21 julho 2008

EXCELENTE A PROGRAMAÇÃO DA EMBRAPA-JAGUARIÚNA

A amiga Eliana Lima, jornalista da Embrapa Jaguariúna, enviou-me gentilmente um e-mail com o Informativo daquela entidade referente ao mês de julho/2008 - Obrigada, Eliana, aqui terá sempre mais um espaço para as ótimas atitudes de vocês.

Informativo Agricultura & Meio Ambiente n° 16 - julho 2008

Tecnologias da Embrapa Meio Ambiente estão expostas na Expo T&C da SBPC
Os visitantes da 60ª. Reunião Anual da Sociedade para o Progresso da Ciência - SBPC estão tendo a oportunidade de conhecer três tecnologias da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) que contribuem para a sustentabilidade social, econômica, produtiva e ambiental do Brasil. O pulverizador eletrostático, o motor multicombustível e o coletor solar estão na Expo T&C que integra a 60ª. Reunião com o tema Energia, Ambiente e Tecnologia, que ocorre de 13 a 18 de julho, na Unicamp. Saiba mais
2o. Módulo do Curso Prático em Agricultura Orgânica começa dia 26 de julho
O sítio Catavento (Indaiatuba, SP) e a Fazenda Nata da Serra (Serra Negra, SP), a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola – Fundag e a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) organizam o Curso de Agricultura Orgânica em 4 módulos, de junho a setembro de 2008, sempre nos últimos finais de semana de cada mês. Saiba mais
Congresso de iniciação científica começa em julho
Estimular a formação de novos pesquisadores, com base em programas de iniciação científica, é o principal objetivo do 2° Congresso Interinstitucional de Iniciação Científica - CIIC 2008, a ser realizado de 29 a 30 de julho no Instituto de Tecnologia de Alimentos – Ital, em Campinas, SP. Saiba mais
Biocombustíveis: países do Cone Sul estudam programa comum
Pesquisadores de instituições vinculadas ao Programa Cooperativo para o Desenvolvimento Tecnológico Agroalimentar e Agroindustrial do Cone Sul - Procisur se reúnem em Brasília, DF para fazer um plano de cooperação para construir uma plataforma tecnológica regional (chamada de PTR), que tratará especificamente de pesquisas para biocombustíveis. Saiba mais
Chefe geral da Embrapa Meio Ambiente recebe medalha Fernando CostaNa segunda-feira, 14 de julho, o engenheiro agrônomo e chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), Claudio Aparecido Spadotto recebeu em São Paulo a Medalha “Fernando Costa”. Spadotto foi escolhido pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo – AEASP como um dos profissionais de destaque do ano de 2007 na modalidade Pesquisa. Saiba mais

Esta é a edição nº 16, de julho de 2008, do Informativo Agricultura & Meio Ambiente, uma publicação de responsabilidade da Área de Comunicação Empresarial (ACE) da Embrapa Meio Ambiente, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Edição: Cristina Tordin e Eliana Lima, jornalistas. Contatos e sugestões de matérias: sac@cnpma.embrapa.br. Caso não queira mais receber esta newsletter, favor enviar e-mail para cris@cnpma.embrapa.br ou elima@cnpma.embrapa

19 julho 2008

A MORTE DO MAR DE ARAL - UMA TRAGÉDIA AMBIENTAL DESCOMUNAL








Fotos via satélite: Revista Planeta

ESTA, SEM DÚVIDA É MAIS UMA TRISTE ESTÓRIA DE USO IRRACIONAL DOS RECURSOS DO MEIO AMBIENTE...não gostaríamos de ter notícias de outras tragédias como esta.
É POSSÍVEL SALVAR O MAR DE ARAL?
O QUE O MUNDO PODERIA CONTRIBUIR PARA ISTO?

A tragédia ecológica do Mar de Aral
por Rama Sampath Kumar [*]Tradução de João Manuel Pinheiro

