28 agosto 2008

ATENÇÃO: CURSO PRÁTICO EM AGRICULTURA ORGÂNICA - EMBRAPA

Curso Prático em Agricultura Orgânica

Módulo I - 12 e 13 de julho
Módulo II - 26 e 27 de julho
Módulo III - 30 e 31 de agosto
Fazenda Nata da Serra - Serra Negra, SP
Módulo IV - 27 e 28 de setembro
Sítio Catavento - Indaiatuba, SP
Últimas vagas
Público-alvo:
Agricultores, engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, estudantes, comerciantes, ambientalistas e demais interessados.
Objetivo:
Capacitar os participantes para o desenvolvimento de atividades nas áreas de produção, comercialização e assistência técnica de produtos orgânicos.
Formato:
Serão abordadas todas as questões fundamentais da agricultura orgânica, durante quatro fins de semana, sendo um módulo por mês, com carga horária total de 64 horas.
Metodologia
As aulas teóricas serão realizadas no período da manhã e ministradas por profissionais conceituados com temas previamente estabelecidos pela organização técnica. As aulas práticas ocorrerão à tarde, e serão conduzidas por produtor orgânico, visando demonstrar na prática os temas teóricos. À noite haverá apresentação de vídeos para discussões e trabalhos em grupo.

VEJAM OS CURSOS DA EMBRAPA

Embrapa realiza curso de Introdução ao Geoprocessamento

Em 2008 serão apresentados exemplos de aplicações na agricultura e meio ambiente6.8.2008 Especialistas, técnicos e estudantes interessados na aplicação da tecnologia de Geoprocessamento podem se inscrever no Curso de Introdução ao Geoprocessamento, oferecido pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), em 15 e 16 de setembro, das 8 às 17h, no auditório da Unidade, com a parte prática em seu Laboratório de Geoprocessamento e Métodos Quantitativos.
O curso será coordenado pela pesquisadora Emília Hamada, da Embrapa Meio Ambiente e apresentará os principais conceitos envolvidos na disciplina de Geoprocessamento, com exemplos de aplicações na agricultura e meio ambiente, por meio de exposições teóricas e de atividades práticas.
O termo Geoprocessamento surgiu com a introdução dos conceitos de manipulação de dados espaciais georreferenciados por meio de instrumentos computacionais chamados de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). De acordo com Emília, “um SIG é constituído por um conjunto de ferramentas especializadas em adquirir, armazenar, recuperar, transformar e emitir informações espaciais, tornando-se, desta forma, cada vez mais utilizado nos diversos campos de estudo, como a agricultura, o meio ambiente e os recursos naturais”.
Além de introduzir os conceitos básicos de SIG, explica a pesquisadora, serão apresentados e discutidos os fundamentos de cartografia, cartografia temática e introdução ao sensoriamento remoto.Na parte prática, os participantes poderão consolidar o conhecimento teórico com os exercícios propostos em agroclimatologia e em solos, utilizando um aplicativo de SIG.Além da pesquisadora, o curso também terá a participação da engenheira cartógrafa Renata Ribeiro do Valle Gonçalves e do técnico da Embrapa Meio Ambiente, José Tadeu de Oliveira Lana.
A programação abordará a evolução histórica do SIG, dados vetoriais e matriciais, fundamentos de cartografia, posicionamento na Terra, sistemas de coordenadas, projeção cartográfica, sistemas de coordenadas UTM (Universal Transverso de Mercator), escala, classificação de Mapas e Cartas, elementos de planimetria, de altimetria, fonte de dados, aplicação prática em agroclimatologia, cartografia temática, linguagem cartográfica, teoria da comunicação, instrumentos de representação, interação da radiação eletromagnética e principais alvos, principais satélites e sensores, imagens de satélite, técnicas de processamento digital de imagens e aplicação prática em solos.
A inscrição é de R$ 325,00 para profissionais (com desconto para mais de uma inscrição) e R$ 295,00 para estudantes.
Mais informações no site do evento ou pelo e-mail sac@cnpma.embrapa.br.
As vagas são limitadas a 10 participantes.
Cristina TordinJornalista, MTb 28.499
Embrapa Meio Ambiente

VAZAMENTO DE ÓLEO NOVAMENTE MATA NOSSOS PIGUINS


28/08/2008 - 10h36 - Vazamento de óleo mata dois mil pingüins em SC

Pelo menos dois mil pingüins foram encontrados mortos desde domingo nas praias de Santa Catarina com o corpo coberto de óleo. Segundo o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Florianópolis, onde os animais vivos estão sendo levados para tratamento, ainda não se sabe de qual embarcação está vindo o óleo. A mancha de óleo, segundo o Cetas, que deve estar em alto mar, está se deslocando para o sul do Estado.

