05 dezembro 2008

PETROBRÁS E CONSÓRCIO PCJ (RIOS PIRACICABA, CAPIVARI E JUNDIAÍ) FIRMAM CONVÊNIO

Foto: Paulo Franzin
Petrobras assinou convênio com o Consórcio PCJ
Em 05/12/2008

A Petrobras assinou no dia 27 um convênio com o Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) que fomentará ações de cunho socioambiental para investimentos em educação ambiental e reflorestamento das nascentes do rio Camanducaia, que corta as cidades de Amparo, Jaguariúna, Monte Alegre do Sul, Pinhalzinho, Serra Negra e Socorro.


O valor total do convênio é de R$ 2.904.000,00 sendo R$ 2.204.000,00 destinados ao reflorestamento das nascentes - definidas no Plano Diretor de Reflorestamento, para a produção de água na Bacia do Camanducaia - e R$ 700.000,00 à educação ambiental. O prazo para a utilização dos recursos é de cinco anos.


Os programas de educação ambiental terão como foco o incentivo às políticas públicas de reuso da água e o armazenamento e utilização de água de chuva, considerando as diversas formas de utilização das bacias do PCJ.


Fonte:

http://www.oserrano.com.br/mais.asp?tipo=Local&id=7953

UMA VISÃO SOBRE A POLUIÇÃO DAS ÁGUAS NA EUROPA


Poluição das águas

A poluição marinha

A degradação do meio marinho há já décadas que tem vindo a preocupar cientistas, pescadores, navegantes, mergulhadores e, de uma forma geral, todos os amigos do mar. As suas preocupações giram em torno da poluição. As causas são inúmeras: emissões industriais, águas residuais não tratadas, substâncias descarregadas pelos barcos, poluição proveniente dos rios, etc.

A imensidão do problema é inegável: graças à pesca e à aquicultura marinha, o mar fornece 40% das proteínas consumidas na União Europeia. A preservação do equilíbrio ecológico marítimo é, pois, vital para o abastecimento alimentar da UE. Além disso, o mar é o cenário onde vivem e trabalham 70 milhões de cidadãos europeus, incluindo aqueles que, directa ou indirectamente, vivem da pesca, do turismo balnear e das actividades portuárias.

Existem diversos tipos de poluição marinha:

Substâncias químicas e metais pesados – Diversas regulamentações vieram pôr fim à maioria das descargas de substâncias perigosas nos rios e no mar. Os problemas que persistem devem-se, por um lado, ao não cumprimento da legislação e, por outro, ao peso do passado, pois os sedimentos marinhos contêm ainda metais pesados e resíduos de substâncias químicas actualmente proibidas (pesticidas organoclorados). Mas existem ainda outras substâncias químicas que inquietam actualmente os cientistas, tais como o tributilteno (tinta biocida anti-incrustação), os retardadores de chamas bromados ou as dioxinas.

Eutrofização – Uma acumulação excessiva de nutrientes (nitratos e fosfatos) nos rios devido às escorrências dos campos agrícolas e às águas dos esgotos induz uma proliferação da flora aquática, a qual consome o oxigénio contido na água e coloca a vida aquática em perigo. Este fenómeno está na origem das marés vermelhas, verdes e castanhas. A principal causa do aumento destes nutrientes é a agricultura intensiva e o seu recurso sistemático aos fertilizantes, naturais ou químicos. Além disso, são várias as povoações que não fazem qualquer tratamento das suas águas residuais.

Derrames acidentais de petróleo – As marés negras têm consequências nefastas e prolongadas no tempo. Infelizmente, a regulamentação sobre segurança marítima, em contínua evolução, jamais conseguirá impedir a 100% o risco de acidentes. Presentemente existe ainda outro risco: no mar do Norte, a proliferação de plataformas petrolíferas aumenta os riscos deste tipo de acidentes.

Desgaseificações no mar – A poluição crónica com hidrocarbonetos, se bem que mais difusa e menos espectacular que as marés negras, é um fenómeno não menos inquietante. Principais responsáveis: as descargas no mar ordenadas por comandantes sem escrúpulos. Alguns estudos indicam que a quantidade de petróleo assim lançada para o mar é muito superior à de uma maré negra. O principal problema é a dificuldade não só em identificar os responsáveis mas também em levar a cabo acções judiciais.

