10 fevereiro 2009

ARGENTINA - NATUREZA EM CONVULSÃO.

10/02/2009 - 11h50

Cheia de rio causa deslizamento e deixa dois mortos na Argentina

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colaboração para a Folha Online

As autoridades da Província argentina de Salta, no norte da Argentina, confirmaram nesta terça-feira a morte de duas pessoas e o desaparecimento de outras nove, após o deslizamento de terra em decorrência do aumento do nível do rio Tartagal por causa das chuvas. Outras 1.200 foram retiradas da região por prevenção.

Segundo Sergio Leavy, prefeito da cidade, os mortos são duas mulheres da mesma família, sendo uma senhora de 75 anos e outra de 59. Cerca de 500 moradores estão desabrigados.

O vice-ministro de Desenvolvimento Social, Carlos Castagneto, afirmou que 10 mil famílias foram atingidas pelo desmoronamento, sendo que 1.500 mil perderam todos os pertences e 2.500 casas foram atingidas.

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que está em visita oficial à Espanha, viajou nesta terça-feira à área do desastre acompanhada dos ministros do Interior, Florencio Randazzo, da Saúde, Graciela Ocaña, e de Desenvolvimento Social, Alicia Kirchner.

O Serviço Meteorológico Nacional nesta terça-feira um alerta para o norte da Província de Salta e outras áreas do país onde devem ocorrer tempestades.

As fortes chuvas que afetaram o sul da Bolívia e o norte da Argentina nos últimos dias provocaram o transbordamento do rio Tartagal, tendo destruído centenas de carros, casas, comércios, ruas e uma ponte ferroviária de cem anos.

O governo tem enviado ajuda à região para as famílias atingidas com a tragédia. No local, equipes da polícia fronteiriça, Exército, bombeiros e brigadas civis tem trabalhado.

Com Efe e France Presse

AUSTRÁLIA - INCÊNDIOS - TODOS PERDEM. NÃO PODE DEIXAR NA IMPUNIDADE

10/02/2009 - 11h21

Austrália tenta prender responsáveis por incêndios que mataram 173

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A polícia do Estado da Victoria, na Austrália, organizou nesta terça-feira uma operação para caçar responsáveis pelos focos de incêndio no Estado. Batizada de "Operação Fênix", a força-tarefa conta com cem investigadores que irão percorrer os locais atingidos para prender os responsáveis. De acordo com o governo, a onda de calor é a pior nos últimos cem anos.

AP
Nuvem de fumaça é vista na costa leste de Melbourne, na Austrália, atingida pelos focos de incêndios nos últimos dias; 173 morreram
Nuvem de fumaça é vista na costa leste de Melbourne, na Austrália, atingida pelos focos de incêndios nos últimos dias; 173 morreram

Segundo a polícia, ao menos 400 focos de incêndio podem ter sido causados por criminosos. Nesta segunda-feira (9), um homem de 31 anos e um adolescente de 15 anos foram presos pela suspeita de terem provocado dois focos de incêndio separados. Ao menos 173 pessoas morreram e 50 estão desaparecidas nos últimos dias em decorrência da tragédia.

Segundo as autoridades, os culpados responderão por crime de homicídio. "Os juízes do Estado estão sendo orientados para isso. Minha opinião pessoal é de que eles deveriam ir direto para a cadeira. Isso é um assassinato em larga escala", afirma o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd.

O desastre que atingiu mais de 20 cidades ao norte de Melbourne é equivalente a duas cidades de Londres. A polícia interditou a região e declarou zona de crime. Segundo a equipe de legistas, como o número de desaparecidos é alto, existe grande possibilidade dos corpos encontrados não serem reconhecidos.

Com isso, segundo o primeiro-ministro, o número de mortos poderia aumentar em ao menos 200. Cerca de 25 focos de incêndios foram registrados nesta terça-feira na Victoria, onde dezenas de cidades permanecem em estado de alerta.

