30 março 2011

E O ACIDENTE NUCLEAR DE FUKUSHIMA CONTINUA EXPANDINDO



Foto: http://blogdotony.com.br/2011/03/27/usina-de-fukushima-novas-fotos-mostram-o-momento-exato-em-que-o-tsunami-atinge-as-instalacoes-nucleares/

Um novo aumento da radiação detectada no mar que rodeia o complexo nuclear de Fukushima paralisou nesta quarta-feira (30) os trabalhos na central e põe em evidência as dificuldades da Tokyo Electric Power Company (Tepco) - empresa que administra a usina - de conter o vazamento de material radioativo.

O anúncio feito nesta quarta-feira de que as águas ao sul da usina passaram a registrar um nível de iodo radioativo até 2.255 vezes acima do normal - no sábado, eram 1.850 vezes - aumenta as dúvidas sobre a capacidade dos engenheiros para evitar escape de materiais tóxicos em Fukushima, danificada pelo grande terremoto seguido de tsunami do último dia 11.

O novo dado representa a maior concentração detectada até o momento do isótopo 131 do iodo que, apesar de radioativo, se degrada após oito dias e, segundo a Agência de Segurança Nuclear do Japão (Nisa), não representa uma séria ameaça para o ecossistema marinho.

Todos os testes indicam que houve fusão parcial do núcleo em algum dos reatores 1, 2 e 3. A Agência não descarta que alguma das estruturas de contenção, que protegem o núcleo dessas unidades, estejam danificadas.

A alta concentração de material radioativo no mar e nos edifícios de turbinas dos reatores apontam uma fuga contínua proveniente do perigoso núcleo dos reatores, mas a autoridades desconhecem a origem do vazamento.

As atividades da Tepco não avançaram nesta quarta-feira, pois elas tiveram de ser interrompidas para se drenar a perigosa água radioativa estagnada na área de turbinas da unidade 1, enquanto a refrigeração do reator 2 se viu interrompida temporariamente por uma falha.

A água extremamente radioativa presente nos quatro primeiros reatores da central forçou também a paralisação das operações que buscavam ativar definitivamente os sistemas de refrigeração da usina.

Entenda o acidente nuclear no Japão.

O porta-voz do Governo japonês, Yukio Edano, disse nesta quarta-feira que será necessário um "tempo considerável" para que a temperatura das barras de combustível nuclear esfriem e estabilizem, passo necessário para desativar ou isolar definitivamente o complexo atômico.

O Governo anunciou que usará resina para cobrir alguns pontos da usina, bloqueando assim as vias por onde vaza o material radioativo.

O presidente de honra da Tepco, Tsunehisa Katsumata, reconheceu nesta quarta-feira que "será difícil estabilizar os reatores nas próximas semanas", e pediu desculpas à população pelos problemas que causados pelo acidente nuclear mais grave da história do Japão.

O futuro do complexo nuclear parece incerto, já que o Governo e a Tepco, principal empresa elétrica do país, discordaram nesta quarta-feira sobre o desmantelamento de Fukushima Daiichi.

O presidente da Tepco indicou nesta quarta-feira que será inevitável inutilizar definitivamente os reatores 1,2,3 e 4, severamente danificados, mas evitou se pronunciar sobre as unidades 5 e 6, que já estão estabilizadas e em melhores condições.

Em entrevista coletiva, o porta-voz Edano afirmou que, por causa das "circunstâncias sociais", está claro que todos os reatores da central devem ser desativados.

A única certeza, por enquanto, é que o Governo mudará as normas de segurança de todas as usinas nucleares do Japão, a fim de impedir problemas nos sistemas elétricos que mantêm os vitais sistemas de refrigeração em funcionamento.

O ministro da Indústria japonês, Banri Kaieda, disse nesta quarta-feira que 15 usinas do país, que somam 44 reatores e geram 30% da energia elétrica do Japão, deverão ser submetidas a normas de segurança mais estritas.

As usinas que quiserem renovar suas licenças para continuar operando deverão ter geradores móveis instalados em veículos, como reforço a seus geradores de emergência, bem como organizar simulações de acidentes.

O complexo nuclear de Fukushima perdeu seu sistema de refrigeração quando o terremoto de magnitude 9 na escala Richter, que devastou o nordeste do Japão no último dia 11, deixou a central sem eletricidade e o tsunami posterior inutilizou seus geradores de emergência.
 
