11 agosto 2008

VULCÕES - SERÁ QUE OS CIENTISTAS ESTÃO NO CAMINHO CERTO?



Jennifer Carpenter - 10/08/2008 08:33

Robô vai explorar vulcões a 6 km de profundidade no mar


Cientistas querem conhecer vida próxima aos vulcões mais profundos do mundo.
Cientistas vão explorar os vulcões submarinos mais profundos do mundo, que ficam a seis quilômetros de profundidade no Caribe.
A exploração será feita com o robô submarino Autosub6000 desenvolvido por cientistas da Grã-Bretanha.
A equipe quer analisar e catalogar as formas de vida e as descobertas geológicas feitas pela sonda.
O líder da missão, o professor Jon Copley do Centro Nacional de Oceanografia de Southampton, disse que os cientistas vão explorar uma depressão que se formou quando a placa tectônica caribenha se separou da americana.
A área é conhecida como Depressão Cayman e fica entre a Jamaica e as Ilhas Cayman.
"É a maior depressão vulcânica do mundo e totalmente inexplorada", disse Copley à BBC.
Além do Autosub6000, os pesquisadores também vão utilizar o Isis, outro veículo submarino operado remotamente.
Espécies inéditas
O Autobus6000 será usado primeiro para achar as aberturas de vulcões no solo do oceano. Em seguida, o Isis vai analisar amostras de fluidos e sedimentos em torno dos vulcões, além de coletar amostras de formas de vida.
"Nós temos esperança de achar vários tipos diferentes de aberturas ao longo da depressão", disse Copley.
"Algumas das aberturas serão bastante semelhantes em profundidade às aberturas que nós já conhecemos, e, porque as condições serão parecidas, nós esperamos achar animais bem semelhantes."
Os pesquisadores vão comparar os animais em torno das aberturas com os achados no Atlântico e Pacífico, na esperança de entender melhor os processos que afetam as criaturas marinhas em altas profundidades.
"O oceano profundo é o maior ecossistema do nosso planeta. Se nós vamos usar seus recursos de forma responsável, nós precisamos entender o que determina os seus padrões de vida", disse o cientista.
Os cientistas esperam que, a profundidades superiores a três mil quilômetros, um em cada dois animais serão espécies desconhecidas atualmente.

OS BANCOS DE SEMENTES SÃO DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA O FUTURO DO PLANETA


Olhe amigos, esta notícia é maravilhosa!

Mundo 26.02.2008 - Banco mundial de sementes inaugurado próximo ao Pólo Norte

Cerca de 4,5 milhões de sementes das mais importantes plantas cultiváveis passam a ser guardadas em baixo de montanha da ilha norueguesa de Spitsbergen, situada a apenas mil quilômetros do Pólo Norte.
Com a presença do presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, será inaugurado nesta terça-feira (26/02) o Global Seed Vault (Banco Mundial de Sementes), depósito que irá guardar 4,5 milhões de sementes das mais importantes plantas úteis conhecidas.
Encravados 120 metros dentro da pedra, foram cavados três grandes depósitos no interior de uma montanha do arquipélago ártico norueguês de Spitsbergen, distante cerca de mil quilômetros do Pólo Norte. Se uma planta desaparecer, por motivo de catástrofe, por exemplo, ela poderá ser agora recuperada.
Depósitos de sementes de diversos países do mundo contribuíram para o projeto organizado pela fundação Global Crop Diversity Trust (Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis) e financiado por governos, organizações e o Banco Mundial.


O maior banco de sementes mundial deverá assegurar a diversidade de plantas úteis e cereais. O depósito também foi pensado para, no caso de uma catástrofe global, possibilitar a alimentação da humanidade. Três grandes depósitos medindo 27m x 10m foram cavados no interior da mais alta montanha de Spitsbergen, ilha norueguesa situada no Círculo Polar Ártico, onde as diversas sementes serão armazenadas numa temperatura constante de menos 18° Celsius.
"As instalações foram construídas para abrigar o dobro da quantidade de amostras de sementes que conhecemos", afirma Cary Fowler, diretor administrativo do Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis e mentor do projeto. Para a construção do depósito, a Noruega investiu cerca de 6 milhões de euros.
Cerca de 250 mil amostras de sementes já se encontram armazenadas no novo depósito. Elas continuam a pertencer, no entanto, a seus países de origem. Nem todos os bancos nacionais de genes são bem protegidos e parte da diversidade vegetal já se perdeu.


