriam ser destinados à outras fontes de energia e na preservação ambiental regional, que conseqüentemente geraria igualmente renda para as populações locais.Os dados são alarmantes e as ações devem ser feitas com a maior agilidade possível. Grande parte da população mundial corre risco por conta da ameaça dos principais rios do mundo e, que esses dados divulgados sirvam de alerta para os governos de todos os países que dependem diretamente destes mananciais hídricos. É de extrema importância para o planeta e sua população a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade encontrada nos rios e nas áreas compreendidas por essas bacias.


*O autor é biólogo e pesquisador do Laboratório de Geoprocessamento da PUCRS. Reprodução autorizada citando-se a fonte (EcoAgência).


REFERÊNCIAS:

Bereciartua, P., Novillo, M. G. 2002. Thematic Planning Meeting on IAEA Activities in River Basin Management. In UNESCO National Committee for the International Hydrological Programme (IHP) Argentina. Vienna, Austria. 2-6 December 2002.
Halloy, S, et al. 2005. Estudio Puerto Busch – Opciones para la ubicación de um Puerto soberano de Bolivia en el Sistema Paraguay-Paraná. WWF, Earth Institute at Columbia University, New Zealand Institute for Crop and Food Research: Santa Cruz de la Sierra, Bolivia.
Pu, Qinghong. 2003. Integrated Strategies to Control Industrial Water Pollution in the Yangtze River of China. Presentation at the International Conference of GIS and Remote Sensing in Hydrology, Water Resources and Environment, China. 16 September 2003. Canberra, Australia. Centre for Resource and Environmental Studies, Australian National University.
WWF. 2004. Dam Right: Rivers at Risk. WWF Dams Initiative. WWF International: Gland, Switzerland.http://www.ecoagencia1.com.br/index.php?option=content&task=view&id=2588&Itemid=62

22 maio 2008

MORADORES DO SENEGAL SALVAM 80 BALEIAS

Moradores salvam 80 baleias encalhadas no Senegal
21/05/2008 - YOFF, Senegal - Pelo menos vinte baleias foram encontradas mortas, na manhã desta quarta-feira, em uma praia de Yoff, no Senegal. Outras 80, conseguiram ser salvas por moradores locais. De acordo com a agência Associated Press, as baleias foram vistas, na noite dessa terça-feira, se aproximando da orla e na manhã desta quarta, várias estavam encalhadas.
Crianças entraram na água e tentaram espantar os animais. Um pescador prendeu uma das baleias com um cabo e usou um barco de madeira para levá-la de volta ao mar. Após saberem que algumas baleias estavam mortas, algumas crianças brincaram com os corpos, enquanto pescadores cortavam pedaços de carne para utilizar a gordura em óleos de massagem.
Fonte: http://www.otempo.com.br/emtempo/noticias/?IdNoticia=28417

A FOME E O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS PELO MUNDO


Todos os dias presenciamos abusos, desrespeitos e falta de cuidados no manuseio e utilização de alimentos.
São supermercados, quitandas, feiras e outros estabelecimentos que comercializam alimentos, que perdem, toneladas de frutas, verduras e outros produtos alimentícios, através da manipulação equivocada ou descuidada de embalagens, mal embaladas ou violadas. São consumidores que abusam, espremendo as frutas ou jogando-as de forma violenta, bem como empregados responsáveis pelo setor, que não têm o devido cuidado no transporte ou manuseio das mesmas, fazendo com que estas se percam, apodrecendo extemporâneamente. Alguns estabelecimentos comerciais, utilizam de meios de comercialização que visam a colocação destes produtos aos consumidores, através de pacotes, com preços atrativos, esta é uma forma de evitar a total perda dos mesmos. Ainda assim, se perde muito.
Temos, também, o caso do desperdício em bares, lanchonetes, cafés e restaurantes, onde as sobras de comida, são despejadas no lixo. Há que se ter o cuidado em reaproveitá-los, desde que preservada a qualidade e higiene na manipulação dos mesmos. Toneladas de comida, são transformadas em lixo, todos os dias em todos os lugares do mundo.
Há ainda, o caso do desperdício doméstico, onde donas de casa, empregadas e outros, não têm o cuidado em reaproveitar as sobras de comida ou o aproveitamento total dos ingredientes, tais quais, frutas, verduras e legumes.
Sinto que no Brasil este caso é altamente alarmante, uma vez que o brasileiro é muito esbanjador, afinal, o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do planeta.

