11 junho 2008

FAUNA MUNDIAL I - PRECISAMOS PRESERVÁ-LA




Nome comum: Grow


Nome em inglês: Crowned Crane ou Crested Crane


Grou-coroado-preto, Black Crowned Crane (Balearica pavonina) – ave nacional da Nigéria


Grou-coroado-cinza, Grey Crowned Crane (Balearica regulorum) – ave nacional de Uganda
Existe uma discordância em relação a classificação dessa espécie... Algumas autoridades acham que ambos, preto e cinza, são da mesma espécie B. pavonina... Entretanto, a nomenclatura (Zimmerman, Turner e Pearson) classifica outra espécie, a B. regulorum...

Em muitas zonas de África o Grou Coroado é considerado uma ave sagrada e o seu significado cultural fez com que seja protegida localmente. O Grou Coroado é a ave nacional do Uganda. Esta espécie é considerada os fósseis vivos da família dos Grous porque conseguiram sobreviver à Idade do Gêlo nas savanas de África.

CORAIS ESTÃO DESAPARECENDO EM ABROLHOS -POLUIÇÃO/AQUECIMENTO SÃO OS FATORES CAUSADORES - BAHIA - BRASIL


11/06/2008 - Doença misteriosa dizima corais na Bahia


Para um grupo de pesquisa que mergulha a trabalho em Abrolhos, no sul da Bahia, essa atividade está sendo triste em vez de prazerosa. Após quase sete anos de um monitoramento constante e inédito na região, eles se declaram preocupados com a saúde dos corais-cérebro que vivem lá, nas formações dos tradicionais recifes da região do arquipélago.
Doentes --10% da área de cobertura das colônias analisadas já sumiu em três anos--, esses animais poderão sofrer muito mais até o fim do século se a prevalência da doença for mantida. Se ela crescer só 1%, eles podem até desaparecer.
"Com os níveis atuais, até 2100, 60% das colônias poderão morrer", afirmou à Folha o pesquisador Ronaldo Francini-Filho, autor do estudo publicado na revista científica "Marine Pollution Bulletin".
Leo Francini/Folha Imagem
Para reverter o quadro em Abrolhos, na Bahia, a forma mais segura é aumentar a conservação do local, segundo os especialistas
Atualmente ligado à Universidade Estadual da Paraíba, ele fez o trabalho pela Universidade Federal da Bahia. De acordo com o biólogo, em todos os 18 pontos onde existe registro da doença, o problema surgiu a partir de 2005. "É algo bastante recente", afirma.
Os invertebrados de Abrolhos são vitimados por diversas doenças, diz a pesquisa. A chamada praga branca, porém, é uma preocupação especial. "A principal hipótese de trabalho é que esta doença seja causada por bactérias."
A questão é mais complexa, entretanto, e cientistas ainda não tem certeza sobre o que promove a disseminação dessas bactérias, que surgem com muita freqüência no litoral baiano. "Para nós, são fortes os indícios de que se trata de uma sinergia de fatores", diz Francini-Filho. O aumento da temperatura superficial dos oceanos tem uma parcela de culpa. A poluição local, que é grande, também é responsável.
Um sinal disso é que a doença segue mar adentro, atingindo pontos de 10 km a 40 km da costa, no próprio arquipélago de Abrolhos. "A poluição do continente atinge uma distância grande", afirma o biólogo.
O quadro registrado no Brasil --em parte, por causa do aumento da temperatura dos mares-- não é fenômeno isolado.
No Caribe, nos últimos anos, tem sido freqüente o registro de sumiço de colônias coralinas. "Lá é mais fácil fazer uma correlação com o clima, porque existem séries históricas maiores, de milhares de anos", diz Francini-Filho.
Segundo o biólogo, os dados caribenhos são unânimes em mostrar que o aumento da temperatura superficial do oceano é bem mais presente nas últimas décadas.
Para reverter o quadro em Abrolhos, explicam os pesquisadores, a forma mais segura é aumentar a conservação do local. O coral-cérebro é uma espécie endêmica, que existe apenas no litoral do Brasil.

