07 março 2011

4 - JARDINS DO MUNDO - ILHA DE ISCHIA (ISQUIA) - BAÍA DE NÁPOLES - ITÁLIA


Foto: Wikipedia
Ischia, conhecida como Ilha Verde, é uma outra ilha vulcânica que forma a extremidade dos Campos Flegrei.

Muito maior de outras ilhas (Capri, Procida), possui também um vulcão inativo e dezenas de nascentes termais e tratamentos de beleza ofertados em cômodas e sugestivas estruturas.

Mas Ischia, ou melhor Pythecusa foi realmente a primeira colônia da Magna Grécia (VIII a.C.) e possui um pequeno, mas rico e importante, museu dedicado aos achados da antiga colônia grega. A obra prima é com certeza de “Nestore bowl”.

Os gregos chegaram da região da Eubea e se estabeleceram na área de Monte Vico construindo a acrópolis, templos e muralhas. Em 322 a.C. os romanos conquistaram Ischia e Ottaviano Augusto a deu a Napoli em troca de Capri pela qual se apaixonou completamente.

As ilhas foram depois invadidas pelos heruli e pelos ostrogodos (V d.C) antes de serem anexadas ao Império Romano do Ocidente dos bizantinos. Os saracenos chegaram e destruíram todas as coisas nos anos 813 e 847. Ischia conheceu portanto o domínio dos normandos, svevos, Angioini e Borbone seguindo a mesma história de Napoli.
Interessantes excursões culturais são possíveis em muitas outras localidades da ilha: o Castelo Aragonês, construído em 474 a.C. sobre uma rocha perto da ilha por Ierone I de Siracusa, foi testemunha da história de Ischia. Imperdível é a visita ao lindos jardins La Mortella com plantas tropicais e mediterrâneas e a Villa La Colombaia.

Superfície: 8 km2

FONTE: http://www.initalytoday.com/pt/campania/ischia/




OS MAIORES TÚNEIS DA TERRA

Em 24 de março de 2007, Madri - Espanha, abriu ao trânsito, o maior túnel urbano da Europa

Raquel Díaz Guijarro / Susana R. Arenes - Madrid - 24/03/2007


Si existe una obra de la que el equipo del alcalde de Madrid, Alberto Ruiz-Gallardón, se siente especialmente orgulloso es de la construcción del bypass sur que se abrió al tráfico este viernes. Días antes, Cinco Días pudo ver las tripas de la obra.
Está constituido por dos túneles gemelos unidireccionales, (el que ahora se inaugura es el norte) que permitirán la conexión directa entre el tramo sur de soterramiento de la M-30, el tramo sur del río Manzanares a la altura del paseo de Santa María de la Cabeza (A-42) y la M-30 en superficie, en las proximidades de la avenida del Mediterráneo (ver infografía superior).
El túnel sur está situado junto al Palacio de Cristal de Arganzuela y el norte, el que abre al tráfico, junto a la actual M-30 en superficie, entre la avenida de la Albufera y la del Mediterráneo.
Este enlace que entra en servicio tiene una longitud de 4.200 metros, de los que casi el 90% se han construido con tuneladora. Desde Conde de Casal discurre bajo tierra por el arco sur de la ciudad hasta conectar con los túneles del río Manzanares a la altura del Puente de Praga. Más allá se prolonga otros 2.160 metros, que ya no se han realizado con tuneladora, hasta alcanzar el estadio Vicente Calderón.
Destaca por sus proporciones, ya que consta de tres carriles, de 3,5 metros de anchura cada uno, con arcenes en ambos lados y aceras de 0,50 metros. Con el objetivo de dar continuidad a este trazado y canalizar mejor el tráfico rodado, el viernes también se inauguró el túnel de entrada desde la autovía de Valencia que conecta directamente con el bypass sur, que además cuenta con una salida hacia la M-30 en superficie para facilitar los movimientos hacia la avenida Ciudad de Barcelona. Este tramo va también en túnel y mide otros 1.200 metros.
En definitiva, se trata de un túnel de 7,5 kilómetros, el más grande de Europa y uno de los más largos del mundo.
El objetivo es que la nueva conexión subterránea absorba al menos el 30% del tráfico que solía concentrar el nudo sur de la antigua M-30, unos 250.000 vehículos diarios; y 'acabar así con uno de los tramos de atasco' garantizado de la capital, según reconoció este viernes el propio Gallardón. La obra ha sido posible en tiempo récord, apenas año y medio, gracias al empleo de Dulcinea, la tuneladora más grande del mundo. De tecnología germano-japonesa, fue diseñada con las especificaciones de los ingenieros de Ferrovial y Acciona, empresas constructoras de ese túnel norte. 'Esta obra ha sido posible porque pudo construirse Dulcinea y no al revés', aseguran en las empresas. Su túnel gemelo ha sido realizado por su hermana Tizona, propiedad de la UTE formada por FCC-ACS que será inaugurado en varias semanas.
La peculiaridad de las tuneladoras estriba en que permiten realizar a la vez la excavación y el revestimiento del túnel. Además, según avanzaba Dulcinea, se iba colocando la plataforma por la que circularán los coches. Tiene tal altura el túnel, que debajo de la plataforma de circulación podría haberse construido un corredor de metro o tren, tal y como se ha hecho en Moscú, por ejemplo. Pero se ha decidido habilitar ese otro túnel para uso de vehículos de emergencia.

