07 fevereiro 2014

ESTÃO LEMBRADOS DA ONDA DE CALOR DE 2003, NA EUROPA?????

Onda de calor de 2003 na Europa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
         
A onda de calor de 2003 na Europa foi uma das ondas de calor mais fortes e que mais consequências trouxe ao Hemisfério Norte. Ocorreu num dos mais quentes verões europeus, causou crises na saúde em vários países e consideráveis impactos na agricultura. Várias pessoas morreram por causa das altas temperaturas, que chegaram à mais de 50 graus centígrados em algumas regiões da Europa. O país mais atingido foi a França, que teve grandes prejuízos devido à onda de calor.

França

Estima-se que 14 802 pessoas, a maioria idosos, morreram na França por causa do calor, segundo o maior serviço funerário do país.1 Os verões franceses não são usualmente muito quentes, principalmente ao norte. Como consequência, a maioria das pessoas não sabe como se proteger – por exemplo, contra a desidratação –, e a maioria dos lares e casas de repouso não são equipados com ar-condicionado, embora haja sistemas de emergência contra vários tipos de catástrofe.
A onda ocorreu em agosto, um mês em que muitas pessoas, inclusive membros do governo, estavam em férias ou recesso.
Muitos corpos ficaram meses sem ser identificados, porque parentes estavam viajando. Um galpão refrigerado na periferia de Paris foi usado por empresas funerárias, porque suas instalações não comportavam o número de cadáveres. Em 3 de setembro, 57 corpos foram enterrados como indigentes em Paris, porque não havia quem os reconhecesse.
As falhas no sistema de saúde francês que permitiram tantas mortes causaram polêmica. O presidente Jacques Chirac e o primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin responsabilizaram:
  • as férias dos médicos de família naquele mês (muitas empresas tradicionalmente dão férias coletivas em agosto, e os médicos de família tiram férias todos ao mesmo tempo);
  • famílias que deixam seus idosos sozinhos e sem cuidados.
A oposição, bem como muitos órgãos da imprensa franceses, porém, culparam mesmo o governo, principalmente ao ministro da Saúde Jean-François Mattei, que perderia o cargo em 31 de março de 2004.
O dr. Patrick Pelloux, líder do sindicato dos médicos de emergência, culpou Raffarin por ignorar os alertas de perigo dos profissionais e por não tentar minimizar a crise.

Itália a temperatura oscilou, em muitas cidades, entre 38 °C e 40 °C durante semanas, segundo o eurosurveillance.org[carece de fontes?]. Outras fontes divulgaram números menores, não só para a Itália. Para a revista New Scientist, houve 4.200 mortes na Itália e na Espanha devido à onda de calor.3 O britânico The Guardian chegou ao número de 1.000 mortes na Itália e 4.000 na Espanha.4

Reino Unido

No Reino Unido foi registrada a máxima recorde de 38,1 °C (100,6 °F) em Gravesend, Kent, em 10 de agosto. A temperatura mais alta até então foi de 37,1 °C (98,8 °F), em Cheltenham. Análises posteriores revelaram temperaturas altas freqüentes em Brogdale Orchards, uma milha ao sul de Faversham, atingindo 38,5 °C (101,4 °F) em 10 de agosto.5
Uma análise retrospectiva, publicada em 2005, informou que 2.39 pessoas morreram por causa da onda de calor, no período de 4 a 13 de agosto.6

Portugal

Houve imensos incêndios florestais em Portugal. 5% da zona rural e 10% das florestas foram destruídas, área correspondente a cerca de 4.000 km². Treze pessoas morreram. A temperatura atingiu a marca de 47,4 °C em Amareleja e 45,4 °C em Beja.