A onda de calor na região está sendo considerada a maior dos últimos cem anos. Segundo um ativista do Greenpeace, Trish Harrup, o desastre pode ser um aviso da mudança de clima que a região tem enfrentado nos últimos anos. "A tragédia dessa semana nos mostra como o clima da Austrália tem mudado e como isso pode afetar as nossas vidas", afirma.

Horror

Nos locais da tragédia, os australianos relatam cenas de horror, como a de animais sendo mortos pelo fogo e de grupos de pessoas mortas em casas e tentando fugir do fogo em carros.

Um necrotério temporário foi instalado em Melbourne para fazer frente ao fluxo de cadáveres sem precedentes. Na cidade de Kinglake, a moradora Ross Buchanan arriscou a vida para salvar a casa e depois descobriu que o filho McKenzie,15, e a filha Neeve, 9, morreram quando as chamas se alastraram para outras áreas da cidade.

"Perdi meus dois filhos, nada pode trazê-los de volta", disse Rosse, em entrevista ao canal de televisão Sky News.

Annette Smit explicou que se escondeu debaixo de uma casa em Kinglake para escapar da violência das chamas depois que casa dela foi totalmente destruída. "Eu sabia que as pessoas estavam morrendo ao nosso redor", afirma Annette. "Era uma chuva de fogo, era como lava", disse a sobrevivente ao jornal "Herald Sun".

Fonte: Folha Online

09 fevereiro 2009

DECORAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

CHRIS CAMPOS
Colaboração para o UOL
Viver de uma maneira um pouco mais "eco-friendly" já virou um mantra moderno. Não há como fugir dele. Numa rápida busca por títulos que nos ensinem a viver de uma maneira mais ecologicamente correta em casa, pipocam dezenas de obras na linha "como fazer do lugar que você mora um lar mais verde". São manuais de conduta que ensinam truques para economizar água, energia elétrica, gás... Tudo em nome da conscientização. De embutir na cabeça do leitor que é preciso reciclar, preservar, transformar para salvar o planeta. Soa um tanto presunçoso à primeira vista. Mas esforços mínimos feitos coletivamente dão resultados sim.

Fotos: Produtos para deixar a casa mais sustentável

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Pufe feito com tacos de madeira da Hoc Die


Reciclar lixo, por exemplo. Mesmo em cidades como São Paulo, em que a coleta seletiva não é feita em todos os bairros (infelizmente...), há postos de coleta espalhados por todos os cantos. Estacionamentos de alguns supermercados foram transformados em postos de arrecadação de materiais recicláveis. Dá um pouco de trabalho lavar embalagens plásticas e vidros, amassar latinhas de alumínio, enfiar tudo no carro e distribuir seu lixo "limpo" em tonéis específicos? Dá. Mas, com o tempo, vira hábito e, quando você se dá conta, fica com dó de misturar o lixo num só recipiente no seu próprio lar. A arquiteta Simone Meirelles concorda: "A questão do lixo é básica, não dá para existir nos dias de hoje uma casa sem reciclagem de lixo". Atitude mínima, mas de grande efeito ambiental.

Decorar a casa com peças feitas com materiais reciclados é outra boa pedida. E não pense que falo aqui de tranqueiras ripongas e afins. Há móveis muito bacanas feitos com sobras descartadas em caçambas. É o caso da peças criadas pelo estúdio de design Hoc Die. Um belo dia os donos notaram que uma grande quantidade de tacos de madeira era descartada nas caçambas do bairro. Começaram a recolhê-las, desenharam peças compatíveis com a matéria-prima e hoje vendem estantes, pufes e mesas, entre outros produtos, feitos com tacos. Lindos e muito ecológicos, já que nenhuma árvore foi derrubada no processo.