O Brasil é campeão mundial em desperdício de alimentos. Todo ano, joga na lata de lixo o equivalente a 12 bilhões de reais em comida, quantidade suficiente para sustentar 30 milhões de pessoas. Dos 43,8 milhões de toneladas anuais de lixo geradas no país, 26,3 milhões são de comida. O esban-jamento começa no plantio e se repete na colheita, no transporte, na armazenagem, em supermercados, feiras, restaurantes, despensas e cozinhas. Muitas vezes não percebemos mas, todos os dias, deixamos de consumir uma quantidade considerável de vitaminas presentes nos alimentos. Casca de ovo, sementes de abóbora, etc. Inúmeros são os exemplos de “restos” de alimentos de alto teor vitamínico que, na preparação de refeições, acabam indo parar na lata de lixo. Para termos uma idéia do que costumamos perder, apenas 100 gramas de rama de cenoura têm 25,5 mg de ferro e essa quantidade é o dobro da necessidade diária de ferro para um adulto. Essa parte da cenoura, além de ajudar na conservação do legume, pode ser usada posteriormente na preparação de arroz ou saladas.
RECEITAS PARA REAPROVEITAR ALIMENTOS OU APROVEITÁ-LOS NO TODO
Pó de Casca de Ovo
Separe a casca, ferva por cinco minutos e seque ao sol. Bata no liquidificador e depois passe por um pano fino. Deve ficar como pó. Utilize uma colherinha nos refogados, sopas, arroz, feijão, molhos, etc.. O pó de casca de ovo é riquíssimo em cálcio, nutriente importante para o crescimento e prevenção da osteoporose, na gravidez e amamentação.

Talos de Agrião
Faça bolinhos ou refogados com carne moída.
Folhas de Brócolis ao Forno
600 g de folhas de brócolis (1 pé)
2 ovos batidos2 colheres (sopa) de margarina
¼ xícara (chá) de farinha de rosca
2 colheres (sopa) de queijo raladosal à gosto
Cozinhe um pouco as folhas de brócolis com sal e escorra. Misture a farinha de rosca com a margarina derretida e junte todos os outros ingredientes, menos o queijo ralado que deve ser salpicado por cima. Asse em forno moderado por 30 à 40 minutos.

Cascas de Goiaba
Lave-as bem e bata-as no liqüidificador com água. Adoce à gosto.

Cascas da Maçã
Utilize-as no preparo de sucos e chás.
Doce de Casca de MaracujáLave 6 maracujás, descasque-os deixando toda a parte branca e dura com água. Deixe de molho de um dia para outro. Escorra, coloque em uma panela com 2 xícaras de açúcar e 3 xícaras de água. Deixe apurar. Se desejar acrescente canela.
Folhas de Couve-flor
Prepare sopas com folhas desta hortaliça.
Bolinhos de Folhas de Beterraba
1 copo de talos e folhas lavadas e picadas
2 ovos5 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de água
Cebola picada
Sal à gosto
Óleo para fritar
Bata bem os ovos e misture os outros ingredientes. Frite os bolinhos em óleo quente e escorra em papel absorvente.
Folhas de UvaPodem ser enroladas com carne moída e servidas com molho de tomate.
Folhas de Figo
Pode-se utilizá-las no preparo de licores, chás ou xaropes.
Doce de Casca de Banana
5 copos de cascas de banana nanica, bem lavadas e picadas
2 1/2 copos de açúcar.
Cozinhe as cascas, em pouca água, até amolecerem. Retire do fogo, escorra, reserve o caldo do cozimento e deixe esfriar. Bata as cascas e o caldo no liqüidificador e passe por peneira grossa. Junte o açúcar e leve novamente ao fogo lento. Mexendo sempre, até o doce desprender do fundo da panela.
Aperitivo de Cascas de Batata
Cascas de batata óleo e sal. Lave as cascas e frite-as em óleo quente, até ficarem douradas e sequinhas. Tempere à gosto.
Pó de Folha de MandiocaA folha de mandioca é rica em vitaminas e ferro. Seque as folhas de mandioca na sombra e depois bata no liqüidificador. Use uma pitada de sal ao preparar um prato.