Espanha

Houve 141 mortes. Recordes de temperatura foram quebrados em várias cidades, incluindo Jerez de la Frontera (45 °C[carece de fontes?]), Badajoz (45 °C[carece de fontes?]), Huelva (43,4 °C[carece de fontes?], Gerona (41 °C7 ), Burgos (38,8 °C[carece de fontes?]), San Sebastián (38,6 °C[carece de fontes?]), Pontevedra (36 °C8 ) e Barcelona (36 °C9 ).
Outras cidades do sul da Espanha registraram temperaturas acima dos 40 °C, porém não há dados precisos: Múrcia (41,8 °C[carece de fontes?]), Toledo (42 °C[carece de fontes?]), Córdoba (46,2 °C[carece de fontes?]) e Sevilha (47 °C10 )

Alemanha

Na Alemanha, a máxima de 40,4 °C[carece de fontes?] ocorreu em Roth, na Baviera. Com apenas metade da média pluviométrica, os rios chegaram a seu nível mais baixo no século XXI[carece de fontes?], impossibilitando a navegação no rio Elba e no rio Danúbio.
Cerca de 7.000 pessoas, na maioria idosos, morreram durante a onda de calor na Alemanha.

Suíça

Na Suíça, houve degelo nos Alpes, o que causou avalanches e inundações. O país viu, pela primeira vez, as temperaturas atingirem níveis tropicais: 41,5 °C (106,7 °F), em Grono[carece de fontes?].

Número total de mortes

A onda de calor de 2003 na Europa matou entre 35.0003 e 50.00011 pessoas.

Consequências na agricultura

As colheitas sofreram os efeitos da seca no sul europeu, mas nada comparado às perdas do norte.

Trigo

As seguintes quedas na safra de trigo são devidas à longa estiagem[carece de fontes?].
  • França - 20%
  • Itália - 13%
  • RU - 12%
  • Ucrânia - 75% (não se sabe se por causa da onda de calor ou um frio fora de época)
  • Moldova - 80%
Em outros países, a queda oscilou entre 5% e 10%, e a produção européia registrou déficit de 10%

Uva

A onda de calor acelerou o amadurecimento das uvas, ao mesmo tempo que as desidratou, fazendo sumo mais concentrado. Em meados de Agosto, as uvas de certas vinhas atingiram o seu limite em concentração de açúcar, possivelmente resultando em vinhos com 12º-12,5º de álcool. Por esse motivo, e também pela falta de chuva, a colheita foi iniciada muito mais cedo que o costume.
Foi previsto que os vinhos de 2003, embora em pouca quantidade, tenham uma qualidade excepcional, especialmente em França. A onda de calor fez para a Hungria extremamente bem para o concurso internacional de vinhos Vinalies 2003: Um total de 9 medalhas de ouro e 9 de prata para vinhateiros húngaros. 12

Causas da onda

A onda de calor tem sido inevitavelmente ligada a extremos meteorológicos sem precedentes ocorridos em outras partes do mundo (como a pior seca registada na história da Austrália durante o verão anterior e inundações massivas no E.U.A.) e contribuiu para o aquecimento global. Um ofuscamento global também foi ligado à onda de calor, sendo a teoria de que a redução dos níveis de poluição na Europa desde a virada do século reduziram o ofuscamento do efeito de máscara do global.
Na França, a falta de ar-condicionado em instalações médicas assim como a legislação laboral foram também consideradas culpadas pelo número maciço de mortos. O governo de Jacques Chirac e seu ministro da Saúde, Jean-François Mattei, foram condenados por não emitir advertências e não se lembrarem de convocar o pessoal médico para voltar a trabalhar (tendo em atenção as notícias de que anormais picos de mortalidade estavam sendo reportados pelas autoridades fiscalizadoras da saúde).

01 fevereiro 2014

ATÉ ONDE IREMOS COM AS EXPLORAÇÕES DO GÁS DE XISTO?

Estudo reforça ligação entre exploração de gás de xisto e terremotos

Novo trabalho aponta que 109 tremores aconteceram numa cidade no estado norte-americano de Ohio após o início da atividade; não havia registos de abalos sísmicos anteriores na área. Artigo de Fabiano Ávila do Instituto CarbonoBrasil.
Exploração do gás de xisto em Youngstown, Ohio / Dimiter Kenarov / Pulitzer Center
           O gás de xisto, um combustível fóssil alternativo, está a ser saudado como uma das razões para a saída dos Estados Unidos da sua crise económica, e outros países, incluindo o Brasil, estão a preparar-se para também explorar essa fonte de energia.
 
           No entanto, os investigadores ainda têm dúvidas sobre a segurança dessa atividade para os ecossistemas e para a saúde humana. Tanto é assim, que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) enviaram neste mês uma carta à presidente Dilma Rousseff, manifestando a sua preocupação com o anúncio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) da decisão de incluir o gás de xisto na próxima licitação, em novembro.
 
