28 junho 2008

ALEMANHA - A FLORESTA NEGRA ESTÁ EM RISCO


23/12/2004 - Poluição ameaça futuro da Floresta Negra, na Alemanha
O cientista alemão Klaus von Wilpert define como preocupante o fato de haver algumas árvores ressecadas em meio à floresta em bom estado, claro sintoma da deterioração que sofre a Floresta Negra, no oeste da Alemanha.
"Este é o efeito mais visível da poluição. Estas árvores ficaram amarelas no outono antes de perder sua folhagem de forma progressiva", explica o pesquisador do FVA (Departamento Alemão de Bosques), encarregado da vigilância da Floresta Negra.
O Ministério alemão da Agricultura deu o alerta ao publicar um documento em meados de dezembro: os bosques alemães nunca estiveram em situação tão crítica, com um quarto das árvores destruídas. O número das plantas com danos graves aumentou 8% em relação a 2003.
A situação é particularmente preocupante na Floresta Negra, que teria perdido 40% de sua área, um recorde desde 1983.
Este ano, a proporção de árvores em mau estado nesta região aumentou 10% em relação a 2003, especialmente durante a seca do verão, cujos efeitos foram sentidos com um ligeiro atraso.
"Não há como negar a realidade: a Floresta Negra é uma região historicamente frágil, sobretudo na parte ocidental, que recebe as emissões de poluentes do vale do Reno", diz Von Wilpert.
O solo apresenta níveis altos de produtos ácidos, nitrogênio, nitratos ou amônia, emitidos pelas indústrias e pelo tráfego de automóveis no vale. As principais vítimas são as árvores de raízes pouco profundas, que absorvem o essencial dos resíduos industriais.
O fenômeno é ainda mais crítico em Erzgebirge, região rica em metais, que recebe os resíduos das indústrias da Polônia e da República Tcheca, países vizinhos.
Se a FVA destaca o tráfego de automóveis e a atividade industrial no vale do Reno, por outro lado, também reconhece uma parte de sua própria responsabilidade por ter plantado entre 1950 e 1970 árvores que não se adaptavam à região.
Hoje, a FVA faz aplicações de magnésio no local para neutralizar a acidez do solo. Além disso, deu prioridade à plantação de carvalhos, consideradas árvores resistentes.


ENERGIA NUCLEAR, UM MAL DESNECESSÁRIO

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O MUNDO VISTO DO AUTO - 04 - REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA

Foto: http://www.guia-alemanha.com/fotos.htm


O objetivo da minha série de posts: " O MUNDO VISTO DO AUTO" - tem ao mesmo tempo, o intuito de homenagear todos os países do mundo, bem como também, passar um pouco da geografia e postura diante dos acordos internacionais do meio ambiente.
Espero que estejam apreciando!
Localizada na Europa central, a Alemanha é banhada pelo mar do Norte e Báltico. Faz fronteiras com os Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça, Áustria, República Tcheca, Polônia e Dinamarca.
Área total: 357.021 Km2

População: 82.422.299 hab.

Língua: Alemão

Capital: Berlim

Moeda: Euro

Divisão administrativa: 13 Estados e três Estados livres.

Localização Geográfica:
Alemanha está situada na Europa Central. o seu território compõe-se de várias ilhas, entre as que distinguem-se as Frisias Orientais, Föhk, Amrum e Pellworm, no Mar do Norte, e Rügen, Fehmarn, Usedom e Poel, no Mar Báltico.
A geografia alemã é muito variada. No norte dominam as planícies, onde a do norte é parte da grande planície européia que extende-se até Rússia; o centro é ondulado e no sul abundam as montanhas. Os Alpes Bávaros, a Selva Negra, a Selva de Baviera, a Selva de Bohemia, as planícies no Maciço Renano, os Maciços de Harz e Erzgebirge e os Montes Mittelgebirge são os acidentes mais importantes.
Os rios mais destacados: - Danúbio que deságua no Mar Negro, Reno, ESM, Weser, Elba e o Oder são dirigidos para o Norte desagando no Mar Báltico. Devido ao seus afluentes alpinos (Lech, Isar e Inn), o Danubio se eleva ao máximo no verão, época das maiores precipitações nos Alpes; - Reno, Elba e o Meno.
Entre os lagos destaca o Lago Constanza.
A geografia alemã exibe grande diversidade de paisagens.
Os principais portos fluviais do país são Duisburgo e Magdeburgo.
Hamburgo, Wilhelmshaven e Bremen são alguns dos portos marítimos mais imprtantes. Além disso, a Alemanha é um país famoso pelas suas avançadas malhas rodoviária (230.800 km) e ferroviária (44.400 km).
Reivindicações marítimas:
Plataforma continental - até à profundidade de 200 m, ou até á profundidade de exploração Zona económica exclusiva - 200 milhas náuticas águas territoriais - 12 milhas náuticas.
Clima - temperado e marítimo; invernos e verões frescos, enevoados e húmidos; ocasional vento Föhn, morno.
Terreno - terras baixas a norte, terras altas no centro, Alpes Bávaros no sul.
Extremos de elevação
ponto mais baixo: lago Freepsum - -2 m ponto mais elevado: Zugspitze - 2 962 m Recursos naturais - ferro, carvão, potassa, madeira, lignite, urânio, cobre, gás natural, sal, níquel e terra arável
Uso da terra
terra arável - 33 %
cultivo permanente - 1 %
pastos permanentes - 15 %
florestas - 31 %
outros - 20 % (estimativa de 1993)
Terra irrigada - 4 750 km² (est. 1993)
Perigos naturais - inundações
Ambiente
Problemas atuais:
as emissões de indústrias e instalações movidas a carvão contribuem para a poluição do ar; a chuva ácida, proveniente das emissões de dióxido de enxofre, está a afectar as florestas; poluição do mar Báltico proveniente de esgotos livres e efluentes industriais nos rios da Alemanha oriental; eliminação dos resíduos perigosos; o governo anunciou a intenção de renunciar à produção de electricidade por via nuclear; o governo procura identificar áreas de preservação natural a fim de cumprir a directiva da UE sobre Fauna, Flora e Habitat
Acordos internacionais:
. É parte de - Poluição do Ar, Poluição do Ar - Óxidos de Azoto, Poluição do Ar - Enxofre 85, Poluição do Ar - Enxofre 94, Poluição do Ar - Compostos Orgânicos Voláteis, Antártida - Protocolo Ambiental, Tratado da Antártida, Biodiversidade, Mudanças CLimáticas, Desertificação, Espécies Ameaçadas, Modificação Ambiental, Resíduos Perigosos, Lei do Mar, Despejos Marítimos, Banimento de Ensaios Nucleares, Protecção da Camada de Ozono, Poluição Provocada por Navios, Madeias Tropicais 83, Madeias Tropicais 94, Zonas Húmidas, Caça à Baleia
. Assinou mas não ratificou - Poluição do Ar - Poluentes Orgânicos Persistentes, Mudanças Climáticas - Protocolo de Kioto
. Geografia - nota - Situa-se numa localização estratégica na Planície da Europa Setentrional e ao longo da entrada para o mar Báltico

