03 agosto 2008

A CIDADE MAIS POLUÍDA DO MUNDO É DZERZHINSK NA RÚSSIA



Inferno na Terra
Dzerzhinsk, a cidade mais poluída do mundo, tem o solo envenenado e um lago de água quente devido à reação química


Flávia Varella

Todo entardecer é como se um cobertor de chumbo descesse sobre a cidade. O céu fica impregnado de fumaça escura e espessa. O ar é irrespirável. As poucas árvores ainda vivas são franzinas e sem folhas. Os animais desapareceram. Só alguns pássaros resistem, mas parecem desanimados e sem rumo. O solo tem trechos vermelhos, verdes e amarelos, recortados por riachos de um líquido branco e espesso. Assim é Dzerzhinsk, uma cidade industrial a 400 quilômetros de Moscou, apontada pela organização ambientalista Greenpeace como a mais poluída do mundo. Até 1991, a existência desse imenso parque fabril, erguido nos anos 30, era segredo de Estado. Ali se produziam as armas químicas da antiga União Soviética, com resultados devastadores para o meio ambiente. Durante décadas, as chaminés de Dzerzhinsk despejaram no ar toneladas de gases letais como o do pesticida DDT, o gás de mostarda e outros que provocam bolhas na pele e levam à morte.


Com a derrocada do comunismo no Leste Europeu e o fim da Guerra Fria, os produtos usados para fabricar armas foram armazenados em grandes barris, hoje enferrujados e jogados ao léu por toda a cidade. Com o tempo, muitos dilataram e vazaram. O que escapou ajudou a transformar um grande lago local no Mar Branco, um reservatório inflamável de resíduos químicos. O apelido se deve à espuma branca que cobre toda sua superfície. Biólogos dizem que o lago contém a mais alta concentração mundial de dioxina, produto cancerígeno. Mesmo quando a temperatura cai a menos 40 graus Celsius no inverno, o lago fica aquecido por causa dos efluentes químicos. Apesar do enorme perigo que isso representa, muitos moradores de Dzerzhinsk nadam nessas águas porque "são muito agradáveis e nunca congelam", segundo o depoimento de um deles.


Gosto metálico — Atualmente, os produtos químicos feitos ali são menos assustadores, mas a lista inclui venenos como uma versão russa do agente laranja, mercúrio, cloro e chumbo. Grande parte das fábricas de Dzerzhinsk usa cloro e elimina dioxina como resíduo. Essa substância é suspeita de causar, além de câncer, doenças do fígado, da pele e danos ao sistema imunológico. Ela também prejudica o aparelho reprodutor das mulheres e pode passar para os bebês através do leite materno. Amostras de solo da região analisadas apresentaram nível de dioxina 1800 vezes superiores ao permitido na Rússia. A única providência que a prefeitura local tomou até agora foi oferecer uma máscara de gás grátis para cada morador. Pouca gente se interessou pela oferta. Quem chega a Dzerzhinsk logo sente dor de cabeça e um certo gosto metálico na boca. Já os moradores dizem nem perceber o mau cheiro. Estão acostumados, afirmam.


Tosse e câncer — A convivência com a degradação ambiental é tão íntima que já não assusta. Várias pessoas aquecem suas casas nas redondezas da cidade com carvão retirado do solo e impregnado de dioxina. Ao ser queimado, o gás venenoso é liberado no ar. Pequenas plantações fornecem legumes e tubérculos de aparência estranha. Perto das fábricas existem lagos artificiais onde pescadores pegam peixes magrelos para comer e vender. Até dois anos atrás, os residentes de Dzerzhinsk bebiam água de uma fonte local. Ela tinha cheiro ruim e uma aparência vermelho-amarronzada. Em 1996 foi construído um sistema de água encanada. Mas, ainda hoje, se alguém deixar água num jarro durante a noite, ela amanhece com listras verdes e vermelhas.


