21 janeiro 2014

Lixão x Aterro             
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2000, coleta-se no Brasil diariamente 125,281 mil toneladas de resíduos domiciliares e 52,8% dos municípios Brasileiros dispõe seus resíduos em lixões.
 
Você sabe a diferença entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário?
Um lixão é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Não tem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos - o chorume (líquido preto que escorre do lixo). Este penetra pela terra levando substancias contaminantes para o solo e para o lençol freático. Moscas, pássaros e ratos convivem com o lixo livremente no lixão a céu aberto, e pior ainda, crianças, adolescentes e adultos catam comida e materiais recicláveis para vender. No lixão o lixo fica exposto sem nenhum procedimento que evite as conseqüências ambientais e sociais negativas.

 
 
Lixão controlado é uma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado, ou seja, que recebeu cobertura de argila, e grama (idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha da água de chuva) e captação de chorume e gás. Esta célula adjacente é preparada para receber resíduos com uma impermeabilização com manta e tem uma operação que procura dar conta dos impactos negativos tais como a cobertura diária da pilha de lixo com terra ou outro material disponível como forração ou saibro. Tem também recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha de lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou eventuamente outro tipo de tratamento para o chorume como uma estação de tratamento para este efluente.
 

Mas a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos é o aterro sanitário que antes de iniciar a disposição do lixo teve o terreno preparado previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC, esta extremamente resistente. Desta forma, com essa impermeabilização do solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume. Este é coletado através de drenos de PEAD, encaminhados para o poço de acumulação de onde, nos seis primeiros meses de operação é recirculado sobre a massa de lixo aterrada. Depois desses seis meses, quando a vazão e  os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado será encaminhado para a estação de tratamento de efluentes. A operação do aterro sanitário, assim como a do aterro controlado prevê a cobertura diária do lixo, não ocorrendo a proliferação de vetores, mau cheiro e poluição visual.
 

O estado do Rio de janeiro é composto por 92 Municípios, em resíduos sólidos, se encontra com:
  • 16 Aterros Sanitários recebendo de 34 municípios:
 Barra Mansa, Seropédica, São Gonçalo, Santa Maria Madalena (particular), Teresópolis, Macaé, Campos (particular), Piraí, Belford Roxo (particular), São Pedro da Aldeia (particular), Itaboraí (particular), Nova Friburgo, Miguel Pereira, Nova Iguaçu, Rio das Ostras, Sapucaia;
  • 11 Aterros Controlados em atividade recebendo de 16 municípios:
 Angra dos Reis, Natividade, Miracema, Barra do Piraí, Resende, Porciúncula, Caxias (Gramacho), Petrópolis, Rio Bonito, Guapimirim, Magé;
  • 03 CTRs em Construção:
 Paracambi, Vassouras, São Fidélis;
  • 20 Unidades de Triagem e Compostagem em fase de implantação;
  • 42 Unidades de Triagem e Compostagem implantadas;
  • 30 Vazadouros oficiais em atividade.
  • Geração de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU)– 15.760 Ton./dia;
  • Quantidade de resíduos recebidos em aterros (CTR's, AC e AS) – 12.867 Ton./dia.
  •  
  • FONTE:http://www.lixo.com.br/index.php?Itemid=251&id=144&option=com_content&task=view

20 janeiro 2014

OS TERRÍVEIS PERIGOS DA ÁGUA RADIOATIVA - FUKUSHIMA

Japão
 
Fuga de água radioativa em Fukushima é "incidente grave"
por Lusa 21 agosto 2013
Fuga de água radioativa em Fukushima é "incidente grave"
Fotografia © REUTERS/Kyodo
 