Fonte: EDUARDO GERAQUE da Folha de S.Paulo

10 junho 2008

AS FLORESTAS TROPICAIS E SUBTROPICAIS ÚMIDAS - ÁFRICA



Precisamos preservar estas riquezas do planeta...!!!

FAUNA E FLORA, uma riqueza sem preço, a vida do planeta terra.

As florestas tropicais e subtropicais úmidas de folhas largas são encontradas em um cinturão em torno do equador e nos subtrópicos úmidos, e são caracterizadas por climas quentes, úmidos, com alta taxa de pluviosidade. As regiões tropicais e subtropicais com baixa pluviosidade ou estações úmida e seca distintas abrigam florestas tropicais e subtropicais secas de folhas largas e florestas tropicais e subtropicais de coníferas. As florestas pluviais temperadas também ocorrem em algumas regiões costeiras temperadas úmidas.
As florestas tropicais e subtropicais úmidas de folhas largas são comuns em várias ecorregiões terrestres, incluindo partes da Afrotrópica (África equatorial), Indomalaia (partes do subcontinente indiano e sudeste da Ásia), Neotrópica (norte da América do Sul e América Central), Australásia (leste da Indonésia, Nova Guiné e norte da Austrália), e Oceania (as ilhas tropicais do Oceano Pacífico. Cerca de metade das florestas pluviais do mundo estão no Brasil. As florestas tropicais cobrem atualmente menos de 6% da superfície continental e insular da Terra. Os cientistas estimam que mais da metade de todas as espécies de plantas e animais do mundo vivem em florestas pluviais tropicais. As florestas pluviais tropicais produzem 40% do oxigênio da Terra.

Ecorregiões das florestas tropicais e subtropicais úmidas de folhas largas
Ecorregião Afrotrópica

- Florestas das montanhas de Camarões (Camarões, Nigéria)

- Florestas das planícies centrais do Congo (República Democrática do Congo)

- Florestas de Comoros (Comoros)

- Florestas de transição do Níger (Nigeria)

- Florestas costeiras de Sanaga-Bioko coastal forests (Camarões, Guiné quatorial, Nigéria)

- Florestas de montanha o leste da África (Quênia, Sudão, Tanzânia)

- Florestas do arco leste (Tanzânia, Quênia)Floresta dos pântanos do leste do Congo (República Democrática do Congo)

- Florestas do leste da Guiné (Benin, Gaana, Costa do Marfim, Togo)

- Florestas de montanha da Etiópia (Etiópia)

- Florestas graníticas das Seychelles (Seychelles)

- Florestas de montanha da Guiné (Guiné, Costa do Marfim, Libéria, Serra Leoa)

- Florestas de montanha de Knysna-Amatole (África do Sul)

- Mosaico florestal costeiro de KwaZulu-Cabo (África do Sul)

- Florestas de planície de Madagascar (Madagascar)

- Florestas sub-úmidas de Madagascar (Madagascar)

Fonte: Wikipédia


AS RESERVAS DO BRASIL - ILHA DOS PAPAGAIOS E SUPERAGUI




A Ilha dos Papagaios e Superagui
Oficialmente conhecida como Ilha do Pinheiro, localiza-se na Baía dos Pinheiros e é outro ponto maravilhoso para se ficar a bordo de um veleiro. Além do belo pôr-do-sol que se pode observar olhando para a Ilha do Superagui ao seu lado, podemos curtir a revoada dos papagaios- de-cara-roxa que ali vêm para pernoitar. O local é muito bem abrigado e com bom calado, fazendo com que seja um ótima opção de passeio para um feriado prolongado.

