20 abril 2008

A DIFÍCIL E DISPENDIOSA TAREFA DE DESPOLUIR OS RIOS DO PLANETA




Rios Tâmisa, Reno e Tietê
A triste constactação de que os graves problemas da poluição do Rio Tietê, são oriundos da falta de educação, respeito. higiene, cuidados e amor ao planeta - O LIXO ATIRADO NAS RUAS DE SÃO PAULO - na última semana estive em São Paulo e percorrendo a marginal, observei que a Prefeitura tenta embelezar as margens do Rio Tietê, distribuindo floreiras com plantas e flores - mas sobre as suas águas turvas, pude ver, milhares de objetos, boiando - foi terrível!
Penso que o ideal não seria um paisagismo como o que foi implantado, mas o replantio da mata ciliar - Jaguariúna (SP), deu este belo exemplo, replantando a mata ciliar do Rio Jaguary, que corta a cidade, ficou maravilhoso.
Rios Tâmisa, Reno e Tietê
Investimentos e conscientização da população são duas armas importantíssimas para salvar rios poluídos
GRAZIELA SALOMÃO
Rios em todo o mundo foram contaminados e poluídos pelo crescimento desenfreado das cidades e pela industrialização sem bases sustentáveis. Para alguns desses rios, a sobrevivência ainda não estava perdida. Faltava, apenas, investimentos e cuidados extras.
Conheça agora os casos de rios Tâmisa, Reno e Tietê. Os dois primeiros, após incentivos e obras realizadas pelos governos locais, deixaram de ser poluídos. O último passa por um programa de despoluição e ainda não está salvo.
O orgulho dos ingleses:
O rio Tâmisa, na Inglaterra, ficou conhecido como o ‘’Grande Fedor’’ quando, em 1858, as sessões do Parlamento foram suspensas devido ao mau cheiro. A poluição do rio também estava na consciência dos ingleses por causa da morte do príncipe Alberto, marido da rainha Vitória. Alberto morreu de febre tifóide devido à insalubridade das águas do rio.
O Tâmisa deixou de ser considerado potável por volta de 1610. Entretanto, o projeto de despoluição só começou a ser esboçado no século XIX. Além do mau cheiro, as epidemias de cólera das décadas de 1850 a 1860 foram fundamentais para que o governo decidisse construir um sistema de captação de esgotos da cidade. Ao todo, foram quase 150 anos de investimentos na despoluição das águas do rio que corta Londres.
O projeto de limpeza do Tâmisa começou a ser delineado em 1895. Os primeiros resultados do trabalho apareceriam apenas em 1930. No início, os engenheiros criaram um sistema de captação do esgoto da cidade de Londres que despejava os dejetos quilômetros abaixo de onde o rio cortava a região metropolitana. Entretanto, o crescimento da população fez com que a mancha de poluição subisse novamente o rio e o tornasse poluído na região londrina.
Em 1950, o Tâmisa era considerado, outra vez, morto. A nova iniciativa do governo foi a construção das primeiras estações de trabalho de esgoto da cidade. Já na década de 70, os sinais iniciais de que os resultados estavam sendo alcançados apareceram. Prova era o flagrante do reaparecimento do salmão – peixe sensível à poluição e exigente em matéria de água limpa.
Mesmo com os sinais de que a revitalização das águas do Tâmisa é garantida, a Thames Water, empresa de saneamento londrina, mantém um investimento cerrado no tratamento da água e no sistema de esgotos. O rio tornou-se um exemplo de sucesso no programa de despoluição das águas.
O êxito com o Reno:
O rio Reno era um dos mais poluídos da Europa. Ele nasce na Suíça e deságua no Mar do Norte banhando, assim, vários países europeus. Com a alcunha de ‘’cloaca’’ da Europa, o rio tinha suas águas sujas e com mau cheiro.
Seus mais de 1,3 mil quilômetros de extensão recebiam diretamente os dejetos das zonas industriais por onde passava e de empresas químicas de grande porte como a Sandoz, Basf e Ciba.
A preocupação com a poluição do Reno só foi levada a sério quando um grave acidente na multinacional suíça Sandoz, que contaminou o rio com 20 toneladas de um pesticida altamente tóxico, em 1986, chamou a atenção da opinião pública e das autoridades.
Um esforço de mais de 20 anos entre a iniciativa privada e os governos dos países banhados pelo Reno, como Alemanha, Suíça e França, possibilitou a recuperação de suas águas.
Desde 1989, o investimento foi de mais de 15 bilhões de dólares, revertidos na construção de estações de tratamento da água e de monitoramento ao longo do rio.
Atualmente, cerca de 95% dos esgotos das empresas são tratados. Os resultados do programa e da despoluição do Reno são visíveis. Das 64 espécies de peixes que ali habitavam, 63 delas já voltaram.
A marca brasileira:
O rio Tietê, um dos principais símbolos da cidade de São Paulo, está biologicamente morto há décadas. O rio que nasce na Serra do Mar, no município de Salesópolis, volta-se para o interior de São Paulo e percorre 1.150 quilômetros até chegar ao rio Paraná, na divisa com Mato Grosso do Sul. Seu trajeto foi de grande importância como meio de transporte, principalmente com as monções – as expedições que aconteceram após a descoberta de ouro em Mato Grosso no século XVIII. Às margens do rio também se desenvolveria a cultura de café e o início da industrialização na área metropolitana de São Paulo.
No início do século XX ainda era possível ver a utilização do Tietê para o lazer: pescarias e regatas de clubes paulistanos eram realizadas em suas águas. Entretanto, o crescimento e desenvolvimento desenfreado de São Paulo e de cidades ao seu redor, sem bases sustentáveis, foram responsáveis pela poluição do rio. Principalmente a partir de 1930, o Tietê passou a servir de escoamento para o esgoto industrial e urbano da cidade.
Para alguns especialistas, a decisão do então governador de São Paulo, Ademar de Barros, em 1955, foi crucial para a poluição do rio: o sistema de esgotos da cidade foi interligado e os dejetos de toda indústria paulista terminavam no Tietê. O esgoto do rio Pinheiros e Tamanduateí desembocava também no Tietê.
O Programa de Despoluição da Bacia do Alto do Tietê, que engloba a região metropolitana de São Paulo, foi delineado a partir de 1992. É considerado um dos projetos de despoluição mais ambiciosos do mundo devido à dimensão do problema e do prazo curto para os resultados – 20 anos. Avaliado em 2,6 bilhões de dólares, tem financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo estadual. Na primeira etapa do projeto (1992-1998) foram gastos 1 bilhão de dólares. A segunda etapa, com previsão de conclusão para 2005, gastará cerca de 400 milhões de dólares.
Alguns resultados do projeto já começaram a aparecer. Nos anos 90, a mancha de poluição se estendia por 250 quilômetros a partir da capital. Hoje, já recuou cerca de 100 quilômetros e, em alguns trechos mais próximos a São Paulo, os peixes reapareceram. No final da segunda fase do projeto, o intuito é que o volume de esgoto tratado na região metropolitana aumente de 62% para 70% do total, enquanto o índice de coleta de esgoto pule de 80% para 84%, beneficiando 1,2 milhão de pessoas.
Entretanto, o tratamento do esgoto não é a solução final para os problemas do rio. Cerca de 35% da poluição é ocasionada pelo lixo jogado nas ruas – entre sacolas plásticas, garrafas e outros tipos de material industrializado -, que chega no Tietê através de seus afluentes. A Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo acredita que, se a situação permanecer até 2015, esse tipo de lixo representará dois terços da poluição do rio. Por isso, além do programa de despoluição do rio, entidades como a Fundação SOS Mata Atlântica auxiliam o projeto com a conscientização da população.
Fonte: Agências internacionais e SOS Mata Atlântica