Resíduos nucleares imersos – Trata-se de uma questão sobre a qual pouco se conhece. Qual poderá ser o impacto ambiental de um aumento da radioactividade, como se verificou ao largo das centrais de La Hague (Normandia) e Sellafield (Cumbria), bem como no mar Báltico e no mar do Norte? Quais seriam os efeitos do aparecimento de fissuras nos cofres de betão que protegem os resíduos nucleares outrora lançados no mar?

Poluição biológica – Na origem deste tipo de poluição encontra-se uma má gestão dos resíduos naturais, humanos e animais, que contêm bactérias. Geralmente, a fonte deste problema situa-se nas regiões do interior e a sua causa são as povoações que não tratam as suas águas residuais e as pastagens junto aos rios. Esta poluição ameaça particularmente a saúde dos banhistas e dos praticantes de desportos náuticos. Uma aplicação rigorosa da regulamentação relativa às águas balneares e à gestão das águas residuais seria suficiente para reduzir este risco.

Resíduos sólidos – O lançamento para a água de embalagens de plástico e de alumínio, cordames sintéticos, filtros de cigarros e outros resíduos de materiais não biodegradáveis é sobretudo da responsabilidade dos utilizadores do mar. Pouco estudados, estes resíduos são de difícil quantificação, se bem que haja notícias regulares de algumas das suas consequências, como a sufocação de mamíferos marinhos ou a danificação das redes de pesca.

A saúde do ambiente marinho é uma prioridade do 6.º Programa de Acção em matéria de Ambiente da União Europeia. A preservação do ambiente marinho é, pois, o objectivo de uma estratégia actualmente em elaboração. Essa estratégia passa por novas regulamentações e também por uma aplicação mais eficaz das regulamentações existentes.

Fonte:

http://ec.europa.eu/fisheries/related_issues/water_pollution_pt.htm

04 dezembro 2008

OS EFEITOS DA REUTILIZAÇÃO DA ÁGUA DA CHUVA EM GRANDE ESCALA



AMBIENTE-AUSTRÁLIA:
Água da chuva para minimizar a seca


Melbourne, 14/11/2008, (IPS) - Grandes áreas do sul e leste da Austrália sofrem por causa da seca.

Enquanto isso, a localidade de Orange, 260 quilômetros a oeste de Sidney, desenvolve o primeiro programa para recolher água da chuva neste país. O projeto “esta desenhado inicialmente como uma resposta de emergência, porque não tínhamos uma fonte alternativa que pudéssemos lançar mão rapidamente”, disse à IPS o diretor de serviços técnicos do conselho de Orange, Chris Devitt. Devitt explicou que, como o projeto Coleta de Água de Chuva do Riacho Pantanoso Blackmans oferece uma “solução bastante rápida” para a crise hídrica de Orange, o conselho quer convertê-lo em permanente para atacar as conseqüências da seca. As duas reservas de Orange estão coberta em 40,5% de sua capacidade, e no começo de setembro estiveram em 27%, após a estação das chuvas.

No último dia 5, um comunicado sobre a seca emitido pelo Centro Nacional do Clima (NCC) do Escritório de Meteorologia insinuou que as condições de seca se tornarão uma regra, mais do que exceção, na medida em que se concretizarem os efeitos da mudança climática. “A combinação de calor recorde e as secas generalizadas dos últimos cinco a 10 anos sobre grandes áreas da Austrália meridional e oriental não tem precedentes históricos e é, pelo menos em parte, um resultado da mudança climática”, disse o NCC. O plano de Orange envolve captação de água do riacho Blackmans, a nordeste do povoado, retirando-a e tratando-a antes de sua chegada à principal represa de água potável local.

Mas, apesar de os cerca de 40 mil moradores de Orange logo poderem contar com água disponível com a primeira coleta planejada para março de 2009, há preocupações em relação à qualidade. O povoado está submetido hoje às restrições hídricas de nível 5, que limitam severamente o uso da água nas casas, com multas de até dois mil dólares australianos (US$ 1.351) para quem não as cumprir. Os moradores expressaram seus pontos de vista sobre o projeto em um site (vinculado à página na Internet do próprio conselho) criado para tais efeitos.