Gran ventilación

Al margen de la envergadura de esta obra de ingeniería, los técnicos han cuidado con mimo la seguridad y ventilación del túnel. Cuenta con los más avanzados sistemas para garantizar la calidad del aire. Se han instalado filtros en las salidas de ventilación que mejoran la limpieza del aire que se expulsa al exterior. Son capaces de retener casi el 90% de las partículas, absorbiendo, además, los gases contaminantes de los vehículos que circulan por el subterráneo. 'Hemos conseguido que los vecinos no oigan el sonido de la circulación y respiren un aire más limpio', subrayan los técnicos, quienes destacan cómo los madrileños les han felicitado por el trabajo. 'Ésa es nuestra mayor recompensa', añaden.

FONTE: http://www.cincodias.com/articulo/economia/Madrid-abre-trafico-tunel-urbano-largo-Europa/20070324cdscdieco_1/

06 março 2011

3 - JARDINS DO MUNDO - FERNANDO DE NORONHA - BRASIL - UM PARAISO AMEAÇADO!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Noronha sofre com lixo fora de controle


A caminho da paradisíaca praia da Cacimba do Padre, uma das preferidas dos surfistas em Fernando de Noronha, o cheiro de lixo chega às narinas dos visitantes.
O motivo pode ser visto de cima, já na chegada ao arquipélago: os dejetos se acumulam em um terreno próximo, entre a praia e o aeroporto.
Conhecido simplesmente como "lixão" entre os moradores, o local é, oficialmente, uma usina de compostagem- processo que transforma resíduos orgânicos, como restos de comida, em adubo.
Na prática, porém, as imediações da usina funcionam como um grande depósito de lixo a céu aberto.
Isso acontece porque a quantidade de dejetos produzida no arquipélago é muito maior do que a capacidade de lidar com ele.
Por dia, na baixa temporada, são pelo menos 8,8 toneladas de resíduos. No período com mais turistas, o número chega a 10 toneladas.
A maior parte desse lixo (63%) -especialmente plástico, papelão, alumínio e alguns resíduos orgânicos- deveria ser mandada de volta para o continente, o que acaba não acontecendo.
No melhor dos cenários, o navio que faz o transporte consegue levar 95 toneladas a cada 20 dias. Ou seja: sobram pelo menos 15 toneladas de lixo por viagem.
Sem ter como sair da ilha, o excedente, que chega a 31 toneladas na alta temporada, acaba acumulado na área externa ao lado da usina.
Embora os resíduos estejam separados por tipo e acondicionados em grandes sacos especiais, ainda se configura um lixão, na opinião de Eglê Teixeira, do Departamento de Saneamento e Ambiente da Unicamp.