Desta forma, bancos de sementes iraquianos e afegãos foram destruídos na guerra. Um tufão destruiu outro nas Filipinas. Por este motivo, o novo Banco Mundial de Sementes tornou-se rapidamente conhecido em todo o mundo. Países ameaçados por revoltas como o Paquistão e o Quênia já enviaram amostras de sementes para Spitsbergen. O Banco Mundial de Sementes armazenará amostras provenientes de mais de 1,4 mil bancos de sementes de todo o mundo.
O tesouro representado pelo banco de sementes é protegido por espessas paredes de concreto, porta blindada e sistema de alarme. Eventuais mudanças climáticas também foram levadas em conta pelos arquitetos do novo banco mundial de sementes.
Por este motivo, ele se situa 130 metros acima do nível do mar. Mesmo que boa parte da calota polar derreta, ele continuará seco. O depósito de concreto está preparado para resistir até mesmo a uma guerra nuclear. E no caso de o sistema de refrigeração falhar, o permafrost garantirá que a temperatura não supere 3,5° Celsius.
Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,3149942,00.html

10 agosto 2008

COMO A CHINA ENFRENTOU A POLUIÇÃO A FIM DE LIMPAR O PAÍS PAR AS OLIMPÍADAS



Pequim declarou guerra à poluição, mas smog persiste


Por Jorge Heitor
09.07.2008 - A poluição não será um problema quando dos Jogos Olímpicos de Pequim, em Agosto, voltaram ontem a dizer as autoridades, a um mês do evento. Mas o ar continua coberto de um persistente nevoeiro, carregado de poluição - que a televisão BBC até mediu em directo, com um aparelho portátil.
As autoridades dizem que se vão esforçar por limpar o ar ainda mais, proibindo a circulação de grande número de veículos e até mesmo de camiões de mercadorias que não tenham a matrícula da capital.O persistente smog na cidade e a floresta de algas no porto de Qingdao são as grandes preocupações ambientalistas chinesas na contagem decrescente para a Olimpíada. No entanto, o Governo afirma que as emissões de dióxido de enxofre desceram 4,7 por cento durante o ano passado.A redução dos níveis de poluição é um dos grandes cavalos de batalha do regime chinês. Há milhares de soldados e de voluntários a recolher uma infestação de algas das zonas marítimas de Qingdao, reservadas para as provas olímpicas de vela. Pequim pretende mesmo que as fábricas das províncias em redor da capital interrompam a sua actividade, para que o ar da cidade fique mais limpo para os atletas de todos os continentes.A visibilidade no centro da cidade só tem sido de algumas centenas de metros, com a poluição atmosférica a acentuar a bruma natural. Mas as autoridades não se têm poupado a quaisquer esforços para garantir a qualidade do ar, nuns Jogos que se pretende que sejam de autêntica consagração nacional. O executivo de Pequim, cidade de 17 milhões de habitantes, pediu aos cidadãos que trabalhem a partir de casa sempre que isso se mostrar viável. E às empresas que permaneçam abertas menos horas, de modo a diminuir os engarrafamentos e a fazer da capital uma cidade agradável, sem poluição nem os carros a mais que normalmente tem, para que os muitos visitantes previstos em Agosto não tenham de que se queixar.A verdade, porém, é que com 3,3 milhões de veículos normalmente em circulação é sempre muito difícil conseguir que Pequim deixe de estar classificada entre as cidades mais poluídas de todo o mundo, e passe a respeitar os padrões internacionais de qualidade do ar.

09 agosto 2008

MUNDO - NÃO PRECISAMOS DE GUERRA, O PLANETA NECESSITA DE PAZ


A Geórgia se divide em três partes distintas: a norte e a sul é montanhoso, incluindo, a norte, a vertente sul do Grande Cáucaso, e a sul parte do Pequeno Cáucaso e os primeiros contrafortes das montanhas da Arménia e da Anatólia; ao centro estende-se um amplo vale que toma o cariz de planície costeira junto ao litoral do mar Negro.

