06 julho 2008

LAGARTO SEM PATAS, NOVAS ESPÉCIES, ADAPTAÇÕES AO ECOSSISTEMA OU DEFORMAÇÕES OCASIONADAS POR POLUIÇÃO?


29/04/2008 - Lagarto sem patas achado no Brasil pode ser espécie desconhecida
Alister Doyle - Em Oslo
Cientistas descobriram na região central do Brasil um lagarto sem patas, um sapo com chifres e um pica-pau-anão entre 14 espécies supostamente novas, afirmou um grupo conservacionista na terça-feira.
Uma expedição de quatro semanas pelo cerrado brasileiro, uma região ameaçada devido à expansão das áreas de cultivo agrícola, encontrou oito peixes, três répteis, um anfíbio, um mamífero e uma ave aparentemente novos para a ciência, disse o grupo Conservação Internacional.
"O lagarto, chamado de Bachia genus, lembra uma cobra por não ter patas e por apresentar um focinho pontudo, o que o ajuda a locomover-se pelo solo predominantemente arenoso da região", afirmou em um comunicado a entidade, um grupo sem fins lucrativos com sede nos EUA.
Susan Bruce, porta-voz do Conservação Internacional, disse que o lagarto tinha entre 15 e 20 centímetros de comprimento. Entre os outros lagartos sem patas de várias partes do mundo incluem-se alguns parentes de lagartixas da Austrália e as cobras-de-vidro da Europa.
O lagarto brasileiro foi achado durante a expedição pela Estação Ecológica da Serra Geral do Tocantins, uma área de cerrado protegida com 716 mil hectares de extensão.
Entre as outras supostas novas espécies encontram-se um pica-pau-anão e um sapo com chifres. O grupo ambientalista tenta proteger a biodiversidade e argumenta que a humanidade consegue viver em harmonia com a natureza.
"Áreas protegidas como a Estação Ecológica abrigam alguns dos últimos ecossistemas saudáveis de uma região cada vez mais ameaçada pelo crescimento urbano e pela agricultura mecanizada", disse o líder da expedição, Cristiano Nogueira.
A região do cerrado, parte dos altiplanos do centro do Brasil que antes cobria uma área do tamanho de metade da Europa, está cada vez mais tomada pela produção agrícola e pela criação de gado. A velocidade de expansão dessas áreas é duas vezes maior do que a verificada na Amazônia, afirmou o Conservação Internacional.
A expedição também registrou a imagem de espécies ameaçadas como o tatu-bola, o cervo-do-pantanal e a arara-azul-grande em meio a mais de 440 espécies de animais documentadas durante a empreitada, da qual participaram 26 pesquisadores.

05 julho 2008

COMO FUNCIONAM OS INCÊNDIOS...