LIXÃO MODERNO
"A diferença é que é um lixão mais moderno, com tudo empacotado. Mas ele ainda oferece riscos, como a proliferação de ratos, sem contar uma possível contaminação do solo", afirma ela.
A administração do arquipélago, que é feita pelo governo de Pernambuco, informou que prepara um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, com consultas à comunidade.
Ele deve ficar pronto até junho deste ano e, com base nele, serão instituídas "outras práticas sustentáveis" para lidar com o problema.
O lixo orgânico também atrai muitas garças. "Como o local é muito próximo do aeroporto, há risco de acidentes aéreos", diz Teixeira.
Embora menos grave, há outro problema com o processo de compostagem ali: o risco de contaminação.
Como o adubo costuma ser usado em hortas e plantações para consumo humano, é preciso haver um controle rígido sobre a qualidade dos resíduos que vão formá-lo.
Não existe coleta seletiva em Fernando de Noronha. O lixo chega todo misturado e é separado por funcionários da usina. Com isso, aumentam as chances de que restos de comida, muito usados na compostagem, possam ter entrado em contato com substâncias tóxicas, como as de pilhas e baterias.
"Qualquer contaminação desse tipo no adubo usado para o consumo humano oferece graves riscos à saúde", afirma a pesquisadora.
A administração da ilha diz que há seleção criteriosa do material usado na compostagem e que a coleta seletiva deve ser implantada na ilha até julho deste ano.

SURFE
As águas de Fernando de Noronha são ideais para a prática de vários esportes. No entanto, por causa das dificuldades estruturais e, principalmente, ambientais, há um controle rígido sobre o que é autorizado na ilha.
Atualmente, há dois eventos de grande porte: a Regata Internacional de Pernambuco e o campeonato de surfe Hang Loose Pro Contest.
Noronha recebeu mais de uma centena de surfistas entre os dias 15 e 20 deste mês para a chamada etapa WQS, divisão de acesso à elite mundial do surfe.
O campeonato acontece bem no período em que as tartarugas marinhas, ameaçadas de extinção, sobem as areias para botar seus ovos.

Como os bichos preferem fazer isso à noite, as provas precisavam acabar até as 18h

Além disso, a estrutura que ficava na areia, como palanques e caixas de som, precisou ser bem mais alta do que o habitual para permitir que as tartarugas transitassem livremente.
FONTE:http://www.preservesim.com.br/2011/03/noronha-sofre-com-lixo-fora-de-controle.html
 
    É, meus amigos e amigas, o homem não tem jeito mesmo. Não se  pode permitir eventos, onde há um deslocamento de uma massa humana para a Ilha. Excesso de barcos, combustíveis, etc, etc...
   Outra hipótese, e a mais certa é a cobrança de pesadas multas para os sujismundos do paraíso. A parte mais sensível do homem é o bolso, portanto, se não aprendem pelo amor ou pela educação, que aprendam com a dor do bolso. Os recursos devem ser aplicados lá mesmo, na manutenção do nosso patrimônio ambiental.
 
Helena Rezende

FORUM MINEIRO DE COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS - 23 E 24 DE MARÇO DE 2011

Reunião - Fórum Mineiro de CBHs em Poços de Caldas/MG

Amigos das Águas de Minas Gerais,

Segundo fomos informados, o novo secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais defende o fim dos pareceres sobre outorgas por conselheiros dos CBHs. Assim ficariam apenas os pareceres do órgão ambiental.

