21 junho 2008

UMA OPINIÃO ABALIZADA...ENTREVISTA DO INSTITUTO ETHOS COM O PROFESSOR MARIO MONZONI



"Neutralizar o carbono é positivo, mas não resolve o problema"

Especialista nas áreas de sustentabilidade, finanças e economia do meio ambiente, Mario Monzoni é coordenador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGVces). Sob seu guarda- chuva estão os setores de comunicação, pesquisa e capacitação do GVces, que cobrem finanças e empreendedorismo sustentável, cadeias de valor, consumo sustentável e mudanças climáticas. Em 2004, Monzoni assumiu também a tarefa de desenvolver a metodologia e o questionário do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), iniciativa pioneira na América Latina, que proporciona um ambiente de investimento compatível com as demandas do desenvolvimento sustentável.

Doutor em administração pública e governo pela FGV-EAESP, mestre em administração de política econômica pela School of International and Public Affairs da Universidade da Columbia e em finanças públicas pela FGV-EAESP, Monzoni tem uma carreira como poucos na área. Foi coordenador do Projeto Eco-Finanças, da ONG Amigos da Terra, treinou mais de 20 instituições financeiras sobre riscos e oportunidades ambientais, desenvolveu e aplicou treinamento para mais de 1.200 gerentes do Banco Real ABN Amro e teve passagem pelo Departamento de Pesquisa do Banco Mundial. Hoje é também membro do Conselho Consultivo do Fundo Ethical, do Banco Real ABN Amro, primeiro fundo SRI (Investimento Socialmente Responsável) no mundo em desenvolvimento.Nesta entrevista, Mario Monzoni mostra por que a neutralização de carbono não é a medida mais efetiva contra o aquecimento global e fala das alternativas energéticas e dos novos negócios em sustentabilidade.