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Telhas ecológicas, feitas com sobras de bisnagas de creme dental, na EcoLeo


Olhar para a própria casa e enxergar novas possibilidades para a mobília que você já tem é outra atitude muito verde. Claro que deve ser levado em conta o custo-benefício. Muitas vezes reformar um objeto sai mais caro do que comprar um novo. No entanto, se as contas estiverem do seu agrado, não hesite em trocar estofados, mandar consertar um pé de mesa quebrado, pintar novamente o gabinete da cozinha que ainda cumpre sua missão básica de guardar a louça da casa. O mesmo vale para novas compras. Feirinhas de usados e lojas de móveis antigos estão cheias de boas opções decorativas. Reaproveitamento inteligente com a vantagem de levar para o seu lar uma peça que foge dos padrões convencionais.

Na ala dos revestimentos também há muita coisa bacana no mercado. Painéis decorativos feitos a partir de casca de coco reciclada, telhas que levam tubos de creme dental descartados como matéria-prima e painéis de Teka (madeira asiática reflorestada com sucesso no centro oeste brasileiro, feitos de sarrafos colados de madeira), entre eles. A melhor parte é o fato de serem revestimentos que não deixam nada a desejar no quesito apelo estético.

A EcoLeo, divisão ecológica da Leo Madeiras, é um dos endereços em que é possível revestir boa parte da casa com madeiras certificadas ou de reflorestamento e investir em materiais como as telhas ecológicas. "O importante é saber o que está levando pra casa, e saber que você vai usar uma telha feita com um material que iria para o lixo, poluir ainda mais o meio-ambiente, é muito gratificante", explica o gerente da loja, Estevão Gazzinelli.


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Lixeira seletiva com duas divisórias e capacidade para 30 litros da Utilplast: reciclar é básico


Outras atitudes verdes: ir ao supermercado com sua própria sacola, as chamadas eco-bags; optar por lâmpadas econômicas ao menos em áreas externas da casa (que ficam acesas durante horas seguidas) e optar por eletrodomésticos que consumam menos energia ou água durante o funcionamento. A Electrolux é uma das empresas que apostam nesse nicho verde de mercado. Uma das atuais vedetes da marca é a linha de lava-louças Blue Touch, com capacidade para lavar muitos pratos simultaneamente, e o "Programa ECO", que viabiliza a lavagem da louça em menos tempo, economizando água e energia elétrica. Já a Brastemp colocou recentemente no mercado uma secadora de roupas, da linha Duet, que funciona a gás e dotada de uma função que "avisa" quando a roupa está seca, evitando desperdícios com ciclos fixos de secagem, evitando tempo extra de consumo de energia.

No banheiro, além dos banhos demorados e dos chuveiros tipo "panelão", que contribuem sensivelmente para o desperdício de água, válvulas de descarga desreguladas são bem pouco ecológicas. Para a arquiteta Fernanda Abs, a opção por vasos sanitários com caixas d'água acopladas é mais ecológica do que as válvulas. "A consciência das pessoas já está mudando, elas estão prestando atenção à questão ambiental, à importância de poupar recursos naturais", acredita Fernanda. No mercado, isso reflete em linhas como a Hydra Duo, da Deca, detentora do selo SustentaX, de sustentabilidade com qualidade. Ela é composta de válvulas com dois botões de acionamento: um para 3 litros de água e outro para 6 litros.

No álbum de fotos você confere alguns dos produtos para quem quer uma casa mais verde.

SERVIÇO
Brastemp www.brastemp.com.br
Coisas da Doris Alameda Ministro Rocha Azevedo, 834, Jardins, São Paulo (SP). Tel.: 0/XX/11 3083-1962 www.coisasdadoris.com.br
Deca www.deca.com.br
EcoLeo Rua Ferreira Araújo, 980 Pinheiros, São Paulo (SP). Tel.: 0/XX/11 3812-3422 www.leomadeiras.com.br/cod/a/ecoleo/
Electrolux www.electrolux.com.br
Hoc Die Design Rua Peixoto Gomide, 1887, Cerqueira César, São Paulo (SP). Tel.: 0/XX/11 3088-6141 www.hocdiedesign.com.br
Utilplast Alameda Lorena, 1931, Jardins, São Paulo (SP). Tel.: 0/XX/11 3088-0862 www.utilplast.com.br

Chris Campos é jornalista, editora do site Casa da Chris

Fonte: UOL Notícias

É isso aí, meus amigos, vamos viver sempre de modo sustentável, para que possamos ter um planeta mais saudável por longos anos.