Se o Estado passará a ser o único parecerista neste caso, algumas questões merecem ser respondidas a este propósito:
1 - os conselhos e comitês continuarão com a atual composição economicista e amplamente majoritária dos segmentos estatal + grandes usuários/empresas;

2.1 - os interesses de empresários nos colegiados ambientais e de recursos hídricos continuarão cartelizados, isto é, representados por representantes de diferentes segmentos de uma mesma cadeia produtiva?

2.2 - o setor dito "produtivo" continuará monopolizado pelas federações de indústria e agricultura que só fazem defender os interesses das grandes corporações econômicas?

3 - é o Estado o único ente legítimo para emitir pareceres sobre as políticas e interesses que afetam bens públicos?

4 - o Estado continuará a emitir pareceres técnicos com conclusões político-econômicas?

5 - o Estado continuará a produzir atas de reuniões de CBHs omitindo falas e polêmicas importantes sobre empreendimentos, que os órgãos do Estado estão defendendo, apesar de todas as consequências ambientais?
6 - o governo de Minas Gerais pretende dificultar os pedidos de vistas, a exemplo do que já ocorre no Conama e do anunciado pela atual coordenação no CNRH?

Aqueles que considerem estas perguntas insuficientes, peço completar.
Um abraço,

Gustavo T. Gazzinelli
Movimento pelas Serras e Águas de Minas
Prezados membros dos Comitês de Minas,
Conforme já deliberamos, vamos reunir o Fórum Mineiro de CBHs em Poços de Caldas nos dias 23 e 24 de Março próximo.
No dia 23, iniciaremos os trabalhos às 13h30min. Assim, todos terão tempo para chegar à cidade pela manhã e se hospedarem. Às 19h00min, teremos a abertura solene do FMCBH, com a presença do Sr. Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Dr. Adriano Magalhães; o lançamento da Rede Mineira de Comitês de Bacias Hidrográficas; a posse dos novos conselheiros do CBH Mogi/Pardo; e o lançamento do livro “Expedição do Mucuri”, este elaborado sob a coordenação da nossa colega Da. Alice Lorentz Godinho.



No dia 24 pela manhã teremos debate com a presença do Secretário e à tarde, aprovação de moções e de encaminhamentos.



A pauta detalhada será enviada ainda nesta semana aos senhores.

Aos comitês que ainda não têm convênio de apoio, solicito que entrem em contato com a Srta. Dayana dayana@cbharaguari.com.br. Os demais, devem utilizar seus recursos dos 7,5%.



Saudações a todos.





Shimizu

Coordenador do FMCBH.

Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Santo Antônio-MG

Rua Ireni Barbosa, 66, Bairro Pará - Itabira/MG

CEP: 35900-049

Telefax: (31)3839-2349

2 - JARDINS DO MUNDO - UM OLHAR ECOLÓGICO SOBRE MOÇAMBIQUE


Moçambique ecológico 

Claudio Savaget

Jornalista, Diretor do Globo Ecologia

Segundo a Organização Mundial de Turismo, a atividade turística movimenta mais de 3 trilhões e meio de dólares por ano em todo o Planeta e emprega 180 milhões de pessoas. E enquanto o turismo convencional registra um crescimento de 7,5% ao ano, o ecoturismo chega à marca de 20%.

As florestas, a savana e os animais africanos atraem cada vez mais visitantes estrangeiros, estimulando o ecoturismo, que não pára de crescer. Movimentando milhões de dólares, gerando divisas e criando novos postos de trabalho, o ecoturismo é uma importante atividade econômica em Moçambique. Bartolomeu Souto, coordenador de áreas transfronteiriças diz que o governo já tem planos para o futuro:

“Em 2010, vamos ter a Copa do Mundo na África do Sul, em razão disso, nós, África do Sul, Zimbábue, Botswana e os países vizinhos estamos a nos preparar estrategicamente para aproveitar a vinda de muita gente de várias partes do mundo que, naturalmente, devem querer conhecer a África. Portanto, estamos a trabalhar com eles na criação de infra-estruturas e vamos disponibilizar a África selvagem para essas pessoas, mas em condições boas, confortáveis para poderem ver a nossa fauna bravia”.

