24 maio 2009

CARRO ELÉTRICO DA GM


14/08/2008 - Um neurologista norte-americano divulgou os detalhes de uma lista, não oficial, de pessoas que esperam a comercialização do novo Chevrolet Volt, um carro completamente eléctrico. Segundo os dados divulgados, a lista ascende já aos 33 mil possíveis compradores, noticia a Reuters.
Lyle Dennis, um entusiasta do novo modelo da General Motors (GM), tem reunido, no último ano, uma lista de eventuais compradores do novo modelo através do seu site GM-Volt.com.
O neurologista divulgou os detalhes da lista assinada por 33.411 pessoas com vontade de adquirir o novo Chevrolet, quando for lançado em 2010. A lista inclui potenciais compradores não só dos Estados Unidos mas também de mais 46 países mundiais.
O preço que os possíveis compradores estão dispostos a pagar não ascende ao preço divulgado pela marca. Em média, os compradores estão dispostos a pagar 20.964 euros, menos do que os 26.824 taxados pela GM.
A GM procura no Chevrolet Volt uma maneira de diminuir os custos com os veículos com baixos consumos de gasolina tendo em conta que a venda de veículos pesados diminuiu e o preço da gasolina continua muito alto.
A marca mostrou a primeira versão do Volt, em Janeiro de 2007, mas retocou significativamente as suas características desde ai no sentido de melhorar a aerodinâmica. O Volt foi desenhado para andar durante cerca de 65 quilómetros com uma bateria de lítio que pode ser recarregada numa ficha convencional.




Só esperamos que com a crise, a empresa não interrompa este projeto. Precisamos urgentemente, que montadoras fabriquem carros menos poluidores ou seja, sustentáveis.

17 maio 2009

UNESCO ANALISA INSERÇÃO DO BRASIL EM REDE MUNDIAL DE EDUCAÇÃO E ESTUDOS SOBRE ÁGUA

( Foto: Rio São Francisco - por João Zinclar)

A defesa foi apresentada pelo Governador de Minas, Aécio Neves, em reunião com o Conselho Executivo das Nações Unidas, que aconteceu em 30/04/09, em Paris

O Instituto Hidroex – Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas, pode integrar a rede mundial de centros educacionais com foco em recursos hídricos da UNESCO. Em reunião que aconteceu em 30/04/2009, em Paris, o Governador de Minas, Aécio Neves, apresentou a defesa para o Conselho Executivo das Nações Unidas.

Localizado no Triângulo Mineiro, o Instituto Hidroex já está em fase de conclusão e é resultado de um investimento global de R$ 40 milhões, em parceria com o Governo Federal. Concebido a partir da lógica de que o Brasil detém 26% da água doce e, apenas, 6% da população do planeta, sua atuação inclui toda a América Latina e os países de língua portuguesa, com destaque para as nações africanas.

Em conjunto, a geração de conhecimento e a educação ambiental proporcionarão novas perspectivas de conscientização e solução para problemas como o saneamento básico e a má gestão dos recursos hídricos. Para se ter uma idéia, 54% da população brasileira vive sem saneamento básico. Na África, a bacia do Rio Congo, que possui 30% das reservas de água doce do país, abastece apenas 10% da população.

Segundo relatório do Comitê Mundial da Água, a África precisaria de US$ 20 bilhões por ano, de 2006 a 2015, para garantir o abastecimento adequado da água. Com a implementação do Hidroex, o Brasil passará a transferir tecnologia ao continente. Entre as metas, também está o desenvolvimento de um programa específico para a Savana Africana baseado no modelo da Agricultura Familiar utilizado no Cerrado brasileiro.

Outro ponto forte do argumento do Governador de Minas, Aécio Neves, é a credibilidade do modelo de gestão ambiental de referência no Estado de Minas: a primeira federação fora da Amazônia legal a ter o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) de 100% de seu território, ferramenta indispensável para uma moderna gestão ambiental. Nos últimos quatro anos, o Estado triplicou o orçamento de toda área ambiental, passando de R$ 90 milhões em 2002 para R$ 300 milhões em 2008.

Além disso, 60,9% das hidrelétricas em operação no Brasil encontram-se em Minas, onde nascem as águas formadoras dos rios São Francisco, Paraná e Tocantins/Araguaia e a Bacia do Prata - maior bacia hidrográfica da América Latina e segunda maior do Planeta. Também estão na região rios que formam a bacia do Nordeste e Leste. Já em seu subsolo está parte da terceira maior reserva de água doce do mundo:o aqüífero Guarani.

Com o desenvolvimento e a possível inserção do Instituto Hidroex na rede internacional da UNESCO, o Brasil estará entre as referências mundiais em informação e pesquisas no combate à degradação do planeta. Durante a reunião, o Conselho analisou a criação de novos centros de educação na Turquia, República do Kazaquistão, República Dominicana, Alemanha e Portugal.

