19 junho 2008

MOVIMENTO YAMAGUISHI - UM EXEMPLO DE SUSTENTABILIDADE




Aqui em Jaguariúna, temos a sede de uma unidade do Movimento Yamaguishi, vale a pena visitar e conhecer o trabalho deles. Produtos orgânicos, cidadania responsável e sustentabilidade.

Limpeza dos rios:

A Vila Yamaguishi em parceria com a ONG Amigos do Camanducaia vem realizando anualmente a limpeza dos rios, mobilizando os alunos das escolas da região, numa pratica de educação ambiental. A região de Jaguariúna onde está inserida a Vila Yamaguishi, è cortada por três rios, Jaguari, Camanducaia e o rio Atibaia. Esses rios acabam recebendo além do esgoto, uma grande quantidade de lixo sólido das cidades que foram sendo construídas ao longo de suas margens.

A Vila Yamaguishi em parceria com a ONG Amigos do Camanducaia e escolas de Jaguariúna, promovem a limpeza dos rios como uma forma de conscientização e educação Ambiental.

No ano passado foram recolhidas 12 toneladas de lixo nos rios da região e encaminhados para a reciclagem.Uma parte deste lixo ficou exposta durante uma semana no centro da cidade de Jaguariúna, como uma forma de conscientização da sociedade local para o problema do lixo urbano, ao mesmo tempo, serviu para reivindicar junto as autoridades locais a coleta seletiva e a reciclagem do lixo.

Repovoamento dos rios:

Paralelamente a limpeza dos rios, também é realizada a soltura de alevinos (filhotes) de peixes nativos da região, com grande participação da comunidade local. Essa prática exercida desde 1.998 já está se tornado uma tradição na cidade, e a população começa a demonstrar uma mudança de cultura perante as questões ambientais. A Vila Yamaguishi através das ações de seus moradores, busca cada vez mais, uma grande interação com a comunidade local, despertando para a convivência harmônica com todas as formas de manifestação da vida.

Aprendizado ambiental:

Alem das atividades praticas, anualmente os moradores da Vila Yamguishi organizam juntamente com a Amigos do Camanducaia a SEMEANJA - Semana do Meio Ambiente de Jaguariúna, trazendo palestras de especialistas em temas ambientais de interesse da comunidade.

No salão de eventos da Vila Yamaguishi constantemente são promovidos encontros de ambientalistas e agricultores para discutir questões de preservação ambiental e agricultura sustentável.

Fonte: http://www.yamaguishi.com.br/associacao/meio_ambiente.asp

UM POUCO DO MUITO QUE A EMBRAPA FAZ PELO BRASIL E PELO PLANETA



Obrigada, Eliana!

A nossa proposta é sempre somar para melhorar a vida de todos...conte comigo, estamos na luta por um mundo sustentável.

Reproduzo a seguir o e-mail que me enviaste:


Helena,

agradecemos a inserção da Semana Mundial do Meio Ambiente de Jaguariúna, da qual participamos em parceria com a Prefeitura Municipal em seu blog.Informo que no dia 5.6 realizamos também (e que não consta na programação que vc. inseriu) uma caminhada ecológica pelas ruas do bairro Tanquinho Velho, onde a Embrapa Meio Ambiente está localizada. Neste dia os alunos da Escola Oscarlina participaram recolhendo o lixo e tendo noções de educação ambiental. Fizemos uma palestra na escola sobre o problema da água. A caminhada seguiu até a Mina Santa Cruz. Internamente na Embrapa tb. apresentamos filmes sobre preservação e ministramos palestras aos empregados.

Veja mais detalhes em matéria em nosso site: www.cnpma.embrapa.br (Notícias).

Seu blog está muito bonito.

Parabéns!

Não coloquei um comentário lá, porque não tenho conta no Google. Mas pode reproduzir este e-mail se quiser. Abraços.

-- Eliana de Souza Lima Jornalista - MTb 22047 e MS/SP 11.168Área de Comunicação Empresarial - ACEEmbrapa Meio Ambiente - www.cnpma.embrapa.br19.3311.2748 - Jaguariúna, SP

VOCÊ CONHECE O PROJETO TAMAR DE PRESERVAÇÃO DAS TARTARUGAS?


O QUE É O PROJETO TAMAR

O que faz o Projeto TAMAR?