Na última década, a estabilidade política e social permitiu a recuperação da fauna em Moçambique. Os seis parques e as seis reservas nacionais que preservam um rico patrimônio vêm mostrando, também, um grande potencial turístico. Boas novas para o país. Histórias fascinantes que o “Globo Ecologia” mostrou durante o mês de Setembro, em 4 programas especiais.

Ao percorrer centenas de quilômetros do país, captamos imagens da maior reserva natural do mundo. Com 35 mil quilômetros quadrados, uma área quase do tamanho de Israel, o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo é formado pelo Parque Nacional do Limpopo, em Moçambique, o Parque Nacional do Kruger e a região de Makuleke, na África do Sul, e, ainda, o Parque Nacional de Gonarezhou, a área de safári de Malipati e o Santuário de Manjinji Pan, no Zimbábue.

E para isso foi preciso derrubar cercas, acabar com as divisões políticas criadas pelos homens. Abrir os caminhos para os animais selvagens. “Eu percebi que as fronteiras traçadas artificialmente não têm valor nenhum”, afirma Bartolomeu Souto, Coordenador de Áreas Transfronteiriças de Moçambique.

Em Dezembro de 2002, os Chefes de Estado dos três países assinaram um tratado criando o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo. “Ainda bem que estou tendo a oportunidade de participar de iniciativas como esta – de proteger e preservar algo que é vital para os africanos, para toda a Humanidade: o fabuloso patrimônio natural de nosso continente”, declarou o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que participou da cerimônia.

Como diretor do programa Globo Ecologia, viajei com minha equipe por este imenso território começando pela África do Sul, no Kruger, um Parque centenário que se tornou um modelo no turismo de observação da fauna africana. Nele vivem 147 espécies de mamíferos; 500 de aves, 114 de répteis, e 49 espécies de peixes. Na reportagem gravada, visitamos o acampamento de Skukuza, uma das 13 verdadeiras “cidades” que existem no parque para receber um milhão e trezentos mil turistas/ano, todos atraídos pela Savana africana e sua fauna. Entre eles os famosos “big five” – as cinco estrelas da África: leão, leopardo, búfalo, rinoceronte e elefante. Além de hipopótamos, crocodilos, hienas, gazelas, impalas, zebras, babuínos e muito mais.

No lado moçambicano, colhemos imagens para mostrar os primeiros passos para transformar o Parque Nacional do Limpopo numa atração turística. Cinqüenta quilômetros da cerca eletrificada que separa o Parque do Kruger – África do Sul – do Parque Nacional do Limpopo já foram retirados; elefantes, rinocerontes, antilopes e outros animais estão sendo translocados do Kuger para o Limpopo. E, atrás dos bichos, vêm os turistas. No Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo a natureza é soberana e ignora as fronteiras criadas pelo homem. Uma gigantesca Unidade de Conservação criada por três países. Uma prova de que a força que une é maior que a que divide.

“Um dia o mundo vai agradecer muito essa bela iniciativa de três países que deram as mãos, uniram esforços, abriram as fronteiras, uniram seus parques, integraram. Sem dúvida um belo exemplo para a humanidade.” Assim define a importância do Parque o presidente da ONG sul-africana “My Acre of África”, Gareth Pyne-James.

Outra reserva que é motivo de orgulho em Moçambique é a Especial de Maputo – ou Reserva dos Elefantes – que fica a apenas 100 quilômetros da capital ou três horas de viagem. Criada em 1960 – para proteger os elefantes que estavam desaparecendo, a reserva tem 700 km2 e é um ecossistema único, que abriga a maior diversidade de ambientes da região Sul do continente africano. Rios, lagoas, banhados. Fartura de água que alimenta a vegetação das planícies, gigantescas árvores da floresta de terra firme, que cobrem de verde as mais altas dunas florestadas do mundo, onde os cactos são do tamanho das árvores.