Entre as preocupações apresentadas figura o fato de a água que flui por ruas, caminhos e parques não ser adequada para beber, embora uma maioria de 85,7% dos consultados em uma pesquisa divulgada no site digam estar felizes de beber água da chuva. Devitt afirmou que o conselho trabalha duro para convencer as pessoas de que a água será segura. Destacou que o conselho realizou um painel de dois dias com “várias autoridades do governo” e “agências ambientais”, entre elas os departamentos de saúde e de água e energia do governo do Estado de Nova Gales do Sul. “Como conseqüência, temos na prática processos bastante robustos para nos protegermos contra toda contaminação”, acrescentou Devitt.

Geolyse, consultora local que avaliou os fatores ambientais em nome do Conselho de Orange, espera que a água seja de alta qualidade. “Os dados disponíveis indicam que a qualidade esta água é melhor do que os valores habituais para as áreas de captação urbanizadas”, diz o informe preparado pela empresa Geolyse e divulgado em julho. Mas, embora tudo indique que a água, de fato, será segura para beber, os moradores que vivem corrente abaixo do Orange – entre eles agricultores e pastores que usam o riacho – se preocupam que a coleta de chuva tenha impacto negativo sobre eles.

“Estamos muito temerosos de que isto realmente restrinja nosso acesso aos fluxos hídricos, particularmente nos meses mais secos do ano, no verão”, disse o produtor de maçãs Ian Pearce, fazendo eco à preocupação dos irrigadores na bacia de Murray-Darling (a região agrícola mais importante da Austrália) em relação ao acesso à água. Embora sua plantação não fique defronte ao riacho, Pearce tem uma licença que o autoriza a bombear água para sua propriedade, que fica a cerca de um quilômetro.

Pearce vê esta água com sua “política de seguros”. Preferindo usar represas e água de poço em sua propriedade. “Mas nos últimos cinco ou seis anos, quando esteve terrivelmente seco, não chegou nenhum resíduo liquido às nossas represas, dependemos muito de nossa licença sobre o riacho para nosso fornecimento de água”, disse à IPS. A sua também é uma preocupação de que outros participantes também estejam conscientes. Embora Geolyse reconheça que o projeto de coleta de água de chuva “deve ter um impacto corrente abaixo”, alega que pode ser implementado “sem o risco de dano sério ou irreversível” para o meio ambiente.

“O desafio será administrar de modo adaptativo o uso do programa, para que este impacto não seja significativo e que as necessidades dos usuários que vivem corrente abaixo e do entorno aquático não sejam afetados”, disse o informe dos consultores apresentado em julho. O conselho – que financia o projeto de US$ 3,3 milhões junto com o governo estadual – também está ansioso para compensar esse mal-estar. Em um comunicado divulgado no mês passado o prefeito de Orange, Reg Kidd, afirmou que poderiam ser colhidos até 2.200 megalitros (equivalentes a mais de 200 dias de uso de água do povoado) dos 12 mil megalitros que, em média, fluem a cada ano pelo riacho.

“Limitar a coleta assegura que sejam mantidos os fluxos ambientais e que os usuários que vivem corrente abaixo, que dependem da água para subsistir, não sejam prejudicados”, disse o prefeito. Sua posição é apoiada pelo diretor técnico do conselho. “Suponho que a principal determinante é que o projeto somente coleta efetivamente quando há água excedente no riacho. Oitenta por cento do tempo o sistema do riacho vai operar como de costume”, disse Devitt.

Mas, embora Pearce não se oponha à coleta de água da chuva em si mesma, não está convencido de que o sistema do riacho Blackmans – que descreve como “já muito pressionado” – possa funcionar. “Podemos ver um mérito na coleta de água de chuva com conceito, mas nos opomos à maneira Comissão Européia se pretende que seja implementada, e realmente queremos ver um melhor regime de administração de todo o processo”, acrescentou.

Por Stephen de Tarczynski
(IPS/Envolverde) -http://mwglobal.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=4299

03 dezembro 2008

BRASIL VOLUNTÁRIO - CIDADANIA ELETRÔNICA

Atendendo a um pedido da amiga Cathy do blog:

http://cathy.spaceblog.com.br/

Foi dada a largada para a Semana Brasil Voluntário! (CIDADANIA ELETRÔNICA) escrito em terça 02 dezembro 2008 20:21

Blogueira(o) amiga(o) ajude-me! Copie esse post e publique no seu blog.