O Mar de Aral, um lago terminal alimentado por dois rios principais, (Sirdaria e Amudaria) forma uma fronteira natural entre o Kasaquistão e o Uzbequistão. Era o quarto maior lago mundial em 1960; hoje, está em vias de desaparecer num pequeno e sujo poço. A destruição do Mar de Aral é um exemplo de como uma tragédia ambiental e humanitária pode ameaçar rapidamente toda uma região. Tal destruição constitui um caso clássico de desenvolvimento não-sustentado. Vale a pena estudá-lo pois, de certa forma, prefigura o que poderá acontecer a nível planetário se a humanidade continua a desperdiçar recursos finitos como a água.
O Mar de Aral e toda a bacia do lago ganhou notoriedade mundial como uma das maiores degradações ambientais do Século XX causadas pelo homem. A União Geográfica Internacional destacou a bacia Aral, nos começos dos anos 90, como uma das zonas críticas da terra [Kasperson, 1995]. É também referida como a “Chernobil Calada”, uma catástrofe silenciosa que evoluiu lentamente, quase imperceptivelmente, ao longo das últimas décadas [Glantz e Zonn, 1991]. A redução do Mar de Aral, captou a atenção e o interesse de governos, organizações ambientais e de desenvolvimento, leigos e comunicação social nos últimos anos em todo o mundo [Ellis, 1990]. A partir de meados dos anos 80, quando os soviéticos abriram as portas ao abrigo da política de glasnost (abertura), a situação do Mar de Aral ganhou a fama, junto de muitos observadores estrangeiros, de uma calamidade ambiental [Glantz, 1998]. Desde então que os cientistas têm vindo a exigir muito mais energicamente a salvação do Mar de Aral. Infelizmente, por essa altura, já o Mar de Aral estava reduzido a um terço do seu tamanho original. Apesar de ser novamente motivo da comunicação social mundial, e debatido, com uma nova abertura na União Soviética, era uma situação de crise conhecida que estava na agenda dos políticos da Federação por mais de 30 anos.
O Mar de Aral antes de 1960
O Mar de Aral fica situado a aproximadamente 600 km do Mar Cáspio. Costumava haver nele mais de 1.100 ilhas, separadas por lagoas e estreitos apertados, que deram ao mar o seu nome; na língua kasaque, Aral significa 'ilha'. No presente, a Kok Aral, a maior de todas as ilhas (é agora uma península) dispersas pelo Mar de Aral, separa a parte nordeste, chamada Pequeno Aral, da parte sudoeste, chamada o Grande Aral. Esta forma a fronteira natural entre Kasaquistão e Uzbequistão, que partilham entre si o lago. As duas partes estão ligadas pelo estreito de Berg.
O Mar de Aral era, até 1960, o quarto maior lago do mundo, cobrindo uma área de 66 mil quilómetros quadrados, com um volume estimado de mais de 1.000 km cúbicos .
Embora seja chamado um mar, na realidade é um lago terminal, alimentado por dois rios principais: Sirdaria no norte e Amudaria no sul. Este último, o maior rio da região, começa nas montanhas de Kunlun na cordilheira Hindu Cushe, dirige-se para noroeste através dos Montes Pamir e depois passa pelo Kirguizistão, Tadjiquistão, Uzbequistão (que forma fronteira com o Afeganistão) , Turkmenistão, e volta a passar por Uzbequistão antes de entrar no Mar de Aral.
O Sirdaria que começa na base norte das montanhas Tien Shan no Kirguizistão, corre através de Tadjiquistão, Uzbequistão, Kasaquistão e depois entra no Mar de Aral . Por conseguinte, embora o Mar de Aral se situe entre Uzbequistão e Kasaquistão, todos os cinco estados da Ásia Central compartilham a bacia do Mar de Aral, uma área de 690 mil quilómetros quadrados. Os caudais destes dois sistemas fluviais perenes, sustentavam um nível estável no Mar de Aral. Ao longo dos séculos, cerca de metade do caudal dos dois rios alcançou o Mar de Aral. Um vasto delta sustentava uma prolífica atividade pesqueira. No lago, encontrava-se uma variedade de espécies de peixes que eram pescados, incluindo certas espécies que só existiam no Mar de Aral, entre eles o famoso esturjão de Aral. As suas águas alimentavam indústrias de pesca locais com capturas superiores a 40 mil toneladas anuais, enquanto os deltas dos seus principais afluentes abrigavam dezenas de lagos mais pequenos e terrenos alagadiços de grande riqueza biológica . Florestas cerradas de juncos e canas, algumas vezes estendendo-se vários quilómetros em direção ao mar, rodeavam as margens do lago. À volta do lago e no delta fluvial, viviam grandes populações de saikas (antílopes), javalis selvagens, lobos, raposas, almíscares, perus, gansos e patos. O Mar Aral era como um grande oásis no deserto. Durante muitos séculos, as estepes e as regiões semi - desertas abrigaram vários grupos étnicos. Antes da chegada da Rússia imperial, a população que vivia na área do Mar de Aral era, predominantemente, nômade. Este