10 junho 2008

TUVALU E OS EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL

Foto: Vista da costa serpenteada do atol onde fica Funafuti, capital do Tuvalu

10/06/2008 - Os náufragos do arquipélago de Tuvalu

Todos os domingos, uma centena de imigrantes do Tuvalu se reúne para a missa em Te Atatu South, uma localidade da periferia a oeste da cidade de Auckland. Nas dependências do centro que lhes foi emprestado pelo Lion's Club, as famílias se instalam em esteiras colocadas diretamente no chão, para acompanharem a pregação, na qual a única língua praticada é o tuvaluano. Algumas das mulheres estão enfeitadas com uma flor de pluméria, um arbusto de aroma almiscarado, nos cabelos, enquanto a maior parte dos fiéis fala entre si na língua do seu país de origem.
O arquipélago de Tuvalu, um Estado da comunidade britânica situado a alguns milhares de quilômetros ao norte da Nova Zelândia, é uma das menores nações que existem no mundo, pelo seu tamanho -26 km2 de superfície terrestre- e a sua economia. Ela não conta com mais do que 11.000 habitantes, distribuídos por 9 ilhas e atóis de recifes de corais. Mas, segundo o mais recente censo, o número dos imigrantes do Tuvalu que vivem hoje na Nova Zelândia já passou para mais de 2.600, ou seja, eles são cinco vezes mais numerosos do que quinze anos atrás. Além disso, o seu número poderia aumentar ainda mais, pois a comunidade está preocupada.

Da mesma forma que o arquipélago de Kiribati ou as ilhas Marshall, mais ao norte, Tuvalu integra o conjunto dos pequenos países do Pacífico que estão ameaçados pelo aquecimento climático. Segundo o Grupo de Peritos Intergovernamental sobre a Evolução do Clima (cuja sigla em francês é GIEC), o nível médio dos oceanos deverá subir numa proporção de 18 a 59 centímetros daqui até 2100. Para estas ilhas, situadas exatamente acima do nível do mar, isso seria uma catástrofe. "Nenhum local em Tuvalu está situado a mais de 5 metros de altitude. As áreas situadas a apenas 50 centímetros acima do nível do mar irão sofrer enchentes permanentes no decorrer deste século", afirma John Hunter, um oceanógrafo na universidade da Tasmânia.Tradicionalmente, os habitantes de Tuvalu costumavam emigrar por razões econômicas, uma vez que as chances de desenvolvimento no arquipélago sempre foram limitadas. Durante muito tempo, eles migraram para a ilha de Nauru -entre os atóis de Tuvalu e da Papua-Nova Guiné- para trabalharem nas minas de fosfato. Mas, já faz alguns anos, a ameaça climática tornou-se um motivo adicional para o seu exílio. Misalaima Seve, que é originária de Fongafale, o atol onde fica Funafuti, a capital do Tuvalu, diz que acabou optando por ir embora de lá por temer a subida das águas."Eu comecei a ver muitas coisas mudarem. Agora, o mar passou a encobrir a terra por ocasião das grandes marés", garante esta mulher idosa, falando num inglês hesitante.

Silou Temoana, que está instalada há alguns anos na Nova Zelândia, afirma, por sua vez, ter observado diversas mudanças em sua ilha de Niutao, ao norte do Tuvalu. "A quantidade de terras está menor do que quando eu era criança, e, ao mesmo tempo, aumentou o número de pessoas. Está se tornando cada vez mais difícil cultivar plantas a contento". Telaki Taniela, um pai de família que vive com os seus cinco filhos num bairro da periferia de Auckland, faz uma constatação similar: "Eu fui embora do Tuvalu porque estava ficando preocupado com o aquecimento climático. Hoje, as grandes marés são mais freqüentes. Não faltam aqueles, em Tuvalu, que se recusam a acreditar nisso, que chegaram à conclusão de que Deus jamais permitirá que isso aconteça. Mas, cedo ou tarde, eles serão obrigados a se conscientizarem da situação".

Observações por satélite e por meio de medidores vêm sendo realizadas já faz cerca de quinze anos na tentativa de se medir a elevação do nível do mar, mas este período seria curto demais para se tirar quaisquer conclusões, avisam os cientistas. "As estimativas que nós temos apontam que, de 1950 a 2001, o nível do mar subiu, em média, 2 milímetros por ano. Mas, por causa da aceleração da elevação do nível do mar que nós passamos a observar nos últimos tempos, o fenômeno poderia agravar-se em Tuvalu", explica John Hunter.