Fonte: http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u309.jhtm - http://www.rumbo.com.br/ -esportes.terra.com.br - pt.wikipedia.org

27 junho 2008

O MUNDO VISTO DO ALTO - 03 - ALBÂNIA



Foto: Litoral da Albânia -(www.albaniantourism.com)



A Albânia consiste, principalmente, de terreno montanhoso ou de colinas, com a montanha mais elevada a atingir 2 753 m acima do nível do mar. A maior parte do país tem um clima continental, com invernos frios e verões quentes.
Sua capital,
Tirana, tem 520 000 habitantes, e o país tem, estimativa de 2006: 3.581.655 habitantes. - Densidade - 123 hab./km²
Dados gerais:
Localização: Região dos
Balcãs, na Europa oriental
Área:
total:
28 748 km²
terra: 27 398 km²
água: 1 350 km²
Países fronteiriços:
Sérvia e Montenegro - 287 km (114 km com a Sérvia e 173 km com o Montenegro)Grécia - 282 kmMacedónia - 151 km
Costa - 362 km
Lagos:
Lago Ohrid - É o lago principal, situado na fronteira com a Macedônia. Este lago é alimentado pelas águas do rio Drin, cujas barragens fornecem 80% da energia elétrica do país.Lago Scutari - Na fronteira com a Sérvia e Montenegro (Montenegro).Lago Prespa - Na fronteira com a Macedônia e a Grécia.
Principais rios:
rio Drin, rio Drinii Zi, rio Mat, rio Shkumbin, rio Devoli, rio Seman e rio Vijosë.
Reivindicações marítimas:
. Plataforma continental - até à profundidade de 200 m, ou até á profundidade de exploração
. águas territoriais - 12
milhas náuticas

Clima:
. Temperado suave; invernos frescos nublados e húmidos; verões quentes limpos e secos; o interior é mais frio e mais húmido
Recursos naturais:
petróleo, gás natural, carvão, crómio, cobre, madeira, níquel e força hidroeléctrica (Energia hidroelétrica).
Uso da terra:
terra arável - 21%
cultivo permanente - 5%
pastagens permanentes - 15%
florestas - 38%
outros - 21% (estimativas de
1993)
Terra irrigada: 3 400 km² (est. de
1998)
Resumo:
O país divide-se em três regiões topográficas: a planície costeira, as montanhas e as bacias interiores.
Formada por materiais sedimentares, a planície costeira tem cerca de trinta quilômetros de largura média. Durante a era mesozóica, foi ocupada pelo mar e até hoje não está totalmente drenada, como mostram seus diversos lagos e terrenos alagadiços. A linha litorânea apresenta algumas irregularidades que permitiram a criação de portos como Durrës e Vlorë.
O interior montanhoso se compõe, ao norte, dos Alpes albaneses, onde ficam as maiores montanhas do país (pico Jeserce: 2.694m); ao sul, da cordilheira de Gramnos. Esses sistemas tiveram origem no dobramento dinárico, produzido no período terciário, e são formados por materiais brandos, calcários e xistosos. As profundas gargantas escavadas pelos rios acentuam o aspecto escarpado das montanhas.
A zona central, ao sul do rio Drin, é moldada por numerosas bacias interiores compostas de um material muito brando, o flysch, espécie de marga na qual a erosão formou lagos tectônicos como o de Ohrid e o de Shkodra.
As diferenças de altitude determinam a diversidade climática da Albânia. A costa apresenta clima mediterrâneo, com invernos suaves e verões quentes, com altos níveis de precipitações (900mm), por causa da proximidade das montanhas. No interior o clima adquire características continentais, com invernos muito frios e verões secos e quentes. As zonas montanhosas setentrionais registram também altos níveis de precipitação.
A vegetação e a fauna correspondem às características do meio natural mediterrâneo e centro-europeu. Nas zonas montanhosas são abundantes os bosques de carvalhos, faias e pinheiros; nas terras baixas, estendem-se as típicas formações de arbustos (maquis) e matagais.
A Albânia é um país densamente povoado. Nos primeiros anos da década de 1990, seu reduzido território apresentava uma densidade demográfica superior a 110 habitantes por quilômetro quadrado. Entretanto, a distribuição da população, predominantemente rural, é muito irregular: as aldeias e cidades do litoral registram os maiores níveis de concentração demográfica; em contrapartida, as regiões montanhosas são pouco povoadas. As cidades, que se desenvolveram na segunda metade do século XX em conseqüência da industrialização, são muito pequenas. A capital, Tirana, é o núcleo urbano mais importante.
Perigos naturais: sismos (terremotos) destrutivos; ocorrem tsunamis ao longo da costa sudoeste
Ambiente - problemas atuais:
desflorestação, erosão dos solos, poluição das águas devido a efluentes industriais e domésticos.
Ambiente - acordos internacionais:. é parte de:
Biodiversidade, Mudanças Climáticas, Resíduos Perigosos, Protecção da Camada de Ozono, Zonas Húmidas
. assinou mas não ratificou - nenhum dos acordos seleccionados.
Geografia - nota: situa-se numa localização estratégica no
estreito de Otranto (que liga o mar Adriático ao mar Jónico e ao mar Mediterrâneo).