modo de vida era, até certo ponto, essencial, devido às condições de desertificação ambiental. O clima é fortemente continental e a paisagem é do tipo semi – deserto. A precipitação anual é de cerca de 200 mm. Não é possível haver agricultura com esta quantidade de chuva. Somente na zona perto dos dois rios era possível ter agricultura e por esse motivo, as pessoas que estavam afastadas das margens dos rios, viviam unicamente da criação de gado. A primeira tarefa do governo imperial russo foi fixar a população em comunidades agrícolas. Perceberam que uma terra seria boa para agricultura se houvesse água disponível. No final do século XIX, cultivou-se algodão a uma relativamente larga escala quando se introduziram novas tecnologias de irrigação. Foram abertos canais para facilitar o processo de irrigação e uma boa proporção da produção agrícola da Ásia central estava completamente dependente da irrigação. Nos anos que se seguiram à Revolução Bolchevique cresceu o interesse na irrigação dos territórios da Ásia central. A área irrigada foi extensivamente desenvolvida nos começos dos anos 20, pois os soviéticos da altura (bolcheviques) estavam interessados em aumentar a produção do algodão. Em 1918, Lênin emitiu uma proclamação pedindo mais algodão do Turquestão. Para além disto pretendiam também controlar a população rural. Nos finais dos anos 30, sob o comando de Estalin, o ministro soviético da água iniciou um projecto maciço de desvio da água a fim de irrigar as estepes do Uzbequistão, Kasaquistão e Turkmenistão para os preparar para a cultura do algodão. O primeiro grande projeto de irrigação iniciou a operação em 1939 com a construção do canal que rodeava o Vale de Ferghana no Uzbequistão. A caminho dos finais dos anos 40, grandes quantidades de água do Rio Sirdaria foram desviadas para fins agrícolas para Kizil-Orda no Kasaquistão e para uma zona perto de Tashkent no Uzbequistão. A produção agrícola ao longo do Sirdaria foi preparada e iniciada, com trágicas consequências para a cultura nómada kasaque. O programa de propriedade coletiva de Estalin atingiu duramente os kasaques e calcula-se que mais de um milhão de pessoas morreram ou abandonaram a região dirigindo-se para países a sul do Kasaquistão......................................................................................................................leia a história completa desta tragédia, no site:http://resistir.info/asia/mar_de_aral.html
AS TRISTES ALTERAÇÕES...
“Tudo isto (crise sanitária) é o preço excessivo pago com a saúde da população para se ter auto-suficiência em algodão”. Não surpreende que toda a literatura médica local esteja repleta de histórias de deformidades à nascença, incremento de doenças renais e hepáticas, gastrite crônica, crescente mortalidade infantil e taxas de aumento de cancro. As pessoas tiveram também que se adaptar a alterações drásticas no clima. Como já foi observado, nas últimas quatro décadas os verões tornaram-se mais quentes e mais curtos e os invernos mais frios. “As alterações climatéricas não afetam, necessariamente, a propagação da doença, mas tornam a vida muito mais difícil,” diz Darin Portnoy, um especialista ocidental de tuberculose, que trabalha para um projeco do Banco Mundial em Moynaq. “As pessoas concentram-se em locais fechados durante longos períodos. Vivem encerrados e proporcionam a propagação da doença.”
Quando parecia que as coisas não poderiam ficar mais deprimentes surgiu outra exasperante revelação: Foi noticiado de que tinham sido enterrados barris de bactéria de antraz na Ilha de Vozrozhdeniye, situada no Mar de Aral, quando o Uzbequistão fazia parte da União Soviética. Durante o tempo que Mikhail Gorbachev esteve à frente do governo, os serviços de informação de Washington disseram que a União Soviética, contrariamente às suas promessas de respeitar os tratados, estava a produzir armas químicas. Em 1988, os Estados Unidos exigiram inspecionar as instalações químicas soviéticas. Julga-se ter sido ordenado aos cientistas da cidade siberiana de Sverdiovsk, que transferissem centenas de toneladas de antraz para caixas gigantes de aço inoxidável e o regassem com lixívia para matar a bactéria. A mortífera carga foi depois transportada para a ilha no Mar de Aral que tinha sido o local a céu aberto para as experiências de armas biológicas. Contudo, a lixívia não matou completamente a bactéria. Amostras de testes feitos ao solo revelam que alguns esporos continuam vivos. O receio é que a bactéria de antraz enterrada possa ser transportada para os territórios uzbeque e kazaque por lagartos e pássaros. O antraz caracteriza-se por lesões nos pulmões e úlceras no corpo e é transmitido aos humanos per animais através do contato.
