06 março 2011

2 - JARDINS DO MUNDO - UM OLHAR ECOLÓGICO SOBRE MOÇAMBIQUE


Moçambique ecológico 

Claudio Savaget

Jornalista, Diretor do Globo Ecologia

Segundo a Organização Mundial de Turismo, a atividade turística movimenta mais de 3 trilhões e meio de dólares por ano em todo o Planeta e emprega 180 milhões de pessoas. E enquanto o turismo convencional registra um crescimento de 7,5% ao ano, o ecoturismo chega à marca de 20%.

As florestas, a savana e os animais africanos atraem cada vez mais visitantes estrangeiros, estimulando o ecoturismo, que não pára de crescer. Movimentando milhões de dólares, gerando divisas e criando novos postos de trabalho, o ecoturismo é uma importante atividade econômica em Moçambique. Bartolomeu Souto, coordenador de áreas transfronteiriças diz que o governo já tem planos para o futuro:

“Em 2010, vamos ter a Copa do Mundo na África do Sul, em razão disso, nós, África do Sul, Zimbábue, Botswana e os países vizinhos estamos a nos preparar estrategicamente para aproveitar a vinda de muita gente de várias partes do mundo que, naturalmente, devem querer conhecer a África. Portanto, estamos a trabalhar com eles na criação de infra-estruturas e vamos disponibilizar a África selvagem para essas pessoas, mas em condições boas, confortáveis para poderem ver a nossa fauna bravia”.

Na última década, a estabilidade política e social permitiu a recuperação da fauna em Moçambique. Os seis parques e as seis reservas nacionais que preservam um rico patrimônio vêm mostrando, também, um grande potencial turístico. Boas novas para o país. Histórias fascinantes que o “Globo Ecologia” mostrou durante o mês de Setembro, em 4 programas especiais.

Ao percorrer centenas de quilômetros do país, captamos imagens da maior reserva natural do mundo. Com 35 mil quilômetros quadrados, uma área quase do tamanho de Israel, o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo é formado pelo Parque Nacional do Limpopo, em Moçambique, o Parque Nacional do Kruger e a região de Makuleke, na África do Sul, e, ainda, o Parque Nacional de Gonarezhou, a área de safári de Malipati e o Santuário de Manjinji Pan, no Zimbábue.

E para isso foi preciso derrubar cercas, acabar com as divisões políticas criadas pelos homens. Abrir os caminhos para os animais selvagens. “Eu percebi que as fronteiras traçadas artificialmente não têm valor nenhum”, afirma Bartolomeu Souto, Coordenador de Áreas Transfronteiriças de Moçambique.

Em Dezembro de 2002, os Chefes de Estado dos três países assinaram um tratado criando o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo. “Ainda bem que estou tendo a oportunidade de participar de iniciativas como esta – de proteger e preservar algo que é vital para os africanos, para toda a Humanidade: o fabuloso patrimônio natural de nosso continente”, declarou o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que participou da cerimônia.

Como diretor do programa Globo Ecologia, viajei com minha equipe por este imenso território começando pela África do Sul, no Kruger, um Parque centenário que se tornou um modelo no turismo de observação da fauna africana. Nele vivem 147 espécies de mamíferos; 500 de aves, 114 de répteis, e 49 espécies de peixes. Na reportagem gravada, visitamos o acampamento de Skukuza, uma das 13 verdadeiras “cidades” que existem no parque para receber um milhão e trezentos mil turistas/ano, todos atraídos pela Savana africana e sua fauna. Entre eles os famosos “big five” – as cinco estrelas da África: leão, leopardo, búfalo, rinoceronte e elefante. Além de hipopótamos, crocodilos, hienas, gazelas, impalas, zebras, babuínos e muito mais.

No lado moçambicano, colhemos imagens para mostrar os primeiros passos para transformar o Parque Nacional do Limpopo numa atração turística. Cinqüenta quilômetros da cerca eletrificada que separa o Parque do Kruger – África do Sul – do Parque Nacional do Limpopo já foram retirados; elefantes, rinocerontes, antilopes e outros animais estão sendo translocados do Kuger para o Limpopo. E, atrás dos bichos, vêm os turistas. No Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo a natureza é soberana e ignora as fronteiras criadas pelo homem. Uma gigantesca Unidade de Conservação criada por três países. Uma prova de que a força que une é maior que a que divide.