UMA CATÁSTROFE CLIMÁTICA - A FALA DE TONY BLAIR EM TÓQUIO - JAPÃO


Penso que, em termos de acordos internacionais, as medidas propostas para a desaceração do aquecimento global, estão sendo discutidas como algo que "um dia poderá acontecer", ou seja, como uma possibilidade, uma expectativa ou até mesmo como distúrbios exagerados de ambientalistas.
É necessário levar as coisas mais a sério, ou seja, todo mundo precisa conscientizar que os acontecimentos são reais e que já estamos enfrentando os efeitos já há algum tempo.
TUFÕES, TORNADOS, CICLONES, VULCÕES, TERREMOTOS, MAREMOTOS, QUEIMADAS, TROMBAS D´ÁGUA, DEGELO, AUMENTO DO NÍVEL DO MAR, AR IRRESPIRÁVEL, VOÇOROCAS GIGANTESCAS, ETC...estão aí, assolando todos os países, inclusive, regiões, que anteriormente, nunca tinham experimentado tais fenômenos naturais...E O RESULTADO DISTO TUDO: fome, miséria, sofrimentos...!!!
Portanto, propostas de redução de 25 a 40% da emissão de gases por países industrializados, é algo muito distante...não digo que isto já não é uma luzinha no fim do túnel, não, já é um início tímido de proposta de uma atitude, para desacelerar o descontrole climático no Planeta Terra.
Acredito que, a PROPOSTA MAIS CORRETA E NECESSÁRIA, SERIA "A DECRETAÇÃO DE UM STOP NOW, 25 a 40% de redução dos gases poluentes, até 2010, NO MÁXIMO.
Não se trata, aqui, de sugestão de parar o mundo, matar todos de fome, levar todos à pobreza, nada disso...A NOSSA PROPOSTA É DE UM DESENVOLVIMENTO CONSCIENTE E SUSTENTÁVEL, COM TODO MUNDO SENDO RESPONSABILIZADO E PENALIZADO PELOS SEUS ATOS E ATITUDES, QUE ESTÃO ENVENENADO E DETERIORANDO A VIDA NA TERRA!
Isto é possível???
Claro que é!!! Basta ter vontade política e buscar as soluções racionais e tecnológicas. O homem, como ser inteligente que é, sabe o que é bom e o que é ruim para a vida, portanto está apto a criar e desenvolver sistemas e processos de redução na emissão de gases poluentes.
Veja a opinião, de Tony Blair, o ex-Primeiro Ministro Inglês:

27/06/2008 - Tony Blair: países precisam romper o impasse para evitar catástrofe climática
De Tony Blair*Em Tóquio
Nos últimos anos tem havido uma enorme mudança de opinião em relação à mudança climática. Atualmente cientistas e líderes políticos encontram-se unidos no que diz respeito à ameaça e à necessidade de ação. Mas há o perigo de que surja um desacordo crescente quanto à dimensão e à velocidade da redução das emissões de gases causadores do efeito estufa exigida.
Os cientistas afirmam que reduções entre 25% e 40% nos países industrializados até o ano 2020 são essenciais para manter a elevação de temperatura em um nível baixo e reduzir o risco de uma alteração climática catastrófica e irreversível.
Mas, com um aumento de mais de 1% ao ano das emissões globais de carbono, os líderes políticos questionam como poderão implementar reduções tão drásticas sem prejudicar a prosperidade.
Sir Nicholas Stern, autor da análise de 2006 dos aspectos econômicos da alteração climática, pode ter demonstrado que o custo do adiamento das medidas para enfrentar o aquecimento global será muito mais elevado do que o preço de se agir agora. Mas os políticos que pensam apenas no longo prazo e ignoram as preocupações imediatas do povo podem ficar no cargo por pouco tempo - endo substituídos por pessoas que pensem diferente.
Assim, o desafio é concordar quanto às ações de âmbito nacional e internacional para a implementação da economia de baixas emissões de carbono, mas de uma forma que permita às pessoas - incluindo aquelas que vivem nas regiões mais pobres do globo - gozar dos benefícios materiais e sociais do crescimento e do consumo. Isso requer um plano suficientemente radical, determinando que rumo tomaremos, mas ao mesmo tempo realista a respeito do estágio em que nos encontramos agora e da velocidade desse percurso.
Tendo em vista a complexidade das questões envolvidas, essa é uma tarefa mais difícil do que qualquer outra enfrentada pela comunidade internacional em mais de meio século. Mas é vital, levando-se em conta o preço potencial do fracasso, que chegue-se a um acordo na conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), em Copenhague (Dinamarca), no ano que vem.
Em momento algum eu subestimo as imensas dificuldades políticas e econômicas. O consenso é que as emissões de gases causadores do efeito estufa devam ser reduzidas em 50% até 2050, a fim de que haja uma boa chance de manter a elevação da temperatura global em torno de 2ºC. Para se atingir esta meta será necessária uma mudança nas nossas economias de uma dimensão sem precedentes.
A tarefa pode parecer assustadora, mas há motivos para esperança. Estima-se que já contemos com a tecnologia para promover 70% das mudanças necessárias. Uma maior eficiência energética será responsável, sozinha, por um quarto dos avanços, além de reduzir os gastos com energia. O desmatamento é responsável por até 20% do problema das emissões. Também é evidente que se implementarmos os incentivos corretos, o mercado responderá, a engenhosidade e a criatividade humanas funcionarão e amanhã teremos respostas que não enxergamos hoje.
Temos também que aceitar a realidade. Uma expansão da energia renovável e, em alguns países pelo menos, da energia nuclear*, é essencial para fechar o restante dessa lacuna.
Mas a grande maioria das novas usinas de energia construídas nos Estados Unidos, na Índia e na China nas próximas duas décadas será movida a carvão**, de forma que é absolutamente crucial que se desenvolvam tecnologias para a captura e o armazenamento de carbono. E existe uma grande lacuna entre a nossa necessidade de energia nuclear e a nossa capacidade de a utilizarmos, já que a indústria nuclear foi bastante marginalizada nos últimos anos.
E tampouco podemos nos dar ao luxo de repetirmos Kioto. É preciso que todos os países envolvam-se. O mundo desenvolvido, que criou 80% dos gases causadores do efeito estufa gerados pelos ser humano que atualmente encontram-se na atmosfera, precisa assumir a liderança para reduzi-los. Mas, se os Estados Unidos atingirem as metas mais ousadas para tais reduções e a China continuar na sua presente rota, as emissões ainda continuarão aumentando acima daquele nível a partir do qual a alteração climática potencialmente catastrófica torna-se bem mais provável.
Assim, o desafio é grande, e o prazo é curto. Sem uma nítida direção política, há um risco real de que o Encontro de Cúpula da ONU em Copenhague, em dezembro de 2009, conduza a um acordo com base no menor denominador comum, com cada país contribuindo com o mínimo que acreditar ser possível.
Mas é também possível enxergar as bases para o acordo ambicioso, mas possível, que se faz necessário. E aqui o preço elevado do petróleo e os constantes temores de que a oferta não atenda a demanda no futuro são fatores que ajudam. Tanto a segurança energética quanto a mudança climática apontam para a necessidade de transformação da forma como as nossas economias crescem, a fim de reduzirmos drasticamente a nossa dependência do carbono. Isso deverá tornar possível um acordo quase universal quanto à meta de redução das emissões em 50% até 2050.
Não devemos nos apegar a um acordo que cubra todas os cenários possíveis. No decorrer dos próximos anos, o nosso conhecimento e a velocidade da inovação tecnológica mudarão dràsticamente.
A tarefa crucial em Copenhague é concordar quanto a uma rota definida, tanto para o mundo desenvolvido quanto para os países em desenvolvimento, rumo a uma economia de pouco carbono. Precisamos de um acordo que represente o máximo que se possa alcançar politicamente em 2009, mas que estabeleça um processo que permita que esse acordo seja facilmente ajustado no decorrer do tempo.
Isso requer que os principais países industrializados que participarão da Reunião de Cúpula do Grupo dos Oito (G8), em Hokkaido, no mês que vem(julho/2009) - juntamente com a Reunião das Principais Economias - concordem com a meta para 2050 e com os elementos centrais que poderão entrar no acordo global.
Eles precisam também identificar e financiar a pesquisa e a análise que se fazem necessárias para que se obtenha um amplo acordo em Copenhague, que possa ser levado adiante no encontro dos integrantes do G8 na Itália em junho de 2009.
Caso essas medidas preparatórias sejam tomadas, a comunidade internacional chegará em Copenhague sabendo que existe um rumo político por parte dos países que respondem por 75% de todas as emissões. E igualmente importante é o fato de que ficará também claro que não se espera que Copenhague resolva todos os problemas, mas sim que estabeleça um processo contínuo que permita ajustes conforme as circunstâncias mudem.
Há motivos para otimismo. Países como a China e a Índia aceitam agora que a alteração climática é um problema de todos, e não apenas daquelas nações mais responsáveis pelo aquecimento global. Nos Estados Unidos e no Japão presenciamos também uma mudança bem-vinda de atitude. Na Europa existe agora um consenso genuíno e profundo quanto à necessidade de ação.
O desafio não diz mais respeito a vontade política. A questão é como chegarmos a um acordo, ao mesmo tempo radical e realista, que trace nitidamente uma rota para um futuro de baixa emissão de carbono. Isto é algo que está ao nosso alcance. Não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar a oportunidade.
*Tony Blair foi o primeiro-ministro do Reino Unido de 1997 a 2007; atualmente ele lidera a iniciativa "Rompendo o Impasse Climático" para a promoção de um novo acordo global sobre a alteração climática
Fonte: International Herald Tribune - Notícias UOL/Tradução: UOL
* - ENERGIA NUCLEAR, NÃO!!!!!!!!!!!!!!
** - Carvão produzido sem poluição!