Sergio Veiga, um guia de safáris multimídia que também é cinegrafista, fotógrafo de natureza, mergulhador, escritor e artista plástico nos acompanhou nessa aventura. Sérgio é um verdadeiro professor que nos ensina a “ler o chão” – e encontrar com facilidade os animais através dos sinais (pegadas, rastros, urina, fezes etc) deixados por eles.

E, assim, chegamos a poucos metros dos elefantes, hipopótamos, macacos, antílopes e aves. A fauna atrai visitantes e impulsiona o ecoturismo. Empreendimentos como a “Quinta Mila”, uma pequena pousada que hospedou nossa equipe. Durante a noite, fomos visitados por um hipopótamo.

“Eu nasci aqui e já me acostumei com eles. É só fazer barulho que vão embora... mas os hospedes gostam de ver os bichos”, diz dona Emília, proprietária da pousada, que recebe cada vez mais turistas, todos atraídos pelas belezas naturais da região. E ela sabe que a prosperidade mora ao lado. Por isso, respeita e confia em seus vizinhos – a reserva e os animais que vivem nela. Como duas espécies de tartarugas marinhas: a cabeçuda e a gigantesca tartaruga couro, além de aves migratórias, como os flamingos e pelicanos que se alimentam e se reproduzem na reserva.

Atrás das dunas, correm rios, riachos e lagos. A água que fertiliza o solo e faz crescer o pasto nas imensas planícies alagadas, garantindo fartura de alimento para os animais. A umidade também alimenta as florestas. Em terra firme ou na areia das dunas, plantas, animais, tudo é gigantesco na reserva dos elefantes? O experiente guia Sérgio Veiga arrisca uma resposta: “não dizem que o mundo começou na África? Que o continente africano é o berço da Humanidade?”

O Globo Ecologia também traçará um perfil geográfico, social, histórico e ambiental de Moçambique – país que o jornal The New York Times chamou de “estrela nascente da África”. São mais de 3.500 km quilômetros de litoral, além de parques nacionais e reservas que preservam a biodiversidade africana. São paisagens que atraem visitantes de todo o mundo. Por isso, o governo e a iniciativa privada já investiram quase quinhentos milhões de dólares em infra-estrutura turística.

Fonte:  http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1206


Moçambique é rico em fauna e flora, terrestre e marítima. A orografia e o clima determinam três tipos de vegetação: floresta densa nas terras altas do Norte e Centro do País, floresta aberta e savana no Sul e, na zona costeira, os mangais. Estes ecossistemas constituem o habitat de espécies selvagens como elefantes, leões, leopardos, chitas, hipopótamos, antílopes, tartarugas, macacos e grande número de aves. A esta riqueza associam-se belas paisagens, quer nas zonas altas, quer nas zonas costeiras.

Para possibilitar aos visitantes uma vivência com esta riqueza, em grande parte afectada pela guerra, estão em recuperação parques, como o parque Nacional de Gorongosa que foi um dos melhores de África, este parque é um tesouro de Moçambique que proporciona benefícios ambientais, educacionais, estéticos, recreativos e económicos a toda a humanidade.

O parque esta localizado na província de Sofala numa área de 3.770km2, no extremo sul do grande vale do Rift da Africa Oriental. A exuberância paisagística e a particularidade da fauna bravia deste Parque tornam-no num perfeito destino turístico quer para quem procura aventura quer para quem procura o lazer.

Destacando-se ainda as reserva de Maputo, rica em elefantes, a de Marromeu na foz do Zambeze onde predomina o búfalo, e reservas parciais como a de Gilé e a do Niassa respectivamente a nordeste de Quelimane e nas margens do rio Rovuma. Também no parque da reserva natural de Bazaruto se podem avistar aves exóticas, recifes de corais e espécies marinhas protegidas como dugongos, golfinhos e tartarugas marinhas.


