21 novembro 2008

DIESEL VENDIDO NO BRASIL DEVERÁ TER O TEOR DE ENXOFRE REDUZIDO À PARTIR DE JANEIRO DE 2009


10 de Setembro de 2008 - São Paulo - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, negou hoje (10) a possibilidade de mudança em uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que prevê a redução do nível de enxofre presente no diesel vendido no país a partir de janeiro do ano que vem. Apesar dos pedidos das montadoras, o ministro afirmou que o prazo para a adaptação de veículos nacionais ao novo combustível, menos poluente, não será ampliado.

De acordo com o cronograma estabelecido no Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) em 2002, ônibus e caminhões de grandes cidades devem rodar com diesel cuja concentração de enxofre é de 50 ppm (partes por milhão) já em 2009. No interior, a concentração deverá ser de 500 ppm.

Atualmente, o diesel vendido em regiões metropolitanas do país tem uma concentração de 500 ppm. Já o diesel comercializado em cidades do interior tem 2.000 ppm de enxofre.

Segundo o médico Paulo Saldiva, pesquisador do Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo (USP), o diesel com mais enxofre é mais poluente. O combustível emite mais "material particulado", prejudicial à saúde, e ainda não permite que filtros sejam instalados nos veículos.

"A queima do enxofre gera material ácido, que corrói o filtro", explicou Saldiva. "Com menos enxofre, é possível instalar o filtro e a quantidade de material particulado emitido pelos veículos também cai."

O médico disse também que pesquisas realizadas seguindo critérios elaborados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que entre 12% e 14% das mortes naturais ocorridas diariamente em São Paulo foram causadas pela poluição - cerca de 9% do total. O estudo aponta que, do total de mortes por poluição, quatro ou cinco são causadas pela queima do diesel. "Com o novo diesel, de duas a três mortes por dia poderão ser evitadas."

Em entrevista coletiva concedida após participar da reunião do Conama, Minc disse ainda que propôs ao órgão a criação de uma outra fase do Proconve. Nela, ficaria fixado que, a partir de 2012, o nível de enxofre do diesel chegue a 10 ppm.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) foi procurada para comentar as declarações do ministro. A entidade, que já havia afirmado que será difícil a adaptação dos veículos para 2009, não respondeu até a publicação da reportagem.

O diretor de Soluções da Petrobras, Frederico Kramer, disse que a empresa terá condições de distribuir o diesel 50 ppm na data estabelecida na resolução.

A Petrobras, assim como as montadoras, foi citada em uma ação civil pública proposta pela Procuradoria da República em São Paulo que busca garantir que a norma do Conama seja cumprida. A procuradora Ana Cristina Bandeira Lins, responsável pelo processo, também não foi encontrada para comentar o assunto.

Fonte: Agência Brasil

19 novembro 2008

Lixo eletrônico à deriva
por Stephen Leahy

Uxbridge, Canadá, 17/11/2008, (IPS) - Alguma você já pensou que seu velho televisor pode estar envenenando uma criança na China, ou que seu antigo computador esteja contaminando um rio na Nigéria?

Sem uma lei que proíba a exportação de lixo eletrônico tóxico nos Estados Unidos não há maneira de saber se os antigos celulares, computadores ou televisores originados nesse país não acabaram em alguma aldeia pobre do mundo em desenvolvimento. Ali, moradores desesperados desmontam estes aparelhos à mão para recuperar parte dos valiosos metais que o compõem. Um pequeno grupo de pessoas aliou-se com uns poucos recicladores para garantir que o lixo eletrônico possa ser tratado com responsabilidade, criando um programa de certificação de controlador eletrônico (e-Stewards).

Anunciado este mês, os e-Stewards são recicladores de lixo eletrônico acreditados e certificados por uma terceira parte independente. Esta certificação é crucial em uma indústria que frequentemente apela para a mentira em busca de uma imagem de responsabilidade social. Atualmente, mesmo quando o lixo eletrônico procedente do mundo rico vai para um reciclador com preocupações ambientais, há altas probabilidades de que substâncias tóxicas terminem em uma enorme pilha no meio de alguma aldeia.

