28 setembro 2008

5 MILHÕES DE LAGOS, EM TODO O MUNDO, ESTÃO AMEAÇADOS PELA POLUIÇÃO


12/11/2001 - 20h39
Reuters, em Tóquio


A poluição ameaça a maioria dos lagos de água doce do planeta, o que seria uma catástrofe para as populações humanas que deles dependem, advertiu hoje o ambientalista canadense William Cosgrove, vice-presidente do Conselho Mundial de Recursos Hídricos, uma organização internacional que lida com problemas ecológicos envolvendo água.

"Não existe um único lago no mundo que ainda não seja afetado por atividades humanas", disse Cosgrove. "Nós estamos matando os lagos, e isso pode ser desastroso.

"Cosgrove encontra-se no Japão, onde participa de uma conferência, na cidade de Otsu, sobre formas de salvar os lagos. A maioria dos problemas, segundo o especialista, resulta de uma crescente demanda por água, causada pelo crescimento populacional, que leva a um aumento no uso e desvio, freqüentemente para irrigar plantações. "A humanidade está usando mais que 50% das fontes de água fresca aproveitáveis e 90% deste número vêm dos lagos", explica o ambientalista.Paralelamente ocorre a poluição dos lagos - cujo número é estimado em cinco milhões -, com substâncias tóxicas eliminadas por fábricas, fazendas e canais de esgoto. Apesar do perigo, cuidar da poluição dos lagos costuma figurar no fim da lista de prioridades dos governos.

24 setembro 2008

ENERGIA E AS NOVAS POSSIBILIDADES PARA OS ENGENHEIROS

21/06/2008 - 18h12 - Energia alimenta campo de trabalho para engenheiros
GIOVANNY GEROLLA Colaboração para a Folha de S.Paulo

A demanda crescente por novas tecnologias no setor energético abre bons campos para o engenheiro que se especializa em assuntos tão diversos quanto a bioquímica da cana-de-açúcar e o impacto ambiental de uma usina hidrelétrica.
Alguns temas são tão complexos que pedem uma equipe de diferentes especialistas. Para extrair petróleo de águas profundas, por exemplo, reúnem-se um engenheiro mecânico, um civil, outro de materiais, um de minas e, talvez, um especialista em eletrônicos.
Rafael Hupsel/Folha Imagem
O engenheiro elétrico Edison Russo, 48, considera a área agrícola promissora
Já quem aposta no biodiesel produzido do bagaço da cana-de-açúcar --o engenheiro químico-- deve ser bom conhecedor de bioquímica, dos microorganismos e de seus processos enzimáticos.
Quando se fala em construir hidrelétricas, as obras só são aprovadas após sinal positivo do engenheiro ambiental, que deve ter know-how para prever impactos aos recursos naturais e até humanos.
O novo profissional das engenharias é o típico curioso por vários ramos das ciências. "As diversas engenharias se misturam", avalia Ericksson Almendra, diretor da Escola Politécnica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). "Tem que conhecer um pouco de todas e, principalmente, ter uma base sólida em física e matemática", completa.
Sem destacar uma área mais promissora, ele acredita que a de materiais, a de metalurgia e a ambiental tenham bom futuro no mercado.
Qualificação
Gigante do setor, a Petrobras está de olho em engenheiros de minas e químicos, além dos especializados nas áreas de construção civil, ambiente, engenharia naval e segurança.
"Estimando-se que para cada US$ 1 milhão investido cria-se um posto de trabalho para engenheiro, ela precisará de 200 mil novos politécnicos, segundo previsões para os próximos anos", calcula José Roberto Cardoso, vice-diretor da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo).
A empresa não revela quantos profissionais recrutará, mas estima que até 2012 deve contratar quase 5.000 engenheiros. "O número se atualiza quando novas jazidas são descobertas", explica Mariangela Mundim, gerente de planejamento de RH da empresa.
Para ficar com uma das novas vagas das companhias do setor, será preciso se atualizar com as áreas alimentadas pelo crescimento econômico. "Em pesquisa com grandes empresas, ficou evidente o gargalo na mão-de-obra qualificada como uma razão para não investirem em pesquisa e desenvolvimento", diz Sergio Queiroz, professor do departamento de política científica e tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Você sabia?
Não chega a 8% o percentual de engenheiros entre os graduandos brasileiros, segundo José Roberto Cardoso, vice-diretor da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo); na China, mais de 20% dos que se formam a cada ano estudaram engenharia

21 setembro 2008

ATÉ QUANDO VAMOS CONTINUAR A DETONAR A NOSSA AMAZÔNIA...? SOMOS INIMIGOS DE NÓS MESMOS!