          Reforçando essa preocupação, um novo estudo afirma que pelo menos 109 terremotos foram registados na cidade de Youngstown, no estado norte-americano de Ohio, num período de apenas 14 meses. Os fenómenos teriam começado somente 13 dias após o início da exploração do gás de xisto na região.
           O mais forte dos terremotos, que registou 3,9 na escala Richter, aconteceu no dia 31 de dezembro de 2011, e levou o Departamento de Recursos Naturais de Ohio a obrigar o encerramento das atividades de “fracking” na área.
          “Fracking”, ou “fratura hidráulica”, é como é chamada a tecnologia para extrair o gás de xisto. Ela consiste na injeção de água, areia e substâncias químicas sob altíssima pressão nas camadas geológicas, forçando o gás para a superfície.
 
           Um dos perigos claros desse processo é a contaminação de lençóis freáticos e do solo por esses produtos químicos. A questão dos terremotos está ainda a ser avaliada, mas cada vez mais especialistas parecem concordar que existe uma relação clara entre o “fracking” e os tremores de terra.
           O novo trabalho que levantou o número de terremotos em Youngstown é de autoria do geólogo Won-Young Kim, investigador do Observatório da Terra Lamont-Doherty da Universidade de Colúmbia, e foi publicado no periódico Journal of Geophysical Research: Solid Earth.
De acordo com Kim, não havia registos de terremotos em Youngtown antes do início da exploração do gás de xisto. Além disso, o investigador aponta que quando ocorria um aumento na injeção de fluídos no solo pelo ‘fracking’, cinco dias depois aconteciam tremores. Também foi possível mostrar que em feriados a atividade sísmica diminuía.
 
           Esse é apenas o mais recente dos estudos sobre o assunto. Em julho, um trabalho de William Ellsworth, sismólogo da Investigação Geológica dos Estados Unidos, afirmou que o aumento da atividade em poços de gás natural altera o stresse em áreas suscetíveis a terremotos ao elevar a pressão dos fluidos sobre as rochas subterrâneas, lubrificando as falhas preexistentes e tornando-as mais suscetíveis a rompimentos e deslocamentos.
 
            Já a investigação de Nicholas van der Elst, também do Observatório da Terra Lamont-Doherty da Universidade de Colúmbia, indica que pelo menos metade dos terremotos de magnitude 4,5 ou maiores que atingiram o interior dos EUA na última década ocorreram perto de locais de poços de injeção de águas residuais.
 
           No Brasil, a carta da SBPC e da ABC solicita o adiamento da licitação de áreas para exploração de gás de xisto por um período suficiente para aprofundar os estudos sobre o real risco do “fracking”.
 
           Em entrevista ao Instituto CarbonoBrasil em junho, o investigador Luiz Fernando Scheibe, coordenador da Rede Guarani/Serra Geral, destacou principalmente os riscos para os aquíferos, incluindo o tesouro nacional que é o Guarani.
“Os milhões de litros de água resultam poluídos em cada poço, por hidrocarbonetos e por outros compostos e metais presentes na rocha, nos explosivos e nos próprios aditivos químicos requeridos pela complexa atividade de mineração do gás, exigindo dispendiosas técnicas de purificação e de descarte dos resíduos finais, que podem vir a poluir tanto a água de superfície como os próprios aquíferos”, disse Scheibe.
 
Citações:
 
Artigo de Fabiano Ávila, publicado no site do Instituto CarbonoBrasil
 
Observações do Blog:
 
      A meu ver o preço é muito alto, talvez nem viveremos para usufruir o gás proveniente da fratura hidráulica...com lençóis freáticos poluídos por elementos químicos diversos, com as movimentações da terra, ocasionando terremotos e suas terríveis consequências...então podemos refletir: ESTAMOS REALMENTE PROGREDINDO OU NA VERDADE, O QUE NOS DEPARAMOS É UMA INSANIDADE REGRESSIVA, SEM MEDIRMOS AS NEFASTAS CONSEQUÊNCIAS.
 
