02 julho 2008

O MUNDO VISTO DO ALTO - 06 - ANGOLA



República de Angola, localizada na costa ocidental do Continente Africano, cujo território principal é limitado a norte e a leste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Angola inclui também o enclave de Cabinda, através do qual faz fronteira com a República do Congo, a norte.
Angola é conhecida no mundo como um dos países de maiores potencialidades econômicas da África sub-Sabsariana, com recursos naturais agrícolas e minerais que se estendem por todo o seu território e orla marítima. é o quinto país de maior dimensão ao sul do Saara, com uma Costa marinha atlântica de cerca de 1650 quilómetros. A sua fronteira terrestre é de 4837 km, com uma paisagem que alterna o deserto com a floresta virgem tropical. O interior do seu solo contém reservas importantes dos mais diferentes e variados recursos minerais.
Área territorial: 1.246.700 km2
População: 12.264.600 de habitantes ( estimativa 2007)
Densidade demográfica: 13 hab/km2
O país está dividido entre uma faixa costeira árida, que se estende desde a Namíbia chegando praticamente até Luanda, um planalto interior húmido, uma savana seca no interior sul e sudeste, e floresta tropical no norte e em Cabinda. O rio Zambeze e vários afluentes do rio Congo têm as suas nascentes em Angola. A faixa costeira é temperada pela corrente fria de Benguela, originando um clima semelhante ao da costa do Peru ou da Baixa Califórnia. Existe uma estação das chuvas curta, que vai de Fevereiro a Abril. Os verões são quentes e secos, os invernos são temperados. As terras altas do interior têm um clima suave com uma estação das chuvas de Novembro a Abril, seguida por uma estação seca, mais fria, de Maio a Outubro. As altitudes variam bastante, encontrando-se as zonas mais interiores entre os 1.000 e os 2.000 metros. As regiões do norte e Cabinda têm chuvas ao longo de quase todo o ano.
CLIMA
Angola, apesar de se localizar numa zona subtropical tem um clima que não é caracterizado por aquela condição, devido à confluência de três fatores:
A corrente fria de
Benguela ao longo da parte sul da costa.
O relevo no interior.
influência do deserto do
Namibe, a sudeste.
Em consequência, o clima de Angola é caracterizado por duas estações, a das Chuvas, de Outubro a Abril e a do Cacimbo, de Maio a Agosto, mais seca e com temperaturas mais baixas. Por outro lado, enquanto a orla costeira apresenta elevados índices de pluviosidade, que vão decrescendo de Norte para Sul, e dos 800 m para os 50 m, com temperaturas médias anuais acima dos 23ºC, a zona do interior, pode ser dividida em 3 áreas:
Norte com grande pluviosidade e temperaturas altas.
Planalto Central com uma estação seca e temperaturas médias da ordem dos 19ºC.
Sul com amplitudes térmicas bastante acentuadas devido à proximidade do deserto do Kalahari e à influência de massas de ar tropical.
ENERGIA
Tendo em conta os seus numerosos e poderosos cursos de água, Angola tem um potencial hidroeléctrico dos mais importantes de África (65 000 GWh por ano), de tal forma que se estima possível construir 150 centrais hidroeléctricas e um número superior de centrais com capacidade de produção inferior a 2 MW.
Em 1 de Janeiro de 2001, a capacidade de produção eléctrica de Angola era apenas de 586 maga Watts (MW) e a produção hidroeléctrica representava 63,6% da produção eléctrica total, o que corresponde a 374 MW.
A Empresa Nacional de Electricidade (ENE) tem uma organização descentralizada que integra 15 das 18 províncias num sistema com três zonas geográficas:
- O sistema Norte (Luanda), com a barragem de Cambambe, no rio Cuanza (Kwanza), que tem um capacidade de produção de 180 MW;
- A barragem de Mabubas (17,8 MW), no rio Dande;
- O sistema Centro (Benguela), com energia eléctrica da barragem de Biopio (11 MW) e uma turbina de gás (20 MW);
- O sistema Sul (Namibe), com a barragem de Matala (51 MW), no rio Cunene.
RIO KWANZA TERÁ MAIS TRÊS BARRAGENS
No encerramento da 11ª Jornadas Técnico-Cientifícas da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), o governo angolano informou que a previsão é ter esses empreendimentos implantados no rio Kwanza entre 2013 e2014. Os estudos de viabilidade dos empreendimentos, segundo esclareceu, poderão ser realizados num período de nove a 12 meses e darão a sustentabilidade de uma análise económico-financeira para que as três próximas barragens possam ser construídas na bacia do Médio Kwanza. As três barragens terão cada uma capacidade de gerar energia superior à do complexo hidroeléctrico de Capanda, que tem uma capacidade instalada de 520 megawatts.
No rio estão já implantadas as barragens de Cambambe e Capanda.