Instituto Ethos: Como o senhor vê as iniciativas de neutralização de carbono que viraram febre nos últimos meses?
Mario Monzoni: De fato, podemos observar diversas iniciativas no sentido de neutralizar emissões de CO2, como a das agências de eventos e viagens. Essa atitude é muito positiva, mas não resolve o problema. Ela não cria incentivos em longo prazo de maneira eficaz. O que resolve o problema é deixar de emitir CO2. Claro que é uma iniciativa importante, não quero discriminar. Tem muita gente trabalhando em cima disso, é uma maneira de trazer o tema para o debate. Mas, se a gente quisesse neutralizar todas as emissões de gás do planeta, não existiria espaço para plantar tanta árvore. Além disso, essa iniciativa não promove a mudança de matriz energética. O raciocínio é “eu emito o gás e, no fim do dia, eu neutralizo”. É como se a gente estivesse tomando um remédio para dor de cabeça, mas não combatesse a causa, que, nesse caso, é a mudança de padrão de produção e consumo. É um grande impasse, porque três quartos da emissão de CO2 no planeta vêm da queima de combustíveis fósseis e um quarto, do desmatamento. É aí que temos de resolver a questão. É preciso buscar alternativas energéticas, novos combustíveis e novos modos de transporte para que a gente não emita gases de efeito estufa.
IE: Alguma iniciativa desse tipo já está sendo tomada?
MM: Sim. O protocolo de Kyoto traz os mecanismos de flexibilização que estão começando a operar. Mercados de carbono têm sido criados no mundo inteiro, de forma voluntária ou não. Os incentivos em longo prazo são mais eficazes, pois penalizam a empresa por meio da taxação ou pela compra de permissão para poluir. Então fica caro poluir. A neutralização não passa por aí. Ela simplesmente tenta fazer um cálculo de quanto CO2 se emite numa certa atividade e tenta seqüestrar o que foi emitido por meio da plantação de árvores. Mas é um seqüestro que ninguém garante que seja permanente. Grande parte das plantações morre no meio do caminho e os cálculos muitas vezes não levam isso em conta. Num longo prazo, essas novas árvores vão virar fumaça também. Não quero ser excessivamente crítico, porque a neutralização é sadia, e tem muita gente competente trabalhando com isso. Alguns projetos buscam recuperar áreas degradadas com espécies nativas, o que tem sido muito importante. Mas o problema não está sendo atacado de maneira correta.
IE: O que de fato seria efetivo para a redução do CO2?
MM: Temos de sair dos combustíveis fósseis e da fonte de carvão. Aqui no Brasil a discussão de usar novamente o carvão foi retomada, o que eu considero uma grande loucura em termos ambientais. O correto, no entanto, seria apostar nos combustíveis renováveis e alternativos. É um caminho longo. Não podemos esperar que amanhã todo mundo esteja usando energia do sol e do vento, por exemplo. Acredito que o gás natural, que já pode ser encontrado no mercado, seja um combustível de transição. Há alguns anos, a gente não imaginava que isso seria possível. Em termos de emissão, esse tipo de energia é melhor do que a do petróleo e a do carvão. A Inglaterra conseguiu reduzir suas emissões de CO2 substituindo o carvão pelo gás natural. Nessa discussão entra também a questão atômica e o uso de energia nuclear, que, apesar de ser amigável do ponto de vista climático, é problemático em relação a resíduo, disposição e transporte. O próprio custo econômico para produção de energia atômica é muito alto. Mas esse debate vai aparecer. Quando falarmos do uso de carvão, petróleo ou gás natural, vamos esbarrar novamente nessa questão. Uma outra fonte de energia possível é o vento. O governo alemão tem investido muito em energia eólica.
IE: E como está o Brasil em relação a esse tipo de energia?
MM: O Brasil tem um enorme potencial de produção de energia por meio do vento. Temos cerca de 20 mil ou 30 mil megawatts de potencial eólico que é muito pouco explorado. Por isso, o vento deve ser uma das alternativas. Também podemos falar da energia solar e dos novos combustíveis. Há diversas vantagens do uso do etanol na área de transporte, como o ciclo de carbono mais limpo. Teoricamente o álcool é neutro, porque a plantação de cana seqüestra o CO2 emitido no processo de produção de energia. O etanol é sem dúvida um grande elemento nessa discussão. E tem o hidrogênio, que não é tão eficaz porque sua produção demanda muita energia. Além disso, é preciso estimular as pessoas a usar novos meios de transporte. E aí a gente esbarra na questão do desenvolvimento. Se nosso serviço de transporte é precário, não incentivamos a população a usar transporte público. A emissão de CO2 de cada indivíduo dentro de um ônibus é muito menor do que o daquele que está dentro de um carro. Teríamos de levar em conta esse tipo de coisa.
IE: As empresas já estão buscando essa mudança de matriz energética?
MM: Nas discussões sobre o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), fico espantado com essa questão, principalmente em relação à indústria de petróleo. O argumento usado hoje em dia é o de que existe um grande compromisso das empresas com a meta de redução de CO2 durante o processo de produção. Mas, na verdade, isso não é efetivo. Não interessa o que uma empresa petrolífera gasta em termos de processo, se o que ela produz é combustível fóssil. Ainda não vimos empresas investindo em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento para novas fontes de energia como deveria acontecer. Mesmo os investimentos projetados para os próximos dez anos dos benchmarks mundiais não chegam a 5% nessa área. Então parece que as indústrias ainda não se deram conta do tamanho do problema. A era do petróleo não vai acabar por falta de petróleo. Vai acabar porque usá-lo será insano. Queimar petróleo vai ser crime hediondo. Pode parecer ridículo agora, mas daqui a vinte anos a gente pode ter outra conversa e ver como ficou essa questão.
