18 julho 2008

O NOVO MINISTRO E O DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA - BRASIL



27/05/2008 - 'FT': Especialista vê 'erro' em uso de fotos do INPE para avaliar desmatamento

As medidas propostas pelo governo para diminuir o desmatamento da floresta amazônica estão "erradas", disse um cientista apresentado pelo jornal britânico Financial Times como "um dos maiores especialistas sobre a floresta tropical" que "estuda a Amazônia há 20 anos".

Em entrevista ao FT (Folha da Tarde), Daniel Nepstad, do Centro de Pesquisas Woods Hole, nos Estados Unidos, afirma que o uso das imagens de satélite produzidas pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para medir o nível de desmatamento da floresta pode provocar uma "nova onda de anarquia".

"O novo ministro do Meio Ambiente do Brasil toma posse em meio a uma disputa sobre o aparente aumento do desmatamento na região da Amazônia", diz o FT.

"A disputa envolve dados de satélite sobre desmatamento e medidas punitivas baseadas nos dados, adotadas pelo governo contra pecuaristas e fazendeiros nas regiões mais afetadas.

"Nepstad disse ao jornal que as imagens são imprecisas e só deveriam servir como base para a verificação in loco do desmatamento em si.

"Definir medidas do governo com base em dados tão incertos é simplesmente errado", disse ele ao FT.Segundo o jornal, o governo vê a pressão sobre os fazendeiros como essencial para combater o desmatamento, mas para Nepstad, ela pode estar tendo o efeito contrário.

"Houve uma batalha infeliz entre o governo e o setor dos fazendeiros desde a liberação dos dados do fim de 2007", disse o pesquisador, se referindo ao anúncio de que o desmatamento tinha voltado a crescer depois de anos em declínio.

"Baseado nesse dados preliminares, o governo anunciou em janeiro medidas punitivas contra pecuaristas e fazendeiros nos locais com taxa mais alta de desmatamento. A partir de julho, será cortado o financiamento subsidiado para fazendeiros que não conseguirem provar que suas propriedades estão dentro da lei ou que estão adotando medidas para cumprir a determinação legal. Isto inclui a preservação da floresta em 80% de sua propriedade", diz o FT.

De acordo com o jornal, esta exigência foi criada na última década, mas a maioria dos produtores já havia violado a lei, ou decidiu ignorá-la.

"A qualidade dos dados e o tamanho do aumento (do desmatamento), se existir, não justificam as medidas punitivas, que terão criminalizado um setor no meio de uma grande experiência", disse o especialista, se referindo à moratória da soja, que levou comerciantes a parar de comprar soja colhida em áreas desmatadas desde 2006.

O especialista ainda defende a proposta de lei a ser votada pelo Congresso - à qual o governo se opõe - que diminui para 50% a área a ser preservada pelos fazendeiros em suas propriedades.

"Se houver benefícios econômicos claros para aqueles que cumprirem a determinação no nível de 50%, o resultado poderia ser um declínio no desmatamento", afirma Nepstad.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo

DESMATAMENTO BRASIL - AS MEDIDAS IMPERIOSAS


País terá meta contra desmate, diz secretária
Suzana Khan assume área de clima no ministério

CLAUDIO ANGELO - EDITOR DE CIÊNCIA

O Brasil deverá ter metas de redução de desmatamento em seu Plano Nacional de Mudança Climática, a ser concluído em setembro. A promessa é da recém-nomeada secretária nacional de Mudança Climática, Suzana Kahn Ribeiro.

"É possível o Brasil fixar um objetivo interno de redução de desmatamento", afirmou. "Não sei se vamos usar a palavra "metas", porque isso virou um palavrão. Mas, se não tivermos algum tipo de objetivo, o plano não é um plano.

"Professora da Coppe-UFRJ e membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), Ribeiro ocupava a secretaria estadual de clima do Rio. Ela assume o cargo no Ministério do Meio Ambiente em substituição a Thelma Krug, também do IPCC.