A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL EM ANGOLA:
"Apresentando uma grande diversidade ecológica, devido à sua extensão territorial, variação fisiográfica, diversificação climática e geológica na posição central entre as duas maiores divisões faunísticas e florestais da região etiópica com uma rica rede hidrográfica servida por numerosos rios.
Apesar de não haver ainda um grave problema no desequilíbrio do ecossistema. Angola, já apresenta situações que merecem preocupação no domínio ambiental. São os casos, a título exemplificativo, da exploração mineira e particularmente dos diamantes, da poluição marítima, da exploração pesqueira ou ainda da ação da guerra.
A exploração diamantífera é um dos exemplos mais graves de perturbação ambiental. Um dos métodos mais empregados na extração dos minérios é o dos desvio de rios para permitir a atividade extrativa no seu leito. Após o termo deste processo esses locais de trabalho são abandonados sem que haja preocupação em se proceder à reposição das águas fluviais no leito original, o que causa sérios problema ambientais e o crescimento das "superfícies lunares".
Nos mares de Angola encontram-se vários sinais de poluição nas áreas de exploração petrolífera e nas zonas costeiras de alguns centros urbanos. A poluição marítima é provocada por hidrocarbonetos vindos das explorações do petróleo em "off shore" ao longo da costa norte do país(Cabinda e Zaire) e ainda dos derrames de petróleo provocados principalmente por alguns petroleiros que se libertam do lastro que trazem, perto das águas costeiras angolanas.
Nas águas costeiras angolanas do norte, tem-se verificado, igualmente, a existência de um elevado número de gonadas parasitadas (o que sugere que existe um déficit de oxigênios e poluição provocada pela extração petrolífera ou de descarga de materiais orgânicso a partir da foz do rio Zaire), além da mortalidade de elevado número de ovos e a redução das capturas dos recursos piscatórios.
O despejo no mar de resíduos urbanos e industriais sem quallquer tratamento prévio, principalmnte nas baías de Luanda e do Cacuaco, situada a cerca de 12 km da cidade capital, têm provodado sérios problemas de poluição das águas costeiras. Aí são despejados, sem qualquer tratamento, os coletores da cidade capital e das diversas fábricas da cintura industrial, incluindo as da refinaria de petróleo e as das fábricas que produzem ou laboram com substâncias químicas.
E prevê-se que a tendência seja a do agravamento desta situação, que se vai repercutir na paradisíaca Ilha do Mussulo, que corre o risco de ficar assoreada com a construção do novo polo habitacional da capital de Angola - Luanda Sul uma vez que não se tomaram as medidas pertinentes para se evitar o despejo dos detritos sólidos, sem tratamento, para aquela baía.
A costa marítima angolana é também assolada com frequentes ataques na sua flora e fauna com a pesca de barcos piratas, mau grado as medidas que o Governo angolano vem tomando para a sua proteção.
No que respeita à sua flora e fauna, a situação apresenta contornos preocupantes devido à guerra e à mudança dos hábitos de vida das populações.
Os parques e reservas nacionais estão praticamente abandonados pela administração angolana, não havendo qualquer controle no abate de animais, o que periga a existência de algumas espécieis animais como a palanca negra gigante, o hipopótamo, o elefante, a zebra da montanha e o girasonde.
Preocupante é também o que se verifica com a exploração desordenada e intensiva da floresta tropical húmida de Cabinda, assim como o empobrecimento acelerado dos solos que estão ao redor dos principais centros urbano do país.
Para além de uma exploração agrícola assente na monocultura que imperou no período colonial, que acelerou o empobrecimento dos solos aráveis em algumas províncias de Angola, assiste-se também a um abate indiscriminado de árvores para servirem de fonte de energia o que, aliado às queimadas e ao avanço do processo de desertificação do sul do país (Namibe, Benguela, Huíla e Cunene) está a conduzir a uma rápida destruição da floresta natural.
Deve-se, entretanto, ressaltar que a manutenção da diversidade biológica de Angola não corre ainda perigos pela inexistência de grandes destruições ou alterações dos habitat naturais, mau grado os problemas existentes e já referenciados." extraído do livro (com adaptações linguísticas), "Direito do Ambiente e Redacção Normativa: teoria e prática dos países lusófonos" - Maurício Cysne e Teresa Amador, Eds (Estudo de Política e Direito do Ambiente da UICN (The world Conservation Uolon)