Em apenas alguns segundos, uma fagulha ou mesmo o calor do sol, deflagra um inferno. O incêndio florestal se propaga rapidamente, consumindo a vegetação seca e espessa e quase tudo o mais em seu caminho. O que um dia foi uma floresta, se torna um barril de pólvora virtual de combustível inexplorado. Em uma rajada aparentemente instantânea, o incêndio florestal alcança milhares de acres de terra adjacente, ameaçando as casas e vidas de muitos na vizinhança.
Uma média de 5 milhões de acres queima todo ano nos Estados Unidos, causando milhões de dólares em prejuízo. Quando um
incêndio começa, ele pode se propagar em uma taxa de até 23km/h, consumindo tudo em seu caminho. À medida que o fogo se espalha por arbustos e árvores, pode adquirir vida própria - encontrando meios de se manter vivo, até mesmo semeando pequenos incêndios, arremessando brasas a quilômetros de distância. Neste artigo, iremos observar os incêndios florestais, explorando como eles nascem, vivem e morrem. Mas atenção, incêndios florestais são diferentes de queimadas, muito comuns no Brasil.
Em um dia quente de verão, qualquer coisa tão pequena quanto uma faísca da roda de um vagão, passando pelo trilho, pode dar início a um enorme incêndio florestal. Algumas vezes, o incêndio ocorre naturalmente, inflamado pelo calor do
sol ou pela queda de um raio. Contudo, a maioria dos incêndios florestais é resultado do descuido humano.
As causas mais comuns de incêndios florestais incluem:
incêndio intencional
fogueiras
cigarros acesos
queima inadequada de detritos
brincadeira com fósforos ou
fogos de artifício
incêndios prescritos
Tudo, dependendo da temperatura, pode arder em chamas. Essa temperatura é chamada ponto de fulgor de um material. O ponto de fulgor da madeira é 300ºC. Quando a madeira é aquecida a essa temperatura, ela libera gás de hidrocarboneto que se misturam com o oxigênio do ar, entram em combustão e criam o incêndio.
Há três componentes necessários para que a ignição e combustão ocorram. Um incêndio requer combustível para queimar, ar para fornecer oxigênio e uma fonte de calor para levar o combustível até a temperatura de ignição. Calor, oxigênio e combustível formam o triângulo do fogo. Os bombeiros freqüentemente falam sobre o triângulo do fogo quando estão tentando acabar com um incêndio. A idéia é que se puderem remover um dos pilares do triângulo, eles podem controlar e finalmente extinguir o fogo.
Após ocorrer a combustão e o fogo começar a queimar, há vários fatores que determinam como o fogo se espalha. Esses três fatores incluem combustível, clima e topografia. Dependendo desses fatores, um incêndio pode desaparecer rapidamente ou se transformar em um enorme incêndio que destrói milhares de acres.
Os incêndios florestais se propagam com base no tipo e quantidade de combustível que os cerca. O combustível pode incluir tudo, desde árvores, arbustos e campos de grama seca a casas. A quantidade de material inflamável que cerca um incêndio é mencionada como carga de combustível. A carga de combustível é mensurada pela quantidade de combustível disponível por área unitária, normalmente, toneladas por acre.
Uma carga de combustível pequena fará com que um incêndio queime e se espalhe lentamente, com baixa intensidade. Se houver muito combustível, o incêndio queimará mais intensamente, fazendo com que se espalhe mais rapidamente. Quanto mais rápido ele aquece o material ao redor, mais rápido esses materiais podem entrar em ignição. Quando o combustível está muito seco é consumido muito mais rápido e cria um fogo que é muito mais difícil de conter.
Eis as características básicas que decidem como ele afeta um incêndio:
tamanho e formato
organização
conteúdo de umidade
Pequenos materiais combustíveis, também chamados combustíveis instantâneos, como
grama seca, folhas de pinheiro, folhas secas, galhos e outros arbustos secos, queimam mais rápido que troncos grandes ou pedaços de troncos. Por essa razão um incêndio começa com gravetos de madeira ou troncos. Em nível químico, diferentes materiais combustíveis levam mais tempo para entrar em ignição que outros. Mas em um incêndio florestal, onde a maioria do combustível é feito do mesmo tipo de material, a principal variável no tempo de ignição é a razão da área superficial total do combustível em relação a seu volume. Como a área superficial dos galhos não é muito maior que seu volume, ela entra em ignição rapidamente. Por comparação, a área superficial de uma árvore é muito menor que seu volume, então é necessário mais tempo para se aquecer antes de entrar em ignição.
À medida que o fogo progride, ele seca o material próximo dele - o calor e a fumaça que se aproximam de um combustível potencial faz com que a umidade do combustível se evapore. Isso torna o combustível mais fácil de acender quando o fogo finalmente o alcança. Os combustíveis que são de algum modo espaçados também secarão mais rápido que os combustíveis que são empacotados firmemente juntos, pois mais oxigênio está disponível para o combustível diminuído. Mais combustíveis firmemente empacotados também retêm mais umidade, que absorve o calor do fogo.
O clima desempenha um importante papel no nascimento, crescimento e morte de um incêndio florestal. A aridez leva a condições extremamente favoráveis para incêndios florestais e os ventos ajudam o progresso do incêndio florestal - o clima pode estimular o fogo a se mover mais rápido e abranger uma área maior. Ele também pode tornar o trabalho de combate ao fogo ainda mais difícil. Há três ingredientes do clima que podem afetar os incêndios florestais:
temperatura
vento
umidade
Como mencionado antes, a temperatura afeta a formação de fagulhas de incêndios florestais, pois o calor é um dos três pilares do triângulo do fogo. Os galhos, árvores e arbustos no solo recebem calor radiante do sol, que aquece e seca os combustíveis em potencial. As temperaturas mais quentes permitem que os combustíveis acendam e queimem mais rápido, aumentando a taxa na qual o incêndio florestal se propaga. Por esse motivo, os incêndios florestais tendem a aumentar à tarde, quando as temperaturas estão mais quentes.