26 junho 2008

RIO DE JANEIRO - BRASIL - A SUA EXUBERÂNCIA

Foto: http://www.imagensviagens.com/br5_rio.htm

09/06/2008 - Rio de Janeiro: gigantismo da natureza no hemisfério Sul

No hemisfério Sul, é o final do outono. Mas, no Rio de Janeiro, a temperatura está amena e não há praticamente nenhuma chuva, muito menos do que no mês de janeiro, quando costuma chover canivetes um dia a cada dois ou três. O tempo está agradável, com 25 °C na parte da tarde, na sombra, e 30 °C no sol, o que equivale ao tempo que nós temos em julho em Paris. Isso além do mar, da floresta, da montanha, ou seja, da natureza que a nossa metrópole não tem. Aliás, dias atrás, uma cobra de 2 metros de comprimento estava tomando sol no gramado, vinda da floresta vizinha. Nem um pouco agressiva, ela foi colocada de volta no lugar de onde ela vinha; depois de posar para algumas fotos.

Ela não passava de uma grande "serpente" local, inofensiva e ainda juvenil. Quando adulta, esta jibóia, uma serpente constritora, terá o seu comprimento dobrado e continuará sendo pouco perigosa, ao menos para quem souber lidar com ela! Ainda assim, um pouco mais perigosa. Seria preferível não deixar os cães, ou os gatos, do lado de fora da casa...Aqui, o inverno se aproxima, inúmeras plantas estão florescendo enquanto outras se preparam para isso. De fato, as estações são menos marcadas do que mais ao sul, onde pode gear, e do que na França. E, entretanto, certos arbustos florescem no mesmo momento em São Paulo, no Rio e em Paris.

As azaléias japonesas, da mesma forma que as da Índia, formam grandes moitas floridas cuja altura alcança e ultrapassa os dois metros, apontando para todas as direções, sob os trópicos. É verdade, elas são menos floridas do que nas nossas regiões, em razão, justamente, do fato de que as estações são menos marcadas. Aqui, essas plantas acidúricas apresentam algumas flores desabrochadas, só que em maio, o seu número é um pouco maior do que no restante do ano.Ipês rosa e bougainvílleas

Os ipês rosa estão em flores e o espetáculo é deslumbrante: uma árvore tão grande quanto um plátano, inteiramente despido de folhas, fica coberta num espaço de tempo muito curto e por alguns dias apenas, por milhares de flores rosa-choque... ou amarelas. A árvore é protegida por lei, uma vez que a sua madeira excepcional por pouco não lhe foi fatal, tanto mais que o seu crescimento é muito demorado.

