16 julho 2008

A AMAZÔNIA CONTINUA SENDO DESMATADA

17/06/2008 - Relatório coloca Rondônia como "campeão do desmatamento" e culpa governo estadual
Camilo Rocha
Em São Paulo
Um relatório divulgado nessa segunda-feira (16/6) denuncia a continuada e desimpedida devastação da floresta amazônica em Rondônia. Segundo o dossiê "O Fim da Floresta?", preparado pela ONG Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA), o governo do estado é o principal responsável pelo desmatamento da região, seja através de propriedades irregulares da família do governador Ivo Cassol (sem partido), seja por fazer vista grossa ao desrespeito generalizado às áreas preservadas do estado. Segundo o documento, "o clima de impunidade contribui para o avanço do desmatamento". O governo de Rondônia nega as acusações.Citando dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de que o desflorestamento acumulado no estado chegou a quase 9 milhões de hectares em julho de 2007 (mais de um terço de sua área total), o relatório do GTA conclui que esse número coloca Rondônia "à frente de vizinhos como Pará e Mato Grosso, considerados 'campeões do desmatamento'. Da superfície originalmente coberta por florestas - 202.776 km2, aproximadamente 44,33% foram desmatados até julho de 2007."Rondônia possui diversos tipos de áreas destinadas à preservação ou à exploração sustentável: Reservas Extrativistas (Resex), Florestas Nacionais (Flonas), Florestas de Rendimento Sustentável (Fers), Unidades de Conservação de Proteção Integral (UCs), Áreas de Uso Especial e terras indígenas. Segundo o relatório do GTA, todas têm sido alvo de ações predatórias.Governo vilãoO relatório coloca o governo de Rondônia como principal vilão da situação. Entre outras acusações, ele não teria definido claramente "as diretrizes para a implementação das Fers, o que, conjugado à falta de ações de implantação, políticas governamentais que desrespeitam sua existência e a ambigüidade na legislação sobre critérios necessários para justificar a redução e supressão de UCs, levou à eliminação, pela lei da segunda aproximação do zoneamento em 2000, de oito Fers, com um total de 1.141.819 hectares, 77% da área total originalmente criada."O GTA denuncia que a família do governador Cassol possui "várias" fazendas localizadas no Vale do Guaporé, numa Área de Uso Especial conhecida como Zona 2, que é uma região de preservação que prevê uso sob manejo sustentável. "A maior parte das terras pertencia à Fers Rio Mequéns, que 'sumiu' do mapa na segunda aproximação do zoneamento, após ser invadida por fazendeiros. Além de manter pastagens ilegalmente em áreas de preservação permanente e na faixa de proteção constitucional do Rio Guaporé, a família Cassol obteve junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) o licenciamento ambiental de algumas das propriedades em nome do filho do governador, Ivo Cassol Júnior, com reserva legal contemplando 50% da área do imóvel."MadeireirasA ação das madeireiras também é destacada no relatório da ONG, que as acusa de "estar saqueando áreas previstas para auto-sustentação." Um exemplo seria a área de Rio Preto-Jacundá. Criada em 1989 como "Floresta Estadual Extrativista", foi diminuída ilegalmente em 89% graças a um decreto estadual de 1996. Dados oficiais indicam que 2.5% de sua área total já foi desmatada, mas que "a exploração ilegal de madeiras por corte seletivo é responsável pela degradação de uma área bem superior." Outra reserva, a de Jaci-Paraná, já teve 20% de sua área total, ou 37,5 mil hectares, derrubados até julho de 2007.A Sedam também teria concedido permissão para a empresa WoodShopping explorar madeira dentro da reserva de Rio Preto-Jacundá. "Mais de 10 mil metros cúbicos de madeira já foram retirados da reserva", afirma o documento, que informa que o dono da empresa é Avalone Sossai de Farias, presidente do Sindicato das Madeireiras de Ariquemes e da federação das indústrias do mesmo município.As madeireiras são citadas ainda como sendo "o principal problema para a comunidade indígena". No caso da reserva de Sete de Setembro, aproximadamente sete mil hectares foram desflorestados nos últimos anos por "grandes grupos madeireiros." Sobre outra reserva, Rio Branco, é citado um levantamento da Funai de 2002 que diz que depois de extinguir o mogno na região, "os madeireiros passaram à exploração ilegal de cerejeira, ipê e outras madeiras com valor no mercado".O documento afirma também que a tribo Cinta Larga "é constantemente submetida a constrangimentos pelos policiais das bases de fiscalização." Estes estariam coniventes com mineradores, garimpeiros e contrabandistas envolvidos "no comércio de 'diamantes de sangue'". O relatório diz que "estima-se que os negócios do crime organizado nas terras Cinta Larga superem os US$ 5 bilhões anuais".Governo de Rondônia se defendePor meio de sua assessoria de imprensa, o governo de Rondônia rejeitou as acusações do relatório do GTA.Para a administração estadual, boa parte dos problemas apontados são de responsabilidade do governo federal. "As áreas que atualmente estão sofrendo desmatamento pertencem, na grande maioria, à União, como as Florestas Nacionais e Áreas Indígenas, onde o Governo do Estado não pode, por lei, agir para impedir qualquer ação neste sentido", contestou a nota oficial. Para o governo local, Brasília não exerce a fiscalização necessária.Continua a nota: "O desmatamento nas áreas de domínio do estado caiu substancialmente nos últimos anos, graças às políticas de fiscalização adotadas pela Sedam, que coíbe o desmatamento e age de maneira enérgica, na forma da lei, para impedir crimes ambientais." O texto também ressaltou que em junho tem início uma campanha publicitária estadual para informar a população sobre a importância da preservação da floresta e o risco de queimadas.
Foto: http://noticias.uol.com.br/politica/ultnot/2008/06/17/ult3453u293.jhtm