01 julho 2008

A RIQUEZA DA BIODIVERSIDADE DO PLANETA


Riqueza desconhecida

No mundo, há cerca de 1,4 milhão de espécies formalmente descritas, mas as estimativas sobre a biodiversidade total variam de cinco a 50 milhões. Conhecer esses ‘anônimos’ é fundamental para embasar – e tornar mais efetivas – as ações de conservação da natureza.
Com freqüência, é divulgada na mídia a descoberta de possíveis novas espécies durante uma expedição científica. Isso acontece porque ainda se conhece muito pouco sobre a biodiversidade: no mundo, há cerca de 1,4 milhão de espécies formalmente descritas, mas as estimativas sobre o total de organismos vivos variam de cinco a 50 milhões.
“Esta diferença de uma ordem de magnitude mostra o nível da nossa ignorância e o quanto necessitamos de pesquisas básicas de inventários biológicos. Além da necessidade de apoiar estudos taxonômicos”, afirma o biólogo e consultor ambiental Fábio Olmos.
Para diminuir esta lacuna de conhecimento e contribuir com a conservação da natureza brasileira, a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza financia projetos relacionados à biodiversidade. Uma dessas pesquisas apoiadas realizou uma expedição científica na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, na qual foram mapeadas e registradas ao menos 440 espécies de vertebrados, sendo 14 delas prováveis novas espécies. O projeto, que conta com uma equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo, Universidade Federal de São Carlos e Universidade Federal do Tocantins, objetiva realizar um inventário e zoneamento amplo de vertebrados nessa estação ecológica, compilando um banco de ocorrências georreferenciadas, fundamento crucial para tomadas de decisões em conservação e manejo.
O coordenador do projeto, Cristiano Nogueira, biólogo e analista de biodiversidade da Conservação Internacional do Brasil, ressalta a importância de pesquisas como essa. “Conhecer a distribuição e composição de espécies fornece dados e indícios fundamentais na busca por explicações sobre padrões naturais de diversidade e ecologia das espécies. Sem esse conhecimento básico, não há como testar e propor novas hipóteses sobre a história evolutiva das espécies e seu papel como integrantes fundamentais dos ecossistemas naturais na Terra”, explica.
A falta de conhecimento sobre a diversidade é maior em biomas pouco pesquisados. “Nosso conhecimento sobre a diversidade da vida é bastante imperfeito. Por isso, espécies ainda desconhecidas são descritas a cada expedição científica, especialmente naquelas que amostram localidades ou hábitat pouco explorados, do fundo do mar a parcelas da Mata Atlântica e do Cerrado”, comenta Olmos. “As aves são de longe o grupo melhor conhecido. Sei de pelo menos dez espécies de aves brasileiras aguardando descrição no futuro próximo. Imagine a diversidade ainda aguardando descrição entre grupos menos badalados como vírus, fungos, formigas ou anfíbios”, completa.
Conhecer para conservarA pesquisa científica é de grande importância no Cerrado, um bioma altamente ameaçado pelo avanço da agropecuária. É considerado um dos 34 hotspots de conservação mundial – área com grande importância biológica e alto risco de degradação. Nogueira ressalta a importância da pesquisa nesse ecossistema tão pouco conhecido, que está desaparecendo antes mesmo de ser estudado em termos de diversidade de fauna. “Até recentemente, a fauna de vertebrados na região do Cerrado era uma das menos estudadas em toda a região Neotropical (uma das mais ricas e pouco estudadas em termos biológicos em todo o planeta). Sem conhecer bem a composição das espécies e sua distribuição geográfica, é praticamente impossível planejar boas ações de manejo e conservação de áreas naturais, como parques e reservas”, diz Nogueira.
“Infelizmente muitos dos inventários faunísticos no Cerrado são atrelados a grandes eventos de perda de hábitat, especialmente empreendimentos hidrelétricos. Obter dados em regiões livres de impactos, como reservas e áreas remanescentes, permite que o conhecimento científico básico esteja disponível antes da perda dos ambientes naturais, favorecendo melhores ações de planejamento e conservação. Neste sentido, inventários como os financiados pela Fundação Boticário são de grande importância”, afirma Nogueira. A Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, com mais de 700 mil hectares, é a segunda maior área protegida em todo o Cerrado, e os dados reunidos deverão auxiliar na elaboração do futuro plano de manejo da reserva, inserida na região do Jalapão, uma das mais complexas e amplas regiões naturais do Cerrado brasileiro. O pesquisador explica que quando se tem bons dados científicos sobre composição e ocorrência de espécies é mais fácil definir quais ações são prioritárias para a conservação, tanto em escala local quanto regional. “Assim, existe um link direto entre conservação e conhecimento científico básico. Muitas dessas novas espécies, que até então eram desconhecidas, são endêmicas da região do Cerrado e, por não serem encontradas em nenhuma outra região, nos permitem identificar padrões e processos evolutivos únicos. Em síntese, não há como conservar o que não se conhece”, completa Nogueira.
O biólogo, professor e diretor científico e curador do Herbário Barbosa Rodrigues, Ademir Reis, concorda que só é possível preservar aquilo que se conhece. Só após estudar a biodiversidade será possível alcançar êxito em sua preservação. “Esses estudos ainda são muito principiantes. Ainda não conhecemos a nossa biodiversidade e muito mesmo como fazer a devida conservação da mesma. Por isso, as pesquisas são básicas para que possamos descobrir estes passos”.
Nogueira explica que conhecer a biodiversidade é importante na sensibilização da população às causas conservacionistas. “Sabemos que documentar e descobrir a fauna do Cerrado é importante, pois ajuda a revelar, ao público geral, quão rico e diverso é o Brasil e quanto estamos perdendo em termos de espécies e processos únicos com a perda de hábitat no Brasil central”.
Novas espécies:
Atualmente, há 34 espécies que já foram ou estão sendo descritas como novas e que foram descobertas por meio de estudos realizados em projetos apoiados pela Fundação O Boticário. Se as 14 possíveis novas espécies mapeadas na expedição na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins forem confirmadas, esse número deve subir.
Quatro espécies receberam o nome Boticário como reconhecimento ao apoio que a Fundação O Boticário dá a projetos de conservação da natureza. São elas: Aphyolebias boticarioi, Megaelosia boticariana, Passiflora boticarioana e Listrura boticario.


