16 setembro 2008

A NATUREZA EM DESEQUILIBRIO - TAYWAN

16/09/2008 - 13h19 - Sobe para 11 o número de mortos por causa de tufão em Taiwan
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O número de pessoas mortas pelo tufão Sinlaku em Taiwan chegou a 11 nesta terça-feira, informaram autoridades locais. Entre as vítimas estão sete pessoas que morreram ao serem esmagadas dentro de seus carros em um túnel destruído por um desmoronamento de terra, no centro da ilha. Outras 11 pessoas ainda estão desaparecidas.
Equipes de emergência ainda buscam cinco pessoas que sumiram depois que parte de uma ponte de 600 metros de altura desabou devido às fortes chuvas de domingo (14) no Condado de Taichung, centro de Taiwan. Outras três pontes na ilha foram interditadas depois que as autoridades notaram rachaduras provocadas pelas tempestades.
O governo prometeu fortificar todas elas.
O Sinlaku já causou prejuízo de US$ 15,6 milhões à agricultura do país, conforme o órgão responsável. No domingo, as enchentes em Taiwan chegaram a 1,6 metro e centenas de pessoas foram retiradas do entorno dos rios que transbordaram.
Na tarde desta terça-feira, o tufão perdeu força e já é classificado como uma tempestade tropical. No momento, está na cidade de Keeling, extremo norte da ilha, informou a Agência Central Climática de Taiwan. Com trajeto em direção ao nordeste, a tempestade deve chegar ao Japão na sexta-feira (19).
Na segunda-feira (15), o tufão atingiu as províncias de Zhejiang e Fujian, no leste da China e obrigou 460 mil pessoas a deixarem suas casas, de acordo com a agência oficial Xinhua.
Fonte: Reuters e Associated Press

VERBA PARA A AMAZÔNIA - FROM NORUEGA

O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, está no Brasil e assinou com o nosso presidente, um acordo que prevê a doação de 1 bilhão de dólares para o Fundo Amazônia, até 2015

14 setembro 2008

AMAZÕNIA - DETEX (DETENÇÃO DE EXPLORAÇÃO SELETIVA)



Sistema de vigilância por satélite permite detectar até corte de árvores individuais
O Detex é o sistema mais detalhista de monitoramento de desflorestamento.Inpe vai monitorar a primeira área pública de manejo florestal.


Dennis Barbosa Do Globo Amazônia, em São Paulo
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A Floresta Nacional do Jamari (RO), que em agosto se tornou a primeira do país a ter áreas licitadas pelo governo federal para manejo sustentável, será controlada com o novo sistema de monitoramento de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o mais detalhado de que o órgão dispõe. O Detex (Detecção de Exploração Seletiva) foi desenvolvido para controlar distritos florestais com alto nível de detalhe, identificando atividades madeireiras no meio da floresta. Isso inclui a localização de picadas, pátios para armazenamento de madeira e o sumiço de árvores individuais, atividade conhecida como corte seletivo. O sistema é o terceiro utilizado pelo Inpe para monitorar o desflorestamento na Amazônia. Já existem o Programa de Cálculo de Desflorestamento da Amazônia (Prodes), levantamento anual da devastação da Amazônia Legal, e o Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que faz uma varredura mais rápida da região - a publicação dos dados é mensal. O diferencial do Detex é a observação detalhada de extensões menores. Ele coleta imagens de áreas de 20 metros por 30 metros, mais definidas que as utilizadas pelo Prodes (30 m por 30 m) e pelo Deter (250 m por 250 m). As fotografias são captadas pelos satélites sino-brasileiros CBERS e pelo americano Landsat. A utilização de radares aerotransportados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) ainda está sendo estudada.
Jamari
No dia 18 de agosto, nove meses após abertura de edital, o governo conseguiu licitar a Floresta Nacional do Jamari (RO), primeira área de concessão florestal para manejo sustentável do Brasil. Segundo informações da Agência Brasil, a licitação foi alvo de disputa judicial no Supremo Tribunal Federal (STF). As três áreas licitadas somam 96 mil dos 220 mil hectares da unidade e devem render R$ 3,8 milhões anuais aos cofres públicos. As empresas vencedoras da concorrência poderão explorá-las por 40 anos. "Depois de muito tempo em banho-maria, começaram nas florestas públicas as licitações para uso sustentável. Você tem uma floresta, explora um quarenta avos a cada ano e daqui a 40 anos a floresta ela está do mesmo tamanho. Produz madeira, móveis e armários, pagam salários e a floresta fica do mesmo tamanho" disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. "Faremos várias outras (licitações). A melhor forma de combater a madeira ilegal é o aumento da oferta da madeira legal de manejo", completou. A função do Detex, segundo explica o coordenador do programa Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano, será permitir que o Serviço Florestal Brasileiro, órgão do Ministério do Meio Ambiente, fiscalize o manejo na Floresta do Jamari. “O Detex inicialmente seria voltado apenas para extração em florestas públicas, mas, por solicitação do Ibama, esperamos que até o fim do ano esteja disponível também para áreas de manejo privadas”, disse o coordenador. O Detex já foi testado nos entornos de duas estradas federais da região, e em duas florestas nacionais: Jamari e Saracá-Taquera. Segundo o Inpe, ele será empregado em todas as florestas públicas da Amazônia Legal.