A POLUIÇÃO DOS RIOS


Poluição - Durante séculos o homem utilizou os rios como receptores dos esgotos das cidades e dos efluentes das industrias que reúnem grande volume de produtos tóxicos e metais pesados. Essa prática resultou na morte de enormes e importantes rios - no estado de São Paulo o maior exemplo é rio Tietê que corta o estado de leste a oeste, com 1.100 quilômetros de extensão, seguido dos rios Jundiaí, Piracicaba, Pinheiros e outros bastante degradados e castigados pela poluição. Além da poluição direta, por lançamento de esgotos, falta de sistemas de tratamento de efluentes e saneamento, há a chamada poluição difusa, que ocorre com o arrasto de lixo, resíduos e diversos tipos de materiais sólidos que são levados aos rios com a enxurrada. Ao "lavar a atmosfera", a chuva também traz poeira e gases aos corpos d'água. Nas zonas rurais, os maiores vilões da água são os agrotóxicos utilizados nas lavouras, seguidos do lixo que é jogado nas águas e margens de rios e lagos, além das atividades pecuárias como a suinocultura, esterqueiras e currais, construídos próximos aos corpos d´água. Há ainda os acidentes com transporte de cargas de resíduos perigosos e tóxicos, rompimento de adutoras de petróleo, óleo, de redes de esgoto e ligações clandestinas. Em algumas regiões, as fossas negras e os lixões podem contaminar os lençóis de água subterrânea.

Foto: Rio Piracicaba

15 julho 2008

O BRASIL E A EVOLUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE

Dimensão ambiental: progresso menor e ainda lento

Com 23 indicadores, divididos segundo os temas atmosfera; terra; água doce; oceanos, mares e áreas costeiras; biodiversidade e saneamento, a dimensão ambiental do IDS é a que mostra o maior número de indicadores ainda negativos ou que se mantêm numa evolução lenta. Além da atualização das informações publicadas em 2004, foi incorporado o dado sobre a emissão de gases do efeito estufa, a partir do inventário publicado em 2004 pelo governo brasileiro. Dentre os indicadores positivos, podem-se destacar a redução de consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio e o aumento do número de unidades de conservação (UCs) e de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Os focos de incêndios também sofreram redução entre 2004 e 2006, e a poluição atmosférica mantém sua tendência estacionária, exceto pelo ozônio (O3), cuja concentração continua aumentando. Já a poluição dos rios que cortam as maiores regiões metropolitanas e a das praias mantêm seus níveis elevados, enquanto as quantidades de fertilizantes e agrotóxicos usados na agricultura cresceram, e as apreensões de alguns animais que seriam comercializados ilegalmente também aumentaram.

Por fim, indicadores como o desmatamento na Amazônia1, que vinham melhorando, sofreram revezes no período mais recente, ao que tudo indica em conseqüência do próprio crescimento econômico.
Consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio cai 87% de 1992 a 2006

O consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio (O3)2 vem sendo reduzido, de forma geral, em todo o mundo. No Brasil, esse consumo anual (produção + importações – exportações) tem caído aceleradamente, superando inclusive as metas: diminuiu 87% entre 1992 e 2006, passando de 11.198 para 1.431 toneladas de potencial de destruição do ozônio (PDO), segundo informações do Núcleo de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente.

