31 maio 2008

OS CRÉDITOS DE CARBONO E A CONFERÊNCIA DE BALI (INDONÉSIA) SÃO DISCUTIDOS NA FIESP (FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO)

Foto: arrozais - interior de Bali - Indonésia

São Paulo - 23/01/2008 - Especialistas apresentam resultados da Conferência de Bali na Fiesp

Medidas voltadas à redução das emissões de gases causadores do efeito estufa assumem caráter mais rígido.

A Conferência também deu ênfase aos mecanismos de produção mais limpa e ao controle estrito do desmatamento florestal.

Foi realizado , na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Brazilian Carbon Beureau (BCB), o primeiro relato público, no Brasil, sobre os assuntos tratados durante a 13ª Conferência do Clima, realizada em Bali, na Indonésia, de 3 a 14 de dezembro de 2007.

Os especialistas Marco Antonio Fujihara (que integra o Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp), Luiz Gylvan Meira Filho e Antonio José Ludovino Lopes pontuaram os principais aspectos tratados na Conferência e o que isso significa, na prática, para a vida dos países, das empresas e dos cidadãos.

Eles foram unânimes em afirmar que as discussões de Bali abriram novas perspectivas para um acordo global contra o aquecimento do planeta. Num acordo que, nas palavras de Luiz Gylvan Meira Filho, “foram extremamente complexas”, representantes de 190 nações firmaram um pacto para a redução da emissão de gases causadores de efeito estufa. A meta ideal, explicou Gylvan, é reduzir 60% das emissões globais: um objetivo bastante ambicioso, que assusta principalmente os países menos desenvolvidos, receosos de que as novas diretrizes ambientais limitem sua capacidade de crescimento.

Na reunião, criou-se o chamado “mapa do caminho”, um documento que apresenta basicamente duas estratégias que devem convergir para um acordo global. De um lado, estão os países desenvolvidos, signatários do Protocolo de Kyoto, que têm o compromisso de reduzir em 5,2% nas emissões de gases de efeito estufa entre 2008 e 2012. Projeções da ONU indicam que as nações ainda não cumprem o que foi acordado. Apesar disso, em Bali, os países europeus insistiram na necessidade de reduzir as emissões para algo entre 25% e 40% até 2020. Também foi enfatizada a importância da cooperação tecnológica entre países ricos e pobres, de modo que os últimos possam crescer sem que isso implique em degradação ambiental. Do lado dos “países pobres”, uma das principais novidades foi a criação de um “fundo de adaptação”, que será gerido pelo Global Environment Fund (GEF). Os recursos para este projetos serão obtidos por meio da cobrança de taxas nas transações do mercado de crédito de carbono.

As questões fechadas com um certo consenso envolveram 133 nações em desenvolvimento, mais a China, que aceitaram discutir a tomada de ações “mensuráveis, reportáveis e verificáveis” de redução de emissão de gases de efeito estufa.

Como as decisões afetam o BrasilEspecialista em mercado de carbono, Marco Antonio Fujihara assinalou que o Brasil tem perspectivas interessantes nesse campo. Uma das boas novas é a criação, pelo Banco Mundial, de um Fundo de Investimentos para evitar desmatamentos. “Os projetos florestais ganham maior importância”, disse Fujihara, para quem os mecanismos de desenvolvimento limpo, descritos pelo artigo 12 do Protocolo de Kyoto, também mantêm grande relevância.

Ele lembrou, porém, que segundo as novas diretrizes, o Brasil, a Índia e a China, principais expoentes dos países emergentes, talvez precisem se comprometer muito mais com a redução de emissões do que vinha acontecendo até agora. Esse controle se dará por meio de controle do desmatamento, de manejo sustentável, de mudanças no uso do solo e no aumento do estoque de carbono florestal, entre outras medidas possíveis. Em Bali, a delegação brasileira apresentou a proposta de um Fundo para Proteção e Conservação da Amazônia Brasileira. Em princípio, trata-se de um fundo de caráter voluntário, com aporte inicial de US$ 150 milhões, operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A administração desse fundo ficará a cargo de um conselho consultivo, integrado por representantes dos governos federal e estaduais, entidades não-governamentais, especialistas, cientistas e empresários.Sílvia Lakatos, Fonte: Agência Indusnet Fiesp