Relevo

A Geórgia situa-se na costa oriental do mar Negro. O Cáucaso, fronteira natural entre Europa e Ásia, marca o aspecto montanhoso do relevo. O Grande Cáucaso, ao norte, separa a Geórgia da Rússia e abriga o Shkhara (5204 m), cume da Geórgia e o segundo mais alto da Europa. O Cáucaso Menor (3301 m), ao sul, separa o país da Turquia e da Armênia. Entre ambas as cadeias se formam dois vales fluviais: o do Kura, que desemboca no Cáspio, e o do Rioni, que flui até o Negro criando uma região de terras baixas. É um pequeno país de aproximadamente 69 875 quilômetros quadrados. Apesar de sua pequena área, a Geórgia ostenta uma das topografias mais variadas dentre as antigas repúblicas soviéticas. As montanhas do Cáucaso Menor, que correm paralelas às fronteiras turca e armênia, e as montanhas de Surami e Imereti —que conectam o Cáucaso Menor com o Grande Cáucaso— criam uma barreira natural que são em parte responsáveis pelas diferenças culturais e lingüísticas entre as regiões. Devido a sua altitude e sua pobre infraestrutura de transportes, muitos povoados e vilarejos das montanhas são virtualmente isolados do mundo exterior durante o rigoroso inverno.
Os
terremotos e deslizamentos nestas zonas chegar a ser característicos e moldam o estilo de vida. Entre os desastres naturais mais recentes estiveram o deslizamento em Ajaria, em 1989, que desabrigou centenas de pessoas no sudoeste da Geórgia, e dois terremotos em 1991 que destruiram vários povoados na zona central e norte do país como a região da Ossétia do Sul.
O maior
rio é o Mtkvari (ou também conhecido como Kura, o nome que se da no lado azeri), que depois de atravessar o Azerbajão deságua no Mar Cáspio após percorrer 1.364 quilômetros desde o nordeste da Turquia através dos campos da Geórgia e atravessar a capital Tbilisi. O rio Rioni, o mais comprido do oeste do país, desce pelo Cáucaso Maior e deságua no mar Negro no porto de Poti.

Clima
O clima da Geórgia é extremamente diversificado, considerando que o país é possui um tamanho pouco significativo. Existem duas zonas climáticas principais, como o existente nas zonas leste e oeste do país. As montanhas do
Cáucaso tem grande importância, moderando o clima georgiano e protegendo o país da penetração de correntes de ar gélidas provenientes do extremo setentrional. Os pequenos montes do Cáucaso protegem parcialmente assim mesmo a região da influência de massas de ar quentes e secas do sul.
Grande parte do setor oeste da Geórgia se apresenta como uma zona
úmida subtropical com precipitação que variam entre 1.000 e 4.000 mm. As precipitações tendem a estar uniformemente distribuídas ao longo do ano, apesar de que a chuva pode ser particularmente forte durante os meses de outono. O clima da região varia significativamente com a altitude e por isso a maioria das terras baixas kartvelianas do leste da Geórgia são relativamente quentes através do ano. A pré-cordilheira e as áreas montanhosas têm verões úmidos e frescos e invernos com nevadas: a neve acumulada com freqüência supera os dois metros em muitas regiões. Ajaria é a região mais úmida das regiões do Cáucaso.
O leste da Geórgia tem um clima de transição entre o úmido subtropical e o
continental. Ambos são influenciados pelas massas de ar seco provenientes da Ásia Central e do Cáspio pelo leste e das massas de ar úmidas do Mar Negro pelo oeste. A penetração de massas de ar úmida pelo Mar Negro é freqüentemente impedida pelas montanhas (Likhi e Meskheti), que dividem o país em metades ocidentais e orientais. A precipitação anual é consideravelmente menor em comparação com a do oeste da Geórgia, e nesse sentido o leste do país apresenta verões quentes e invernos relativamente frios. Assim como nas zonas ocidentais da nação, a altitude possui papel importante na zona oriental, e as condições climáticas acima dos 1.500 msnm são consideravelmente mais frescas, e também mais frias, que as presentes nas terras mais baixas. As regiões que estão localizadas acima dos 2.000 msnm freqüentemente sofrem geadas inclusive durante os meses de verão.