IE: É nesse sentido que surgem os novos serviços ambientais?
MM: Kyoto e os mecanismos de crédito de carbono foram inspirados no mercado de chuvas ácidas americano. Para resolver o problema, foi criado nos anos 1990 um mercado de regulamentação baseada em instrumentos econômicos que teve um impacto positivo muito grande. A partir disso, as pessoas tinham de comprar permissões para poluir. Kyoto traz exatamente o mesmo mecanismo. Pela primeira vez em nível global, começa-se a criar mecanismos financeiros para resolver problemas ambientais. Então surge a discussão: podemos usar instrumentos financeiros que tenham impacto na área de florestas? O indivíduo que mantém suas florestas em pé presta um serviço ambiental para o planeta, na medida em que elas estocam e fazem seqüestro líquido de carbono. Além disso, as florestas protegem os recursos hídricos e são reservatórios de biodiversidade. Por isso, em vez de se pensar num código florestal que obrigue a pessoa a manter intactos 80% de sua propriedade, ou comprar áreas preservadas para manter a reserva, a gente começa a pensar em instrumentos econômicos de mercado que seguem o modelo do Protocolo de Kyoto.
Por que não criarmos um mecanismo que remunere aqueles que mantêm suas florestas?
Essas pessoas prestam um serviço global para a sociedade e para a biodiversidade. As florestas também têm relação direta com os recursos hídricos usados pelas hidroelétricas, para recreação e transporte. Ou seja, toda a população se beneficia disso. Os mercados ambientais criam uma alternativa econômica ao desmatamento. Não é a Constituição que vai impedir que um fazendeiro venda sua madeira. Mas, se todo mês alguém aparecer com um cheque porque ele não cortou suas árvores, acho que ele vai pensar duas vezes antes de optar pelo desmatamento. Estamos mudando a matriz de incentivos dos agentes econômicos.
IE: Já é possível citar casos de boas práticas?
MM: A América Latina tem experiências muito ricas em serviços ambientais. A Costa Rica é um grande exemplo em que o Estado atua como intermediário. Por meio de um sistema de arrecadação nos postos de gasolina e nas empresas hidrelétricas, criou-se um fundo para pagamento de serviços ambientais. O país já recuperou quase metade de sua área com esse mecanismo. Na América Latina você também tem exemplos nos quais, em lugar do Estado, quem participa é uma hidrelétrica. Essa empresa sabe que é importante para o seu negócio manter a qualidade e a quantidade da água da região. Por isso, remunera a comunidade do entorno para manter a floresta local. Se a região for devastada, a atividade da hidrelétrica será comprometida. A tendência é juntar todos os serviços num só pacote. Em vez de termos um mercado de carbono, outro de água, outro de florestas, outro de biodiversidade, o usuário pagaria por uma coisa só, já que tudo está correlacionado. Temos conversado com o governo do Estado de São Paulo e levado a idéia de se criar um fundo de pagamento de serviços ambientais, que poderia ser repassado tanto para o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF ? Global Environment Facility) quanto para os agricultores que apresentassem boas práticas etc. A sociedade é a última beneficiária e paga para aquele prestador de serviço.
IE: E quanto ao financiamento de novos negócios sustentáveis, os chamados new ventures? De que forma funcionam?
MM: Os new ventures são uma coisa mais ampla, porque não tratam só da questão florestal. É um programa desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI), ONG norte-americana cujo objetivo é promover e apoiar pequenos e médios negócios com forte caráter sustentável. São pequenos negócios em áreas diversas como energia renovável, ecoturismo, eficiência energética, biodiversidade, novos materiais, que tenham soluções inovadoras para o uso de recursos naturais ou que envolvam a comunidade no negócio. Esses projetos são escolhidos e analisados por uma equipe que vem de Washington. Os escolhidos ganham consultoria para melhorar ainda mais o negócio e depois participam de um fórum de investidores. O Brasil foi uma das regiões escolhidas pelo WRI para new ventures e o GVces foi procurado para hospedar e executar o programa aqui. Temos recebido cerca de 30 projetos por ano. A idéia é ver se há casamento ou não entre novos negócios sustentáveis e investidores. A nossa parte é tocar o violino e fazer uma festa agradável para o pessoal se encontrar. E temos observado que os noivos têm sido muito conservadores, principalmente porque a gente vive num país onde emprestar dinheiro para o governo e não fazer nada é uma coisa muito boa do ponto de vista econômico-financeiro. Você ganha sem se arriscar, então por que o investidor iria optar por negócios sustentáveis? E nós estamos falando de uma indústria que ainda está no começo. Há projetos muito interessantes, de cosméticos sustentáveis, de instrumentos musicais com madeira certificada, na área de produção de hidrogênio. Acredito que se houvesse investimento para os 30 projetos que passaram talvez alguns não teriam dado certo, mas outros teriam deslanchado. Essa é a cultura americana de venture capital, na qual se corre o risco de investir em nove projetos e acertar apenas em um. Mas, de repente, o investidor pode pegar a “Microsoft” da biodiversidade. E essa é a idéia.
Fonte: (Instituto Ethos)