 
E pensar que ainda tem gente que defende o uso da Energia Nuclear. Alegam que o que aconteceu em Cherbobyl e agora, o que acontece em Fukushima - Japão, são fatores esporádicos, e, até mesmo fatalidades de tragédias que podem ou não acontecer. Ora, meus amigos, se existe uma única probalidade de acontecer, por mais remota que ela seja, já é um super motivo para não defendermos esta energia, afinal  milhões de peixes serão contaminados, nos mares e oceanos de boa parte do mundo...quanta população será atingida, não só economicamente, mas também fisicamente - doenças, falta de alimentos e outros reveses em suas vidas!
 
SENHORES DETENTORES DO PODER DE TODOS OS PAÍSES DESTE MUNDO, VAMOS ABOLIR ESTE TIPO DE ENERGIA!
 
Sejam inteligentes e egoistas, pois o que afetará seu vizinho, também irá afetar você...o ar, o solo e a água contaminados, é algo, para nem se pensar nunca, neste tipo de energia.
 
Que tal, implantarmos energias maravilhosas, tais quais, eólica, solar e a das ondas do mar?
 
SOMOS PELA VIDA DO PLANETA!
 
E O PLANETA SOMOS TODOS NÓS...plantas, animais, mananciais hídricos, ar, que são os nossos coadjuvantes nesta vida terrena.
 
Muito triste com tudo isto que está acontecendo e pensativa em como fazer para reverter estas catástrofes montadas pelo próprio homem...,
 
Helena Rezende

29 março 2011

A CONSTRUÇÃO COM TIJOLO ECOLÓGICO


É uma etapa que exige muita atenção ao ler o projeto, pois o fator principal está na primeira fiada, pois as marcações das instalações hidráulicas, esgoto, elétricas, esquadrias e os esquadros (arranques), devem coincidir com os furos do tijolo solo-cimento, além de sempre conferir o nível e o prumo da alvenaria.

A primeira fiada é assentada com argamassa de areia e cimento e as camadas subseqüentes são feitas com solo-cimento, a cada cinco fiadas há o grauteamento (encher de concreto) nos pontos de colunas e próximos ao assentamento das esquadrias no qual servirão de sustentação para as vergas e contra-vergas.

É utilizado de duas a três etapas de ferro, no ponto de empeno é usado mais um pedaço, mede em média 1,5m (um metro e meio), para o transpasse é feito com 0,30cm (trinta centímetros) amarrado com arame em três pontos.
A 1,5m (um metro e meio) está no ponto de andaime e juntamente com as paredes sobem-se os tubos paras as instalações hidro-sanitárias e elétricas. Na altura desejada como pé direito (nesta obra a altura foi de 2,625m) passa-se uma canaleta com ferro para fazer a amarração das paredes.

As vantagens dessa etapa são:
1- Economia em materiais;

2 - Não é necessário conduítes devido à utilização dos furos do tijolo como proteção;
3 - A argamassa é usada somente na primeira fiada, sendo as camadas subseqüentes unidas com solo-cimento;
4- Obra limpa;
5- Não é preciso madeira para as formas de coluna e vigas, as canaletas e os furos as substituem;

6 - A alvenaria já sobe acabada, sem necessidade de revestimento.

O tempo gasto para erguer a alvenaria acabada foi de 5 dias.
A SETECO e o Tijolo Ecológico

15/12/09 Eventos, Jornal João de Barro
Seguindo uma das propostas de existência da SETECO, a de trazer para área da construção civil as inovações que não são trabalhadas no dia-a-dia dos cursos, foi feita a “Oficina de Tijolo Ecológico” com a participação dos alunos e visitantes interessados.
Como novidade deste ano tivemos também a participação de várias empresas do ramo que montaram pequenos stands, e, neste caso especificamente a VIMAQ nos trouxe uma máquina de fabrico manual de tijolo de solo-cimento.
O tijolo de solo-cimento é considerado ecológico, pois para sua obtenção não existe a “queima” do tijolo, procedimento normal quando se fabrica o tijolo comum, além de se utilizarem do solo (argila e areia) das proximidades da construção.

Com o entusiasmo da novidade, os participantes assistiram a fotos, vídeos, instruções para a mistura dos solos, do cimento, a constituição e o manejo da máquina, e, por último a confecção do tijolo.
Foram discutidos além das vantagens financeiras da obra, também o tempo de cura, assentamento, amarrações, dimensões, finalizando com os prós e contras de sua utilização.

Concluiu-se que sua adoção ainda se deve à falta de divulgação para que ele se torne material de uso corrente como o tijolo comum e seja mais largamente empregado.