08 agosto 2008

APOIO A PROJETOS DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA 2008 - RECEBE PROPOSTAS ATÉ 31 DE AGOSTO



Segundo edital de apoio a projetos de 2008 recebe propostas

As inscrições vão até o final de agosto e podem participar instituições sem fins lucrativos com iniciativas que colaborem para conservação da biodiversidade e das áreas naturais brasileiras.
A espécie nativa capim-rabo-de-burro (Andropogon bicornis)– vegetação mais alta e mais clara – começa a cobrir área tomada pela exótica braquiária (Urochloa sp.) – capim mais baixo e com cor verde mais forte.
A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza recebe propostas para o segundo edital de apoio a projetos de conservação da natureza deste ano. As datas limites para inscrições são: 24 de agosto para envio do formulário on-line e 31 de agosto para envio pelo correio. O site http://www.fundacaoboticario.org.br/ traz as informações completas.
Nos seus 18 anos de trabalho, a Fundação O Boticário já financiou 1.146 projetos, que contemplaram todos os biomas nacionais, inclusive o Marinho, em todos os estados. Mais de 160 unidades de conservação federais, estaduais e municipais tiveram a contribuição de pesquisas para sua criação e proteção. Além disso, 33 espécies foram descobertas e 157 espécies em situação crítica foram estudadas de forma a promover a melhoria de sua proteção no hábitat natural.
Combate às espécies exóticasDentre as linhas de apoio da Fundação está o patrocínio a pesquisas que visem à prevenção ou controle de espécies invasoras. Um exemplo é o projeto Cipó Vivo, do Instituto Guaicuy, que trabalha com o monitoramento e combate do capim-braquiária (Urochloa sp.), espécie exótica, no Parque Nacional da Serra do Cipó e na Área de Proteção Ambiental (APA) do Morro da Pedreira. “Este financiamento foi fundamental, pois estamos enfrentando uma situação de penúria muito grande nas unidades de conservação do país. Com o apoio, conseguimos viabilizar no projeto o casamento das atividades de educação ambiental, monitoramento e combate a incêndios”, explica a analista ambiental do Parque e responsável técnica do projeto, Kátia Ribeiro.
A iniciativa recebeu apoio pela primeira vez em 2006 e, devido aos bons resultados, conseguiu renovar a parceria no primeiro edital deste ano. Na primeira fase, foi implementado um viveiro de mudas nativas da região, utilizadas no replantio de áreas de mata ciliar e terrenos ocupados pela invasora. Também foram estudadas técnicas que efetivamente combatam a invasão e facilitem a volta da floresta nativa. “Atuando em conjunto com a escola local, conseguimos começar a recomposição florística, a braquiária parou a expansão dentro do Parque e os capins nativos começaram a cobrir as áreas invadidas com rapidez”, comemora Ribeiro.
O capim-braquiária, originário da África, é utilizado no Brasil para cultivo de pastagens. Por ter alta capacidade de frutificação e formar uma cobertura muito densa, ela abafa outras plantas e consegue se sobrepor facilmente. Além disso, a espécie se beneficia com a presença de fogo e pisoteio, porque absorve mais rápido que as nativas os nutrientes que ficam disponíveis após esses processos.
Além de implementar medidas para cessar a expansão das gramíneas invasoras, outro objetivo do projeto foi derrubar tabus e trabalhar em conjunto com a comunidade local. “Para a compreensão dos processos ecológicos, tentamos não fazer um discurso xenofóbico, mas mostrar quais os problemas da espécie exótica, que, além de ser de fora, é muito agressiva para as nativas. Ao mesmo tempo, tentando mostrar como ações constantes e insistentes e com uma boa base técnica podem levar ao sucesso uma empreitada grande como essa”, explica Ribeiro.
No início poucos acreditavam que o projeto daria certo, mas quando os resultados começaram a aparecer, vários interessados surgiram. Hoje, muitas pessoas procuram a equipe em busca de informações gerais, de como aprender a cultivar mudas para o projeto ou para oferecer apoio nos mutirões de capina e plantio. “Isso muda a região, passa a idéia de que o parque é um bem comum, ou seja, ajudando num mutirão no parque, você não está trabalhando para o Ibama ou para o Instituto Chico Mendes, mas trabalhando para a população, por algo que é um direito de todos”, conta a analista ambiental.
Nesta nova fase, além de continuar o combate à braquiária e o fortalecimento do voluntariado no Parque, outro objetivo é a seleção de dez jovens, dentre os 120 estudantes que participaram do programa Pesquisadores-mirins no primeiro projeto, para formação como monitores do parque, similar a um guarda-parque.
Saiba maisPara acessar os formulários de inscrição e obter mais informações sobre o edital de apoio a projetos, clique aqui.
Fonte: http://internet.boticario.com.br/portal/site/fundacao/template.PAGE/menuitem.5e4e7c3e0f8fa6d9e4e25afce2008a0c/?javax.portlet.tpst=7c146ae444a89a519341d33658be0826&javax.portlet.prp_7c146ae444a89a519341d33658be0826_viewID=MY_PORTAL_VIEW&javax.portlet.begCacheTok=com.vignette.cachetoken&javax.portlet.endCacheTok=com.vignette.cachetoken&Action=MATERIA&AnoSelecionado=2008&CodMateria=de04922efe26b110VgnVCM1000006f04650aRCRD&Edicao=Edi%E7%E3o+95&ActionAnterior=Action=TITULO;Parametro=Edi%E7%E3o+95

