27 maio 2008

AS SACOLAS ECOLÓGICAS "MAIS VOCÊ" DE ANA MARIA BRAGA


A fundação FUNVERDE dá uns puxões de orelhas nos "sugismundos" do Planeta, veja a seguir:


Programa mais você ambiental - Novembro 30, 2007
Assistam aos vídeos, sobre como o ser humano é porco, cospe no prato que come, o único planeta que temos para morar.
Quando terminarem de destruir este planeta com sua imundície, onde estes porcos pensam que irão morar?
Acordem seus animais, estamos presos aqui, nessa minúscula bolinha azul - nem tão mais azul com todo o CO2 que jogamos na atmosfera - na imensidão do espaço.
Nenhum ser iluminado, nenhum extraterrestre virá nos socorrer, nos arrebatar para outro planeta despoluído, nós mesmos temos que limpar nossa sujeira, arrumar o que arruinamos, o paraíso que era este planeta antes da era industrial.
Porque jogar sofá, fogão, vaso sanitário, cama, colchão o diabo a quatro nos rios é suicídio e olhe que nós nestes anos todos de limpeza de rios estamos acostumados com a sujeira da população, acostumados mas revoltados.
Já tiramos de rios, pneus de carro, de caminhão de bicicleta, fogão, sofá, pia, vaso sanitário, sapato, roupa, enfim, tudo o que possa imaginar, sem contar as malditas sacolinhas de mercado - motivo pelo qual criamos os dois projetos, sacolas ecológicas oxi-biodegradáveis e sacolas retornáveis, para melhorar a gestão de resíduos no país.
Nestes projetos estão contidos vários outros subprojetos, como ecocaixa, ecoponto, volta das embalagens retornáveis, calçada limpa … é só ver na página da FUNVERDE os vários projetos para reverter essa lambança que a humanidade fez.
O que gostamos foi que a Ana Maria Braga tem um público extremamente poluidor, que é a dona de casa, seja da classe A, dos condomínios, até a classe D e E, das favelas e dos morros e o que ela fala a dona de casa assimila.
Se bem que quem nos falou sobre a matéria foi um amigo nosso, do sexo masculino, que assistiu o programa, então não é só a dona de casa que é influenciada pelo programa, mas também os machos de plantão, aqueles que tomam cerveja em long neck e alumínio, descartáveis e que deveriam voltar à cerveja de vidro retornável.
Quando criamos o projeto ecocaixa - multiplicadores de boas práticas ambientais, foi porque percebemos que as crianças estão recebendo educação ambiental nas escolas, mas os adultos nunca receberem educação ambiental e como o planeta não tem tempo de deixar essas gerações de poluidores sumirem da face da terra, transformamos os caixas e empacotadores da nossa cidade em multiplicadores ambientais em que esses profissionais durante a passagem das compras pelo caixa ensinam a dona e o dono de casa noções de como gerir os resíduos de suas residências.
No próximo ano expandiremos os projetos de gestão ambiental para todo o país, a exemplo do que estamos fazendo com os projetos de sacolas ecológicas e retornáveis, em que estamos conseguindo que a legislação seja mudada em cidades e estados para acabar com a praga das sacolas de compra de plástico convencional.
Chega de falar e vamos assistir as matérias.
Caçador de lixo no Recife

Ouça a Ana Maria Braga utilizando dados da FUNVERDE sobre o consumo de sacolas plásticas no país.
Sacola mais você

A IMPORTÂNCIA DO BESOURO ROLA-BOSTA PARA O ECOSSISTEMA



Dichotomius Anaglypticus: por que preservá-lo?


Por Leandro Cardoso Ribeiro de Oliveira - Graduando do Curso Engenharia Ambiental da Universidade FUMEC, 2005.