Helena Rezende
 
 
 
 

 

31 janeiro 2014

GÁS NATURAL

Exploração

A exploração é a etapa inicial dentro da cadeia de gás natural, consistindo em duas fases. A primeira fase é a pesquisa onde, através de testes sísmicos, verifica-se a existência em bacias sedimentares de rochas reservatórias (estruturas propícias ao acumulo de petróleo e gás natural). Caso o resultado das pesquisas seja positivo, inicia-se a segunda fase, e é perfurado um poço pioneiro e poços de delimitação para comprovação da existência gás natural ou petróleo em nível comercial e mapeamento do reservatório, que será encaminhado para a produção.
Os reservatórios de gás natural são constituídos de rochas porosas capazes de reter petróleo e gás. Em função do teor de petróleo bruto e de gás livre, classifica-se o gás, quanto ao seu estado de origem, em gás associado e gás não-associado.
  • Gás associado: é aquele que, no reservatório, está dissolvido no óleo ou sob a forma de capa de gás. Neste caso, a produção de gás é determinada basicamente pela produção de óleo. Boa parte do gás é utilizada pelo próprio sistema de produção, podendo ser usada em processos conhecidos como reinjeção e gás lift, com a finalidade de aumentar a recuperação de petróleo do reservatório, ou mesmo consumida para geração de energia para a própria unidade de produção, que normalmente fica em locais isolados. Ex: Campo de Urucu no Estado do Amazonas.
  • Gás não-associado: é aquele que, no reservatório, está livre ou em presença de quantidades muito pequenas de óleo. Nesse caso só se justifica comercialmente produzir o gás. Exemplo: campo de San Alberto Bolívia.

Produção

Com base nos mapas do reservatório, é definida a curva de produção e a infraestrutura necessárias para a extração, como boa parte do gás é utilizada pela própria unidade de produção é verificada a viabilidade de se comercializar o excedente de gás, caso a comercialização do gás não seja viável, normalmente pelo elevado custo na implantação de infraestrutura de transporte de gás, o excedente é queimado.

Condicionamento

Um reservatório de gás
 
É o conjunto de processos físicos ou químicos aos quais o gás natural é submetido, de modo a remover ou reduzir os teores de contaminantes para atender as especificações legais do mercado, condições de transporte, segurança, e processamento posterior.
O gás natural pode ser armazenado na forma líquida à pressão atmosférica. Para tanto os tanques devem ser dotados de bom isolamento térmico e mantidos à temperatura inferior ao ponto de condensação do gás natural. Neste caso, o gás natural é chamado de gás natural liquefeito ou GNL.

Processamento

  • Refrigeração simples;
  • Absorção refrigerada;
  • Turbo-Expansão;
  • Expansão Joule-Thompson (JT).

Transporte

Gás Natural Comprimido (GNC);

  • Gasodutos;
  • Gás Natural Liquefeito.

Comercialização

Produção de gás natural por países (países em marrom e vermelho são os maiores produtores mundiais)
  1. Gazprom (Rússia): 179,7 bilhões de euros
  2. EDF (França): 135,2 bilhões de euros
  3. EON (Alemanha): 85 bilhões de euros
  4. Suez GDF (França): aproximadamente 71 bilhões, contando o pólo ambiental, calculado pelos analistas em 20 bilhões de euros
  5. Iberdrola (Espanha): 51,3 bilhões (após a compra da Scottish Power)
  6. Enel (Itália): 47,1 bilhões (prestes a comprar Endesa com Acciona)
  7. RWE (Alemanha): 46,0 bilhões de euros
  8. Endesa (Espanha): 42,2 bilhões de euros
  9. BG Group (antiga British Gas): 39,5 bilhões
  10. Exelon (Estados Unidos): 34,6 bilhões de euros

Distribuição

A distribuição é a ultima etapa, quando o gás chega ao consumidor, que pode ser residencial, comercial, industrial (como matéria-prima, combustível e redutor siderúrgico) ou automotivo. Nesta fase, o gás já deve estar atendendo a padrões rígidos de especificação e praticamente isento de contaminantes, para não causar problemas aos equipamentos onde será utilizado como combustível ou matéria-prima. Quando necessário, deverá também estar odorizado, para ser detectado facilmente em caso de vazamentos.