07 agosto 2008

O IMPACTO DA CONSTRUÇÃO DE BARRAGENS




ONGs alertam UE para impacto de construção de barragens

Lisboa, 21/03/2008 (Lusa) - Organizações Não Governamentais do Ambiente (ONGA) alertam, o presidente da Comissão Européia (braço executivo da União Européia, UE), Durão Barroso, para o impacto da construção de 12 novas barragens na qualidade e quantidade dos ecossistemas aquáticos.


Os ambientalistas, em carta enviada a Durão Barroso, reconhecem os aspectos positivos da energia hidroelétrica, mas apontam "danos significativos nos cursos de água" e desvalorizam o impacto na redução das emissões para a atmosfera.Em outubro, o governo português, através do Instituto da Água, apresentou o Programa de Barragens com Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH), um plano estratégico que seleciona, dentro de 25 hipóteses, a localização de dez novas barragens de acordo com critérios sociais, econômicos e ambientais.


Após um processo de avaliação ambiental estratégica, foram selecionadas seis barragens na bacia do Rio Douro, duas na bacia do Rio Tejo e uma nas bacias dos Rios Vouga e Mondego, tendo-se adicionado posteriormente o projeto do Ribeiradio e Baixo Sabor.


O PNBEPH visa aumentar o potencial hidroelétrico do país para 7000 MW, o que representa um acréscimo de 2000 MW até 2020 para reduzir a dependência energética de Portugal, diminuir as emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) e, por último, visando cumprir a meta européia de atingir 20% de produção de energia a partir de fontes renováveis até 2020.


Mas os ambientalistas não vêm apenas os aspectos positivos destes empreendimentos, detectando vários problemas para a natureza.


Em comunicado, o presidente da Liga para a Proteção da Natureza Eugénio Sequeira explica que "os planos de construção de 12 novas barragens serão responsáveis por danos significativos em alguns cursos de água naturais".


O ambientalista acusa o governo de ter "fracassado na avaliação dos impactos ecológicos" e de não ter apresentado soluções alternativas mais efetivas em termos de custos e impactos ambientais, tais como a "microgeração, a expansão da energia solar ou a redução dos consumos".


Estas organizações ambientalistas afirmam que o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável Português (BCSD Portugal) estimou que o país tem potencial para poupar até 40% do seu atual consumo energético através da gestão de procura.


No entanto, afirmam, o governo em vez de se concentrar em soluções de implementação "simples" opta por investir um bilhão de euros num Programa de Barragens, cuja produção de eletricidade é equivalente a 3,3% da energia consumida em Portugal e que apenas diminui em 1% a emissão de gases com efeito de estufa.


Estes ambientalistas denunciam a ausência de uma avaliação "correta" sobre os impactos negativos da implementação deste programa e os benefícios decorrentes da não construção.