21/09/2008 - 08h12
Gado avança em reserva Chico Mendes

da Folha Online


Vinte anos depois do assassinato do líder seringueiro Chico Mendes a área desmatada na unidade de conservação federal que leva seu nome cresceu 11 vezes e o gado, que não deveria estar lá segundo o projeto original, chega a quase 10 mil cabeças, revela reportagem de Marta Salomon, publicada na edição deste domingo da Folha.

A reportagem informa ainda que o desmatamento alcança 6,3% da área total, segundo dados do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia). O percentual se aproxima do limite máximo de desmatamento admitido.
Levantamento do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre, feito a pedido da Folha, diz que na reserva o rebanho já conta com 8.431 cabeças.
O único fiscal da reserva extrativista Chico Mendes, José Carlos Nunes Silva, diz que é difícil controlar o avanço do gado no local.

19 setembro 2008

ÁRVORES - QUANDO A EXTINÇÃO É IMINENTE



Árvores ameaçadas de extinção saltam 4 vezes desde 92 no Brasil

Pedro Fonseca (Rio de Janeiro)


O desmatamento, as queimadas e a favelização foram os principais motivos para o aumento de quatro vezes na quantidade de espécies de árvores ameaçadas de extinção no Brasil nos últimos 16 anos, a maior parte na Mata Atlântica, informou nesta sexta-feira o Ministério do Meio Ambiente.
Ao menos 472 espécies correm o risco de desaparecer dos biomas brasileiros nos próximos anos, sendo 276 delas encontradas principalmente na área que restou da Mata Atlântica, de acordo com a nova lista de espécies da flora nacional ameaçadas. A lista oficial anterior de árvores ameaçadas datava de 1992, com 108 espécies.

Árvore pau-mulato é uma das que está na lista das espécies da flora brasileira em perigo de extinção
Outras 1.079 espécies nacionais ainda podem estar ameaçadas de extinção, porém não foram incluídas por enquanto na lista devido à falta de informação suficiente.
Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, relacionar todas essas árvores diminuiria a importância de preservar as espécies que já estão comprovadamente em risco, porém a lista ainda vai aumentar com o avanço das pesquisas.
Assim como já é feito sobre a Amazônia, a Mata Atlântica, o Pantanal, o Cerrado, a Caatinga e o Pampa também passarão a ser monitorados via satélite, o que permitirá um cenário mais amplo do desmatamento no país.
"O número verdadeiro das espécies ameaçadas seguramente é maior do que esse (472) e nós, governo e sociedade civil, temos que agir para que nossos filhos e netos não sejam obrigados a conhecer algumas essas espécies somente em jardins botânicos e museus", afirmou Minc a jornalistas durante a divulgação da nova lista, que inclui espécies de uso comercial como o palmito jussara, o jaborandi (medicinal) e o jacarandá (madeira).
"O verde da bandeira está sendo dizimado diariamente pela especulação, pela queimada e pela impunidade ambiental", acrescentou o ministro.
O Sudeste brasileiro, onde fica maior parte dos 8,5 por cento que sobraram da Mata Atlântica, é a região com o maior número de espécies ameaçadas, com 348, seguido por Nordeste (168) e Sul (84). Entre os biomas, a Amazônia está entre os que tem menos espécies na lista, com 24."Liberou geral"Segundo Minc, o aumento da área fiscalizada para além da Amazônia vai revelar grandes números de desmatamento no país. Os primeiros dados do Cerrado serão apresentados já na semana que vem, com base em dados repassados ao ministério por entidades que já faziam um monitoramento do Centro-Oeste nos últimos anos.
"Eu sobrevôo toda semana a Amazônia e sempre tem gente queimando. Imagina agora que vamos fiscalizar o país inteiro. Tem muito mais gente derrubando árvore do que preservando", afirmou.
O ministro adiantou que o desmatamento na Amazônia aumentou consideravelmente nas últimas semanas em decorrência do período pré-eleitoral, quando as autoridades locais diminuem a fiscalização para não prejudicarem suas campanhas, segundo Minc.
O último dado divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, no mês passado, revelou o menor nível de desmatamento da área amazônica desde março, com 323 quilômetros quadrados de floresta destruída. A queda, de 60 por cento se comparado com os 870 quilômetros quadrados de junho, foi a terceira consecutiva apontada pelo Inpe.
"O desmatamento está um horror em véspera de eleição. Ninguém quer multar ninguém, parece até um 'liberou geral"', disse Minc.
Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2008/09/19/ult27u67664.jhtm