A camada de ozônio é fundamental à manutenção da vida na Terra, pois absorve a maior parte da radiação ultravioleta B (UVB) que chega ao planeta, altamente nociva aos seres vivos, podendo causar doenças como a catarata, mutações, cânceres e, em doses mais altas, a morte dos organismos. O Protocolo de Montreal (1987) propôs a redução do consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio até sua eliminação ou sua substituição por compostos inofensivos.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia

O QUE É A COMISSÃO BRUNDTLAND E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


O que é Desenvolvimento Sustentável
A partir da segunda metade do século XIX, a degradação ambiental e suas catastróficas conseqüências, em nível planetário, originaram estudos e as primeiras reações no sentido de se conseguir fórmulas e métodos de diminuição dos danos ao ambiente. Em 1948, autoridades reconheceram formalmente os problemas ambientais, na reunião do Clube de Roma, que constatou a falência dos recursos naturais e solicitou o estudo intitulado Limites do Crescimento, liderado por Dennis Meadows.
Esse diagnóstico mostrou que a degradação ambiental decorre, principalmente, do descontrolado crescimento populacional e da superexploração dos recursos naturais e que se não houver estabilidade populacional, econômica e ecológica, tudo um dia acabará. Esses estudos lançaram subsídios para a idéia desenvolvimento aliado a preservação.
Com a intenção de discutir e encontrar soluções para esse problema a Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu a Conferência de Estocolmo, em 1972. Como resultado, houve a criação da Declaração sobre o Ambiente Humano, que introduziu na agenda política internacional a dimensão ambiental como condicionadora e limitadora do modelo tradicional de crescimento econômico e do uso dos recursos naturais. Ela determinou ao mundo que "tanto as gerações presentes como as futuras tenham reconhecido como direito fundamental a vida num ambiente sadio e não degradado".
Novo conceito
De acordo com a ex-primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, que presidiu a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1987, o desenvolvimento sustentável "satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades". Ou seja, é o desenvolvimento econômico, social, científico e cultural das sociedades garantindo mais saúde, conforto e conhecimento, sem exaurir os recursos naturais do planeta.
Para isso, todas as formas de relação do homem com a natureza devem ocorrer com o menor dano possível ao ambiente. As políticas, os sistemas de produção, a transformação, o comércio, os serviços - agricultura, indústria, turismo, mineração - e o consumo têm de existir preservando a biodiversidade.
Comissão Brundtland
Em 1983, a Organização das Nações Unidas criou a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, presidida por Gro Harlem Brundtland, com os seguintes objetivos:
Reexaminar as questões críticas relativas ao meio ambiente e reformular propostas realísticas para abordá-las;
Propor novas formas de cooperação internacional nesse campo de modo a orientar as políticas e ações no sentido das mudanças necessárias, e dar a indivíduos, organizações voluntárias, empresas, institutos e governos uma compreensão maior desses problemas, incentivando-os a uma atuação mais firme.
Em 1987, a comissão recomendou a criação de uma nova carta ou declaração universal sobre a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável - o Relatório Brundtland. Publicado com o título “Nosso Futuro Comum”, o documento propôs integrar o desenvolvimento econômico à questão ambiental, surgindo não apenas um novo termo, mas uma nova forma de progredir. Para isso, o governo deve adotar as seguintes medidas:
Limitar o crescimento populacional;
Garantir a alimentação em longo prazo;
Preservar a biodiversidade e os ecossistemas;
Diminuir o consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias que admitem o uso de fontes energéticas renováveis;
Aumentar a produção industrial nos países não-industrializados à base de tecnologias ecologicamente adaptadas;
Controlar a urbanização selvagem e integração entre campo e cidades menores.
No nível internacional, as metas propostas pelo Relatório sugerem que as organizações do desenvolvimento devem adotar a estratégia de desenvolvimento sustentável; a comunidade internacional deve proteger os ecossistemas supranacionais como a Antártica, os oceanos, o espaço; as guerras devem ser banidas e que a ONU deve implantar um programa de desenvolvimento sustentável.

14 julho 2008

O SAHEL AFRICANO

Foto: A millet field during the dry season, after the farmer has cleared it from remaining millet stalks. The picture is from Dalli, ca. spring 1990. Its waypoint is 14º51'10" North and 8º52'00" East, which is about 60 km south of the pictures from the 'green belt' above.