A Marinha realiza sobrevôos em várias regiões para localizá-la.
O centro, que recebe diariamente nesta época do ano entre dois a três animais, está recebendo agora de 30 a 40 com o corpo cheio de óleo. Quando o pingüim se suja de óleo, ele perde a impermeabilidade natural das penas e a água gelada entra em contato direto com o corpo, baixando a temperatura e podendo levar à morte. Para dar conta de cuidar de tantos animais, o Cetas vai receber o apoio de biólogos e veterinários do Rio Grande do Sul e vai contar também com a ajuda de técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Brasília.

27 agosto 2008

ROUPAS DESCARTÁVEIS PREJUDICAM O MEIO AMBIENTE


26/08/2008 - 21h47 - Estudo britânico revela que roupas baratas prejudicam o meio ambiente
O fenômeno britânico da roupa barata, que é descartada depois de utilizada quatro ou cinco vezes, contribui para o desastre ambiental do planeta, informou o jornal inglês The Observer, que citou dados do Ministério Britânico para o Meio-Ambiente e a Agricultura (Defra) e um relatório da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Lordes.Segundo o jornal, a cultura "cheap fashion", que tem se consolidado nos últimos anos no Reino Unido, é responsável pela emissão de mais de três milhões de toneladas de gás carbônico ao ano.
Além de levar a um aumento progressivo da poluição ambiental, a produção de roupas de baixa durabilidade incentiva a exploração de mão-de-obra, muitas vezes de menores de 18 anos.
O jornal estima que os britânicos descartem cerca de dois milhões de toneladas de roupa por ano, acrescentando que entre 2003 e 2007 os preços das peças básicas de vestuário caíram em média 10%.
Fonte: Da Ansa, em Londres

26 agosto 2008

A AUSÊNCIA DE CHUVAS EM BRASÍLIA - DF

Em Brasília, DF, onde não chove desde o início de maio (ao menos 115 dias de estiagem), pode chover fraco no final da semana, entre sexta (29) e sábado (30). De acordo com os meteorologistas da Somar, instabilidades associadas a uma frente fria entre o Sul e o Sudeste provocarão pancadas de chuva de maneira isolada na Capital Federal. Apesar desta chuva ajudar a melhorar os índices de umidade relativa do ar nos arredores, é apenas um paliativo, já que as chuvas ainda não retornarão de maneira mais generalizada à Região Centro-Oeste. Este sistema frontal também irá provocar chuvas no Mato Grosso do Sul, já a partir da noite de quinta-feira e no Mato Grosso, na sexta-feira. No domingo, retorna uma condição prolongada de tempo seco e quente em toda a Região. Sem o fenômeno La Niña, este ano as chuvas da primavera/verão voltam no seu período normal e a mudança no padrão atmosférico virá a partir de meados de setembro para o Centro-Oeste.

Fonte:

A ENERGIA EÓLICA NO BRASIL E O PARQUE ENERGÉTICO DE OSÓRIO-RS


Foto: Vista Aérea do Parque Eólico de Osório em janeiro de 2007.


No Brasil, a energia eólica é bastante utilizada para o bombeamento de água na irrigação, mas quase não existem usinas eólicas produtoras de energia elétrica. No final de 2007 o Brasil possuía uma capacidade de produção de 247 MW, dos quais 208 MW foram instalados no decorrer de 2006. O Brasil é o país da América Latina e Caribe com maior capacidade de produção de energia eólica.
O primeiro projeto de geração eólica no país foi desenvolvido em
Pernambuco, na ilha de Fernando de Noronha, para garantir o fornecimento de energia para a ilha que antes só contava com um gerador movido a diesel.
Quase todo o território nacional possui boas condições de vento para instalação de aerogeradores. A energia eólica brasileira teve um grande impulso com o programa do Governo Federal, o
Proinfa, que possibilitará a instalação de novas usinas em diversas localidades brasileiras, principalmente no litoral nordestino e no litoral sul do Brasil. Desde 2000 foram instaladas as usinas de Mucuripe (Fortaleza-CE), Prainha (CE), e as maiores são o Parque Eólico de Osório (RS), que produz 150 MW e a de Rio do Fogo (Rio do Fogo-RN).

O PARQUE EÓLICO DE OSÓRIO-RS - BRASIL


O parque eólico de Osório é um parque de produção de energia eólica na cidade de Osório, RS. É composto por 75 torres de aerogeradores de 98 metros de altura e 810 toneladas de peso cada uma, podendo ser vistas da auto-estrada BR-290 (Free-Way), RS-030 e de praticamente todos os bairros da cidade.
O parque tem uma capacidade instalada estimada em 150 MW (energia capaz de atender uma cidade de 700 mil habitantes), sendo a maior usina eólica da
América Latina. O fator de capacidade médio dos parques eólicos de Osório é de 34%, o que significa dizer que ele produz, em média, 34% da capacidade total instalada. A média mundial deste fator é de 30%.
O Parque de Osório é um empreendimento da Ventos do Sul Energia, pertencente à espanhola Enerfin/Enervento (Grupo Elecnor) com 90%, à alemã Wobben com 9% e à brasileira CIP Brasil, com 1%. O empreendimento envolveu um aporte de R$ 670 milhões, dos quais 69% financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Dentro do
parque eólico estão sendo construídos 24 km de estradas.