Este texto mostra uma das muitas e constantes irracionalidades do Homem, que vem contribuindo para abalar e destruir cada vez mais o seu meio, sua casa. Será que ele está cavando a sua própria sepultura? E ou, será que pelo ao menos ele está ciente disto?
Porém este artigo não busca apenas discutir a capacidade racional do Homem; busca, como outros, alertar a população de mais um impacto contra o meio ambiente, envolvendo o besouro Dichotomius Anaglypticus, ou popularmente conhecido como "Rola-Bosta". Esta espécie está sendo constantemente afetada, devido ao uso indiscriminado de endectoxidas, e, segundo listas elaboradas por algumas ONGs, como a Fundação Biodiversitas, Sociedade Brasileira de Zoologia, Instituto Terra Brasilis, este inseto se encontra na categoria "criticamente em perigo".
Por que esse besouro é tão importante? O que ele faz? Em que ele contribui para o meio ambiente? Essas são perguntas que muitos não fazem idéia da resposta.
O "Rola-Bosta" tem grande importância, como: é extremamente importante para o solo, pois evita a perda de nitrogênio, aduba o solo, diminui a liberação de amônia, aumenta a aeração do solo. Isso se deve ao seu ciclo de vida, através do qual ele cava galerias e deposita nelas as fezes dos mamíferos, principalmente dos bovinos; contribui com os pecuaristas, pois é o principal agente controlador da "Mosca-de-chifre" e de outros ectoparasitas, através do enterro das fezes frescas, as quais impedem a eclosão dos ovos; quebra as fases de desenvolvimento dos parasitas gastrointestinais nos bovinos, auxiliando no controle das verminoses; contribui na limpeza das pastagens, evitando, assim, o sub-aproveitamento das pastagens porque, como se sabe, os bois não se alimentam em áreas que defecam.
Através desta reflexão das utilidades do besouro, podemos, assim, dizer que realmente ele tem grande importância junto ao meio onde vive. Então facilmente concluímos que este é um animal que tem e deverá ser protegido e preservado.
Infelizmente isto não é o que se vê, eles estão sendo dizimados devido a seres ignorantes que buscam apenas o seu bem próprio, e nunca buscam na natureza uma melhor e até mais eficaz solução para seus males.
􀀉 Graduando do Curso Engenharia Ambiental da Universidade FUMEC, 2005.
É por isso que estamos vivendo em mundo cheio de catástrofes, extinções, em que indivíduos egoístas impensáveis são os principais responsáveis, contribuindo para o fim do meio ambiente, e, conseqüentemente a uma perda significativa da população de BESOUROS "ROLA-BOSTA".

26 maio 2008

O PRETEXTO PARA DESMATAR AINDA CONTINUA SENDO A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS, ATÉ QUANDO?





08 de abril, 2008 - Brasil e Indonésia lideram ranking de desmatamento

Bruno GarcezDa BBC Brasil em Washington

Brasil teria desmatado 31 mil km quadrados de sua área florestal
O relatório Global Monitoring Report, realizado pelo Banco Mundial (Bird) e divulgado nesta terça-feira, afirma que a maior parte do desmatamento mundial vem se dando no Brasil e na Indonésia.
Um ranking publicado no relatório afirma que, entre 2000 e 2005, o Brasil teria desmatado um total de 31 mil quilômetros quadrados de sua área florestal, seguido pela Indonésia, que desmatou 18,7 mil quilômetros quadrados, e o Sudão, que derrubou 5,9 mil quilômetros de sua área florestal.
O desmatamento nos dois países com as maiores regiões de floresta no mundo vem ocorrendo, predominantemente, devido à transformação de suas áreas florestais em terras agrícolas.
Segundo o documento, o desmatamento no Brasil tem sido movido pela demanda por carne, soja e madeira.
Na Indonésia, ele tem sido estimulado pela demanda por madeira e por terras para o cultivo de palmeiras que fornecem óleo.
Nos dois países, afirma o Bird, o desmatamento tem sido causado "tanto por grandes interesses corporativos como pelo de pequenos proprietários".
Transformação
No Brasil, o relatório afirma que o índice de hectares desmatados foi de 2,7 milhões, entre 1990 e 2000, mas que ele passou para 3,1 milhões de hectares entre 2000 e 2005. Na Indonésia, ao contrário, os índices permaneceram inalterados no mesmo período.
O estudo do Bird afirma que áreas florestais do tamanho de países como Serra Leoa ou Panamá são perdidas anualmente devido a sua transformação em terras agrícolas. As regiões mais afetadas têm sido a América Latina e Caribe e a África Subsaariana.
O documento afirma que problemas de saúde causados por fatores ambientais são responsáveis por 80% das doenças, entre elas malária, diarréia e doenças respiratórias em todo mundo.
O relatório afirma que a maior parte dos países não conseguirá cumprir as chamadas Metas do Milênio até 2015.
As oito metas foram fixadas em 2000 por 191 países da ONU. As diferentes nações se comprometeram a implementar até 2015 medidas como pôr fim à fome e a miséria, fornecer educação básica e de qualidade para todos, reduzir a mortalidade infantil, combater a Aids, a malária e outras doenças e promover a qualidade de vida e o respeito ao meio ambiente.