E se você não tem blog, por favor mande essa campanha para seus amigos por email, por orkut, Facebook, etc. O voluntariado on-line é uma forma poderosa de ajudar as vítimas das enchentes de Santa Catarina. Há muito o que fazer pela internet!

Se você tem uma hora por dia, você é precioso para muitas pessoas que estão sem nada. Ajude por favor. Você verá como no Blog da Semana Brasil Voluntário que começa hoje e termina dia 9 de dezembro.

Mas atenção, a Semana termina dia 9 mas os esforços voluntários deverão continuar durante muito tempo ainda pois a missão é árdua. Trata-se de reconstruir uma boa parte do estado de Santa Catarina.

A Semana Brasil Voluntário faz parte de uma iniciativa internacional da ONU (UNVolunteers) que acontece dia 5 de dezembro, desde 2000 no mundo inteiro, para a comemoração do Dia Internacional do Voluntário. Em 2008, o parceiro brasileiro é o Instituto Voluntários em Ação de Santa Catarina.

Essa data, por infeliz (e feliz) coincidência caiu justamente no momento em que o Brasil está naturalmente voluntariando em função da tragédia ambiental em SC.

Vamos ajudar, nós que somos voluntários conectados à internet. Há muito a fazer.

Se você se interessa em ajudar nessa causa urgente, então por favor visite o Blog da Semana Brasil Voluntário e cadastre-se em alguma das ações propostas lá.

Mas se não tiver tempo livre, envie a seus amigos esse pedido ok? O Universo retribuirá sua boa ação. Pode estar certa(o).

Obrigada, Cathy pela maravilhosa iniciativa, vamos à luta.

Também estou mobilizando aqui em Jaguariúna, os meus amigos e vizinhos, para que possamos enviar um pouquinho para os nossos irmãos de Santa Catarina.

02 dezembro 2008

50% É O LIMITE DO DESMATAMENTO AMAZÔNICO - VAMOS PARAR ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS!


Agencia Estado - 20/11/2008 18:08
Ponto sem volta para a Amazônia é de 50%, diz estudo
O limite máximo de desmatamento que a Amazônia pode suportar antes de se transformar irreversivelmente numa savana é 50%, segundo um estudo divulgado hoje em Manaus pelo pesquisador Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este é o chamado "ponto sem retorno", ou tipping point, em inglês, a partir do qual a floresta perde a capacidade de se regenerar. Hoje, cerca de 20% do bioma já foi desmatado em toda a América do Sul. Se os atuais 20% de área desmatada chegarem a 50%, a situação se tornará irreversível.

A região mais impactada pela transformação seria a Amazônia Oriental, formada principalmente pelo Pará. "Todo o leste da Amazônia viraria uma savana", disse Sampaio, que apresentou os resultados de sua tese de doutorado na conferência Amazônia em Perspectiva, que reúne os três maiores programas de pesquisa sobre a floresta (conhecidos pelas siglas LBA, Geoma e PPBio). "A floresta se auto-sustenta", explicou o cientista. "A vegetação depende do clima, mas o clima também depende da vegetação. Quando você remove a cobertura vegetal, você muda também o clima, até um ponto crítico em que a floresta não consegue mais voltar ao que era antes."

A porção oeste do bioma permaneceria relativamente imune às alteração, blindada pelos índices pluviométricos mais elevados nas regiões próximas aos Andes. A transformação "sem volta" ocorreria somente nas áreas já desmatadas, segundo Sampaio - apesar de outros cientistas acreditarem que o desmatamento no leste poderá cortar o fluxo de vapor de água para o interior da floresta, no oeste.

A tese de Sampaio é a expansão de um trabalho publicado por ele mesmo e colegas no ano passado, que abrangia apenas a Amazônia Oriental e estimava o ponto sem volta em 40% de desmatamento. O novo modelo é mais completo porque abrange toda a Amazônia na América do Sul e faz o casamento entre as flutuações de clima e vegetação, enquanto o anterior trabalhava apenas com variação de cobertura florestal

UNIÃO EUROPÉIA OBRIGA MONTADORAS A REDUZIREM EMISSÕES DE CO2


02/12/2008 -

UE obtém acordo para reduzir emissões de CO2 em carros


da France Presse, em Bruxelas

A União Européia obteve nesta segunda-feira (1º) um acordo para obrigar as montadoras a reduzir as emissões de CO2 de seus veículos novos a partir de 2012.