Tanto o Uzbequistão como o Kasaquistão pediram ajuda aos Estados Unidos para que se fizesse a determinação do perigo que os seus territórios corriam, uma vez que a Rússia não cumpriu a promessa de Boris Yeltsin em 1992, de fechar e descontaminar o local. Estratégia Regional para a água já em 1982, o governo procurou desenvolver um plano pormenorizado dos recursos hídricos das bacias dos rios Sirdaria e Amudaria e colocou estritas limitações à retirada de água. Pouco tempo depois, foram criadas duas organizações para operar e manter as principais infra-estruturas hidráulicas e controlar a utilização da água. Houve muitas propostas para se transferir água do Mar Cáspio para o Aral.
Um plano de longa duração consistia em desviar as águas dos rios siberianos Ob, Irtysh e Yenisey e canalizá-los para Sul, para a região do Mar de Aral e para o deserto. Após anos de controvérsia este plano foi abandonado devido aos custos e consequências ambientais, mas alguns cientistas locais ainda defendem a ideia.
Outra sugestão era desfazer os glaciares das montanhas Pamir e Tien Shan com explosões nucleares. Estas ideias não eram realistas, especialmente em tempos de crise econômica. Todavia, elas ainda perduram. Com o fim do período soviético, as cinco Repúblicas da Ásia Central (RAC) independentes, estabeleceram uma comissão conjunta para a coordenação da água e para regular a sua distribuição na bacia, consolidando posições próprias para a adoção de estratégias regionais para a água.
Em 1992, foi pedido ao Banco Mundial que coordenasse a ajuda internacional em resposta à crise na bacia do Mar de Aral. Em Setembro do mesmo ano, uma comissão do banco visitou a região e preparou um relatório sobre aquilo que viu. Teve lugar em Washington, em Abril de 1993, uma conferência internacional patrocinada pelo Banco Mundial, Programa Ambiental da Nações Unidas (UNEP) e Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP) para discutir a proposta do banco. Estiveram presentes representantes das cinco repúblicas, assim como de outras organizações internacionais e agências de assistência. Com base nas recomendações do Banco Mundial, um grupo que incluía o Banco, o UNEP e o UNDP visitou a região em Maio de 1993 e preparou um programa de assistência financeira em colaboração com as RAC.
Este programa continha 19 projetos para a primeira etapa de um programa de três fases para salvar o Mar de Aral. As RAC, por sua vez, criaram três organizações regionais – o Concelho Interestadual, o Fundo Internacional para o Mar de Aral e a Comissão Executiva – para implementarem o programa. Foi encarada, e em parte implementada, uma maior utilização das águas de drenagem e residuais, assim como a introdução de colheitas mais tolerantes ao sal. Cerca de 6 km cúbicos/ano de águas de drenagens agrícolas e de águas residuais são diretamente reutilizadas para irrigação, enquanto 37 km cúbicos/ano regressam às depressões naturais ou rios, onde são misturadas com água fresca e podem ser reutilizadas para irrigação ou outros fins. O melhor que se espera é conseguir-se alguma estabilidade do lago e a sobrevivência dos dois deltas fluviais. A salvação dos deltas podia levar a uma nova atividade pesqueira comercial. Líderes governamentais afirmaram que a quantidade de terra para algodão será reduzida e que grandes quantidades de água serão bombadas para o Mar de Aral até 2005.
Funcionários da agricultura, contudo, dizem que é impossível demolir o sistema de canais. Muitos agricultores dependem dos rendimentos da cultura do algodão. O governo indicou também que as necessidades dos agricultores de algodão estão em primeiro lugar. A exportação de algodão é uma fonte importante de rendimento. As RAC não querem extirpar a monocultura do algodão e arriscar perder as suas recompensas econômicas. E assim, a maioria dos cientistas acredita que o Mar de Aral nunca irá ser como foi. O futuro do Mar de Aral é, portanto, incerto. A única coisa certa é que o lago é agora uma catástrofe ambiental à medida que o nível de água declina e o ecossistema se degrada, provocando um ambiente de deterioração e condições de vida e de saúde precárias para os povos que vivem nas margens do lago.
É agora impossível prever, com algum rigor, o futuro para o Aral, mas se não se encontrarem soluções apropriadas o nível da água continuará a declinar. Seja qual for o futuro, esta situação de certeza que abriu os olhos aos governos do mundo. É um forte aviso à comunidade internacional e ilustra a rapidez – em menos de 20 anos – como uma tragédia humanitária e ambiental pode ameaçar toda uma região e a sua população. A destruição do Mar de Aral é um exemplo clássico de desenvolvimento não-sustentado.

