29 julho 2008

LAGO BAIKAL UMA DAS MARAVILHAS DO PLANETA








O lago Baikal (russo: О́зеро Байка́л (Ozero Baykal)) é um lago no sul da Sibéria, Rússia, entre Oblast de Irkutsk no noroeste e Buryatia no sudeste, perto de Irkutsk. Com 636 km de comprimento e 80 km de largura, é o maior lago de água doce da Ásia, o maior em volume de água do mundo, o mais antigo (25 milhões de anos) e o mais profundo da terra.
A superfície do lago Baikal é de 31.500 km². O lago Baikal é tão grande que se todos os rios na terra depositassem as suas águas no seu interior, levaria pelo menos um ano para encher. Alguns sítios ultrapassam os 1.600 m de profundidade (dados mais recentes indicam 1.940 m), sendo responsável por 20% da água doce líquida do
planeta.
Desaguam nele cerca de 300
rios. É um habitat rico em biodiversidade, com cerca de 1.085 espécies de plantas e 1.550 espécies e variedades de animais, sendo conhecido como as "Galápagos" da Rússia. Mais de 60% dos animais são endémicos: por exemplo, das 52 espécies de peixes, 27 são endémicas.



Agora, submarinos russos mediram a real profundidade desta maravilha da natureza.


29/07/2008 - Rússia alcança leito de lago mais profundo do mundo

Uma expedição russa chegou nesta terça-feira ao leito do lago mais profundo do mundo, o lago Baikal, na Sibéria.De acordo com informações da agência oficial Itar-Tass, às 15h15 locais (3h15 em Brasília), o submarino Mir-2 tocou o ponto mais baixo do lago, a 1.680 metros de profundidade, além dos 1.637 metros que se estimava que tivesse.

Outro submarino, o Mir-1, desceu à mesma profundidade, afirmou a agência.

A finalidade da expedição é explorar o fundo do lago e colher amostras de solo para melhorar as pesquisas nos campos biológico e geológico.

O repórter da BBC James Rodgers, que acompanhou a missão, disse que a expedição procuraria também possíveis reservas de petróleo e gás - mas os cientistas russos adiantaram que não há planos de extrair combustível para preservar o ecossistema do lago.

O lago Baikal, na fronteira entre a Rússia, a Mongólia e a China, é o mais profundo e volumoso corpo de água doce do planeta.Patrimônio mundial da Unesco, estima-se que contenha 20% da água doce não congelada da Terra, e mais de 1,7 mil espécies de plantas e animais.



28 julho 2008

AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA O PLANETA



As Mudanças Climáticas Globais (MCG) representam um dos maiores desafios da humanidade. Pois, além de serem um problema global - como o próprio nome diz, envolvem vários setores da sociedade, necessitam de uma tomada de consciência sobre a importância da questão e exigem mudanças em muitos hábitos de consumo e comportamento.
As crescentes emissões de Dióxido de Carbono (CO2) e outros gases como o metano (CH4) e o óxido nitroso (NO2) na atmosfera têm causado sérios problemas, como por exemplo o efeito estufa. Devido à quantidade emitida de CO2, ele é o gás que mais contribui para o aquecimento global. Suas emissões representam aproximadamente 55% do total das emissões mundiais de gases do efeito estufa. O tempo de sua permanência na atmosfera é de 50 a 200 anos. Isto significa que as emissões de hoje têm efeitos de longa duração, podendo resultar em impactos no regime climático ao longo dos séculos.
Evidências científicas apontam que caso a concentração de CO2 continue crescendo, a temperatura média da terra vai aumentar (entre 1,4 e 5,8° C até 2100), causando efeitos climáticos extremos (enchentes, tempestades, furacões e secas), alterações na variabilidade de eventos hidrológicos (aumento do nível do mar, mudanças no regime das chuvas, avanço do mar sobre os rios, escassez de água potável) e colocando em risco a vida na terra (ameaça à biodiversidade, à agricultura, à saúde e bem-estar da população humana).
Historicamente, os países industrializados têm sido responsáveis pela maior parte das emissões de gases de efeito estufa. Contudo, na atualidade, vários países em desenvolvimento, entre eles China, Índia e Brasil, também se encontram entre os grandes emissores. No entanto, numa base per capita, os países em desenvolvimento continuam tendo emissões consideravelmente mais baixas do que os países industrializados.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores

27 julho 2008

CURSOS - 2008

USO PÚBLICO E ECOTURISMO EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza está com as inscrições abertas para o curso de “Uso Público e Ecoturismo em Unidades de Conservação”. As vagas são limitadas e os candidatos deverão se inscrever pelo site da organização: www.fundacaoboticario.org.br.
Objetivos:
Apresentar os conceitos e discutir a inserção do uso público no planejamento da unidade de conservação;
tratar da importância de levantar os dados sobre as características do uso e o perfil dos usuários das UCs;
e apresentar e discutir as principais metodologias utilizadas para o manejo dos visitantes e o monitoramento dos impactos por eles gerados.
Realização: 14 a 20 de setembro Local: Reserva Natural Salto Morato (Guaraqueçaba/PR)Período de inscrição: 21 de julho a 21 de agostoDivulgação dos selecionados: 25 de agosto Carga horária: 40 horas
Conteúdo Programático:
● Visão panorâmica da questão ambiental;
● Conceitos e noções gerais em ecologia e conservação da natureza;
● Noções sobre unidades de conservação;
● Noções sobre categorias de manejo;
● Considerações gerais sobre recreação e ecoturismo;
● Fatores básicos que afetam a recreação;
● Visitação em unidades de conservação;
● Capacidade de carga recreativa;
● Planejamento de uso público.
Público Alvo:
● Profissionais que atuem em áreas naturais protegidas;
● Proprietários de áreas com potencial para o ecoturismo;
● Proprietários de RPPNs;
● Estudantes de graduação e pós-graduação em áreas afins.
Instrutores:
● Cristiano Cegana: Engenheiro Agrônomo, Mestre em Agronomia, Analista de Projetos Ambientais da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza.
● Leide Takahashi: Engenheira Florestal, Doutora em Conservação da Natureza, Gerente de Projetos Ambientais da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza.
Preço:
● R$ 550,00 (inclui transporte Curitiba-Reserva-Curitiba, alimentação, hospedagem e o material didático).
Inscrições pelo site:www.fundacaoboticario.org.br (clique em “Educação e Mobilização” e em seguida no link “Cursos”)Mais Informações:Fone: (41) 3340-2637 Fax: (41) 3340-2635 E-mail: capacitacao@fundacaoboticario.org.br

SENA (la Seine) UM RIO FUNDAMENTAL PARA A FRANÇA E PARIS




O Rio Sena (la Seine, em francês) é um rio francês que banha a capital, Paris, que vai desaguar no Oceano Atlântico. Possui uma extensão de 776 km.