Alterações no ecossistemaNa opinião de Simon Boxer, que foi encarregado de estudar a questão pelo Greenpeace da Nova Zelândia, este, de qualquer forma, não é o único perigo que ameaça a região: "As populações das pequenas nações do Pacífico vão estar confrontadas a alterações no seu ecossistema antes mesmo de serem inundadas, tais como a salinização do seu sistema de abastecimento de água e das suas áreas cultivadas". Um outro risco é a recorrência de fenômenos climáticos extremos, que poderiam ser devastadores para essas pequenas ilhas.

Contudo, o aquecimento climático não seria a única causa de desastres potencial. Os cientistas apontam igualmente para a ameaça que representam as más práticas de ocupação do solo na ilha da capital. "Desde a independência, em 1978, a população passou de 700 para 5.000 habitantes em Fongafale. Além disso, a construção de calçadas acabou modificando os traçados das marés", comenta John Connell, um geógrafo na universidade de Sydney e especialista nas ilhas do Pacífico. Para Chris de Freitas, um professor na escola de geografia da universidade de Auckland, "enchentes vêm ocorrendo da maneira evidente nas ilhas do Tuvalu, mas, neste caso, não é exatamente o aquecimento climático provocado pelo homem que está na origem deste fenômeno. Elas são o resultado da erosão e de projetos imobiliários que vêm provocando um afluxo da água do mar".

Este é um ponto de vista que poucos imigrantes parecem estar dispostos a ouvir, pois muitos deles estão convencidos de estarem pagando o preço necessário para adquirir o modo de vida dos países ocidentais. Há alguns anos, o governo de Tuvalu havia até mesmo ameaçado entrar com uma ação na justiça contra a Austrália e os Estados Unidos por estes não terem ratificado o Protocolo de Kyoto. Fala Haulangi, uma das principais lideranças da comunidade tuvaluana em Auckland, não admite qualquer questionamento: "Nós não nos valemos do pretexto do aquecimento climático para emigrar. Os nossos familiares e os habitantes mais idosos estão bem lá onde estão nas suas ilhas, eles não têm a menor vontade de irem embora de lá". E Telaki Taniela acrescenta: "Nós deveríamos pleitear o estatuto de refugiados climáticos, pois nós pertencemos a uma nação limpa, que tem sido vítima das ações dos grandes países".

Por enquanto, a Nova Zelândia autoriza anualmente 75 imigrantes do Tuvalu a se instalarem em seu território -em função de um programa de imigração para as ilhas do Pacífico-, sem, contudo, reconhecer seu direito ao estatuto de refugiados ambientais. Em Auckland, a comunidade do Tuvalu organiza regularmente cerimônias e festas noturnas tradicionais com as quais ela tenta preservar a sua cultura. "A migração pode ser uma solução, mas se o nosso país for submerso, as nossas tradições correm o risco de perder-se, pois elas serão absorvidas pela cultura do país onde nós estaremos instalados", teme Silou Temoana.

Na Nova Zelândia, poucos são aqueles, entre os membros da nova geração, que planejam retornar ao arquipélago dos seus pais.

Fonte: Le Monde - Tradução: Jean-Yves de Neufville - De Marie-Morgane Le Moël - Enviada especial do Le Monde a Auckland (Nova Zelândia)

09 junho 2008

O PLANETA EM DESEQUILÍBRIO - ENQUANTO A CHINA TEM NOVOS TREMORES, A GRÉCIA TAMBÉM TREME

09/06/2008 - 01h58 - Forte tremor volta a atingir lago prestes a transbordar na China

Pequim, 9 jun (EFE).- Um novo tremor atingiu hoje o dique do lago de Tangjiashan, formado após o devastador terremoto que atingiu a província chinesa de Sichuan há um mês, e que ameaça transbordar sobre uma região na qual habitam mais de 1,3 milhão de pessoas.
A agência oficial "Xinhua" assinalou que a réplica ocorreu às 11h04 no horário local (00h04 de Brasília), com uma magnitude ainda não revelada pelas autoridades chinesas.

Ainda não se sabe o impacto do novo tremor sobre o dique que evita o transbordamento do Tangjiashan, um dos mais de 30 lagos formados após o tremor de 12 de maio.

Trata-se da segunda réplica a atingir o dique. Na tarde de ontem, foi registrado outro tremor, de 4,8 graus de magnitude na escala aberta de Richter, no distrito de Beichuan, também devastado pelo terremoto do mês passado.

A réplica produziu deslizamentos de terra nas montanhas que circundam o lago de Tangjiashan, que ameaça transbordar com a chegada da temporada de chuvas.