EMBUSCA DE UM CONSENSO PARA A REDUÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL


Precisamos, urgentemente, de um consenso global, na busca da redução ou estabilização do aquecimento global.

O que temos observado nas reuniões de cúpula entre os países, é um jogo de interesses individuais - ninguém olha o mundo como um todo, mas seus países como focos isolados - quando na verdade isto não funciona assim: O que o Brasil poluir, o resto do planeta irá sofrer e assim continuamente...

Os países precisam desenvolver, claro que sim, mas com muito respeito ao meio ambiente, resguardando e implementando o desenvolvimento sustentável...ISTO É POSSÍVEL!

07/07/2008 - ONU pede aos EUA que lidere luta contra aquecimento global

SAPPORO, Japão (AFP) — O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira aos Estados Unidos que assumam um papel de liderança na luta contra o aquecimento global, em entrevista à AFP no avião a caminho da reunião de cúpula do G8 no Japão.
"Isso é o que toda a comunidade internacional espera dos Estados Unidos", insistiu Ban.
Os Estados Unidos são o único grande país industrializado que não aderiu ao Protocolo de Kyoto, já que reclamam um compromisso maior dos países emergentes na redução de gases de efeito estufa.
"Sei que os chineses e indianos também estão comprometidos neste processo. Fiquei animado com o que me disseram os líderes chineses", afirmou, referindo-se ao encontro que manteve com o presidente Hu Jintao durante uma visita a Pequim na semana passada.
O G8 - integrado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia - manterá na quarta-feira uma sessão ampliada com líderes de países emergentes, mas os especialistas nào esperam decisões nessas negociações sobre o clima.
"Acho que temos tecnologia, capacidade financeira e consenso de que a mudança climática é real. O que falta, principalmente, é a vontade política", queixou-se Ban.
Os dirigentes "têm tendência a olhar seus problemas nacionais em primeiro plano. Estão muito preocupados com a opinião pública nacional, sendo difícil para eles considerar todos esses problemas mundiais".
O Japão, que preside este ano o G8, pretende fazer do aquecimento global uma prioridade da reunião de Toyako, mesmo que nenhuma medida espetacular seja esperada em relação a esse tema.
A cúpula do G8 e os outros países convidados têm ambições mínimas. O primeiro-ministro japonês Yasuo Fukuda pretende apenas estabelecer a definição de um "objetivo comum", provavelmente sem uma meta estipulada de redução des emissões poluentes.
O governo do presidente americano George W. Bush recusa qualquer compromisso que não envolva também as economias emergentes.
Ele considera também que o G8 não é o fórum adequado para discutir mudanças climáticas porque não inclui os gigantes emergentes como a China, que assumiu a liderança do ranking dos maiores poluidores em 2007, ou a Índia.
Durante a entrevista, Ban rejeitou esse argumento.
"A questão não é saber quem deve ser o primeiro e quem deve vir em seguida. Pelo contrário, é desejável que os países industrializados tomem a iniciativa e dêem o exemplo", afirmou.
"Sei que os chineses e os indianos também estão envolvidos nesse processo. Acho encorajador o que os dirigentes chineses me disseram", acrescentou.
Durante uma entrevista coletiva à imprensa concedida antes da abertura da reunião de Toyako, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, também pediu um engajamento mais determinado baseado em objetivos precisos de reduções de emissões poluentes.
"É importante aceitar o princípio de um objetivo a médio prazo antes de 2050", disse. "Considerar seriamente não é o bastante, precisamos de uma decisão, precisamos de um engajamento com base em objetivos de longo prazo", ressaltou o presidente da Comissão Européia.
Durante sua reunião anterior em Heiligendamm, na Alemanha, em junho de 2007, os países do G8 chegaram a um acordo mis acordo para "considerar seriamente as decisões tomadas pela União Européia, pelo Canadá e pelo Japão que prevêem uma redução em pelo menos a metade das emissões globais (de gases do efeito estufa) até 2050", sem anunciar, entretanto, uma meta concreta comum.

18 julho 2008

O NOVO MINISTRO E O DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA - BRASIL



27/05/2008 - 'FT': Especialista vê 'erro' em uso de fotos do INPE para avaliar desmatamento

As medidas propostas pelo governo para diminuir o desmatamento da floresta amazônica estão "erradas", disse um cientista apresentado pelo jornal britânico Financial Times como "um dos maiores especialistas sobre a floresta tropical" que "estuda a Amazônia há 20 anos".

Em entrevista ao FT (Folha da Tarde), Daniel Nepstad, do Centro de Pesquisas Woods Hole, nos Estados Unidos, afirma que o uso das imagens de satélite produzidas pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para medir o nível de desmatamento da floresta pode provocar uma "nova onda de anarquia".

"O novo ministro do Meio Ambiente do Brasil toma posse em meio a uma disputa sobre o aparente aumento do desmatamento na região da Amazônia", diz o FT.

"A disputa envolve dados de satélite sobre desmatamento e medidas punitivas baseadas nos dados, adotadas pelo governo contra pecuaristas e fazendeiros nas regiões mais afetadas.