O corte de florestas na Amazônia é responsável por cerca de dois terços das emissões brasileiras de gases de efeito estufa. No entanto, a adoção de metas de redução de desmatamento no âmbito de um plano contra o aquecimento global sempre foi controversa no governo, porque ainda não se sabe se o país é capaz de controlar a derrubada -como demonstra a reaceleração do desmatamento a partir do fim do ano passado.

O máximo que o país propôs até agora foi uma compensação voluntária, que seria dada por nações desenvolvidas caso o Brasil conseguisse reduzir o desmatamento abaixo de um dado patamar.Fixar uma meta (ou "objetivo") de redução do desmate no plano do clima significa que o país aceitará não apenas dinheiro externo para reduzir o desmatamento, mas também escrutínio externo -e cobrança caso não consiga fazê-lo. Isso porque no ano passado, na conferência do clima de Bali, o Brasil se comprometeu a adotar medidas "mensuráveis, reportáveis e verificáveis" contra o aquecimento global.Ribeiro também diz que quer adotar metas setoriais de corte de gases-estufa nas áreas de transportes e geração de energia, medida que começou a implementar no Rio.

"Há medidas que podem ser implementadas a curto prazo, como a etiquetagem veicular. O carro sai de fábrica com um selo que indica seu consumo."Combinando com o estilo assumidamente performático do ministro Carlos Minc, a nova secretária, além de cientista, é cantora. Sua banda, "The Potentials", é formada por pesquisadores do IPCC e já tem o próximo show marcado: para 1º de setembro, em Genebra, no aniversário de 20 anos do painel.
Fonte: Folha de São Paulo