As bougainvílleas também estão florescendo. As suas flores podem ser das mais diversas cores, mas a mais bonita dentre elas é incontestavelmente a espécie-tipo, cujas brácteas são violetas e cujas flores, insignificantes, brancas. As vermelhas, rosas ou alaranjadas nunca chegam a ser tão elegantes. Aqui, ela alcança mais de 20 metros de comprimento e, tal como uma roseira cipó, não se faz de rogado para agarrar-se a tudo aquilo que lhe oferecem para encobrir. Mas ela supera de longe a roseira neste papel, primeiro mostrando-se persistente, e depois florescendo por três ou quatro meses seguidos! Além de tudo, ela nunca fica doente e os seus espinhos são menos cruéis do que os das roseiras cipós.

Mas a bougainvíllea tem uma rival, a tibuquina. Seria melhor dizer, as tibuquinas, porque elas são muito variadas: algumas são pequenas, outras grandes, do tamanho de uma árvore ou de um pequeno arbusto.

Fraca e doentia em nosso país, onde, já faz alguns anos, ela é vendida como planta para laranjais cultivados em estufas, ela cresce aqui como erva daninha e floresce a tal ponto que as suas folhas ficam ocultadas. As suas flores são simples, achatadas, com um diâmetro de 4 centímetros, e a sua cor roxo escuro possui uma densidade e uma luminosidade excepcionais. Elas aparecem em forma de cachos eretos na extremidade de todos os ramos, e o espetáculo merece uma parada e uma contemplação atenta, em silêncio. Ela é uma dessas maravilhas da natureza que jorram tanto dos jardins quanto da Mata Atlântica, que se estende à beira do oceano.

Fonte: Le Monde - Tradução: Jean-Yves de Neufville - por Alain Lompech


Precisamos preservar nossa flora...é um dever de todos...até quando teremos esta profusão de cores?

CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL

11/06/2008 - Martin Wolf: crescimento sustentável é o grande desafio do século 2

É possível para a vasta massa da humanidade desfrutar dos padrões de vida dos atuais países de alta renda?

Esta pode ser a maior pergunta diante da humanidade no século 21. É a versão atual das dúvidas expressadas por Thomas Malthus, há dois séculos, sobre a possibilidade de aumentos duradouros nos padrões de vida. O destino de nossos descendentes depende da resposta. Ela determinará se este será um mundo de esperança em vez de desespero, e de paz em vez de conflito.

Esta -não a eficácia de suas prescrições em particular- é a maior questão levantada pelo relatório da comissão de crescimento, discutido aqui na semana passada. Também é o foco de um novo livro poderoso de Jeffrey Sachs, diretor do Instituto Terra* da Universidade de Colúmbia.

O desafio é simples. A renda per capita mundial poderia aumentar 4,5 vezes até 2050 e a população mundial em 40%. Isto significaria um aumento de seis vezes na produção global, concentrada nos países em desenvolvimento. Esse aumento é viável? A resposta que ele dá é: sim e não -sim, porque mudanças nos incentivos, tecnologia e instituições políticas e sociais tornariam um resultado benigno viável; e não, porque o caminho em que estamos agora é insustentável. O professor Sachs é um profeta otimista do apocalipse. Ele se posiciona no ponto intermediário entre aqueles ambientalistas que não vêem nenhuma solução e os defensores do livre mercado que não vêem nenhum problema.Por inclinação, eu estou mais próximo dos últimos do que dos primeiros. Mas se tornou evidente, pelo menos para mim, que o impacto humano no planeta do qual dependemos aumentou para proporções enormes. Nós tratamos os bens globais como se fossem gratuitos. Evidentemente, eles não são.

O prof. Sachs enfatiza três metas: primeiro, "o fim da pobreza extrema até 2025 e uma melhor segurança econômica também dentro dos países ricos"; segundo, "a estabilização da população mundial em 8 bilhões ou menos até 2050 por meio de redução voluntária das taxas de fertilidade"; e, terceiro, "sistemas sustentáveis de energia, uso de terras e recursos que evite as tendências mais perigosas da mudança climática, extinção de espécies e destruição dos ecossistemas". Finalmente, para atingir estes fins, ele recomenda "uma nova abordagem para a solução dos problemas globais com base na cooperação entre as nações e o dinamismo e criatividade do setor não-governamental".

Alguém poderia ver a primeira das metas acima como a de prosperidade para todos. O controle populacional está relacionado a este fim porque as pessoas mais pobres do mundo sofrem com o fardo dos custos de criar suas grandes famílias. Finalmente, apenas com a administração dos bens globais será possível sustentar a elevação dos padrões de vida.

O conceito mais esclarecedor do livro é o do "antropoceno" -a era na qual as atividades humanas dominaram o mundo. Peter Vitousek, da Universidade de Stanford, documentou as formas com que a humanidade se apropriou da dádiva do planeta para seu uso próprio: os seres humanos agora exploram 50% do potencial fotossintético terrestre; eles despejam agora um quarto do dióxido de carbono na atmosfera; eles usam 60% do escoamento acessível dos rios; eles são responsáveis por 60% da fixação de nitrogênio do planeta; eles são responsáveis por um quinto de todas as invasões de plantas; ao longo dos últimos dois milênios eles provocaram a extinção de um quarto de todas as espécies de aves; e exploraram ou exploraram em excesso mais da metade da pesca do mundo.

Goste ou não, nós humanos agora estamos no controle. Então o que devemos fazer? Em sua resposta, o prof. Sachs compartilha o otimismo da maioria dos americanos: nós devemos consertar as coisas, ele insiste, mas só podemos fazê-lo juntos. Neste grande empreendimento, ele argumenta, os Estados Unidos devem compartilhar a liderança, mas não podem ditar ao restante da humanidade.