08 fevereiro 2009

A CHINA COMO A GRANDE NAÇÃO EM CRESCENTE DESENVOLVIMENTO E O AUMENTO DA POLUIÇÃO NO MUNDO.

A China já superou os Estados Unidos e é hoje a maior emissora de gases causadores do efeito estufa, segundo um estudo da Universidade da Califórnia que será oficialmente publicado no mês que vem.

O estudo se baseou em dados de 2004 e estima que a China se tornou o maior emissor de gases causadores do efeito estufa no período entre 2006 e 2007.

Os pesquisadores colheram informações de 30 escritórios regionais dos órgãos de proteção ambiental da China para indicar que as estatísticas oficiais divulgadas por Pequim estão subestimadas.

A conclusão do estudo sugere que a China mude radicalmente sua política energética, que é bastante dependente do carvão.

Poluição per capita - A pesquisa deverá ser publicada pela revista especializada Journal of Environment Economics and Management em maio.

Segundo o levantamento, se não houver mudança, a poluição causada pela China será várias vezes maior que a soma dos cortes de emissões feitos pelas nações ricas em cumprimento ao protocolo de Kyoto.

Entretanto, ainda que a China tenha se tornado em termos absolutos a nação que mais polui no mundo, na média per capita, o estilo de vida de um cidadão dos Estados Unidos gera entre cinco e seis vezes mais emissões de gases causadores do efeito estufa do que o de um indivíduo chinês.

´Realmente Chocante´ - O pesquisador chefe que conduziu o estudo, Max Auffhammer, acredita que a conclusão do estudo é "realmente chocante".

Entretanto, ele diz que "não há razão para apontar o dedo aos chineses. Eles estão tentando retirar pessoas da pobreza e eles claramente precisam de ajuda".

Segundo Auffhammer, a "única solução é uma grande transferência de tecnologia (ambiental) e riqueza do ocidente".

Mas Auffhammer reconhece que as chances de isso acontecer são praticamente nulas.

Fonte: Estadãoonline (16/04/2008)

È louvável a atitude das autoridades chinesas de tentarem mudar o foco administrativo do país, buscando desenvolvimento para reduzir a pobreza, oriunda de sistemas arcaicos de governar...MAS SERÁ QUE É REALMENTE DESENVOLVIMENTO, PRODUZIR GERANDO POLUIÇÃO?
É SABIDO QUE TUDO NA VIDA TEM SEU PREÇO, MAS O CUSTO DO DESENVOLVIMENTO DESENFREADO E CAÓTICO, É MUITO ALTO PARA TODOS NÓS.
PENSEMOS NISTO POIS, DO CONTRÁRIO AO INVÉS DE EVOLUÇÃO DA VIDA, ESTAMOS EVOLUINDO PARA O CAOS DO PLANETA.


A AUSTRÀLIA E OS PLANOS PARA BAIXAR A POLUIÇÃO ATÉ 2010

Notícia de 25 de abril de 2007....Será que já estão implementando estas medidas??

Mas, do que precisamos nos conscientizar é de que o nosso planeta é único e tudo o que fizermos em nossas microrregiões tem um efeito global. Uma queimada em canavial aqui na Região de Campinas, vai afetar todo o Universo; um navio que derrama ou deixa vazar óleo ou outro poluente qualquer no mar do norte, vai nos afetar também; uma bomba ou um míssel detonado no Conflito àrabe/israelense, vai nos atingir também, poluentemente falando; portanto meus amigos, a nossa responsabilidade para com o meio ambiente deverá estar em vigilância permanente e eterna.

CANBERRA, Austrália - A Austrália vai avançar com um plano de taxar emissões de carbono a partir de 2010, apesar da atual conjuntura de desaceleração, disse o secretário do tesouro Wayne Swan nesta quinta-feira, 30, ao lançar uma avaliação reafirmando o plano.