17 julho 2008

RIO NILO - A IMPORTÂNCIA DESTE FABULOSO CURSO D`ÀGUA







O rio Nilo é um grande rio do nordeste do continente africano que nasce a sul da linha do Equador e desagua no Mar Mediterrâneo.
A sua
bacia hidrográfica ocupa uma área de 3 349 000 km2 abrangendo o Uganda, Tanzânia, Ruanda, Quénia, República Democrática do Congo, Burundi, Sudão, Etiópia e Egipto. A partir da sua fonte mais remota, no Burundi, o Nilo apresenta um comprimento de 6.852,15 km.
É formado pela confluência de três outros rios, o
Nilo Branco (Bahr-el-Abiad), o Nilo Azul (Bahr-el-Azrak) e o rio Atbara. O Nilo Azul (Bahr-el-Azrak) nasce no Lago Tana (Etiópia), confluindo com o Nilo Branco em Cartum, capital do Sudão.
Muitos geógrafos deixaram de o considerar como o maior rio do mundo, perdendo o posto para o
rio Amazonas, com cerca de 6.992,06 km de extensão.
O Nilo Vitória
O Nilo propriamente dito começa em
Jinja (Uganda), na borda norte do Lago Vitória, correndo para norte através das quedas Ripon (que deixaram de existir desde a construção da barragem de Owen Falls em 1954), passando pelo Lago Kioga e pelo Lago Alberto. O ramo entre estes dois rios é conhecido como o Nilo Vitória.
O Nilo Alberto
A partir do Lago Alberto e até
Númula, no Sudão, o Nilo recebe a designação do Nilo Alberto.
O Al-Jabal
Em Númula e até se encontrar com o rio Sobat (um pouco acima de Malakal) o Nilo é conhecido como o Bahr al-Jabal, o Rio Montanhoso. Torna-se então mais sinuoso, recebendo junto ao Lago No o rio Al-Ghazal (Gazela) como afluente. Porém, antes disso, o Nilo passou por entre um pântano, o Sudd.
O Nilo Branco e o Nilo Azul
Entre Malakal e Cartum, o Nilo é conhecido como o Nilo Branco. Em
Cartum o Nilo Branco recebe as águas do Nilo Azul, oriundo dos altos planaltos da Etiópia.
A 322 quilómetros a norte de Cartum, o Nilo recebe o seu último grande afluente, o
rio Atbara, oriundo igualmente do planalto abissínio. O rio avança então pelos penhascos da região da Núbia até chegar a Assuão no Egipto. A partir de Assuão o vale alarga até se atingir o Delta, que se inicia um pouco a norte da cidade do Cairo.
Delta do Nilo
O
Delta do Nilo é uma região plana com um forma triangular, apresentando 160 km de comprimento e 250 km de largura. No Delta o Nilo bifurca-se em dois canais que levam as suas águas para o Mediterrâneo: a oeste, o canal de Roseta, e, a leste, o de Damieta.
Cataratas do Nilo
O Nilo possui várias cataratas, mas na Antiguidade distinguiam-se seis cataratas clássicas do Nilo que estavam situadas entre Assuão e Cartum.
A primeira catarata situa-se em Assuão, constituindo hoje em dia a única catarata do Nilo em território egípcio. Esta catarata era na Antiguidade a fronteira sul do
Antigo Egito, pois a partir dali começava a Núbia.
A segunda catarata, perto de Uadi Halfa, encontra-se hoje submersa. O faraó
Senuseret III ordenou a construção nas suas redondezas das fortalezas de Semna e Kumma.
Barragens do Nilo
Ao longo do curso do Nilo existem algumas barragens, sendo uma das mais importantes a Grande Barragem de Assuão.
Entre 1899 e 1902 construiu-se, com recurso a capitais ingleses, a primeira barragem de Assuão, que foi alargada em 1911 e 1934.
Entre 1959 e 1970 construiu-se a
Barragem de Assuã, a cerca de oito quilómetros da primeira barragem, graças ao apoio fornecido pela União Soviética.
Estudo e exploração do Nilo
Margem esquerda (ocidental) do rio Nilo, entre Edfu e Kom Ombo
Julga-se que os Antigos
Egípcios conheciam o Nilo até ao ponto de confluência do Nilo Branco com o Nilo Azul, em Cartum. Embora não tenham explorado o Nilo Branco, acredita-se que conheceriam o Nilo Azul até à sua nascente no Lago Tana.
Em meados do
século V a.C., o historiador grego Heródoto realizou uma viagem ao Egipto, tendo percorrido o rio até Assuão, a fronteira tradicional do Antigo Egipto.
No século II a.C.
Eratóstenes desenhou um mapa que mostrava de forma bastante precisa o percurso do Nilo até Cartum, no qual também se mostravam dois afluentes, o Atbara e o Nilo Azul. Eratóstenes foi o primeiro a postular que a nascente do Nilo estaria em lagos equatoriais.
Em 25 a.C. o
geógrafo Estrabão e Aelius Gallus (governador do Egipto romano) exploraram o Egipto até Assuão. Estrabão descreveu também o rio no Livro 17 da sua Geografia, aludindo às teorias de Eratóstenes.
Em
66 d.C., na época do imperador Nero, o exército romano tentou encontrar a nascente do rio. Porém, e segundo Séneca, o pântano do Sudd, impediu o exército de avançar. Ainda no século I um mercador grego chamado Diógenes relatou ao geógrafo Marino de Tiro que durante uma viagem pela costa oriental africana decidiu penetrar pelo continente, tendo ao fim de vinte e cinco dias chegado junto a dois grandes lagos e a uma cadeia de montanhas cobertas de neve de onde o Nilo nasceria. No século II Ptolomeu utilizou esta informação para fazer um mapa onde se mostrava o Nilo Branco a nascer desses lagos, que recebiam as suas águas das Montanhas da Lua (Lunae Montes). É provável que estas montanhas sejam os montes Ruvenzori, situados entre o Uganda e o Zaire.
No
século XII, Muhammad Al-Idrisi atribui como nascente do rio Nilo e do rio Níger um lago. No século XVI conhece-se uma expedição árabe que procurou atingir as nascentes do Nilo pelo Sahara e Sudão.
Em
1618 o jesuíta Pero Pais (ou Pedro Páez) foi o primeiro europeu a localizar as nascentes do Nilo Azul no Lago Tana, tendo falecido na Etiópia vítima de malária. Em 1770 o escocês James Bruce realizou uma viagem de exploração do Nilo Azul no Lago Tana, ficando com a fama de descobridor da sua nascente, embora como exposto o jesuíta ali chegou primeiro.

