08 dezembro 2008

CORRIDA DE CARROS ECOLÓGICOS


Estudantes fazem corrida de carros ecológicos em Interlagos

Maratona da Eficiência reúne 29 protótipos que não emitem poluentes.
Carro consegue rodar mais de 400 km com um litro de combustível.

"Estes carros são o prenúncio das tecnologias emergentes", diz Leoni Fragassi, professor responsável pelo projeto. "Sabemos que o ar está cada vez mais poluído e os alunos já fazem estas propostas para estimular o uso de energia limpa."

Cobertura de garrafas pet

Um dos projetos é um carro elétrico com formato de foguete feito por alunos da Faculdades Oswaldo Cruz, o Focar II. Pequeno, o veículo é pilotado por uma mulher, também pequena e leve, que dá uma grande ajuda na avaliação geral da invenção.

"Ele não é tão confortável assim, mas você se sente bem seguro mesmo estando um pouco apertado", diz a estudante de design Giullia Simone Fragassi. O carrinho não atinge grandes velocidades, e nem é esse o objetivo dele. O chassis é feito em fibra de carbono. A cobertura transparente usa o mesmo material das garrafas plásticas de refrigerante. Um material reciclável e, portanto, ecológico. O carro é alimentado por uma bateria, e não há emissão de poluentes.

Os criadores do projeto se dizem satisfeitos com o resultado. "O pessoal gostou bastante do nosso resultado", afirma Luís Fernando Freitas Nóbrega, estudante e chefe da equipe que desenvolveu o veículo.

Carro pesa apenas 25 kg

A Universidade Anhembi Morumbi desenvolveu um carro feito no formato de uma gota feita em fibra de vidro. Tem três rodas e o motor barulhento. O nome é Errba "O nome veio de uma brincadeira com uma colega de sala que fala meio arrastado", explica Renato Ormundo, integrante do projeto. "No interior, quando você quer cumprimentar alguém, em vez de falar 'oi, tudo bem?' você fala 'errba!'".

Do projeto no papel até a finalização do veículo foram três meses intensos de trabalho e ajustes. O resultado foi um carro simples, barato, de apenas 25 kg de peso. "Nossa expectativa é que ele faça de 400 km a 450 km com apenas um litro de combustível", destaca Edgard Afonso do Nascimento, integrante do projeto.

A criatividade dos estudantes não pára por aí. Para construir os novos carros para a Maratona, os alunos da Ulbra vasculharam a sucata do campus de Canoas (RS) da universidade. Até peças de uma velha copiadora foram aproveitadas. O carro da Federal de Santa Maria mistura bambu e alumínio na sua estrutura

Maratona da Eficiênca
Local: Kartódromo de Interlagos, em São Paulo.
Data: de quinta (24) a sábado (26), das 9h às 18h (quinta e sexta), edas 9h às 14h (sábado).
Entrada: gratuita.

Fonte: http://g1.globo.com/noticias/carros

Fonte:

07 dezembro 2008

OS AUSTRÍACOS DÃO O GRANDE EXEMPLO - TROCAM ENERGIA NUCLEAR POR SOLAR


Áustria converte central nuclear em central para produção de energia solar.

A única central nuclear austríaca, em Zwentendorf, a 50 quilómetros de Viena, nunca chegou a funcionar e está abandonada há 30 anos, desde que o povo austríaco rejeitou o nuclear no referendo de 5 de novembro de 1978. Agora prepara-se para ser convertida em unidade para produção de energia solar.

A central de Zwentendorf foi construída de 1970 a 1978, com um custo de 380 milhões de euros, e era para ser a primeira de seis centrais nucleares na Áustria.

Em 1999, o destino da central de afastou-se definitivamentedo nuclear, quando os austríacos inscreveram a renúncia à energia nuclear na sua Constituição, salienta hoje um artigo publicado no “Le Monde”.

A central, cuja licença para produção de energia continua válida, foi comprada em 2005 pelo EVN. Dentro de meses, serão instalados painéis solares na fachada de betão da central, no seu telhado e em parte dos 14 hectares de terrenos adjacentes. No entanto, a produção de energia solar será modesta: com um máximo de três megawatts, a central fornecerá energia para mil habitações.

A longo prazo, a EVN pretende instalar naquele local uma central a biomassa.

A Áustria tem de reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa em 13 por cento em relação a 1990 até 2012, no âmbito do Protocolo de Quioto.

(Fonte: Áustria/Viena/Público/08-XI-12).