20 junho 2008

ENVENAMENTO DE ANIMAIS - DENUNCIE ESTE CRIME

Todos os crimes são abomináveis, mas envenenar animais com comidas, é repugnante...usam a fome como ímã, para atraí-los para a morte.
Quero pedir desculpas aos(às) meus(minhas) amigos(amigas) leitores(leitoras) por esta postagem por demais triste...mas é um fato que acontece na realidade e, meu gato foi vítima deste ato desumano, nesta semana, e morreu...

Vejam o que acontece quando um cão, um gato ou qualquer outro animal é envenado:

De um momento para o outro parece que o ar não está mais ali, líquidos começam a se acumular no pulmão e para tentar respirar, conseguir uma mínima golfada de ar, passa a abrir e fechar sua boca desesperadamente, com isto acaba mordendo sua própria língua várias vezes; todosos seus músculos tremem sem parar e ao mesmo tempo, numa agitação violenta e desordenada se contraem súbita e involuntàriamente; seu corpo se contorce inteiro nessa conculsão incessante, vem a diarréia intensa e dolorosa, a temperatura de seu corpo sobe tanto, que é como se todas as suas células estivessem sendo fritadas, vem a hemorragia e o sangue começa a se derramar das veias, seu corpo bonito, agora está todo molhado de sua saliva, suas fezes e seu sangue, sem socorrer a tempo, vem a morte...O choro, a angústia, o sofrimento das pessoas que o estimavam, para quem era tão querido e dava tanta alegria, só resta enterrar seu corpinho debilitado e sem vida...


Esse verdadeiro quadro de horror é o resultado obtido quando alguém resolve envenenar um animal "Nele há a vítima física que é o animal, cuja inocência é como de uma criança e ainda as vítimas psicológicas que são todas as pessoas de bem . É um assassinato com cruel dor, um desprezo à Deus e à compaixão que Jesus pregou". É um ato covarde, cruel, criminoso e vergonhoso, indigno de um (uma) pai(mãe) de família, de um Homem (humano), de um cidadão (cidadã)! Representa grande falha de caráter. Embora muita gente não saiba o abandono, maus tratos e crueldade contra animais, dentre eles o envenenamento, são considerados CRIMES, previstos na LEI FEDERAL nº 9.605, de fevereiro/98, art. 32. Qualquer um pode e deve fazer valer esta Lei, bastando que se registre um boletim de Ocorência Policial. Bem como se a autoridade policial se recusar a fazer o boletim, pode responder a processo por Prevaricação.

DENUNCIE À POLÍCIA.

QUANDO O HOMEM DESVENDA A NATUREZA


Mariposas da espécie helicoverpa armigera pousam na mão de pesquisador em laboratório de Melbourne, na Austrália; cientistas do país anunciaram que estão trabalhando no seqüenciamento genômico do inseto, responsável por prejuízos na agricultura de mais de US$ 5 bilhões anuais, e que resultados devem ser obtidos em até quatro meses

Fonte: Mick Tsikas / Reuters

19 junho 2008

MOVIMENTO YAMAGUISHI - UM EXEMPLO DE SUSTENTABILIDADE




Aqui em Jaguariúna, temos a sede de uma unidade do Movimento Yamaguishi, vale a pena visitar e conhecer o trabalho deles. Produtos orgânicos, cidadania responsável e sustentabilidade.