"Nepstad disse ao jornal que as imagens são imprecisas e só deveriam servir como base para a verificação in loco do desmatamento em si.

"Definir medidas do governo com base em dados tão incertos é simplesmente errado", disse ele ao FT.Segundo o jornal, o governo vê a pressão sobre os fazendeiros como essencial para combater o desmatamento, mas para Nepstad, ela pode estar tendo o efeito contrário.

"Houve uma batalha infeliz entre o governo e o setor dos fazendeiros desde a liberação dos dados do fim de 2007", disse o pesquisador, se referindo ao anúncio de que o desmatamento tinha voltado a crescer depois de anos em declínio.

"Baseado nesse dados preliminares, o governo anunciou em janeiro medidas punitivas contra pecuaristas e fazendeiros nos locais com taxa mais alta de desmatamento. A partir de julho, será cortado o financiamento subsidiado para fazendeiros que não conseguirem provar que suas propriedades estão dentro da lei ou que estão adotando medidas para cumprir a determinação legal. Isto inclui a preservação da floresta em 80% de sua propriedade", diz o FT.

De acordo com o jornal, esta exigência foi criada na última década, mas a maioria dos produtores já havia violado a lei, ou decidiu ignorá-la.

"A qualidade dos dados e o tamanho do aumento (do desmatamento), se existir, não justificam as medidas punitivas, que terão criminalizado um setor no meio de uma grande experiência", disse o especialista, se referindo à moratória da soja, que levou comerciantes a parar de comprar soja colhida em áreas desmatadas desde 2006.

O especialista ainda defende a proposta de lei a ser votada pelo Congresso - à qual o governo se opõe - que diminui para 50% a área a ser preservada pelos fazendeiros em suas propriedades.

"Se houver benefícios econômicos claros para aqueles que cumprirem a determinação no nível de 50%, o resultado poderia ser um declínio no desmatamento", afirma Nepstad.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo

DESMATAMENTO BRASIL - AS MEDIDAS IMPERIOSAS


País terá meta contra desmate, diz secretária
Suzana Khan assume área de clima no ministério

CLAUDIO ANGELO - EDITOR DE CIÊNCIA

O Brasil deverá ter metas de redução de desmatamento em seu Plano Nacional de Mudança Climática, a ser concluído em setembro. A promessa é da recém-nomeada secretária nacional de Mudança Climática, Suzana Kahn Ribeiro.

"É possível o Brasil fixar um objetivo interno de redução de desmatamento", afirmou. "Não sei se vamos usar a palavra "metas", porque isso virou um palavrão. Mas, se não tivermos algum tipo de objetivo, o plano não é um plano.

"Professora da Coppe-UFRJ e membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), Ribeiro ocupava a secretaria estadual de clima do Rio. Ela assume o cargo no Ministério do Meio Ambiente em substituição a Thelma Krug, também do IPCC.

O corte de florestas na Amazônia é responsável por cerca de dois terços das emissões brasileiras de gases de efeito estufa. No entanto, a adoção de metas de redução de desmatamento no âmbito de um plano contra o aquecimento global sempre foi controversa no governo, porque ainda não se sabe se o país é capaz de controlar a derrubada -como demonstra a reaceleração do desmatamento a partir do fim do ano passado.

O máximo que o país propôs até agora foi uma compensação voluntária, que seria dada por nações desenvolvidas caso o Brasil conseguisse reduzir o desmatamento abaixo de um dado patamar.Fixar uma meta (ou "objetivo") de redução do desmate no plano do clima significa que o país aceitará não apenas dinheiro externo para reduzir o desmatamento, mas também escrutínio externo -e cobrança caso não consiga fazê-lo. Isso porque no ano passado, na conferência do clima de Bali, o Brasil se comprometeu a adotar medidas "mensuráveis, reportáveis e verificáveis" contra o aquecimento global.Ribeiro também diz que quer adotar metas setoriais de corte de gases-estufa nas áreas de transportes e geração de energia, medida que começou a implementar no Rio.