Etapas de Obras com Tijolo Ecológico - Fundação

Demonstraremos abaixo, tecnicamente a execução dessa etapa da obra, e depois faremos um resumo comparativo apontando as diferenças desse método construtivo e o convencional.
Para esta obra utilizou-se uma sapata isolada com viga baldrame.

Obra Tijolo Ecológico - Fundação



1º passo – abrir o buraco da sapata na terra;



2º passo – concretar o fundo com concreto magro para receber as ferragens da sapata;
3º passo – colocar as ferragens da sapata com arranque para receber a viga baldrame – para reforçar a proteção da sapata, costumamos colocar uma camada de cobertura de concreto sobre a ferragem de 3cm;
4º passo – concretagem das sapatas;
5º passo – fazer a caixaria das vigas baldrames – utilizamos uma viga de 17x 25cm pois o tijolo tem 15 cm, sobrando 1cm de cada lado;

6º passo – apiloamento da terra dentro da caixaria das vigas baldrames;
7º passo – colocação da ferragem das vigas baldrames;
8º passo – colocação da ferragem dos pontos de grauteamento (colunas) e instalações dos pontos de água, esgoto e elétrica;
9º passo – concretagem da viga baldrame;
10º passo – desformar a viga baldrame em 2 dias;

11º passo – Impermeabilizar as vigas baldrames com cristalizante bi componente;
12º passo – concretagem do contra piso;

Fundação - Obra Tijolo Ecológico

O essencial para o sucesso de uma obra de tijolo solo-cimento é o planejamento, porque todas as instalações prediais (elétrica, hidráulica,…) e as ferragens das colunas já devem ser colocadas antes da concretagem da viga baldrame (8ºpasso), que nesta etapa da obra é a diferença primordial do método convencional


28 março 2011

MARAVILHAS DO BRASIL "PARQUE NACIONAL DOS CAMPOS GERAIS" - PARANÁ - BRASIL

PN dos Campos Gerais - PR

Um grande campo de pradarias verdes pontilhado de capões de mato abriga que ainda formações rochosas surpreendentes. Esta é uma pequena descrição do mais novo parque nacional criado no Estado do Paraná.

10 de Junho de 2008. Publicado por Eduardo Issa

A imensidão dos Campos Gerais recortada pelos afloramentos rochosos
Foto: Eduardo Issa

Um grande campo de pradarias verdes pontilhado de capões de mato abriga que ainda formações rochosas surpreendentes. Esta é uma pequena descrição do mais novo parque nacional criado no Estado do Paraná.

Localizado na região oeste, abrangendo os municípios de Ponta Grossa, Castro e Carambeí, o Parque Nacional dos Campos Gerais, com 21.500 ha, foi criado em março de 2006 com o objetivo de proteger nascentes, campos, remanescentes de araucárias e ainda barrar o avanço das áreas agricultáveis que crescem por todos os lados.

A paisagem é caracterizada não só pela presença de araucárias, mas também por ter 30% de toda a sua área coberta por campos naturais, um ecossistema bastante ameaçado. Atualmente, restaram apenas 0,2% da cobertura original desse tipo de formação no país.

Além dos afloramentos rochosos há também diversos sítios com pinturas rupestres e manifestações indígenas. A flora apresenta plantas endêmicas como à palmeira anã, alguns tipos de cactus e ciperáceas.

O encanto da região, no entanto, não se limita apenas aos horizontes intermináveis, pois andando pelos campos nos deparamos com estranhas elevações de rochedos que abrigam furnas misteriosas, adolinas e quedas d’águas espetaculares.

O ameacado Lobo-Guara ainda é visto correndo livre pelos campos nativos

Foto: Eduardo Issa

Uma das mais belas e intrigantes cachoeiras da região e que deverá ser um dos maiores atrativos do parque ficou conhecida como Buraco do Padre.

Cientificamente o Buraco do Padre é exemplo único de drenagem subterrânea vinculada a uma furna (poço de afundimento) e a fendas que são fraturas e falhas abertas pela erosão, que permitem o acesso por via natural, pelas fendas, até o interior da furna.

Segundo historiadores, a origem do nome se deve a passagem dos jesuítas pela região quando padres realizavam cultos dentro e fora da grande furna, com a finalidade de converter

Distante 26 km de Ponta Grossa, o buraco é uma espécie de anfiteatro subterrâneo com uns 30 metros de diâmetro, onde uma queda d’água com cerca de 45 metros formada pelo rio Quebra-Perna despenca do alto. Nas paredes, plantas rupestres proliferam esverdeando o cenário. Atualmente aventureiros percorrem a trilha de 1 km e podem se refrescar no pequeno poço formado pela água que cai e se encantar com uma paisagem magnífica e única.