A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão classificou hoje a fuga de água radioativa na central de Fukushima como "incidente grave", de nível três, o mais elevado que foi declarado nos últimos dois anos.
Esta reavaliação da gravidade da fuga de água, de nível um para três, segundo a escala internacional de incidentes nucleares das Nações Unidas (INES) - que varia entre zero e sete, sendo este o nível mais grave -, surge um dia depois de a Tokyo Electric Power (TEPCO) ter informado que 300 toneladas de água radioativa deverá ter vertido de um tanque na central de Fukushima Daiichi.
A TEPCO indicou que acredita que a fuga de água continua hoje a verificar-se e que ainda não identificou a sua origem, não tendo, no entanto, sido registadas alterações significativas nos níveis de radiação no exterior da central nuclear.
"Estamos a retirar a camada superior do solo contaminado com a água radioativa que verteu e a retirar a restante água do tanque que registou problemas", disse um porta-voz da TEPCO, citado pela agência AFP ao salientar que a empresa "está a fazer o seu melhor para evitar a dispersão da contaminação para áreas no exterior da central, incluindo o mar".
A TEPCO deparou-se com vários incidentes na central de Fukushima desde o início do acidente, em março de 2011, na sequência de um sismo e 'tsunami', incluindo várias fugas de água radioativa, mas esta foi a pior registada desde então.
Em Fukushima Daiichi acumulam-se grandes quantidades de água radioativa devido à contínua injeção de água nos reatores para os arrefecer.
Os problemas levaram o Governo japonês e o organismo regulador da indústria a anunciarem um maior envolvimento direto nos trabalhos de limpeza em Fukushima, em vez de deixarem esta tarefa apenas à responsabilidade da TEPCO.
Os incidentes em Fukushima Daiichi foram classificados como de nível sete, o mesmo de Chernobil, em 1986, tendo estes sido os dois acidentes mais graves já ocorridos, segundo a escala INES.
Não há qualquer morte oficial confirmada na sequência do acidente de Fukushima, mas várias áreas da província japonesa, nomeadamente em redor da central nuclear, foram evacuadas, continuando milhares de pessoas sem saber quando e se poderão regressar a casa.
 
Amigos e amigas, é por esta e por outras situações e riscos, que sou totalmente contra a Energia Nuclear. Temos muitas opções de energias maravilhosas  e que não nos trazem tantos riscos, nem a nós e nem ao meio ambiente, tais como a SOLAR, A EÓLICA E AS DAS ONDAS DO MAR.
Um abraço,
 
Helena Rezende
 

19 janeiro 2014

HORTAS CASEIRAS - ALTERNATIVAS MARAVILHOSAS!

Uma horta orgânica em sua casa! Nossas avós costumavam ter no quintal uma pequena horta de temperos e algumas hortaliças. Alimentos frescos para a mesa da família, produzidos em casa.
Quando criança acompanhava minha mãe ao mercado e havia uma banca que vendia mudinhas diversas, das hortaliças às plantas para colocar no pomar e jardim. Com o tempo caiu em desuso e com a facilidade de compra em supermercados e feiras livres espalhadas pela cidade, aliadas ao grande aglomerado de edifícios, cultivar em casa não se usava mais.
Agora, voltando às origens, as pessoas descobrem novamente o prazer deste hobby. Para ajudá-las, elaboramos uma série de artigos, tais como o preparo do solo do canteiro, substrato para jardineiras, adubação e tratamentos contra pragas ecologicamente corretos. Para fazer e manter uma horta orgânica. Em qualquer que seja seu espaço.

O que é uma horta orgânica?

Vegetais típicos de uma horta orgânica
Na horta orgânica, variedade é importante
O que é orgânico?
Esta palavra está acompanhando muitos rótulos de alimentos e por vezes nos perguntamos se será moda ou propaganda para vender. Podem até ver queos produtos assim rotulados são mais caros, refletindo um gosto mais apurado do consumidor, que deverá arcar com este ônus.
Na agricultura orgânica, a observação da natureza e as pesquisas formaram conceitos e indicações de procedimentos, procurando reproduzir o que acontece naturalmente na natureza quando não há intervenção de humanos. Nos campos não há uma espécie somente e a diversidade encontrada é o que tenta-se reproduzir, evitando a monocultura.
Também não se cultiva a mesma planta sempre no mesmo lugar. É recomendado trocar a produção de folhosas por tubérculos ou por leguminosas.
Por exemplo: onde você produziu alfaces, poderá na cultura seguinte escolher cenouras ou então ervilhas e feijão-vagem. As leguminosas têm capacidade de ajudar na fixação do nitrogênio no solo, beneficiando as outras culturas seguintes. Produzir alimentos de forma orgânica significa não usar defensivos agrícolas contra moléstias e pragas de lavoura.