Molho de Cascas de Berinjela para Massas
2 dentes de alho picados
3 colheres (sopa) de óleo
2 copos de cascas de berinjelas cortadas em tiras de 1 cm de largura.
1 1/2 copo de água
Sal e pimenta do reino à gosto
1 colher (chá) de orégano
4 tomates sem pele e sem sementes ou 6 colheres (sopa) de polpa de tomate. Doure o alho no óleo. Junte as cascas de berinjelas e refogue por 5 minutos. Junte a água, o sal, a pimenta do reino, o orégano e os tomates. Cozinhe por uns 5 minutos até engrossar ligeiramente. Dá para meio pacote da massa de sua preferência.

Bolinho de Talo de Brócolis
2 xícaras (chá) de talos de brócolis cozido
2 ovos1 cebola média picadaSal à gosto
6 colheres (sopa) de farinha de trigo
Óleo para fritar.
Bata no liqüidificador os talos cozidos juntamente com os ovos. Retire e misture os ingredientes restantes. Frite as colheradas em óleo quente.

Rama de Cenoura
Com o ramo de cenoura, experimente preparar bolinhos, sopas, refogados e enriquecer tortas e suflês .

Ramas de Cenoura Crocantes
1 xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de óleoSal a gosto
30 raminhos de folhas de cenoura
Óleo para fritar
Misture a farinha com o óleo, o sal e 1/2 xícara de água. Passe ligeiramente os raminhos na massa sem cobrí-los totalmente e frite no óleo quente.

Doce de Casca de Melancia
Cascas de 1/2 melancia1/2 kg. de açúcar
Cravo à gosto
Canela em pau à gosto
Remova a parte verde da casca, passe a polpa branca pelo ralador grosso e reserve. Misture o açúcar com 1/2 copo de água, junte cravo, canela e faça uma calda deixando ferver por 10 minutos .

Patê de Talos de Legumes
2 colheres de talos de beterraba e de espinafre
1 copo de ricota ou maioneseSal e pimenta à gosto. Bata tudo no liqüidificador. Sirva gelado.

Pudim de Casca de Goiaba
1 copo de suco de casca de goiaba
1 copo de água
2 colheres bem cheias de maisena
3 colheres bem cheias de açúcar. Dissolva a maisena, junte os demais ingredientes e misture bem. Leve ao fogo mexendo sempre até engrossar. Despeje em forma umedecida e leve à geladeira.

Geléia de Casca de Abacaxi
Cascas de um abacaxi
4 copos de água
Açúcar, o quanto baste
3 colheres bem cheias de maisena. Lave com uma escovinha as cascas do abacaxi. Bata as cascas junto com a água no liqüidificador. Passe por uma peneira. Junte o açúcar e a maisena dissolvida. Leve ao fogo e deixe cozinhar bem. Despeje em pirex previamente umedecido. Sirva gelado.A receita abaixo foi extraída do livro "Diga não ao desperdício" - Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo.

Doce de Casca de Abacaxi com Côco
Casca de 1 abacaxi picada
2 xícaras (chá) de açúcar1 pacote de 100g de côco ralado
1 colher (sopa) de margarina
Descasque 1 abacaxi, lave a casca e ferva com um pouco de água.Bata a mistura no liquidificador e coe. A parte que ficou na peneira leve ao fogo em uma panela e acrescente o açúcar, o côco, a margarina e o cravo, se quiser.Mexa sempre até desprender do fundo da panela. Dá 16 porções.