“Um dia o mundo vai agradecer muito essa bela iniciativa de três países que deram as mãos, uniram esforços, abriram as fronteiras, uniram seus parques, integraram. Sem dúvida um belo exemplo para a humanidade.” Assim define a importância do Parque o presidente da ONG sul-africana “My Acre of África”, Gareth Pyne-James.

Outra reserva que é motivo de orgulho em Moçambique é a Especial de Maputo – ou Reserva dos Elefantes – que fica a apenas 100 quilômetros da capital ou três horas de viagem. Criada em 1960 – para proteger os elefantes que estavam desaparecendo, a reserva tem 700 km2 e é um ecossistema único, que abriga a maior diversidade de ambientes da região Sul do continente africano. Rios, lagoas, banhados. Fartura de água que alimenta a vegetação das planícies, gigantescas árvores da floresta de terra firme, que cobrem de verde as mais altas dunas florestadas do mundo, onde os cactos são do tamanho das árvores.

Sergio Veiga, um guia de safáris multimídia que também é cinegrafista, fotógrafo de natureza, mergulhador, escritor e artista plástico nos acompanhou nessa aventura. Sérgio é um verdadeiro professor que nos ensina a “ler o chão” – e encontrar com facilidade os animais através dos sinais (pegadas, rastros, urina, fezes etc) deixados por eles.

E, assim, chegamos a poucos metros dos elefantes, hipopótamos, macacos, antílopes e aves. A fauna atrai visitantes e impulsiona o ecoturismo. Empreendimentos como a “Quinta Mila”, uma pequena pousada que hospedou nossa equipe. Durante a noite, fomos visitados por um hipopótamo.

“Eu nasci aqui e já me acostumei com eles. É só fazer barulho que vão embora... mas os hospedes gostam de ver os bichos”, diz dona Emília, proprietária da pousada, que recebe cada vez mais turistas, todos atraídos pelas belezas naturais da região. E ela sabe que a prosperidade mora ao lado. Por isso, respeita e confia em seus vizinhos – a reserva e os animais que vivem nela. Como duas espécies de tartarugas marinhas: a cabeçuda e a gigantesca tartaruga couro, além de aves migratórias, como os flamingos e pelicanos que se alimentam e se reproduzem na reserva.

Atrás das dunas, correm rios, riachos e lagos. A água que fertiliza o solo e faz crescer o pasto nas imensas planícies alagadas, garantindo fartura de alimento para os animais. A umidade também alimenta as florestas. Em terra firme ou na areia das dunas, plantas, animais, tudo é gigantesco na reserva dos elefantes? O experiente guia Sérgio Veiga arrisca uma resposta: “não dizem que o mundo começou na África? Que o continente africano é o berço da Humanidade?”

O Globo Ecologia também traçará um perfil geográfico, social, histórico e ambiental de Moçambique – país que o jornal The New York Times chamou de “estrela nascente da África”. São mais de 3.500 km quilômetros de litoral, além de parques nacionais e reservas que preservam a biodiversidade africana. São paisagens que atraem visitantes de todo o mundo. Por isso, o governo e a iniciativa privada já investiram quase quinhentos milhões de dólares em infra-estrutura turística.

Fonte:  http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1206


Moçambique é rico em fauna e flora, terrestre e marítima. A orografia e o clima determinam três tipos de vegetação: floresta densa nas terras altas do Norte e Centro do País, floresta aberta e savana no Sul e, na zona costeira, os mangais. Estes ecossistemas constituem o habitat de espécies selvagens como elefantes, leões, leopardos, chitas, hipopótamos, antílopes, tartarugas, macacos e grande número de aves. A esta riqueza associam-se belas paisagens, quer nas zonas altas, quer nas zonas costeiras.

Para possibilitar aos visitantes uma vivência com esta riqueza, em grande parte afectada pela guerra, estão em recuperação parques, como o parque Nacional de Gorongosa que foi um dos melhores de África, este parque é um tesouro de Moçambique que proporciona benefícios ambientais, educacionais, estéticos, recreativos e económicos a toda a humanidade.

O parque esta localizado na província de Sofala numa área de 3.770km2, no extremo sul do grande vale do Rift da Africa Oriental. A exuberância paisagística e a particularidade da fauna bravia deste Parque tornam-no num perfeito destino turístico quer para quem procura aventura quer para quem procura o lazer.