Apesar do grande fluxo de visitantes, o local encontra-se razoavelmente bem conservado, mesmo com a inexistência de controle e de plano de manejo. A trilha já apresenta algumas erosões, depredação nas paredes rochosas e também lançamento de detritos, situação que só será resolvida com a implantação de fato do parque aliado a um bom trabalho de educação ambiental.

A região do parque é também um laboratório a céu aberto e vem sendo muito utilizado por professores e pesquisadores de Geologia, Geomorfologia, Agronomia e Biologia. Para o professor Carlos Hugo Rocha, da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), um dos grandes apoiadores à criação da unidade, a região destinada à implantação do parque é uma área extremamente rica, porque abrange diferentes ecossistemas, entre eles floresta de araucárias, campos nativos, área de transição e banhado, portanto uma grande e diversificada biodiversidade.

Para Hugo, a área é ainda de extrema importância para os recursos hídricos da região, pois abriga várias nascentes e grande parte das principais bacias hidrográficas está no seu interior. Estas bacias influenciam diretamente na qualidade da água consumida no município de Ponta Grossa, por isso a importância da sua preservação.

Em relação aos atrativos do parque, há muito que se ver e aprender sobre a região, especialmente sobre geologia. Nas diversas formações rochosas aparecem os conglomerados da base da Formação Furnas, a Formação Iapó e o Granito Cunhaporanga, numa bela exposição do contato entre rochas da Bacia do Paraná e seu embasamento.

A cachoeira de São Jorge também é imperdível, o proprietário atual mantém uma precária estrutura para visitantes e não há preocupação ambiental, e o local, embora ainda preservado, encontra-se sob risco de degradação. O proprietário da área não é a favor do parque e durante a minha passagem por lá foi complicado chegar à cachoeira, fui guiado pelo Átila, um aventureiro e amante da natureza que me levou até o lado oposto da cachoeira, só assim foi possível fazer o registro de imagens.

O rio São Jorge corre inicialmente sobre lajeados da formação furnas, depois despenca numa queda livre de aproximadamente 20 metros, ao longo da qual aparecem os conglomerados da base da Formação Furnas. Após a queda, o rio vai esculpindo um grande cânion formando um vale onde aparecem capões e matas com araucária, compondo a diversificada vegetação. Em abrigos nas lapas de arenito existem pinturas rupestres de povos indígenas pré-históricos.


Esculturas caprichosamente esculpidas pelo vento e pelas chuvas, dentro do parque de Vila Velha

Foto: Eduardo Issa

Há muitas outras cachoeiras dentro da área do parque, cada uma com sua peculiaridade e sua beleza. O que elas têm em comum é o uso sem planejamento, falta de uma estrutura básica para receber visitantes como lixeiras e trilhas orientadas.

A cachoeira da Mariquinha é bastante freqüentada por famílias que acampam e acabam deixando garrafas, plásticos e outros resíduos. O responsável recolhe uma pequena taxa e mantém o lugar limpo, recolhendo o lixo. Ao lado direito da trilha que segue até a cachoeira, belas formações mostram as camadas geológicas de rocha onde é possível estimar o tempo das mudanças da região. Na área do salto é possível banhar-se numa pequena e paradisíaca prainha com areias brancas e sentir a água gelada que desce das paredes. Apesar da água gelada, vale dar um mergulho refrescante no poço

Caminhando pelos campos nativos temos a confirmação da necessidade de preservar estes ambientes, pois o parque já é uma ilha envolta por plantações de soja, milho e outros cereais . O vai-e-vem das máquinas agrícolas bem nas bordas das matas preservadas nos faz imaginar o que restaria desta vegetação sem a criação desta unidade de proteção integral.
Se você pretende visitar a área do parque não deixe de conhecer também o Parque Estadual de Vila Velha, distante 22 quilômetros de Ponta Grossa. Vila Velha tem formações únicas, verdadeiras raridades, é impressionante observar o que a ação do vento e da chuva esculpiu ao longo dos tempos. Nos últimos anos o parque passou por uma reestruturação e agora merece elogios pela organização, limpeza e profissionalismo dos funcionários.

O Parque de Vila Velha, com suas formações areníticas, as furnas e a Lagoa Dourada, deixou de ser alvo do turismo predatório para definitivamente consolidar-se como centro de turismo ambiental e que ao lado do Parque Nacional dos Campos Gerais formam um dos mais importantes sítios geológicos e geomorfológicos

Fonte: http://ecoviagem.uol.com.br/blogs/expedicao-parques-nacionais/boletins/pn-dos-campos-gerais-pr-9172.asp

Queridos amigos, é com muito carinho que posto uma das maravilhas do Brasil. Conheço o Parque Estadual de Vila Velha, devo dizer-lhes que me apaixonei por estas furnas, que são poços gigantes, um inclusive, tem até elevador para descer ao nível da água. Eles são uma espécie de vasos comunicantes...vale a pena conhecer!