Protege as tartarugas marinhas, utilizando técnicas conservacionistas pioneiras, aprovadas pela comunidade científica internacional. Sua filosofia de trabalho envolve prioritariamente as comunidades costeiras, locais não predatórios capazes de melhorar a qualidade de vida dessas comunidades, gerando empregos diretos e indiretos. O caçador de tartarugas de ontem tornou-se o defensor da vida desses animais, resultado de um intenso programa de educação ambiental desenvolvido em 20 anos de vida TAMAR.

O que é o Projeto TAMAR?

É um Programa de conservação da natureza que tem como objetivo salvar as tartarugas marinhas do Brasil, ameaçadas de extinção. Foi criado em 1980, pelo IBAMA – Instituto Brasileiro de Maio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. O Projeto TAMAR – IBAMA é co-administrado pela fundação Pró-TAMAR, entidade civil, sem fins lucrativos.

Onde o TAMAR trabalha?

Em mais de 1.000 quilômetros de praia do litoral brasileiro, mantendo 21 bases de proteção e pesquisa, distribuídas em 08 estados – Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Quem trabalha no TAMAR?

Cerca de 400 pessoas tiram seu sustento trabalhando para o Projeto. A maioria são pescadores e famílias das comunidades onde o TAMAR mantém suas bases.Além dos pesquisadores, a cada temporada, cerca de 60 estudantes e recém-formados atuam em programas comunitários e de pesquisas e estagiários nas áreas biológicas e ambiental.

Quem acompanha a desova?

No período das desovas, de Setembro à março no litoral, e de janeiro àJunho, nas ilhas oceânicas, as principais áreas de reprodução são monitoradas todas as manhãs pelos biólogos e os pescadores tartarugueiros contratados pelo TAMAR. Eles também fazem as patrulhas noturnas, para marcar e medir as fêmeas que sobem a praia para desovar.

Onde acontece a desova?

As tartarugas marinhas normalmente procuram as praias à noite – Uma fêmea coloca aproximadamente 120 ovos por postura, cerca de cinco vezes, com intervalo de 15 dias, em uma mesma temporada. Os ovos são chocados pelo calor da areia e demoram de 50 a 60 dias para eclodirem.

A desova é protegida?

Hoje, como resultado prático das diferentes ações desenvolvidas pelo TAMAR junto às comunidades, principalmente de educação ambiental, as maiorias dos ninhos não são mais violadas, os ovos não são mais coletados. As fêmeas não são mais sacrificadas para servirem de alimento e o seu casco vendido para fabricação de adornos, utensílios e objetos de decoração. A desova é protegida, é um passo importante para garantir a sobrevivência das tartarugas marinhas.

Quantos filhotes nascem por ano?

Quando os filhotes saem à superfície, são contados, identificados e soltos para seguirem até o mar cada temporada de reprodução aproximadamente oito mil ninhos são protegidos pelo TAMAR, possibilitando a liberação de 350 mil filhotes por ano. No ano de 2.000 o TAMAR atinge a marca de 3.000,000 de filhotes protegidos desde a sua fundação.

Quem são as Tartarugas Marinhas?

São répteis, como tais, possuem pele seca, coberta de placas. Respiram por pulmões e a temperatura do corpo é regulada pela temperatura ambiente. Vivem todo o tempo no mar e somente as fêmeas saem da água por um curto período de tempo, para desova. Ficam adultas com cerca de 30 anos. Existem sete espécies no mundo, cinco delas ocorrem no Brasil.

Quais são as maiores ameaças?

De cada mil tartarugas nascidas, apenas uma ou duas vão chegar à idade adulta. Depois de adultas, poucos animais como os tubarões e as orcas conseguem ameaçá-las. As maiores ameaças são a poluição dos mares, a captura acidental em redes de pesca e a ocupação desordenada do litoral.

O que é captura acidental?

Muitas tartarugas marinhas morrem afogadas quando ficam presas em diferentes artes de pescas, como por exemplo cerca, rede de espera e currais. Isso acontece, principalmente, onde há concentração desses animais se alimentando, a maioria juvenis e sub-adultos.

AS CINCO ESPÉCIES
Tartaruga Cabeçuda (Caretta Caretta) - É a que faz o maior número de desova no litoral. Um dos motivos de seu apelido é o tamanho de sua cabeça que chega a medir 25 cm de diâmetro.

Tartaruga Verde (Chelonia Mydas) - A mais abundante pesa em média 250 quilos. Alimenta-se exclusivamente de algas e pode ser encontrada ao longo de todo litoral brasileiro.