E adiantam que o plano das barragens "não apresenta uma avaliação qualitativa ou quantitativa ou qualquer ponderação sobre potenciais alternativas energéticas para a produção da energia prevista pelas barragens propostas", desconsiderando os compromissos governamentais de um aumento de 20% da eficiência energética em 2020 e ignorando a oportunidade de usufruir de tecnologias energéticas mais baratas e renováveis.


Esta ausência de avaliação do impacto da implementação do projeto e sugestão de alternativas exigida pela Diretiva de Avaliação Estratégica de Impactos Ambientais resulta numa violação da Diretiva-Quadro da Água (DQA), consideram os ecologistas.


"O PNBEPH não cumpre os objetivos da DQA no que toca a contribuir para a mitigação dos efeitos das cheias e secas pois este projeto não gera o fornecimento de uma quantidade suficiente de água de boa qualidade para uma utilização sustentável, equilibrada e eqüitativa", referem, na carta enviada ao presidente da Comissão Européia.


Os ambientalistas defendem que, considerando as características climáticas portuguesas, o armazenamento de água em aqüíferos subterrâneos é uma forma mais eficiente de garantir a qualidade e a quantidade de água do que os reservatórios superficiais.


Assim, esta ONGA - constituída pela LPN e Quercus em parceria com as associações Aldeia, Almargem, COAGRET-Portugal, Euronatura, FAPAS, Fundação Nova Cultura da Água, GEOTA, Grupo Flamingo, SPEA e o European Environmental Bureau - exige que Durão Barroso supervisione a concretização deste projeto e garanta que este não tenha seguimento sem antes ser avaliado.
Fonte:http://by124w.bay124.mail.live.com/mail/mail.aspx?&ip=10.1.106.222&d=d3572&mf=0&rru=inbox


Fotos: 1 - Douro Valley, Portugal - Fotógrafo: Travel Ink ; 2 - Douro Valley, Quinta do Monrao, Portugal, Europe - Fotógrafo: Sheila Terry

06 agosto 2008

A CATÁSTROFE ECOLÓGICA DO RIO RENO - 1986

No dia 1 de Novembro de 1986, a água usada para combater um grande incêndio na fábrica Sandoz, na Suíça, empurrou produtos altamente tóxicos para o rio, matando por envenenamento todos os seres vivos no Alto Reno.

O incêndio que começou na noite de 1 de Novembro de 1986, na fábrica da Sandoz, em Basileia (Suíça), abalou a confiança da população europeia na indústria química. Em poucos minutos, os seis mil metros quadrados do depósito 956 foram consumidos pelas chamas. Mais de mil toneladas de insecticidas, substâncias à base de ureia e mercúrio transformaram-se em nuvens tóxicas incandescentes. Tambores de produtos químicos explodiram no ar como se fossem granadas.
O cenário era tão assustador que as autoridades de segurança pública, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, deram alarme geral na região de Basileia. Os moradores da vizinhança foram obrigados a fechar as janelas e permanecer dentro de casa. Quatrocentas mil pessoas estavam em perigo. Directamente ao lado do prédio em chamas, havia um depósito de sódio e fosfórico (cloreto de carbonila) - gás tóxico, utilizado como arma mortífera na Primeira Guerra Mundial.
Protestos da população
Milhares de suíços reagiram com manifestações contra a indústria química, responsável por 50% dos empregos em Basileia. Embora não houvesse mortos e feridos entre os seres humanos, a vítima fatal do acidente foi a natureza. A água usada para apagar o incêndio dissolveu e arrastou para o Reno 30 toneladas de produtos químicos, principalmente agrotóxicos venenosos.Nos dias seguintes, morreram todos os seres vivos do rio, que abastece 20 milhões pessoas - de Basiléia a Rotterdam (Holanda) - com água potável. Entre Basileia e Karlsruhe (na Alemanha) foram encontradas mais de 150 mil enguias mortas. O rio ficou ecologicamente morto após a maior catástrofe já ocorrida no Alto Reno, e que é considerada a pior catástrofe ecológica depois do acidente com o reator nuclear de Tchernobil.
Fonte:http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,666757,00.html