AQUIFERO GUARANI - NÃO É TUDO O QUE IMAGINÁVAMOS


O que nos parecia uma abundância, abusada pela presunção do grande volume de água. Tratado com descaso pelos proprietários, agricultores, industriais - estado e outros, nossa grande riqueza, pode estar se extinguindo, face aos desmandos de muitos: queimadas, poços perfurados indiscriminadamente, poluição excessiva...o homem, sempre o homem, detonando com o meio ambiente, reduzindo e extinguindo as reservas de vida do planeta...construindo um futuro incerto para todos.


Novo mapa mostra aqüífero Guarani mais limitado
Trabalho indica que fluxo de águas na reserva subterrânea é mais lento do que se achava e sugere cautela com poçosEstudo preliminar aponta que área do reservatório hídrico deve ser 10% menor do que estimativa anterior; trabalho sai até o fim do ano


Quanto mais os geólogos estudam o aqüífero Guarani -a maior reserva hídrica subterrânea das Américas- mais fica claro que ele não é o mar inesgotável de água doce que se imaginava existir há algumas décadas. Um novo mapeamento realizado pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) constata que o fluxo de água na camada geológica que compõe o aqüífero é mais lenta do que se imaginava anteriormente.

O novo mapa hidrogeológico realizado pelo Laboratório de Estudo de Bacias, da Unesp, está em fase de finalização e deve ficar pronto até o fim do ano. Mas já está claro para os cientistas que o panorama revelado no trabalho sugere cautela.

O fluxo mais lento significa que, se o ritmo de extração das águas é muito intenso em um local, a água acaba ali e demora para reaparecer. É um risco, portanto, apostar no Guarani para suprir a crescente demanda de água no interior paulista.

"No caso de necessidade de extração de grandes volumes, a alternativa de se concentrar um elevado número de poços em pequenas áreas pode não ser a mais correta", diz Didier Gastmans, da Unesp. Segundo o geólogo, é preciso cuidar para que os lugares mais favoráveis -onde o aqüífero fica perto da superfície, como Ribeirão Preto- sejam superexplorados. "Os técnicos responsáveis pela elaboração de políticas públicas de recursos hídricos terão de considerar que a água subterrânea terá que ser aduzida até os pontos de consumo.

"Um provável resultado do novo mapa da Unesp será a "diminuição" do Guarani em 10%, em razão da adoção de novos critérios geológicos. O padrão está sendo adotado para o projeto internacional de proteção do reservatório, do qual a Unesp participa. "Hoje se conhece a real extensão do aqüífero em território argentino e uruguaio, o que no início do projeto era mera suposição.

"Segundo Gastmans, porém, a extensão total do aqüífero é uma "questão menor" comparada à perspectiva de problemas regionais. Um deles é o da poluição da agricultura, sobretudo a de cana-de-açúcar. "Com a prática da fertirrigação com vinhaça [resíduo da fabricação de álcool], podemos em longo prazo ter problemas com concentrações elevadas de nitrato nas águas", diz.

Outra preocupação é a entrada de contaminantes no aqüífero por meio de poços escavados sem precaução. Em algumas áreas de Santa Catarina a água já é inadequada para consumo humano por excesso de sulfatos e cloretos. Regiões mais "azaradas", como Presidente Prudente, estão sobre águas não potáveis do aqüífero, com excesso natural de flúor.

04 julho 2008

O HOMEM OCUPANDO O DESERTO...