Um sistema de horta em equilíbrio

Um sistema em equilíbrio não é muito afetado quando acontece uma incidência de insetos ou doenças, pois oferece maior resistência. Para pragas e doenças usaremos os chamados remédios verdes, que são sucos e chás feitos de plantas para combaterem doenças e insetos. Também poderemos usar junto da horta plantas repelentes para somente afugentá-los. Sempre lembrar que praga é apenas quando o volume de insetos nas plantas foge ao nosso controle de catação e eliminação por produtos caseiros.
Galinha na horta
Galinhas são predadores naturais de muitas pragas da horta
Também na natureza existe um sistema de equilíbrio, feito pelos predadores. Os insetos que comem nossas plantas são presas de outros insetos e também de pássaros que deles se alimentam, formando parte da cadeia alimentar da vida selvagem. Quanto menos interferirmos nestes elos menor será o desequilíbrio do meio ambiente.
Também significa produzir hortaliças sem aditivos químicos e por aí passa o adubo granulado. Usa-se composto feito de materiais descartados de cozinha e horta, produzindo o chamado adubo verde. Leia o texto Composto orgânico para relembrar como se faz. A adubação com composto orgânico aumenta a fertilidade do solo e sua capacidade de fornecer nutrientes para as plantas, além de propiciar mais resistência delas às doenças.

Como e o quê plantar?



Fonte: www,fazfacil.com.br

17 janeiro 2014

AS GRANDES DESCOBERTAS NA ÁREA DE TINTAS ECOLOGICAMENTE CORRETAS


Tinta de baixo custo é produzida com bagaço e palha da cana
 
16 de Janeiro de 2014                           

Um grupo de cientistas da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP conseguiu desenvolver uma tinta látex que utiliza bagaço e palha da cana de açúcar como aditivo e ainda melhora a absorção do som, diminui a propagação da chama e mantém a aderência como as tintas comuns. O produto ainda traz como inovação menor impacto ambiental e baixo custo.
A pesquisa surgiu de um trabalho em conjunto dos Departamentos de Biotecnologia, de Materiais e Engenharia Química, com a participação dos professores Ângelo Capri Neto, Adilson Roberto Gonçalves, Maria da Rosa Capri, da aluna de doutorado Fernanda de Carvalho Oliveira e do estudante de iniciação científica Alessandro Costa Pinto.
Segundo Capri Neto, a proposta do estudo foi adicionar a biomassa à tinta látex, uma das mais empregadas para a pintura de interiores de construções, para diminuir a utilização dos derivados do petróleo, que fazem parte da composição química da tinta.
“A escolha do bagaço e da palha da cana se justifica pela abundância nas regiões canavieiras e que, hoje, são rejeitos da indústria agrícola e precisam de uma destinação. Além disso, a substituição parcial do petróleo pela fibra natural reduz o custo de produção e o impacto ambiental quando o material for descartado”, explica o professor.
Para os pesquisadores, a absorção do som já era esperada, uma vez que ocorreu mudança da textura com aplicação dos rejeitos da cana. O produto apresentou um aumento significativo de absorção de som (15 decibéis) em relação à tinta sem aditivos (10 decibéis).
O que mais surpreendeu os pesquisadores foi a resistência do produto à chama. “A tinta látex é altamente inflamável. Então, se ocorrer um incêndio em um ambiente pintado com a tinta, a propagação da chama será alta. Percebemos que a palha da cana criou uma barreira, retardando esse efeito”, disse Capri Neto.
Além disso, a lignina – uma macromolécula obtida do fracionamento do bagaço e da palha – foi utilizada na obtenção de resina fenólica e também proposta para compor a formulação de tintas.