Em dezembro, o governo vai liberar os detalhes finais do plano, voltado para o corte das emissões de gases estufa no país em 60% até 2050.

O relatório do Departamento do Tesouro disse que a meta poderá ser atingida com pouco impacto sobre o crescimento econômico do país.

Ele prevê que o crescimento atingiria cerca de 1,1% ao ano em 2050 se a Austrália taxar as emissões de carbono e se transformar em uma economia de baixa emissão, enquanto o crescimento provavelmente ficaria em 1,2% sem as medidas.

Swan apoiou as previsões do relatório, mesmo com a maior parte dos cálculos tendo sido feita antes da crise econômica atual, que está diminuindo o ritmo da economia global.

Ele disse que a mudança climática é “um desafio de longo prazo para a prosperidade da nação”, enquanto a crise atual é um desafio “substancial” mas de curto prazo.

“O que buscamos aqui é a saúde, prosperidade e sustentabilidade de longo prazo na Austrália”, disse.

O governo vai anunciar em dezembro a redução de gases estufa de curto prazo assim como a taxa que estabelecerá por tonelada de poluição de carbono.

Poluidores poderão negociar permissões de poluição em um mercado nacional como parte do esquema.

Fonte:www.meioambiente.com.br

07 fevereiro 2009

AGORA SÃO OS INCÊNDIOS NA AUSTRÁLIA

Sydney (Austrália), 7 fev (EFE).- Vários incêndios florestais atingem o sul da Austrália diante de uma onda de calor sem precedentes, que deve se manter no fim de semana com temperaturas que podem chegar a 46 graus centígrados.

Os principais estados atingidos por incêndios são Austrália do Sul, Victoria, Nova Gales do Sul, e o Território da Capital.

Algumas partes de Victoria já estão há 12 dias seguidos com temperaturas superiores a 40 graus. Em Melbourne, o necrotério da cidade recebeu na semana passada cerca de 50 corpos de vítimas do calor por dia.

O governador de Victoria, John Brumby, advertiu que sábado será um dos dias mais quentes da história do estado.

Brumby avisou que as condições são piores que as registradas em 1983, quando 75 pessoas morreram em vários incêndios, e lançou uma chamada para que se tenha cuidado na hora de lidar com fogo.

O incêndio do parque de Bunyip State, a sudeste de Melbourne, já cruzou as barreiras de contenção, seguem fora de controle e podem atingir as cidades de Labertouche, Jindivick West e Tonimbuk.

As autoridades pediram aos habitantes dessas comunidades que decidam logo se querem ser evacuados antes de o fogo se aproximar mais de suas comunidades.

O incêndio de Bunyip State ameaça também destruir as linhas elétricas que fornecem energia a cidade de Melbourne e repetir a crise que a capital de Victoria sofreu na semana passada.

A situação é similar em Nova Gales do Sul, onde um incêndio próximo ao lago Macquarie, no litoral norte do estado, destruiu 180 hectares e avança em direção ao sul, pressionado pelos fortes ventos do norte.

O vento levou a fumaça do incêndio do lago Macquarie até a cidade de Sydney, cerca de 125 quilômetros ao sul, e as autoridades recomendam às pessoas com dificuldades respiratórias que não saiam de casa.

No vale de Bega, no sudeste de Nova Gales do Sul, um foco de incêndio também cruzou as barreiras de contenção e, após arrasar mais de mil hectares, segue fora de controle.

Os bombeiros também trabalham no incêndio da área de Tumut, 90 quilômetros a oeste de Canberra, capital australiana, que já queimou 500 hectares de floresta e também continua fora de controle.

Segundo o serviço de meteorologia local, serão os últimos dias da onda de calor que afetou a Austrália durante as últimas duas semanas, pois a chegada de ventos do sul, no domingo, causará uma queda de temperaturas de até 20 graus.