birddesmatamentobrasilbg.shtml

25 maio 2008

O BOTICÁRIO - OS GRANDES EXEMPLOS EMPRESARIAIS


Projeto Oásis tem novo parceiroÁrea natural localizada na região abrangida pelo Projeto Oásis.A Fundação Agência da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (FABHAT) é a nova instituição colaboradora do Projeto Oásis da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza. A parceria possibilitará o intercâmbio de informações e experiências entre as duas instituições.O Projeto Oásis é uma iniciativa pioneira no Brasil que cria um mecanismo de pagamento por serviços ecossistêmicos a proprietários de terras que se comprometem a conservar integralmente áreas de remanescentes de Mata Atlântica na Área de Proteção aos Mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, especificamente na bacia hidrográfica da represa de Guarapiranga, e nas Áreas de Proteção Ambiental municipais do Capivari-Monos e Bororé-Colônia. As ações do projeto contribuem com a manutenção em longo prazo de um manancial estratégico para esta metrópole.A região de atuação do Projeto Oásis está inserida dentro da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (BAT), que abrange 34 dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo. Todas as questões ligadas aos usos dos recursos hídricos da BAT devem ser debatidas e decididas pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, que é uma entidade política, de caráter consultivo e deliberativo. “A FABHAT é o braço executivo do Comitê. Uma de suas funções é gerir os recursos da cobrança do uso da água”, comenta o diretor presidente da agência, Miron Rodrigues da Cunha. O objetivo da parceria entre FABHAT e a Fundação O Boticário é unir esforços para a conservação dos remanescentes de Mata Atlântica localizados na Área de Proteção aos Mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, especialmente na represa de Guarapiranga. “Vamos, juntos, propor a criação de políticas públicas que utilizem mecanismos de pagamentos por serviços ecossistêmicos como forma de estímulo financeiro à proteção desses mananciais”, explica o analista de projetos ambientais da Fundação O Boticário, Antônio Cristiano Cegana. Segundo Cegana, o Projeto Oásis vai ainda mais além: o objetivo da Fundação O Boticário é que outras instituições, públicas ou privadas, adotem práticas similares para proteger não só a Mata Atlântica como os outros biomas brasileiros.Para saber mais, acesse a página eletrônica do Projeto Oásis ou o sítio da FABHAT.

JOVENS BRASILEIROS ACREDITAM QUE AINDA DÁ TEMPO...EU TAMBÉM ACREDITO...!


Adolescentes brasileiros acham que ainda dá tempo de frear o Aquecimento Global
...MAS TEMOS QUE COMEÇAR JÁ!

E com o engajamento de toda a humanidade...NÃO DESMATAR, NÃO POLUIR, NÃO DESPERDIÇAR...COMECEMOS AGORA, AMIGO(A)S!

O amanhã é muito longe...vamos pensar VERDE, amar e respeitar a terra!