Fonte: http://www.turismomocambique.co.mz/index.aspx?menuid=4&lang=P





05 março 2011

1 - OS JARDINS DO MUNDO - A ILHA DE MADAGASCAR NÃO ESTÁ LIVRE DO DESMATAMENTO

foto:http://www.wildmadagascar.org/brazilian-portuguese/kids/19-environment.html

Madagascar é um dos países com a maior diversidade de fauna e flora em todo o planeta, abrigando milhares de espécies de pássaros, répteis e anfíbios, muitos deles existentes apenas em seu território, como o lêmure, fundamentais para a vida animal nas florestas, pois é ele que distribui as frutas existentes pelas selvas do país, e é de suas sementes que a floresta se regenera.

Apesar de 90% de suas matas terem sido devastadas nos últimos séculos, nos 10% ainda existentes existem mais de doze mil espécies diferentes de plantas, algumas delas com mais de 80 milhões de anos, centenas delas apenas ali, das quais grande parte de grande valor medicinal, entre elas, a Rosy Periwinkle, fonte exclusiva de dois tipos de drogas que são as únicas usadas pelos laboratórios farmacêuticos do mundo no tratamento de algumas formas de leucemia infantil.

Em 2009, um inventário dos anfíbios de Madagáscar descobriu 129 a 221 espécies de rãs previamente desconhecidas, evidenciando que a biodiversidade de Madagáscar pode estar subestimada.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Madag%C3%A1scar


AS MARAVILHAS DA ENERGIA EÓLICA - BRASIL

        Uma rodovia que liga Porto Alegre ao litoral corta ao meio o parque eólico. A iluminação dos aerogeradores, que têm altura de mais de 130 metros, propicia um raro espetáculo aos viajantes.

    Um ditado popular no brasil aponta "lá onde o vento faz a curva", em referência a um lugar que é muito, muito distante. Soa pejorativo na maior parte dos usos, mas, para os moradores de Osório, no Rio Grande do Sul, esse lugar é a casa deles - e com orgulho. Localizada no pé da serra Geral, em uma vasta planície repleta de rios e 23 lagoas, a cidade é um corredor natural para a passagem do vento e a criação de correntes ascendentes. É na região do morro da Borússia, por exemplo, que o sopro austral conhecido como minuano - nome de uma tribo indígena extinta - surge de sua jornada desde o interior gaúcho em direção ao oceano Atlântico. O seco e gélido minuano, que ultrapassa com facilidade os 30 quilômetros por hora, não é o único nem o mais temido vento que costuma fazer a curva em Osório. O nordeste, ou "nordestão", como é chamado pelos moradores, pode atingir 100 quilômetros por hora. Comum no verão, dura três dias, mas acaba com a paciência dos osorienses em bem menos tempo.

Em Osório, o vento é mais que apenas uma força invisível - é protagonista do cotidiano e da economia local. Emancipado desde 1857, o município sempre subsistiu sem maiores ambições com base nas atividades agrícola e comercial. Moradores antigos costumavam dizer que ele só conseguiria se desenvolver de verdade quando conseguisse "engarrafar o vento". O futuro chegou em abril de 2006. No dia em que o próprio presidente da República acionou o primeiro aerogerador dos Parque Eólico de Osório (são três parques, Sangradouro, Osório e dos Índios, conectados a uma única subestação), o maior complexo gerador de energia do vento da América Latina, inaugurou-se uma fase não apenas para a cidade mas para todo o país. Osório afinal havia conseguido "engarrafar o vento".

Hoje são 75 aerogeradores em funcionamento. Cata-ventos gigantes, as torres de concreto têm 98 metros de altura e cada uma das três pás que compõem o rotor pesa mais de 5 toneladas em seus 35 metros de comprimento. Com potencial de 150 megawatts/hora, o sistema gera aproximadamente 425 gigawatts anuais de energia, suficientes para abastecer o consumo doméstico de 650 mil pessoas - mais de 15 vezes a população de Osório - e evitar a emissão de 148 mil toneladas de CO2 na atmosfera pelo sistema elétrico brasileiro, economizando 36,5 mil toneladas de petróleo e 41 milhões de metros cúbicos de gás natural. Segundo dados de 2010 da Associação Brasileira de Energia Eólica, Osório produz20% dessa energia no país. E 50 novos aerogeradores estão sendo construídos.