Centenas de soldados começaram no sábado a drenar o lago de Tangjiashan, onde o nível das águas alcançou 742,58 metros acima do nível do mar esta manhã, uma alta de quase um metro a respeito das últimas 24 horas.
Fonte: UOL Notícias

08 junho 2008

EXEMPLOS DE CIDADANIA PARA UM AMBIENTE MELHOR


23/3/2008 - Cidadania e Meio Ambiente
As regras básicas da Etiqueta Sustentável

É no tradicional Bairro do Bexiga, reduto italiano da capital paulista, que a escritora e tradutora Maria Eugênia Mourão vai morar. Ela comprou o espaço de uma antiga loja prá tranformar em loft. Preocupações ambientais dão o tom da reforma.

Entrevista com Maria Eugênia Mourão/escritora :"Eu estou tentando não usar materiais complicados de serem recolocados na natureza.

Eliminei primeiro o que eu acho que é mais complicado que é a madeira.

Eliminei processos que são muito tóxicos, como os cromados de torneiras e misturadores, optei por coloridos.

Não gosto muito de luz fria, mas vou usar.

Uma alternativa é usar cor. Eu vou desligar eletrodomésticos.

Quero ter uma chave geral para fazer desligar de noite e ligar de dia".

Entrevista com Álvaro Rodriguez-publicitário: " É mais rápido, mais saudável, ocupa menos espaço, não polui, não faz barulho".

Levando em conta os modernos códigos de conduta, a gente pode dizer que o Álvaro e a Maria Eugênia são pessoas muito elegantes. É que eles agem de acordo com a chamada "etiqueta sustentável".

Entrevista com Miriam Duailib/ educadora ambiental do Instituto Ecoar :

" Quando a gente fala em etiqueta, lembra de ser elegante, de ser chic. E não há nada mais deselegante do que você ter atitudes que prejudicam o Planeta e, por conseqüência, prejudicam as outras pessoas. Um Planeta onde você tem o ar poluído, temperatura muito alta, um sistema de chuvas totalmente irregular, com seca num lugar, prolongada, eventos extremos de chuvas, tempestades, enchentes, é muito desegradável, prejudica as condições de vida de todos nós".

Pergunta para Miriam Duailib:

O que é agir contra o Planeta?

R: É produzirmos, por exemplo, uma porção de resíduos sem nenhuma necessidade. Não vou nem falar em descartar o resíduo de forma inapropriada, não vou nem comentar - porque é fim do mundo - das pessoas que jogam lixo nas ruas, jogam lixo pela janela do carro".

Entrevista com Miriam Duailib:" É importante falar em comportamento porque advém de costumes, da maneira como a gente foi criado, educado. Se você olhar a geração pós segunda guerra, os europeus, eles não desperdiçavam absolutamente nada, sequer a casca das frutas - faziam geléia, porque tinham passado por uma privação muito grande. Nós vivemos numa escassez enorme de recursos naturais. Nós ainda consumimos no nível que consumimos porque bilhões de pessoas no mundo não consomem. A gente foi treinado prá essa civilização do consumo, da abundância, do modelo americano, de grandes cidades e muitas máquinas."Algumas sugestões prá aderir à ética ou etiqueta ligada à sustentabilidade.

Poupe água, luz, combustível.

Autor: Editora-Chefe: Vera Diegoli. Pauta:Marici Arruda.

Reportagem: Cláudia Tavares. Edição de Texto: Mariene Pádua. Produtor Executivo:Maurício Lima. Edição de Imagens: João Kralik. Supervisor Geral: Washington Novaes.



A EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA




04/06/2008 - Pesquisadores descobrem vespa que manipula lagarta

São Paulo - Uma vespa que ataca e mata a lagarta Thyrinteina leucocerae é capaz de manipular o comportamento da vítima, transformando-a em guarda-costas de seus filhotes. O fenômeno, descoberto por pesquisadores brasileiros e holandeses na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, é descrito em artigo publicado ontem na Public Library of Science ONE (PLoS ONE).
A vespa, Glyptapanteles sp., é um parasitóide da lagarta. "Parasitóide é um parasita que acaba matando o hospedeiro", explica o pesquisador Angelo Pallini, da UFV, que foi o orientador, no Brasil, do holandês Amir Grosman, principal autor do artigo na PLoS ONE. O trabalho nasceu de um convênio entre a instituição brasileira e a Universidade de Amsterdã, e teve participação de estudantes de graduação da UFV.