Data: 13/05/2008 - Os jovens brasileiros estão bastante preocupados com o meio ambiente. A juventude do país é considerada a mais otimista do mundo no que diz respeito às possibilidades de reverter os efeitos das mudanças climáticas no planeta. As constatações são de uma pesquisa realizada pela comunidade virtual Habbo Hotel em parceria com o Greenpeace, no fim do ano passado. A idéia era descobrir a percepção da população jovem mundial a respeito de temas como aquecimento global e as atitudes tomadas por eles para reverter a situação.
Cerca de 50 mil adolescentes de 20 países responderam o questionário. A comunidade é um espaço para fazer novos amigos e participar de jogos virtuais, dedicada a adolescentes com idades entre 13 e 18 anos. Há 10 milhões de participantes do Habbo no mundo. “O público do site não representa a realidade do país, mas esse é um indicativo importante sobre o comportamento do jovem brasileiro e não pode ser descartado”, afirma Marcus Imaizumi, gerente brasileiro da Sulake, empresa criadora do Habbo.
As respostas dadas pelos brasileiros que participaram da pesquisa apontam que 92% se preocupam com o aquecimento global e a poluição. A maioria dos adolescentes (72%) afirma que o Brasil sofrerá com os efeitos do aquecimento global. Mas poucos (33%) acreditam que o país contribua muito para a poluição do meio ambiente. Os jovens mais conscientes a respeito do papel do próprio país na emissão de poluentes são os japoneses, seguidos dos franceses e dos americanos. Os Estados Unidos são considerados pelos adolescentes o maior culpado pelo aquecimento global.
Os brasileiros (72%) também afirmam ter conhecimento suficiente sobre o tema e as formas de contribuir para reduzir os efeitos das mudanças climáticas. O desafio é colocar os conhecimentos teóricos em prática. “Já tinhamos consciência de que o povo brasileiro é bastante preocupado, mas só isso não basta. Os jovens precisam encontrar maneiras de agir”, destaca Mariana Schwatz, responsável pelo marketing do Greenpeace no Brasil.
De fato, outra pesquisa comprova a análise de Mariana. Intitulado de Cidadania sustentável: um chamado para a ação, o estudo realizado pelo Ibope-Inteligência mostra que há uma grande distância entre as intenções e as atitudes dos brasileiros. Em relação ao meio ambiente, 92% dos entrevistados afirma que separar lixo é uma obrigação da sociedade, mas apenas 61% confirmam que realizam a coleta seletiva em casa. A pesquisa aponta que 85% dos brasileiros reconhecem que pilhas e baterias são extremamente prejudiciais ao meio ambiente, mas 32% ainda as jogam no lixo comum.
Na opinião de Mariana, é importante saber que o público jovem da internet tem interesse pelo tema. “Eles têm um grande poder de mobilização, mas o engajamento ainda é pequeno. Entre as ações mais praticadas pelos estudantes, de acordo com a pesquisa, são: desligar a TV quando não se está assistindo, apagar a luz ao sair de um ambiente e utilizar lâmpadas frias em casa. Os jovens brasileiros se dizem dispostos a fazer reciclagem e conversar com os amigos para conscientizá-los da importância da preservação do meio ambiente.
Fonte: Revista Meio Ambiente

OS AMBIENTALISTAS E AS BOAS IDÉIAS PARA DIVULGAR A NOSSA BIODIVERSIDADE

Procuro frequentar, o máximo possível, blogs e sites ecológicos...gosto muito de todos, afinal, a causa é de todos nós, mas tem um blog, que me abasteço de energia verde, pois ele exala isto...é tanta clorofila que brota-lhe pelos poros, que inspira a seguir firme em nossa caminhada de conscientização dos homens.
Inclusive, o Jeison criou um jogo de cartas, estampadas com árvores de nossas florestas...muito interessante, vejam!
Uma pequena homenagem-difusão do blog do Engenheiro Florestal (IBAMA), Progresso verde.
Boa sorte, Jeison!