16 janeiro 2014

COM AS ALTAS TEMPERATURAS VERIFICADAS ULTIMAMENTE, PRECISAMOS FICAR ATENTOS AOS RISCOS DE QUEIMADAS !

Desastres | 16/01/2014 18:07
 

Incêndio florestal queima casas no sul da Califórnia

Fogo já obrigou mais de duas mil pessoas a abandonar suas residências

  


           
Mario Anzuoni/Reuters
Casa pegando fogo por causa de um incêndio florestal em Glendora, no sul da Califonia
Casa pegando fogo por causa de um incêndio florestal em Glendora, no sul da Califonia
Glendora - Mais de duas mil pessoas viram-se forçadas a abandonar suas residências no sul da Califórnia por causa de um incêndio florestal que já queimou duas casas e ameaça bairros inteiros na árida região das montanhas de San Gabriel, a cerca de 40 quilômetros do centro de Los Angeles.

Daryl Osby, comandante do Corpo de Bombeiros do condado de Los Angeles, disse que um morador sofreu queimaduras, mas os ferimentos não são graves.

De acordo com a polícia, o incêndio foi iniciado por três pessoas que faziam uma fogueira num acampamento. O grupo foi indiciado.
 
Fonte:http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/incendio-florestal-queima-casas-no-sul-da-california

12 janeiro 2014

OS TERREMOTOS E A NOSSA RESPONSABILIDADE PELAS SUAS OCORRÊNCIAS

Hoje vi uma matéria no Canal Discovery sobre os terremotos na China. Engenheiros chineses estudam as causas das ocorrências;

Um ponto que chamou-me a atenção e reputo de grandes possibilidades, é que há uma grande probabilidade dos terremotos, pelo menos em escala razoável deles, ter como ponto de origem ou fator desencadeante a ação do homem na execução de barragens (represas).

No intuito de se conseguir energia hidráulica, o homem constrói represas e mais represas pelo planeta afora. Na China a realidade é bem presente, pois a necessidade de se produzir energia é enorme. A China precisa se desenvolver para produzir alimentos para sua população gigantesca de mais de 1 bi e 300 milhões de habitantes.

Haja energia para suportar e desenvolver o gigantesco país chinês.

Ilustramos o presente comentário, com observações realizadas sobre o mesmo tema:

"O pesquisador Leonardo Seeber, do Observatório Terrestre         Lamont-Doherty, em Nova York, divulgou um estudo que mostra como    as ações humanas podem influenciar a ocorrência de terremotos. Segundo ele,  não são somente as forças naturais que causam estes desastres.

As análises de Seeber mostram que os impactos da   engenharia na natureza são comuns e têm ocorrido com mais frequência há pouco mais de       meio século. Um dos exemplos usados para comprovar a teoria foi o terremoto de 1967, ocasionado em consequência da construção de da represa Koyna, na Índia.

Apesar de ter um argumento bem formado, o especialista admite que é difícil diferenciar os terremotos ocasionados por causar naturais ou por ações humanas. A falta de apoio das
empresas durante as investigações torna o processo ainda mais árduo.

“Os representantes das empresas responsáveis geralmente se recusam a admitir a responsabilidade e dificultam a obtenção de dados que comprovem essa influência”, declarou ele ao New York Times.

Seeber explica que a mudança na pressão consequente da construção     de represas ou exploração de petróleo podem facilmente ocasionar a ruptura de uma falha geológica. Essas são as duas principais atividades humanas que podem resultar em terremotos ou desastres maiores. Em contrapartida, o processo de obtenção de gás natural não está na lista de causadores de terremotos de Seeber. Com informações do New York Times.

fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/3556/pesquisa_mostra_interferencia_humana_na_ocorrencia_de_terremotos/