Em relação à dinâmica do crescimento nos países em desenvolvimento, os pontos de vista do prof. Sachs são próximos dos da comissão de crescimento. Mais distinta é sua recomendação de uma grande estratégia de impulso forte de investimento, apoiada por ajuda, visando retirar os mais pobres do mundo, predominantemente africanos, das armadilhas da pobreza nas quais, no seu entender, eles caíram. O prof. Sachs fez contribuições notáveis ao nosso entendimento dos obstáculos ao desenvolvimento criados pela geografia, meio ambiente e doenças devastadoras, como a malária. Em seu atual livro, ele enfatiza como a escassez de água contribui para a pobreza e o conflito por todo o planeta.Mas sou mais cético do que o prof. Sachs quanto ao retorno de uma estratégia de um impulso forte. Em muitos casos, ela fracassará. Mas precisa ser tentada, porque não há alternativa moralmente tolerável ou crível. Eu também concordo que esforços imensos devem ser feitos para acelerar o declínio da fertilidade nos países mais pobres do mundo, apesar de voluntariamente.

Mas suponha que o crescimento econômico se espalhe pelo planeta, como gostaríamos. Ele poderá ser sustentável? O prof. Sachs é notadamente otimista a respeito dos recursos para o crescimento. Sua visão é de que os recursos de combustíveis fósseis, energia renovável e disponibilidade de água doce devem ser suficientes para apoiar a manutenção do crescimento ao longo do próximo meio século. Mas isto quase certamente exigiria uma transição das tecnologias de energia baseadas no petróleo para baseadas em carvão e renováveis. A energia seria, quase certamente, muito mais cara do que no período 1985-2000, mas não proibitivamente.

O desafio, na visão do prof. Sachs, é tornar o crescimento compatível com a conservação dos bens globais: a sobrevivência das espécies e, acima de tudo, a mudança climática. Mas talvez o que seja mais intrigante em tudo é o otimismo que ele exibe em relação à segunda tarefa. Apesar de abraçar a visão de que a mudança climática é uma ameaça imensa, ele também acredita que pode ser resolvida com um custo modesto, desde que incentivos adequados sejam implantados: menos de 1% da renda global.

Ao todo, na verdade, o prof. Sachs acredita que podemos atingir todas as metas que ele estabeleceu -a eliminação da pobreza em massa, controle populacional e sustentabilidade ambiental - por menos de 2% da renda global. Isto representa cerca de meio ano de crescimento global e é certamente um preço barato.

Esta, então, é uma análise que consegue ser ao mesmo tempo pessimista e otimista. Seria possível não ser tão otimista em relação ao custo das soluções. Mas é preciso reconhecer a relevância dos desafios. Se o crescimento econômico parar, o conflito entre os povos do mundo correria o risco de se tornar inadministrável. Se as conseqüências ambientais provarem ser grandes demais, os custos do crescimento seriam insuportáveis. Agora nós somos mestres do nosso planeta. A grande pergunta para o século 21 é se poderemos também nos tornar mestres de nós mesmos.

*Common Wealth: Economics for a Crowded Planet (Allen Lane, 2008)

Fonte: Financial Times - Tradução: George El Khouri Andolfato

24 junho 2008

PAÍSES SIGNATÁRIOS DO PROTOCOLO DE QUIOTO (KYOTO)




Mapa do Protocolo de Quioto em 2005.
Legenda :
. Verde : Países que ratificaram o protocolo.
. Amarelo : Países que ratificaram, mas ainda não cumpriram o protocolo.
. Vermelho : Países que não ratificaram o protocolo.
. Cinzento : Países que não assumiram nenhuma posição no protocolo.
Discutido e negociado em Quioto no Japão em 1997, foi aberto para assinaturas em 16 de março de 1998 e ratificado em 15 de março de 1999. Sendo que para este entrar em vigor precisou que 55% dos países, que juntos, produzem 55% das emissões, o ratificassem, assim entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em Novembro de 2004.

O PROTOCOLO:
Aberto para Assinaturas - 16 de março de 1998 em Quioto
Data da entrada em vigor - 16 de fevereiro de 2005.
Condições para entrada em vigor: Ratificação por cinqüenta e cinco países e que representem pelo menos 55% das emissões de
gases do efeito estufa ocorridas no ano de 1990 pelos países incluídos no anexo I.
Partes:
175 países

PROJETO:

A redução das emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si, através de algumas ações básicas:
. Reformar os setores de energia e transportes;
. Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
. Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;
. Limitar as emissões de
metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;
. Proteger florestas e outros sumidouros de
carbono.