Limpeza dos rios:

A Vila Yamaguishi em parceria com a ONG Amigos do Camanducaia vem realizando anualmente a limpeza dos rios, mobilizando os alunos das escolas da região, numa pratica de educação ambiental. A região de Jaguariúna onde está inserida a Vila Yamaguishi, è cortada por três rios, Jaguari, Camanducaia e o rio Atibaia. Esses rios acabam recebendo além do esgoto, uma grande quantidade de lixo sólido das cidades que foram sendo construídas ao longo de suas margens.

A Vila Yamaguishi em parceria com a ONG Amigos do Camanducaia e escolas de Jaguariúna, promovem a limpeza dos rios como uma forma de conscientização e educação Ambiental.

No ano passado foram recolhidas 12 toneladas de lixo nos rios da região e encaminhados para a reciclagem.Uma parte deste lixo ficou exposta durante uma semana no centro da cidade de Jaguariúna, como uma forma de conscientização da sociedade local para o problema do lixo urbano, ao mesmo tempo, serviu para reivindicar junto as autoridades locais a coleta seletiva e a reciclagem do lixo.

Repovoamento dos rios:

Paralelamente a limpeza dos rios, também é realizada a soltura de alevinos (filhotes) de peixes nativos da região, com grande participação da comunidade local. Essa prática exercida desde 1.998 já está se tornado uma tradição na cidade, e a população começa a demonstrar uma mudança de cultura perante as questões ambientais. A Vila Yamaguishi através das ações de seus moradores, busca cada vez mais, uma grande interação com a comunidade local, despertando para a convivência harmônica com todas as formas de manifestação da vida.

Aprendizado ambiental:

Alem das atividades praticas, anualmente os moradores da Vila Yamguishi organizam juntamente com a Amigos do Camanducaia a SEMEANJA - Semana do Meio Ambiente de Jaguariúna, trazendo palestras de especialistas em temas ambientais de interesse da comunidade.

No salão de eventos da Vila Yamaguishi constantemente são promovidos encontros de ambientalistas e agricultores para discutir questões de preservação ambiental e agricultura sustentável.

Fonte: http://www.yamaguishi.com.br/associacao/meio_ambiente.asp

UM POUCO DO MUITO QUE A EMBRAPA FAZ PELO BRASIL E PELO PLANETA



Obrigada, Eliana!

A nossa proposta é sempre somar para melhorar a vida de todos...conte comigo, estamos na luta por um mundo sustentável.

Reproduzo a seguir o e-mail que me enviaste:


Helena,

agradecemos a inserção da Semana Mundial do Meio Ambiente de Jaguariúna, da qual participamos em parceria com a Prefeitura Municipal em seu blog.Informo que no dia 5.6 realizamos também (e que não consta na programação que vc. inseriu) uma caminhada ecológica pelas ruas do bairro Tanquinho Velho, onde a Embrapa Meio Ambiente está localizada. Neste dia os alunos da Escola Oscarlina participaram recolhendo o lixo e tendo noções de educação ambiental. Fizemos uma palestra na escola sobre o problema da água. A caminhada seguiu até a Mina Santa Cruz. Internamente na Embrapa tb. apresentamos filmes sobre preservação e ministramos palestras aos empregados.

Veja mais detalhes em matéria em nosso site: www.cnpma.embrapa.br (Notícias).

Seu blog está muito bonito.

Parabéns!

Não coloquei um comentário lá, porque não tenho conta no Google. Mas pode reproduzir este e-mail se quiser. Abraços.

-- Eliana de Souza Lima Jornalista - MTb 22047 e MS/SP 11.168Área de Comunicação Empresarial - ACEEmbrapa Meio Ambiente - www.cnpma.embrapa.br19.3311.2748 - Jaguariúna, SP

VOCÊ CONHECE O PROJETO TAMAR DE PRESERVAÇÃO DAS TARTARUGAS?


O QUE É O PROJETO TAMAR

O que faz o Projeto TAMAR?

Protege as tartarugas marinhas, utilizando técnicas conservacionistas pioneiras, aprovadas pela comunidade científica internacional. Sua filosofia de trabalho envolve prioritariamente as comunidades costeiras, locais não predatórios capazes de melhorar a qualidade de vida dessas comunidades, gerando empregos diretos e indiretos. O caçador de tartarugas de ontem tornou-se o defensor da vida desses animais, resultado de um intenso programa de educação ambiental desenvolvido em 20 anos de vida TAMAR.