Estima-se que os Estados Unidos produzem três milhões de toneladas anuais de lixo eletrônico, como celulares e computadores. Seus habitantes compraram cerca de 30 milhões de aparelhos de TV desde janeiro. Essa quantidade será maior no próximo ano, quando todas as redes de televisão do país passarem ao sistema digital, a partir do dia 17 de fevereiro. Assim, para onde irão os televisores velhos e indesejados? Segundo ativistas, um destino é Hong Kong. “Vi há pouco contêineres carregados nos Estados Unidos quando foram abertos no porto de Hong Kong. Estavam cheios de lixo eletrônico, como televisores e monitores de computadores”, contou Jim Puckett, coordenador da não-governamental Basel Action Network (Rede de Ação da Basiléia –Ban).

Esta organização leva o nome do convenio internacional que regulamenta o tráfego internacional de lixo tóxico, a fim de impedir que os procedentes de países ricos contaminem os pobres. Puckett calculou que cem contêineres de lixo eletrônico chegam por dia a Hong Kong, para em seguida serem contrabandeados para a China. “Tudo procede dos Estados Unidos e do Canadá”, afirmou. Boa arte desta atividade é ilegal na China. Mas, é uma indústria muito grande e rentável, por isso muitos funcionários chineses e de outros países se mostram dispostos a fazer vista grossa, ressaltou.

Nos Estados Unidos, o programa jornalístico semanal “Sixty Minutes” divulgou este mês uma pesquisa sobre os achados de Puckett, rastreando contêineres embarcados por recicladores desse país com destino a Hong Kong até aldeias na China, como Guiyu. “Estivemos em Guiyu há cerca de seis anos, e as condições são muito piores hoje”, acrescentou. A montanha de lixo eletrônico aumenta a cada dia, ao mesmo tempo em que são criados novos aparelhos para conduzir uma economia arraigada em um crescimento sem fim. E 85% desses resíduos acabam como aterro sanitário ou incinerados localmente, contaminando a água subterrânea e o ar dos Estados Unidos. Outros milhões de computadores, monitores e televisores acumulados descansam em sótãos, garagens, oficinas e dentro de casa.

O que tem de fazer uma pessoa responsável com o lixo eletrônico diante da negligencia do governo, da irresponsabilidade dos fabricantes e da cobiça dos recicladores? “Era pouco provável que com George W. Bush como presidente fosse aprovada uma lei a respeito, por isso decidimos trabalhar com a indústria da reciclagem”, disse Sarah Westervelt, da Ban. Junto com a Coalizão pela Devolução de Aparelhos Eletrônicos e 32 recicladores nos Estados Unidos e no Canadá, a Ban anunciou na semana passada o programa de e-Stewards. Será o primeiro de certificação de reciclagem de lixo eletrônico auditado e acreditado de maneira independente.

Jogar lixo eletrônico tóxico em países pobres, aterros sanitários locais e incineradores ficará proibido, bem como o uso de mão-de-obra carcerária para processar esse tipo de dejeto. “Neste momento é impossível às pessoas saberem qual reciclador está agindo corretamente”, disse Westervelt. Empresas e organizações que dizem ser verdes normalmente tergiversam dados sobre como manejam os dejetos. “As companhias enganam as pessoas”, ressaltou. Bob Houghton, presidente da Redemtech, que recicla lixo eletrônico e integra o programa e-Stewards, diz que, “segundo meus cálculos, 90% das empresas enganam seus clientes”.

Muitas firmas proporcionam documentos a outras empresas ou governos locais alegando que o lixo eletrônico é processado de maneira segura, mas, na realidade, os enviam a países em desenvolvimento, afirmou Houghton. Quando a cidade norte-americana de Denver quis um reciclador de lixo eletrônico insistiu que este não deveria ter custo. Assim, sues aparelhos obsoletos terminaram na China, como demonstra o documentário do “Sixty Minutes”, disse Mike Wright, presidente do Guaranteed Recycling Experts, em Denver. “É impossível reciclar lixo eletrônico sem nenhum custo que não seja exortá-lo”, disse Writht à IPS.