Formado pelas ilhas de Peças e Superagui, o Parque Nacional do Superagui foi declarado, em 1999, Patrimônio Natural da Humanidade, pela UNESCO, sendo considerado um dos ecossistemas costeiros mais notáveis do planeta e um dos raros recantos naturais da Mata Atlântica ainda intocados pelo homem.

A floresta de restinga abriga grande variedade de orquídeas e espécies animais raras e em extinção, como o mico-leão-da-cara-preta e o papagaio-de-cara-roxa, o chauá, que só existem lá. O manguezal preservado é berçário de várias espécies marítimas.
A Ilha do SuperaguiA Ilha do Superagui na verdade é uma ilha artificial, pois foi criada em 1953 com a construção do Canal do Varadouro. Na região sul, no lado interno da ilha e de frente para a Ilha das Peças, há o vilarejo dos pescadores, com alguns restaurantes e pousadas. É uma ótima opção para um almoço curtindo o visual da barra e Ilha do Mel ao fundo. No verão recebe muitos turistas vindos de lá em pequenas voadeiras ( coisa de 20 min de travessia ). A barra fica bem próxima, gerando um grande banco de areia onde é possível dar uma agradável caminhada e tomar um banho de mar delicioso.
Fonte:http://www.madeincuritiba.com.br/musashi/superagui.htm

Informações adicionais: 1 - Rodney, do veleiro Four Winds, disponibiliza os waypoints para se chegar à Baía dos Pinheiros em seu site : Waypoints
2 -Papagaio de cara-roxa
Reino: Animalia,
Filo: Chordata
Classe:Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Nome científico: Amazona brasiliensis
O papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) é uma das aves que estão sob risco de extinção no mundo. A espécie é endêmica de uma região, isto é, somente é encontrada em um único lugar no mundo. Sua área de ocorrência abrange uma estreita faixa que vai do litoral sul de São Paulo, atravessa a costa do Paraná e chega até o extremo norte do litoral de Santa Catarina

OS RIOS MAIS POLUÍDOS DO BRASIL


Sempre que posto notícias deste tipo, me entristeço muito...gostaria muito de estar contìnuamente trazendo boas novas para vocês. Mas alertar o mundo, também faz parte do nosso propósito...cobrar, conscientizar. Precisamos romper as resistências ao desenvolvimento sustentável e limpo.


Rio Iguaçu, o 2º mais poluído do país, não tem perspectiva de melhora .
O rio que corta o Paraná é o segundo mais poluído do Brasil. Elevada quantidade de moradores na bacia do Iguaçu e baixa vazão são apontados como agravantes da poluição.

04/06/2008 - As famílias que vivem ao redor do Rio Iguaçu, em Curitiba e região metropolitana, vão continuar sofrendo com a poluição nos próximos anos. A afirmação foi feita pelo gerente da agência de bacias do Alto Iguaçu, Enéias Souza Machado, da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), órgão ligado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos de 2002 e 2004, apontou o Rio Iguaçu como o segundo mais poluído em grandes cidades brasileiras. Perde apenas para o Rio Tietê, em São Paulo. Machado não contesta a pesquisa do IBGE.

Saiba mais
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IBGE: área preservada cresceu para 8,3% do território
O Brasil tem a maior biodiversidade do planeta. Para proteger esse patrimônio, destina uma área de mais de 712.660 km2 a unidades de conservação (UCs) federais, segundo levantamento do Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS), divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Leia matéria completa

Brasil não tem depósitos adequados para lixo radioativo, revela IBGE
O Brasil está prestes a iniciar a construção de sua terceira usina nuclear -anunciada para este ano pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff -, mas ainda não tem depósitos específicos para armazenar seu lixo radioativo. Leia matéria completa
“Esses dados que usaram foram levantados pela secretária (Sema) mesmo. São dados locais passados pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e pela Suderhsa”, afirmou Machado. De acordo com o gerente ambiental, os dados levantados em 2004 podem estar iguais ou até piores agora em 2008.