ENERGIA SOLAR - UMA MARAVILHA DE ENERGIA


Benefícios do uso da energia solar
A obrigatoriedade da instalação de aquecedores solares em edificações não é uma idéia nova. Já em 1980 foi instituída em Israel, primeiro país do mundo a adotar tal política. Desde então, muitos outros países, inclusive o Brasil, e muitas cidades a vêm adotando como solução necessária e definitiva.
Os aquecedores solares de água apresentam amplas vantagens ambientais, econômicas e sociais. Como substitui a hidroeletricidade e combustíveis fósseis, cada instalação de aquecedor solar reduz de uma vez – e para sempre – o dano ambiental associado às fontes de energia convencionais. Não emitem gases tóxicos que contribuem para a poluição urbana, melhorando a qualidade do ar, não afetam o clima global por não emitirem gases de efeito estufa e não geram lixo radiativo, herança perigosa das usinas nucleares. Também apresentam vantagens sociais como a redução da conta de energia elétrica e a geração de empregos por unidade de energia transformada. Para se ter uma idéia, pode-se considerar que a produção anual de um milhão de m² de coletores gera aproximadamente 30 mil empregos diretos descentralizados.

O uso da tecnologia solar é a energia mais democrática de todas, justamente por ser pensada como um sistema híbrido, ou seja, o aquecedor solar é sempre acompanhado de outra tecnologia, chuveiro elétrico ou aquecedor a gás. Um sistema de aquecimento solar bem dimensionado pode suprir mais de 70% da demanda de água quente durante o ano, e os outros 30% que representam os dias nublados ou chuvosos é que são supridos por uma tecnologia convencional.
No caso de São Paulo alguns alegam que a antiga “capital da garoa” não tem sol. Se a superfície da cidade (1524 km2) fosse toda coberta por aquecedores solares, a energia gerada seria capaz de produzir cerca de 50% de todo o consumo de energia elétrica do Brasil.
Em muitos outros países, menos ensolarados que o nosso, já se sabe que os sistemas de aquecimento solar são uma alternativa excelente para fornecer a água quente para os setores residenciais, de comércio e de serviços. Os países líderes no seu uso na Europa são Alemanha e Áustria, com muito menos insolação do que qualquer região do Brasil, inclusive São Paulo, e com índices de difusão superiores aos nossos. Finalmente, o aquecedor solar pode proporcionar economias anuais de energia entre 40 e 70% conforme o tamanho do sistema, em qualquer região do Brasil.
Seu uso representa um ato de desenvolvimento e racionalidade sob todos os aspectos. Economiza-se energia, economiza-se água, evolui-se para uma cultura solar. Sadia.

Quando integrado ao projeto inicial de uma construção, aumenta entre 0,5 a 1% o custo da edificação (segundo a APCE-Associacion de Promotores Construtores de Espana). Mas valoriza o imóvel. Se a instalação do sistema de aquecimento solar for inserida após conclusão da obra, haverá um aumento no custo em torno de 30 a 50% do seu valor real.

As economias que o sistema proporciona pagam o custo do equipamento em menos de três anos. Cada morador de uma família deixará de gastar na vida útil do equipamento solar pelo menos R$ 10 mil reais. E a economia que todos os moradores do Brasil juntos fariam, se cada um de seus 185 milhões de habitantes optasse por tomar seu banho com energia solar, seria de R$ 1,7 trilhões.

Não se pode esquecer que, além do benefício financeiro existem outros: além de economizar para o país um investimento de mais R$ 10 mil na geração, transmissão e distribuição de energia, cada família que usar o aquecedor solar evitará a inundação de 224 m2 de área verde e fértil que seria destinada à construção de barragens. Não é difícil imaginar o quanto de área verde seria preservado ; por fim, estará protegendo o ambiente e contribuindo de fato para a redução das mudanças climáticas.

E o item mais importante: o aquecedor solar é o único eletrodoméstico que produz energia ao invés de consumir.

Fonte: www.jornaldaserra.com.br

A POLUIÇÃO AINDA CAUSA MUITAS MORTES NA ITÁLIA



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06 de junho de 2007
O diretor do programa de Saúde e Meio Ambiente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Roberto Bertolini, afirmou nesta terça-feira que 20% das mortes na Itália estão vinculadas a causas ambientais. O especialista fez esta afirmação durante uma sessão da Comissão do Meio Ambiente do Congresso dos Deputados, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Bertolini ressaltou que um morto em cada cinco na Itália se deve à poluição da água, da terra ou do ar por substâncias que depois passam para o sangue, segundo o especialista. De acordo com os dados fornecidos pelo Conselho Nacional para a Pesquisa durante a sessão parlamentar, cerca de 8 milhões de italianos vivem em áreas de grave risco ambiental.