Esta matéria foi enviada pela leitora Lívia Scava.

Obrigada, Lívia, será sempre um prazer transmitir boas notícias.

Um abraço, Helena Rezende

O movimento "Vamos Salvar Nosso Planeta" deve ser contínuo!

(Foto de Tomé Schimidt)

As boas ações devem ser sempre celebradas e divulgadas,


Li com entusiasmo, na imprensa de Jaguariúna, que o empresário Sr.Rubens Camargo, proprietário da Agência de Turismo Cia. de Viagem, lançou uma campanha juntamente com a CVC, que consiste em dar a cada cliente, adquirente de pacote de viagem, uma árvore frutífera para ser plantada no Cerrado. Após a viagem o turista recebe da empresa, uma carta com um adesivo "Amigo do cerrado".


Linda, muito linda mesmo, esta campanha, afinal o cerrado brasileiro está desaparecendo.


Os proprietários de terra, na ânsia de ganhar sempre mais dinheiro, têm arrendado suas áreas, ou mesmo desmatado-as, para o plantio...Plantar não é crime e não questionamos isto, pois produzir alimento é necessário...mas o que está investindo sobre os nossos cerrados, é o famigerado plantio da cana-de-açúcar para a produção de etanol com a finalidade de exportar. Até aí, nada de cruel, meus caros, o que é pecado na ação, é o desrespeito para com a natureza e à sua frágil legislação de defesa. As APAS, não são respeitadas, a colheita não é mecanizada, onde utilizam o meio rudimentar das queimadas, o que envenena o nosso ar e aumenta o buraco da camada de ozônio.


Será que algum dia iremos ter algum governante sério, que honestamente, se preocupe com o nosso meio ambiente?


ONG "TRILHOS DO JEQUITIBÁ" É PREMIADA

Vi hoje no jornal que a ONG Trilhos do JEQUITIBÁ, fundada pelo Hilário e um grupo de ambientalistas aqui de Jaguariúna, foi premiada no Programa Nacional Eco-Cidade pelo seu trabalho na produção de artesanato de material reciclado.
Parabéns, Hilário e ao grupo todo, conheço um pouco do trabalho maravilhoso que vocês fazem pelo meio ambiente e também pelo social.
A Ong é muito criativa e faz excelente aproveitamento do material descartado reciclando-o, tornando-o útil e possibilitando a muitas famílias a geração de uma nova fonte de renda.
Fiquei muito feliz com a notícias, pois torço muito para o sucesso desta Organização.
Boa sorte, amigos e sigam em frente!
Visistem o site da ong http://www.trilhosdojequitiba.org/
Um abraço,
Helena Rezende

A ERA DO DEGELO...


Hoje estive assistindo a um programa de TV da National Geographic, meus amigos, é algo espantoso e muito triste de se ver.


Apresentaram um trabalho de filmagens do degelo da geleira Colúmbia do Alasca.


Alertaram também o degelo que está ocorrendo em todas as geleiras do mundo, inclusive na Ásia, onde grande parte da população depende da água das geleiras para a sobrevivência.


Mostraram o degelo da Groelândia, onde há a formação de lagos com profundidade de até 15 m, que desaparecem em 40 minutos, infiltrado no maciço gelado...é assustador.


Caso as calotas desapareçam, os níveis dos oceanos subirão em 60 metros.


Por estas e outras, meus queridos amigos leitores, não podemos descuidar da nossa luta em defesa do nosso planeta...vamos plantar milhões de árvores!


Vamos punir com multar bilionárias os desmatadores, os poluidores....!


É possível produzir com sustentabilidade...a VIDA É DE TODOS!


Helena Rezende






21 abril 2009

DIA MUNDIAL DA TERRA - DIA MUNDIAL DA ÁGUA - SEMANA DO MEIO AMBIENTE - O QUE TEMOS PARA COMEMORAR?


Sei, que todos os dias é tempo para a reflexão de todos, mas é nestas datas, tão belas, onde, na maioria das vezes, paramos para pensar um pouco sobre o que está acontecendo com o nosso Planeta.

Como todo brasileiro, acreditamos que sempre se dá um "jeitinho" de última hora e tudo se arranja. Mas, infelizmente, não é isto o que pode ser feito...não existe mágica, estamos reféns dos NOSSOS próprios erros e abusos com a mãe natureza.

Quando digo, nossos, é porque também somos parte do problema e somos também responsáveis por ele, uma vez que aumentamos, a cada dia que passa, o nosso consumo. Aumentamos os nossos aparelhos de eletroeletrônicos, e, se a renda aumenta, a frota de veículos aumenta com ela.