Leia o estudo em inglês
O artigo de Grosman menciona outros casos de parasitas que manipulam o hospedeiro em benefício próprio, como um verme que induz formigas a se agarrarem a folhas de capim para que sejam engolidas por ovelhas, o hospedeiro final do parasita.
No caso brasileiro, a lagarta é atacada pela vespa, que põe ovos no corpo da vítima. As larvas eclodem e, depois de algum tempo, os parasitas deixam o hospedeiro e formam casulos. É aí que o comportamento da lagarta muda: ela assume uma posição fixa perto dos casulos, pára de se alimentar e passa a agredir predadores que se aproximem das jovens vespas. A lagarta morre pouco depois que as vespas adultas emergem dos casulos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O QUE DEVEMOS FAZER COM AS PILHAS E BATERIAS?


Pilhas e baterias: o que fazer depois de usá-las?


Lucas Renan Bessel - Janeiro 20, 2005


Quase todo o lixo produzido na cidade de São Paulo vai para aterros sanitários da Prefeitura. Dessa forma, nem tudo aquilo que é consumido pode ser descartado em lixeiras comuns, sob pena de contaminação do solo e do lençol freático abaixo dele. Muitas das pilhas e baterias que utilizamos em nossos equipamentos eletrônicos contêm metais pesados e produtos químicos que, se liberados na natureza, fazem um mal tremendo à vida, causando desde enfraquecimento ósseo até perda de olfato, visão e audição.
Em julho de 2000 entrou em vigor uma norma do Conselho Nacional do Meio Ambiente que atribui aos fabricantes a responsabilidade sobre o material tóxico que produzem. Assim, o recolhimento e encaminhamento adequado de pilhas e baterias não descartáveis em lixo comum são de responsabilidade da empresa fabricante ou da distribuidora do produto no Brasil, caso o mesmo seja importado.
Se você está em dúvida sobre qual tipo de pilha pode descartar, o primeiro passo é verificar a embalagem: ela informa se aquele produto deve ou não ser jogado fora em lixo comum. Cerca de um terço das pilhas vendidas no Brasil são alcalinas, não contêm metais pesados em sua composição e podem ser descartadas no lixo doméstico.
Pilhas comuns e recarregáveis, por sua vez, têm cádmio, chumbo e mercúrio, substâncias não biodegradáveis que em hipótese alguma devem chegar ao solo ou à água. Portanto, também vale a pena verificar se há presença desses metais na composição do produto antes de simplesmente jogá-lo fora. Quando encaminhadas aos fabricantes, essas pilhas são destinadas à reciclagem ou a aterros industriais especialmente preparados para receber esse tipo de material.
O recolhimento de baterias de telefones celulares já é um procedimento relativamente comum no Brasil. Não há razões para que o mesmo não ocorra com outros tipos de pilhas e baterias. Você pode consultar a lista do postos de recolhimento no site do Ministério do Meio Ambiente
Postos de Coleta
Baterias automotivas



Baterias Industriais
Além disso, os próprios fabricantes informam locais de recebimento através de seu Atendimento ao Consumidor. As empresas consultadas por esta reportagem (Rayovac, Duracell e Sony) se mostraram bastante prestativas e conhecedoras da lei e dos procedimentos de descarte.

07 junho 2008

A FAUNA SOB AMEAÇA DIRETA PELO DESMATAMENTO







Brasil abriga 130 invertebrados sob ameaça de extinção
Levantamento do IBGE mostra que mata atlântica é lar da maioria dos insetos, aracnídeos e vermes em risco de sumir.


Cientistas já declararam a extinção de uma espécie de formiga, uma de abelha e duas de minhoca; outras 27 estão em perigo "crítico".


DENISE MENCHEN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, NO RIO - Um mapa lançado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que a maior parte dos 130 insetos e outros invertebrados terrestres ameaçados de extinção no Brasil vive em região de mata atlântica. São Paulo é o Estado que concentra o maior número de espécies e subespécies em risco: 46. Rio de Janeiro, com 41, Minas Gerais, com 35, e Espírito Santo e Bahia, com 24 cada, vêm em seguida.


Segundo Licia Leone Couto, coordenadora de Recursos Naturais do IBGE, a maior ameaça a esses animais é a destruição de seu habitat. "Eles têm uma área de ocorrência muito restrita e são endêmicos, ou seja, não se adaptam com facilidade a outros locais", diz.