Desertification - a threat to the Sahel

Written: August 1994

For reference: Eden Foundation, Sweden (1994:1)

The Lost Treasures of Eden
Land covers 14.9 billion hectares of the earth's surface. A UNEP (United Nations Environmental Programme) study shows that 6.1 billion hectares are dryland of which 1 billion hectares are naturally hyperarid desert. The rest of the dryland has either become desert or is being threatened by desertification. One quarter of the world's population inhabit the drylands and depend on this area for their livelihood.
The desert itself is a somewhat stable environment. The landscape varies from flat terrain to lofty sand dunes and mountains. Extreme aridity and powerful winds characterise the Sahara Desert. These winds reach 100km/h, carry sand long distances, erode rocks and reduce visibility to zero in severe storms. Unprotected car windows become 'frosted' and car paint is quickly removed in such storms. Ozenda mentions that the Sahara boasts the highest shade temperature recorded in the world - 58°C in a locality in Libya - and the average maximum for the hottest month reaches 45°C in several places. Many locations experience an average annual rainfall below 25mm. Sand dunes move during violent storms and would be a huge threat if they reached farmers' fields. Deserts generally support a very sparse vegetation cover and this is certainly true of the Sahara. Wild animals live off the meagre resources and have special mechanisms to conserve water. Pastoralists use the desert where possible for grazing while isolated oases sustain date palms and other thirsty crops. These small pockets of human activity are minute compared to the vast expanse of the desert.
The misconception that the Sahel is directly exposed to the Sahara has been widely accepted. The Sahara is sometimes pictured as a sea of sand dunes washing onto the Sahel exposing farmers to waves of sand that roll in from the desert, yearly swallowing large chunks of farming land. If true it would be understandable that projects plant green belts in order to defend the Sahel from the invasion. In reality the situation is much more complex. In some places such as parts of North Africa and Mauritania the Sahara directly threatens farming land. However in Niger the pastoral zone to the north of Tanout (the town 13km N. of Eden's field station) is well vegetated with many bushes and trees. It is in fact a natural green belt that protects farmers from the Sahara.

This zone is species rich and many perennials growing there produce food in abundance. Several species grow larger there despite the lower rainfall than in the agricultural zone. The fauna includes gazelles and desert partridges. The vegetation protects the environment so little wind or water erosion occurs. A UNEP publication confirms that the natural green belt extends across the Sahel. It exists because it is closer to the desert than the agricultural zone and therefore too dry for sustainable millet production. Careless use, however, could easily destroy this zone.
From the natural 'green belt' north of Tanout, two pictures taken in November 1993 from the same spot in different directions. The waypoint of the location is 15º25'55" North and 8º5'6" East.

The agricultural zone to the south of the natural green belt also used to be species rich. Farmers in Dalli remember when it was well vegetated. "Only 100 years ago," says Malam Garba, aged 77 from Dalli, "villagers used to hunt many wild animals such as antelope, monkey, wolf, fox, squirrel, rabbit and even elephant." Malam Garba and his brother harvested 700 baskets of millet from their field 40 years ago which provided a surplus for both their families. Many trees and shrubs surrounded their fields including edible species. Villagers did not need to cut down trees for firewood because enough dead wood was available. Noumau, aged 45, comes from a village NW. of Tanout. His grandparents used to hunt lion, elephant, giraffe, ostrich, addax, antelope and deer for meat and hides. During his parents' lifetime both hunting and agriculture were practised, but hunting was more important.

Nowadays the wind easily erodes the soil because there is little vegetation, so the landscape is brown and desolate for most of the year. Loose sand even moves onto the road.
A millet field during the dry season, after the farmer has cleared it from remaining millet stalks. The picture is from Dalli, ca. spring 1990. Its waypoint is 14º51'10" North and 8º52'00" East, which is about 60 km south of the pictures from the 'green belt' above.
Malam Garba says that rains are lighter and more erratic than before. The daily showers that used to fall during a 25 day period in the rainy season have now ceased. Noumau explains that farmers in his village cultivate millet, irrigate winter cash crops and hunt only a little for deer. Nowadays Malam Garba's field is three times larger, but his harvest is only 1/7 of what it used to be 40 years ago.