Fonte: www.noticias.uol.com.br

06 fevereiro 2009

MAIS UMA SOBRE O DEGELO DA ANTÁRTIDA

06/02/2009 - 00h59

Aumento do nível do mar pode ser 25% maior que o esperado, diz estudo


da Efe, em Washington

aquecimento global pode derreter a calota de gelo na Antártida ocidental e causar inundações no litoral da América do Norte e nas nações do Oceano Índico, segundo um artigo publicado pela revista "Science".

Cientistas da Universidade Estadual do Oregon (EUA) descobriram que, se as previsões sobre o derretimento da camada de gelo da Antártida ocidental se confirmarem, o aumento do nível do mar será maior que o esperado.

Segundo pesquisas do grupo liderado pelo geofísico Jerry Mitrovica, pela física Natalya Gómez e pelo geocientista Peter Clark, os oceanos podem subir 25% mais do que o esperado, o que causaria grande impacto em cidades litorâneas como Nova York e Washington.

Até pouco tempo atrás, achava-se que o fim do gelo antártico faria o nível do mar subir cinco metros, disse Mitrovica, diretor do Programa de Evolução de Sistemas da Terra no Instituto Canadense de Pesquisas Avançadas.

Esses cálculos, explicou, foram feitos transformando o volume total da calota de gelo em água e considerando que a água derretida se distribuiria por igual no mundo todo.

No entanto, segundo os pesquisadores, esta é uma estimativa simplista, que não leva em conta outros efeitos fundamentais.

Força gravitacional

Em primeiro lugar, quando uma placa de gelo derrete, perde sua força gravitacional e faz com que a água se afaste.

Sendo assim, quando uma calota de gelo se funde, o volume de água diminui em um raio de dois mil quilômetros e, consequentemente, aumenta progressivamente nas áreas mais afastadas.

"Se a placa de gelo no oeste antártico derreter, o nível do mar perto da Antártida diminuirá, mas aumentará muito mais do que o esperado no Hemisfério Norte, por causa deste efeito gravitacional", explicou o especialista.

O estudo, que será publicado em 6 de fevereiro pela revista 'Science', acrescenta que um dos fatores ignorados nas outras simulações é o buraco que ficará no solo rochoso sobre o qual a placa se sustenta.

Os cientistas dizem que primeiro ele se encherá de água. Mas preveem que, depois que o gelo desaparecer, o buraco diminuirá de tamanho, empurrando parte da água em seu interior de volta para o mar, contribuindo para aumento do nível dos oceanos.

Os autores do artigo dizem ainda que, se desaparecer totalmente, a placa de gelo causará uma mudança de aproximadamente no eixo de rotação da Terra.

Deslocamento de águas

Esta mudança provocaria um deslocamento na água dos oceanos Atlântico e Pacífico, do sul para o norte, o que afetaria as áreas da América do Norte e do oceano Índico meridional.

"O efeito de todos estes processos é que, se a placa de gelo da Antártida ocidental derreter, o aumento no nível do mar em muitas regiões litorâneas será pelo menos 25% maior que o esperado", alertou Mitrovica.

Isto se traduziria em um aumento de seis a sete metros do nível do mar, "uma grande quantidade de água adicional, sobretudo ao redor de áreas urbanas como Washington DC, Nova York e a costa da Califórnia", disse.

A comunidade científica ainda está debatendo que quantidade de gelo desapareceria se a placa ocidental derretesse, mas segundo o cientista, aconteça o que acontecer, "o trabalho comprova que o aumento do nível do mar que se produz em muitas zonas litorâneas povoadas seria muito maior" do que o indicado pelas primeiras estimativa

Queridos amigos, desculpem-me pelas notas tristes, mas não podemos nos enganar, querer tapar o sol com a peneira, não acham?
Então, em momento algum desejo ser pessimista e até mesmo tétrica, postando notícias deste calibre, mas precisamos informar a todos o que está acontecendo no Planeta.
Não vamos nos esmorecer, precisamos usar nossa força para continuar conscientizando as pessoas por todos os efeitos nocivos causados à natureza, pelos nossos desleixos, descasos e descuidos com o nosso meio ambiente.
Vamos lá, meus amigos, continuemos na nossa jornada informativa.