OS 175 PAÍSES SIGNATÁRIOS:
12- Chipre - 16 de Julho de 1999
13-
Paraguai - 25 de Agosto de 1998 - 27 de Agosto de 1999
14-
Guatemala - 10 de Julho de 1998 - 5 de Outubro de 1999
15 -
Uzbequistão - 20 de Novembro de 1998 - 12 de Outubro de 1999
16 -
Nicarágua - 7 de Julho de 1998 - 18 de Novembro de 1999
17 -
Bolívia - 29 de Julho de 1998 - 30 de Novembro de 1999
18 -
Palau - 10 de Dezembro de 1999
19 -
Mongólia - 15 de Dezembro de 1999
20-
Equador - 15 de Janeiro de 1999 - 13 de Janeiro de 2000
21-
El Salvador - 8 de Junho de 1998 - 13 de Janeiro de 2000
22-
Honduras - 25 de Fevereiro de 1999 - 19 de Julho de 2000
23-
Barbados - 7 de Agosto de 2000
24-
Guiné Equatorial - 16 de Agosto de 2000
25-
Lesoto - 6 de Setembro de 2000
26-
Guiné - 7 de Setembro de 2000
27-
Kiribati - 7 de Setembro de 2000
28-
México - 9 de Junho de 1998 - 7 de Setembro de 2000
29-
Azerbaijão - 28 de Setembro de 2000
30-
Samoa - 16 de Março de 1998 - 27 de Novembro de 2000
31-
Uruguai - 29 de Julho de 199-5 de Fevereiro de 2001
32-
Romênia - 5 de Janeiro de 1999 - 19 de Março de 2001
33-
Maurícia - 9 de Maio de 2001
34-
Gâmbia - 1 de Junho de 2001
35-
Vanuatu - 17 de Julho de 2001
36-
Senegal - 20 de Julho de 2001
37-
Nauru - 16 de Agosto de2001
38-
Argentina - 16 de Março de 1998 - 28 de Setembro de 2001
39-
Burundi - 18 de Outubro de 2001
40-
Bangladesh - 22 de Outubro de 2001
41-
Malaui - 26 de Outubro de 2001
42-
Malta - 17 de Novembro de 1998 - 11 de Novembro de 2001
43-
República Checa - 23 de Novembro de 1998 -15 de Novembro de 2001
44-
Colômbia - 30 de Novembro de 2001
45-
Marrocos - 25 de Janeiro de 2002
46-
República Dominicana - 12 de Fevereiro de 2002
47-
Benim - 25 de Fevereiro de 2002
48-
Djibouti - 12 de Março de 2002
49-
Uganda - 25 de Março de 2002
50-
Mali - 27 de Janeiro de 1999 - 28 de Março de 2002
51-
Papua Nova Guiné - 2 de Março de 1999 - 28 de Março de 2002
52-
Cuba - 15 de Março de 1999 - 30 de Abril de 2002
53-
Islândia - 23 de Maio de 2002
54-
Noruega - 29 de Abril de 1998 -30 de Maio de 2002
--
União Européia - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio de 2002
Todos os membros da
União Européia (do 55 à 70) assinaram simultaneamente.
55-
Áustria - 24 de Setembro de 1998 - 31 de Maio de 2002
56 -
Bélgica - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio de 2002
57-
Dinamarca - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio de 2002
Gronelândia : aplicado Ilhas Feroé : não aplicado
58-
Finlândia - 29 de Abril de 1998 - 1 de Maio de 2002
59-
França - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio 2002
Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, Reunião: aplicado Polinésia Francesa, Nova Caledônia, Wallis e Futuna, Terras Austrais e Antárticas Francesas, Mayotte, São Pedro e Miquelão: não aplicado
60-
Alemanha - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio de 2002
61-
Grécia - 9 de Abril de 1998- 31 de Maio de 2002
62-
Irlanda - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio de 2002
63-
Itália - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio de 2002
64-
Luxemburgo - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio de 2002
65-
Países Baixos - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio 2002
Aruba: não aplicado Antilhas Neerlandesas: não aplicado
66-
Portugal - 29 de Abril de 1998 - 1 de Maio de 2002
67-
Eslováquia - 6 de Fevereiro de 1998 - 31 de Maio de 2002
68-
Espanha - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio de 2002
69-
Suécia - 29 de Abril de 1998 - 31 de Maio de 2002
70-
Reino Unido - 29 de Abril de 1998 -31 de Maio de 2002
71-
Japão - 28 de Abril de 1998 - 4 de Junho de 2002
72-
Letônia - 14 de Dezembro de 1998 - 5 de Julho de 2002
73-
Seychelles - 20 de Março de 1998 - 2 de Julho de 2002
74-
África do Sul - 31 de Julho de 2002
75-
Eslovênia - 21 de Outubro de 1998 - 2 de Agosto de 2002
76-
Granada - 6 de Agosto de 2002
77-
Costa Rica - 27 de Abril de 1998 - 9 de Agosto de 2002
78-
Bulgária - 18 de Setembro de 1998 - 15 de Agosto de 2002
79-
Hungria - 21 de Agosto de 2002
80-
Camboja - 22 de Agosto de 2002
81-
Brasil - 29 de Abril de 1998 - 23 de Agosto de 2002
82-
Butão - 26 de Agosto de 2002
83-
Chile - 17 de Junho de 1998 - 26 de Agosto de 2002
84-
Índia - 26 de Agosto de 2002
85-
Tanzânia - 26 de Agosto de 2002
86-
Camarões - 28 de Agosto de 2002
87- T
ailândia - 2 de Fevereiro de 1999 - 28 de Agosto de 2002
88-
República Popular da China - 29 de Maio de 1998 - 30 de Agosto de 2002
Hong Kong: aplicado desde 8 de Abril de 2003 Macau: não aplicado
89-
Sri Lanka - 3 de Setembro de 2002
90-
Malásia - 12 de Março de 1999 - 4 de Setembro de 2002
91-
Peru - 13 de Novembro de 1998 - 12 de Setembro de 2002
92-
Vietnã/Vietname - 3 de Dezembro de 1998 - 25 de Setembro de 2002
93-
Estônia - 3 de Dezembro de 1998 - 4 de Outubro de 2002
94-
Libéria - 5 de Novembro de 2002
95-
Coréia do Sul - 25 de Setembro de 1998 - 8 de Novembro de 2002
96-
Polônia - 15 de Julho de 1998 - 13 de Dezembro de 2002
98-
Nova Zelândia - 22 de Maio de 1998 - 19 de Dezembro de 2002
Niue: assinado em 8 de Dezembro de 1998, ratificado em 6 de Maio de 1999 Ilhas Cook: assinado em 16 de Setembro de 1998, ratificado 27 de Agosto de 2001 Toquelau: não aplicado
99-
Lituânia - 21 de Setembro de 1998 - 3 de Janeiro de 2003
100-
Jordânia - 7 de Janeiro de 2003 -
101-
Tunísia - 22 de Janeiro de 2003
102-
Laos - 6 de Fevereiro de 2003
103-
Ilhas Salomão - 29 de Setembro de 1998 - 13 de Março de 2003
104-
Moldávia - 22 de Abril de 2003
105-
Arménia - 25 de Abril de 2003
106-
Quirguistão - 13 de Maio de 2003
107-
Gana -30 de Maio de 2003
108-
Suíça - 16 de Março de 1998 - 9 de Julho de 2003
109-
Guiana - 5 de Agosto de 2003
110-
Botsuana - 8 de Agosto de 2003
111-
Ilhas Marshall - 17 de Março de 1998 - 11 de Agosto de 2003
112-
Mianmar - 13 de Agosto de 2003
113-
Santa Lúcia - 16 de Março de 1998 - 20 de Agosto de 2003
114-
Namíbia - 4 de Setembro de 2003
115-
Madagáscar - 24 de Setembro de 2003
116-
Belize - 26 de Setembro de 2003
117-
Filipinas - 15 de Abril de 1998 - 20 de Novembro de 2003
118-
Israel - 16 de Dezembro de 1998 - 15 de Março de 2004
119-
Ucrânia - 15 de Março de 1999 - 12 de Abril de 2004
120-
Togo - 2 de Julho de 2004
121-
Ruanda - 22 de Julho de 2004
122-
Iémen/Iêmen - 15 de Setembro de 2004
123-
Níger - 23 de Outubro de 1998 - 30 de Setembro de 2004
124-
Sudão - 2 de Novembro de 2004
125-
Rússia - 11 de Março de 1999 - 18 de Novembro de 2004
Com a ratificação da Rússia, a claúsula de "55% das emissões de
CO2 em 1990 das Partes inclusas no Anexo I" foi satisfeita e o tratado entrou em vigor, efetivamente a partir de 16 de Fevereiro de 2005.
126-
Macedónia - 18 de Novembro de 2004
127-
Indonésia - 13 de Julho de 1998 - 3 de Dezembro de 2004
128-
Liechtenstein - 29 de Junho de 1998 - 3 de Dezembro de 2004
129-
Nigéria - 10 de Dezembro de 2004 -
130- São Vicente e Granadinas - 19 de Março de 1998 - 31 de Dezembro de 2004
131-
Paquistão - 11 de Janeiro de 2005
132-
Qatar - 11 de Janeiro de 2005
133- Egito - 15 de Março de 1999 - 12 de Janeiro de 2005
134-
Moçambique - 18 de Janeiro de 2005
135-
Omã - 19 de Janeiro de 2005
136-
Dominica - 25 de Janeiro de 2005
137-
Emirados Árabes Unidos - 26 de Janeiro de 2005
138-
Arábia Saudita - 31 de Janeiro de 2005
139-
Argélia - 16 de Fevereiro de 2005
140-
Venezuela - 18 de Fevereiro de 2005
141-
Quênia - 25 de Fevereiro de 2005
142-
Kuwait - 11 de Março de 2005
143-
República Democrática do Congo - 23 de Março de 2005
144-
Burkina Faso - 31 de Março de 2005
145-
Albânia - 1 de Abril de 2005
146-
Etiópia - 14 de Abril de 2005
147-
Coréia do Norte - 27 de Abril de 2005
148-
Haiti - 6 de Julho de 2005
149-
Mauritânia - 22 de Julho de 2005
150-
Eritréia - 28 de Julho de 2005
151-
Irã - 22 de Agosto de 2005
152-
Bielorrússia - 26 de Agosto de 2005
153-
Nepal - 16 de Setembro de 2005
154-
Guiné-Bissau - 18 de Novembro de 2005
155-
Suazilândia - 13 de Janeiro de 2006
156-
Síria - 27 de Janeiro de 2006
157-
Bahrein - 31 de Janeiro de 2006
158-
Cabo Verde - 10 de Fevereiro de 2006
159-
Mónaco - 29 de Abril de 1998 - 3 de Fevereiro de 2006
160-
Singapura (Cingapura) - 12 de Abril de 2006
161-
Zâmbia - 5 de Agosto de 1998 - 7 de Julho de 2006
162-
Líbia - 24 de Agosto de 2006
163-
Suriname - 25 de Setembro de 2006
164-
Serra Leoa - 10 de Novembro de 2006
165-
Gabão - 12 de Novembro de 2006
166-
Líbano - 13 de Dezembro de 2006
167-
Congo - 12 de Fevereiro de 2007
168-
Bósnia e Herzegovina - 16 de Abril de 2007
169-
Costa do Marfim - 23 de Abril de 2007
170-
Croácia - 11 de Março de 1999 - 27 de Abril de 2007
171-
Angola - 8 de Maio de 2007
172-
Austrália - 3 de Dezembro de 2007

Assinado com intenção de ratificar

1 - Cazaquistão

Não assinado e não ratificado

Afeganistão
Andorra
Brunei
Chade
Comores
Estados Unidos
Iraque
Montenegro
Palestina
Saara Ocidental
República Centro-Africana
São Cristóvão e Névis
São Marinho
São Tomé e Príncipe
Sérvia
Somália
Tadjiquistão República da China
Timor-Leste
Tonga
Turquia
Vaticano
Zimbábue

Países pertencentes ao Anexo I
As Partes Anexo I correspondem aos países-membros da
OECD e os países do antigo bloco soviético, que são chamados de países em transição para economia de mercado.
As Partes Anexo I são aquelas que têm metas de redução em relação ao
Protocolo de Quioto. São divididos em dois sub-grupos:
Membros da OECD, aqueles países que necessitam diminuir suas emissões e portanto podem tornar-se compradores de créditos provenientes dos
mecanismos de flexibilização, como a Alemanha, Japão, Holanda, etc.
os países que estão em transição econômica (antigo bloco
soviético) e por isso podem ser anfitriões de projetos do tipo implementação conjunta, como a Ucrânia, Rússia, Romênia, etc.
Note que a lista abaixo é a lista completa, incluindo países não signatários.
Alemanha
Austrália
Áustria
Bielorrússia (1)
Bélgica
Bulgária (1)
Canadá
Croácia (1) (2)
Dinamarca
Eslováquia (1) (2)
Eslovênia (2)
Espanha
Estados Unidos
Estônia (1)
Rússia (1)
Islândia
França
Grécia
Hungria (1)
Irlanda
Itália
Japão
Letônia (1)
Liechtenstein] (2)
Lituânia (1)
Luxemburgo
Mónaco (2)
Noruega
Nova Zelândia
Países Baixos
Polônia (1)
Portugal
Reino Unido
República Checa (1) (2)
Romênia (1)
Suécia
Suíça
Turquia
Ucrânia (1)
União Européia
(1) Países em processo de transição para uma economia de mercado.
(2) Países que passaram a fazer parte do Anexo I mediante emenda que entrou em vigor no dia 13 de Agosto de 1998, em conformidade com a decisão 4/CP.3 adoptada na COP 3.
Os países com economia em transição (marcados com (1)) podem ser anfitriões de projetos de
Implementação conjunta. Os demais países da lista são (ou deveriam ser) os países com metas para diminuição de emissões de gases do efeito estufa, portanto necessitam adquirir créditos de carbono.
Os países em desenvolvimento são chamados países do “não Anexo I” e podem ser anfitriões de projetos de
mecanismo de desenvolvimento limpo.

Fonte: Wikipedia