Sua empresa não ganhou o contrato de Denver por essa razão, e é por isso que defende com firmeza o programa e-Stewards, que dá provas e garantias de que esses resíduos são manejados de maneira adequada. Westervelt disse que o programa será minuciosamente analisado ao longo de 2009 e que estará plenamente operacional em 2010. Enquanto isso, o público pode encontrar participantes no programa que se comprometam a cumprir sues rígidos padrões no e-stewards.org., afirmou

Na Europa, os fabricantes de aparelhos eletrônicos estão obrigados por lei a aceitar que seus compradores lhes entreguem seus produtos velhos para que façam uma reciclagem adequada. Embora nem Canadá nem Estados Unidos tenham uma lei semelhante, alguns fabricantes de televisores, como Sony, LG e Samsung, e vários de computadores, como Dell, Lenovo e Toshiba, pegam de volta seus produtos sem custo. Outras cobram uma tarifa. O custo de manejar e reciclar costuma superar o valor dos materiais recuperados, assim a maioria das empresas não quer aceitá-los de volta, disse Barbara Kyle, da Electronics TakeBack Coalition.

Existe a preocupação de que essas firmas que recebem seus produtos antigos simplesmente os despachem para países em desenvolvimento. “Estamos tentando fazer com que os fabricantes assinem um compromisso para agirem como se os Estados Unidos fossem parte da Convenção da Basiléia”, disse Puckett. Esse tratado, vigente desde 1992, foi criado especificamente para impedir transferências de lixo perigoso, entre eles os eletrônicos, de países industrializados para nações em desenvolvimento. Os Estados Unidos são um dos poucos países que não o assinou. “até agora, somente a Sony assinou o compromisso, mas esperamos que outros o façam logo”, disse Puckett. O ativista espera que o novo governo norte-americano, com Barack Obama, seja mais responsável e desperte essa mesma responsabilidade em outros países.

Fonte: (Envolverde/IPS)

A POLUIÇÃO DO LAGO DE YPARACAÍ - O PARAGUAI CONTA COM SÒMENTE 10% DE REDE DE SANEAMENTO BÁSICO


Foto: Lago de Ypacaraí Paraguai

O poluído "lago azul"
Alejandro Sciscioli


ASSUNÇÃO, 05/09/2005, (IPS) - Coliformes fecais, matéria orgânica, fósforo e nitrogênio poluem o Lago Ypacaraí, a principal atração do turismo interno no Paraguai. Resultados de um estudo da Agência Japonesa de Cooperação Internacional serão divulgados em breve.


"Uma noite morna nos conhecemos, junto ao lago azul de Ypacaraí", assim começa a mais famosa canção folclórica do Paraguai. Na principal atração do turismo interno paraguaio aumenta a poluição, que as autoridades negam, mas novos estudos confirmam. Cinqüenta quilômetros a leste de Assunção, Ypacaraí (Lago do Senhor, na língua guarani), tem uma bacia de 1.017 quilômetros quadrados e atrai anualmente centenas de milhares de veranistas. Segundo a Secretaria Nacional de Turismo, na última temporada de verão, mais de 300 mil pessoas foram à "villa veranista" de San Bernardino, na costa leste do Lago. Na margem oposta fica a cidade de Areguá.

A grande bacia é alimentada por outras quatro menores, formadas pelos rios Yukyry, Pirayú, San Bernardino e Areguá. O Lago deságüa no Rio Paraguai através do Rio Salado. Dez por cento dos habitantes do país, cerca de 600 mil pessoas, vivem em sua área de influência. Oitenta por cento dessa população vive nas margens do Yukyry, disse ao Terramérica Elena Benítez, diretora-geral de Recursos Hídricos da Secretaria do Ambiente (Seam). Benítez explicou que "os mangues atuam como descontaminantes da matéria orgânica" contida no esgoto que chega ao Lago.

A cobertura de saneamento é muito baixa no Paraguai, atendendo apenas 22% de Assunção e sua área metropolitana, e apenas 10% de todo o país, disse a funcionária. "O resto é despejado diretamente nos cursos de água ou no lençol freático, através dos poços e fossas sépticas", acrescentou. Na bacia do Yapacaraí, a Seam registra 145 indústrias em atividade, incluindo matadouros, frigoríficos, fábricas de sabão e curtumes. Também funcionam ali grandes hospitais públicos. Contudo, a Secretaria não conta com dados sobre volumes de descargas de dejetos industriais e esgotos. "O estudo estatístico está em execução", justificou Benítez.