This is just sufficient for his family. The lower yields have been caused by the destruction of perennials that used to shelter the annuals and contribute to soil fertility.
Decimation of vegetation is a widespread problem that extends far beyond Dalli. According to National Geographic trees once protected Khuwei village in western Sudan. These days the grain yields are insufficient and a villager talks of always being hungry. Sand dunes even rise to roof level. These dunes did not blow in from the Sahara, 200km away, but have formed from eroded soil inside the agricultural zone where the trees have been cut down. The threat to Dalli and Khuwei farmers does not come from the Sahara Desert itself but from desertification within the agricultural zone.
Desertification is a man-induced process that leads to soil nutrient depletion and reduction of biological productivity. In the Sahel slashing and burning of natural forest and bushland in order to clear land for annual agriculture is the main cause of this destruction. Farmers continue to degrade their environment in the agricultural zone even after the decimation of perennials. A few months after harvest, farmers cut the millet stalks and burn them leaving their fields exposed to strong winds until the next sowing season. These winds blow away the top soil, uproot seeds and seedlings and suffocate seedlings and plants where soil later accumulates. The Director of the National Department of the Environment in Niger said at the Direct Seeding seminar in Zinder that 250,000 hectares are being lost each year in Niger through desertification. This is equivalent to 2,500 km², an area about the same size as Luxembourg. The Department of the Environment, Zinder, explained that firewood destined for Zinder town is collected up to 200 km away.Many people are concerned about the unsustainable slash-and-burn of rain forests in Brazil and its terrible effects on the local population through soil fertility loss. But few know about the similar destruction in the Sahel even though the consequences are just as dire for the Sahelians. Projects have tried to revegetate the region themselves but it is too vast. It is more appropriate for farmers to revegetate their own land as they are cultivating throughout the Sahel and can cover the area more effectively.
Delehanty shows in his study of central Niger how annual agriculture contributes to the process of desertification. He links this process to events that took place during the colonial period. The colonial administration wanted to make Niger profitable and saw peanut cultivation for export as a means of doing this. (The level of taxation was loosely linked to peanut prices, so increases in peanut prices resulted in higher taxes paid to the administration in southern Niger.) Central Niger was seen as a granary to feed the peanut cultivators of the southern part of the country. During the 1920's peanut seeds were distributed to farmers and the colonial administration licensed private firms to set up a peanut marketing network. Peanut exports from the Zinder region rose from 4,500 metric tons in 1928, to 78,900 metric tons in 1970. Peanut exports from the Tessaoua area (near Zinder) also increased rapidly until 1970 but then declined due to lower prices and appearance of a disease. Meanwhile millet cultivation replaced peanuts and rose from 72,000 hectares in 1970 to 162,000 hectares in 1980. (According to Gillet millet fields occupied 80% of the area by 1981 in the Zinder region.) The expansion of annual cropping has resulted in a rapid decline of stable perennial vegetation and desertification over wide areas. An area of species rich woodland called Dana in the Tanout region (near Gangara) covered several hundred hectares in 1952 and villagers were hunting wild animals. In 1960 there were monkeys in Dana, but by the mid 1980s only relics of this woodland remained. Gillet states that in 1964, the tree species Terminalia avicennioides was plentiful around Maradi (south of Dana), but had become extinct in Niger by 1981. Delehanty cites a report by the colonial administration from the Zinder Department in 1951 expressing concern over the expansion of annuals at the expense of bush and forest, resulting in impoverished soils and extension of sand dunes. The report added that they may have to give up peanut production. This warning was clearly ignored.
It is also alarming how over-optimistic projects have mechanically cleared large areas of the green belt of all vegetation in order to make way for annual crops. Local villagers recently grew millet in one such area but then abandoned the land leaving it totally bare because it was too far north for sustainable millet production. If they continue this practice, breaches will be made in the green belt. The desert will advance very quickly into the agricultural zone through the breaches leading to desert encroachment, which is the invasion by the desert onto agricultural land.