Os 300.000 habitantes da cidade, embora pareçam não dar muita atenção ao desastre que os circunda, sentem na pele as conseqüências da poluição. A expectativa de vida é de apenas 42 anos para os homens e 47 para as mulheres, muito menos que a média nacional, que é de 58 e 71 anos, respectivamente. A maternidade registra uma taxa de defeitos de nascença três vezes superior à do país. Os problemas de saúde vão de tosse, dores crônicas nas pernas, fígado ineficiente e dificuldade de respiração a cânceres. "Eu sei que estou envenenado e que todo mundo aqui está", afirma Valerie Kuraev, de 59 anos. "Mas nascemos nesta terra e é preciso continuar vivendo. Pensando bem, nós apenas existimos. Isto não é realmente uma vida."
Para não espantar os investidores estrangeiros, as autoridades locais costumam minimizar ou negar os danos ao meio ambiente e à saúde. O chefe do departamento de saúde da cidade, Vladimir Karpov, afirma que a situação é "normal e não difere da de qualquer outra cidade russa". Em 1996, o governo considerou duas vilas vizinhas às indústrias "inabitáveis" e apagou-as dos registros oficiais. Apesar de os nomes de Igumnovo e Petryaevka terem sido banidos dos mapas, as vilas não foram evacuadas. Segundo Lev Fyodorov, um especialista russo em dioxina, ninguém deveria viver nessa área. "De fato, toda a população de Dzerzhinsk deveria ser removida e uma enorme cerca, colocada ao redor e fechada para sempre", diz ele.


Ironicamente, a única perspectiva de melhora dos índices de poluição de Dzerzhinsk está no agravamento da crise econômica que assola a Rússia. A atividade industrial caiu dois terços nos últimos anos e os níveis de poluição acompanharam o declínio. "As crianças costumavam brincar de esconde-esconde no nevoeiro cor de laranja poucos anos atrás", conta a aposentada Valery Gnusarkov. Ainda assim, quase ninguém na cidade aprova a melhora do ar. Os habitantes querem que as fábricas trabalhem em sua capacidade plena, caso contrário podem perder o emprego. Jovens de outras localidades continuam chegando à cidade em busca de trabalho. A maioria dos trabalhadores recebe entre 100 e 200 dólares por mês e sabe que oportunidades assim são raras na nova Rússia.
Fonte: http://veja.abril.com.br/071098/p_083.html

O ALERTA DO RIO SÃO FRANCISCO - ESTE RIO PODE MORRER


A exploração dos recursos hídricos, minerais, vegetais e humanos de toda a bacia do Rio São Francisco durante 500 anos trouxeram danos, alguns irreparáveis, a toda a região.

ASSOREAMENTO,

DESMATAMENTO,

EROSÃO E

POLUIÇÃO

são problemas enfrentados pela população do vale há anos, e o tipo de impacto ambiental está diretamente ligado à atividade econômica desenvolvida em cada região.
O uso indiscriminado dos recursos naturais é, atualmente, o maior perigo à sobrevivência do rio. Certas análises apontam que esses abusos podem resultar em um desgaste e até mesmo esgotamento dessas fontes.
No Alto São Francisco,

A CONCENTRAÇÃO DEMOGRÁFICA,

AS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO QUADRILÁTERO FERRÍFERO E