Tartaruga de Pente (Eretmochelys Imbricata) - Também chamada de Tartaruga Verdadeira ou Legítima. Desova principalmente no litoral da Bahia. É uma das tartarugas marinhas mais ameaçadas de extinção, pois com o seu casco eram produzidos óculos, pentes, etc.

Tartaruga de Couro (Dermochely Coriacea) - Também chamada de Tartaruga Gigante. Atinge até dois metros de casco e pesa até 900 Kg. Desovam principalmente no litoral do Espírito Santo.

Tartaruga Olívia (Lepidochelys Oleácea) - É a menor de todas, medindo cerca de 60 cm e pesando em torno de 65 Kg. Desova principalmente no litoral de Sergipe.

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AMEAÇAS PARA AS TARTARUGAS MARINHAS

- Iluminação de Praias

- Redes de Pesca

- Caça e Coleta de Ovos

- Tráfego na Praia

CURIOSIDADES
As tartarugas marinhas existem há mais de 150 anos milhões de anos e conseguiram sobreviver a todas as mudanças do planeta. O número de suas vértebras diminuiu e as que restaram se fundiram às costelas, formando uma carapaça resistente, embora leves. Perderam os dentes, ganharam uma espécie de bico e suas patas se transformaram em nadadeiras. Tudo para se adaptarem à vida no mar.

ENQUANTO O BURACO DA CAMADA DE OZÔNIO AUMENTA, NOSSA RESPONSABILIDADE COM O MEIO AMBIENTE SE MULTIPLICA


Foto: Buraco sobre a Antártida atinge seu tamanho máximo sempre no final de setembro

Buraco na camada de ozônio bate recorde de profundidade e tamanho

Washington - O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul aumentou em superfície e profundidade em níveis recorde, informou hoje a Administração Atmosférica e Oceânica (Noaa) da Nasa.
"De 21 a 30 de setembro, a superfície média do buraco foi a maior observada até agora, de 27,5 milhões de quilômetros quadrados", afirmou Paul Newman, cientista do Centro de Vôos Espaciais da Nasa.
Esta superfície é maior que Canadá, Estados Unidos e o setor norte do México juntos.
Um comunicado da Nasa indicou que, se as condições do clima estratosférico estivessem normais, se podia esperar uma área de 23 milhões de quilômetros quadrados.
A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios ultravioleta do Sol e sua redução tem especial importância nesta época do ano, quando começa o verão no hemisfério sul.
"Atualmente temos o maior buraco de ozônio na história", afirmou Craig Long, do Centro de Previsão Ambiental do Noaa.
À medida que os raios do sol se tornam mais verticais durante outubro e novembro, o buraco de ozônio fará com que a passagem da luz ultravioleta nas latitudes austrais aumente.
O instrumento de medição de ozônio do satélite Aura da Nasa determinou que a profundidade da camada de ozônio se reduziu a 85 unidades Dobson em 8 de outubro em uma região do leste da Antártida.
Em julho deste ano, a profundidade calculada da camada era de 300 unidades Dobson, que são uma medição da quantidade de ozônio sobre um ponto fixo na atmosfera.
O que é mais importante, quase todo o ozônio entre 13 e 20 quilômetros sobre a superfície da Terra estava destruído, afirmou um comunicado da Nasa.
"Estes números significam que o ozônio virtualmente desapareceu nesta camada da atmosfera", afirmou David Hofmann, diretor da Divisão de Vigilância Global de Noaa.
"A camada diluída tem uma desusada extensão vertical, por isso parece que o buraco de ozônio baterá recordes em 2006", acrescentou. O tamanho e a profundidade da camada de ozônio na Antártida são regulados pelas temperaturas na estratosfera.
As temperaturas mais frias que o normal têm como resultado buracos mais extensos e profundos, enquanto que, quando são menos frias, os buracos são menores, segundo o comunicado da Nasa.

18 junho 2008

O DESENVOLVIMENTO MUNDIAL E A SUSTENTABILIDADE

11/06/2008 - Martin Wolf: crescimento sustentável é o grande desafio do século 21

É possível para a vasta massa da humanidade desfrutar dos padrões de vida dos atuais países de alta renda?