Porém, "não é nenhum segredo que há mais de 30 anos o Lago Ypacaraí tem coliformes fecais", embora "se for feito um monitoramento em toda área poderemos dizer que, na média, não está contaminado". Entretanto, a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica, sigla em inglês) "detectou, em 2000, indícios sobre a existência de algumas algas que poderiam ser tóxicas", disse a funcionária. Em janeiro, plena temporada turística, surgiu no centro do Lago grande quantidade de espuma, enquanto era divulgado o informe da Jica.

Este fato levou à intervenção do promotor ambiental, Isacio Cuevas, que ordenou a realização de análises a três laboratórios: o do Ministério da Agricultura e Pecuária, o do Instituto Nacional de Tecnologia e Normalização e o do Ministério da Saúde. Foram encontrados "coliformes fecais, cromo e mercúrio, entre outros componentes, mas em níveis insignificantes", disse Cuevas, acrescentando com ironia: "Observando estas análises, eu tomo banho no lago". O promotor espera comparar esses resultados com os de uma quarta série de estudos, de especialistas do escritório da Jica no Brasil, sobre a grande bacia do Ypacaraí.

Hideo Kawai, técnico à frente desse estudo, disse ao Terramérica que os resultados ainda não estão disponíveis, mas adiantou que foram encontradas concentrações muito superiores às toleráveis de coliformes fecais, matéria orgânica, fósforo e nitrogênio. As águas do Lago são muito ricas em nutrientes, que favorecem a rápida reprodução de cianobactérias tóxicas, com a alga Microcystis aeruginosa, encontrada no Ypacaraí. Kawai explicou que a alga produz uma toxina cancerígena, capaz de afetar o fígado humano em caso de consumo constante, acrescentando que na água potável, processada pela empresa sanitária estatal Essap, não foram encontrados sinais de microcystis. A água potável chega a 87% da população de Assunção e sua área metropolitana.

Quando os estudos estiverem concluídos, Kawai fará uma série de recomendações às autoridades, que incluirão a execução de um plano-diretor e a busca de recursos técnicos e financeiros para tratamento do esgoto, fator primordial para a reprodução de cianobactérias. Além disso, é recomendável que moradores e turistas evitem o contato direto da pele com as águas do Lago, afirmou. Miguela González, proprietária de uma casa de fim de semana em San Bernardino, disse ao Terramérica que não permite que seus filhos, de sete e dez anos, se banhem nas águas quando visitam o lugar. "Agora, com as algas, é muito mais perigoso do que antes", acrescentou.

Fonte: Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
(FIN/2005)

O que os seres humanos precisam mais se conscientizarem é que uma vez poluído o lençol freático, vai sobrar poluição para muita gente. É por isto que digo sempre, temos que ser ecologistas, até mesmo por egoismo, afinal, se o vizinho polui o lençol freático, vai sobrar para mim também...então, recomendo "vigilância e cuidados permanentes", fiquem de olho no seu quintal, no do vizinho e em todo o planeta!


16 novembro 2008

VAMOS EXIGIR UM DIESEL COM MENOS TEOR DE ENXOFRE

Um acordo firmado na madrugada do último dia 30/10 está regulamentando o não cumprimento da Resolução 315 de 2002, que determinava a adoção em todo o país do diesel S50, com 50 ppm (partes por milhão) de enxofre, substância poluente e com potencial cancerígeno.

Hoje, o diesel vendido no interior do país tem 2000 ppm de enxofre. A norma que entra em vigor a partir de 1º de janeiro prevê que o combustível deverá ter 1800 ppm deste componente, quantidade que será gradualmente reduzida até 500 ppm, 900% mais poluente do que o S50.

Fonte:

http://www.clickarvore.com.br/?page=noticias&id=128

SENHORES PREFEITOS, VAMOS FAZER VALER A QUALIDADE DE VIDA, A PREVENÇÃO DE DOENÇAS...CRIEM LEIS, PROIBINDO O USO DE DIESEL COM TÃO ALTO TEOR DE ENXOFRE!