Ela explica que o mapa, batizado de "Fauna Ameaçada de Extinção: Insetos e outros Invertebrados Terrestres", foi formulado com base no último balanço de espécies ameaçadas divulgado pelo Ibama, de 2003. O documento anterior, baseado em dados de 1989, continha apenas 33 espécies.


Em relação ao mapa anterior, foi verificada a saída de 14 espécies da lista de perigo. A entrada de novos animais, porém, quase quadruplicou o número de invertebrados sob risco.


Mapa do perigo

Apresentado na escala de 1 por 5 milhões (em que 1 cm no mapa corresponde a 50 km de território), o mapa é ilustrado e tem como objetivo retratar o estado de conservação das espécies ameaçadas e incentivar projetos voltados para a preservação da biodiversidade.


Ele oferece como pano de fundo a vegetação primitiva, a área modificada pelo homem e a delimitação dos biomas. "Os recursos visuais facilitam a compreensão do problema", afirma Couto.


Ela manifestou preocupação com o aumento no número de espécies ameaçadas. "Por serem pequenos, alguns até com um milímetro de tamanho, os insetos não recebem a devida atenção. Mas eles têm uma grande importância para o equilíbrio do meio ambiente", disse. Segundo ela, muitos têm função decompositora e polinizadora, e outros são alimento de animais vertebrados, como sapos e macacos.


A lista inclui 96 espécies e subespécies de insetos e 34 de outros invertebrados terrestres, como aranhas, minhocas e caracóis. Elas são distribuídas geograficamente e classificadas em quatro categorias: extintas, criticamente em perigo, em perigo e vulnerável.


Do total de 130, quatro já são consideradas extintas: a formiga Simopelta minima, que podia ser encontrada na Bahia, a libélula Acanthagrion taxaense, do Rio de Janeiro, e as minhocas Fimoscolex sporadochaetus (minhoca-branca) e Rhinodrilus fafner (minhocuçu ou minhoca gigante), que tinham ocorrência em Minas Gerais.


Ao todo, 27 espécies foram enquadradas na categoria de "criticamente em perigo de extinção". A maior parte dos animais nessa condição são borboletas. Com 55 espécies e subespécies na lista geral, elas representam mais de 55% do total de insetos ameaçados no Brasil.


Até o fim do ano, o IBGE pretende lançar o mapa das espécies de peixes e invertebrados aquáticos ameaçados de extinção, completando a série que começou em 2006, com a publicação do mapa das aves. Em 2007, foi feito o mapa dos mamíferos, répteis e anfíbios. No total, são 632 espécies e subespécies em risco de desaparecer.

O mapa dos invertebrados em risco está à venda por R$ 15 nas livrarias do IBGE em todo o país e também na loja virtual do instituto.


Ele também pode ser encontrado no site do instituto (http://www.ibge.gov.br/), na seção destinada aos mapas.

Fonte: Folha de São Paulo (Jornal)

06 junho 2008

ISLÂNDIA, UM PAÍS QUE JÁ FOI RECOBERTO POR FLORESTAS
















...nas minhas pesquisas pela net, encontrei um blog muito interessante, de um brasileiro que lá vive. Posto aqui, algumas fotos tiradas por ele. Nelas, ele mostra as terras desnudas que um dia foram cobertas por florestas. Este, se não fizermos nada para deter os desmatamentos, poderá ser o retrato do planeta nos próximos anos...tal qual a lua, sem vida!
Veja parte do texto e as fotos da Islândia...

O parque nacional de Þingvellir (Vale do Parlamento), onde o parlamento islandês costumava a se reunir do ano 960 até 1800, e onde também foi declarada a independência da Islândia em 1944, que é um lugar de uma beleza natural espetacular. Foi interessante ver que mesmo sendo este o primeiro dia do verão ainda tinha muita neve nos vales e colinas além da capital.

As paisagens naturais na Islândia são ao mesmo tempo de uma beleza intocada mas também um exemplo de um cataclisma ecológico, isso porque quando o país foi colonizado haviam florestas que cobriam as terras baixas, e hoje em dia não sobrou literalmente uma única árvore. Os colonizadores dizimaram as florestas até a última árvore, para construírem barcos e casas nos séculos IX e X. Hoje em dia só existem àrvores dentro das cidades, que foram plantadas nas últimas décadas. O resultado é um terreno quase lunar, com vastos campos de lava que se estendem à perder de vista. Os próprios islandeses gostam de mencionar com um estranho orgulho o fato de que a NASA testou algumas de seus sondas destinadas à lua aqui na Islândia, pelo país ter as condições mais próximas às da lua. É mesmo um lugar de uma beleza única.