"Há medidas que podem ser implementadas a curto prazo, como a etiquetagem veicular. O carro sai de fábrica com um selo que indica seu consumo."Combinando com o estilo assumidamente performático do ministro Carlos Minc, a nova secretária, além de cientista, é cantora. Sua banda, "The Potentials", é formada por pesquisadores do IPCC e já tem o próximo show marcado: para 1º de setembro, em Genebra, no aniversário de 20 anos do painel.
Fonte: Folha de São Paulo

17 julho 2008

RIO NILO - A IMPORTÂNCIA DESTE FABULOSO CURSO D`ÀGUA







O rio Nilo é um grande rio do nordeste do continente africano que nasce a sul da linha do Equador e desagua no Mar Mediterrâneo.
A sua
bacia hidrográfica ocupa uma área de 3 349 000 km2 abrangendo o Uganda, Tanzânia, Ruanda, Quénia, República Democrática do Congo, Burundi, Sudão, Etiópia e Egipto. A partir da sua fonte mais remota, no Burundi, o Nilo apresenta um comprimento de 6.852,15 km.
É formado pela confluência de três outros rios, o
Nilo Branco (Bahr-el-Abiad), o Nilo Azul (Bahr-el-Azrak) e o rio Atbara. O Nilo Azul (Bahr-el-Azrak) nasce no Lago Tana (Etiópia), confluindo com o Nilo Branco em Cartum, capital do Sudão.
Muitos geógrafos deixaram de o considerar como o maior rio do mundo, perdendo o posto para o
rio Amazonas, com cerca de 6.992,06 km de extensão.
O Nilo Vitória
O Nilo propriamente dito começa em
Jinja (Uganda), na borda norte do Lago Vitória, correndo para norte através das quedas Ripon (que deixaram de existir desde a construção da barragem de Owen Falls em 1954), passando pelo Lago Kioga e pelo Lago Alberto. O ramo entre estes dois rios é conhecido como o Nilo Vitória.
O Nilo Alberto
A partir do Lago Alberto e até
Númula, no Sudão, o Nilo recebe a designação do Nilo Alberto.
O Al-Jabal
Em Númula e até se encontrar com o rio Sobat (um pouco acima de Malakal) o Nilo é conhecido como o Bahr al-Jabal, o Rio Montanhoso. Torna-se então mais sinuoso, recebendo junto ao Lago No o rio Al-Ghazal (Gazela) como afluente. Porém, antes disso, o Nilo passou por entre um pântano, o Sudd.
O Nilo Branco e o Nilo Azul
Entre Malakal e Cartum, o Nilo é conhecido como o Nilo Branco. Em
Cartum o Nilo Branco recebe as águas do Nilo Azul, oriundo dos altos planaltos da Etiópia.
A 322 quilómetros a norte de Cartum, o Nilo recebe o seu último grande afluente, o
rio Atbara, oriundo igualmente do planalto abissínio. O rio avança então pelos penhascos da região da Núbia até chegar a Assuão no Egipto. A partir de Assuão o vale alarga até se atingir o Delta, que se inicia um pouco a norte da cidade do Cairo.
Delta do Nilo
O
Delta do Nilo é uma região plana com um forma triangular, apresentando 160 km de comprimento e 250 km de largura. No Delta o Nilo bifurca-se em dois canais que levam as suas águas para o Mediterrâneo: a oeste, o canal de Roseta, e, a leste, o de Damieta.
Cataratas do Nilo
O Nilo possui várias cataratas, mas na Antiguidade distinguiam-se seis cataratas clássicas do Nilo que estavam situadas entre Assuão e Cartum.
A primeira catarata situa-se em Assuão, constituindo hoje em dia a única catarata do Nilo em território egípcio. Esta catarata era na Antiguidade a fronteira sul do
Antigo Egito, pois a partir dali começava a Núbia.
A segunda catarata, perto de Uadi Halfa, encontra-se hoje submersa. O faraó
Senuseret III ordenou a construção nas suas redondezas das fortalezas de Semna e Kumma.
Barragens do Nilo
Ao longo do curso do Nilo existem algumas barragens, sendo uma das mais importantes a Grande Barragem de Assuão.
Entre 1899 e 1902 construiu-se, com recurso a capitais ingleses, a primeira barragem de Assuão, que foi alargada em 1911 e 1934.
Entre 1959 e 1970 construiu-se a
Barragem de Assuã, a cerca de oito quilómetros da primeira barragem, graças ao apoio fornecido pela União Soviética.
Estudo e exploração do Nilo
Margem esquerda (ocidental) do rio Nilo, entre Edfu e Kom Ombo
Julga-se que os Antigos
Egípcios conheciam o Nilo até ao ponto de confluência do Nilo Branco com o Nilo Azul, em Cartum. Embora não tenham explorado o Nilo Branco, acredita-se que conheceriam o Nilo Azul até à sua nascente no Lago Tana.
Em meados do
século V a.C., o historiador grego Heródoto realizou uma viagem ao Egipto, tendo percorrido o rio até Assuão, a fronteira tradicional do Antigo Egipto.
No século II a.C.
Eratóstenes desenhou um mapa que mostrava de forma bastante precisa o percurso do Nilo até Cartum, no qual também se mostravam dois afluentes, o Atbara e o Nilo Azul. Eratóstenes foi o primeiro a postular que a nascente do Nilo estaria em lagos equatoriais.
Em 25 a.C. o
geógrafo Estrabão e Aelius Gallus (governador do Egipto romano) exploraram o Egipto até Assuão. Estrabão descreveu também o rio no Livro 17 da sua Geografia, aludindo às teorias de Eratóstenes.
Em
66 d.C., na época do imperador Nero, o exército romano tentou encontrar a nascente do rio. Porém, e segundo Séneca, o pântano do Sudd, impediu o exército de avançar. Ainda no século I um mercador grego chamado Diógenes relatou ao geógrafo Marino de Tiro que durante uma viagem pela costa oriental africana decidiu penetrar pelo continente, tendo ao fim de vinte e cinco dias chegado junto a dois grandes lagos e a uma cadeia de montanhas cobertas de neve de onde o Nilo nasceria. No século II Ptolomeu utilizou esta informação para fazer um mapa onde se mostrava o Nilo Branco a nascer desses lagos, que recebiam as suas águas das Montanhas da Lua (Lunae Montes). É provável que estas montanhas sejam os montes Ruvenzori, situados entre o Uganda e o Zaire.
No
século XII, Muhammad Al-Idrisi atribui como nascente do rio Nilo e do rio Níger um lago. No século XVI conhece-se uma expedição árabe que procurou atingir as nascentes do Nilo pelo Sahara e Sudão.
Em
1618 o jesuíta Pero Pais (ou Pedro Páez) foi o primeiro europeu a localizar as nascentes do Nilo Azul no Lago Tana, tendo falecido na Etiópia vítima de malária. Em 1770 o escocês James Bruce realizou uma viagem de exploração do Nilo Azul no Lago Tana, ficando com a fama de descobridor da sua nascente, embora como exposto o jesuíta ali chegou primeiro.