O que é o Projeto TAMAR?

É um Programa de conservação da natureza que tem como objetivo salvar as tartarugas marinhas do Brasil, ameaçadas de extinção. Foi criado em 1980, pelo IBAMA – Instituto Brasileiro de Maio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. O Projeto TAMAR – IBAMA é co-administrado pela fundação Pró-TAMAR, entidade civil, sem fins lucrativos.

Onde o TAMAR trabalha?

Em mais de 1.000 quilômetros de praia do litoral brasileiro, mantendo 21 bases de proteção e pesquisa, distribuídas em 08 estados – Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Quem trabalha no TAMAR?

Cerca de 400 pessoas tiram seu sustento trabalhando para o Projeto. A maioria são pescadores e famílias das comunidades onde o TAMAR mantém suas bases.Além dos pesquisadores, a cada temporada, cerca de 60 estudantes e recém-formados atuam em programas comunitários e de pesquisas e estagiários nas áreas biológicas e ambiental.

Quem acompanha a desova?

No período das desovas, de Setembro à março no litoral, e de janeiro àJunho, nas ilhas oceânicas, as principais áreas de reprodução são monitoradas todas as manhãs pelos biólogos e os pescadores tartarugueiros contratados pelo TAMAR. Eles também fazem as patrulhas noturnas, para marcar e medir as fêmeas que sobem a praia para desovar.

Onde acontece a desova?

As tartarugas marinhas normalmente procuram as praias à noite – Uma fêmea coloca aproximadamente 120 ovos por postura, cerca de cinco vezes, com intervalo de 15 dias, em uma mesma temporada. Os ovos são chocados pelo calor da areia e demoram de 50 a 60 dias para eclodirem.

A desova é protegida?

Hoje, como resultado prático das diferentes ações desenvolvidas pelo TAMAR junto às comunidades, principalmente de educação ambiental, as maiorias dos ninhos não são mais violadas, os ovos não são mais coletados. As fêmeas não são mais sacrificadas para servirem de alimento e o seu casco vendido para fabricação de adornos, utensílios e objetos de decoração. A desova é protegida, é um passo importante para garantir a sobrevivência das tartarugas marinhas.

Quantos filhotes nascem por ano?

Quando os filhotes saem à superfície, são contados, identificados e soltos para seguirem até o mar cada temporada de reprodução aproximadamente oito mil ninhos são protegidos pelo TAMAR, possibilitando a liberação de 350 mil filhotes por ano. No ano de 2.000 o TAMAR atinge a marca de 3.000,000 de filhotes protegidos desde a sua fundação.

Quem são as Tartarugas Marinhas?

São répteis, como tais, possuem pele seca, coberta de placas. Respiram por pulmões e a temperatura do corpo é regulada pela temperatura ambiente. Vivem todo o tempo no mar e somente as fêmeas saem da água por um curto período de tempo, para desova. Ficam adultas com cerca de 30 anos. Existem sete espécies no mundo, cinco delas ocorrem no Brasil.

Quais são as maiores ameaças?

De cada mil tartarugas nascidas, apenas uma ou duas vão chegar à idade adulta. Depois de adultas, poucos animais como os tubarões e as orcas conseguem ameaçá-las. As maiores ameaças são a poluição dos mares, a captura acidental em redes de pesca e a ocupação desordenada do litoral.

O que é captura acidental?

Muitas tartarugas marinhas morrem afogadas quando ficam presas em diferentes artes de pescas, como por exemplo cerca, rede de espera e currais. Isso acontece, principalmente, onde há concentração desses animais se alimentando, a maioria juvenis e sub-adultos.

AS CINCO ESPÉCIES
Tartaruga Cabeçuda (Caretta Caretta) - É a que faz o maior número de desova no litoral. Um dos motivos de seu apelido é o tamanho de sua cabeça que chega a medir 25 cm de diâmetro.