30 maio 2008

EUA E O MERCADO DE CARBONO MUNDIAL


EUA podem fazer mercado de carbono valer 2 trilhões de euros


A possibilidade cada vez mais iminente de os Estados Unidos adotarem metas para as emissões de gases do efeito estufa tem aguçado as expectativas dos investidores. Analistas da Point Carbon afirmam que o mercado global de carbono pode valer 2 trilhões de euros em 2020 se os EUA criarem um esquema próprio de comércio de emissões. O estudo, apresentado na última semana, mostra que o país pode representar 67% (ou 1,25 trilhão de euros) do mercado em 2020, comercializando um volume total de 38 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e). O mercado da União Européia (único existente até agora) ocuparia segundo lugar, com 23% das permissões de emissões e um comércio de 9 bilhões de toneladas de CO2e. Os cálculos estipulam o preço da tonelada de carbono a 50 euros em 2020 – o dobro do valor atual praticado na Europa. Também supõem que um esquema "cap and trade" (de limite e comércio de emissões) será introduzido nos EUA até 2020 e que a União Européia terá uma meta de 25% para redução de emissões, incluindo as da aviação. Ainda contam que esquemas de carbono se tornarão operacionais na Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Japão, Coréia, México e Turquia.

Em discussão

Um dos pressupostos para o crescimento do mercado de carbono previsto pela Point Carbon está prestes a se tornar realidade. Na próxima semana, o Senado norte-americano debate a criação de um sistema “cap and trade” para os EUA. Uma nova versão para o projeto de lei conhecido como Ato de Segurança para o Clima de Lieberman-Warner define o corte de emissões em 66% até 2050.

A administração Bush sempre foi contra programas obrigatórios de corte de emissões – sendo o único grande país industrializado a ficar de fora do Protocolo de Quioto. Mas a história está prestes a mudar, uma vez que os três candidatos à eleição presidencial (todos senadores) são favoráveis a esquemas de redução de emissões, defendendo que um sistema “cap and trade” deve entrar em ação em 2009. Avaliação Para Camilo Terranova, diretor da New Carbon Finance, que abre filial no Brasil no próximo mês, os EUA são sem dúvida a chave para o crescimento do mercado de carbono, tanto em termos de permissões quanto de créditos oriundos de projetos. Ele explica que a nova versão da proposta Lieberman-Warner (apresentada pela senadora Barbara Boxer) tem várias implicações, inclusive de controle sobre os preços do carbono até 2020, com um teto de 25 dólares. Isso, segundo Terranova, já alteraria as previsões que consideram o crédito a 50 dólares em 2020. “Os números de crescimento deste mercado são um tanto quanto incertos. O que se tem cada vez mais certeza é de que ele crescerá”, avalia. O diretor da EcoSecurities no Brasil, Maurício de Moura Costa, concorda com essa última observação. “Os fatores apresentados multiplicariam o tamanho do mercado comparativamente ao existente sob o Protocolo de Quioto. No entanto, as variáveis existentes são inúmeras, de modo que qualquer valor que se mencione hoje, para o mercado de 2020, contém um elevado grau de incerteza”. Já o gerente de projetos da Mundus Carbo, Henrique de Almeida Pereira, acredita que o crescimento do mercado de carbono tem se dado de forma acelerada, o que traz conseqüências para qualquer novo mercado em expansão. “Todo novo mercado sofre do mesmo mal. A falta de informação e a deficiência institucional são problemas que precisam ser solucionados para evitar distorções e incertezas”, afirma.

A boa vontade política fez com que o mercado de carbono amadurecesse mais rapidamente do que outros novos mercados, avalia o gerente. “Contudo, ainda estamos longe de atingir o estágio de maturidade ideal”, ressalta. A brevidade do primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto é apontada por ele como uma das dificuldades para a consolidação deste novo mercado. “Deve-se entender que a constituição de um mercado como este, com um grande componente político, não é simples e a sua análise deve ultrapassar a fronteira (simplista) de valores transacionados e número de projetos”, explica. Pereira considera, por exemplo, que o MDL foi bastante limitado em sua concepção. “Por um lado, isto simplificou a gênese do mercado - os projetos de carbono buscaram até hoje o óbvio e facilmente executável. Por outro lado, atividades importantes foram excluídas ou se tornaram muito complexas para serem executadas, como os projetos de eficiência energética”.