INFELIZMENTE, O FOGO NOVAMENTE DEVASTA A CALFÒRNIA


Os ventos fortes que passam pela Califórnia causaram novos incêndios neste domingo no sul do Estado, atingindo regiões próximas de Los Angeles e os condados de Orange e Riverside. Junto com o Condado de Santa Barbara, onde o fogo se alastra desde quinta-feira (13), os incêndios já devastaram um total de 67 km2, destruíram mais de 800 trailers, casas e apartamentos.

O governador Arnold Schwarzenegger decretou estado de emergência nesses locais, procedimento que permite mobilizar todos os recursos do Estado em caso de grave perigo para a população ou para as propriedades. Mais de 5.000 mil pessoas já tiveram que deixar suas casas e as causas dos incêndios ainda não foram esclarecidas.

Mike Blake/Reuters
Bombeiros combatem fogo em Brea; ventos e umidade baixa ameaçam Los Angeles
Bombeiros combatem fogo em Brea; ventos e umidade baixa ameaçam Los Angeles

Os meteorologistas prevêem que neste domingo a intensidade dos ventos deve diminuir, mas a umidade do ar deve permanecer bastante baixa, favorecendo a continuidade dos incêndios.

O incêndio mais forte neste domingo atingiu uma área de mais de 23 km2 nos condados de Orange e Riverside, que começou sábado em vastas áreas campais. Nestas regiões, seis bombeiros ficaram feridos combatendo o fogo.

O maior incêndio ocorreu na cidade de Sylmar, ao norte de Los Angeles, na região de San Fernando Valley. O fogo se espalhou por uma área de 31 km2 ontem e destruiu mais de 500 trailers, nove casas e 11 prédios comerciais na região.

No nordeste do Estado, as autoridades informaram que subiu o número de casas destruídas no incêndio que começou na comunidade de Montecito, no condado de Santa Barbara. O fogo, que começou a se alastrar na noite de quinta-feira (13), já causou danos a 200 casas.

Arte Folha Online/Arte Folha Online

Com ventos que chegam a 113 km/h, as chamas se propagaram rapidamente, na cidade costeira de 14 mil habitantes a 160 km ao noroeste de Los Angeles, célebre por abrigar casas de ricos e famosos. Ao menos 13 pessoas ficaram feridas neste incêndio, três por queimaduras e 10 por intoxicação provocada pela fumaça.

O outono (hemisfério norte) constitui uma estação de risco de incêndios na Califórnia, que sofre há dois anos com uma grave seca.

Os incêndios ocorrem exatamente um ano depois que uma série de incêndios devastou a Califórnia, deixando oito mortos, 2.000 casas destruídas e 640 mil desabrigados, além de US$ 1 bilhão de dólares em danos. Em junho e julho deste ano, cerca de 2.000 incêndios castigaram o Estado.

Fonte: Folha Online, France Presse e Associated Press

15 novembro 2008

MBA - GESTÃO ESTRATÉGICA EM MEIO AMBIENTE

MBA - Gestão Estratégica em Meio Ambiente

"Incorporando a variável ambiental na gestão estratégica das instituições públicas, empresas privadas e entidades do terceiro setor, para enfrentar o dia a dia das demandas da sociedade e os desafios do desenvolvimento sustentável".

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA TURMA 6 Início do Curso: 24 de março de 2009

Duração do Curso: 18 meses

Dias de aula: terças e quintas feiras

Horário: das 19h às 22h30

Local das Aulas: Rua Pedro de Toledo, 1071, Vila Mariana - São Paulo

Objetivo

Oferecer aos participantes condições para compreender e analisar os problemas ambientais dentro de uma perspectiva econômica, político - institucional e empresarial, visando propiciar um amplo entendimento das suas inter-relações com vistas à busca de soluções objetivas e à transformação de desafios ambientais em estratégias e oportunidades de negócios. Proporcionar uma macro-visão do sistema de gestão ambiental em vigor no País e no Estado de São Paulo, bem como da gestão ambiental em organizações públicas e privadas. Orientar o processo de tomada de decisão dos participantes para a consecução de suas atividades práticas por meio do aprendizado de métodos e técnicas de planejamento em recursos naturais e de gerenciamento de recursos ambientais.