"Olá... saiu do forno o Super Trunfo Árvores Brasileiras, projeto que estava trabalhando há algum tempo ligado aos objetivos do Progresso Verde (http://progressoverde.blogspot.com), um espaço de discussão e informação para um planeta sustentável ...Inspirado no site Treta, que idealizou o "Super Trunfo Blogs", pensei: por que não fazer um Super Trunfo das árvores brasileiras permitindo que, ao mesmo tempo em que as crianças se divirtam, aprendam um pouco sobre a riquíssima flora nacional... claro que não há limite de idade, bastando imprimir o baralho, recortar as cartas e jogar segundo as regras do Super Trunfo original...O baralho conta com 32 cartas personalizadas, cada qual com 8 informações sobre diversas espécies arbóreas brasileiras, sendo 4 itens de confrontamento – ALTURA, DIÂMETRO, DENSIDADE DA MADEIRA e TEMPO DE GERMINAÇÃO das sementes. Para a escolha das espécies procurei incluir as mais conhecidas, árvores símbolos de Estados e regiões, mais importantes para a biodiversidade e economia... também é conhecido a FAMÍLIA, NOME POPULAR e CIENTÍFICO, além da OCORRÊNCIA da espécie no território nacional...Para ver o resultado, acesse http://progressoverde.blogspot.com/2008/03/super-trunfo-rvores-brasileiras.html"


20 de Março de 2008 - Super Trunfo Árvores Brasileiras...
Como no Natal, na Páscoa o Progresso Verde também dá presente. Não é chocolate, mas um trabalho de educação ambiental que tomou um pouco do meu tempo. Inspirado no genial Treta, que idealizou o "Super Trunfo Blogs", pensei: por que não fazer um Super Trunfo das árvores brasileiras permitindo que, ao mesmo tempo em que as crianças se divirtam, aprendam um pouco sobre a riquíssima flora nacional. Claro que não há limite de idade, bastando imprimir o baralho, recortar as cartas e jogar segundo as regras do Super Trunfo original.O baralho conta com 32 cartas personalizadas, cada qual com 8 informações sobre diversas espécies arbóreas brasileiras incluindo FAMÍLIA, NOME POPULAR e CIENTÍFICO, OCORRÊNCIA da espécie no território nacional e 4 itens de confrontamento – ALTURA, DIÂMETRO, DENSIDADE DA MADEIRA e TEMPO DE GERMINAÇÃO das sementes. Para a escolha das espécies procurei incluir as mais conhecidas, árvores símbolos de Estados e regiões, mais importantes para a biodiversidade e economia.
Então, faça o download do baralho pelo Rapidshare ou direto nos arquivos do Progresso Verde. Se não souber baixar pelo Rapidshare, aqui tem um tutorial.
Sempre lembrando que a reprodução é permitida - e incentivada -, desde que citada a fonte, podendo ser colocado um link do http://progressoverde.blogspot.com/ ou adicionar o button, lembrando que o blog e todos seus produtos são protegidos por uma Licença Creative Commons. Aguardo comentários.
Feliz Páscoa a todos e boa diversão.
IMPORTANTE
O nome e a marca Super Trunfo são de inteira propriedade de Grow Jogos e Brinquedos S.A. e não será explorado comercialmente por este blog. Todos os direitos reservados à empresa.
As imagens e informações das espécies foram retiradas dos livros Árvores Brasileiras v. 01 e 02, de Harri Lorenzi do Instituto Plantarum e todos os direitos são reservados.
Update 1: Considerando que as regras do jogo na Wikipedia não são muito explicativas, veja aqui mais detalhes de como jogar.

QUEIMADAS EM CANAVIAS DE SÃO PAULO(BRASIL) SERÃO BANIDAS À PARTIR DE 2014...ENQUANTO ISTO, O PLANETA AGONIZA!




Senhores Governadores, senhores deputados...2014, é tempo demais, a vida não pode esperar tanto, o véu da fumaça ronda nossas cabeças, é tempo de um BASTA NAS QUEIMADAS DE CANAVIAIS.