Cais da cidade de Kom Ombo, na margem direita do rio Nilo
A partir do ano de
1821 o vice-rei do Egipto Mehmet Ali e os seus filhos seriam responsáveis por várias viagens de exploração do Nilo.
Em Dezembro de
1856, Richard Francis Burton convidou John Hanning Speke para participar numa expedição aos grandes lagos da África Oriental. Em resultado da expedição Burton e Speke tornaram-se os primeiros europeus a chegar ao Lago Tanganica em Fevereiro de 1858. Na viagem de regresso Speke viajou em sentido norte e descobriu o Lago Vitória (que recebeu este nome em honra da rainha Vitória) e que considerou como nascente do Nilo.
Em
1860, sob os auspícios da Royal Geographical Society, Speke realiza uma nova expedição à região acompanhado por James Grant, da qual resultaria a descoberta do rio Kagera e do local de saída do Nilo a partir do Lago Vitória (as Quedas de Ripon, 1862).

Fonte: Wikipedia

CAMINHANDO COM E PELA NATUREZA - TRILHA

Estas dicas maravilhosas e importantíssimas, foram copiadas do blog do meu amigo Iberê Thenório, do blog linkado ao lado: "Atitudeverde"...é muito interessante...façam uma visitinha.

Trilha ecológica
Iberê Thenório

Não há nada melhor do que andar no meio do mato, sob a sombra das árvores e o assobio dos pássaros, matando a sede num córrego e se refrescando em uma cachoeira, não é mesmo?
Mas fazer trilha, apesar de ter toda essa aura de esporte ecologicamente correto, também traz seus danos se não tomarmos alguns cuidados.
Depois de muito Google e dezenas de quilômetros percorridos no restinho que nos sobrou de mata preservada, selecionei algumas dicas valiosas para quem quer curtir a natureza sem destruí-la:
1. Antes de sair de casa, coloque na mochila um saco de lixo. De preferência dois ou mais. Descubra mais embaixo o porquê.
2. Ande em grupos pequenos. Faz menos barulho e evita que as pessoas se dispersem na mata.
3. Não invente caminhos novos. Abrir atalhos estraga plantas, causa erosão e destrói a casa de animais. Manter-se na trilha, além de ser mais seguro, evita que a floresta seja tomada por rastros humanos.
4. Evite o uso de sabonetes. Cachoeira não é banheira. O sabão quebra a tensão superficial da água e atrapalha a vida dos animais.
5. Cobras, ratos e aranhas estão no doce conforto dos seus lares. O invasor é você. Portanto, deixe-os em paz.
6. Na hora de fazer cocô, guarde o papel higiênico usado dentro do segundo saquinho de lixo que você irá levar. E não se esqueça de imitar o seu gato e cobrir com terra os seus restos.
7. A terceira sacolinha servirá para levar embora o lixo que pessoas menos conscientes que você largaram no meio do caminho.