Se o parque rende tributos aos cofres públicos, os vendavais, por outro lado, costumam causar estragos e prejuízos. Ao longo da RS-289, a Estrada do Mar, que liga Osório a Torres, no extremo norte do litoral gaúcho, as tendas de produtos típicos, as placas de publicidade e os eucaliptos que cercam os dois lados da rodovia sempre são castigados pelos ventos. Raízes expostas, galhos na estrada, casas destelhadas e outdoors desfigurados são visões comuns.

Pode ser difícil sair à rua em dia de nordestão. As mulheres evitam usar saia e prendem o cabelo; varais com roupas expostas parecem querer decolar; andar de bicicleta é um desafio olímpico. Certas pessoas, porém, acolhem a ventania como se ela fosse uma dádiva: os adeptos de esportes como o windsurf e o kitesurf, que lotam as águas da lagoa dos Barros. Com velocidade máxima de 85 quilômetros por hora, a raia local só é superada pelas marcas alcançadas por esportistas náuticos nas águas de Lüderitz, na Namíbia, costa sudoeste da África.

Outra modalidade dos esportes do vento é o planador, avião sem motor que depende exclusivamente das correntes ascendentes para planar. O aeroclube da cidade, o Albatroz, foi fundado, no início da década de 1950, por pioneiros da atividade no país, caso de Darci Assis, uma lenda da aviação brasileira. O Albatroz detém o recorde sul-americano de permanência no ar com planador, com uma marca impressionante. Em outubro de 1954, Almiro F. Barrichello e Adalberto Jayme Meneghini permaneceram 11 horas e 37 minutos nos céus da região.

Hoje, ainda que as façanhas de Almiro Barrichello, Meneghini e Assis, falecido em 2005, tenham ficado no passado, a nova geração de voadores luta por seu espaço. O número de pilotos formados no Albatroz cresceu nos últimos anos. Muitos deles seguem carreira nas grandes companhias aéreas do país, mas regressam para Osório sempre que possível - e por uma razão especial. "Apenas com o planador pode-se voar de verdade", dizem em uníssono. A cidade habituou-se ao barulho dos rebocadores, aviões responsáveis em levar os planadores a uma altura na qual possam ser soltos do cabo que os prende. Libertos, os planadores misturam-se aos pássaros, deslizam sobre a vasta bacia hidrográfica, as encostas verdes ainda intocadas do morro da Borússia e retornam mansamente ao ponto de partida, em uma sequência de subidas e descidas que só termina quando o sol se põe no horizonte.

Foi nos céus que, em setembro, o instrutor de voo Frederico Reckziegel, de 29 anos, desfrutou ao mesmo tempo das duas maiores paixões de sua vida. Depois de 11 anos de namoro, ele resolveu subir ao altar com Giani Tricai, de 26. Mas, antes da cerimônia na Igreja do Porto, onde de fato oficializariam o casamento dias depois, ele convidou Giani para um voo especial. "Eu não queria que fosse um passeio como nos tempos de namoro. Daquela vez, eu precisava de uma prova de amor", conta Frederico. Assim se fez. A noiva entrou na cabine do planador Blanik como manda o figurino: de vestido, véu e grinalda. Não faltaram olhares curiosos do público, sempre presente às margens da pista para apreciar as aeronaves. A operação envolveu três aviões, equipe de solo e uma sessão de fotografias para registrar o sonho. Frederico ganhou um presente memorável de sua noiva e o aeroclube registrou outro evento histórico. O velho Darci Assis gostaria de ter presenciado aquele momento.


Fonte:

Publicado em 12/2010