AS INDÚSTRIAS DE TRANSFORMAÇÃO DA GRANDE BELO HORIZONTE

respondem pela degradação ambiental daquele trecho. Além destes,

O GARIMPO DE DIAMANTES desfigura o leito do rio com grandes dragas, lançando depois o material retirado em suas margens que voltam ao rio nas enxurradas.
Ainda no Alto São Francisco, mas já entrando no Médio e Sub-Médio, a principal fonte de poluição é a AGRICULTURA, praticada sem preocupações com a preservação dos recursos hídricos. Os projetos de IRRIGAÇÃO E AGRICULTURA provocam o DESMATAMENTO DA MATA CILIAR (a fatalidade) e, conseqüentemente, carregam sedimentos para o leito do Rio. A vegetação nativa, que em 1970 cobria 85% dos 12 milhões de hectares do norte de Minas Gerais, em 1990 estava reduzida a 35%. E a cada ano, mais de 400 mil hectares de cerrado são desmatados na bacia, o equivalente a mais de mil hectares por dia.
O desmatamento das margens do lago da represa de Três Marias, assim como de vários trechos das margens do Velho Chico, provoca processos violentos de erosão, como a voçoroca acima. A construção de hidrelétricas ao longo do rio também é um grave problema, que põe em risco sua própria existência. Além das transformações significativas que obras como barragens e usinas provocam na área onde são instaladas, com reflexos diretos na vegetação e vida animal, o regime das águas também é afetado. No Baixo São Francisco, uma preocupação de cientistas e ambientalistas é a regularização do fluxo de água, prejudicado e tornado irregular com todas as mudanças feitas no percurso e pelo uso excessivo do recurso.
As sucessivas barragens feitas ao longo do rio provocam um processo quase irreversível de assoreamento, pois diminuem a correnteza natural, formam bancos de areia e transformam os drenos naturais de água em áreas pantanosas. Além disso, a regularização dessas usinas tem provocado efeitos também na atividade pesqueira e na cultura do arroz feitas pela população da área. A extinção de lagoas e várzeas naturais onde ocorria a reprodução e captura dos peixes, e onde tradicionalmente se fazia a plantação do arroz, ameaça a sobrevivência de espécies naturais e da própria população local.
Foto: 1 - João Zinclar; 2 - Fernando Zarur - Represa de 2 Marias = MG, voçoroca

02 agosto 2008

É POSSÍVEL, AINDA, SALVAR NOSSO PLANETA???

Sem dúvida alguma, esta é uma pergunta de difícil resposta, mas precisamos fazer algo...dar um pouco de cada um de nós, buscarmos alternativas para os emissores de gases poluentes, coibirmos os abusos ambientais, zerarmos os desmatamentos em nossas florestas, reflorestarmos ou seja plantarmos florestas para uso comercial.

Não podemos olhar o planeta do alto de um morro e acreditarmos que nada irá mudar, que nossos recursos naturais são inesgotáveis e que ambientalistas são loucos com pesadelos ou desvarios ambientais...tenham certeza, meus queridos amigos, que não!

Ambientalistas são homens (homens e mulheres) normais, são apenas pessoas que exergam a realidade ambiental com olhos catalizadores de efeitos diversos, provocadores de distorções e acelerações nas mudanças climáticas e nas condições de vida do planeta.

Vamos todos, meus queridos, olhar este mundo com um olhar mais crítico, mais analítico, mais amoroso...este é o nosso habitat, e precisamos tomar conta de nossa CASA!

Infelizmente, grande parte dos políticos do mundo, se omitem, não se interessam ou fazem "vistas grossas" para os problemas ammbientais, ou não têm coragem de enfrentar a realidade e darmos um basta nas atividades nefastas para a natureza.

Precisamos de políticos ágeis, corajosos, cientes e conscientes dos males que afetam o nosso ecossistema terreste. Seres comprometimos e com responsabilidade para que possamos recuperar o tempo perdido e tentar reduzir o mal que se abate sobre terra.


02/08/2008Krugman: esse planeta pode ser salvo?
Paul Krugman

Colunista do The New York Times


O site The Politico perguntou recentemente a Nancy Pelosi, porta-voz da Câmara dos Deputados norte-americana, por que ela estava bloqueando as tentativas de transformar as emendas sobre perfuração de poços de petróleo no mar em leis de incentivo. "Estou tentando salvar o planeta; estou tentando salvar o planeta", ela respondeu.Fico contente em saber. Mas continuo preocupado com as perspectivas do planeta.Verdade, a declaração de Pelosi foi uma lembrança feliz de que a política ambiental não está mais nas mãos de loucos. Lembre-se de que há menos de dois anos o senador James Inhofe - um teórico da conspiração que insistia que o aquecimento global era uma "grande fraude" perpetrada pela comunidade científica - era o presidente do Comitê de Meio Ambiente e Serviços Públicos do Senado.