6 comentários:

  1. Caio De Jesus Santiago1 de setembro de 2011 22:24

    eu acredito na despoluição do rio Tietê se todos ajudarem pondo o lixo para a reciclagem e não jogando no rio para não poluir mais ainda, acredito que em um futuro bem distante até poderá ter peixes lá

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  2. leticia 8:B

    a)sim
    b)não creio que haverá peixes ,pois o rio tietê vai estar quimicamente poluído
    c)Não jogando lixo ,coletando o Oleo de Fritura e descartando corretamente,deixarem de agregar fosfatos em produtos de limpeza e sabões em geral ( isso vai acabar com o problema de espumas e diminuir a eutrofização nas águas do rio).

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  3. marcos roberto 8ªA

    a)sim.
    b)eu acho que não averia possibilidade de ter peixes por causa do acumulo do lixo nas margens do rio Tietê .
    c)para evitar os lixos nas margens do rio Tietê , evitando que os óleos de frituras , lixos das ruas sejam jogado no rio Tietê,isso ajudara com a despoluição do rio Tietê.

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  4. Eduardo Rodrigues Número 4 8A12 de maio de 2012 10:26

    Sim, eu acredito na despoluição do Tietê, assim como muitos outros acreditam. Mas esse é o problema. Governadores da cidade de São Paulo não fazem nada a não ser acreditar na despoluição!
    Passam muito tempo acreditando e pouco tempo praticando! Ou seja, se praticassem mais, a questão da despoluição do rio, teríamos mais resultado em pouco tempo! Eles só se preocupam em colocar plantas e flores na margem do rio! Mas do que adianta deixa a margem bonita e o rio imundo?!

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  5. Eduardo Rodrigues Número 4 8A12 de maio de 2012 10:29

    b) Sim, mas para ter peixe, é preciso haver a despoluição do rio!

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  6. Eduardo Rodrigues Número 4 8A12 de maio de 2012 10:33

    c) Basta apenas remover empresas poluidoras ao longo da Marginal e tratar o esgoto, remover estradas e colocar uma paisagem natural.

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