26 março 2011

PROJETO BIO&CLIMA - LAGAMAR

CURITIBA, 04/03/2011 – Identificar os impactos das mudanças climáticas sobre a fauna e flora da Mata Atlântica é o objetivo do projeto Bio&Clima – Lagamar, que a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza coloca em prática a partir de 2011. A primeira etapa do projeto consiste na implantação de um polo de pesquisas sobre vulnerabilidade e adaptação de espécies e de ecossistemas às mudanças climáticas, na região do Mosaico de Áreas Protegidas do Lagamar, nos litorais do sul de São Paulo e do Paraná. Esta área é definida como prioritária, por ser considerada o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica e um dos maiores berçários de vida marinha no mundo.

As inscrições para o edital que irá selecionar as primeiras pesquisas do polo encerram-se no dia 31 de março. Na mesma data, terminam também as inscrições para o edital de apoio a projetos de conservação da natureza, que a Fundação Grupo Boticário abre a cada semestre, desde 1991, para apoiar iniciativas em todo o Brasil.

Com a implantação do polo de mudanças climáticas, a instituição passará a disponibilizar dois modelos de editais semestrais, um exclusivo para propostas de pesquisas nesta área na região do Lagamar e, o outro, voltado para projetos de conservação da biodiversidade em todo o Brasil que, dentre suas linhas temáticas, já contemplava pesquisas sobre mudanças climáticas. As inscrições podem ser realizadas no site da Fundação Grupo Boticário (www.fundacaogrupoboticario.org.br), na seção O que fazemos  Editais  Como inscrever.

Mudanças Climáticas e Mata Atlântica

De acordo com André Ferretti, coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, os impactos das mudanças climáticas sobre as formações florestais brasileiras, sobretudo as amazônicas, já resultaram em um grupo de conhecimentos consistentes. Porém, estudos dos impactos sobre elementos da biodiversidade (fauna e flora) do país são, praticamente, inexistentes. “No caso da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo, o efeitos das mudanças climáticas são pouco conhecidos, o que impossibilita a definição de estratégias de adaptação às mudanças climáticas em se tratando de conservação da biodiversidade”, argumenta.

O primeiro passo para a implantação do polo de pesquisas na região do Mosaico de Áreas Protegidas do Lagamar foi dado no ano passado, com o seminário Impactos das Mudanças Climáticas sobre Espécies e Ecossistemas: Lacunas de Conhecimento, que a Fundação Grupo Boticário realizou de 30 de setembro a 1º de outubro em Curitiba. O evento, que contou com a presença de 30 especialistas de diversas regiões do país, contribuiu para a definição das quatro linhas temáticas que estruturam a primeira chamada de apoio a projetos: impactos das mudanças climáticas em espécies e ecossistemas; previsão de cenários climáticos futuros e seus impactos sobre os seres vivos; serviços ecossistêmicos e os impactos das mudanças climáticas; e monitoramento de longo prazo de variáveis bióticas e abióticas na região do Lagamar.

A seleção de projetos irá priorizar ações concretas de conservação da natureza que sejam desenvolvidas, efetivamente, em uma das 43 unidades de conservação abrangidas pelo edital, que coincide com os limites do Mosaico de Áreas Protegidas do Lagamar, instituído pelo Ministério de Meio Ambiente em 2006, e que atualmente está em processo de redelimitação para a ampliação da sua extensão de 34 para 43 unidades de conservação. Esta região está localizada nos litorais do sul de São Paulo e do Paraná e abrange o Complexo Estuarino-Lagunar de Iguape-Cananéia-Paranaguá. A região também faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pelo programa MaB/UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade.

Os resultados das pesquisas executadas no polo de mudanças climáticas devem estar direcionados a uma aplicação prática, seja para serem incorporadas pelo manejo de unidades de conservação, ou para servir de subsídio à elaboração de políticas públicas.

Inscrições

Os editais de apoio a projetos da Fundação Grupo Boticário são destinados somente a pessoas jurídicas sem fins lucrativos, como organizações não-governamentais ou fundações e associações privadas.

O processo de seleção das propostas é independente. Os pareceres são emitidos por consultores voluntários e a aprovação final é feita pelos membros Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário.