Tartaruga Verde (Chelonia Mydas) - A mais abundante pesa em média 250 quilos. Alimenta-se exclusivamente de algas e pode ser encontrada ao longo de todo litoral brasileiro.

Tartaruga de Pente (Eretmochelys Imbricata) - Também chamada de Tartaruga Verdadeira ou Legítima. Desova principalmente no litoral da Bahia. É uma das tartarugas marinhas mais ameaçadas de extinção, pois com o seu casco eram produzidos óculos, pentes, etc.

Tartaruga de Couro (Dermochely Coriacea) - Também chamada de Tartaruga Gigante. Atinge até dois metros de casco e pesa até 900 Kg. Desovam principalmente no litoral do Espírito Santo.

Tartaruga Olívia (Lepidochelys Oleácea) - É a menor de todas, medindo cerca de 60 cm e pesando em torno de 65 Kg. Desova principalmente no litoral de Sergipe.

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AMEAÇAS PARA AS TARTARUGAS MARINHAS

- Iluminação de Praias

- Redes de Pesca

- Caça e Coleta de Ovos

- Tráfego na Praia

CURIOSIDADES
As tartarugas marinhas existem há mais de 150 anos milhões de anos e conseguiram sobreviver a todas as mudanças do planeta. O número de suas vértebras diminuiu e as que restaram se fundiram às costelas, formando uma carapaça resistente, embora leves. Perderam os dentes, ganharam uma espécie de bico e suas patas se transformaram em nadadeiras. Tudo para se adaptarem à vida no mar.

ENQUANTO O BURACO DA CAMADA DE OZÔNIO AUMENTA, NOSSA RESPONSABILIDADE COM O MEIO AMBIENTE SE MULTIPLICA


Foto: Buraco sobre a Antártida atinge seu tamanho máximo sempre no final de setembro

Buraco na camada de ozônio bate recorde de profundidade e tamanho

Washington - O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul aumentou em superfície e profundidade em níveis recorde, informou hoje a Administração Atmosférica e Oceânica (Noaa) da Nasa.
"De 21 a 30 de setembro, a superfície média do buraco foi a maior observada até agora, de 27,5 milhões de quilômetros quadrados", afirmou Paul Newman, cientista do Centro de Vôos Espaciais da Nasa.
Esta superfície é maior que Canadá, Estados Unidos e o setor norte do México juntos.
Um comunicado da Nasa indicou que, se as condições do clima estratosférico estivessem normais, se podia esperar uma área de 23 milhões de quilômetros quadrados.
A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios ultravioleta do Sol e sua redução tem especial importância nesta época do ano, quando começa o verão no hemisfério sul.
"Atualmente temos o maior buraco de ozônio na história", afirmou Craig Long, do Centro de Previsão Ambiental do Noaa.
À medida que os raios do sol se tornam mais verticais durante outubro e novembro, o buraco de ozônio fará com que a passagem da luz ultravioleta nas latitudes austrais aumente.
O instrumento de medição de ozônio do satélite Aura da Nasa determinou que a profundidade da camada de ozônio se reduziu a 85 unidades Dobson em 8 de outubro em uma região do leste da Antártida.
Em julho deste ano, a profundidade calculada da camada era de 300 unidades Dobson, que são uma medição da quantidade de ozônio sobre um ponto fixo na atmosfera.
O que é mais importante, quase todo o ozônio entre 13 e 20 quilômetros sobre a superfície da Terra estava destruído, afirmou um comunicado da Nasa.
"Estes números significam que o ozônio virtualmente desapareceu nesta camada da atmosfera", afirmou David Hofmann, diretor da Divisão de Vigilância Global de Noaa.
"A camada diluída tem uma desusada extensão vertical, por isso parece que o buraco de ozônio baterá recordes em 2006", acrescentou. O tamanho e a profundidade da camada de ozônio na Antártida são regulados pelas temperaturas na estratosfera.
As temperaturas mais frias que o normal têm como resultado buracos mais extensos e profundos, enquanto que, quando são menos frias, os buracos são menores, segundo o comunicado da Nasa.