Cais da cidade de Kom Ombo, na margem direita do rio Nilo
A partir do ano de
1821 o vice-rei do Egipto Mehmet Ali e os seus filhos seriam responsáveis por várias viagens de exploração do Nilo.
Em Dezembro de
1856, Richard Francis Burton convidou John Hanning Speke para participar numa expedição aos grandes lagos da África Oriental. Em resultado da expedição Burton e Speke tornaram-se os primeiros europeus a chegar ao Lago Tanganica em Fevereiro de 1858. Na viagem de regresso Speke viajou em sentido norte e descobriu o Lago Vitória (que recebeu este nome em honra da rainha Vitória) e que considerou como nascente do Nilo.
Em
1860, sob os auspícios da Royal Geographical Society, Speke realiza uma nova expedição à região acompanhado por James Grant, da qual resultaria a descoberta do rio Kagera e do local de saída do Nilo a partir do Lago Vitória (as Quedas de Ripon, 1862).

Fonte: Wikipedia

CAMINHANDO COM E PELA NATUREZA - TRILHA

Estas dicas maravilhosas e importantíssimas, foram copiadas do blog do meu amigo Iberê Thenório, do blog linkado ao lado: "Atitudeverde"...é muito interessante...façam uma visitinha.

Trilha ecológica
Iberê Thenório

Não há nada melhor do que andar no meio do mato, sob a sombra das árvores e o assobio dos pássaros, matando a sede num córrego e se refrescando em uma cachoeira, não é mesmo?
Mas fazer trilha, apesar de ter toda essa aura de esporte ecologicamente correto, também traz seus danos se não tomarmos alguns cuidados.
Depois de muito Google e dezenas de quilômetros percorridos no restinho que nos sobrou de mata preservada, selecionei algumas dicas valiosas para quem quer curtir a natureza sem destruí-la:
1. Antes de sair de casa, coloque na mochila um saco de lixo. De preferência dois ou mais. Descubra mais embaixo o porquê.
2. Ande em grupos pequenos. Faz menos barulho e evita que as pessoas se dispersem na mata.
3. Não invente caminhos novos. Abrir atalhos estraga plantas, causa erosão e destrói a casa de animais. Manter-se na trilha, além de ser mais seguro, evita que a floresta seja tomada por rastros humanos.
4. Evite o uso de sabonetes. Cachoeira não é banheira. O sabão quebra a tensão superficial da água e atrapalha a vida dos animais.
5. Cobras, ratos e aranhas estão no doce conforto dos seus lares. O invasor é você. Portanto, deixe-os em paz.
6. Na hora de fazer cocô, guarde o papel higiênico usado dentro do segundo saquinho de lixo que você irá levar. E não se esqueça de imitar o seu gato e cobrir com terra os seus restos.
7. A terceira sacolinha servirá para levar embora o lixo que pessoas menos conscientes que você largaram no meio do caminho.