O resultado da seleção será comunicada no site da instituição e os projetos aprovados começarão a receber as doações a partir do mês de agosto.

A Fundação Grupo Boticário não determina valores mínimo ou máximo para as propostas. Ao todo, será destinado o valor de R$ 300 mil para o primeiro edital Bio&Clima – Lagamar e R$ 500 mil para cada um dos editais semestrais de conservação da natureza.

Edital de apoio a projetos de conservação

As linhas temáticas do edital de apoio a projetos de conservação da natureza são: ações e pesquisa para a conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais; ações para implementação de políticas voltadas à conservação de ecossistemas naturais; ações para a restauração de ecossistemas naturais; ações para prevenção ou controle de espécies invasoras; estudos para criação ou manejo de unidades de conservação; e pesquisa sobre vulnerabilidade, impacto e adaptação de espécies e ecossistemas às mudanças climáticas.

Histórico

A Fundação Grupo Boticário é uma das principais financiadoras de projetos em conservação da natureza no Brasil. Nos seus 20 anos de atuação, já doou mais de U$ 10,6 milhões para 1.265 iniciativas de quase 400 instituições em todo o Brasil, sendo que 890 foram apoiadas por meio dos editais semestrais. Essas iniciativas permitiram a descoberta de 37 novas espécies de plantas e animais, o estudo de mais de 167 espécies ameaçadas de extinção, e beneficiou 235 unidades de conservação.

 

25 março 2011

II CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE CIDADES INOVADORAS - DE 17 A 20 DE MAIO DE 2011 - CURITIBA - PR


Foto: http://fotos-gratis-do-brasil.blogspot.com/

Curitiba irá discutir o futuro das cidades na CICI2011Segunda Conferência Internacional de Cidades Inovadoras, organizada pelo Sistema Fiep, vai reunir 4 mil pessoas e mais de 200 municípios de todo o mundo entre 17 e 20 de maio

Como deve ser a cidade ideal para o futuro?
Essa é a questão chave da II Conferência Internacional de Cidades Inovadoras – CICI2011, que será realizada pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) entre 17 e 20 de maio, no Cietep, em Curitiba. Esta edição está repleta de novidades. Além das discussões que serão retomadas, como o reflorescimento das cidades, a reinvenção do governo a partir das cidades, a governança do desenvolvimento das cidades, e a cidade-rede e rede de cidades, este ano os temas centrais serão voltados às cidades ideais para o futuro: cidades digitais; cidades educadoras; cidades empreendedoras; cidades geradoras de energia limpa; e cidades inteligentes.

Para garantir o alto nível das discussões, já confirmaram participação nos painéis que serão apresentados durante o evento nomes importantes do Brasil e do exterior. Entre eles, o físico austríaco Fritjof Capra; o economista norte-americano Jeremy Rifkin; o diretor da Global Governance Initiative, Parag Khanna – assessor da campanha do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama –; e o médico e especialista em Redes Sociais americano, Nicholas Christakis. O Brasil também trará grandes nomes, como o antropólogo Tião Rocha, o arquiteto Jaime Lerner, o especialista em desenvolvimento local, capital social e redes sociais Augusto de Franco, a curadora do Encontro de Twiteiros do Brasil, Fernanda Musardo, e o idealizador da CICI e também presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.

Copa do Mundo de 2014

Outra novidade da CICI2011 é pensar no modelo ideal de cidades que irão sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014, que será realizada em 12 capitais brasileiras. Todas as cidades irão participar do evento, apresentando seus projetos e o que já estão fazendo de inovador para promover o Mundial de futebol. As cidades de Stuttgart (Alemanha) e Durban (África do Sul) também foram convidadas para falar de suas experiências na realização das Copas de 2006 e 2010, respectivamente.

Interatividade

Mensagens postadas no Twitter são reproduzidas em telas nas salas de palestras (Mauro Frasson)

Assim como na edição do ano passado, a CICI2011 também irá desenvolver ações de interatividade com os participantes. A grande novidade para este ano será o globo das cidades. Será instalado no centro do evento um globo de telas representando as cidades-tema. Nessas telas serão projetadas, em realidade futura, as principais discussões abordadas em cada tema, em tempo real.

Na primeira edição, a rede social Twitter foi a sensação do evento e será mantida e ampliada este ano. Todas as salas terão telas gigantes onde as mensagens postadas na rede citando o a CICI2011 serão automaticamente transmitidas.

A CICI é um projeto que faz parte da iniciativa Cidades Inovadoras, um movimento articulado em rede, que promove e apoia ações com foco na sustentabilidade, equilíbrio social e maior harmonia entre o homem e o meio ambiente.