Esta pode ser a maior pergunta diante da humanidade no século 21. É a versão atual das dúvidas expressadas por Thomas Malthus, há dois séculos, sobre a possibilidade de aumentos duradouros nos padrões de vida. O destino de nossos descendentes depende da resposta. Ela determinará se este será um mundo de esperança em vez de desespero, e de paz em vez de conflito.Esta -não a eficácia de suas prescrições em particular- é a maior questão levantada pelo relatório da comissão de crescimento, discutido aqui na semana passada. Também é o foco de um novo livro poderoso de Jeffrey Sachs, diretor do Instituto Terra* da Universidade de Colúmbia.
O desafio é simples. A renda per capita mundial poderia aumentar 4,5 vezes até 2050 e a população mundial em 40%. Isto significaria um aumento de seis vezes na produção global, concentrada nos países em desenvolvimento.
Esse aumento é viável?
A resposta que ele dá é: sim e não - sim, porque mudanças nos incentivos, tecnologia e instituições políticas e sociais tornariam um resultado benigno viável; e não, porque o caminho em que estamos agora é insustentável. O professor Sachs é um profeta otimista do apocalipse. Ele se posiciona no ponto intermediário entre aqueles ambientalistas que não vêem nenhuma solução e os defensores do livre mercado que não vêem nenhum problema.
Por inclinação, eu estou mais próximo dos últimos do que dos primeiros. Mas se tornou evidente, pelo menos para mim, que o impacto humano no planeta do qual dependemos aumentou para proporções enormes. Nós tratamos os bens globais como se fossem gratuitos. Evidentemente, eles não são.
O prof. Sachs enfatiza três metas: primeiro, "o fim da pobreza extrema até 2025 e uma melhor segurança econômica também dentro dos países ricos"; segundo, "a estabilização da população mundial em 8 bilhões ou menos até 2050 por meio de redução voluntária das taxas de fertilidade"; e, terceiro, "sistemas sustentáveis de energia, uso de terras e recursos que evite as tendências mais perigosas da mudança climática, extinção de espécies e destruição dos ecossistemas". Finalmente, para atingir estes fins, ele recomenda "uma nova abordagem para a solução dos problemas globais com base na cooperação entre as nações e o dinamismo e criatividade do setor não-governamental".Alguém poderia ver a primeira das metas acima como a de prosperidade para todos. O controle populacional está relacionado a este fim porque as pessoas mais pobres do mundo sofrem com o fardo dos custos de criar suas grandes famílias. Finalmente, apenas com a administração dos bens globais será possível sustentar a elevação dos padrões de vida.
O conceito mais esclarecedor do livro é o do "antropoceno" -a era na qual as atividades humanas dominaram o mundo. Peter Vitousek, da Universidade de Stanford, documentou as formas com que a humanidade se apropriou da dádiva do planeta para seu uso próprio: os seres humanos agora exploram 50% do potencial fotossintético terrestre; eles despejam agora um quarto do dióxido de carbono na atmosfera; eles usam 60% do escoamento acessível dos rios; eles são responsáveis por 60% da fixação de nitrogênio do planeta; eles são responsáveis por um quinto de todas as invasões de plantas; ao longo dos últimos dois milênios eles provocaram a extinção de um quarto de todas as espécies de aves; e exploraram ou exploraram em excesso mais da metade da pesca do mundo.
Goste ou não, nós humanos agora estamos no controle.
Então o que devemos fazer?
Em sua resposta, o prof. Sachs compartilha o otimismo da maioria dos americanos: nós devemos consertar as coisas, ele insiste, mas só podemos fazê-lo juntos. Neste grande empreendimento, ele argumenta, os Estados Unidos devem compartilhar a liderança, mas não podem ditar ao restante da humanidade.
Em relação à dinâmica do crescimento nos países em desenvolvimento, os pontos de vista do prof. Sachs são próximos dos da comissão de crescimento. Mais distinta é sua recomendação de uma grande estratégia de impulso forte de investimento, apoiada por ajuda, visando retirar os mais pobres do mundo, predominantemente africanos, das armadilhas da pobreza nas quais, no seu entender, eles caíram. O prof. Sachs fez contribuições notáveis ao nosso entendimento dos obstáculos ao desenvolvimento criados pela geografia, meio ambiente e doenças devastadoras, como a malária. Em seu atual livro, ele enfatiza como a escassez de água contribui para a pobreza e o conflito por todo o planeta.Mas sou mais cético do que o prof. Sachs quanto ao retorno de uma estratégia de um impulso forte. Em muitos casos, ela fracassará. Mas precisa ser tentada, porque não há alternativa moralmente tolerável ou crível. Eu também concordo que esforços imensos devem ser feitos para acelerar o declínio da fertilidade nos países mais pobres do mundo, apesar de voluntariamente.
Mas suponha que o crescimento econômico se espalhe pelo planeta, como gostaríamos.
Ele poderá ser sustentável?
O prof. Sachs é notadamente otimista a respeito dos recursos para o crescimento. Sua visão é de que os recursos de combustíveis fósseis, energia renovável e disponibilidade de água doce devem ser suficientes para apoiar a manutenção do crescimento ao longo do próximo meio século. Mas isto quase certamente exigiria uma transição das tecnologias de energia baseadas no petróleo para baseadas em carvão e renováveis. A energia seria, quase certamente, muito mais cara do que no período 1985-2000, mas não proibitivamente.
O desafio, na visão do prof. Sachs, é tornar o crescimento compatível com a conservação dos bens globais: a sobrevivência das espécies e, acima de tudo, a mudança climática. Mas talvez o que seja mais intrigante em tudo é o otimismo que ele exibe em relação à segunda tarefa. Apesar de abraçar a visão de que a mudança climática é uma ameaça imensa, ele também acredita que pode ser resolvida com um custo modesto, desde que incentivos adequados sejam implantados: menos de 1% da renda global.
Ao todo, na verdade, o prof. Sachs acredita que podemos atingir todas as metas que ele estabeleceu - a eliminação da pobreza em massa, controle populacional e sustentabilidade ambiental - por menos de 2% da renda global. Isto representa cerca de meio ano de crescimento global e é certamente um preço barato.
Esta, então, é uma análise que consegue ser ao mesmo tempo pessimista e otimista. Seria possível não ser tão otimista em relação ao custo das soluções. Mas é preciso reconhecer a relevância dos desafios. Se o crescimento econômico parar, o conflito entre os povos do mundo correria o risco de se tornar inadministrável.
Se as conseqüências ambientais provarem ser grandes demais, os custos do crescimento seriam insuportáveis. Agora nós somos mestres do nosso planeta.
A grande pergunta para o século 21 é se poderemos também nos tornar mestres de nós mesmos.