Nasce a 470 metros de altitude, na Meseta de Langres, em Côte-d'Or. Desagua no canal da Mancha, perto de Le Havre. A superfície que ocupa é aproximadamente 75.000 km².
Curiosidade:
A fonte do Sena é propiedade da cidade de Paris desde 1864. Uma cova artificial foi construída um ano depois, para controlar a fonte principal.
O Sena é uma importantíssima via de transporte fluvial para França e sobretudo para Paris. Entulhos provenientes das demolições, assim como o transporte de materiais para construção, areia, pedra, cimento e concreto, além de terra de escavação, são produtos que navegam pelas águas do Sena.
O carvão que abastece as usinas termoelétricas também é transportado por esse meio, para evitar congestionamento e poluição ambiental e sonora causada pelos caminhões, assim como o transporte de peças volumosas.
O trigo para a fabricaçãoda famosa baguette francesa, também utiliza a hidrovia, pois os importantes moinhos estão localizados nas margens do Sena.
O transporte turístico de passageiros, pelo Rio Sena, é uma atividade tradicional em Paris, com seus famosos Bateaux Mouches, barcos moscas.
O número de turistas na França supera os 80 milhões, e a grande maioria visita Paris. Como as principais atrações turísticas de Paris estão localizadas junto as margens do Rio Sena ou nas suas proximidades, de 200 a 500 metros, a Prefeitura de Paris está elaborando um projeto de interligação dos diversos trechos das margens do rio.
AS PROMESSAS DE DESPOLUIÇÃO:
Em 1990, o prefeito de Paris, Jacques Chirac, afirmou que em dois anos o Rio Sena estaria tão limpo que os citadinos poderiam nele se banhar. Como prova, o próprio Chirac daria boas braçadas, em pleno centro da capital francesa. Hoje, o Sena é considerado como um dos rios mais sujos da Europa Ocidental. Suas estações de tratamento só têm capacidade para reciclar 70% da água dos esgotos e quando há fortes chuvas, como em junho de 92, os poucos peixes que sobrevivem bravamente à poluição ficam sem oxigênio por causa da enxurrada de produtos orgânicos derramada nas margens da região parisiense. Temos algumas das maiores estações de tratamento de águas do mundo, com uma capacidade total de 2,4 milhões de metros cúbicos por dia, afirma Phillippe Lohest, responsável por Medidas de Qualidade das Águas Superficiais da Agência de Águas Seine Normandie. O problema é que a capital é muito populosa, precisamos de mais uma estação, completa. Ao que parece, o prefeito de Paris não está nem prestes a vestir seu calção. Segundo a organização ecologista Greenpeace, a poluição bacteriana do Sena é 100 vezes superior ao li-mite tolerável pelos banhistas.
Do outro lado do Canal da Mancha, os londrinos não manifestam a menor intenção de mergulhar no Tâmisa. No entanto, desenvolveram um eficiente sistema para aumentar seu nível de oxigênio desde 1987, Bubbler, um barco de 50 metros de comprimento, injeta no rio 30 toneladas diárias desse gás, produzidas a partir do ar atmosférico. Após ser separado dos outros gases que compõem o ar por meio de um absorvente químico chamado zeolito, o oxigênio é dissolvido na água. Em seis anos de utilização, 100 espécies de peixes já foram contabilizadas nos 15 quilômetros do Tâmisa que cortam a capital inglesa, antes considerados totalmente sem vida. Entre elas, 200 salmões. O Bubbler custou ao governo inglês 6 milhões de dólares, cerca de 30 vezes menos do que uma nova estação capaz de tratar os esgotos parisienses.

Fotos:1 - Rio Sena - Paris; 2 - Transporte de carvão; 3 - Evacuation des déblais par barge - Chantier Ile SeguinPort autonome de Paris

26 julho 2008

ATITUDES QUE DEVEMOS TER CONSTANTEMENTE PARA A PRESERVAÇÃO DO PLANETA

Desperte o cidadão consciente que existe em você. Ensine seus filhos, netos, amigos, vizinhos e parentes.
1 - Utilize cores claras na pintura das paredes e do teto. Assim, a quantidade de lâmpadas necessárias diminui.

2 - Durante o dia, use a luz natural. Evite o uso de cortinas escuras.

3 - Use lâmpadas fluorescentes. Além de consumir menos energia, elas iluminam mais do que as tradicionais incandescentes (20W equivalem a 100W da tradicional).

4 - Prefira pilhas e baterias recarregáveis.

5 - Utilize sempre objetos reutilizáveis, como copos de vidro e canecas de alumínio.

6 - Evite comprar produtos com muitas embalagens. Prefira as mais compactas.

7 - Troque as sacolinhas de plástico por sacolas de lona. Leve-as ao supermercado sempre que puder.

8 - Dê prioridade ao uso de papel reciclado.

9 - Compacte o lixo antes de jogá-lo fora. Amasse as latinhas e garrafas PET.

10 - Faça o degelo do refrigerador periodicamente. O acúmulo de placas de gelo aumenta o consumo.

11 - Não coloque alimentos quentes na geladeira. Caso a receita exija o choque térmico, disponha o alimento nas prateleiras inferiores.

12 - Deixe o refrigerador longe de fogão, forno ou de janela que pegue muito sol.

13 - Pense antes de abrir a geladeira: a porta deve ficar aberta o mínimo possível. Verifique as borrachas com freqüência.

14 - Tampe bem as panelas durante o cozimento dos alimentos. Assim, você diminui o consumo de gás. Sempre que possível, use panela de pressão.

15 - Evite a incidência direta de correntes de ar no fogão. Isso também diminuirá o consumo de gás.

16 - Alimentos duros como feijão e grão-de-bico podem ser deixados de molho na água horas antes do cozimento. Isso diminui o tempo de fogo.

17 - Evite abrir a porta do forno com freqüência.