12/06/2008 - Governo saudita constrói megacidade no deserto

O governo da Arábia Saudita está construindo uma cidade no deserto que terá capacidade para acomodar dois milhões de pessoas e gerar um milhão de empregos.
A Cidade Econômica King Abdullah, que ganhou o nome inspirado no rei saudita, é a peça central de outros cinco projetos que estão sendo desenvolvidos pelo governo saudita, com conclusão prevista para 2020. A nova cidade, erguida sobre as areias do deserto da Arábia a 100 quilômetros ao norte da cidade de Jidá, ocupará uma área de 388 quilômetros quadrados.
"A cidade está sendo construída em proporções nunca vistas anteriormente em nenhum lugar do mundo e será do tamanho de Washington em 15 anos", diz Fahd al-Rasheed, presidente da Emaar, empresa que está desenvolvendo o projeto.
"(A Cidade Econômica) terá um dos maiores portos do mundo, uma área para escolas outra para resorts", diz ele.
Petróleo
Com o anúncio da construção da cidade, o governo mostra que quer investir no futuro de forma mais sensata, prevendo grandes desafios, como a necessidade de diversificar a economia e de gerar mais empregos para atender uma população majoritariamente jovem (40% dos sauditas têm menos de 15 anos). A Cidade Econômica vai abrigar um gigantesco complexo industrial, previsto para a produção de alumínio, aço, fertilizantes e petroquímicos. "Estamos falando em estabelecer uma estrutura industrial para as gerações futuras", disse Saad al-Dosari, presidente da Companhia de Refinaria e Petroquímica Rabigh.Com o preço do petróleo nas alturas, o governo da Arábia Saudita está prevendo o futuro em um cenário onde a commodity poderá ser escassa.
Os lucros que o país arrecada com a venda do petróleo são enormes - mais de 11 milhões de barris são produzidos por dia, gerando mais de US$ 1 bilhão. Na última vez que o petróleo registrou valorização semelhante, os sauditas desperdiçaram grandes somas de dinheiro em projetos mal-sucedidos, como a tentativa de transformar o deserto em terras aráveis.
Reformas
Um exército de trabalhadores estrangeiros, em sua maioria do sul da Ásia, está construindo a infra-estrutura que dará sustentação a milhares de casas e prédios comerciais.
A mão-de-obra é mais barata e está disposta a fazer um trabalho que os sauditas se recusam.
Fotos: 1 - Prédio na entrada da Cidade Ecônômica do Rei Abdullah; 2 - Máquinas trabalham para erguer a cidade no meio do deserto

A INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA - DE COMBUSTÍVEL E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE

Ecologia e economia rodam sempre juntos
Consumo de combustível é proporcional à emissão de CO2,; logo, quanto menos um carro gasta, menos gás carbônico ele emite
Texto: Fernando Calmon (05-06-08) - Diminuir o consumo de combustível é a bola da vez entre as prioridades da indústria automobilística mundial. De modo pragmático, entra na equação a escalada preocupante do preço do petróleo, que simplesmente dobrou em dois anos, até atingir o pico de US$ 135 o barril. Desvalorização do dólar, explosão de consumo na China, conflitos bélicos no Oriente Médio, especulações com matérias-primas, concentração das reservas em poucos (e complicados) países e falta de investimentos em novas refinarias explicam as altas.
Por outro lado há um grande espaço para veículos mais limpos em termos de emissões. Idéia fixa dos ambientalistas, os carros aparecem como um dos vilões do meio ambiente. Trata-se de meia-verdade. Automóveis modernos apresentam índices muito baixos de poluentes tóxicos e com tendência de cair ainda mais. O problema, apontam os críticos, está no gás carbônico (CO2), um dos que favorecem o aquecimento da atmosfera. O fenômeno conhecido como agravamento do efeito-estufa teria o poder de mudar o clima, derreter calotas polares, aumentar o nível dos oceanos e inundar cidades costeiras, afirmam os alarmistas.
O CO2 não é um poluente no sentido deletério da palavra (como a maioria pensa, de forma equivocada), pois sem ele a vida seria inviável. Cientistas sérios garantem: ciclos de calor e frio do planeta são irreversíveis; o homem nada pode fazer para mudar de forma decisiva o clima, tanto para o bem como para o mal. A flatulência e a produção de esterco do rebanho bovino, por exemplo, geram gases de efeito estufa até 20 vezes mais atuantes – metano e óxido nítrico.
O pior é que políticos abraçaram essas teses duvidosas e vão impondo restrições à mobilidade. Em meio a essa histeria carbônica, veio a ordem de reduzir as emissões de CO2 a qualquer custo. E aí, de novo, entra a economia de combustível, porque menor consumo significa menor emissão de CO2 em relação direta (quase 1:1). Então, economizar gasolina, álcool ou diesel no mínimo fará bem à saúde do bolso e nisso todo mundo mostra interesse.