Foto: Bachia sp., uma das prováveis novas espécies encontradas na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, durante expedição realizada por projeto apoiado pela Fundação O Boticário.

CANADÁ E AS MEDIDAS PARA A REDUÇÃO DA POLUIÇÃO DO SISTEMA DE LAVAGEM À SECO


A grande importância desta nota antiga...vale lembrar e refletir sobre a situação em cada município, estado e país.


No Canadá, poluição produzida por instalações de lavagem a seco é reduzida em função de nova legislação.
De olho na qualidade do ar e da água, o governo do Canadá, através do seu Ministério do Meio Ambiente objetiva, mediante nova legislação, reduzir a poluição produzida por instalações de limpeza a seco.
O tetracloroetileno, também chamado percloroetileno ou PERC nas instalações de lavagem a seco poderá - graças a nova legislação -, daqui a agosto de 2005 tornar possível 70% de redução dos rejeitos, em relação aos níveis de 1994.
Após vastas consultas a empresas, importadores e usuários do PERC e a grupos de defesa ambiental, o regulamento entrou em vigor em 12 de março de 2003.
Ecologicamente corretas, numerosas lavanderias, especializadas em lavagem com solventes, não só partiram para o uso de novos solventes, como também de novos equipamentos e novas técnicas. Adotaram, ainda, melhores práticas de gestão das matérias residuais. Tal tendência, acreditam os legisladores, promete se acelerar com o novo regulamento.
Avalia-se a importância do regulamento quando se considera que, a quase totalidade do solvente utilizado na limpeza a seco se perde no meio ambiente, sob forma de emissões rejeitadas durante o processo de limpeza, de descarte na água ou eliminação irregular de resíduos.
Environnement Canada, avril 17, 2003.