18 - Ao lavar a louça, utilize uma bacia com água e sabão. Só depois de esfregar tudo realize o enxágüe. Livre-se dos restos de comida antes de levar a louça para a pia.

19 - Dirija sempre de modo suave. Evite grandes arrancadas ou freadas, que elevam o consumo de combustível.

20 - Na estrada, mantenha uma velocidade média entre 80 e 110 km/h. Variar muito a velocidade ou correr demais consome mais combustível.

21 - Deixe as roupas de molho por algumas horas antes de lavá-las.22 - Espere juntar uma quantidade razoável de roupa para ligar a máquina de lavar.

23 - Regue as plantas de manhã ou à tarde. O calor do meio-dia faz com que a água evapore e não sirva às plantas. Molhe a terra, não as folhas.

24 - O quintal deve ser varrido com a vassoura, não com a mangueira.

25 - Conserte os eventuais vazamentos. Uma torneira pingando consome 46 litros de água por dia.

26 - Instale bicos arejadores. Eles dão sensação de mais volume de água, diminuindo o consumo.

27 - Não tome banhos muito demorados. O tempo ideal é de 10 a 15 minutos.

28 - Regule o chuveiro conforme a estação: assim, você evita desperdícios principalmente durante o verão

29 - Não escove os dentes ou faça a barba com a torneira aberta.

30 - Não jogue lixo no vaso sanitário.

31 - A válvula da descarga deve estar sempre bem regulada.
Fontes: http://helenarezende31111phsjaguariuna.blogspot.com/