Senhores empresários canavieiros, não se trata de prejuízo financeiro ou redução dos lucros, mas de um ENORME PREJUÍZO PARA A VIDA, A SUA VIDA, A MINHA VIDA...a nossa VIDA!

STOP NOW!

PAREM JÁ COM AS QUEIMADAS!

10/03/08 - As queimadas nos canaviais do Estado de São Paulo terão de ser extintas até 2014. Nesta segunda-feira, o governo do Estado e representantes dos fornecedores do setor sucroalcooleiro assinaram o Protocolo Agroambiental que determina a antecipação do prazo. Pela lei em vigor atualmente, as queimadas tem de ser eliminadas até 2021. No evento, que aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, o secretário do Meio Ambiente, Francisco Graziano Neto, informou que as queimadas podem ser eliminadas até dois anos antes do fim desse prazo, ou seja, em 2012. O protocolo faz parte do pacote com 21 Projetos Ambientais Estratégicos lançado pelo governo estadual em abril do ano passado...
...ENQUANTO ISTO, A VIDA NO PLANETA TERRA CONTABILIZA O SEU PREJUÍZO MORTAL:
1 - A SUSTENTABILIDADE AGRÍCOLA - O uso do fogo na agricultura é altamente pernicioso a terra, pois provoca a desertificação (como ocorreu no nordeste brasileiro), pelas alterações climáticas, como conseqüência da destruição da cobertura florestal nativa e pela falta de proteção para as nascentes e mananciais, ocasionando uma alteração irreversível no ciclo das chuvas.
As queimadas da palha da cana-de-açúcar provocam vários impactos ambientais negativos que afetam a sustentabilidade da própria agricultura. No solo, o fogo altera as suas composições químicas, físicas e biológicas, prejudicando a ciclagem dos nutrientes e causando a sua volatilização.
As queimadas provocam um uso maior de agrotóxicos e herbicida, para o controle de pragas e de plantas invasoras, sendo que esta prática, agrava ainda mais a questão ambiental, afetando os micro organismos do solo e contaminando o lençol freático e os mananciais. A contaminação da água pode atingir níveis de difícil ou até mesmo impossível recuperação.
As queimadas causam a liberação para a atmosfera (segundo foi comprovado pelo INPE de São José dos Campos e UNESP de Jaboticabal) de ozônio, de grandes concentrações de monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2), que afetam a saúde dos seres vivos, reduzindo também as atividades fotossintéticas dos vegetais, prejudicando a produtividade de diversas culturas. As queimadas liberam grandes quantidades de gases que contribuem para a destruição da camada de ozônio na estratosfera e, assim, possibilitam que raios ultravioletas atinjam em maior quantidade a Terra e causem efeitos cancerígenos e mutagênicos. Por outro lado, os gases que ficam concentrados na atmosfera absorvem a energia térmica dos raios infravermelhos refletidos pela superfície da Terra, contribuindo com o efeito estufa que gera uma reação em cadeia negativa para o planeta.
Durante a queimada da palha da cana-de-açúcar a temperatura a 1,5 cm de profundidade chega a mais de 100º e atinge 800º centígrados a 15 cm acima da terra, afetando gravemente a atividade biológica do solo, responsável por sua fertilidade. O aumento da temperatura do solo provoca a oxidação da matéria orgânica, sendo que houve constatação na Colômbia de redução em 55% a 95% no teor da matéria orgânica em solos após as queimadas.
As queimadas eliminam os predadores naturais de algumas pragas, como as vespas, que são inimigas da broca da cana Diatrea saccharalis (que é a principal praga da cana na região de Ribeirão Preto), provocando o descontrole desta praga e exigindo assim a utilização cada vez maior de agrotóxicos, provocando maior contaminação ambiental. Na mesma linha, o fogo não mata as sementes das gramíneas invasoras e estas, por não estarem cobertas pela palha, germinam rapidamente.Para combater essas plantas invasoras, os agricultores utilizam herbicidas em grande escala e em quantidade cada vez maior, motivo pelo qual a cultura da cana é responsável pelo uso de mais de 50% de todos os herbicidas utilizados na agricultura brasileira.