30 junho 2008

RIO DE JANEIRO É CONSIDERADA A CAPITAL NACIONAL DA BICICLETA


Foto: José Lobo
Uma frota de aproximadamente quatro milhões de bicicletas, que corresponde ao dobro do número de carros. Um milhão e duzentas mil bicicletas circulando dentro da cidade. Cento e cinqüenta quilômetros de malha cicloviária. O Rio de Janeiro é considerado a capital nacional da bicicleta e não é para menos. É a cidade do Brasil que mais promove o seu uso, que dispõe de mais bicicletários e que disponibiliza mais legislações específicas para os ciclistas e suas "magrelas".Esses dados foram fornecidos por José Lobo, presidente da Transporte Ativo, organização não-governamental que tem por objetivo difundir a cultura dos veículos a propulsão humana, como bicicletas, patins, skates e patinetes, como meios de transporte alternativos aos carros e ônibus. De acordo com José Lobo, a bicicleta é a maneira mais eficiente de se locomover pela cidade. Não contribui para a poluição atmosférica nem sonora. Os automóveis são responsáveis por mais de 50% das emissões de poluentes nas cidades, já a bicicleta não emite nenhum tipo de poluente atmosférico. Além disso, ela reduz os engarrafamentos, os gastos com combustível, dá mais fluidez ao tráfego -- o que favorece os meios de transporte públicos --, ocupa uma área menor que a de um carro -- o que facilita o deslocamento e estacionamento -- e ainda melhora a qualidade de vida e saúde do ciclista, que ao se locomover pela cidade, também se exercita. Metade dos transportes motorizados efetua percursos inferiores a cinco quilômetros, distâncias consideradas curtas e que poderiam ser percorridas de bicicleta.No bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio, 8% das viagens são feitas de bicicleta. É o maior movimento de ciclistas na cidade, comparável ao de algumas cidades européias. Porém, na opinião de José Lobo, esse grande volume se dá devido ao baixo poder aquisitivo da população do bairro. "Na hora que o morador do bairro começar a ganhar mais dinheiro, ele vai comprar uma moto ou um carro. Ainda falta a conscientização da importância do uso da bicicleta por lá".
Em outras regiões da cidade, a bicicleta é usada principalmente como lazer ou esporte. José Lobo cita a popularidade entre os jovens que ainda não possuem licença para dirigir. Outro público que merece atenção é o das mulheres, que vem crescendo, de acordo com o presidente da Transporte Ativo. "Está crescendo também o número de ciclistas que, assim como eu, não agüentam mais ficar presos em engarrafamento e começam a usar a bicicleta como solução. Vendi o meu carro e uso somente transporte público. E a minha bicicleta, claro". Ele destaca ainda o aumento da conscientização ecológica entre os cariocas, o que incentiva o uso da bicicleta.


UMA GELEIRA EM EXPANSÃO - PATAGÔNIA


As imensas geleiras que se espalham ao longo dos Andespatagônios até a Terra do Fogo, vestígios da calota glacial que cobria toda a Patagônia no pleistoceno, configuram o gigantismo dessa região e denunciam a proximidade da Antártida.

O espetáculo se renova a cada quatro anos. Blocos de gelo se desprendem da fachada do Perito Moreno com um estrondo monumental e afundam nas águas leitosas do lago Argentino. Ondas imensas derrubam as banquisas, arrastadas pela maré que permite o deslocamento do bloco de gelo.

O Perito Moreno, uma das raras geleiras continentais atualmente em expansão, progrediu durante quatro anos em uma escala de muitos centímetros por mês, bloqueando as águas do Brazo Rico, uma das passagens do lago Argentino. Isso continuará acontecendo até que o avanço da água acumulada faça ceder a barragem de gelo. O Perito Moreno, com uma superfície de 257 km2 - maior do que a de Buenos Aires -, desenvolve uma fachada de 60 m de altura e 5 km de extensão. Ele é a jóia do Parque Nacional de Los Glaciares, na Argentina, a oeste de El Calafate, oferecendo a extraordinária visão de uma massa de gelo erodida e fendida, viva, enfim. Uma luta dantesca se desenrola dia após dia, traduzida por estampidos e estrondos lúgubres.

O parque dominado ao norte pelo pico granítico de Fitz Roy, cujo cume atinge 3.375m, protege 13 geleiras que se partem nos espelhos dos lagos Argentino e Viedma. O Upsala, com 50 km de comprimento e 10 km de largura, é a maior de todas essas geleiras do sul da Patagônia.

Fonte: Guia Ilustrado do Mundo - América do Sul - Seleções do Readers Digest.