O que está ao alcance

No Brasil não existem as mesmas opções de automóveis, como no exterior, para quem desejar economizar na conta mensal de combustível ou diminuir emissões. Quem tem consciência ecológica apurada deve considerar, em primeiro lugar, a utilização de álcool nos motores flex, independentemente do preço relativo. O combustível renovável, se custar nas bombas até 70% do preço da gasolina, também garante vantagem no custo por km rodado.
A evolução tecnológica levou a que motores a gasolina e álcool atinjam níveis próximos em termos de emissões dos principais poluentes tóxicos: monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos (HC). Álcool apresenta emissões de aldeídos superiores à gasolina, mas este é um gás menos tóxico e só se forma por alguns minutos na fase curta de aquecimento do motor. Catalisadores e recalibrações eletrônicas são capazes de reduzir drasticamente esses poluentes.
A partir de janeiro de 2009, todos os automóveis vendidos no Brasil se enquadrarão em nível mais severo (PL 5) do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores). Portanto, os que adiarem a compra por alguns meses terão um carro mais limpo. E no próximo ano, motores flex dispensarão gasolina na partida em dias frios e emitirão ainda menos aldeídos.
Importante ressaltar a impossibilidade de desenvolver filtro ou catalisador para CO2. Faz parte do processo de combustão, embora com álcool as emissões sejam cerca de 20% menores, se comparadas à gasolina. O grande benefício do etanol (álcool etílico), em particular o obtido da cana-de-açúcar, é sua capacidade de neutralização com mais de 95% de eficiência. O crescimento dos canaviais inclui o processo natural de fotossíntese: qualquer planta absorve CO2 e devolve oxigênio para atmosfera. Etanol de cana, praticamente, nada colabora para o efeito estufa.
Gás natural veicular (GNV) apresenta emissões menores do que gasolina, desde que sejam utilizados kits de adaptação homologados. Kit incompleto logo se desajusta e passa a poluir mais. No entanto, há várias desvantagens: preço do equipamento (mais de R$ 3.000), gastos extras de manutenção, acelerações lentas, diminuição do porta-malas, afeta estabilidade direcional e em curvas, sobrecarga mecânica (molas, amortecedores, freios, transmissão), rede pequena de abastecimento, baixa autonomia. Muito sacrifício para pouco resultado no bolso, em especial se comparado ao etanol barato em São Paulo, por exemplo.
Outra opção, diesel, provavelmente será liberada no Brasil para veículos leves a partir de 2011, quando o país conseguir independência de importações.À exceção do combustível, restam poucas alternativas para proteção do meio ambiente aqui. Escolher um veículo pequeno, de menos massa ou de menor cilindrada para diminuir o consumo, além de optar por um câmbio manual automatizado (no momento restrito a Meriva e Stilo). Permite até 4% de economia de combustível, mas o preço fica acima dos R$ 2.000.Opções no exteriorMotores a diesel alcançam de 20% a 25% de economia em consumo e, por conseqüência, emitem menos CO2. Representam cerca de metade das vendas atuais de automóveis no continente europeu. Porém, são mais caros e nos carros baratos sua vantagem é bem menor, em especial porque o preço do diesel está próximo – e até maior – que o da gasolina. Nos EUA e no Japão a participação de mercado é baixíssima. No resto do mundo não passa de 30% dos veículos leves.
O diesel apresenta dificuldades sérias de emissões de NOx e material particulado. As soluções – ou muletas técnicas – encarecem o veículo, além de complicar e aumentar os custos de manutenção. Apesar da evolução, são pesados, ruidosos e ásperos. O motor gira pouco, embora com imenso torque. Mas motores a gasolina reagem graças à injeção direta e uso de turbocompressores (100% dos diesel são assim). Esses recursos já reduziram para pouco mais de 10% a desvantagem no consumo. E continuará melhorando com a eliminação da borboleta de aceleração, além de dispositivos que cortam a alimentação em cilindros de acordo com o uso.
Veículos híbridos a gasolina e eletricidade avançam lentamente. São muito caros e dependem do preço da gasolina para atrair compradores. Permanecem dúvidas sobre custo-benefício e preço para substituir ou reciclar as baterias especiais. Se utilizados em estradas ou vias expressas rápidas, o motor elétrico deixa de funcionar e a poupança de combustível desaparece. Não há expectativa de importação de híbridos para o Brasil, até pela manutenção mais complexa.
Surgirão outros avanços de cinco a dez anos à frente, como veículo elétrico com motor a combustão exclusivo para recarregar as baterias e, adiante, pilhas a hidrogênio também para tração 100% elétrica.