A queimada eliminando da cobertura vegetal do solo favorece o escorrimento superficial da água das chuvas, agravando o processo erosivo. Esse fenômeno é explicado pela insuficiência de cobertura do solo superficial que sofre forte compactação pelas chuvas e vai ficando impermeável, dificultando a infiltração da água e a brota da vegetação. O solo vai empobrecendo, pela eliminação da matéria orgânica. A queima altera a umidade do solo, por causa das mudanças na taxa de infiltração de água, no volume de enxurrada, na taxa de transpiração, na porosidade e na repelência do solo à água e, conforme suas características, o solo pode ficar mais impermeável, situação esta que torna o terreno excessivamente duro e mais sujeito a erosões.
Depois das queimadas também se verifica aumento do aquecimento na superfície do solo, pela maior absorção da radiação solar, fato causado não só pela perda da cobertura vegetal, mas também pela cor que fica na terra (do cinza ao preto). Se o fogo não fosse utilizado como prática agrícola, seria bem maior o aproveitamento dos fertilizantes químicos e orgânicos (aplicados em quantidades cada vez maiores), haveria melhoria das qualidades físicas, químicas e biológicas do solo com sua melhor conservação e conseqüentemente maior produtividade, ocorreria melhoria da capacidade de infiltração da água na terra aumentando a retenção de umidade e reduzindo a erosão pelo efeito da cobertura com palha que serviria de proteção ao solo.
Em conclusão a prática das queimadas é prejudicial à agricultura pelos seguintes argumentos: a)Deixa o solo desnudo, o que aumenta as perdas por erosão, principalmente em terrenos íngremes; b)Volatiliza substâncias necessárias à nutrição das plantas; c)Destrói grande parte da matéria orgânica do solo; d)Elimina os microorganismos úteis do solo; e)diminui a progressivamente a fertilidade do solo e a produtividade das lavouras.
Considerando a sustentabilidade da própria atividade agrícola, as queimadas provocam mudanças no ciclo hidrológico e na composição da atmosfera, contribuindo para uma degradação ambiental que afeta todos os seres vivos.
2 - OS IMPACTOS NA FLORA: - A destruição da vegetação florestal nativa do Brasil e, em especial, no Estado de São Paulo, tem ocorrido nos diversos ciclos de implantação de culturas e pastagens sendo o ultimo deles o da monocultura canavieira. Como exemplo temos a região de Ribeirão Preto que até a década de 1970 tinha 22% de cobertura florestal ativa, sendo que com o estimulo do PROALCOOL essa área foi reduzida para menos de 3% nos dias atuais. Mesmo com essa cobertura florestal irrisória para manter o equilíbrio ecológico da região, o fogo continua invariavelmente atingindo os últimos e pequenos remanescentes de vegetação nativa.
Os canaviais não são plantados em áreas distantes, isoladas de outras culturas ou vegetações. Na verdade, eles se estendem até os limites de florestas, unidades de conservação, áreas de proteção ambiental, áreas de preservação permanente e áreas de plantio de outras culturas.
Como as queimadas são efetuadas na estiagem, não raro as vegetações limítrofes são atingidas, diretas ou indiretamente, sofrendo danos irreparáveis ou de difícil reparação.
Como exemplo temos a Estação Ecológica de São Carlos, Unidade de Conservação localizada no Município de Brotas - SP, que tem uma história de destruição causada pelas queimadas da cana-de-açúcar.
Os canaviais da Usina da Serra estendem-se até os limites dessa Unidade de Conservação, sendo que há um histórico de danos diretos e indiretos, nela provocados pelas queimadas realizadas nessa monocultura.
Esses danos não são só causados por fogo provocado pelas fagulhas, mas também pela alta temperatura alcançada na queimada, que destrói a vegetação da borda, dando espaço para ervas daninhas, que se alastram pela área protegida.