É triste de se constatar, mas existem pessoas que possuem vários carros na garagem...é puro exagero, ostentação, desrespeito para com o meio ambiente sim!


A poluição que cada veículo e cada indústria (na sua produção), gera no meio ambiente é algo assustador. Mas, é muito pouco pensar só na poluição gerada pelos veículos...o ser humano é um poluidor em potencial...atira lixo nos terrenos vagos, jogam nas ruas e demais vias de trânsito: sacolas plásticas, garrafas pet, latinhas de bebidas - o que só vêem entupir os "bueiros", aumentando as enchentes, assoreando e poluindo rios.


Quando será que tomaremos consciência de nossa RESPONSABILIDADE para com o meio em que vivemos??


VAMOS PENSAR MUITO NISTO E TOMARMOS ATITUDES, POIS SÒMENTE COM ATITUDES PRÁTICAS É QUE PODEREMOS REVERTER OU ESTABILIZAR O AQUECIMENTO GLOBAL E A DETERIORAÇÃO DA TERRA!


Helena Rezende

RIOS, UM ASSUNTO PARA DIPLOMATAS

Foto: Represa de Ilisu - Rio Tigre - Turquia (Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2005/06/050614_arabicascc.shtml)

CURSOS D´ÁGUA TRANSFONTEIRIÇOS EXIGEM UMA NOVA ABORDAGEM FRENTE AO AQUECIMENTO GLOBAL


Amazonas, Mekong, Congo, Nilo, Danúbio, Niger: a gestão dos rios transfonteiriços é um desafio crucial para uma "diplomacia da água", que se torna cada vez mais necessária devido ao aquecimento global que acentuará a pressão sobre os recursos naturais.


Em vez do conflito, países que dividem bacias devem cooperar


Inundações mais frequentes, secas mais fortes: as mudanças climáticas vão mudar a situação hídrica de várias regiões do mundo, lembram os especialistas que se reuniram em Instambul para o 5º Fórum Mundial da Água, no último mês de março.

"Devemos obrigatoriamente estabelecer uma cooperação estável antes que a competição pelos recursos em água se torne mais forte", explicou Flávia Loures, especialista em Direito Internacional da WWF.

O planeta conta com mais de 260 bacias hidrográficas transfonteiriças divididas entre 145 países: menos da metade é objeto de acordos de cooperação, que se resumem, na maior parte dos casos, a acordos bilaterais excluindo países vizinhos.

Na África, que conta com 60 bacias compartilhadas, uma infinidade de convenções foram assinadas (Senegal, Volta, Zambeze,...), mas muitas delas não foram aplicadas.

Em nível internacional, existe um texto, qe prevê que os Estados utilizem os cursos de águas internacionais de maneira "igual e razoável".

A Convenção da ONU sobre os cursos de água transfonteiriços foi adotada em 1997 após qase trinta anos de negociações. Mas ela ainda não entrou em vigor: a ratificação de 35 Estados é necessária e apenas 16 o fizeram.

A França anunciou que vai ratificar esse texto. Outros poderão segui-la em breve, segundo a WWF, que espera uma ratificação em 2011.

"Isso pode ser um marco para a diplomacia da água", considera Chantal Jouanno, secretário de Estado francês para a Ecologia. Mas, em algumas regiões, o tema continua sendo muito delicado. "Os países em posição de "castelo de água" em relação aos seus vizinhos são mais reticentes porque temem uma ingerência em seus assuntos internos", resumiu um diplomata europeu, que cita o exemplo da China, em posição "hidro-hegemônica".

Uma ironia: a Turquia, organizadora do 5º Fórum Mundial da Água, é um dos três únicos países (ao lado do Burundi e da China) que votaram contra esse texto em 1997.

Na Turquia nascem rios importantes, principalmente os rios Tigre e Eufrates, que abastecem Síria e Iraque. A disputa pela água fornecida por esses dois rios é objeto de tensões frequentes entre os três países.

Se a Convenção for considerada um instrumento útil, alguns evitam expectativas exageradas.

"A Água doce é um recurso local, cada bacia é diferente. Não se fala em mudanças climáticas!", lembrou Alejandro Iza, da União Internacional para a onservação da Natureza (UICN), que considera que se o texto é um marco, a cooperação local é fundamental para o seu êxito.

Ele ressaltou o aumento das iniciativas: entre a Guatemala e o México, discussões entre comunidades com vistas a compartilhar os recursos dos inúmeros rios que nascem no vulcão Tacana; e negociações semelhantes sobre o Rio Paz, que se prolonga pela fronteira entre El Salvador e Guatemala.

Iniciativas concretas de cooperação, segundo ele, mostram que o "debate sobre as guerras da água tem algo de mito" e que a questão da água pode ser um catalisador de cooperação.


Fonte: Agência France Press - com algumas adaptações.