Diferencial

O curso concentra-se na análise sistêmica das complexas inter-relações do modus-vivendi do homem moderno no meio ambiente. Enfoca assuntos relevantes e atuais situados na interface do meio ambiente e com as esferas social, econômica, política e institucional, qualificando os interessados para a gestão estratégica de problemas ambientais, por meio da adoção de práticas sustentáveis de conservação e de uso racional dos recursos naturais.

Para

Profissionais com formação superior nas áreas de Ciências do Ambiente, Ciências da Terra, Ciências Sociais, Engenharia, Arquitetura, Agronomia, Zootecnia, Direito, Administração e Economia, atuantes nos setores público, privado ou em ONGs, interessados na atualização de seus conhecimentos ou em exercer funções de gerência ou assessoria técnica em empresas, instituições e organizações.

Formatação

  • 420 horas
  • 15 meses de aulas presenciais
  • 2 noites/semana

Conteúdo Programático

O MBA em Gestão Estratégica em Meio Ambiente é composto pelas seguintes disciplinas:

  • Sociedade, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
  • Governança Ambiental Global
  • Abordagem Sistêmica em Meio Ambiente
  • Planejamento Energético e Meio Ambiente
  • Planejamento e Gestão de Recursos Naturais
  • Planejamento Territorial e Meio Ambiente
  • Princípios de Metodologia da Pesquisa
  • Política e Legislação Ambiental
  • Auditoria Ambiental Baseada na ISO 14.001
  • Estratégias Ambientais na Produção
  • Fundamentos de Marketing e Meio Ambiente
  • Tópicos em Decisão e Risco
  • Ecossistemas Naturais e Gerenciamento Ambiental
  • Agronegócio e Meio Ambiente
  • Comércio Internacional e Meio Ambiente
  • Seminários de Monografia

Metodologia

A metodologia de ensino combinará aulas teóricas expositivas com o auxílio de apostilas, retro-projetor e equipamentos de multimídia, bem como palestras de especialistas convidados. Para a condução de atividades práticas e a aproximação destas com o conteúdo teórico explorado nas aulas expositivas serão utilizados estudos de caso, painéis e fitas de vídeo. Nas aulas práticas, a dinâmica de aprendizagem será baseada na solução de problemas ambientais, via a utilização da metodologia da problematização. Algumas metodologias participativas como brainwriting / brainstorming, bem como o método do caso, também serão utilizadas na condução de dinâmicas de grupo. Seminários e exercícios práticos complementarão os procedimentos de ensino-aprendizagem do curso. Professores orientadores serão designados aos alunos para apoio na elaboração do trabalho de final de curso, sempre compatibilizando o tema escolhido pelo aluno com as áreas de interesse dos docentes.

Atividades Complementares

Em algumas disciplinas poderão ser realizadas visitas técnicas a empresas e instituições para complementar as aulas teóricas. Essas atividades serão agendadas com a devida antecedência para permitir a participação de todos os alunos.

Sistema de Avaliação

Os participantes serão avaliados ao final das atividades de cada discilplina. O aproveitamento dos participantes será avaliado por meio da prova e/ou trabalho escrito e notas de participação atribuídas pelos professores. Os participantes deverão ter freqüência superior a 75% das aulas para obter aprovação nas disciplinas.

Trabalho de Conclusão

O trabalho de conclusão de curso será desenvolvido em temas relacionados com as disciplinas oferecidas. Esses temas serão definidos com os alunos ao longo da disciplina Metodologia da Pesquisa, respeitando seus interesses profissionais. Serão tratados sob a ótica de gestão estratégica utilizando, sempre que possível, a abordagem sistêmica para a composição da estrutura da monografia de final de curso. Exemplificando, esses temas poderão relacionar-se a: planejamento estratégico de aproveitamento de recursos naturais; planos de gestão integrada enfatizando questões ambientais, de saúde e segurança no trabalho; planejamento, mitigação e controle de riscos associados a processos de produção, transporte de produtos e/ou descarte de resíduos perigosos; estratégias para a transformação de desafios ambientais empresariais em oportunidades de negócios; e elaboração de planos sustentáveis de desenvolvimento em nível de localidades, dentre outras possibilidades. A disciplina Metodologia da Pesquisa será essencialmente prática, com foco direcionado para a definição dos temas das monografias e da abordagem dos assuntos em questão. Ao concluir esta disciplina, os alunos deverão ter um esqueleto preliminar ou "embrião" da monografia. Na disciplina Seminários de Monografia serão oferecidas algumas aulas práticas focadas na elaboração do produto final e, também, programados encontros envolvendo três professores com todos os grupos de alunos. Esses encontros terão por objetivo: "correção de rotas", ajustes na estrutura da monografia e encaminhamento dos grupos para os seus respectivos orientadores. Os melhores trabalhos poderão ser apresentados publicamente e comentados por especialistas do meio acadêmico e empresarial. Essas apresentações poderão ser programadas no contexto da cerimônia de encerramento do curso.

Corpo Docente

O corpo docente é formado predominantemente por Professores Doutores e Mestres, de instituições renomadas de São Paulo, além de executivos e profissionais convidados, especialistas em áreas específicas:

Professor Especialização
ADRIANA P. COELHO CERÂNTOLA Advogada, mestre em tecnologias ambientais (bioética e biosegurança) - IPT
AGNES FERNANDES Geógrafa e comunidadora social, mestre em geografia - USP
EDUARDO LUIZ MACHADO Engenheiro civil e economista, doutor em economia - USP / Wageningen University e pós doutorado em economia / CEBRAP
AMAURY BORGES Engenheiro químico, auditor líder na ABS Quality Evaluation e consultor de sistemas de gestão da qualidade, meio ambiente, saúde e segurança e responsabilidade social.
BACKER R. FERNANDES Mestre em comunicação social, especialista em projetos de comunicação corporativa
LUCIANA TRAVASSOS Arquiteta urbanista, mestre em ciência ambiental pelo PROCAM/USP
MARCIO RABELO NAHUZ Engenheiro florestal, PhD em ciência e tecnologia da madeira - UCNW - University College of Noth Wales
MARCOS ROCHA DE AVÓ Mestrando em Administração de Empresas - FGV
MARIA REGINA QUEIRÓZ BACHIERA Socióloga, especialista em desenvolvimento sustentável e metodologias participaticas
MÁRIO ANTONIO MARGARIDO Economista, doutor em Economia Aplicada - ESALQ / USP
MAURO SILVA RUIZ Geólogo, PhD em Planejamento em Recursos Naturais - Southern Illinois University
RICARDO ALTMAN Engenheiro e MSc.em Engenharia de Produção pela EPUSP
RICARDO HENRIQUE DOS SANTOS Engenheiro elétrico, doutor em eletricidade / sistemas de potência- EPUSP
ROBERTO DOMENICO LAJOLO Engenheiro mecânico, MBA em tecnologia ambiental - EPUSP
ROBERTO DE AGUIAR PEIXOTO Engenheiro naval, doutor em engenharia mecânica - EPUSP

Coordenação: Professor Roberto D. Lajolo, Engenheiro Mecânico, MBA em Tecnologia Ambiental - EPUSP.

Inscrições e informações:
- Download da Ficha de inscrição

Secretaria de cursos:
- Telefone: (11)5088-0848 das 13:00 às 21:00
- Email: mba@maua.br
- Rua Pedro de Toledo, 1071, Vila Mariana - São Paulo - CEP 04039-033

Investimento:

MBA Gestão Estratégica em Meio Ambiente - Turma 6
INVESTIMENTO (1150) Inscrições até: R$
individual
R$ Grupos
(2 ou + alunos)
R$
Ex-alunos
18 parcelas de: Até 31 de outubro de 2008 835 795 795
Até 31 de dezembro de 2008 880 835 835
A partir de 1º de janeiro 2009 980 880 880

Ex-alunos:

  • Pós-graduação Mauá: Mestrado, MBA, Especialização, Aperfeiçoamento
  • Escola de Engenharia Mauá - EEM
  • Escola de Administração Mauá – EAM
  • Cursos Superiores de Tecnologia
Preencha o formulário abaixo para informações/inscrições:


14 novembro 2008

PORTUGAL - A MONOCULTURA DAS OLIVEIRAS E O SEU PREJUÍZO PARA O ECOSSISTEMA


Especialistas alertam para os perigos da nova moda vinda de Espanha
Plantação de olivais ameaça meio ambiente no Alentejo
30.10.2008 - 09h13 Carlos Dias
Do Norte ao Sul do país crescem os receios sobre o impacte resultante da plantação maciça de olival intensivo, tecnologia que chegou a Portugal há dez anos pela mão de empresários espanhóis. Técnicos agrários e investigadores universitários já lançam o alerta para os malefícios que tal prática acarreta para os solos.

Num colóquio realizado no sábado sobre Olival e desenvolvimento local, durante o certame RuralBeja - Feira de Outono, que decorreu em Beja, José Velez, professor na Escola Superior Agrária de Beja (ESAB), deixou patente o impacte no meio ambiente provocado pela monocultura de oliveiras, quando focou o que se está a passar em Espanha. Nas áreas onde foi instalado este tipo de cultura "não há ribeiras nem rios, nem peixes, nem rãs, nem cágados".

Os sistemas de rega implantados para o olival conduzem à artificialização das linhas de água e à destruição de galerias ribeirinhas, como se pode constatar, com maior incidência, em várias explorações agrícolas em Beja, Ferreira do Alentejo, Vidigueira, Serpa e Moura. José Velez questiona o uso excessivo dos aquíferos numa das zonas mais férteis da região alentejano, os barros de Beja, e José Soeiro, deputado comunista na Assembleia da República, partilha das preocupações expressas pelo professor da ESAB, frisando que a região assiste, sem qualquer intervenção do ministério do Ambiente, à "utilização dos aquíferos sem qualquer controlo".

Laura Torres, professora catedrática da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, associa o seu uso excessivo e sem controlo aos sinais anómalos que estão a surgir nos ecossistemas, destacando "os comportamentos aberrantes dos peixes", revelando que já foram referenciados exemplares "bissexuados" e outros com comportamentos "aberrantes". "Não sabemos o que é feito e como é feito" no tratamento dos olivais, mas fazer olival moderno em Trás-os-Montes é usar mais pesticidas, fungicidas, erbicidas, insecticidas e abusar dos fertilizantes", sintetiza Laura Torres, que enumera um conjunto de receitas "para provocar doenças e pragas no olival". Incisiva, classifica os insecticidas como "os narcóticos da natureza". A nova agricultura intensiva "passou a estar dependente de drogas", disse.

Laura Torres refere que são conhecidos 255 inimigos da oliveira, mas 90 por cento "não causam problemas" por limitações impostas pelos ecossistemas. Destruindo as defesas naturais, surgem novas pragas e doenças que eram desconhecidas até aqui. Há o hábito nefasto de limpar os solos ocupados por oliveiras de todo tipo de ervas, um factor que contribui igualmente para a erosão dos solos.

No Alentejo "perde-se um centímetro de terreno arável por ano", alerta José Velez, realçando um fenómeno que pode ser observado nalguns locais no Alentejo, onde as árvores "descerem entre 20 e 30cm", em resultado da erosão dos solos.

Ministério da Agricultura criou grupo de trabalho para analisar impactes nos solos

Uma década depois de vários empresários espanhóis terem iniciado a plantação de novo olival no Alentejo e quando, neste momento, a área ocupada por esta monocultura já atinge quase 40 mil hectares, conforme dados fornecidos ao PÚBLICO pelo Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, tutelado pelo ministro Jaime Silva, este organismo alega, para já, desconhecer quais as reais consequências ambientais resultantes da reconversão "crescente" do olival tradicional em contínuo intensivo.

O ministério reconhece que a plantação, em grande escala, de uma tão extensa área de olival regado na região do Alentejo poderá infligir impactes negativos nos recursos naturais e em particular nos solos.
Para superar esta lacuna, o Ministério da Agricultura publicou, no passado dia 23 de Outubro, o Despacho 26873/2008, que institui um grupo de trabalho do olival para analisar os impactes deste tipo de plantação nos solos.

Este grupo de trabalho deverá igualmente proceder à realização das "análises consideradas necessárias ao acompanhamento constante da evolução das características e estado da fertilidade dos solos", e também à apresentação de um relatório com as respectivas conclusões, até ao final do primeiro semestre de 2009.


Fonte: ultimahora.publico.clix.pt