O parque tem 75 torres de aerogeradores de 98 metros de altura e 810 toneladas de peso cada uma, modelo E-70/2000 KW, sendo que com as hélices atingem 140 metros de altura (as pás têm 35 metros de comprimento cada, totalizando um diâmetro de mais de 70 metros, contando o rotor onde são fixadas). As turbinas eólicas responsáveis pela geração de energia chegam a pesar cerca de 100 toneladas. Os módulos das torres são construídos em Gravataí e montados em Osório. As pás dos aerogeradores são fabricadas em Sorocaba (SP) pela Wobben Windpower, subsidiária da ENERCON GmbH, da Alemanha.

ENERGIA EÓLICA - UMA ALTERNATIVA VIÁVEL


A energia eólica tem sido aproveitada desde a antiguidade para mover os barcos impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de moinhos, ao mover as suas pás. Nos moinhos de vento a energia eólica era transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para bombear água. Os moinhos foram usados para fabricação de farinhas e ainda para drenagem de canais, sobretudo nos Países Baixos.

O navio a turbovela "Alcyone" foi especialmente projetado para receber a tecnologia de duas unidades de turbovela de Cousteau.
Na atualidade utiliza-se a energia eólica para mover
aerogeradores - grandes turbinas colocadas em lugares de muito vento. Essas turbinas tem a forma de um catavento ou um moinho. Esse movimento, através de um gerador, produz energia elétrica. Precisam agrupar-se em parques eólicos, concentrações de aerogeradores, necessários para que a produção de energia se torne rentável, mas podem ser usados isoladamente, para alimentar localidades remotas e distantes da rede de transmissão. É possível ainda a utilização de aerogeradores de baixa tensão quando se trate de requisitos limitados de energia eléctrica.
A energia eólica é hoje considerada uma das mais promissoras fontes naturais de energia, principalmente porque é renovável, ou seja, não se esgota. Além disso, as turbinas eólicas podem ser utilizadas tanto em conexão com redes elétricas como em lugares isolados.
Em
2005 a capacidade mundial de geração de energia elétrica através da energia eólica era de aproximadamente 59 gigawatts, - o suficiente para abastecer as necessidades básicas de um país como o Brasil - embora isso represente menos de 1% do uso mundial de energia.
Em alguns países a energia elétrica gerada a partir do vento representa significativa parcela da demanda. Na
Dinamarca esta representa 23% da produção, 6% na Alemanha e cerca de 8% em Portugal (dados de setembro de 2007) e na Espanha. Globalmente, a geração através de energia eólica mais que quadruplicou entre 1999 e 2005.
A energia eólica é renovável, limpa, amplamente distribuída globalmente, e, se utilizada para substituir fontes de combustíveis fósseis, auxilia na redução do efeito-estufa.
O custo da geração de energia eólica tem caído rapidamente nos últimos anos. Em 2005 o custo da energia eólica era cerca de um quinto do que custava no final dos anos 90, e essa queda de custos deve continuar com a ascensão da tecnologia de produção de grandes aerogeradores. No ano de
2003 a energia eólica foi a forma de energia que mais cresceu nos Estados Unidos.
A maioria das formas de geração de eletricidade requerem altíssimos investimentos de capital, e baixos custos de manutenção. Isto é particularmente verdade para o caso da energia eólica, onde os custos com a construção de cada aerogerador pode ficar na casa dos milhões de reais, os custos com manutenção são baixos e o custo com
combustível é zero. Na composição do cálculo de investimento e custo nesta forma de energia levam-se em conta diversos fatores, como a produção anual estimada, as taxas de juros, os custos de construção, de manutenção, de localização e os riscos de queda dos geradores. Sendo assim os cálculos sobre o real custo de produção da energia eólica diferem muito, de acordo com a localização de cada usina.
Apesar da grandiosidade dos modernos moinhos de vento, a tecnologia utilizada continua a mesma de há 1.000 anos, tudo indicando que brevemente será suplantada por outras tecnologias de maior eficiência, como é o caso da
turbovela, uma voluta vertical apropriada para capturar vento a baixa pressão ao passar nos rotores axiais protegidos internamente. Esse tipo não oferece riscos de colisões das pás com objetos voadores (animais silvestres) e não interfere na audio-visão. Essa tecnologia já é uma realidade que tanto pode ser introduzida no meio ambiente marinho como no terrestre.