Utilização

O gás natural é empregue diretamente como combustível, tanto em indústrias, casas e automóveis. É considerado uma fonte de energia mais limpa que os derivados do petróleo e o carvão. Alguns dos gases de sua composição são eliminados porque não possuem capacidade energética (nitrogênio ou CO2) ou porque podem deixar resíduos nos condutores devido ao seu alto peso molecular em comparação ao metano (butano e mais pesados).
  • Combustível: a sua combustão é mais limpa e dá uma vida mais longa aos equipamentos que utilizam o gás e menor custo de manutenção.
  • Automotivo: utilizado para motores de ônibus, automóveis e caminhões substituindo a gasolina e o álcool, pode ser até 70% mais barato que outros combustíveis e é menos poluente.
  • Industrial: utilizado em indústrias para a produção de metanol, amônia e uréia.
As desvantagens do gás natural em relação ao butano são: mais difícil de ser transportado, devido ao fato de ocupar maior volume, mesmo pressurizado, também é mais difícil de ser liquificado, requerendo temperaturas da ordem de -160 °C.
Algumas jazidas de gás natural podem conter mercúrio associado. Trata-se de um metal altamente tóxico e deve ser removido no tratamento do gás natural. O mercúrio é proveniente de grandes profundidades no interior da terra e ascende junto com os hidrocarbonetos, formando complexos organo-metálicos.
Atualmente estão sendo investigadas as jazidas de hidratos de metano, que se estima haver reservas energéticas muito superiores às atuais de gás natural.[carece de fontes?]
FONTE: Wikipédia

29 janeiro 2014

GRANDES IDÉIAS - TELHADO ECOLÓGICO



Escola nos EUA constrói usina de biomassa com cobertura verde e ondulada - http://goo.gl/8EinqD




Escola nos EUA constrói usina de biomassa com cobertura verde e ondulada - http://goo.gl/8EinqD

O QUE SÃO ONDAS GIGANTES??? TSUNAMIS/// VAGALHÕES????



                     Para que uma onda seja designada como tsunami, ela deve ser GIGANTE em comprimento de onda. Os tsunami em mar alto tem comprimentos de onda de no mínimo 10 km, podendo chegar a centenas de quilometros.

                   Os tsunami viajam em mar profundo (onde a distância entre a superfície do oceano e o leito do oceano é 5 km) com velocidades da ordem de 800 km/h e normalmente lá possuem amplitude da ordem de metro. Quando um tsunami se aproxima da costa, encontrando então mar com menor profundidade, sua velocidade se reduz, encurtando o seu comprimento de onda proporcionalmente à nova velocidade. A velocidade do tsunami vale raiz quadrada do produto g (intensidade do campo gravitacional) por H (espessura da lâmina de água na região de propagação). A energia mecânica transportada pelo tsunami fica então distribuída sobre uma extensão espacial (comprimento de onda) menor e, consequentemente, sua amplitude aumenta.

                    Um tsunami não precisa ser gigante em amplitude (amplitude da ordem de uma dezena de metros ou mais) para produzir efeitos devastadores como os de 2004. Um tsunami eleva o nível do oceano (às vezes uns poucos metros) durante muitos minutos, produzindo então inundação da região costeira.


Mais informações poderás ter em nosso artigo, encontrado em http://www.fsc.ufsc.br/cbef/port/22-2/artpdf/a3.pdf ou em http://www.if.ufrgs.br/~lang/Ondas_tsunami.pdf





Outras questões tratando de ondas marítimas:

Qual a influência da gravidade na propagação de ondas sonoras? http://www.if.ufrgs.br/cref/?area=questions&id=459

Ondas marí­timas: como é produzido o SWELL? http://www.if.ufrgs.br/cref/?area=questions&id=314





Prof. Fernando Lang da Silveira

26 janeiro 2014

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

                      A Terra sempre passou por ciclos naturais de aquecimento e resfriamento, da mesma forma que períodos de intensa atividade geológica lançaram à superfície gases criando um efeito estufa natural. Em 1750 com a Revolução Industrial, a concentração atmosférica de carbono aumentou em 31%. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (International Panel on ClimateChange - IPCC), no século XX, houve um aumento de 0,65 ºC na média da temperatura global e até o final do século XXI é previsto um aumento entre 1,4ºC e 5,8ºC (IPCC, 2004). As causas dessas variações podem ser de ordem natural ou antropogênica, ou uma soma das duas (IPCC, 2004).
 