Foto: Glaciar Perito Moreno,na Patagónia,Argentina, Novembro de 2003 -http://olhares.aeiou.pt/glaciar_da_patagonia/foto32498.html

O MUNDO VISTO DO AUTO - 05 - ANDORRA








O Principado de Andorra é um pequeno país europeu , com 468 km2 de área territorial, localizado num enclave nos Pirenéus entre Espanha, ao sul, e França, ao norte. Atualmente conta com uma população estimada de 71.822 habitantes. Antes isolado, o principado é hoje um país próspero principalmente devido ao crescimento do turismo e por seu status de paraíso fiscal. Atualmente, a população andorrana está listada como tendo a maior expectativa de vida do mundo, com média de 83,52 anos (2007).
Condizendo com a sua localização no leste da cordilheira dos
Pirenéus, Andorra consiste predominantemente de montanhas escarpadas com uma altitude média de 1 996 m e a mais elevada, Coma Pedrosa, a atingir 2 946 m. As montanhas são separadas por três vales estreitos em forma de Y, que se combinam num único, por onde o principal curso de água, o Rio Valira ( é um rio pirinéu, afluente do Rio Segre. O Valira nasce na paróquia de Encamp em Andorra, e desemboca no Segre próximo de la Seu d'Urgell, percorrendo 44 km e cobrindo praticamente todo o território andorrano.
O Valira tem a forma da letra Y, sendo que seus braços superiores são o Valira do Norte (em
La Massana e Ordino) e o Valira Oriental (em Canillo e Soldeu). Eles se unem em Escaldes-Engordany., sai do país e entra na Espanha, no ponto mais baixo de Andorra, aos 840 m de altitude). Com uma altitude média entre 1 900 e 2 000 metros, Andorra é o segundo país mais alto da Europa, depois da Suíça.
O
clima de Andorra é semelhante ao clima temperado dos vizinhos, mas a sua altitude mais elevada significa que há, em média, mais neve no inverno e que é um pouco mais frio no verão. Três ou quatro nevadas fortes caem todos os anos. No inverno a temperatura de Escaldes fica entre -1 a -7ºC; já no verão as temperaturas podem alcançar de 21 a 27ºC.


Fotos: 1-Rio Valira; 2 -Vista do Pas De La Casa de Envalira (primeira cidade andorrana depois da fronteira andorrano-francesa). - 3 - La Vall del Madriu - Patrimoni mundial de la UNESCO, la vall glacial del Madriu–Perafita–Claror (Andorra la Vella, Encamp, Escaldes–Engordany i Sant Julià de Lòria) és un dels itineraris més inhòspits i sorprenents d’Andorra amb una extensió de 4.247 ha...



28 junho 2008

ALEMANHA - A FLORESTA NEGRA ESTÁ EM RISCO


23/12/2004 - Poluição ameaça futuro da Floresta Negra, na Alemanha
O cientista alemão Klaus von Wilpert define como preocupante o fato de haver algumas árvores ressecadas em meio à floresta em bom estado, claro sintoma da deterioração que sofre a Floresta Negra, no oeste da Alemanha.
"Este é o efeito mais visível da poluição. Estas árvores ficaram amarelas no outono antes de perder sua folhagem de forma progressiva", explica o pesquisador do FVA (Departamento Alemão de Bosques), encarregado da vigilância da Floresta Negra.
O Ministério alemão da Agricultura deu o alerta ao publicar um documento em meados de dezembro: os bosques alemães nunca estiveram em situação tão crítica, com um quarto das árvores destruídas. O número das plantas com danos graves aumentou 8% em relação a 2003.
A situação é particularmente preocupante na Floresta Negra, que teria perdido 40% de sua área, um recorde desde 1983.
Este ano, a proporção de árvores em mau estado nesta região aumentou 10% em relação a 2003, especialmente durante a seca do verão, cujos efeitos foram sentidos com um ligeiro atraso.
"Não há como negar a realidade: a Floresta Negra é uma região historicamente frágil, sobretudo na parte ocidental, que recebe as emissões de poluentes do vale do Reno", diz Von Wilpert.
O solo apresenta níveis altos de produtos ácidos, nitrogênio, nitratos ou amônia, emitidos pelas indústrias e pelo tráfego de automóveis no vale. As principais vítimas são as árvores de raízes pouco profundas, que absorvem o essencial dos resíduos industriais.
O fenômeno é ainda mais crítico em Erzgebirge, região rica em metais, que recebe os resíduos das indústrias da Polônia e da República Tcheca, países vizinhos.
Se a FVA destaca o tráfego de automóveis e a atividade industrial no vale do Reno, por outro lado, também reconhece uma parte de sua própria responsabilidade por ter plantado entre 1950 e 1970 árvores que não se adaptavam à região.
Hoje, a FVA faz aplicações de magnésio no local para neutralizar a acidez do solo. Além disso, deu prioridade à plantação de carvalhos, consideradas árvores resistentes.