Some projects plant green belts in order to protect agricultural land from this menace. However, one or just a few species are usually planted. These species can supplant native flora making the area species poor.
Land used for millet cultivation has become barren sand dunes in east Niger and north east Nigeria. Large livestock herds graze perennial vegetation where it is still in place. Neither livestock nor firewood collection is responsible for the denuded areas away from large population centres. (During droughts and famines however, pastoralists cut trees to feed their animals which does affect forested areas.) It is both more difficult and costly to repair the damage already done to the agricultural land and the natural green belt than to maintain them in good condition.
Man can either destroy his environment or be constructive by solving problems that occur within it. By increasing the population of perennials in the agricultural zone, farmers become agents for the stabilisation of their land. They then live in harmony with their environment in a symbiotic relationship where the land benefits from man's presence through the increased number of perennials, and man benefits from his own active control of desertification.
Eden's solution to desertification is for farmers to stabilise their environment themselves by intercropping edible perennials in their fields. Perennials act as anchors that stabilise the soil against wind and water erosion and also improve fertility. This protects the natural green belt because farmers respect perennials if they cultivate them making it less likely that they cut them down. Where farmers intercrop annuals with perennials, their land will produce more food both from the perennials and from increased yields from annuals lessening the pressure to move into the natural green belt. Eden's solution leaves farmers to revegetate by their own initiative. They then retain their dignity as Westerners are not revegetating their land for them but at the same time Eden supports their work by researching species that they will use.
Literature consulted for this article:
Delehanty J.M. (1988) The northward expansion of the farming frontier in twentieth century central Niger. (Volumes I and II) Ph.D. Thesis, University of Minnesota, USA
Direction Départementale de L'Environnement, Département de Zinder (1992) 'Situation du Secteur Environnement', presented at seminar titled "Reforestation by direct seeding" 5-7 November 1992.
Director of the National Department of the Environment (1992) Communication made at seminar titled "Reforestation by direct seeding" 5-7 November 1992.
Ellis William (1987) Africa's Sahel - The stricken land. National Geographic. August 1987.
Gillet H. and B.P. de Fabregues (1982) Quelques arbres utiles, en voie de disparition, dans le centre-est du Niger. Rev. Ecol. Terre Vie. 36: pp. 465-470.
Grainger Alan (1990) The Threatening Desert. Earthscan Publications Ltd.
Ozenda Paul (1983) Flore du Sahara. 2e edition. Centre National de la Recherche Scientifique, Paris, France.
UNEP (1992) World Atlas of Desertification. Pub. Edward Arnold, UK

O DESERTO DE SAARA


O Deserto do Saara
O Saara é uma planície desértica e pedregosa, responsável por aproximadamente 70% de todas as terras áridas do Planeta. Cerca de um quinto de sua superfície é formada por extensos campos de dunas de areia.
Limitado a oeste pelo Oceano Atlântico, ao norte pela cadeia do Atlas e pelo Mediterrâneo, a leste pelo Mar Vermelho e ao sul com o Sahel, uma área de transição de estepe semidesértica. Abrange onze países africanos.
Em setembro de 1922, o Saara registrou a maior temperatura ambiente do mundo: 57,7 °C, ocorrida na Líbia, em Al Aziziyah. À noite, porém, a temperatura cai bastante, chegando facilmente a 10 °C.
No passado, há cerca de cinco milhões de anos, o Saara possuía farta vegetação e grandes mamíferos. Atualmente as precipitações de chuva são raras.

ENERGIA - PLANEJAR PARA NÃO FALTAR



Planejamento Energético - 06/11/2006
Partimos do pressuposto que os serviços energéticos são essenciais para a sociedade e cabe ao Estado garantir o fornecimento regular e de qualidade, seja diretamente ou por meio de concessionários1.
Devem-se garantir, ainda, mecanismos de controle social sobre a atuação do Estado nesta área.
O crescimento contínuo da demanda energética global e as limitações naturais da principal fonte de energia usada hoje pela humanidade – o petróleo – impõem a necessidade de diversificar a atual matriz, com prioridade para fontes renováveis e limpas, uma vez que a queima de combustíveis fósseis vem ocasionando impactos ambientais catastróficos de dimensões planetárias. No momento em que estamos fazendo essas reflexões, as Nações Unidas promovem a 12ª Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, em Nairóbi, Quênia, que alerta para o quadro dramático que poderá advir dos problemas do aquecimento global provocado, fundamentalmente, pela queima de combustíveis fósseis.
Nesse contexto, o planejamento energético se impõe como único instrumento capaz de promover a diversificação da matriz no ritmo e com o perfil necessários para garantir o crescimento sustentável, evitando tanto os desastres ambientais como crises econômicas causadas por eventuais descontinuidades e insuficiências no suprimento de energia.
Planejar, a partir de dados reais e de projeções de futuro bem embasadas, tornou-se imprescindível.
Sobretudo num contexto em que vários países, conscientes dos riscos decorrentes de uma demanda energética maior que a oferta, vêm incrementando o protecionismo na área energética, em detrimento da colaboração e do planejamento energético conjunto. É preciso estimular o planejamento a nível local, regional, nacional, continental e mundial.
Porém, é necessário refletir sobre as concepções desse planejamento. ..................................