Somente a poluição mata 8.220 pessoas ao ano nas 13 cidades mais povoadas, como Milão e Turim, devido à concentração de partículas nocivas para a saúde. O norte, especialmente a planície Padana, é a área mais atingida da Itália pela poluição ambiental, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira.
Fonte: EFE

O problema da poluição afeta quase o mundo todo, mas existem alguns países que já possuem uma consciência mais ecológica ou sustentavelmente correta.

ALGUNS PAÍSES DO LESTE EUROPEU RESISTEM EM ADERIREM AO BLOCO PRÓ REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE POLUENTES


O presidente da França e da União Européia (UE), Nicolas Sarkozy, fracassou em sua tentativa de convencer neste sábado líderes de países da União Européia que pertenciam ao bloco comunista a aderirem a um plano do bloco para redução das emissões de poluentes que provocam o efeito estufa.

Em um encontro com líderes de nove países da Europa oriental, Sarkozy ouviu deles que o plano, que prevê uma redução em 20% das emissões da UE até 2020, ignora a dependência que esses países ainda têm da queima de carvão para produzir energia - o que libera poluentes na atmosfera.

Os líderes também argumentaram que a proposta não leva em conta que esses países são mais pobres que outros que integram o bloco.

Sarkozy, porém, disse que a reunião levou a avanços sobre o tema e manifestou confiança de que um consenso possa ser alcançado na cúpula dos 27 líderes dos países da União Européia, a ser realizada em Bruxelas na semana que vem.

Um dos participantes do encontro deste sábado, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, também indicou que acredita que um acordo é possível em Bruxelas.

Além de Tusk, participaram da reunião com o presidente francês na cidade polonesa de Gdansk os líderes de Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Eslováquia, Bulgária, Romênia e República Checa.

Liderança O encontro em Gdansk ocorreu paralelamente a outra reunião que vem acontecendo na cidade polonesa de Poznan, em que representantes de dezenas de países negociam um novo acordo global para substituir o protocolo de Kyoto de redução dos gases do efeito estufa, que expira em 2012.

De acordo com o correspondente da BBC na Polônia Matt McGrath, embora a reunião em Gdansk não tenha tido nenhuma relação direta com a reunião em Poznan, ela foi vista como crucial para manter a liderança do bloco europeu nas negociações sobre mudanças climáticas. O plano proposto pela França que enfrenta resistência dos países do antigo bloco comunista se concentra em três áreas: corte nas emissões de poluentes, ampliação do uso de fontes renováveis de energia e aumento da economia no uso da energia.

Além de prever que, até 2020, diminuam em 20% as emissões da UE, a proposta sugere que até esse ano aumentem também em 20% o uso de fontes renováveis e a economia de energia.

O presidente francês quer que o pacote já esteja finalizado antes de entregar a presidência rotativa do bloco à República Checa, em janeiro de 2009.

Fontes: BBC Brasil e notícias UOL.com.br


05 dezembro 2008

PETROBRÁS E CONSÓRCIO PCJ (RIOS PIRACICABA, CAPIVARI E JUNDIAÍ) FIRMAM CONVÊNIO

Foto: Paulo Franzin
Petrobras assinou convênio com o Consórcio PCJ
Em 05/12/2008

A Petrobras assinou no dia 27 um convênio com o Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) que fomentará ações de cunho socioambiental para investimentos em educação ambiental e reflorestamento das nascentes do rio Camanducaia, que corta as cidades de Amparo, Jaguariúna, Monte Alegre do Sul, Pinhalzinho, Serra Negra e Socorro.


O valor total do convênio é de R$ 2.904.000,00 sendo R$ 2.204.000,00 destinados ao reflorestamento das nascentes - definidas no Plano Diretor de Reflorestamento, para a produção de água na Bacia do Camanducaia - e R$ 700.000,00 à educação ambiental. O prazo para a utilização dos recursos é de cinco anos.


Os programas de educação ambiental terão como foco o incentivo às políticas públicas de reuso da água e o armazenamento e utilização de água de chuva, considerando as diversas formas de utilização das bacias do PCJ.


Fonte:

http://www.oserrano.com.br/mais.asp?tipo=Local&id=7953

UMA VISÃO SOBRE A POLUIÇÃO DAS ÁGUAS NA EUROPA


Poluição das águas

A poluição marinha

A degradação do meio marinho há já décadas que tem vindo a preocupar cientistas, pescadores, navegantes, mergulhadores e, de uma forma geral, todos os amigos do mar. As suas preocupações giram em torno da poluição. As causas são inúmeras: emissões industriais, águas residuais não tratadas, substâncias descarregadas pelos barcos, poluição proveniente dos rios, etc.