O compromisso, que faz parte dos esforços da UE para combater o aquecimento global, foi obtido durante negociações entre representantes dos 27 países do bloco, do Parlamento Europeu e da Comissão, após vários meses de discussões.

O acordo prevê um escalonamento entre 2012 e 2015 desta redução imposta às montadoras, até chegar a média de 130 gramas de CO2 por quilômetro (g/km) para a totalidade dos veículos produzidos. Em 2005, a emissão média foi de 159 g/km por veículo produzido.

A Comissão havia proposto inicialmente a redução total a partir de 2012, sem escalonamento, mas a medida foi severamente criticada por montadoras de diversos países.

Pelo acordo fechado hoje, 65% dos novos veículos estarão adequados em 2012, 75% em 2013, 80% em 2014 e 100% em 2015. Este escalonamento será compensado por um novo objetivo de redução, de 95 g/km para 2020.

Cada montadora deverá atingir um objetivo próprio para que a UE consiga a redução média de 130 g/km.

A italiana Fiat deverá reduzir a 122 g/km, os franceses Renault e Peugeot-Citroën a entre 126 e 127 g/km, e a alemã VW a 132 g/km.

Os construtores de modelos mais caros, como Jaguar, Maserati e Ferrari, também contribuirão para a redução, de maneira diferenciada.

Estão previstas multas progressivas para quem não cumprir as metas, de até 95 euros por veículo por cada 3 g/km.

01 dezembro 2008

CARTA DE MINAS


Adotada pela Conferência Internacional “Diálogos da Terra no Planeta Água”
Belo Horizonte, Minas Gerais, 26 a 28 de novembro de 2008

O “Diálogos da Terra no Planeta Água”, iniciativa do Governo de Minas Gerais, da Green Cross Internacional, Green Cross Brasil e Fundação Renato Azeredo, como apoio do poder público, da iniciativa privada e de entidades do terceiro setor, imprensa e comunidade dentro dos pressupostos das iniciativas no âmbito dos Diálogos da Terra, em benefício das populações e na busca da sustentabilidade da vida no planeta e do desenvolvimento sustentável,
Considerando as resoluções e os princípios estabelecidos no âmbito da Rio 92, visando a garantir a integridade de vida no planeta, em especial o Protocolo de Quioto, a Agenda 21 e a Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas,
Recordando os compromissos assumidos pelos países com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a necessidade de um esforço solidário pelo seu atendimento,
Tendo em mente os princípios éticos da Carta da Terra, que apontam para a necessidade de mobilizar a sociedade civil, empresários, cientistas, ambientalistas, movimentos sociais e governos e as pessoas, em particular, para debatê-la e divulgá-la,
Reafirmando a importância da solidariedade internacional e do aumento da eficácia da atuação de organismos multilaterais diversos,

Tendo em consideração que a água é uma dádiva da natureza e não uma mercadoria, aprendamos com os erros do passado e passemos a considerá-la um importante fator da globalização cultural,

Ressaltando a necessidade de, no atual contexto mundial de mudanças econômicas e políticas, planejar ações voltadas para um modelo sustentável de desenvolvimento, como compromisso com a qualidade de vida das populações, o respeito ao meio ambiente, à biodiversidade e à diversidade cultural, e que se busque a inclusão social e econômica e a erradicação da pobreza,

Considerando ainda a realidade grave da matriz energética global baseada em combustíveis fósseis esgotáveis, das mudanças climáticas e da iminente escassez de água, inclusive para as necessidades humanas básicas,

Admitindo a convicção de que esforços de mudanças estão acontecendo e que orientam para a necessidade de se discutirem experiências bem sucedidas, com avanços importantes na conservação e uso adequado dos recursos naturais para construção do desenvolvimento sustentável,

Recordando a necessidade de obtenção de informações e dados meteorológicos e hidrológicos de boa qualidade,


1.Decide atuar na aceleração do cumprimento das Metas do Milênio e da Agenda 21, proclamadas pela ONU;