18 setembro 2008

`NOVAS ESPÉCIES MARINHAS



Água-viva-de-pente encontrada no recife Wassteri, na Austrália. Centenas de novos corais e espécies marinhas foram achados no local e vão ajudar a melhorar o monitoramento da biodiversidade e do impacto das mudanças climáticas.


Fonte:

17 setembro 2008

PRECISAMOS SALVAR A SERRA DO AMOLAR


15/01/2008 12h44min - Instituições lutam para preservar a Serra do Amolar


Área na borda oeste do Pantanal brasileiro é de alta prioridade de conservação
Na borda oeste do Pantanal brasileiro, próximo à fronteira da Bolívia, fica a Serra do Amolar, que marca o relevo da planície e constrói um desenho sinuoso no Rio Paraguai. Localizada a aproximadamente 100 quilômetros da cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, numa das regiões mais selvagens e naturais do mundo, a Serra do Amolar faz uma barragem natural que reduz a velocidade de escoamento dos rios Paraguai, São Lourenço e afluentes, conformando terrenos de extensas áreas alagadas com grandes lagoas e baías.
Com cerca de 80 quilômetros de extensão, a Serra do Amolar tem diversidade biológica única, a qual é dada pelos gradientes de altitude. As elevações alcançam até mil metros acima do nível do mar.
São paisagens que abrigam fisionomias vegetais distintas, representantes dos biomas Amazônia, Cerrado e do Bosque Seco Chiquitano. Uma das particularidades da Serra é a presença de “relictos de caatinga’ que, conforme explica Aziz Ab’Saber, são formações semelhantes à vegetação da Caatinga e documentam um período em que a região apresentava clima mais seco.
Esses relictos podem ser entendidos como “verdadeiros museus vivos’ que teriam se instalado no Pantanal e nas serras circundantes entre 13 a 23 mil anos, sobrevivendo às variações climáticas como às chuvas e ao aumento da umidade que culminou na formação da maiorárea úmida do mundo.
Na região, são encontradas espécies animais ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o tatu-canastra, o tamanduá-bandeira, o tamanduá-mirim, a anta e a ariranha. Além destas, quem visita a região, rapidamente percebe e fascina-se com a diversidade de aves que sobrevoam os rios, lagos, pastagens naturàis e a morraria. Com sorte, aves como a águia-cinzenta e a arara-azul-grande podem ser avistadas.
Serra é área de alta prioridade para conservação
O relatório das Ações Prioritárias para Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Pantanal publicado em 1999, dá à Serra o reconhecimento como área de “alta prioridade” para conservação.
A área indígena Guató na Ilha Ínsua (com 12.716 ha) inclui a morraria do extremo norte da Serra, Quatro reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs), Penha e Acurizal, com 13.200 ha cada, Dorochê, com 25.518 ha, e Rumo Oeste, com 990 ha, também abrangem parte da Serra do Amolar.
Como parte do conjunto, impressiona a paisagem da planície que circunda os morros. Em trritório brasileiro, está o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, com aproximadamente 135.000 ha, ao norte, a Estação Ecológica Taiamã, e, a Oeste, em território boliviano, a Área Natural de Manejo Integrado de San Matias, com 2.918.500 ha.
O conjunto das RPPNs e o Parque Nacional do Pantanal constituem o Sítio do Patrimônio Natural Mundial do Pantanal, designação dada pela Unesco a áreas de condições naturais excepcionais.
A região não é muito povoada, porém, é o lugar onde vivem os índios Guató, conhecidos como os “verdadeiros canoeiros do Pantanal”.
Encontram-se também famílias ribeirinhas, que se sustentam basicamente da pesca de subsistência, da comercialização de iscas vivas para a pesca, de pequenos cultivos e do atendimento a turistas.
Alguns ribeirinhos são trabalhadores rurais, contratados para serviços de tratoristas, campeiros ou para a lida geral no campo. Essas famílias adaptaram-se ao ciclo natural do Pantanal e aprenderam a conviver com o regime de cheias e secas, retirando o seu sustento dos recursos naturais. Suas casas foram construídas nas margens dos rios, em áreas mais elevadas que formam pequenas ilhotas.
Seguramente esta é uma das regiões com altíssima importância para a conservação e merece atenção especial. Organizações como a Ecoa, Ecologia e Ação, juntamente com outras ONGs e instituições de pesquisa, trabalham intensivamente pela conservação e para a melhoria da qualidade de vida das populações locais.