São comuns as notícias publicadas sobre a destruição dos remanescentes de vegetação nativa por incêndios, com início a partir das queimadas da palha da cana-de-açúcar, sempre com alegações dos representantes do setor sucro-alcooleiro afirmando que o fogo fugiu ao controle.
3 - OS IMPACTOS NA FAUNA: - As queimadas dos canaviais, em regra, eram feitas a partir dos quatro lados da plantação, sendo que o fogo parte das extremidades para o centro e a temperatura chega a alcançar 800 º C. Essa prática, conhecida como "queimada em círculo", embora condenável, é sabido que ainda é utilizada em diversos lugares do Brasil. No Estado de São Paulo as queimadas têm sido feitas geralmente a partir de dois lados dos canaviais, para reduzir os riscos de acidentes. De qualquer forma o fogo tem destruído um número ainda incalculável de espécimes da fauna nativa, a saber, desde insetos até mamíferos.
Os biólogos que trabalham no Parque Ecológico de São Carlos-SP desde 1989, relataram que não raro resgatavam das queimadas - na maioria das vezes sem sucesso - animais como gatos do mato, onças-pardas, lobos-guará, veados, tamanduás, tatus, cobras e muitos outros. Esses indivíduos eram resgatados das queimadas dos canaviais e raramente sobreviviam. Relataram também que é enorme a quantidade de animais que morrem pelo fogo, pela elevada temperatura ou por asfixia causada pela fumaça. Além disso, há um número espantosamente maior de outros integrantes da fauna, como insetos, pequenos roedores e pássaros, que são completamente incinerados e sequer deixam vestígios notáveis.
Explicaram que muitos animais por não encontrarem mais as matas nativas que foram destruídas para implantação dos canaviais, tem como único abrigo o próprio canavial, que serve para sobrevivência e a procriação dessas espécies. Por este motivo, é muito comum o animais silvestres se multiplicarem no meio dos canaviais, onde muitas aves, como pombas, nhambus, codornas e perdizes fazem seus ninhos e colocam seus ovos, também atraídas pela farta oferta de insetos. Essa povoação atrai predadores como cobras, ratos e lagartos, que por sua vez atraem outros predadores de maior porte, como o cachorro-do-mato, o lobo-guará e a onça-parda. A esta população juntam-se outros animais, como a capivara e a paca. Impiedosamente a queimada alcança esse nicho ecológico que tenta se restabelecer dentro do canavial, matando os animais que dificilmente conseguem fugir dessa verdadeira armadilha preparada pelo homem.
Não existe um levantamento estatístico científico sobre a quantidade de animais, nem de todas as espécies que morrem, em média, por hectare de canavial queimado.
Os dados existentes são escassos e representam uma fração bastante pequena da realidade, pois são referentes apenas aos animais que são resgatados com vida e levados a um atendimento emergencial.
Assim, estão fora deste levantamento todos os insetos e praticamente todas as aves e pequenos roedores. Também não estão computados animais que conseguem fugir, lesionados, que acabam por morrer em outro lugar.
A Polícia Ambiental do Estado de São Paulo passou a desenvolver a partir do ano de 2002 um trabalho que consiste em operações de constatações de danos à fauna pelas queimadas, logo após a sua utilização nas lavouras de cana-de-açúcar.
A informação é que são encontrados muitos animais mortos, moribundos ou abalados pelo calor, fumaça e fogo, além de um número incalculável de pequenos animais cujo desaparecimento no meio da queimada não deixa vestígios.
Como se constata, não existe um trabalho científico, sobre o numero de espécimes atingidos por hectare de cana queimada, mas as informações já existentes revelam um grande impacto sobre a fauna e o conseqüente desequilíbrio ecológico.
Concluímos que a queimada da palha da cana-de-açúcar, embora muitas vezes feita com autorização do poder público, é uma prática que infringe a lei, pois provoca danos na fauna, que é especialmente protegida por leis federais e estaduais.