Desde 2004, o Sistema Fiep debate formas de estimular o desenvolvimento econômico e social do Estado para dar sustentação ao avanço do setor industrial, gerando diversos projetos e ações que, em 2010, formaram o Programa Cidades Inovadoras. Além da iniciativa do Sistema Fiep, o programa conta com know how do Centro Internacional para Formação de Atores Locais (CIFAL) e do Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD).

O objetivo é estimular a transformação de ambientes urbanos em espaços propícios à inovação, à criatividade e à criação de empresas e negócios sustentáveis por meio de um conjunto de ações e soluções.

A primeira edição da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras – CICI2010 superou todas as expectativas de público e conteúdo. O evento recebeu mais de 3 mil participantes e 200 cidades de todo o mundo para assistir aos paineis dos 105 conferencistas convidados. Muitas ideias e projetos nasceram a partir da CICI2010. A Conferência Internacional de Cidades Inovadoras estimulou o debate e despertou em muita gente a vontade de fazer diferente.

Confira a programação completa da II Conferência Internacional de Cidades Inovadoras no site www.cici2011.org.br.



EM 2006 A ITÁLIA FICOU COMO O PAÍS MAIS FELIZ DO MUNDO PRINCIPALMENTE PELA SUA SUSTENTABILIDADE




Itália é o mais feliz entre os países do Primeiro Mundo

Agência ANSA -  12/07/2006

Italia - Não é o país do G-8 economicamente mais forte, mas tudo indica que não é o dinheiro que traz felicidade: segundo a classificação realizada por um grupo de economistas e ambientalistas britânicos, a Itália é o país mais feliz do G-8.

Os especialistas ingleses da New Economics Foundation (NEC) e o grupo ambientalista Friends of the Earth (FOE) calcularam a taxa de felicidade de 178 povos do planeta multiplicando o tempo de vida médio de cada um pela "taxa de satisfação" e dividindo o tudo pelo impacto ambiental da nação em questão.

A taxa de satisfação foi calculada com base no índice de alegria existente na própria vida segundo declarações de cada povo em pesquisas locais. O impacto ambiental foi medido levando em consideração a quantidade de terra necessária para sustentar um povo e seus consumos.

É assim que acabaram no fundo do Happy Planet Index muitos países ricos que, com o seu consumismo desenfreado, destroem o ambiente sem nem ao menos fazer seus cidadãos felizes.

Entre os países do G8, a Rússia, é a mais infeliz e ocupa o 172º lugar em um total de 178. A classificação também não é boa para os Estados Unidos (150º) e nem para a França (129º).

Quem se sai melhor é a Itália que, no seu 66º lugar é, segundo os especialistas, a nação industrializada que mais explora seus próprios recursos ambientais de forma sustentável, a ponto de garantir o bem-estar da população.

Os recursos naturais da Itália, o estilo de vida relativamente sadio e todo o bom humor dos italianos não são suficientes no entanto para dar ao país o título de paraíso da felicidade.

Quem conquista este posto na classificação é Vanuatu, um arquipélago de 80 ilhas no Pacífico ocidental cujos 250 mil habitantes, segundo os estudiosos, aproveitam ao máximo os próprios recursos para viver uma vida longa, sadia e prazerosa. Em Vanuatu, NEC e FOE registraram uma "taxa de felicidade" de 68,2, contra os 48,3 da Itália.

Os habitantes de Vanuatu vivem em média até os 68,6 anos, não têm um exército permanente e se sustentam com a agricultura e a pesca. Certamente não são ricos mas conseguiram preservar suas praias imaculadas e as suas florestas verdejantes e, em média, se declaram satisfeitos de sua existência.

Ricas também não são as nações que se seguem: Colômbia (67,2), Costa Rica (66), República Dominicana (64,5), Panamá (63,5), Cuba (61,9), Honduras (61,8), Guatemala (61,7), El Salvador (61,7), Santa Lucia (61,3) e Vietnam (61,2).

Andrew Simms, diretor da NEC, admitiu que esta primazia dos países da América Central e da Colômbia em particular, destina-se a surpreender muitos. "Existe um clichê sobre a Colômbia. Há guerras e o narcotráfico, mas a grande maioria das pessoas não mantém contato com isso. A vida urbana é complexa e rica como em muitas outras cidades do mundo", afirmou.