Destacando-se ainda as reserva de Maputo, rica em elefantes, a de Marromeu na foz do Zambeze onde predomina o búfalo, e reservas parciais como a de Gilé e a do Niassa respectivamente a nordeste de Quelimane e nas margens do rio Rovuma. Também no parque da reserva natural de Bazaruto se podem avistar aves exóticas, recifes de corais e espécies marinhas protegidas como dugongos, golfinhos e tartarugas marinhas.


Fonte: http://www.turismomocambique.co.mz/index.aspx?menuid=4&lang=P





05 março 2011

1 - OS JARDINS DO MUNDO - A ILHA DE MADAGASCAR NÃO ESTÁ LIVRE DO DESMATAMENTO

foto:http://www.wildmadagascar.org/brazilian-portuguese/kids/19-environment.html

Madagascar é um dos países com a maior diversidade de fauna e flora em todo o planeta, abrigando milhares de espécies de pássaros, répteis e anfíbios, muitos deles existentes apenas em seu território, como o lêmure, fundamentais para a vida animal nas florestas, pois é ele que distribui as frutas existentes pelas selvas do país, e é de suas sementes que a floresta se regenera.

Apesar de 90% de suas matas terem sido devastadas nos últimos séculos, nos 10% ainda existentes existem mais de doze mil espécies diferentes de plantas, algumas delas com mais de 80 milhões de anos, centenas delas apenas ali, das quais grande parte de grande valor medicinal, entre elas, a Rosy Periwinkle, fonte exclusiva de dois tipos de drogas que são as únicas usadas pelos laboratórios farmacêuticos do mundo no tratamento de algumas formas de leucemia infantil.

Em 2009, um inventário dos anfíbios de Madagáscar descobriu 129 a 221 espécies de rãs previamente desconhecidas, evidenciando que a biodiversidade de Madagáscar pode estar subestimada.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Madag%C3%A1scar


AS MARAVILHAS DA ENERGIA EÓLICA - BRASIL

        Uma rodovia que liga Porto Alegre ao litoral corta ao meio o parque eólico. A iluminação dos aerogeradores, que têm altura de mais de 130 metros, propicia um raro espetáculo aos viajantes.

    Um ditado popular no brasil aponta "lá onde o vento faz a curva", em referência a um lugar que é muito, muito distante. Soa pejorativo na maior parte dos usos, mas, para os moradores de Osório, no Rio Grande do Sul, esse lugar é a casa deles - e com orgulho. Localizada no pé da serra Geral, em uma vasta planície repleta de rios e 23 lagoas, a cidade é um corredor natural para a passagem do vento e a criação de correntes ascendentes. É na região do morro da Borússia, por exemplo, que o sopro austral conhecido como minuano - nome de uma tribo indígena extinta - surge de sua jornada desde o interior gaúcho em direção ao oceano Atlântico. O seco e gélido minuano, que ultrapassa com facilidade os 30 quilômetros por hora, não é o único nem o mais temido vento que costuma fazer a curva em Osório. O nordeste, ou "nordestão", como é chamado pelos moradores, pode atingir 100 quilômetros por hora. Comum no verão, dura três dias, mas acaba com a paciência dos osorienses em bem menos tempo.

Em Osório, o vento é mais que apenas uma força invisível - é protagonista do cotidiano e da economia local. Emancipado desde 1857, o município sempre subsistiu sem maiores ambições com base nas atividades agrícola e comercial. Moradores antigos costumavam dizer que ele só conseguiria se desenvolver de verdade quando conseguisse "engarrafar o vento". O futuro chegou em abril de 2006. No dia em que o próprio presidente da República acionou o primeiro aerogerador dos Parque Eólico de Osório (são três parques, Sangradouro, Osório e dos Índios, conectados a uma única subestação), o maior complexo gerador de energia do vento da América Latina, inaugurou-se uma fase não apenas para a cidade mas para todo o país. Osório afinal havia conseguido "engarrafar o vento".

Hoje são 75 aerogeradores em funcionamento. Cata-ventos gigantes, as torres de concreto têm 98 metros de altura e cada uma das três pás que compõem o rotor pesa mais de 5 toneladas em seus 35 metros de comprimento. Com potencial de 150 megawatts/hora, o sistema gera aproximadamente 425 gigawatts anuais de energia, suficientes para abastecer o consumo doméstico de 650 mil pessoas - mais de 15 vezes a população de Osório - e evitar a emissão de 148 mil toneladas de CO2 na atmosfera pelo sistema elétrico brasileiro, economizando 36,5 mil toneladas de petróleo e 41 milhões de metros cúbicos de gás natural. Segundo dados de 2010 da Associação Brasileira de Energia Eólica, Osório produz20% dessa energia no país. E 50 novos aerogeradores estão sendo construídos.