25 julho 2008

A HOLANDA, AS ADVERSIDADES E O DESENVOLVIMENTO

Foto: Casas perto do canal , por jujuzinha85

Diversidade de Paisagens
O Reino dos Países Baixos compõe-se de três territórios: os Países Baixos na Europa Ocidental, as Antilhas Neerlandesas e Aruba, no Caribe. O território dos Países Baixos situado na Europa tem uma área de 41.526 km2 . Ao norte e oeste, faz fronteira com o Mar do Norte, ao leste com a Alemanha e ao sul com a Bélgica. Os Países Baixos são um país muito plano, do qual cerca de um quarto se encontra abaixo do nível do mar. Daí deriva a designação Neerlândia ou Países Baixos (Neer significa baixo), mas a denominação Holanda também é muito usada. Originalmente, assim se chamavam as duas províncias da costa ocidental - Holanda do Norte e Holanda do Sul - que desempenharam um papel importante na história do país. A sua localização junto ao mar influencia, obviamente, o seu clima. A temperatura média é de 17º C no verão e 2ºC no inverno. A pluviosidade varia em torno de 760 mm³/ano distribuidos regularmente por todo o ano.
A sul e leste, onde as paisagens de bosques, matos e urzais se alternam, o solo é essencialmente composto de areia e cascalho. No oeste e norte predominam a argila e turfa. A paisagem nesta região, entrecortada por numerosos rios e canais, é principalmente composta de pôlderes: áreas que foram drenadas artificialmente e protegidas contra inundações pela construção de diques.
Um País Populoso
Com 15,6 milhões de habitantes e uma média de 459 pessoas por quilómetro quadrado de território, os Países Baixos são um dos países mais populosos do mundo. A maior concentração demográfica encontra-se na Randstad (conurbação), um grupo de cidades na zona ocidental do país: Amsterdã, Haia, Roterdã e Utrecht. Com uma taxa de crescimento de cerca de 100.000 por ano, o número de habitantes atingiu os 16 milhões no ano 2.000.
No decorrer dos séculos, os Países Baixos assimilaram grandes grupos de imigrantes. Nas últimas décadas, principalmente os oriundos do Suriname, da Turquia e do Marrocos. Os Países Baixos conduzem uma política ativa de integração em relação aos estrangeiros autorizados a permanecer no país.
O Clima - Os Países Baixos, devido à sua situação geográfica junto do mar, têm um clima temperado. A temperatura média é de 17 graus centígrados no Verão e 2 graus centígrados no Inverno. A pluviosidade é cerca de 750 mm por ano, relativamente bem divida durante o ano. Venta muito na Holanda e isso faz o frio ficar pior.
Economia Próspera
Característica das relações sócio-econômicas neerlandesas é a forma de deliberação estrutural e intensiva entre o estado, as empresas e os sindicatos. Esta característica fez nascer uma economia próspera e estável, desde sempre fortemente orientada para o contexto internacional e que pertence às 15 economias mais fortes do mundo. Com suas avançada infra-estrutura no âmbito dos transportes, tanto de bens e pessoas como de dados eletrônicos, os Países Baixos são um importante entroncamento para as empresas que operam mundialmente. O porto marítmo de Roterdã, há mais de trinta anos o maior do mundo, forma o ponto central de distribuição para o interior europeu e o Aeroporto Schiphol de Amsterdã é o quarto aeroporto da Europa. No âmbito da União Européia, as empresas de transporte neerlandesas são responsáveis por 40% dos transportes sobre a água e 25% dos transportes via terrestre.
Os seguintes setores desempenham um papel de relevo na economia neerlandesa:
- Agricultura e pecuária - Comércio - Transporte e comunicação - Química - Metalurgia - Eletrotécnica - Produção e distribuição de gás natural - Transformação de alimentos - Prestação de serviços comerciais
Com a exploração de consideráveis campos de gás natural no norte do país, os Países Baixos são o maior produtor de gás natural da Europa ocidental, mas, além desta, dispõe de poucas matérias primas naturais. É por isso que se dá tanta atenção à melhoria e à exploração do conhecimento. O Ministério dos Assuntos Econômicos conduz, por isso, uma política ativa para a tecnologia, com subsídios à disposição de todas as empresas sediadas nos Países Baixos.
A agricultura foi um dos setores que lucrou com o alto nível do ensino, da pesquisa e informações genericamente voltadas para a prática. Embora a superfície agrícola neerlandesa, na escala mundial, seja pequena, os Países Baixos são, mesmo assim, um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo, principalmente no que se refere às flores e aos laticínios. A lavoura, por exemplo, prova que o setor agrícola pode poupar a natureza e mesmo assim passar por um crescimento econômico saudável. A quantidade de área agrícola nos Países Baixos diminuiu consideravelmente nas últimas décadas, mas através da proteção biológica da vegetação e do desenvolvimento avançado de raças, a produtividade por hectare teve um aumento significativo.
Pôlderes, rios e Canais
Abaixo do nível do mar
A luta contra a água perpassa a história dos Países Baixos como um fio condutor. Quase um quarto dos Países Baixos, uma área que abriga cerca de sessenta porcento da população, está abaixo do nível do mar. Grandes extensões do território foram conquistadas a zonas onde, antigamente, só existia água. Além disso, ao longo dos anos, foram realizadas importantes obras hidráulicas, para dominar a gestão hídrica dos Países Baixos.
Obras do Projeto Delta
Após as grandes inundações de 1953, conjugaram-se todos os esforços para proteger os Países Baixos de uma nova inundação. As obras do projeto Delta, concluídas em 1997, estancaram grandes braços de mar no sudoeste dos Países Baixos. Estes enormes diques foram construídos de modo a que tanto o meio ambiente como a navegação e a pesca sofressem o mínimo possível de conseqüências com este estancamento.
"Waterschappen"
O território neerlandês está dividido nos chamados "Waterschappen", órgãos que cuidam da gestão das águas. Dentro de uma determinada área, estes órgãos são os responsáveis pela irrigação, drenagem, dessecagem, purificação das águas e a manutenção dos rios e canais.
Pôlderes
A parte baixa dos Países Baixos consiste principalmente de pôlderes, zonas que foram drenadas e que ficam protegidas por diques. O nível das águas subterrâneas é regulado artificialmente. Antigamente a regulagem era feita por moinhos de água; hoje em dia, através de instalações de bombeamento modernas.
O Afsluitdijk
O dique "Afsluit", o seja o dique de fechamento, com 32 quilômetros de extensão, une as duas províncias neerlandesas Holanda do Norte e Frísia. O antigo Mar do Sul, "Zuiderzee", ficou deste modo separado do Mar do Norte "Noordzee", e contém agora água doce. No "IJsselmeer", Lago IJssel, como este mar interior hoje é chamado, conseguiu-se conquistar cerca de 1.650 km² de terras.
Pontos mais elevados e mais baixos
O ponto mais alto dos Países Baixos encontra-se no sudeste, onde as fronteiras dos Países Baixos, da Bélgica e da Alemanha convergem. O topo do monte Vaalserberg encontra-se a 321 metros acima do nível do mar. O ponto mais baixo, a 6,7 metros abaixo do nível do mar, encontra-se perto de Roterdã.
Plano Delta Grandes Rios
O Plano Delta Grandes Rios, que data do início dos anos cinqüenta, tem a função de, através do fortalecimento dos diques fluviais existentes, proteger as terras contra inundações dos rios Mosa (Maas) e Reno (Rijn) e seus afluentes. A paisagem, a natureza e a história cultural devem, neste processo, ser preservadas o máximo possível.
Meio Ambiente Sustentável
Numa aspiração comum de conseguir uma política de meio ambiente integrada , com o objetivo principal de desenvolvimento sustentável, o estado e as empresas nos Países Baixos fazem acordos sobre a redução dos danos ao meio ambiente. Em princípio, os diversos setores são, eles próprios responsáveis por um plano de ação para atingirem os propósitos ambientais. Quando um plano demora muito a atingir seus objetivos, o estado intervém através de medidas legais. A rígida legislação ambiental estimula o progresso da tecnologia de meio ambiente. A população também participa ativamente na proteção do meio ambiente, por exemplo, separando o lixo, com o que se promove um tratamento de lixo não lesivo para o meio ambiente.
A grande densidade demográfica, a forte industrialização, o aumento da - tão vital para os Países Baixos - mobilidade e a intensiva gestão nas áreas da agricultura e da horticultura obrigam os Países Baixos a atuar sobre o meio ambiente em todos os níveis ao mesmo tempo.
O desencorajamento do uso do automóvel e a promoção do - já em si intensivo - uso da bicicleta, o meio de transporte nacional, são exemplos desta política, bem como a reutilização de produtos ou a coleta de produtos nocivos na agricultura.
A economia de energia e a sua produção mediante fontes solares e eólicas, permanecem assuntos atuais.
Para promover a proteção ao meio ambiente, o estado emprega tanto incentivos financeiros, como subsídios e multas e benefícios fiscais, quanto instrumentos sociais, como amplas informações.
O estado compra e gere valiosas áreas de preservação, que pode designar como patrimônio, e financia também instituições particulares para a compra e gestão de tais áreas. O objetivo é ligar as atuais e as futuras áreas de preservação entre si, de forma a se conseguir uma grande rede natural.
Fonte: Embaixada dos Países Baixos