24 março 2011

CARTA DO CACIQUE DE SEATTLE - EUA - "MANIFESTO À TERRA MÃE"

Foto: http://edimatracatrica.blogspot.com/2010/04/homenagem-ao-dia-do-indio-hoje-dia-19_19.html


             Esta carta foi escrita em 1854, ao presidente dos Estados Unidos, pelo chefe Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, depois que do Governo norte americano ter proposto a compra do território ocupado por aqueles índios.
             Muitos anos se passaram, mas o conteúdo continua atual, pois a terra é nossa mãe e o sol nosso pai.

Veja:

“Como podeis comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia não tem sentido para nós.

Se não somos donos da frescura do ar ou o brilho das águas, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, cada grão de areia nas praias, a neblina nos bosques sombrios, cada monte e até o zumbido do insecto, tudo é sagrado na memória e no passado do meu povo.

A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem a terra onde nasceram, quando empreendem as suas viagens entre as estrelas; ao contrário os nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho.

Somos parte da terra e ela é parte de nós.

As flores perfumadas são nossas irmãs, os veados, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencem à mesma família.

Assim, quando o grande chefe em Washington envia a mensagem manifestando o desejo de comprar as nossas terras, está a pedir demasiado de nós. O grande Chefe manda dizer ainda que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente uns com os outros. Ele será então nosso pai e nós seremos seus filhos. Se assim é, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Isto não é fácil, já que esta terra é sagrada para nós.

A límpida água que corre nos ribeiros e nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, recordar-se-á e lembrará aos vossos filhos que ela é sagrada, e que cada reflexo nas claras aguas evoca eventos e fases da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai do meu pai.

Os rios são nossos irmãos, e saciam a nossa sede. Levam as nossas canoas e alimentam os nossos filhos. Se lhes vendermos a terra, deveis lembrar e ensinar aos vossos filhos que os rios são nossos irmãos, e também o são deles, e deveis a partir de então dispensar aos rios o mesmo tratamento e afecto que dispensais a um irmão.

Nós sabemos que o homem branco não entende o nosso modo de ser. Ele não sabe distinguir um pedaço de terra de outra qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois de vencida e conquistada, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que se compram, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. O seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. E isso eu não compreendo.

O nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer os olhos do homem vermelho.

Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreende…

Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o desabrochar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.

O vosso ruído insulta os nossos ouvidos. Que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs nas margens dos charcos e ribeiros ao cair da noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio dia e aromatizada pelo perfume dos pinhais.

O ar é inestimável para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis recordar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O vento que deu aos nossos avós o primeiro sopro de vida é o mesmo que lhes recebe o último suspiro.

Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir saborear a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.

Por tudo isto consideraremos a vossa proposta de comprar nossa terra, se nos decidirmos a aceitá-la, eu porei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e não compreendo outro modo de vida. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo nas pradarias, mortos a tiro pelo homem branco de um comboio em andamento.

Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o bisonte, que nós caçamos apenas para sobreviver.

Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morrerá de solidão espiritual. Porque o que suceder aos animais afetará os homens. Tudo está ligado.

Deveis ensinar a vossos filhos que o solo que pisam, são as cinzas de nossos avós.

Para que eles respeitem a terra, ensina-lhes que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai aos vossos filhos o que nós ensinamos aos nossos:

Que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, cospe sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza:
- A terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos a certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra.

O homem não tece a teia da vida: é antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.

Nem mesmo o homem branco, cujo Deus passeia e fala com ele como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Por fim talvez, e apesar de tudo, sejamos irmãos.

Uma coisa sabemos, e que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus.

Hoje pensais que Ele é só vosso, tal como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho.

Esta terra tem um valor inestimável para Ele, e ofender a terra é insultar o seu Criador. Também os brancos acabarão um dia talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai os vossos rios e uma noite morrerão afogados nos vossos resíduos.

        Contudo, caminhareis para a vossa destruição, iluminados pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum desígnio especial vos deu o domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último bisonte for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes. Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. Termina a vida começa a sobrevivência.”

Fonte: http://www.saudeintegral.com/artigos/a-carta-do-indio-chefe-seattle-manifesto-da-terra-mae.html

Meus queridos leitores, já postei esta carta em outra oportunidade, mas como sei, que muitos às vezes somente lêem o que está na primeira página, resolvi repostá-la, uma vez que ela é tudo e sobretudo uma prova de amor incondicional ao planeta terra.
Vamos ler, absorver e refletir sobre cada palavra escrita por este irmão indígena...que sabedoria, heim amigos?
Me emociono cada vez que a leio, e quero passar esta super mensagem para todos vocês.


De coração, obrigada pela visita, muito obrigada por seguir meu blog, creiam é feito para vocês e para o planeta.


Helena Rezende