Se o parque rende tributos aos cofres públicos, os vendavais, por outro lado, costumam causar estragos e prejuízos. Ao longo da RS-289, a Estrada do Mar, que liga Osório a Torres, no extremo norte do litoral gaúcho, as tendas de produtos típicos, as placas de publicidade e os eucaliptos que cercam os dois lados da rodovia sempre são castigados pelos ventos. Raízes expostas, galhos na estrada, casas destelhadas e outdoors desfigurados são visões comuns.

Pode ser difícil sair à rua em dia de nordestão. As mulheres evitam usar saia e prendem o cabelo; varais com roupas expostas parecem querer decolar; andar de bicicleta é um desafio olímpico. Certas pessoas, porém, acolhem a ventania como se ela fosse uma dádiva: os adeptos de esportes como o windsurf e o kitesurf, que lotam as águas da lagoa dos Barros. Com velocidade máxima de 85 quilômetros por hora, a raia local só é superada pelas marcas alcançadas por esportistas náuticos nas águas de Lüderitz, na Namíbia, costa sudoeste da África.

Outra modalidade dos esportes do vento é o planador, avião sem motor que depende exclusivamente das correntes ascendentes para planar. O aeroclube da cidade, o Albatroz, foi fundado, no início da década de 1950, por pioneiros da atividade no país, caso de Darci Assis, uma lenda da aviação brasileira. O Albatroz detém o recorde sul-americano de permanência no ar com planador, com uma marca impressionante. Em outubro de 1954, Almiro F. Barrichello e Adalberto Jayme Meneghini permaneceram 11 horas e 37 minutos nos céus da região.

Hoje, ainda que as façanhas de Almiro Barrichello, Meneghini e Assis, falecido em 2005, tenham ficado no passado, a nova geração de voadores luta por seu espaço. O número de pilotos formados no Albatroz cresceu nos últimos anos. Muitos deles seguem carreira nas grandes companhias aéreas do país, mas regressam para Osório sempre que possível - e por uma razão especial. "Apenas com o planador pode-se voar de verdade", dizem em uníssono. A cidade habituou-se ao barulho dos rebocadores, aviões responsáveis em levar os planadores a uma altura na qual possam ser soltos do cabo que os prende. Libertos, os planadores misturam-se aos pássaros, deslizam sobre a vasta bacia hidrográfica, as encostas verdes ainda intocadas do morro da Borússia e retornam mansamente ao ponto de partida, em uma sequência de subidas e descidas que só termina quando o sol se põe no horizonte.

Foi nos céus que, em setembro, o instrutor de voo Frederico Reckziegel, de 29 anos, desfrutou ao mesmo tempo das duas maiores paixões de sua vida. Depois de 11 anos de namoro, ele resolveu subir ao altar com Giani Tricai, de 26. Mas, antes da cerimônia na Igreja do Porto, onde de fato oficializariam o casamento dias depois, ele convidou Giani para um voo especial. "Eu não queria que fosse um passeio como nos tempos de namoro. Daquela vez, eu precisava de uma prova de amor", conta Frederico. Assim se fez. A noiva entrou na cabine do planador Blanik como manda o figurino: de vestido, véu e grinalda. Não faltaram olhares curiosos do público, sempre presente às margens da pista para apreciar as aeronaves. A operação envolveu três aviões, equipe de solo e uma sessão de fotografias para registrar o sonho. Frederico ganhou um presente memorável de sua noiva e o aeroclube registrou outro evento histórico. O velho Darci Assis gostaria de ter presenciado aquele momento.