12 setembro 2008

A TRAGÉDIA BRASILEIRA - ENERGIA NUCLEAR NÃO!!!!

12/09/2008 - Programa nuclear brasileiro prevê 50 novas usinas em 50 anos, diz Lobão CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) afirmou nesta sexta-feira que o governo pretende ampliar o programa nuclear brasileiro. Segundo ele, além da construção da Usina de Angra 3, o governo planeja fazer pelo menos 50 novas usinas nos próximos 50 anos, que devem totalizar 60 mil megawatts a mais de energia nuclear na matriz energética

. "A idéia é que seja instalada uma nova usina a cada ano. Para se ter uma idéia, o total da matriz brasileira chega hoje em dia a 100 mil megawatts instalada", disse Lobão, após visita à Central Nuclear de Angra, no Rio de Janeiro. O ministro visitou as futuras instalações da Usina de Angra 3, cujas obras estão previstas para serem iniciadas em abril de 2009. Os trabalhos de preparação do local para a futura usina já foram iniciados, no entanto. A estimativa é que Angra 3 comece a operar cinco anos após o início da construção. Lobão negou que a Eletronuclear [estatal responsável pela obra e pela operação da usina] pretenda pedir mudanças relativas às exigências ambientais apresentadas para que a obra saia do papel. Uma das condições feitas pelo Ministério do Meio Ambiente é a criação de um local específico para colocação dos rejeitos nucleares. Por enquanto, admitiu Lobão, não há previsão sobre o cumprimento dessa exigência. Mas o ministro garantiu que o início das obras não será prejudicado. "Não há hipótese de a construção ser embaraçada por exigências ambientais. Ao todo, são 60 condições. A última exigência será atendida depois. As que não foram feitas serão sanadas posteriormente", disse Lobão. A política nuclear é prioritária para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o ministro. Lobão afirmou que vários Estados do Nordeste estão pleiteando a instalação de novas usinas nucleares. O governo já definiu que até 2020 serão feitas mais quatro usinas, além de Angra 3, sendo que duas serão construídas no Nordeste e outras duas no Sudeste.

EUA - A FÚRIA DO FURACÃO IKE

Miami, 12 set (EFE).- A intensidade dos ventos do furacão "Ike" aumentou para 165 quilômetros enquanto se aproxima da costa do estado do Texas, aonde poderá chegar esta noite ou na madrugada deste sábado, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

Em seu boletim das 9h (horário de Brasília), o NHC afirmou que "Ike" permanece como furacão de categoria dois na escala de intensidade Saffir-Simpson (que vai até cinco), com ventos máximos sustentados de 165 km/h e tendência a se fortalecer nas próximas 24 horas.

A costa da Louisiana, atingida na semana passada pelo furacão "Gustav", foi a primeira área a sofrer com as chuvas e com os ventos de "Ike", embora o NHC, com sede em Miami, mantenha a previsão de que o ciclone se movimentará rumo a oeste, em direção a Galveston e Houston.

Os especialistas prevêem que "Ike" poderá se transformar em "um furacão maior antes de seu olho tocar em terra no litoral" do estado do Texas, esta noite ou amanhã de madrugada.