                     As mudanças climáticas tem impactos ambientais intensos (como secas, enchentes, ondas de calor e de frio, furações e tempestades, derretimento das geleiras e calotas polares), assim como em processos biológicos (como os períodos de floração), afetando diferentes partes do planeta.
                      A grande velocidade com que tais mudanças estão ocorrendo introduz sérias ameaças à mega-diversidade de espécies da flora e da fauna dos ecossistemas com o empobrecimento biológico (Nobre et al., 2005).
 
Causas antrópicas:
 
                     As mudanças climáticas relacionadas às atividades humanas estão associadas ao aumento da emissão de gases de efeito estufa por queima de combustíveis fósseis, desmatamento, decomposição de lixo, formação de ilhas urbanas de calor entre outras causas. A cada hora, 9 mil pessoas somam-se à população mundial, 4 milhões de toneladas de CO2 são emitidas, 3 espécies são extintas (1.000 vezes mais rápido do que os processos naturais), atividades humanas adicionam ao ambiente 1,7 milhões de quilos de nitrogênio reativo e 1.200 hectares de florestas são derrubados.

Algumas consequências:

                       Segundo o relatório de Stern divulgado em outubro de 2006, a elevação de 1ºC a 4ºC na temperatura global acarreta no encolhimento das geleiras, morte de 80% dos recifes de coral, em especial a Grande Barreira de Corais; entre 15% a 40% das espécies de seres vivos vem a ser ameaçadas de extinção; grande risco de extinção das espécies presentes no Ártico, em especial dos ursos polares; desaparecimento de cerca de metade da vegetação de tundra no Ártico (Stern, 2006).
                      Outro relatório publicado pelo Departamento do Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (DEFRA) verificaram que as mudanças climáticas podem afetar o comportamento de espécies migratórias, como as aves que sobrevoam regiões entre a África e o norte da Europa, que necessitarão ir cada vez mais longe em busca de alimento e condições climáticas favoráveis, podendo aumentar em até 400 km suas rotas migratórias.
                       Behrenfeld et al. (2006) publicaram um estudo sobre os oceanos e sugerem que o fitoplâncton - o primeiro elo na cadeia alimentar marítima - será fortemente afetado pelo aquecimento climático. Por servir de alimento para grande variedade de peixes, a perda destes micro-organismos pode afetar gravemente a pesca nos trópicos e nas médias latitudes como resultados de águas mais quentes.

No Brasil:

                         No contexto brasileiro, os biomas terrestres diferem dos diversos parâmetros relevantes, como temperatura, umidade e precipitação (http://www.inpe.br). As projeções atuais apontam para aumento das temperaturas médias da Terra, com a previsão de mudanças na configuração dos biomas que incluem possíveis aumentos nas áreas de savanas, diminuição das áreas de floresta e uma tendência de aumento de biomas secos em detrimento de biomas com maior umidade (Giorgi e Mearns, 1991; Walther, Post e col., 2002; Franks, Hooper e col., 2005). Além disso também um aumento de frequência de eventos climáticos extremos bem como o aumento da intensidade dos mesmos (Jones, New e col., 1999; Buckeridge, 2008). Estudos sobre a relação entre a biodiversidade e as mudanças climáticas são extremamente relevantes para se entender as consequências dessas mudanças entre os diferentes biomas brasileiros.

Floresta Amazônica:

Fonte da foto: http://www.jumalodge.com.br/galeria/atividades.php

                               A Floresta Amazônica situa-se na região norte da América do Sul, estando a maior parte da floresta representada no território brasileiro (estados do Amazonas, Amapa, Rondônia, Acre, Pará e Roraima) e sendo caracterizada por uma grande biodiversidade. Essa floresta é sensível as mudanças climáticas, que além ameaçar a biodiversidade e seus serviços prestados influencia diretamente os indivíduos que necessitam dela para sobreviver. Por sofrer severos impactos relacionados a mudanças climáticas, a floresta Amazônica é um foco de preocupação.
                              Mudanças climáticas decorrentes de causas naturais como o aumento da temperatura provocado pelo El Niño no Oceano Pacífico, causa diminuição da precipitação e aumento da temperatura , como consequência temos nos anos 1982-1983 e de 1997-1998 , a incidência, em grande escala, de incêndios na floreta amazônica. Sua vegetação não é adaptadas a incêndios, por ter a casca das árvores finas torna-se mais suscetível à mortalidade. Já as mudanças climáticas influenciadas pela pressão antrópica, tem-se aumento da ocupação humana e alterações do uso da terra como o desmatamento de sistemas florestais para a transformação em sistemas agrícolas e/ou pastagem, o que implica transferência de gás carbônico da biosfera para a atmosfera, contribuindo com a perturbação da biodiversidade e influenciando nas alterações climáticas. Estudos demonstraram que mudanças na cobertura superficial podem ter um impacto significativo no clima regional e global (Nobre et al., 1991; Betts et al., 1997, 2000; Chase et al., 2000; Zhao et al., 2001).

Caatinga:

                      A Caatinga possui clima semiárido, com temperaturas médias entre 27ºC e 29ºC , com vegetação típica xerófita. A Caatinga é considerada um bioma diverso e pouco estudado, está incluso entre os mais vulneráveis num cenário de aumento das temperaturas globais. Segundo Santos (2006) as mudanças climáticas mais drásticas se dão através da soma da produção de gases de efeito estufa e o desmatamento, sendo esses alguns dos fatores que alteram o clima regional em áreas de ecossistemas frágeis e vulneráveis, como o semiárido brasileiro. O principal fator de degradação da Caatinga é o desmatamento, seguido pelo uso indiscriminado de fogo em práticas agropecuárias, a introdução de frutas exóticas à região e as criações extensivas de caprinos, ovinos e bovinos (Santos, 2006). Na Caatinga, naturalmente, as chuvas são escassas e o solo é compacto e duro diminuindo sua permeabilidade. Quando a água evapora, ocorre a salinização do solo, o que compromete a vegetação e a agricultura. Com a soma das influências antrópicas e as rígidas condições climáticas, implica diretamente na biodiversidade desse bioma.

FONTE: Wikipédia com adaptações

25 janeiro 2014

Criação de novas terras


Mapa de Hong Kong, que mostra  em cinza os locais de aterramento marítimo ao longo da história.
O aterramento marítimo pode ser a criação de novas terras onde uma vez houve água. Entre os exemplos notáveis incluem-se o oeste de Nova Orleans; Washington, construído em parte sobre terras que alguma vez foram pantanosas; Cidade de México, que está situada no lugar onde antigamente se localizava o lago de Texcoco; Helsinque, cidade cuja maior parte do centro está construída sobre local aterrado; parte da Cidade do Cabo; a costa de Chicago; parte de Boston, Massachusetts; Battery Park City, em Manhattan; o porto de Zeebrugge, na Bélgica; a zona residencial no sudoeste de Brest, na Bielorrússia; os famosos pólderes dos Países Baixos, e as ilhas de Toronto, no Canadá. Mônaco e o território britânico de Gibraltar tem aumentado seu território devido ao aterramento marítimo. A cidade do Rio de Janeiro foi construída em grande parte em locais aterrados junto ao mar, como o Aterro do Flamengo e parte da Urca.
No Oriente Próximo também são famosos por seus esforços no aterramento marítimo. Um dos primeiros e o mais célebre projeto foi o plano de aterramento de Praya, em Hong Kong, que aterrou entre 50 e 60 acres (240.000 ) de terras em 1890, durante sua segunda fase de construção. Foi um dos projetos mais ambiciosos realizados durante o período colonial da cidade. Além de Hong Kong, também no sul da China há cidades como Shenzhen e Macau, que também realizaram o aterramento marítimo. No Japão, ao redor de 20% das terras na Área da Baía de Tóquio têm sido ganhas com o aterramento marítimo. Também na Ásia tem-se trabalhado na costa de Manila, a capital filipina; e na cidade-estado de Singapura, onde a terra é escassa.

Drenagem de Pântanos

 

Outra prática é a drenagem de pântanos ou zonas úmidas temporárias submergidas para convertê-las em terras agrícolas. Se bem isto não cria novas terras exatamente, permite o uso comercial das terras produtivas que de outro modo se limitaria o habitat de vida silvestre. Também é um importante método de controle de mosquitos.