Fonte:

Publicado em 12/2010

INSCREVAM-SE ATÉ 29 DE ABRIL PARA A 11ª EDIÇÃO DO PRÊMIO DE REPORTAGEM SOBRE A MATA ATLÂNTICA

Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica abre inscrições para 2011 e lança a categoria Internet



Até o dia 29 de abril, jornalistas de televisão, veículos impressos e Internet podem se inscrever na 11ª edição do Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica. As reportagens devem ter sido publicadas entre 1° de abril de 2010 e 31 de março de 2011 e podem tratar de temas como lixo, água, ações sustentáveis, crimes ambientais, mudanças climáticas, ecoturismo e vários outros, desde que contextualizados nas mais de 3.200 cidades brasileiras que compõem o Bioma Mata Atlântica. “Este ano estamos inovando ao lançar a categoria Internet e nos próximos teremos outras novidades para também poder contemplar a imprensa dos outros segmentos”, comentam Márcia Hirota, diretora da SOS Mata Atlântica, e Luiz Paulo de Souza Pinto, diretor da Conservação Internacional. O Prêmio existe no Bra sil desde 2001, promovido pela Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, uma parceria entre a Conservação Internacional e a Fundação SOS Mata Atlântica, com o apoio do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ), da Federação Internacional de Jornalistas Ambientais (IFEJ) e patrocínio de Bradesco Capitalização. Temas, requisitos para inscrição, prêmios e o regulamento completo estão no website www.premioreportagem.org.br.

02 março 2011

SERÁ QUE O BRASIL PRECISA DE MAIS USINAS HIDRELÉTRICAS? COMO PAÍS TROPICAL TEMOS OUTRAS OPÇÕES DE FONTES DE ENERGIA COM BAIXO IMPACTO AMBIENTAL.