DECLARAÇÃO RIO 92 - QUAIS OS AVANÇOS CONQUISTADOS NESTES 16 ANOS?


A Declaração do Rio de 1992 encerrou 27 princípios a serem observados pelos Estados em questões relativas ao meio ambiente e desenvolvimento.

Que hoje, 16 anos depois, se transformaram em questionamento, o que realmente foi feito, planejado ou idealizado dentro de cada princípio:


QUAL O PROGRESSO OBTIDO, PRINCIPALMENTE NO QUESITO MEIO AMBIENTE??


1. O papel central da humanidade?

2. Soberania sobre recursos e responsabilidade de prevenir atividades territoriais que causem danos extraterritoriais?

3. Direito de desenvolvimento?

4. Proteção ambiental?

5. Erradicação da pobreza?

6. Países em desenvolvimento?

7. Países desenvolvidos?

8. Padrões insustentáveis de produção e consumo?

9. Cooperação científica e tecnológica?

10. Acesso a informação, alargamento da participação no processos de tomada de decisões?

11. Legislação interna de meio ambiente?

12. Comércio internacional?

13. Responsabilidade e compensação pela poluição e danos ao meio ambiente?

14. Transferência internacional de atividades perigosas e substâncias?

15. Proteção preventiva ao meio ambiente?

16. Aplicação do princípio do "poluidor-pagador"?

17. Avaliação de impacto ambiental?

18. Notificação a outros Estados sobre emergências ambientais?

19. Notificação e consulta sobre atividades que possam produzir efeitos transfronteiriços?

20. Papel da mulher?

21. O papel da juventude?

22. O papel dos povos indígenas?

23. O meio ambiente e os recursos dos povos sobre opressão, dominação e ocupação?

24. Conflitos armados?

25. Paz?

26. Solução de controvérsias?

27. Cooperação de boa fé para o desenvolvimento sustentável?