FUTURO

Moura da Costa esclarece, no entanto, que as projeções de crescimento apresentadas pela Point Carbon referem-se ao mercado de carbono de um modo geral, que vai além do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. “O MDL é o único mecanismo de comércio de emissões que envolve países em desenvolvimento, como o Brasil”. Sobre o mercado norte-americano, o diretor da EcoSecurities destaca que existem diversas iniciativas internas em curso nos EUA para a implementação de um sistema federal de redução de emissões. “As principais delas estabelecem sistemas “cap and trade”, mas fundamentalmente voltados para o mercado interno”. Ele entende que as reduções de emissões ocorridas fora dos EUA seriam admitidas de modo relativamente limitado: “Em termos de volume e natureza, os créditos do MDL, por exemplo, poderiam ser excluídos”, explica. “No entanto, caso os créditos de MDL venham a ser admitidos, ainda que com limites quantitativos (por exemplo, 10% das necessidades internas), ainda assim representaria um grande acréscimo na demanda por créditos, tendo em vista a dimensão do mercado americano”, conclui.

Necessidade

No meio de tantas incertezas em relação aos números do mercado, uma afirmação segura é de que o aquecimento da Terra se mantém com um aumento médio de 2ºC. “Para conter as mudanças climáticas, teremos que investir muitos bilhões de dólares a mais do que sem tem feito ate agora em energias renováveis, eficiência energética e em fontes de captura e armazenamento de CO2”, afirma Terranova. Um relatório publicado pela New Energy Finance e pelas Nações Unidas mostra que os investimentos totais em energia renovável no mundo em 2007 foi de 148 bilhões de dólares, enquanto o mercado de carbono representou cerca de 64 bilhões de dólares. Terranova acredita que os EUA terão um sistema “cap and trade” de uma forma ou outra e deverão aceitar certos níveis de uso de créditos internacionais incluindo oriundos de projetos relacionados às florestas. Ele ressalta apenas que o esquema deverá ser aprovado no ano que vem, pois os senadores democratas não irão permitir que o governo Bush ganhe os créditos pela aprovação do projeto e beneficie o candidato republicano nas eleições que estão por vir. Enquanto uma proposta não se torna lei, vários cenários podem ser criados, tanto para os EUA quanto para o mundo. Terranova sugere um em que, após os EUA derem metas a si mesmos, a China aceita certo tipo de metas (setoriais, por exemplo) e, com isso, faça com que todos os principais emissores dentro dos chamados países em desenvolvimento aceitem metas também. “A real contribuição norte-americana para o mercado e para o clima irá se materializar quando o país assumir seu papel de maior emissor e buscar se integrar na solução apresentada por Quioto”, defende Pereira. “Pessoalmente acredito que alguns obstáculos precisam ser vencidos, mas sou otimista e acredito que o que vivenciamos hoje é apenas o início de um mercado ambiental muito maior. Espero apenas que as reformas necessárias pra o fortalecimento do mercado comecem a tomar forma em 2009”, finaliza.
Fonte: Carbono Brasil - http://www.remade.com.br/pt/noticia.php?num=4454

ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DE BIOENERGIA(WORLD BIOENERGY ASSOCIATION)



29.05.2008 - ENERGIA

Associação Mundial de Bioenergia (World Bioenergy Association) - lançada em Jönköping, Suécia
A Associação Mundial de Bioenergia (World Bioenergy Association), uma organização global para o pujante setor de bioenergia, será lançado durante o congresso, ainda em andamento, do World Bioenergy 2008, em Jönköping, na Suécia. Uma primeira reunião com um conselho interino foi realizada nesta data, e as metas e o plano de ação para a nova organização serão apresentados na sessão de encerramento do congresso.

O objetivo da nova organização é a de ser uma voz global para a bioenergia, e a de promover a utilização de bioenergia de forma sustentável e economicamente eficiente.

A Associação Mundial de Bioenergia também participará no desenvolvimento dos sistemas de certificação para garantir que os combustíveis sejam produzidos de forma ambientalmente correta e sustentável, and sob condições trabalhistas e sociais aceitáveis.

A organização também promoverá comércio com biocombustíveis e biomassa, normalização de combustíveis, desenvolvimento técnico e pesquisa. Uma tarefa importante é a de monitorar o potencial para bioenergia em diferentes partes do mundo. A organização está aberta a associações nacionais e regionais de bioenergia, bem como a empresas comerciais associadas ao campo de bioenergia.