Naquele momento, o centro do furacão estava próximo da latitude 26,9 graus norte e da longitude 92,2 graus oeste, a aproximadamente 585 quilômetros a leste de Corpus Christi (Texas) e 370 quilômetros a sudeste de Galveston, também no Texas.

Além disso, movimenta-se em direção oés-noroeste a 20 km/h e deve dar um giro em direção a noroeste hoje à tarde.

Segundo os modelos por computador do NHC, o olho do furacão "Ike" deve se aproximar muito do litoral do Texas esta noite ou na madrugada de amanhã, embora muito antes possa causar chuvas torrenciais sobre a costa.

Segundo as previsões, o olho de "Ike" deve tocar terra nas proximidades do porto de Galveston e depois avançar por terra como furacão de categoria um rumo à metrópole de Houston, com população de 5,6 milhões de habitantes.

O estado de emergência foi declarado no Texas e em algumas regiões do litoral foi emitida uma ordem de evacuação obrigatória.

A intensidade e periculosidade de "Ike" fez com que as empresas petrolíferas que operam no Golfo do México suspendessem aproximadamente 97% de sua produção e uma porcentagem semelhante de gás natural.

No total, foram evacuadas 655 plataformas de extração, 78% das existentes na região, segundo o Serviço de Gestão de Minerais (MMS, em inglês), uma agência governamental.

Mantém-se o aviso de furacão (passagem em 24 horas) desde Morgan City, na Louisiana, até a baía de Baffin, no Texas.

Está vigente um aviso de tempestade desde o sul da baía de Baffin até o porto de Mansfield, no Texas, e também desde o leste de Morgan City até a divisa entre Mississipi e Alabama, inclusive a cidade de Nova Orleans e o lago Pontchartrain.



Fonte:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2008/09/12/ult1809u16259.jhtm

11 setembro 2008

REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS - RMC E O PROBLEMA DO LIXO

Cidades estudam solução para destinação de lixo
Risco de colapso leva grupo a fazer estudo sobre situação regional


Paulo San Martin - Região

Arquivo/TodoDia Imagem

PÓS-REPRESA: em primeiro plano; ao fundo a Represa do Salto Grande
As cidades da região cuidam mal do seu lixo e a maioria delas gasta fortunas por mês porque não foi capaz de planejar investimentos no setor ao longo dos últimos anos. Há pelo menos uma década, as leis ambientais que regulamentam o destino do lixo endureceram no País, a exemplo do resto do mundo, e os municípios da região não se adequaram a elas.

O risco iminente de um colapso nos serviços de disposição do lixo na região levou o Parlamento Metropolitano, órgão que reúne representantes das Câmaras das 19 cidades que integram a RMC (Região Metropolitana de Campinas), a iniciar um estudo detalhado sobre a situação regional do lixo. O estudo parte da elaboração de um ranking com informações de todos os aterros sanitários dos municípios da região.

Informações preliminares, colhidas a partir do Inventário Estadual dos Resíduos Sólidos Domicialiares, com dados de 2004, mostram que apenas quatro dos 19 municípios da RMC têm aterros sanitários adequados para depositar seu lixo. Indaiatuba, Paulínia, Campinas e Santa Bárbara d’Oeste são as únicas cidades que mantêm aterros sanitários com tecnologia adequada e ambientalmente segura para tratar de seu lixo. Já o destino dado ao lixo por cinco cidades - Engenheiro Coelho, Nova Odessa, Pedreira, Cosmópolis e Artur Nogueira - está totalmente fora da legislação ambiental. Em outros quatro municípios - Itatiba, Valinhos, Holambra e Monte Mor -, os aterros também usam tecnologia ultrapassada, mas o risco de acidentes ecológicos está sob controle.

MILHÕES POR ANO

Os casos de Americana, Jaguariúna, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Vinhedo e Hortolândia são semelhantes. Estas cidades gastam milhões de reais a cada ano para transportar e depositar o seu lixo no aterro sanitário da Estre (Empresa de Saneamento e Tratamento de Resíduos), em Paulínia. O aterro da Estre é o único que utiliza tecnologia de ponta e recebe o lixo de vários municípios da região, além de Paulínia. “Mandamos cerca de 2,6 mil toneladas de lixo por mês para o aterro da Estre. Como a empresa cobra R$ 50 por tonelada de lixo doméstico que recebe, a prefeitura gasta em torno de R$ 130 mil mensais, mais de R$ 1,5 milhão por ano, com esta despesa”, informa a Prefeitura de Hortolândia, por intermédio da assessoria de imprensa. A Secretaria de Obras e Serviços Urbanos de Americana contabiliza um gasto anual de cerca de R$ 3 milhões para transportar e acondicionar o lixo no aterro da Estre.