Hidrelétrica de Belo Monte: Impactos Ambientais



CI-Brasil (Ong Conservation International – Brazil) divulga posicionamento sobre hidrelétrica; a ONG trabalha com índios Kayapó há mais de 18 anos.
Contexto: O projeto ressurge como uma obra estratégica, apresentada por meio de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) de mais de 20 mil páginas, como a possível terceira maior hidrelétrica do mundo, perdendo apenas para a usina Três Gargantas (China) e para Itaipu (Brasil-Paraguai).
A hidrelétrica de Belo Monte propõe o barramento do rio Xingu com a construção de dois canais que desviarão o leito original do rio, com escavações da ordem de grandeza comparáveis ao canal do Panamá (200 milhões m3) e área de alagamento de 516 km2, o equivalente a um terço da cidade de São Paulo.
Questão energética: A UHE de Belo Monte vai operar muito aquém dos 11.223 MW aclamados pelos dados oficiais, devendo gerar em média apenas 4.428 MW, devido ao longo período de estiagem do rio Xingu, segundo Francisco Hernandes, engenheiro elétrico e um dos coordenadores do Painel dos Especialistas, que examina a viabilidade da usina.   Em adição, devido à ineficiência energética, Belo Monte não pode estar dissociada da ideia de futuros barramentos no Xingu. Belo Monte produzirá energia a quase 5.000 km distantes dos centros consumidores, com consideráveis perdas decorrentes na transmissão da energia.
Esse modelo ultrapassado de gestão e distribuição de energia a longas distâncias indica que o governo federal deveria planejar sua matriz energética de forma mais diversificada, melhor distribuindo os impactos e as oportunidades socioeconômicas (ex.: pequenas usinas hidrelétricas, energia de biomassa, eólica e solar) ao invés de sempre optar por grandes obras hidrelétricas que afetam profundamente determinados territórios ambientais e culturais, sendo que as populações locais, além de não incluídas nos projetos de desenvolvimento que se seguem, perdem as referências de sobrevivência.
Questão ambiental: A região pleiteada pela obra apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora. No caso dos animais, o EIA aponta para 174 espécies de peixes, 387 espécies de répteis, 440 espécies de aves e 259 espécies de mamíferos, algumas espécies endêmicas (aquelas que só ocorrem na região), e outras ameaçadas de extinção. O grupo de ictiólogos do Painel dos Especialistas tem alertado para o caráter irreversível dos impactos sobre a fauna aquática (peixes e quelônios) no trecho de vazão reduzida (TVR) do rio Xingu, que afeta mais de 100 km de rio, demonstrando a inviabilidade do empreendimento do ponto de vista ambiental. Segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade de peixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa. Essa biodiversidade é devida inclusive às barreiras geográficas das corredeiras e pedrais da Volta Grande do Xingu, no município de Altamira (PA), que isolam em duas regiões o ambiente aquático da bacia. O sistema de eclusa poderia romper esse isolamento, causando a perda irreversível de centenas de espécies.
Outro ponto conflituoso é que o EIA apresenta modelagens do processo de desmatamento passado, não projetando cenários futuros, com e sem barramento, inclusive desconsiderando os fluxos migratórios, que estão previstos nos componentes econômicos do projeto, como sendo da ordem de cerca de cem mil pessoas, entre empregos diretos e indiretos.
Questão cultural e impactos da obra sobre as populações indígenas: O projeto tem desconsiderado o fato de o rio Xingu (PA) ser o ‘mais indígena’ dos rios brasileiros, com uma população de 13 mil índios e 24 grupos étnicos vivendo ao longo de sua bacia. O barramento do Xingu representa a condenação dos seus povos e das culturas milenares que lá sempre residiram. O projeto, aprovado para licitação, embora afirme que as principais obras ficarão fora dos limites das Terras Indígenas, desconsidera e/ou subestima os reais impactos ambientais, sociais, econômicos e culturais do empreendimento. Além disso, é esperado que a obra intensifique o desmatamento e incite a ocupação desordenada do território, incentivada pela chegada de migrantes em toda a bacia e que, de alguma forma, trarão impactos sobre as populações indígenas.
Como já exposto, o Trecho de Vazão Reduzida afetará mais de 100 km de rio e isso acarretará em drástica redução da oferta de água.  Os impactos causados na Volta Grande do Xingu, que banha diversas comunidades ribeirinhas e duas Terras Indígenas – Juruna do Paquiçamba e Arara da Volta Grande, ambas no Pará -, serão diretamente afetadas pela obra, além de grupos Juruna, Arara, Xypaia, Kuruaya e Kayapó, que tradicionalmente habitam as margens desse trecho de rio. Duas Terras Indígenas, Parakanã e Arara, não foram sequer demarcadas pela Funai. A presença de índios isolados na região, povos ainda não contatados, foram timidamente mencionados no parecer técnico da Funai, como um apêndice.
A noção de afetação pelas usinas hidrelétricas considera apenas áreas inundadas como “diretamente afetadas” e, por conseguinte, passíveis de compensação.   Todas as principais obras ficarão no limite das Terras Indígenas que, embora sejam consideradas como “indiretamente afetadas”, ficarão igualmente sujeitas aos impactos físicos, sociais e culturais devido à proximidade do canteiro de obras, afluxo populacional, dentre outros. O EIA desconsidera ou subestima os riscos de insegurança alimentar (escassez de pescado), insegurança hídrica (diminuição da qualidade da água com prováveis problemas para o deslocamento de barcos e canoas), saúde pública (aumento na incidência de diversas epidemias, como malária, leishmaniose e outras) e a intensificação do desmatamento, com a chegada de novos migrantes, que afetarão toda a bacia.
Polêmicas: O processo de licenciamento da UHE Belo Monte tem sido cercado por polêmicas, incluindo ausência de estudos adequados para avaliar a viabilidade ambiental da obra, seu elevado custo, a incerteza dos reais impactos sobre a biodiversidade e as populações locais, a ociosidade da usina durante o período de estiagem do Xingu, e a falta de informação e de participação efetiva das populações afetadas nas audiências públicas.
No final de dezembro de 2009, os técnicos do Ibama emitiram parecer contrário à construção da usina (Parecer 114/09, não publicado no site oficial), onde afirmam que o EIA não conseguiu ser conclusivo sobre os impactos da obra: “o estudo sobre o hidrograma de consenso não apresenta informações que concluam acerca da manutenção da biodiversidade, a navegabilidade que garante a segurança alimentar e hídrica das populações do trecho de vazão reduzida (TVR) e os impactos decorrentes dos fluxos migratórios populacionais, que não foram dimensionados a contento”. A incerteza sobre o nível de estresse causado pela alternância de vazões não permite inferir com segurança sobre a manutenção dos estoques de pescado e das populações humanas que desses dependem, a médio e longo prazos. Ainda segundo o parecer técnico, para “a vazão de cheia de 4.000m3/s, a reprodução de alguns grupos de peixes é apresentada no estudo como inviável”, ou seja, o grau de incerteza denota um prognóstico extremamente frágil.
No início deste ano (01/02/10), o governo federal anunciou a liberação da licença prévia para a construção da UHE Belo Monte sob 40 condicionantes, nem todas esclarecidas. A licença foi liberada num tempo recorde e o leilão, que deveria acontecer em abril, foi adiantado para o início de março deste ano. Como a única voz dissonante, o ministro do Meio Ambiente enfatizou a concessão de R$1,5 bilhão como medidas mitigatórias ao projeto, um valor relativamente pequeno em relação ao custo estimado da obra (R$30 bilhões) e incerto para os impactos que ainda se desconhece.
Vale lembrar que uma bacia e seus povos repletos de história e diversidade social, ambiental e cultural nunca terão preço capaz de compensar tamanha riqueza.
Fonte: Resumido de Envolverde/SOS Mata Atlântica
© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída. 
Texto extraído do site:
http://www.problemasambientais.com.br/impactos-ambientais/hidreletrica-de-belo-monte-impactos-ambientais/ - com adaptações.
 