O motivo para essa iniciativa, tomada pela Svebio (Associação Sueca de Bioenergia), é que, até agora, não havia uma organização para negócios de bioenergia, em nível global. Isso tem sido encarado por muitos como um problema, especially quando os combustíveis são cada vez mais questionados no debate público.

O aumento da utilização da bioenergia é necessário, levando em consideração os altos preços dos combustíveis fósseis e o impacto de tais combustíveis sobre o clima.


Para maiores informações sobre a Associação Mundial de Bioenergia, entre em contato com Kjell Andersson, na Svebio, pelo seguinte número de telefone: ++46 (0)70-4417192.
Fonte: World Bioenergy Association

29 maio 2008

O DESEQUILÍBRIO DA NATUREZA - HOJE (29/05/2008)


Quinta-feira, 29/05/2008


Mudanças no clima atingem países da Europa
Uma forte ventania cobriu a cidade alemã de Cologne com areia negra, que teria vindo do Deserto do Sarra. A cidade alemã ficou às escuras durante parte do dia. A tempestade teve origem no deserto do Saara, na África, e atravessou o Mar Mediterrâneo e o sul da Europa.

Na Bélgica, uma tempestade causou estragos nas províncias de Liege e Luxemburgo.

Em Cima da Hora
Terra treme na Islândia
Um forte terremoto de 6.1 na escala Richter atingiu a Islândia o tremor foi sentido até na capital. Em alguns locais houve deslizamentos de terra e casas ficaram destruídas.

ONDE DEIXAR OU DOAR O SEU ELETRÔNICO DESCARTADO

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now
São Paulo - 26 de abril de 2007 - Atualizada em 26 de abril de 2007

Confira lista com empresas e instituições que recebem seu PC velho para reciclagem ou doe a máquina para inclusão digital.

Pilhas - Podem ser entregues na rede de farmácias Drogaria São Paulo.

Baterias de celulares - Podem ser entregues nas caixas de coleta das lojas da sua operadora ou na rede de assistência técnica autorizada do fabricante do aparelho.

Computadores e eletrônicos em geral

Dell
A fabricante de computadores possui dois programas: um de inclusão digital, que recebe micros usados e os doa a centros comunitários (www.pensamentodigital.org.br) e outro de recolhimento de PCs antigos da marca (www.dell.com.br).

HP
A fabricante coleta computadores usados por meio da sua rede de distribuidores e revendas. Mais informações pelo telefones: (11) 4004-7751, para Grande São Paulo; 0800 709-7751, demais localidades.

Museu do Computador
Aceita qualquer tipo de doação. Os equipamentos são guardados para o acervo do museu e utilizados para fazer arte com sucata.
Telefone: (11) 5521-3655

CDI
Recebe computadores doados para programas de inclusão digital. As máquinas devem ter processador Pentium II ou superior, HD de no mínimo 2 GB e memória RAM de no mínimo 64 MB. Caixas de som, hubs, impressoras, kits multimídia, modems, mouses, no-break, scanners e teclados são recebidos somente em bom estado. Mais informações, acesse o site.

O LIXO ELETRÕNICO DE CADA DIA E O MAL DESENCADEADO




Foto: Criança sentada sobre uma montanha de fios em Guiyu, China.

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
São Paulo - 26 de abril de 2007 - Atualizada em 02 de maio de 2007

Chumbo, mercúrio e cádmio.

Esses são alguns dos elementos que estão nos computadores, celulares e TVs de plasma.
Vilões silenciosos. É assim que a engenheira ambiental Fátima Santos, gerente técnica e comercial da empresa de reciclagem de resíduos químicos Suzaquim, define os componentes tóxicos presentes nos equipamentos eletrônicos e baterias, que podem pôr em risco a saúde dos seres humanos casos estes materiais não sejam descartados de forma apropriada.“Os indivíduos envenenados por esses elementos químicos, como chumbo, mercúrio e cádmio, serão tratados pelos sintomas. Dificilmente o médico vai identificar o que causou a doença, a não ser que o índice de recorrência em uma certa região seja muito alto”, justifica a especialista.
A contaminação por estes elementos pode se pelo contato direto, no caso de pessoas que manipulam diretamente as placas eletrônicas e outros componentes perigosos dos eletrônicos nos lixões a céu aberto, comuns em certos locais da Ásia e da África, principalmente. Mas também pode acontecer de forma acidental.