O vereador Dário Saad (PSDB), de Campinas, autor da proposta de elaboração do estudo sobre o lixo no Parlamento Metropolitano, afirma que a situação dos aterros na RMC é grave e exige ações comuns de todas as esferas de governo. A maior parte dos municípios da região está quebrada e não tem recursos para construir aterros.

Em Americana, que projeta a construção de um aterro municipal e pode receber também um aterro regional construído pela iniciativa privada em uma área conhecida como Pós-Represa (leia texto abaixo), a prefeitura admite que só poderá levar o projeto adiante se contar com parcerias privadas e verbas federais. “Nos inscrevemos e já fomos aprovados para receber parte dos R$ 93 milhões que o Ministério das Cidades vai investir em 30 cidades da região sudeste do País, dentro do projeto MDL (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo). Mas, além disso, teremos também que contar com parcerias para alavancar o projeto”, disse o secretário de Meio Ambiente Victor Chinaglia Júnior. Hortolândia e Sumaré também correm atrás das verbas do Ministério das Cidades para resolver seus problemas de lixo doméstico. “Precisamos urgentemente conhecer a dimensão do problema na nossa região. Só assim teremos condições de agir”, afirma Saad.

http://www2.uol.com.br/tododia/ano2005/junho/260605/cidades.htmhttp:

10 setembro 2008

QUEIMADAS - A VIDA TRANSFORMADA EM CINZAS, ATÉ QUANDO?


08/09/2008 15h42 -
Incêndios atingem parques estaduais na Região Serrana
Por Ascom do IEF

Dois incêndios florestais devastaram cerca de 40 hectares de áreas de vegetação nativa nos municípios de Teresópolis, Nova Friburgo e Santa Maria Madalena desde a última quinta-feira (4/9). Cerca de metade da área atingida pelos incêndios está situada dentro dos limites dos Parques Estaduais dos Três Picos e do Desengano, administrados pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). A frente fria que chegou à região no domingo ajudou a controlar o fogo, que em pelo menos um dos casos teve origem criminosa.

O incêndio que atingiu Teresópolis e Nova Friburgo começou no domingo na região de Salinas, na divisa entre os dois municípios, e, no início da tarde desta segunda-feira (8/9) foi considerado controlado pelos bombeiros. As primeiras estimativas indicam que pelo menos 30 hectares foram atingidos pelas chamas, que destruíram vegetação de campos de altitude. Cerca de metade da área atingida está situada dentro do Parque Estadual dos Três Picos, no Morro do Ronca-Pedra. Vinte e cinco funcionários do parque, voluntários e bombeiros ainda trabalhavam na tarde de segunda-feira no combate ao fogo, em meio à forte neblina que cobriu a região.

O incêndio na Serra dos Marreiros, em Santa Maria Madalena foi considerado definitivamente extinto no final de semana. O fogo atingiu uma área total de 12 hectares, da qual cerca de metade situada dentro do Parque Estadual do Desengano. O combate mobilizou cerca de 40 funcionários do IEF/RJ, Bombeiros de vários quartéis de municípios vizinhos e a Defesa Civil do município. O presidente do IEF, André Ilha, acompanhou o trabalho de combate na sede da unidade durante o final de semana.

O fogo no Parque do Desengano, que atingiu áreas íngremes e montanhosas, coloca em risco várias espécies de vegetação rupestre, como diversos tipos de orquídeas e bromélias e veloziáceas (canela-de-ema). Segundo o major Marco Campos, perito do Corpo de Bombeiros que esteve no local, o incêndio teve origem criminosa, o que pode gerar punições por crime ambiental para os responsáveis.

Estas foram as primeiras ocorrências de incêndio nos dois parques estaduais desde o início do período de estiagem, em maio. Em abril deste ano, o governo estadual lançou o Plano Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, que estabeleceu, entre outras medidas, a divulgação diária do Índice de Risco de Incêndios, baseado em dados meteorológicos.