O TERREMOTO OCORRIDO NA NOVA ZELÂNDIA, FEZ COM COM QUE UMA GELEIRA SE DESPRENDESSE

Icebergs surgem após terremoto na Nova Zelândia

Diário do Jequi Grupo observa iceberg do lago Tasman

O terremoto de magnitude 6,3 que atingiu Christchurch, na Nova Zelândia, provocou a concentração de enormes icebergs no lago Tasman.
O forte tremor ocorreu por volta do meio-dia de terça-feira (segunda-feira no Brasil) e matou centenas  pessoas.
O lago ficou com cerca de 30 milhões de toneladas de gelo em sua superfície depois que uma geleira do monte Cook, localizado no parque nacional, se desprendeu.
Com a queda, se formara ondas de até três metros de altura, durante trinta minutos, segundo turistas que estavam em dois barcos no lago.
Moradores disseram que ouviram um som como se fosse de uma espingarda antes da geleira quebrar.
 Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/879257-icebergs-surgem-apos-terremoto-na-nova-zelandia-veja-imagens.shtml e http://www.diariodojequi.com.br/index.php?news=1873 
Com adaptações.

01 março 2011

O PROJETO ABRAÇO VERDE DA SABESP É UM EXEMPLO A SER SEGUIDO

Governo do Estado de São Paulo, por meio da Sabesp, reafirma seu compromisso com a qualidade de vida da população, assegurando que a prestação dos serviços essenciais tenha a marca da confiabilidade e do respeito ao meio ambiente e à sustentabilidade.  
Um exemplo desse compromisso foi o lançamento, do projeto Sabesp Abraço Verde, que tem como objetivo arborizar as calçadas do entorno de todas as instalações da empresa, numa iniciativa pioneira no país. Uma diretriz do projeto é realizar os plantios  envolvendo a comunidade vizinha para estimular o cuidado com as árvores e o meio ambiente.
O evento que marcou o início do Sabesp Abraço Verde ocorreu, no Complexo Administrativo Ponte Pequena, da Sabesp (Av. do Estado, 561 - região central da Capital) quando foi realizado o plantio de mudas de árvores nas calçadas do entorno e no interior do Complexo.
Estiveram presentes o diretor do SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, o representante do Instituto Ethos e Movimento Nossa São Paulo, Oded Grajew, e o Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, o presidente da Sabesp, Gesner Oliveira e lideranças da Associação dos Moradores do Conjunto Residencial Parque do Gato.
A Sabesp realiza desde 1990 ações de plantio de mudas de espécies nativas para recomposição de mata ciliar no entorno de mananciais em várias partes do estado, em parcerias com órgãos públicos e entidades locais. Em março/2008 foi lançado o projeto "1 Milhão de Árvores no Cantareira", uma parceria com as ONGs Instituto Ipê, The Nature Conservancy (TNC)  e Associação Terceira Via com apoio das Prefeituras de Nazaré Paulista, Piracaia e Joanópolis e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.   O plantio com mudas do viveiros da Sabesp visa florestar as áreas de preservação permanente de três represas do principal sistema produtor de água da Região Metropolitana de São Paulo.
O Sabesp Abraço Verde agrega melhorias estéticas no ambiente ao redor das áreas de responsabilidade da empresa, proporcionando sombra, mais verde e retenção de carbono. A iniciativa demonstra às comunidades locais o firme e permanente compromisso da empresa com o meio ambiente.
O Sabesp Abraço Verde previu que até 2010 todas as áreas administrativas e operacionais da empresa - presente em 366 municípios do Estado de São Paulo, com os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos para mais de 26 milhões de pessoas - receberiam o plantio de árvores e  se tornassem  espaços de maior integração com toda a comunidade.
Fonete: com adaptações -
http://www.sabesp.com.br/CalandraWeb/CalandraRedirect/?temp=4&proj=AgenciaNoticias&pub=T&db=&docid=13C453751515AB78832574C80055C218