Além disso, a resposta de Pelosi mostra que ela compreende as questões mais profundas por trás do debate atual sobre energia.

A maior parte das críticas sobre a decisão de John McCain de seguir o rumo tomado pelo governo Bush e adotar a perfuração de poços oceânicos para combater os preços altos da gasolina tem se concentrado na acusação de que isso é uma visão econômica viciada - o que é verdade.Uma propaganda da campanha de McCain diz que os preços da gasolina estão em alta porque "algumas pessoas em Washington ainda são contra a perfuração oceânica nos Estados Unidos". Isso é basicamente desonesto:o próprio Departamento de Informações sobre Energia dos EUA diz que remover as restrições para a perfuração oceânica não levaria a uma produção adicional de petróleo até 2017, e que essa a produção extra teria um impacto "insignificante" nos preços do petróleo mesmo quando atingisse o seu ápice.

Ainda mais importante que a visão econômica ruim de McCain, todavia, é o que sua mudança de idéia em relação ao assunto - ele já foi contra a perfuração oceânica - diz a respeito de suas prioridades.

Quando ele ainda cultivava uma imagem de rebeldia, McCain retratava a si mesmo como alguém com uma consciência ambiental maior do que o restante de seu partido. Ele chegou até mesmo a apoiar uma lei que demandava um sistema de créditos de carbono para limitar as emissões de gás de efeito estufa (apesar de suas declarações recentes sugerirem que ele não compreende a própria proposta). Mas ao que parece, bastou a sedução de obter algum ganho político para transformá-lo novamente em um republicano adepto do perfurar-e-queimar.

E o planeta não pode se dar ao luxo de tolerar esse tipo de cinismo.Por si só, as restrições em relação à perfuração oceânica são um assunto de importância modesta. Mas os conflitos sobre a perfuração são o estágio inicial de uma briga muito maior em relação à política ambiental. O que está em jogo nessa briga, acima de tudo, é se nós iremos entrar em ação contra a mudança climática antes que seja absolutamente tarde demais.

É verdade que os cientistas não sabem exatamente o quanto as temperaturas mundiais irão aumentar se continuarmos tocando com nossos negócios como sempre. Mas essa incerteza é exatamente o que torna a ação tão urgente. Ao mesmo tempo em que existe a possibilidade de agirmos contra o aquecimento global para depois descobrir que o perigo havia sido superestimado, também existe a possibilidade de não agirmos e depois descobrirmos que os resultados da inação foram catastróficos.

Qual risco você prefere correr?

Martin Weitzman, economista de Harvard que tem conduzido a maior parte dos debates recentes de alto-nível, oferece alguns números sóbrios.Depois de pesquisar uma ampla variedade de modelos climáticos, ele argumenta que, no geral, eles sugerem uma possibilidade de 5% de que as temperaturas do planeta possam aumentar em mais de 10 graus Celsius (ou seja, as temperaturas do mundo irão aumentar 18 graus Farenheit). Conforme Weitzman aponta, isso é o suficiente para "efetivamente destruir o planeta Terra tal como o conhecemos". É uma total irresponsabilidade se não fizermos tudo que pudermos para eliminar essa ameaça.Agora as más notícias: a total irresponsabilidade pode ser uma estratégica política vencedora.

O argumento de McCain, de que os opositores da perfuração oceânica são responsáveis pelo preço alto da gasolina, é ridículo - e os principais veículos noticiosos apontaram isso, dando crédito a eles. Ainda assim a manobra de McCain parece estar funcionando: o apoio público para acabar com as restrições à perfuração aumentou drasticamente, com cerca de metade dos eleitores dizendo que o aumento na perfuração oceânica iria reduzir os preços da gasolina dentro de um ano.