2.Conclama a participação no esforço para a conclusão, em 2009, das negociações da Convenção Quadro da ONU para as Mudanças Climáticas, enfocando soluções para os problemas da água, com destaque para harmonização de seu ciclo;

3.Constata que o aprofundamento e a difusão da compreensão de que o desenvolvimento sustentável só é alcançável com mudanças de padrões de consumo e de produção, assim como a atuação para a eliminação da pobreza e desigualdade social, aproveitando a atual crise globalizada como oportunidade para correção de desvios;

4.Ressalta o incentivo às agendas setoriais de compromisso com o desenvolvimento sustentável, permitindo o estabelecimento de metas e o monitoramento de seus resultados, destacando o estabelecimento e a utilização de metodologia para a geração de indicadores de sustentabilidade;

5.Apóia a educação, a popularização da ciência, a comunicação em massa, assim como a divulgação de experiências exitosas, como instrumentos fundamentais para a formação dos cidadãos e o estímulo ao seu engajamento em práticas sustentáveis no seu cotidiano, incluindo conservação e uso adequado da água e valores voltados ao respeito aos seres vivos e ao ambiente;

6.Urge a garantia do planejamento territorial de forma a promover a biodiversidade, o uso adequado dos recursos naturais e, em especial, a água, vinculando as atividades humanas ao território de um modo democrático, participativo e promovendo o desenvolvimento sustentável;

7.Constata a necessidade e a promoção da pesquisa científica e tecnológica para identificar, evitar, mitigar e solucionar os riscos ambientais, facilitando a transferência de conhecimentos e adensando a colaboração Sul-Sul;

8.Reafirma a promoção de iniciativas de cooperação internacional de forma ampla, a gestão compartilhada de bacias hidrográficas, a exploração sustentável dos recursos do mar e da Antártida;

9.Solicita a mobilização de esforços para revitalização ou renaturalização de rios e bacias, bem como da preservação de nascentes, com o compromisso de metas de melhoria da qualidade e aumento da disponibilidade da água, bem como sua conservação nas diferentes fases do ciclo hidrológico, igualmente solicitando a implementação de pagamento por serviços ambientais;

10.Apóia igualmente a proposição de uma política de água para o planeta, dentro do processo multilateral, especialmente no âmbito da conferência de Istambul, tendo os princípios éticos, ambientais e econômicos como base;

11.Ressalta o desenvolvimento e a difusão dos resultados de estudos que esclareçam eventuais dúvidas sobre os impactos no aumento da produção de biocombustíveis sobre o meio ambiente e a produção de alimentos e ressalta ainda o auxílio ao desenvolvimento do relatório especial do IPCC - Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas - sobre as energias renováveis: biomassa, eólica, solar, hidráulica e demais e suas relações com as mudanças climáticas (o relatório deverá ficar pronto em dois anos);

12.Confirma o apoio a iniciativas e ao desenvolvimento de políticas voltadas a garantir o papel dos biocombustíveis na promoção de desenvolvimento sustentável, como elemento capaz de diminuir a emissão de gases que impactam as mudanças climáticas, sempre a partir de áreas já antropizadas;

13.Incentiva os serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais a contribuírem com os esforços da Organização Mundial de Meteorologia em coletar dados e informações globais confiáveis;

14.Assegura a garantia da continuidade dos debates e da troca de conhecimentos sobre o desenvolvimento sustentável, o uso e a conservação da água, em comunidades das redes sociais na internet, abrindo à discussão os debates ocorridos neste Encontro;

15.Confirma igualmente levar esta “Carta de Minas Gerais” como uma conclusão do “Diálogos da Terra no Planeta Água” para fóruns internacionais da água e/ou que tratem do desenvolvimento sustentável, em especial ao Fórum Mundial das Águas de Istambul, em 2009, em suas recomendações com relação a conservação e ao uso e gestão das águas.

E afirma que o sonho de um desenvolvimento sustentável, economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente equilibrado, se faz realidade se continuarmos unidos pelo diálogo, e fortalecidos pela certeza de que é possível mudar, cada um fazendo a sua parte, e acabando com a cultura de “esperar que os outros e o governo façam por nós”.

Belo Horizonte, 28 de novembro de 2008.

Fonte:

http://www.tecnologia.mg.gov.br/index.php?n1=noticias&codigo=276
Rdapé padrão dos sites do Governo de Minas Gerais