Fonte: Financial Times - Wealth: Economics for a Crowded Planet (Allen Lane, 2008) Tradução: George El Khouri Andolfato

ESPÉCIES DE ANIMAIS QUE REAPARECEM...


Foca rara é avistada em reserva marinha da Ilha do Toro, na Espanha.


Cientistas acreditavam que era um animal extinto das águas de Baleares desde os anos 50.


Fonte: EFE

17 junho 2008

PARA ONDE CAMINHA A HUMANIDADE????....

Quem está matando nossos animais?
Quem está destruindo nossas florestas?
Quem está destruindo nosso planeta?......Pense nisto!
Reflita, a responsabilidade é de todos nós!

8 de Junho de 2008 - Pinguins contaminados aparecem na costa do Uruguai
MONTEVIDÉU (Reuters) - Cerca de 65 pinguins, a maioria mortos, apareceram em praias do Uruguai contaminados por hidrocarbonetos, disse no domingo uma organização de preservação da fauna marinha, poucos dias após o vazamento de combustível de um barco que se chocou com outra embarcação na costa do país.
O barco comercial de bandeira grega Syros despejou 14.000 metros cúbicos de combustível na terça-feira passada, após se chocar com o navio de carga de Malta Sea Bird. Ainda não foi confirmado se esse combustível é que contaminou os animais marinhos.
"Os pinguins-de-Magalhães estão neste momento viajando da Patagônia até o Rio de Janeiro. Temos animais sujos, com uma substância viscosa negra com cheiro característico de combustível, mas bem mais leve que o do combustível bruto", disse Richard Tesore, da SOS Resgate de Fauna Marinha, à rádio local El Espectador.
A mancha de combustível, originalmente de 20 quilômetros de extensão por 30 metros de largura, diminuiu de tamanho com o passar das horas, e as autoridades continuam monitorando sua posição nas águas.
"Eu não acredito muito em coincidências. Eu acredito que, tendo uma mancha deste tipo diante do estuário, podemos supor (que a contaminação provém desse combustível). Não podemos dizer até que seja verificado", adicionou Tesore.
A organização se encarregou de limpar, alimentar e hidratar os animais que sobreviveram, cerca de 15, que chegaram intoxicados por hidrocarbonetos.
Fonte: (Reportagem de Conrado Hornos) - http://www.swissinfo.ch/por/noticias/internacional/Pinguins_contaminados_aparecem_na_costa_do_Uruguai.html?siteSect=143&sid=9189988&cKey=1212960267000&ty=ti