Por isso a minha preocupação: se um argumento totalmente falso de que a proteção ambiental contribui para aumentar o preço da energia consegue esse tanto de força política, quais são as chances de adotar ações sérias contra o aquecimento global? Afinal, um sistema de créditos de carbono seria na realidade uma taxa sobre as emissões (apesar de McCain aparentemente não saber disso), o que de fato aumentaria os preços da energia.

O único jeito de conseguirmos alguma ação, eu diria, é se aqueles que estão impedindo a ação passarem ser vistos não apenas como equivocados, mas sim como imorais. Incidentalmente, foi por isso que fiquei desapontado com a resposta de Barack Obama à postura de McCain em relação à política energética - de que aquilo era "a mesma política de sempre". Obama se mostrou indiferente quando deveria ter se mostrado indignado.Mas como já disse, estou muito feliz de saber que Nancy Pelosi está tentando salvar o planeta. Eu só gostaria de ter mais certeza de que ela terá sucesso.

Tradução: Eloise De Vylder

01 agosto 2008

PARA SALVAR O CLIMA DO PLANETA

Plano sustentável no setor elétrico para salvar o clima
Sumário Executivo – 6 de julho de 2007

Graças à redução no uso de combustíveis fósseis e nuclear, a economia média anual do
cenário de [r]evolução energética é dez vezes maior do que investimento inicial nas tecnologias
renováveis.
Ameaças climáticas e soluções
Mudanças climáticas globais, causadas pelo implacável aumento dos gases de efeito estufa na
atmosfera da Terra, já prejudicam ecossistemas e provocam cerca de 150 mil mortes por ano. Um aquecimento global médio de apenas 2°C ameaça milhões de pessoas com aumento da fome, de doenças como a malária, enchentes mais freqüentes e redução da oferta de água.
Para que a elevação da temperatura seja mantida dentro de limites aceitáveis, é necessário reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa – o que faz sentido tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico. O principal gás de efeito estufa é o dióxido de carbono (CO2), produzido pela utilização de combustíveis fósseis em energia e transporte.
O aumento crescente dos preços do petróleo e gás, a "militarização" da oferta de energia por razões políticas (Rússia/Ucrânia, Rússia/União Européia, Venezuela/Estados Unidos, Argentina/Chile, etc) e a dependência por matérias-primas concentradas em algumas das regiões mais instáveis do mundo, colocaram a segurança do suprimento energético como questão prioritária na agenda política internacional.
Um motivo para o aumento dos preços dos combustíveis fósseis – especialmente do petróleo e
gás natural – é a redução das reservas e o aumento dos custos de produção. Os dias de "fartura de petróleo e gás" estão chegando ao fim, abrindo precedentes para a utilização de fontes não
convencionais como o xisto betuminoso ou o arenito betuminoso, com grandes impactos
ambientais.
O carvão também enfrenta o aumento de preços. A China, tradicional exportador de carvão,
passará a importar o combustível em breve para saciar seu boom econômico. Ao mesmo tempo, a perspectiva para captação e armazenamento do CO2 depois de 2020 (seja ela real ou apenas um desejo) está encorajando os países industrializados a construir novas usinas a carvão nos
próximos anos.
Vale lembrar também que o urânio, combustível da energia nuclear, é uma fonte finita na
natureza. * SEMPRE É IMPORTANTÍSSIMO ATENTARMOS PARA OS RISCOS DAS USINAS NUCLEARES.
Em contrapartida, as reservas de energias renováveis - tecnicamente acessíveis globalmente - são suficientes para oferecer cerca de seis vezes mais energia do que o mundo consome atualmente, para sempre.
Tecnologias renováveis variam consideravelmente em termos de desenvolvimento técnico e
econômico, mas há fontes que oferecem opções cada vez mais atraentes. Dentre as opções já
consolidadas encontram-se a eólica, biomassa, fotovoltaica, térmica solar, geotérmica, oceânica e
hidrelétrica. A característica comum entre estas fontes é que todas produzem pouco ou nenhum
gás de efeito estufa e são recursos abundantes. Várias destas tecnologias já encaram o mercado de forma competitiva. Os custos das renováveis tendem a diminuir na medida do desenvolvimento tecnológico, aumento dos preços dos combustíveis fósseis e a monetarização global da redução de emissões de dióxido de carbono.