A imensidão do problema é inegável: graças à pesca e à aquicultura marinha, o mar fornece 40% das proteínas consumidas na União Europeia. A preservação do equilíbrio ecológico marítimo é, pois, vital para o abastecimento alimentar da UE. Além disso, o mar é o cenário onde vivem e trabalham 70 milhões de cidadãos europeus, incluindo aqueles que, directa ou indirectamente, vivem da pesca, do turismo balnear e das actividades portuárias.

Existem diversos tipos de poluição marinha:

Substâncias químicas e metais pesados – Diversas regulamentações vieram pôr fim à maioria das descargas de substâncias perigosas nos rios e no mar. Os problemas que persistem devem-se, por um lado, ao não cumprimento da legislação e, por outro, ao peso do passado, pois os sedimentos marinhos contêm ainda metais pesados e resíduos de substâncias químicas actualmente proibidas (pesticidas organoclorados). Mas existem ainda outras substâncias químicas que inquietam actualmente os cientistas, tais como o tributilteno (tinta biocida anti-incrustação), os retardadores de chamas bromados ou as dioxinas.

Eutrofização – Uma acumulação excessiva de nutrientes (nitratos e fosfatos) nos rios devido às escorrências dos campos agrícolas e às águas dos esgotos induz uma proliferação da flora aquática, a qual consome o oxigénio contido na água e coloca a vida aquática em perigo. Este fenómeno está na origem das marés vermelhas, verdes e castanhas. A principal causa do aumento destes nutrientes é a agricultura intensiva e o seu recurso sistemático aos fertilizantes, naturais ou químicos. Além disso, são várias as povoações que não fazem qualquer tratamento das suas águas residuais.

Derrames acidentais de petróleo – As marés negras têm consequências nefastas e prolongadas no tempo. Infelizmente, a regulamentação sobre segurança marítima, em contínua evolução, jamais conseguirá impedir a 100% o risco de acidentes. Presentemente existe ainda outro risco: no mar do Norte, a proliferação de plataformas petrolíferas aumenta os riscos deste tipo de acidentes.

Desgaseificações no mar – A poluição crónica com hidrocarbonetos, se bem que mais difusa e menos espectacular que as marés negras, é um fenómeno não menos inquietante. Principais responsáveis: as descargas no mar ordenadas por comandantes sem escrúpulos. Alguns estudos indicam que a quantidade de petróleo assim lançada para o mar é muito superior à de uma maré negra. O principal problema é a dificuldade não só em identificar os responsáveis mas também em levar a cabo acções judiciais.

Resíduos nucleares imersos – Trata-se de uma questão sobre a qual pouco se conhece. Qual poderá ser o impacto ambiental de um aumento da radioactividade, como se verificou ao largo das centrais de La Hague (Normandia) e Sellafield (Cumbria), bem como no mar Báltico e no mar do Norte? Quais seriam os efeitos do aparecimento de fissuras nos cofres de betão que protegem os resíduos nucleares outrora lançados no mar?

Poluição biológica – Na origem deste tipo de poluição encontra-se uma má gestão dos resíduos naturais, humanos e animais, que contêm bactérias. Geralmente, a fonte deste problema situa-se nas regiões do interior e a sua causa são as povoações que não tratam as suas águas residuais e as pastagens junto aos rios. Esta poluição ameaça particularmente a saúde dos banhistas e dos praticantes de desportos náuticos. Uma aplicação rigorosa da regulamentação relativa às águas balneares e à gestão das águas residuais seria suficiente para reduzir este risco.

Resíduos sólidos – O lançamento para a água de embalagens de plástico e de alumínio, cordames sintéticos, filtros de cigarros e outros resíduos de materiais não biodegradáveis é sobretudo da responsabilidade dos utilizadores do mar. Pouco estudados, estes resíduos são de difícil quantificação, se bem que haja notícias regulares de algumas das suas consequências, como a sufocação de mamíferos marinhos ou a danificação das redes de pesca.

A saúde do ambiente marinho é uma prioridade do 6.º Programa de Acção em matéria de Ambiente da União Europeia. A preservação do ambiente marinho é, pois, o objectivo de uma estratégia actualmente em elaboração. Essa estratégia passa por novas regulamentações e também por uma aplicação mais eficaz das regulamentações existentes.

Fonte:

http://ec.europa.eu/fisheries/related_issues/water_pollution_pt.htm