Quando um eletrônico é jogado em lixo comum e vai para em um aterro sanitário, há grande probabilidade que os componentes tóxicos contaminem o solo e cheguem até os lençóis freáticos, afetando também a água, segundo a especialista. “Essa água pode ser usada para irrigação, para dar de beber ao gado e dessa forma, seja pela carne ou pelos alimentos, esses elementos podem chegar até o homem”, complementa ela.

Embora os fabricantes estejam sendo pressionados a eliminar ou pelo menos reduzir o uso destes componentes nos produtos, os equipamentos mais antigos, que estão indo parar no lixo hoje, contém muitas destas substâncias.

Os danos causados pelos componentes tóxicos são diversos. Confira as principais doenças que podem ser causadas pelos elementos mais comuns encontrados nos eletrônicos que usamos no dia-a-dia:

Chumbo: Causa danos ao sistema nervoso e sanguíneo

Onde é usado: Computador, celular, televisão
Mercúrio: Causa danos cerebrais e ao fígado.

Onde é usado: Computador, monitor e TV de tela plana

Cádmio: Causa envenenamento, danos aos ossos, rins e pulmões.

Onde é usado: Computador, monitores de tubo antigos, baterias de laptops

Arsênico: Causa doenças de pele, prejudica o sistema nervoso e pode causar câncer no pulmão.

Onde é usado: Celular

Belírio: Causa câncer no pulmão.

Onde é usado: Computador, celular

Retardantes de chamas (BRT): Causam desordens hormonais, nervosas e reprodutivas.

Onde é usado: Diversos componentes eletrônicos, para prevenir incêndios

PVC: Se queimado e inalado, pode causar problemas respiratórios

Onde é usado: Em fios, para isolar corrente

Fontes: Greepeace e Waste Guide

A COSTA RICA DÁ O SEU MARARAVILHOSO EXEMPLO RESTAURANDO SUAS FLORESTAS NATURAIS




Nona Conferência das Partes (COP-9) da Convenção sobre Diversidade Biológica - Bonn - Alemanha - (Ninth meeting of the Conference of the Parties to the Convention on Biological Diversity - 28-30 May 2008, Bonn, Germany)

Na Costa Rica, já há uma tradição de procurar por drogas milagrosas na floresta. O Instituto Nacional de Biodiversidade (INBio) foi fundado na capital, San José, em 1989. Nos anos 90, a empresa farmacêutica Merck investiu US$ 4 milhões no instituto de pesquisa, que já adquiriu reputação mundial. Os executivos da Merck prometeram doar 10% dos lucros de descobertas potenciais para o país, com parte do lucro destinado à conservação.

As borboletas, plantas e fungos da Costa Rica detêm a chave para novas drogas para combate da malária e câncer, ou ao menos fornecer ingredientes para novos cremes para pele e xampus anticaspa? Os renomados pesquisadores do INBio continuam à procura de respostas para estas perguntas, buscando constantemente substâncias naturais úteis.

Em uma manhã recente, por exemplo, Jorge Blanco, um especialista em fungos, estava analisando cuidadosamente as folhas da Monimiaceae siparuna, uma planta que lembra a família do loureiro. Usando um escalpelo, ele cortou as preciosas folhas verdes e colocou os pedaços em pratos de cultura. Logo brotariam fungos que antes cresciam apenas dentro das folhas. Para obter a planta, Diego Vargas, um biólogo que trabalha no INBio, passou duas horas do dia anterior em um utilitário esportivo, dirigindo por estradas sinuosas no Parque Nacional Braulio Carrillo, ao longo das encostas do vulcão Barva.

Vargas, vestindo um boné, camiseta branca e luvas azuis de borracha, fotografa as plantas na mat a virgem, então usou tesouras de jardim para retirar as infrutescências de várias plantas e as coloca cuidadosamente em sacos. Espiando nos pequenos arbustos, ele encontrou a Monimiaceae siparuna, uma planta com minúsculas flores amareladas. Ele girou suas tesouras de jardim como um caubói com seus revólveres, então cortou habilmente as infrutescências: um pequeno corte para Vargas, mas um corte gigante para a humanidade?