31 julho 2008

NOVAS ESPÉCIES ANIMAIS - AMAZÔNIA BRASIL











30/07/2008 - Expedição acha espécies diferentes na Amazônia;

Uma expedição na floresta amazônica da Guiana descobriu espécies de peixes, sapo e morcegos que podem nunca ter sido catalogadas. Uma equipe de cientistas e cineastas passou seis meses observando animais na floresta para um documentário da BBC chamado Lost Land of the Jaguar (Terra Perdida do Jaguar, em tradução literal). A equipe acredita ter encontrado duas espécies novas de peixes, uma de sapo e várias de morcegos. Após capturar os animais, os estudiosos estão agora verificando em laboratório se eles são de fato novos. Uma das espécies que pode não ter sido catalogada é um pequeno peixe listrado, que foi capturado próximo do acampamento da expedição. A outra seria um pequeno peixe-gato parasita, que foi encontrado nas escamas de outro peixe-gato. "Em pouco tempo, nós capturamos centenas de espécies, 10% das quais podem ser novas para a ciência. Era irreal, inacreditável", disse o zoólogo George McGavin, um dos apresentadores do documentário. "Pegá-los é a parte fácil, a parte difícil é voltar para o laboratório e examinar as espécies, comparando-as com as coleções e os livros - vendo se elas são novas para os cientistas. Uma hora de trabalho de campo pode significar centenas de horas no laboratório." A expedição também filmou uma sucuri - a mais pesada cobra do mundo, "que parece uma pilha de pneus de tratores", segundo McGavin - e a maior espécie de águia do mundo.




Fonte: BBC/UOL Notícias

CHINA FAZ CHOVER PARA DESPOLUIR O CÉU DE PEQUIM

30/7/2008 - Chineses lançam iodeto de prata para provocar chuva na cidade dos Jogos

Daniel Bortoletto ENVIADO ESPECIAL A PEQUIM
Plinio Rocha ENVIADO ESPECIAL A PEQUIM
Promessa feita, promessa cumprida. Na semana passada, membros do departamento de meteorologia de Pequim garantiram que a chuva chegaria nesta semana, para limpar o céu e melhorar a qualidade do ar. A idéia é que a visibilidade esteja boa para 8 de agosto, dia da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. E na China, mais do que em qualquer lugar atualmente, eles têm como garantir o céu limpo.
Isso porque já entrou em ação o plano para "forçar" precipitações na cidade. Para isso foi criado o Centro Nacional para Manipulação das Condições Atmosféricas, que já atua, mas que estará funcionando com máxima eficiência apenas em 2010. A prática da emissão de iodeto de prata na atmosfera começou e a tendência é que a água caia com mais freqüência do céu chinês nos próximos dias. Como prometido, já choveu na madrugada de segunda para terça-feira em Pequim, depois de uma semana abafada e quente.
A luta que o governo e os organizadores dos Jogos travam para melhorar a qualidade do ar é tão grande que os métodos usados para criar chuva lembram práticas de guerra. Canhões, aviões e até foguetes são usados para lançar o iodeto de prata nas nuvens. A freqüência com a qual os "ataques" acontecem está ligada à vontade dos manipuladores. São Pedro aceita as "ordens" de chuva e não tem decepcionado.
O método, porém, não é visto com bons olhos por parte da população. O medo é de que a chuva artificial seja ácida. Algo negado pelos meteorologistas chineses, que preferem ressaltar os esforços feitos para que as condições melhorem.
- Fazer chover artificialmente é apenas uma das maneiras de melhorar a situação, e não a principal delas. Bons resultados já foram alcançados, e isso é inquestionável - explicou Du Shaozhong, diretor do Departamento Municipal de Proteção ao Meio Ambiente.
Os chineses também comemoram cada vez que seu plano de criar chuva funciona.
- Da segunda metade de junho até julho houve chuvas quase que diárias. Isso foi bom para dispersar e remover a poluição. Podem até dizer que não temos um céu azul, mas no fim de junho tivemos um grande número de dias com boa qualidade do ar - emendou Guo Hu, diretor do Observatório Meteorológico de Pequim.
O que é?
Iodeto de prata
Funções: composto químico usado em fotografia e como antiséptico na medicina. É altamente insolúvel em água e tem estrutura cristalina similar ao gelo, permitindo induzir a fabricação de chuva.
Aparência: amarelo, sólido cristalino
Ponto de fusão: 552°C
Ponto de ebulição: 1.506°C
Fonte: http://msn.lancenet.com.br/especiais/PEQUIM-2008/noticias/08-07-30/347232.stm?china-faz-chover-para-limpar-ceu-de-pequim