Ilhas artificiais

A criação de uma ilha artificial é uma empreitada custosa e arriscada. A princípio esta técnica emprega-se em lugares que estão densamente povoados e onde a terra plana é escassa. O Aeroporto Internacional de Kansai (em Osaka, no Japão) e o aeroporto internacional de Hong Kong (China) são exemplos disso. As Ilhas Palma, Ilhas World e o hotel Burj al-Arab, frente a Dubai nos Emirados Árabes Unidos, são outros exemplos de ilhas artificiais.

Restauração de praias

A restauração de praias é o processo de reparação das praias com materiais como areia ou o barro do interior. Utiliza-se para reconstruir as praias que sofrem de falta de areia por uso inadequado ou pela erosão da deriva, tratando de conservar o aspecto natural da praia. Ainda que não seja uma solução duradoura, é barata em comparação com outros tipos de defensas costeiras.

Impacto ambiental

A drenagem de zonas úmidas para a lavoura, por exemplo, é uma forma de destruição do hábitat. Em algumas partes do mundo, os novos projetos de regeneração estão restringidos ou não se podem realizar, devido à proteção do meio ambiente mediante leis.

A legislação ambiental

Os legisladores de Hong Kong aprovaram a proteção do porto Victoria mediante uma lei em 1996 em um esforço por salvaguardar a ameaça cada vez mais direta do aterramento marítimo.

Exemplos de aterramento marítimo

  • Países Baixos – ao redor de um quinto da superfície do país, cerca de 7000 km².
  • Coreia do Sul - até 2006, cerca de 38 por cento ou 1.550 km² de zonas úmidas costeiros foram aterradas.
  • Singapura - 20% do tamanho original ou 135 km² até 2003, os planos são de 99 km² ou mais.
  • Hong Kong - O plano de aterramento de Praya iniciou-se a finais de 1860 e consistiu em duas etapas para um total de 50 a 60 acres. Esta cifra subestima a importância dos sítios regenerados: Hong Kong Disneyland, o Aeroporto Internacional de Hong Kong, e seu predecessor, o aeroporto de Kai Tak, foram construídos em locais aterrados. Além disso, grande parte da recuperação tem tido lugar em localidades da costa em ambos os lados do Porto Victoria.
Além disso, como a cidade expande-se, as novas cidades em diferentes décadas, eram em sua maioria construídas em locais aterrados, como Tuen Mun, Tai Po, Shatin - O Ma Shan, West Kowloon, Kwun Tong e Tseung Kwan.
 
  • Macau - 170% do tamanho original ou 17 km²
  • Baía de Tóquio, Japão - 249 km²
  • Kobe, Japão - 23 km² (1995).
  • Bahrein - 76,3% do tamanho original de 410 km² (1931-2007).
  • Nova Zelândia - áreas significativas de terra que consistem em várias centenas de hectares têm sido aterradas ao longo da frente portuária de Wellington e Dunedin. Em Dunedin - que em seus primeiros dias foi apelidado de "Mudedin" – ao redor de 2'5 km², incluindo grande parte do centro da cidade e os subúrbios de Dunedin Norte, Sul e Dunedin Andersons Bay são aterros ao longo do Otago Harbour, e uma área similar no subúrbio de St Clair e St Kilda são pântanos drenados.
  • Mônaco: O distrito ou bairro de Fontvieille de 32,41 hectares (0,3241 km²) foi construído em locais aterrados no mar, para haver espaço para residências devido ao limitado território do país, existe outro projeto chamado Le Portier para aterrar 27,50 hectares adicionais.
  • Gibraltar: o território britânico de Gibraltar também tem aterrado o mar, o que tem gerado protestos da Espanha que não reconhece o poder marítimo algum para esta colônia.
  • Bermudas: a Ilha Saint Davids1 uma das que formam os Territórios britânicos ultramarinos de Bermudas expandiu-se artificialmente passando de 2,04 km² a 2,60 km² com a finalidade de fazer espaço para uma base militar.
  • Maldivas: tem expandido várias ilhas e criado outras novas em atóis para ser habitadas, como é o caso da ilha artificial de Hulhumalé2 de 2,00 km².
  • FONTE: Wikipédia