16 julho 2008

A AMAZÔNIA CONTINUA SENDO DESMATADA

17/06/2008 - Relatório coloca Rondônia como "campeão do desmatamento" e culpa governo estadual
Camilo Rocha
Em São Paulo
Um relatório divulgado nessa segunda-feira (16/6) denuncia a continuada e desimpedida devastação da floresta amazônica em Rondônia. Segundo o dossiê "O Fim da Floresta?", preparado pela ONG Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA), o governo do estado é o principal responsável pelo desmatamento da região, seja através de propriedades irregulares da família do governador Ivo Cassol (sem partido), seja por fazer vista grossa ao desrespeito generalizado às áreas preservadas do estado. Segundo o documento, "o clima de impunidade contribui para o avanço do desmatamento". O governo de Rondônia nega as acusações.Citando dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de que o desflorestamento acumulado no estado chegou a quase 9 milhões de hectares em julho de 2007 (mais de um terço de sua área total), o relatório do GTA conclui que esse número coloca Rondônia "à frente de vizinhos como Pará e Mato Grosso, considerados 'campeões do desmatamento'. Da superfície originalmente coberta por florestas - 202.776 km2, aproximadamente 44,33% foram desmatados até julho de 2007."Rondônia possui diversos tipos de áreas destinadas à preservação ou à exploração sustentável: Reservas Extrativistas (Resex), Florestas Nacionais (Flonas), Florestas de Rendimento Sustentável (Fers), Unidades de Conservação de Proteção Integral (UCs), Áreas de Uso Especial e terras indígenas. Segundo o relatório do GTA, todas têm sido alvo de ações predatórias.Governo vilãoO relatório coloca o governo de Rondônia como principal vilão da situação. Entre outras acusações, ele não teria definido claramente "as diretrizes para a implementação das Fers, o que, conjugado à falta de ações de implantação, políticas governamentais que desrespeitam sua existência e a ambigüidade na legislação sobre critérios necessários para justificar a redução e supressão de UCs, levou à eliminação, pela lei da segunda aproximação do zoneamento em 2000, de oito Fers, com um total de 1.141.819 hectares, 77% da área total originalmente criada."O GTA denuncia que a família do governador Cassol possui "várias" fazendas localizadas no Vale do Guaporé, numa Área de Uso Especial conhecida como Zona 2, que é uma região de preservação que prevê uso sob manejo sustentável. "A maior parte das terras pertencia à Fers Rio Mequéns, que 'sumiu' do mapa na segunda aproximação do zoneamento, após ser invadida por fazendeiros. Além de manter pastagens ilegalmente em áreas de preservação permanente e na faixa de proteção constitucional do Rio Guaporé, a família Cassol obteve junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) o licenciamento ambiental de algumas das propriedades em nome do filho do governador, Ivo Cassol Júnior, com reserva legal contemplando 50% da área do imóvel."MadeireirasA ação das madeireiras também é destacada no relatório da ONG, que as acusa de "estar saqueando áreas previstas para auto-sustentação." Um exemplo seria a área de Rio Preto-Jacundá. Criada em 1989 como "Floresta Estadual Extrativista", foi diminuída ilegalmente em 89% graças a um decreto estadual de 1996. Dados oficiais indicam que 2.5% de sua área total já foi desmatada, mas que "a exploração ilegal de madeiras por corte seletivo é responsável pela degradação de uma área bem superior." Outra reserva, a de Jaci-Paraná, já teve 20% de sua área total, ou 37,5 mil hectares, derrubados até julho de 2007.A Sedam também teria concedido permissão para a empresa WoodShopping explorar madeira dentro da reserva de Rio Preto-Jacundá. "Mais de 10 mil metros cúbicos de madeira já foram retirados da reserva", afirma o documento, que informa que o dono da empresa é Avalone Sossai de Farias, presidente do Sindicato das Madeireiras de Ariquemes e da federação das indústrias do mesmo município.As madeireiras são citadas ainda como sendo "o principal problema para a comunidade indígena". No caso da reserva de Sete de Setembro, aproximadamente sete mil hectares foram desflorestados nos últimos anos por "grandes grupos madeireiros." Sobre outra reserva, Rio Branco, é citado um levantamento da Funai de 2002 que diz que depois de extinguir o mogno na região, "os madeireiros passaram à exploração ilegal de cerejeira, ipê e outras madeiras com valor no mercado".O documento afirma também que a tribo Cinta Larga "é constantemente submetida a constrangimentos pelos policiais das bases de fiscalização." Estes estariam coniventes com mineradores, garimpeiros e contrabandistas envolvidos "no comércio de 'diamantes de sangue'". O relatório diz que "estima-se que os negócios do crime organizado nas terras Cinta Larga superem os US$ 5 bilhões anuais".Governo de Rondônia se defendePor meio de sua assessoria de imprensa, o governo de Rondônia rejeitou as acusações do relatório do GTA.Para a administração estadual, boa parte dos problemas apontados são de responsabilidade do governo federal. "As áreas que atualmente estão sofrendo desmatamento pertencem, na grande maioria, à União, como as Florestas Nacionais e Áreas Indígenas, onde o Governo do Estado não pode, por lei, agir para impedir qualquer ação neste sentido", contestou a nota oficial. Para o governo local, Brasília não exerce a fiscalização necessária.Continua a nota: "O desmatamento nas áreas de domínio do estado caiu substancialmente nos últimos anos, graças às políticas de fiscalização adotadas pela Sedam, que coíbe o desmatamento e age de maneira enérgica, na forma da lei, para impedir crimes ambientais." O texto também ressaltou que em junho tem início uma campanha publicitária estadual para informar a população sobre a importância da preservação da floresta e o risco de queimadas.
Foto: http://noticias.uol.com.br/politica/ultnot/2008/06/17/ult3453u293.jhtm