Obras e baixa vazão

Obras de saneamento básico para mudar o panorama estão sendo feitas, mas o problema é físico. “Mesmo com as obras ao longo dos próximos anos, os rios do Alto Iguaçu vão continuar com uma poluição elevada, pois são rios de baixa vazão e com muita gente morando em volta”, explicou Machado.

Entre os rios que fazem parte do Alto Iguaçu estão o Belém, o Atuba e o Barigüi. Rios que passam entre áreas com intensa habitação em Curitiba e região. Sobre o Rio Iguaçu, Machado explica que são basicamente dois fatores para a elevada poluição. “Primeiro, é o passivo ambiental, que já há algumas décadas existe, com falta de investimento no saneamento ambiental. Isso não só aqui no Paraná, mas no país inteiro”, disse.

O segundo fator é referente aos moradores em volta do rio. “Numa região de início de bacia existem 2,5 milhões de habitantes. É muita gente em volta do rio. As obras de saneamento melhoram a condição, mas ainda fica uma poluição residual, não desprezível e ainda elevada”.

A qualidade da água do Rio Iguaçu melhora conforme se afasta do aglomerado de moradias na região metropolitana e quando a vazão do rio aumenta. “Em Foz do Iguaçu (Oeste) a qualidade é altíssima, pois a vazão é muito grande no local”, afirmou Machado. Uma das soluções apontadas pelo gerente da agência de bacias para a despoluição do Rio Iguaçu é o sistema de flotação, que já é utilizado em São Paulo. “Além das obras de saneamento é feito o tratamento do leito do rio. Isso é uma ação que pretendemos implantar num médio prazo. No primeiro momento é colocar esgotos onde ainda não existem”, definiu.

O prazo mínimo para concluir as obras de saneamento é de 5 a 10 anos e, segundo Machado, são obras “bastante caras”.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente não quis comentar a pesquisa realizada pelo IBGE, pois não tem conhecimento sobre como o estudo foi feito.

Pesquisa

A informação sobre o Rio Iguaçu é do levantamento Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS), divulgado nesta quarta-feira (4), pelo IBGE. Além do Tietê e do Iguaçu, a situação também é crítica no Rio das Velhas, que corta Belo Horizonte, no Rio Paraguaçu, que banha parte do Recôncavo Baiano, e no Ipojuca, que atravessa cidades industriais de Pernambuco.

TUVALU E OS EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL

Foto: Vista da costa serpenteada do atol onde fica Funafuti, capital do Tuvalu

10/06/2008 - Os náufragos do arquipélago de Tuvalu

Todos os domingos, uma centena de imigrantes do Tuvalu se reúne para a missa em Te Atatu South, uma localidade da periferia a oeste da cidade de Auckland. Nas dependências do centro que lhes foi emprestado pelo Lion's Club, as famílias se instalam em esteiras colocadas diretamente no chão, para acompanharem a pregação, na qual a única língua praticada é o tuvaluano. Algumas das mulheres estão enfeitadas com uma flor de pluméria, um arbusto de aroma almiscarado, nos cabelos, enquanto a maior parte dos fiéis fala entre si na língua do seu país de origem.
O arquipélago de Tuvalu, um Estado da comunidade britânica situado a alguns milhares de quilômetros ao norte da Nova Zelândia, é uma das menores nações que existem no mundo, pelo seu tamanho -26 km2 de superfície terrestre- e a sua economia. Ela não conta com mais do que 11.000 habitantes, distribuídos por 9 ilhas e atóis de recifes de corais. Mas, segundo o mais recente censo, o número dos imigrantes do Tuvalu que vivem hoje na Nova Zelândia já passou para mais de 2.600, ou seja, eles são cinco vezes mais numerosos do que quinze anos atrás. Além disso, o seu número poderia aumentar ainda mais, pois a comunidade está preocupada.

Da mesma forma que o arquipélago de Kiribati ou as ilhas Marshall, mais ao norte, Tuvalu integra o conjunto dos pequenos países do Pacífico que estão ameaçados pelo aquecimento climático. Segundo o Grupo de Peritos Intergovernamental sobre a Evolução do Clima (cuja sigla em francês é GIEC), o nível médio dos oceanos deverá subir numa proporção de 18 a 59 centímetros daqui até 2100. Para estas ilhas, situadas exatamente acima do nível do mar, isso seria uma catástrofe. "Nenhum local em Tuvalu está situado a mais de 5 metros de altitude. As áreas situadas a apenas 50 centímetros acima do nível do mar irão sofrer enchentes permanentes no decorrer deste século", afirma John Hunter, um oceanógrafo na universidade da Tasmânia.Tradicionalmente, os habitantes de Tuvalu costumavam emigrar por razões econômicas, uma vez que as chances de desenvolvimento no arquipélago sempre foram limitadas. Durante muito tempo, eles migraram para a ilha de Nauru -entre os atóis de Tuvalu e da Papua-Nova Guiné- para trabalharem nas minas de fosfato. Mas, já faz alguns anos, a ameaça climática tornou-se um motivo adicional para o seu exílio. Misalaima Seve, que é originária de Fongafale, o atol onde fica Funafuti, a capital do Tuvalu, diz que acabou optando por ir embora de lá por temer a subida das águas."Eu comecei a ver muitas coisas mudarem. Agora, o mar passou a encobrir a terra por ocasião das grandes marés", garante esta mulher idosa, falando num inglês hesitante.

Silou Temoana, que está instalada há alguns anos na Nova Zelândia, afirma, por sua vez, ter observado diversas mudanças em sua ilha de Niutao, ao norte do Tuvalu. "A quantidade de terras está menor do que quando eu era criança, e, ao mesmo tempo, aumentou o número de pessoas. Está se tornando cada vez mais difícil cultivar plantas a contento". Telaki Taniela, um pai de família que vive com os seus cinco filhos num bairro da periferia de Auckland, faz uma constatação similar: "Eu fui embora do Tuvalu porque estava ficando preocupado com o aquecimento climático. Hoje, as grandes marés são mais freqüentes. Não faltam aqueles, em Tuvalu, que se recusam a acreditar nisso, que chegaram à conclusão de que Deus jamais permitirá que isso aconteça. Mas, cedo ou tarde, eles serão obrigados a se conscientizarem da situação".

Observações por satélite e por meio de medidores vêm sendo realizadas já faz cerca de quinze anos na tentativa de se medir a elevação do nível do mar, mas este período seria curto demais para se tirar quaisquer conclusões, avisam os cientistas. "As estimativas que nós temos apontam que, de 1950 a 2001, o nível do mar subiu, em média, 2 milímetros por ano. Mas, por causa da aceleração da elevação do nível do mar que nós passamos a observar nos últimos tempos, o fenômeno poderia agravar-se em Tuvalu", explica John Hunter.

Alterações no ecossistemaNa opinião de Simon Boxer, que foi encarregado de estudar a questão pelo Greenpeace da Nova Zelândia, este, de qualquer forma, não é o único perigo que ameaça a região: "As populações das pequenas nações do Pacífico vão estar confrontadas a alterações no seu ecossistema antes mesmo de serem inundadas, tais como a salinização do seu sistema de abastecimento de água e das suas áreas cultivadas". Um outro risco é a recorrência de fenômenos climáticos extremos, que poderiam ser devastadores para essas pequenas ilhas.

Contudo, o aquecimento climático não seria a única causa de desastres potencial. Os cientistas apontam igualmente para a ameaça que representam as más práticas de ocupação do solo na ilha da capital. "Desde a independência, em 1978, a população passou de 700 para 5.000 habitantes em Fongafale. Além disso, a construção de calçadas acabou modificando os traçados das marés", comenta John Connell, um geógrafo na universidade de Sydney e especialista nas ilhas do Pacífico. Para Chris de Freitas, um professor na escola de geografia da universidade de Auckland, "enchentes vêm ocorrendo da maneira evidente nas ilhas do Tuvalu, mas, neste caso, não é exatamente o aquecimento climático provocado pelo homem que está na origem deste fenômeno. Elas são o resultado da erosão e de projetos imobiliários que vêm provocando um afluxo da água do mar".

Este é um ponto de vista que poucos imigrantes parecem estar dispostos a ouvir, pois muitos deles estão convencidos de estarem pagando o preço necessário para adquirir o modo de vida dos países ocidentais. Há alguns anos, o governo de Tuvalu havia até mesmo ameaçado entrar com uma ação na justiça contra a Austrália e os Estados Unidos por estes não terem ratificado o Protocolo de Kyoto. Fala Haulangi, uma das principais lideranças da comunidade tuvaluana em Auckland, não admite qualquer questionamento: "Nós não nos valemos do pretexto do aquecimento climático para emigrar. Os nossos familiares e os habitantes mais idosos estão bem lá onde estão nas suas ilhas, eles não têm a menor vontade de irem embora de lá". E Telaki Taniela acrescenta: "Nós deveríamos pleitear o estatuto de refugiados climáticos, pois nós pertencemos a uma nação limpa, que tem sido vítima das ações dos grandes países".

Por enquanto, a Nova Zelândia autoriza anualmente 75 imigrantes do Tuvalu a se instalarem em seu território -em função de um programa de imigração para as ilhas do Pacífico-, sem, contudo, reconhecer seu direito ao estatuto de refugiados ambientais. Em Auckland, a comunidade do Tuvalu organiza regularmente cerimônias e festas noturnas tradicionais com as quais ela tenta preservar a sua cultura. "A migração pode ser uma solução, mas se o nosso país for submerso, as nossas tradições correm o risco de perder-se, pois elas serão absorvidas pela cultura do país onde nós estaremos instalados", teme Silou Temoana.

Na Nova Zelândia, poucos são aqueles, entre os membros da nova geração, que planejam retornar ao arquipélago dos seus pais.

Fonte: Le Monde - Tradução: Jean-Yves de Neufville - De Marie-Morgane Le Moël - Enviada especial do Le Monde a Auckland (Nova Zelândia)

09 junho 2008

O PLANETA EM DESEQUILÍBRIO - ENQUANTO A CHINA TEM NOVOS TREMORES, A GRÉCIA TAMBÉM TREME

09/06/2008 - 01h58 - Forte tremor volta a atingir lago prestes a transbordar na China

Pequim, 9 jun (EFE).- Um novo tremor atingiu hoje o dique do lago de Tangjiashan, formado após o devastador terremoto que atingiu a província chinesa de Sichuan há um mês, e que ameaça transbordar sobre uma região na qual habitam mais de 1,3 milhão de pessoas.
A agência oficial "Xinhua" assinalou que a réplica ocorreu às 11h04 no horário local (00h04 de Brasília), com uma magnitude ainda não revelada pelas autoridades chinesas.

Ainda não se sabe o impacto do novo tremor sobre o dique que evita o transbordamento do Tangjiashan, um dos mais de 30 lagos formados após o tremor de 12 de maio.

Trata-se da segunda réplica a atingir o dique. Na tarde de ontem, foi registrado outro tremor, de 4,8 graus de magnitude na escala aberta de Richter, no distrito de Beichuan, também devastado pelo terremoto do mês passado.

A réplica produziu deslizamentos de terra nas montanhas que circundam o lago de Tangjiashan, que ameaça transbordar com a chegada da temporada de chuvas.

Centenas de soldados começaram no sábado a drenar o lago de Tangjiashan, onde o nível das águas alcançou 742,58 metros acima do nível do mar esta manhã, uma alta de quase um metro a respeito das últimas 24 horas.
Fonte: UOL Notícias