02 julho 2008

O SAL DOS OCEANOS AJUDA A LIMPAR A ATMOSFERA

O spray de água salgada, que emana dos oceanos, atua como um limpador da atmosfera. É o que afirmam Daniel Rosenfield e colegas, da Universidade Hebraica de Jerusalém. A idéia de que as partículas de sal lançadas à atmosfera contribuíam para a formação de nuvens sobre os oceanos foi proposta décadas atrás, mas pesquisas realizadas no início dos anos 70 sugeriram que elas não tinham maior efeito nos níveis de precipitações. Agora, um relatório publicado pelos pesquisadores na edição on-line da revista Science, indica que as partículas de sal realmente estimulam chuvas, que podem limpar o ar, eliminando a poeira e outros poluentes. A equipe estudou dados, coletados por satélite, acerca da qualidade do ar sobre o Oceano Índico, que recebe grande quantidade de poluentes dos continentes ao redor. Sobre a terra, as partículas de poluentes também condensam a umidade presente no ar. Mas, dada à sua pequena dimensão, as gotículas de água que se formam são tão leves que se mantêm em suspensão. Sobre o oceano, porém, a situação muda. Porque, segundo o relatório, as gotas maiores condensadas pelo sal atuam como elementos agregadores, atraindo as pequenas gotículas geradas pela poluição. Logo, as gotas se tornam tão pesadas que caem sobre a superfície oceânica na forma de chuva, levando consigo grande parte da poluição. “Se os oceanos não fossem salgados”, afirmam os autores do estudo, “a poluição atmosférica seria muito maior e mais disseminada sobre os oceanos”.

POR QUE ISTO? NÃO PRECISAMOS DISTO! ENERGIA NUCLEAR NÃOOOOO!!!!


Este é o nosso grito de protesto, Ministro, Energia Nuclear NÃOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Vivemos num país com inúmeras alternativas limpas, com baixíssimo índice de poluição e sem riscos para a população.


Ministro quer construção de sete usinas nucleares

Silvia Salek


Ministro diz energia nuclear deve entrar para a lista de prioridades
O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, defendeu em entrevista à BBC Brasil um plano nuclear para o Brasil que prevê a construção de até sete usinas nucleares.
Rezende afirmou que quer ver o projeto, que incluiria duas instalações no Nordeste, aprovado “em todas as instâncias até o fim do primeiro semestre deste ano”.
“O Plano Nacional de Energia Nuclear propõe sete usinas nucleares (…) Esse plano começa com a decisão de retomar a construção de Angra 3 e fazer então um escalonamento para que, em média, a cada dois, três anos seja implantada uma nova usina. Então, é um plano para dez, 15 anos.”
O ministro afirma que, com isso, pretende ampliar a participação da energia nuclear na matriz energética. Segundo ele, a participação no Brasil é hoje da ordem de 1% a 2%.
“O ideal é que ela fosse mais próxima de 5%.”
“Não defendo que ela (a energia nuclear) seja prioridade número um”, disse o ministro. “Estou defendendo que ela tenha alguma prioridade (…) a energia nuclear tem que ser considerada e colocada na matriz energética brasileira. Ela não pode mais ser encarada como patinho feio."
Polêmica
Nos planos do ministro, está a construção de duas usinas nucleares às margens do Rio São Francisco, cujas águas passam por hidrelétricas que abastecem a região Nordeste de energia.
"Não dá para fazer nenhuma outra hidrelétrica no São Francisco, mas a região vai continuar crescendo, precisando de energia. As águas do rio podem ser usadas para refrigerar um sistema de usinas nucleares de menor porte. É um plano perfeitamente viável", disse o ministro.
Para começar a valer, explicou o ministro, a proposta nuclear precisa passar pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), do qual participam vários ministérios, pelo Presidente da República e pelo Congresso.
Apesar de se dizer confiante, o ministro admite que não faltará polêmica às discussões sobre o tema.
"Polêmica não vai faltar. Mas isso era um tabu até um tempo atrás e, cada vez mais, há uma percepção de que a energia nuclear é uma fonte viável de energia", disse.
Sobre os custos, Rezende disse que o "renascimento" no mundo da área nuclear, com a construção de novas usinas, vai baratear o custo da tecnologia.
Além disso, acidentes do passado, tornaram mais eficiente a segurança em torno das usinas, segundo ele.
Na comparação com a energia hidrelétrica, o ministro afirmou que ela continuará sendo a principal fonte no país. Destacou, porém, o que ele chamou de "desvantagens" em relação à energia nuclear.
"A energia hidrelétrica está ficando cada vez mais cara. Outra desvantagem é que a fonte, geralmente, está distante dos centros consumidores. Já as usinas nucleares podem ser construídas perto dos grandes centros", disse.