30 julho 2008

PEDAÇO DE GELO SE SOLTA DA CALOTA DO ÁRTICO

30/07/2008 - Um grande pedaço da calota de gelo do Ártico se desprendeu da costa do norte do Canadá, segundo cientistas canadenses.
Fotos de satélite mostram que o pedaço tem cerca de 20 quilômetros quadrados e se separou da Ilha Ellesmere.
Este seria o maior pedaço da calota de gelo a se desprender na região desde que um pedaço de 60 quilômetros quadrados se desprendeu em 2005.
O pólo norte está novamente passando por um recuo rápido do gelo neste ano. Mudanças dramáticas estão ocorrendo na região e afetam o gelo no mar aberto e o que está preso à costa.
Rompimentos
Os cientistas, viajando com as Forças Armadas do Canadá, visitaram a área recentemente e descobriram novos rompimentos no gelo que se estendiam por mais de 16 quilômetros.
Junto à ilha Ellesmere ficava uma calota de gelo gigante que cobria quase 10 mil quilômetros quadrados.
Agora esta área de gelo recuou e se transformou em calotas menores que, juntas, cobrem pouco menos de mil quilômetros quadrados.
Com 440 quilômetros quadrados de tamanho e 40 metros de espessura, a Calota de Gelo Ward Hunt (WHIS, na sigla em inglês), de onde se desprendeu este último pedaço, é a maior calota de gelo remanescente da região.
Cientistas estudam a área, pois a região pode fornecer informações sobre o histórico do Ártico.
O processo de datação por radiocarbono é usado na madeira que ficou presa no gelo, no Fiorde Disraeli, e mostrou que a calota está na região por pelo menos 3 mil anos.
Mas, uma análise dos registros sugere que desde o início do século 20 o gelo que forma a Calota de Gelo Ward Hunt teve um recuo de cerca de 90%.
Mecanismo
Os pesquisadores acreditam que o mecanismo que manteve a estabilidade da Calota de Gelo Ward Hunt - água fresca saindo do Fiorde Disraeli e congelando debaixo da calota - pode ter sido prejudicado.
Se isto for constatado, o que restou da WHIS poderá desaparecer rapidamente.
A perda do gelo no Ártico tem implicações globais. O "guarda-sol" branco no topo do planeta reflete a energia do Sol diretamente para o espaço, ajudando a refrescar a Terra.
Maiores perdas do gelo do Ártico farão com que a radiação absorvida pela água do mar, mais escura, e pela terra sem a camada de gelo, possa esquentar o clima na Terra em uma taxa ainda mais rápida do que os dados atuais indicam.
Além disto, como ocorreu em 2005, as autoridades também terão que monitorar este novo pedaço de gelo que se desprendeu. Seu tamanho pode significar perigo para a navegação.
Fonte e foto: UOL notícias