A POLUIÇÃO DOS RIOS


Poluição - Durante séculos o homem utilizou os rios como receptores dos esgotos das cidades e dos efluentes das industrias que reúnem grande volume de produtos tóxicos e metais pesados. Essa prática resultou na morte de enormes e importantes rios - no estado de São Paulo o maior exemplo é rio Tietê que corta o estado de leste a oeste, com 1.100 quilômetros de extensão, seguido dos rios Jundiaí, Piracicaba, Pinheiros e outros bastante degradados e castigados pela poluição. Além da poluição direta, por lançamento de esgotos, falta de sistemas de tratamento de efluentes e saneamento, há a chamada poluição difusa, que ocorre com o arrasto de lixo, resíduos e diversos tipos de materiais sólidos que são levados aos rios com a enxurrada. Ao "lavar a atmosfera", a chuva também traz poeira e gases aos corpos d'água. Nas zonas rurais, os maiores vilões da água são os agrotóxicos utilizados nas lavouras, seguidos do lixo que é jogado nas águas e margens de rios e lagos, além das atividades pecuárias como a suinocultura, esterqueiras e currais, construídos próximos aos corpos d´água. Há ainda os acidentes com transporte de cargas de resíduos perigosos e tóxicos, rompimento de adutoras de petróleo, óleo, de redes de esgoto e ligações clandestinas. Em algumas regiões, as fossas negras e os lixões podem contaminar os lençóis de água subterrânea.

Foto: Rio Piracicaba

15 julho 2008

O BRASIL E A EVOLUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE

Dimensão ambiental: progresso menor e ainda lento

Com 23 indicadores, divididos segundo os temas atmosfera; terra; água doce; oceanos, mares e áreas costeiras; biodiversidade e saneamento, a dimensão ambiental do IDS é a que mostra o maior número de indicadores ainda negativos ou que se mantêm numa evolução lenta. Além da atualização das informações publicadas em 2004, foi incorporado o dado sobre a emissão de gases do efeito estufa, a partir do inventário publicado em 2004 pelo governo brasileiro. Dentre os indicadores positivos, podem-se destacar a redução de consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio e o aumento do número de unidades de conservação (UCs) e de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Os focos de incêndios também sofreram redução entre 2004 e 2006, e a poluição atmosférica mantém sua tendência estacionária, exceto pelo ozônio (O3), cuja concentração continua aumentando. Já a poluição dos rios que cortam as maiores regiões metropolitanas e a das praias mantêm seus níveis elevados, enquanto as quantidades de fertilizantes e agrotóxicos usados na agricultura cresceram, e as apreensões de alguns animais que seriam comercializados ilegalmente também aumentaram.

Por fim, indicadores como o desmatamento na Amazônia1, que vinham melhorando, sofreram revezes no período mais recente, ao que tudo indica em conseqüência do próprio crescimento econômico.
Consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio cai 87% de 1992 a 2006

O consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio (O3)2 vem sendo reduzido, de forma geral, em todo o mundo. No Brasil, esse consumo anual (produção + importações – exportações) tem caído aceleradamente, superando inclusive as metas: diminuiu 87% entre 1992 e 2006, passando de 11.198 para 1.431 toneladas de potencial de destruição do ozônio (PDO), segundo informações do Núcleo de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente.

A camada de ozônio é fundamental à manutenção da vida na Terra, pois absorve a maior parte da radiação ultravioleta B (UVB) que chega ao planeta, altamente nociva aos seres vivos, podendo causar doenças como a catarata, mutações, cânceres e, em doses mais altas, a morte dos organismos. O Protocolo de Montreal (1987) propôs a redução do consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio até sua eliminação ou sua substituição por compostos inofensivos.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia