01 dezembro 2008

VENEZA ESTÁ ALAGADA - ITÁLIA


01/12/2008 - Veneza é inundada; mar atinge nível mais alto em 22 anos

Em Roma
Grandes setores de Veneza foram inundados na segunda-feira, com chuvas e ventos fortes, e o mar
atingiu o seu nível mais alto em 22 anos.
Os serviços de ferryboat e táxi aquático foram suspensos, e o prefeito de Veneza pediu à população que não saia de casa. Turistas e moradores tiveram dificuldade em deslocar-se pela cidade por passarelas elevadas.

O Centro Maree, que traça previsões sobre o nível das águas, disse que o nível do mar no Adriático subiu 1,56 metro, algo que não era visto desde 1986.

As enchentes deixaram as pessoas nas partes mais baixas da cidade, incluindo a praça São Marcos, uma das grandes atrações turísticas de Veneza, andando com a água na altura dos joelhos.

"O nível da água está excepcionalmente alto", teria declarado o prefeito Massimo Cacciari, segundo a agência de notícias Ansa. "Não saiam de casa, exceto em caso de necessidade."

Erguida sobre um grupo de ilhas pantanosas no século 5o e atravessada por canais, a cidade inteira sofre com enchentes periódicas causadas pelas marés altas.

O governo iniciou um projeto de vários bilhões de euros de construção de uma barreira contra as enchentes, para evitar que a elevação do nível do mar destrua a cidade.

EMBRAPA MEIO AMBIENTE - A CONSTANTE BUSCA DO CONHECIMENTO - CURSO ISO 19.011

O curso de Formação de Auditores Internos a ser oferecido de 8 a 11 de dezembro de 2008 pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vai capacitar profissionais de nível médio ou superior para o desenvolvimento de atividades de auditoria interna na NBR ISO 19.011, que acompanha e avalia a eficácia e eficiência da implantação dos sistemas da qualidade.

Foto: Eliana Lima


Dessa maneira, as empresas que tiverem empregados com este treinamento terão condições de formar uma Unidade de Garantia da Qualidade, ou seja, o comitê interno capacitado para a implantação e manutenção da qualidade dos processos e estudos. O curso será realizado no auditório da Embrapa Meio Ambiente, com instrutores da Valora Soluções em Gestão, empresa de consultoria em sistemas da qualidade.

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Katia Regina Evaristo de Jesus Hitzschky, responsável pelo treinamento, informa que a partir dessa capacitação, cada instituição participante contará com profissionais habilitados como auditores, aptos a compor o grupo de auditoria interna para qualquer sistema ISO.

“O foco principal do curso será para a auditoria de Boas Práticas de Laboratório, as BPLs”, explica a pesquisadora. Além disso, o curso focará os requisitos da NBR ISO 19.011, com a participação de instrutores com experiência em implantação de sistema de qualidade, segundo as normas que regem as boas práticas de laboratório e de campo.

O programa aborda desde introdução à auditoria, conceitos, objetivos, tipos, terminologia, normas, perfil e comportamento do auditor, metodologia de auditoria interna da qualidade e suas etapas, planejamento, preparação, execução, relato, acompanhamento pós-auditoria, com aplicação de exercícios em dois módulos.

Um dos módulos práticos irá simular uma preparação de auditoria interna e o outro irá elaborar os registros da auditoria simulada, com redação das não-conformidades e elaboração do relatório final.

As inscrições custam R$ 500,00 para profissionais de empresas privadas, com desconto para grupos com mais de 3 pessoas. Estudantes e funcionários de empresas públicas pagam R$ 300,00.

Mais informações pelo telefone 19.3311.2653 ou pelo e-mail sac@cnpma.embrapa.br

Cristina Tordin
Jornalista, MTb 28.499
Embrapa Meio Ambiente

30 novembro 2008

AS PESQUISAS QUE VASCULHAM NOSSOS OCEANOS - NOVAS DESCOBERTAS



Oceanos debaixo de lupa
Stephen Leahy

Uxbridge, Canadá, 13/11/2008, (IPS) - Mil pontos de luz iluminam as profundezas dos oceanos. Unidos há oito anos por esta rede brilhante, mais de dois mil cientistas de 82 países completarão em 2010 a pesquisa do Censo da Vida Marinha.

“Tem sido um período extraordinário, de novas e excitantes descobertas e atemorizantes revelações sobre o modo como os oceanos mudam”, disse o biólogo marinho canadense Paul Snelgrove, diretor da equipe que compila as conclusões dos 17 projetos do Censo. “Espantamos-nos ao descobrir pequenos crustáceos jamais vistos pelos cientistas a 500 metros de profundidade, no golfo do México”, disse Snelgrove à IPS.

O Censo documentou que mais de 90% dos maiores predadores marinhos – grandes tubarões, atum peixe-espada, bacalhau e outros – desapareceram e que as espécies sobreviventes estão em sérios problemas. “Também observamos evidências da mudança climática em variações da distribuição das espécies”, acrescentou o biólogo. Igualmente importante é a colaboração de cientistas do Norte industrial e do Sul em desenvolvimento, segundo o informe 2008 sobre o Censo, apresentado esta semana na Conferência Mundial sobre Biodiversidade Marinha em Valência, na Espanha. Antes do Censo, os especialistas se concentravam em questões nacionais ou regionais. Portanto, os mesmos bancos de peixes eram contados duas ou três vezes, na medida em que cruzavam de uma jurisdição marinha nacional para outra, por isso as populações eram subestimadas.

O trabalho conjunto de cientistas de países do Norte e do Sul será um dos grandes legados do Censo, vital para as pesquisas e o manejo futuro dos oceanos, disse Snelgrove. “A difusão do primeiro Censo em 2010 será um marco para a ciência, um êxito de proporções históricas”, afirmou Ian Poiner, presidente do Comitê Internacional de Direção Científica do projeto e diretor do Instituto Australiano de Ciências Marinhas. “A dedicação e a cooperação estão permitindo que o mais complexo programa sobre biologia marinha jamais realizado cumpra seu cronograma e alcance seus objetivos. Quando tudo começou, muitos observadores não consideravam que isto tudo seria possível”, acrescentou.

Os cientistas conheceram em Valência a descoberta de um novo predador, que vive a mais de 7.200 metros de profundidade em águas do estreito japonês de Ryukyu, que era considerado deserto: uma espécie de medusa que “voa como um caranguejo com duas caudas”. Entre os maiores esforços de exploração atualmente em curso dentro do Censo se encontram 18 cruzeiros científicos no oceano Antártico, como parte do Ano Polar Internacional. “Nada do que está sendo feito jamais foi realizado”, disse à IPS Ron O’Dor, especialista em lulas que participa do Censo. Os cientistas chegaram à conclusão de que o ancestral comum a todos os polvos de águas profundas do mundo ainda vivem nos mares austrais, acrescentou.

Quando o Censo foi lançado em 2000, os cientistas sabiam que fariam muitas descobertas. De todo modo, foram surpreendidos pela velocidade com que foi desenvolvida nova tecnologia para explorar os oceanos. “Jamais imaginei que teríamos um barco de onde pudéssemos avistar um camarão a três mil metros de profundidade no meio do Atlântico”, afirmou O’Dor. Dispositivos de rastreamento em miniatura e redes eletrônicas submarinas começam a revelar “o panorama global do movimento dos animais, seja girando em redemoinhos do tamanho da Irlanda ou viajando oito mil quilômetros através das bacias oceânicas”, acrescentou.

Em 2010 o Censo produzirá mapas globais da riqueza de espécies dos oceanos. Também oferecerá uma completa lista das espécies marinhas conhecidas, que se situariam entre 230 mil e 250 mil, e novas estimativas sobre o que ainda está por ser descoberto. Além disso, haverá paginas na Internet para a grande maioria das espécies conhecidas, compiladas em cooperação com a Enciclopédia da Vida, bem com identificadores de DNA de muitas delas para facilitar as futuras descobertas. O máximo legado do Censo é ter conseguido que muitos façam nadar sua atenção e imaginação pelos oceanos, menos conhecidos ainda do que a superfície da lua.

O projeto “inspirou muitos cientistas de todo o mundo a realizar este tipo de tarefa”, disse Snelgrove. Esta detalhada visão dos oceanos também revela a urgente necessidade de cuidar melhor deles. Tanto O’Dor quanto Snelgrove disseram que falta algum tipo de proteção e governabilidade. Snelgrove tentará sintetizar os 10 anos de pesquisas e produzir, até 2010, pelo menos três livros: um estudo sobre a vida marinha, outro com capítulos dedicados a cada grupo de trabalho e um terceiro sobre a biodiversidade. Um dos projetos mais fascinantes do Censo é a reconstrução histórica dos oceanos no passado recente (cerca de 500 anos) e uma projeção de como poderão ser no futuro. “Isso será um trabalho-chave, talvez o mais importante”, afirmou Snelgrove.

Fonte:(IPS/Envolverde)

AS ENCHENTES DO ESTADO DE SANTA CATARINA - DESCASO OU FATALIDADE?



24/11/2008 -'São anos de descaso do poder público em Santa Catarina', avalia pesquisadora

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo (SP)

As características do solo e do relevo e as condições climáticas anômalas não são capazes de, sozinhas, explicar a tragédia ocorrida em Santa Catarina. Mais do que os fenômenos naturais, o descaso do poder público ao longo das últimas décadas foi a principal razão do elevado número de mortos, desabrigados e desalojados em decorrência das chuvas que atingiram o Estado no mês de novembro. Quem faz essa avaliação é a geóloga e pesquisadora do grupo de estudos de Desastres Ambientais da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Maria Lúcia de Paula Hermman.

"Se chover mais, será o caos final", diz governador de Santa Catarina

A Defesa Civil de Santa Catarina registrou, até o momento, 110 mortes, 7.703 desalojados e 15.434 desabrigados, vítimas, sobretudo, de inundações, desabamentos e deslizamentos de terra. Para a pesquisadora, que monitora os desastres ambientais ocorridos no Estado desde 1980, "há muito tempo essas tragédias vêm se repetindo em Santa Catarina e nada de efetivo foi feito por parte do poder público".

Hermman admite que uma quantidade incomum de chuva atingiu o Estado nos últimos dias, mas avalia que não houve, ao longo dos anos, o esforço necessário dos governos e prefeituras para impedir ocupações irregulares em encostas de morro e em planícies fluviais, locais que sofrem quando há grande ocorrência de chuvas.

Solo e relevo catarinense
A pesquisadora explica que, ao longo do litoral de Santa Catarina , distribuem-se três grandes "serras". A primeira, semelhante à "Serra do Mar" do sudeste, começa no extremo norte do Estado e vai até Joinville; a segunda, conhecida como "Serra do Leste", vai de Joinville até o começo do litoral sul; e a terceira, "Serra Geral", ocupa o litoral sul de Santa Catarina até o Rio Grande do Sul. Nas proximidades dessas serras estão algumas das principais e mais populosas cidades catarinenses, como Joinville, Blumenau, Itajaí e Brusque.

De acordo com Hermman, uma boa parte da população litorânea de Santa Catarina reside nas médias ou baixas encostas destas serras. Enquanto as moradias localizadas nas médias encostas são suscetíveis a desmoronamentos, as situadas nas baixas encostas costumam ser atingidas por deslizamentos de terra.

"Nas baixas encostas há uma camada espessa, extremamente permeável, conhecida como 'manto superficial', formada pelo desgaste das rochas, causado pela ações do sol, dos ventos e das chuvas. Essa camada fica entre a superfície e a rocha dura. Quando chove muito, a água ocupa toda essa camada, o manto fica encharcado e os deslizamentos inevitavelmente acontecem", explica a pesquisadora.

Rios
Outra região de risco, segundo Hermman, são as planícies fluviais, ou seja, regiões localizadas próximo das margens dos rios, que sofrem constantes inundações nos períodos de chuva.

Chuva dificulta tráfego


"A legislação impede a ocupação de áreas a menos de 30 m de distância das margens dos rios, mas isso não é respeitado em Santa Catarina". A pesquisadora conta que no Vale do Itajaí, região do Estado mais afetada pelas chuvas, uma parcela significativa da população reside nas planícies fluviais.

"Várias cidades, como Blumenau, por exemplo, são cortadas por rios. Muitas rodovias, inclusive, foram construídas próximas dos leitos dos rios", diz. "Não há como transferir uma cidade de lugar, obviamente, mas o governo pode tomar várias medidas, como dragar os rios, aprofundar os canais, retirar as pessoas das margens, construir muros, limpar bueiros, coibir ocupações clandestinas, aplicar multas pesadas, entre outras. As cidades precisam serem reestruturadas e planos de prevenção mais efetivos necessitam ser colocados em prática para evitar tragédias como esta que Santa Catarina está vivendo", completa Hermman.

Enchentes provocam destruição e mortes em várias cidades de Santa Catarina


Prevenção e apoio
O coordenador de previsão do tempo do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe), Gustavo Carlos Juan Escobar, acredita que a Secretaria Nacional de Defesa Civil foi informada em tempo suficiente para se articular com a Defesa Civil de Santa Catarina eimpedir que uma catástrofe acontecesse em Santa Catarina.

"Alertamos as autoridades competentes na quarta-feira (19), três dias antes das chuvas mais intensas. Nesses dias dava para ter feito muita coisa para minimizar os efeitos das chuvas", disse.

Já Laura Rodrigues, coordenadora da equipe de Previsão e Tempo da Epagri/Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina), afirma que "tanto a Defesa Civil do Estado, quanto a das prefeituras fizeram o que foi possível".

"Nos municípios mais atingidos, como Itajaí, Blumenau, São Francisco do Sul e Luis Alves, choveu em quatro dias - de sexta (21) à terça (24) - quatro vezes mais do que a média histórica mensal para o mês de novembro. O que precisa ser feito é um trabalho preventivo de longo prazo e uma reestruturação das cidades", avalia.

Obs. com alteração

Fotos: 1- James Tavares/Secom/SC; 2 - Nelva Daltrezo/Secom/SC

29 novembro 2008

A RESERVA NATURAL DE DANA - LOCALIZADA NA JORDÂNIA - É UMA RESERVA DA BIOSFERA



A Reserva Natural de Dana, situada na Jordânia, criada em 1989 ocupa uma extensa área de 308 km2, composta de belas paisagens de superfícies irregulares, abrangendo o Vale do Rift. É composta de morros e cristas, partindo de uma altitude de 1500 m, próximo do Deserto de Quadeslyya. As montanhas são cortadas por wadis íngremes, com arbustos e vegetação exuberante. A sua geologia varia, misturando três tipos de formação: arenito, calcário e granito.
É a única reserva natural na Jordânia que atravessa quatro bio-zonas geográficas: Mediterrâneo, Irano-turaniano, Saharo-árabe, e Sudanian penatration

FLORA E FAUNA: Seu ambiente diversificado é composto por mais de 703 espécies vegetais, 215 espécies de aves e 38 de mamíferos. Dentre os vegetais podemos salientar, fenício Jupiter, evergreen carvalho, acácia. Das centenas de espécies vegetais encontradas em Dana, podemos enc três espécies, não podem ser localizadas em nenhum outro lugar do mundo.

ESPÉCIES EM EXTINÇÃO: O ameaçado Nubian Ibex, Serin sírios, e Peneireiro das torres, são nativos de Wadi Dana e para salvar as espécies foi necessário ingressá-la no Fundo Mundial para o Ambiente, em 1994. Além disso, a maior colônia de reprodução de Serin da Síria, está em na Reserva Natural.
A The Royal Society for Conservation of Nature (RSCN) - tomou medidas pioneiras na tentativa de conservar a biodiversidade preciosa de Dana - em 1994, financiada pelo Fundo Mundial para o Ambiente (GEF), elaborou o primeiro plano de gestão de área protegida da Jordânia, convertendo a Reserva Natural de Dana, uma Reserva da Biosfera em um modelo integrado de conservação e desenvolvimento sócio-econômico. Este plano estabelece objetivos, estratégias e prioridades que, em última instância, procura encontrar um ponto de equilíbrio entre a proteção das maravilhas naturais de Dana e os interesses econômicos das populações locais. Esta estratégia se baseia principalment no zoneamento, definindo áreas onde determinadas atividades podem ser exercidas, permitindo zonas de pastoreio e zonas de lazer. De acordo com esta abordagem, Dana se tornou o primeiro local de turismo responsável.
A RSCN, recebeu vários prêmios por seu sucesso global de redução da pobreza e geração de empregos para a população local, em associação com integração e conservação da natureza.
Ainda existem ameaças ao ambiente natural, através do sobrepastoreio, da xilografia e caça, principalmente do Ibex e Chucar.
VISITAÇÃO:
A maior Reserva Natural do país, está localizada na parte sul, sendo constituída quase na sua totalidade por vales e montanhas. Sua grande variedade de vegetação, com mais de 700 espécies, inclusive com algumas raras, uma grande quantidade de aves e mamíferos, Dana é uma das principais atrações de campismo na Jordânia onde os visitantes podem ir fazer caminhadas nas trilhas que variam de fácil a moderada para difícil.
A reserva contém uma Wadi (árabe) que significa aldeia, que foi ocupada desde 4000 aC, inclusive ainda hoje está habitada por povos nativos da tribo dos Atata.
Os visitantes encontram acomodações em Feynan Wilderness Lodge, Dana Guest House, e o Rummana acampamento, situadas num planalto com vista para a montanha Rumman e os vales circundantes.

Fonte: Wikipedia


28 novembro 2008

2º PASSEIO ECOLÓGICO DO BAIRRO COLINAS DO CASTELO - JAGUARIÚNA(SP)

INICIATIVAS VERDES SÃO SEMPRE BEM VINDAS!

HISTÓRICO DO EVENTO:

EM 2004 a Associação dos Moradores do Bairro Colinas do Castelo, realizou o 1º PASSEIO ECOLÓGICO DO BAIRRO COLINAS DO CASTELO - foi uma iniciativa brilhante e vitoriosa - durante o evento, foi realizada, além do passeio, pròpriamente dito, uma Oficina de reciclagem.
Foram confeccionadas camisetas alusivas ao evento.
Foi um sucesso, tanto que em janeiro de 2008, a Associação de Bairro, cogitou a possibilidade de organizar um novo evento.

No último sábado, 22 de novembro de 2008, foi realizado uma 2ª Edição do Passeio Ecológico, desta vez também, não contou tão sòmente com a coleta do lixo pelas ruas do Bairro, mas com pequenas palestras e exposições de trabalhos realizados com reciclagem de materiais descartados.

O EVENTO DE 2008:

LOCAL DO ENCONTRO: Pátio da Igreja de São Jorge
PARTICIPANTES: 19 crianças e 11 adultos(organizadores, convidados e palestrantes);
TRABALHOS REALIZADOS:
- Exposição de trabalhos com reciclados: - ONG Trilhos do Jequitibá e moradores do bairro;
- Palestra da coordenadora do evento: Helena Rezende;
- Palestra do Presidente da ONG Trilhos do Jequitibá;
- Palestra do Senhor José Maria, que desenvolveu uma máquina para reciclar copos descartáveis e transforma-os em utilidades domésticas (bacias, cachepôs, etc) e,
- Entrevista com o Sr. Sérgio - Presidente da COPERJ - Cooperativa de reciclagem de Jaguariúna;
- Distribuição de folhetos:
1 - Sobre o Caramujo Africano e Dengue (fornecido pela ONG Trilhos do Jequitiá);
2 - RECICLE e Jaguariúna Meio Ambiente - ofertados pela Secretaria do Meio Ambiente
- Coleta de Pilhas e baterias para serem recolhidas para o Banco ABN, que gentilmente ofertou os recipientes Papa Pilhas;
- Coleta de 45 sacos de 100 litros de materiais recicláveis descartados;
- Pequeno Lanche para as crianças - oferta da organização do Evento;
- Sorteio de brindes para as crianças

A PREFEITURA MUNICIPAL DE JAGUARIÚNA PARTICIPOU DO EVENTO ATRAVÉS da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, na pessoa do Secretário Irineu Gastaldo e seu staff, que forneceu:
- copos de água para os participantes;
- Luvas descartáveis,
- Sacos para lixo e,
- Impressão de 100 convites para seren distribuídos aos moradores do Bairro Colinas do Castelo.

Contamos também, com o apôio logístico de Sucatas Braga, que retirou o material coletado e da Rádio Nova Sertaneja FM, na pessoa do seu Diretor Sr. Billy, que prontamente nos cedeu espaço em sua programação, com a realização de uma entrevista sobre a realização do Evento.

Colaboração: Fernando Gaona (Presidente da Associação do Bairro), Ana Miele (Secretária). Cleide Secco, Eduardo Riso, Solange Riso, Dona Nete, Sr. Barba, Sr. Pedro, Sr. Vitor, Dr. Gilberto e esposa, Solange Gaona, Marcinha, Paula, Aurélia Schiavolin e Helena Rezende.

A todos os presentes e colaboradores, os nossos mais sinceros agradecimentos.

A IMPORTÂNCIA DO EVENTO:
O Bairro Colinas do Castelo de Jaguariúna, se localiza em um dos morros da cidade e como tal, possui vistas panorâmicas de rara beleza, é composto por 175 lotes de 1.000 m2, com ruas asfaltadas e toda a infraestrutura urbana de coleta de lixo, água tratada e serviço de esgoto. Possui, além de 3 estações elevatórias, 01 Reservatório de Água e 2 áreas verdes(que possuem em seu interior, remanescentes de vegetação nativa e muitas nascentes, portanto, de suma importância para o ecossistema local a preservação das mesmas).
No bairro, é realizada, anualmente, a PROVA PEDESTRE ‘COLINA DO CASTELO’ - A mais tradicional prova do pedestrianismo jaguariunense. Com a presença de equipes de toda região, envolvendo atletas da faixa etária de 15 a 80 anos.

Sobre o resultado do Passeio:

Foi um evento de real grandeza, não pelo número de participantes, que ainda é ínfimo, tendo em vista as dimensões do bairro, mas pelo alcance da intenção...conscientizar pessoas, principalmente as crianças e adolescentes, sobre a enorme importância de não se jogar lixo nas ruas, no cuidado com o meio ambiente e que podemos reutilizar a maioria dos materiais que descartamos no nosso cotidiano. Transformando lixo em utilidades preciosas - poderemos, além do estímulo à criatividade, descobrir novos talentos (habilidades) e até empreendedores - mas o ganho substancial sem dúvida alguma é com a preservação do nosso ambiente micro, que gerará um bônus, um legado real na manutenção do nosso Planeta Terra.

Precisamos!
Jaguariúna precisa!
O mundo todo precisa, que atitudes como esta, sejam multiplicadas aos milhões de habitantes da terra, para que possamos ter sempre um espaço saudável, com uma qualidade de vida melhor, deixando com isto, uma herança maravilhosa para os nossos descendentes.

E é começando dentro de nossas casas, fazendo o uso racional e um consumo responsável, que poderemos atingir as nossas metas de ter um planeta mais limpo, com águas mais cristalinas jorrando em nossos cursos e um ar respirável para todos.

E assim,....queridos amigos, plantando, jogando sementes, aqui e acolá, grão por grão, haveremos de formar florestas inteiras de idéias e ideais ecològicamente corretos!

Um grande abraço, Helena Rezende









26 novembro 2008

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE O CLIMA - 2008 - POZNAN


PARIS (AFP) - Apesar da crise econômica, a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, em Poznan (de 1º a 12 de dezembro), dará início à contagem regressiva para um novo acordo de luta contra o aquecimento global, que deve ser concluído até o final de 2009, em Copenhague.

Mesmo com a ausência da nova equipe de Barack Obama, presidente eleito dos EUA que já se mostrou mais disposto a negociar o tema do que o atual governo Bush, Poznan deve ativar a negociação do futuro acordo, no momento em que as emissões mundiais de gases estufa nunca foram tão altas.

As dos países em desenvolvimento já totalizam mais da metade das emissões mundiais, e a China se tornou o primeiro poluente mundial.

No ano passado, em Bali, os Estados-membros da Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (UNFCCC, sigla em inglês) prometeram amarrar o novo acordo até dezembro de 2009 - tempo necessário para uma eventual ratificação -, ainda que a data pareça, na realidade, difícil de cumprir.

Desde a entrada em vigor de Kyoto em 2005, a negociação climática acontece em dois níveis: a UNFCCC (192 países) e o Protocolo de Kyoto. Até agora, apenas os 37 países industrializados signatários de Kyoto estão sujeitos a metas de redução de suas emissões poluentes até 2012, o que levou os EUA a rejeitarem o tratado.

O novo acordo deverá, então, decidir sobre uma sobrevida de Kyoto, modificado e ampliado aos países emergentes, ou sobre a adoção de um "Protocolo de Copenhague", que englobe todo o mundo e permita, sobretudo aos EUA, sair do zero.

Entre os grandes encontros em Poznan, que contará, assim como em 2007, com a presença do secretário-geral da ONU, Ban-Ki-Moon, e do Prêmio Nobel da Paz e ex-vice-presidente americano Al Gore, uma mesa-redonda dos ministros do Meio Ambiente, nos dias 11 e 12 de dezembro, permitirá uma troca de opiniões sobre uma "visão compartilhada" de longo prazo da luta contra a mudança climática.

Essa visão, que tem como perspectiva o ano de 2050, deverá refletir as ambições de cada um na redução de suas emissões poluentes e na preservação do clima.

Segundo os cientistas, as emissões dos países industrializados deveriam parar de crescer a partir de 2015 e, então, cair drasticamente até 2050, mas os grandes países emergentes, como China e Índia, também estão sendo convocados para controlar a inflação de sua poluição.

"Os países em desenvolvimento vão, sem dúvida, insistir em que estamos prontos para relaxar", observou o representante de um país industrializado. "Mas nós vamos mostrar que eles poluem agora tanto quanto nós".

Em Poznan, o secretário-executivo da UNFCCC, Yvo de Boer, não espera o anúncio em números da redução de um ou outro país, mas deseja "uma abertura".

"Espero que a mesa-redonda nos dê uma linha de ação política mais clara", declarou à AFP.

"É claro para todos que isso não pode continuar assim", comentou um diplomata ocidental. "Até aqui, multiplicamos as opções sobre a mesa. A próxima etapa será limitá-las, caso contrário, chegaremos com 1.000 páginas a Copenhague e não teremos um acordo".

Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/081126/saude/fran__a_onu_clima