ALMANAQUE SOCIOAMBIENTAL 2008

A NATUREZA A SERVIÇO DA BELEZA

Cosméticos orgânicos
Jefferson Curtinovi
Em 2006, o Brasil passou a França e assumiu a terceira colocação no ranking dos maiores mercados consumidores de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, perdendo apenas para Japão e Estados Unidos. Conforme a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), os brasileiros gastaram, no ano passado, R$ 18.203 bilhões em compras no setor – 7,1% do total (confira o ranking mundial).
A extração da matéria-prima para a fabricação desses produtos é uma das formas de agressão ao meio ambiente. Um dos exemplos é o babaçu, palmeira nativa das regiões Norte e Nordeste e cujo óleo compõe diversos embelezadores. Outro é a soja, apontada pela ONG Greenpeace como um dos grandes vilões do desmatamento. O próprio site de uma das maiores empresas nacionais de cosméticos confirma o esgotamento de recursos minerais como um danos causados por seus processos de produção. E indica outros: contaminação do solo e alteração da qualidade de águas e ar.
Quem já faz e como?
Seguindo a lógica dos alimentos orgânicos, os cosméticos desse tipo procuram não comprometer a natureza, são fabricados com matérias-primas livres de substâncias tóxicas e passam por processos ecologicamente corretos de produção e teste. Além disso, reduzem as chances de agressão ao corpo, já que não usam corantes nem conservantes artificiais. Embora não haja informações precisas sobre o quanto do total de cosméticos produzidos no mundo é orgânico, sabe-se que o índice ainda é baixo. Mesmo assim, várias marcas já desenvolvem linha inteiras pensando na proteção do meio ambiente. É o caso da Natura Ekos, em que a brasileira Natura substitui o óleo mineral, resultado da purificação do petróleo, por matéria-prima renovável. Além disso, a empresa lançou recentemente a Tabela Ambiental, com informações que vão desde a qualidade dos produtos extraídos da natureza até a origem e o descarte das embalagens. A francesa L'Occitane, por sua vez, não utiliza nada de origem animal em suas fórmulas. Na inglesa Lush, que tem filiais espalhadas pelo Brasil, os produtos são feitos à mão e com uma quantidade mínima de conservantes, privilegiando altas concentrações de extratos de frutas, legumes e temperos. A Amazon Secrets, também brasileira, além de trabalhar com cosméticos ecologicamente corretos, valoriza a produção comunidades caboclas e indígenas da Amazônia. O Instituto Biodinâmico (IBD) e o Ecocert são alguns dos órgãos que fiscalizam e certificam os produtos e processos orgânicos no Brasil.