"Muitos dos fungos que vivem nas folhas desta planta nunca foram estudados, porque são muito difíceis de isolar", disse Vargas. "Eles podem muito bem produzir muitas substâncias interessantes que ainda desconhecemos.

"Desde que o INBio foi fundado no final dos anos 80, seus cientistas já examinaram milhares de insetos em sua busca por substâncias naturais úteis. Atualmente, equipamento de alta tecnologia no laboratório especial do instituto, em Herédia, um subúrbio de San José, é usado principalmente para analisar extratos de plantas, micróbios e fungos.

O grande bio-boom ainda não se materializou, levando a Merck e alguns outros grandes investidores a retirarem seu financiamento. "As companhias farmacêuticas não querem mais pagar pelo longo processo necessário para encontrar substâncias promissoras na natureza", disse Giselle Tamayo, a coordenadora técnica da divisão de prospecção da biodiversidade do INBio.

Todavia, Tamayo insistiu que o centro de pesquisa, que agora trabalha basicamente com universidades, ainda é "um modelo de sucesso". O instituto, disse Tamayo, ajuda a demonstrar como os países em desenvolvimento podem compartilhar as bênçãos da biotecnologia ao mesmo tempo que protegem sua própria biodiversidade. Uma parte das taxas de licenciamento que o INBio recebe é destinada à proteção das florestas costarriquenhas.

A Costa Rica já é considerada um país modelo dentro do movimento internacional de conservação. No próspero setor de ecoturismo do país, cerca de 1,5 milhão de turistas gastam perto de US$ 1,5 bilhão por ano para visitar as maravilhas naturais das florestas tropicais e florestas de montanha costarriquenhas. E proteger estas florestas foi elevado ao patamar de doutrina nacional na Costa Rica. Nos anos 70 e 80, madeireiros derrubaram quase 80% da floresta tropical costarriquenha. Hoje, mais da metade do país está novamente coberto por floresta.

Na parte sul do país, a densamente florestada Península de Osa se projeta no Pacífico. No interior da mata, nas montanhas acima da minúscula aldeia de Golfito, Jorge Marin Picado vigia 46 hectares de floresta primitiva. Um bando de araras vermelhas sobrevoa o local, onde o cheiro de vegetação em decomposição preenche o ar. Trepadeiras serpenteiam tronco acima de árvores gigantes. Picado, carregando um facão comum em seu cinto, é o administrador da "finca", ou fazenda, empoleirada ao longo da borda da cadeia costeira. Segundo um acordo que o proprietário da fazenda assinou com a agência florestal costarriquenha, o governo lhe paga US$ 350 por hectare por ano para que mantenha a floresta intacta e impeça qualquer um de roubar plantas ou cortar árvores ilegalmente.

Recompensando os agricultores por manterem as árvores intocadas
O governo chama o sistema de programa de "Serviços Ambientais" e os conservacionistas o consideram exemplar. Segundo o programa, o governo recompensa os proprietários por plantarem novas árvores ou deixarem a floresta existente intocada. "Nós queremos ampliar a área florestal e oferecer aos agricultores uma alternativa", disse Katia Alegria, da agência florestal. Como resultado, as terras em que até agora o gado pastava estão se tornando novamente florestas. Em vez de bananeiras e palmeiras, espécies locais como teca e guaritá estão crescendo nas novas e antigas florestas preservadas.

O programa é financiado com impostos sobre a venda de gasolina e fundos do Banco Mundial e do Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environment Facility, GEF), para o qual contribuem os países membros da CDB. Mas a Costa Rica também espera no futuro obter lucro com o dióxido de carbono capturado pelas árvores.

De fato, a capacidade de capturar enormes quantidades de CO2 da atmosfera e armazená-las poderia significar a salvação das florestas nesta era em que o homem está desesperadamente em busca de formas de deter o aquecimento global. Pântanos também podem capturar quantidades substanciais de CO2. Recuperá-los e preservá-los "oferece uma forma custo-eficaz de coibir a mudança climática e proteger a diversidade", disse Steiner, o diretor-executivo do Pnuma.


Tradução: George El Khouri Andolfato


GLOSSÁRIO:
PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente -foi criado em 1972, como resultado da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano

INBio - Instituto Nacional de Biodiversidade (INBio) foi fundado na capital, San José, em 1989.